VIAJANDO COM UMA PÃO-DURO

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Autoria de LuDiasBH

PAODURO

Nada pior do que conviver com alguém mesquinho, que faz confusão por qualquer bobagem. Há pessoas que fazem questão de centavos numa divisão entre amigos. Tempos atrás, viajei com uma determinada pessoa que destoava totalmente da turma. Quando dividíamos as despesas, tínhamos que sair catando moedinhas para lhe dar o troco total. E, se a divisão dava uma dízima periódica, sempre tínhamos que arredondar para mais a parte dela, sem falar que muitas vezes saía para lanchar separadamente, para não ser obrigada a dividir uma despesa maior. Foi uma viagem maravilhosa a Salvador, excetuando os chiliques da pão-duro, caso que, com o tempo, virou piada.

Conta-se que esta expressão nasceu no Rio de Janeiro, nas primeiras décadas do século XX. Havia na cidade um mendigo que sempre pedia algo para comer, nem que fosse um pão duro, o que ainda ouvimos nos dias de hoje, embora pão velho seja mais comum.

O mais interessante foi que, com o passar dos anos, o mendicante virou pedinte profissional, de modo que, ao morrer, descobriu-se que era dono de muitos bens. Em cima dessa história, foi encenada uma peça sobre tal personagem, que recebeu o nome de “Pão-Duro”, expressão que ganhou vida e passou a significar pessoa mesquinha, sovina, mão de vaca, avaro, munheca de samambaia…

Obs.:
Não existe feminino para expressão. Trata-se de um adjetivo ou substantivo de dois gêneros, de acordo com o Aurélio (o pão-duro/ a pão-duro).

Nota: Imagem copiada de www.perfecta.com.br

2 comentários sobre “VIAJANDO COM UMA PÃO-DURO

  1. ana lucia

    Lu querida,
    Eu conheço algumas pessoas assim. Você já reparou que geralmente são os que têm mais? Disgusting… Um beijo.
    Ana

    Responder

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