COLOCANDO-SE NO LUGAR DO OUTRO

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Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Você consegue se colocar no lugar do outro? Consegue sentir o mundo do outro como se fosse o seu? A palavra que se usa para designar tal capacidade é “empatia”, que quer dizer “entrar no sentimento” – ou, melhor dizendo, “colocar-se no lugar do outro”. A empatia é uma das ferramentas mais úteis para nossa reforma íntima. Mas é preciso saber como praticá-la.

A arte de colocar-se no lugar do outro é, essencialmente, ser uma pessoa empática. É um passo além de ser simpático ou carismático. É ser espontâneo em sabedoria e na arte de surpreender. O indivíduo empático é uma pessoa que transfere sua experiência sem pedir nada em troca. Os empáticos dão vida à vida. São sempre lembrados como pessoas insubstituíveis. Fazem total diferença no nosso dia a dia.

Os empáticos são capazes de superar o pessimismo e o mau humor, além de superar a necessidade diária – e estúpida – de estar sempre acima dos outros. São pessoas afetuosas. São verdadeiros pacificadores. Na presença deles, imperam serenidade e calmaria. Temos muito a aprender com eles! São lentos para condenar e rápidos em compreender. São pessoas maduras, e sabem que a “verdade” está sempre longe do ideal. Minha verdade pode não ser a sua, e vice-versa.

Ser empático é saber entender a falha do outro, deixar as mágoas de lado e compreender que somos todos imperfeitos. Seu objetivo não é ganhar discussões, e sim conquistar pessoas. São tão surpreendentes que não têm medo de pedir desculpas. Ao contrário, pessoas que não possuem empatia colocam o status social acima de tudo, escondendo suas emoções e seus medos nas sombras de uma vida falsa e vazia.

Se você se irrita facilmente com pequenas coisas no dia a dia, saiba que reformas internas são necessárias em busca de atitudes mais empáticas. Mas como poderíamos melhorar nossa capacidade de sermos mais empáticos e, assim, jogar luz à nossa vida e aos que nos rodeiam?

  • Primeiramente, não espere nada de ninguém.
  • Ouça mais e fale menos.
  • Aja com respeito e bondade com as pessoas, e, caso seja ofendido ou não retribuído de alguma forma, entenda que o problema não está em você.
  • Entenda que é perda de tempo ficar remoendo situações desagradáveis.
  • Não perca suas energias acusando as pessoas, exaltando um erro alheio ou se gabando dos seus acertos perante os outros. A vida é mais do que isso.
  • Seja humilde e não viva baseando-se em fatores externos.
  • Seja você mesmo e compreenda que todos nós estamos vivendo em busca de aprendizado interior, e só assim poderemos lidar com o próximo.

O escritor Augusto Cury dissertou muito bem sobre o tema: “Nunca exija o que os outros não podem dar. No momento em que uma pessoa erra, falha, equivoca-se, não consegue abrir o leque da inteligência para dar respostas lúcidas. Exigir lucidez nos focos de tensão é uma afronta aos direitos humanos”.

E um velho ditado árabe diz que “na panela grande tem de caber a panela pequena”. Se não entender algo, busque compreender. Pratique o entendimento e a compreensão.

Nota: imagem copiada de CONTI outra

2 comentários em “COLOCANDO-SE NO LUGAR DO OUTRO

  1. Mario Mendonça

    Prezado Dr. Telmo

    Atualmente é impossível ter empatia, pois vivemos numa sociedade tão cooptada pela extravagância, que os dragões da intolerância reinam com absoluta soberania! Hoje só existe o “eu fui, eu sou, e serei”. E para isso tem que haver resiliência para entender o significado da destruição que nós mesmo cavamos.

    Culpados? A deformação social!

    Abração

    Mário Mendonça

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Mário

      O ser humano parece já nascer com o gene da prepotência. É preciso um trabalho profundo para superar “os dragões da intolerância”. Nós, humanos, somos o mal do planeta Terra, ou seja, a sua face corrompida.

      Abraços,

      Lu

      Responder

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