MENSAGEM DE ANO NOVO

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Autoria de Edward Chaddad

Um novo ano, novos tempos!

A cultura atual ruma ao consumismo exagerado, sem se preocupar com o desperdício que consome o planeta. E tudo para atender a parcela ínfima da população que parece se divertir, destruindo descontroladamente seus três reinos: animal, mineral e vegetal.  Todo excesso é negativo para a vida social rezam todas as crenças filosóficas e religiosas. Fernando Savater, um filósofo de nosso tempo, ensina que “o sistema considera subversivo frear o fluxo monetário, sem perceber que os excessos de qualquer tipo são negativos para a vida social”

Realmente, para o sistema financeiro, o dinheiro está acima de qualquer coisa. Há pessoas que não gostam nem de pensar em parar de persegui-lo, esquecendo-se, inclusive, de viver. Amontoam uma volumosa cifra que vira poder e, em consequência transforma-se em sua fictícia glória. Isso acontece até mesmo diante da fome que, pela janela da vida observam devorar muitos de seus irmãos de planeta. Esses indivíduos querem ser grandes, endinheirados e poderosos a qualquer custo. E não poderia ser diferente, numa cultura que incita o consumo e o desperdício.

Toda a falta de ética nasce da facilidade com que 10% da humanidade utilizam a bel prazer os recursos do planeta em benefício próprio. Numa casa onde a divisão não é justa, inexiste o respeito pelos valores individuais e coletivos. Enquanto não houver uma consciência global de que todos merecem receber os benefícios doados pelo planeta Terra, não há a menor dúvida que o processo de decadência da humanidade irá continuar a passos largos, pois a ética, que fica relegada a poucos, é a responsável pela manutenção da vida em todos os seus patamares.

O materialismo doentio de nossos tempos está destruindo tudo, ainda que alguns pensem que esteja a gerar riquezas, o que é verdade – mas riqueza para uma ínfima parcela da população mundial. Nos velhos tempos, os valores humanos eram outros. Existiam falhas, erros, o bem e o mal se digladiando. Em todos os tempos isto aconteceu. No entanto, era um mundo menos egoísta para se viver, pois havia muito mais amor, solidariedade, amizade e uma grande preocupação com o planeta. A história de que o contexto social pode nos dominar e devemos nos incluir nele é um pensamento retrógrado e infeliz que nos leva a matar nossa capacidade de reflexão, como está acontecendo nos dias de hoje.

Muita gente pregar subir à montanha, mas poucos são aqueles que, por vezes, silenciosos, movidos pela solidariedade, pela compaixão, vão ao encontro dos analfabetos para os ensinar a ler e a escrever; vão ao encontro dos famintos, para mitigar sua fome; vão ao encontro dos doentes para ajudá-los no tratamento; vão ao encontro dos indigentes para lhes dar abrigo. Alguns, mais fortes e intrépidos vão até mesmo ao encontro de criminosos, homens cruéis e impiedosos, para lhes falar do amor que lhes falta e que talvez os possa mudar na busca de uma forma honesta e digna de viver no seio da sociedade.

As pessoas precisam crescer, fazendo jus ao “humanas” que carregam. E que em 2020 o trigo floresça muito mais que o joio; que a humildade seja destacada e mostrada como um valor extraordinário a ser buscada por todos nós; que o altruísmo abrace todos os corações; que a compaixão e a solidariedade sejam nossas companheiras ao longo deste novo ano; e que o amor vença o ódio, a violência e a crueldade implantada pelo materialismo doentio que impera em nossos dias.

Feliz 2020 para todos! Ano Novo, vida nova!

4 pensou em “MENSAGEM DE ANO NOVO

  1. Rodrigo

    Edward

    Por essas e outras que a cada dia mais eu me sinto desconexo deste mundo em que vivemos. Eu me sinto um robô, seguindo a rotina que a sociedade determinou como sendo “produtiva” para o meio. Por dentro, sinto-me vazio e torço para a extinção da humanidade. Muitas vezes encontro neste local um suspiro de esperança. Mas ao me encontrar com as dolorosas verdades observadas, volto ao ponto inicial. E assim continuo uma jornada vazia e sem significado.

    Alguma palavra de conforto?

    Responder
    1. Edward Chaddad

      Rodrigo

      Temos que ter esperança. No meu texto deixei, de forma errônea, de falar sobre ela, falando sobre os aspectos negativos de nosso mundo, para desejar um Ano Novo melhor.Em tudo há um lado positivo. A vida, é preciso entender, é uma travessia. Iremos sentir medo, assustar-nos, não entender os fatos que estão acontecendo. Porém, mesmo diante de um quadro ruim que em algum momento vislumbramos, temos que ter esperança. E essa esperança, para mim, está no próximo.

      Há pessoas ansiosas, como você, para que o amor, a compaixão e a solidariedade triunfem logo. Não só buscam a vitória destes sentimentos divinos, mas também os praticam. São milhares e milhares de pessoas maravilhosas que estão ao nosso entorno e muitas vezes não percebemos. Elas têm a alma e sentimento voltados a Deus, para o bem do planeta Terra. Praticam o amor, a solidariedade e a compaixão e, muitas vezes, silenciosos, anônimos, incógnitos, movidos pelos sentimentos maravilhosos de solidariedade vão ao encontro dos analfabetos para os ensinar a ler e a escrever; buscam os famintos para lhes mitigar a fome; procuram os doentes para ajudá-los na sua cura e a suportarem o sofrimento; inclusive, nas noites de frio intenso, achegam-se aos indigentes para dar-lhes um abrigo ou mesmo um cobertor.

      Existem almas lindas que se dedicam às crianças doentes, portadoras de deficiências físicas ou mentais, abandonadas, exploradas, violentadas, oprimidas, torturadas pela vida, tentando dar-lhes uma família, proporcionar-lhes alimentação, educação, saúde e o sagrado direito de viver com dignidade. Há, também, aqueles que procuram proteger a natureza e os animais abandonados. São sábios e sensíveis e têm ideais de vida que todos nós queremos encontrar. Muitos deles estão ao nosso lado. Todos os dias, são noticiados casos que nos enchem de esperança, como foi o caso do homem que salvou uma criança de cinco anos, do ataque de um cão ptibull no Rio de Janeiro. E outro, em Paris, chegou a escalar um prédio para salvar também uma criança.

      Esperança, é claro, caro Rodrigos, devemos ter. Temos que caminhar sempre na direção de nossos ideais, acreditando na vida, mesmo que encontremos obstáculos, dificuldades, tristezas, mas sempre com fé e esperança, acreditando no amor, em busca da felicidade. Há milhares de pessoas onda persevera a cultura da família, da amizade, da solidariedade, da compaixão e do amor. Se prestarmos bastante atenção, iremos sentir que Deus habita seus corações.

      Rodrigo, embora haja muita tristeza, também há muita alegria e, assim, tenha esperança. Há razões para acreditar e preencher o vazio que sentimos, pois há exemplos de pessoas que diariamente, como uma atriz famosa, não pensou duas vezes e, colocando a vida em risco, salvou a vida de uma família, em um incêndio:
      https://oimparcial.com.br/noticias/2019/12/sheron-menezzes-salva-familia-de-incendio/

      Acredite, Rodrigo e tenha esperança. Sei que você é um idealista.

      Abraços

      Responder
  2. Edward Chaddad

    LuDias

    Lincoln, em seu famoso discurso, a Casa Dividida, menciona que:

    “Na minha opinião, ela não cessará, até que uma crise ocorra, e passe. Uma casa dividida contra si mesma não pode subsistir[1]. Eu acredito que este governo não pode suportar [o país], permanentemente, metade escravocrata e metade livre. Não espero que a União se dissolva – eu não espero que a casa caia – mas eu espero que deixe de ser dividida.”

    Sei que era tempo da escravidão, que já se iniciava sua decadência, porém seu discurso até hoje é importante. Lincoln menciona nos seus fundamentos a citação do evangelho de Mateus, 12:25 – “Porém, entendendo Jesus seus pensamentos, disse-lhes: Todo Reino contra si mesmo dividido é assolado; e toda cidade, ou casa, dividida contra si mesma, não subsistirá.”

    Na verdade, o Brasil pertence aos brasileiros e não a 10% deles, os privilegiados. Um país riquíssimo jamais poderia abrigar a pobreza intolerável. A pobreza infame é hoje sustentada pelo ódio, pela intolerância inclusive, inacreditavelmente, a religiosa, pelo preconceito, racismo, xenofobia e até machismo. O pior é que

    “A população não sabe o que está acontecendo, e nem mesmo sabe que não sabe” (Noam Chomsky)

    Estamos entregando nossa soberania que é o suporte de nossa cidadania, da dignidade da pessoa humana, dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, do pluralismo político, ficando claro que todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente. Assim, nem seremos mais proprietários de nossa Pátria.

    Obrigado pelo comentário e reflexões…

    Abraços

    Responder
  3. LuDiasBH Autor do post

    Edward

    Em seu mais do que atual texto você cita o filósofo de nossos tempos Fernando Savater:

    “O sistema considera subversivo frear o fluxo monetário, sem perceber que os excessos de qualquer tipo são negativos para a vida social”

    Você também nos repassa uma grande verdade:

    “Enquanto não houver uma consciência global de que todos merecem receber os benefícios doados pelo planeta Terra, não há a menor dúvida de que o processo de decadência da humanidade irá continuar a passos largos, pois a ética, que fica relegada a poucos, é a responsável pela manutenção da vida em todos os seus patamares.”

    A decadência imposta ao nosso planeta pelos humanos espalha-se a todo vapor. Talvez seja por isso que os governos não mais duvidam da presença de OVNIS a visitar a Terra, avistados em todos os cantos do globo terrestre. Quem sabe não sejam eles mensageiros de que se não houver uma mudança de atitude por parte dos humanos, não mais existiremos por muito tempo.

    Não sei se você tem acompanhado, mas os cientistas espaciais afirmam que é 100% certo que um meteorito cairá sobre a Terra, só não se sabe quando, pois estão a sair do cinturão que os prende. E ainda não há nada que possa detê-los. Mesmo prestes a virar poeira cósmica, a nossa espécie não toma juízo.

    Parabéns pelas reflexões aqui contidas.

    Abraços,

    Lu

    Responder

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