Courbet – O SONO

Autoria de Lu Dias CarvalhoCourbert1234

A composição O Sono, do pintor francês Gustave Courbet, foi feita sob encomenda para Khalil-Bey, diplomata turco e colecionador de obras de arte eróticas. Neste quadro, o pintor rompe mais uma vez com os tabus culturais de sua época, ao apresentar, numa pintura, uma cena de amor lésbico, visto até então, apenas em estampas e ilustrações.

A composição apresenta duas mulheres, uma morena e outra loira, nuas e entrelaçadas durante o sono, num contato visivelmente amoroso. Como soubesse que a obra não se destinava a ser exibida em público, por fazer parte de uma coleção particular, o artista sentiu-se livre para executá-la livremente.

As duas modelos encontram-se num quarto, sobre uma cama com os lençóis amarfanhados. No canto direito superior da tela está um vaso cheio de flores, que para alguns possuem o formato de um útero. Para o pintor, não afeito à simbologia, trata-se apenas de um vaso decorativo. Um longo colar de pérolas brancas estende-se na cama, debaixo do braço da personagem de cabelos escuros. Entre os pés das duas figuras, na parte inferior da cama, há também uma joia, possivelmente brincos. No canto inferior da tela, à esquerda, próxima ao braço da modelo de cabelos escuros, encontra-se uma mesa de madeira com objetos de vidro sobre ela e joias.

Ficha técnica
Ano: 1866
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 135 x 200 cm
Localização: Musée du Petit Palais, Paris, França

Fontes de pesquisa
Tudo sobre arte/ Sextante
1000 obras-primas da arte europeia/ Könnemann

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O ABRAÇO DE PELÉ E BOBBY MOORE

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Na Copa de 1970, realizada no México, quando o Brasil tornou-se tricampeão, a foto do brasileiro Pelé com o inglês Boby Moore, feita pelo inglês John Varley, depois de um abraço e uma troca de camisas entre os dois atletas, mostrando camaradagem e alegria, tornou-se um dos mais belos símbolos do espírito esportivo, que deve prevalecer em todos os jogos, entre quaisquer povos, indiferentemente da cor, cultura e posição social.

Embora em 1931, segundo a FIFA, quando a França ganhou da Inglaterra, o time francês tenha pedido para ficar com as camisas dos adversários como recordação, somente a partir de 1970 é que tal conduta tornou-se comum, inspirada pelo comportamento dos dois atletas acima.

Naquela época, os negros ainda eram tidos como inferiores aos brancos e, portanto, vistos como se tivessem menos força física e inteligência. Mesmo os feitos de Pelé, na Copa de 1958, não foram suficientes para desmistificar essa utopia. Mas esta imagem dos dois grandes ídolos do futebol brasileiro e britânico calou fundo no coração e mente dos que preconizavam a supremacia branca. Bobby Moore chegou a relatar que era a imagem de si mesmo que mais o agradava.

Uma foto vale por mil palavras, diz a sabedoria popular. Mas por quantas palavras valeria esta, capaz de modificar o conceito tacanho que se tinha em relação ao negro? A resposta fica por conta da história da humanidade.

Fonte de pesquisa
Aventuras na História/ Edição 127
postorworse.wordpress.com

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Courbet – O ENCONTRO

Autoria de Lu Dias CarvalhoCourbert1

A composição O Encontro do pintor francês Gustave Courbet, também conhecida como Bonjour, Monsieur Courbet, foi encomendada por seu patrono, que era um rico colecionador da cidade de Monpellier.

Neste quadro, Courbet representa a si mesmo, enquanto caminha pelo campo, levando às costas sua mochila com seu aparato de pintor, sendo cumprimentado pelo amigo e patrocinador de suas obras, Alfred Bruyas,  e um camponês com seu cão.

Tudo na composição parece simples e real. O próprio pintor apresenta-se em mangas de camisa, com um cajado na mão direita, no qual se firma, e um chapéu na esquerda, como se se tratasse de um andarilho, o que deve ter soado como uma ofensa aos artistas pomposos da época, principalmente os defensores do Salão.

Os personagens encontram-se numa parte do terreno desprovida de vegetação. Ao fundo, uma árvore projeta sua sombra sobre as pernas do patrono, do camponês e sobre o corpo do cão, enquanto Courbet encontra-se totalmente iluminado pela luz. Os três homens trazem o chapéu na mão. O fato de descobrirem a cabeça era comum ao cumprimento da época.

Ao fundo, vê-se uma carruagem parada, com quatro cavalos, provavelmente responsável por trazer os personagens. Servo e patrão encontram-se muito bem vestidos. O cão, com a língua de fora, olha fixamente para o pintor.

O mais interessante é que a pintura proporciona o encontro entre o dinheiro, retratado pelo patrono, o gênio, representado por Courbet e a servidão, desempenhada pelo servo, que ali se apresenta com a cabeça baixa, em atitude de submissão.

Ficha técnica
Ano: 1854
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 129 x 149 cm
Localização: Musée Fabre, Montpellier, França

Fonte de pesquisa
A História da Arte/ E.H. Gombrich

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ALERTA SOBRE REMÉDIOS CONTRA AZIA

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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O uso das medicações para problemas do estômago tem indicações específicas e por tempo determinado pelo médico. Porém, há pessoas que usam essas medicações por meses e até anos, sem saber que podem provocar outros problemas de saúde a longo prazo. Já há pesquisas apontando neste sentido.

Tanto é que a FDA (agência norte-americana para controle de medicações e alimentos) passou a fazer alertas sobre essa classe de drogas, mais conhecidas no meio médico por inibidores da bomba de prótons (IBPs), da qual fazem parte o omeprazol, o pantoprazol e o esomeprazol. O uso prolongado, e mesmo abusivo e por automedicação por parte da população, pode causar a má absorção de nutrientes, vitaminas e minerais, além de fraturas e infecções intestinais.

Os inibidores da bomba de prótons (IBPs) inibem a secreção de ácido gástrico por meio do bloqueio específico presente na célula gástrica. Devem ser usados criteriosamente, para indicações apropriadas, porque podem mascarar sintomas de câncer gástrico, por exemplo. Especialistas recomendam empregá-las sob a menor dose eficaz, durante o menor período possível. A necessidade de tratamento prolongado deve ser revista periodicamente com acompanhamento médico.

Por serem medicações normalmente bem toleradas com efeitos colaterais, muitas vezes, imperceptíveis, as pessoas continuam a usá-las mesmo sem o conhecimento médico. Elas reduzem cerca de 95% da produção diária do ácido clorídrico. Por isso, é importante ressaltar que a produção de ácido pelo estômago tem finalidades específicas, como ajudar na digestão dos alimentos, preparar o bolo alimentar e todos os nutrientes para serem absorvidos de forma adequada a nível intestinal e ser uma barreira de proteção (qualquer bactéria ou microrganismo que entrar pela via digestiva não resiste a ação do suco gástrico).

Portanto, se usamos essas medicações por longo tempo, corremos o risco de apresentar problemas para absorção de vários nutrientes, entre eles o cálcio, magnésio e vitamina B12. Os dois primeiros, muitos importantes para saúde óssea, e a B12 tem importância fundamental para a memória. Segundo a FDA, isso pode levar ao aumento do risco de fraturas ósseas, quadros de demência orgânica e de diarreias causadas pela bactéria Clostridium difficile, pois, como dito acima, o ácido anula o efeito de proteção, facilitando o crescimento de bactérias patogênicas.

É de grande relevância o uso racional destes medicamentos, especialmente em idosos, pois a falta da vitamina B12 vai favorecer o aparecimento de demências, anemia e dano neurológico. A ocorrência de diarreias e fraturas ósseas, pelo mesmo motivo, deve ter seu uso de longo prazo revisto em pessoas da terceira idade. Finalizando, quero afirmar que não sou contra estas medicações. Fazem parte integrante da minha rotina prescricional, pois são de grande utilidade em várias patologias gástricas. O alerta é para seu uso correto.

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ÍNDIA – AS TORRES DO SILÊNCIO E O ZOROASTRISMO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O clima de Bombaim (hoje Mumbai), a maior cidade da Índia, possui um calor de chumbo, sufocante, o que impede muitos estrangeiros de ali se acostumarem. Dizem que a Índia não convém a todo mundo. Penso que lugar algum convém a todo mundo.

Nas ruas, sente-se o odor forte das frutas, que estragam facilmente com o calor, o cheiro de barro e o de incenso de milhares de altares espalhados pela cidade. Aliado a isso, a fetidez do estrume de gado faz-se presente por onde quer que se vá. Os riquixás correm pelas ruas, movimentados por homens esqueléticos, a quem apenas uma força sobrenatural da luta pela sobrevivência consegue manter de pé. Jamais esses poderiam ser puxados por parelhas de bois, pois, para os hindus, a vida de uma vaca vale infinitamente mais que a de um homem.

Bombaim é uma cidade onde a moda toma os mais diversos caminhos. Há indianos enrolados em metros de tecidos, outros meio vestidos e alguns outros praticamente sem roupa alguma. Crianças de pernas finas como palitos e olhos de khol são vistas, aos montes, nas ruas centrais e favelas. Algumas são tão doentes que parecem carregar o quádruplo da idade, enquanto outras mal aguentam de pé a barriga cheia de vermes. Os mendigos parecem arrancar a roupa dos turistas desavisados, pedindo esmolas, com suas múltiplas mutilações e doenças, dentre essas, a lepra.

Cinco torres enfeitam uma colina, onde o silêncio é interrompido pelo voo dos abutres e o grasnado dos corvos gulosos. São as famosas Torres do Silêncio, local onde os parses (ou pársis) celebram seus ritos funerários. Segundo a Wikipédia “uma torre do silêncio é uma construção em forma de torre, que possui usos e simbologias funerárias para os adeptos do zoroastrismo.”.

O Zoroastrismo é uma das mais antigas religiões da história da humanidade, tendo sido predominante na Pérsia (atual Irã), antes de ser invadida pelos muçulmanos. Foi fundada por Zaratustra (ou Zoroastro), profeta do leste da Pérsia. E, segundo certos historiadores, alguns de seus baluartes religiosos, como a crença na existência do juízo final (com a vinda do Messias), na ressurreição e na existência do paraíso, influenciaram as três grandes religiões: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.

Após os muçulmanos tomarem o poder na Pérsia, começaram a matar os parses e a qualquer um que se negasse converter ao islamismo. Os parses, para escaparem das perseguições islâmicas, fugiram para a Índia no século X. E ali, em Bombaim, os ingleses deram-lhes uma colina, para depositar seus mortos.

Os parses não enterram e tampouco queimam seus mortos. Os corpos são colocados nus, sobre pedras de mármore, onde são deixados para que abutres e corvos devorem-nos, de modo que a morte volte à vida o mais rapidamente possível. Somente os “condutores dos mortos”, vestidos com um mero pedaço de pano envolvendo a cintura, podem tocar nos cadáveres. Carregam como arma, para se defenderem dos animais carnívoros, um simples pedaço de pau. Esses homens jogam no mar os ossos e os restos que não foram devorados. Mas esta prática vem sendo abandonada, por inúmeras razões, dentre elas, a diminuição da população de aves de rapina ou  a ilegalidade dessa tradição em muitos países, levando os seus seguidores, que habitam o Ocidente, a escolherem a cremação.

Os zoroastrianos creem que o corpo humano é puro, por isso, quando uma pessoa morre, o seu espírito tem um prazo de três dias para deixar o corpo. Depois desse prazo, fica apenas o cadáver, que é impuro.  E, se ele fica na natureza, que é uma criação divina marcada pela pureza, poderá poluí-la. No quarto, onde se encontra o cadáver, arde uma pira de fogo ou velas, durante três dias.

As cerimônias dessa religião são celebradas nos conhecidos templos de fogo. A parte principal de seus templos é a câmara, onde se conserva o fogo sagrado (que queima numa pira metálica, colocada sobre uma plataforma de pedra). Os sacerdotes zoroastrianos devem visitar o fogo cinco vezes por dia, de modo que não se apague. Usam o sândalo como oferenda e recitam orações, sempre com a boca tapada por um tecido, para não poluírem o fogo, pois esse é adorado como um símbolo da sabedoria e luz divina de Ahura Mazda.

Apesar de sua vista deslumbrante, a grande maioria dos estrangeiros é levada até as Torres do Silêncio por uma curiosidade doentia, para acreditarem na descrição de um mórbido espetáculo, que lhes chega aos ouvidos, sem entender esse mundo cheio de mistérios e tão próximo da morte. Enquanto isso, as piras funerárias estendem-se pela baía, iluminando o dia ou a noite, num outro ritual de passagem da morte para a vida, agora dentro do hinduísmo.

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FENG SHUI – CÔMODOS DE NOSSA CASA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Neste artigo, os ensinamentos do Feng Shui estão mais voltados para as dependências de nosso lar que devem ser, sem dúvida, o nosso melhor cantinho no planeta. É na nossa casa que nos descansamos da labuta diária e recarregamos as nossas energias para o dia seguinte. Coitado daquele que não sente prazer em sua casa. Sua vida será sempre sofrível, carente de novas e boas energias.

Partes de nossa casa e objetos:

Porão (ou sótão) – simboliza o nosso passado e a nossa mente subconsciente. Se mal arrumado, significa assuntos mal resolvidos no passado. O lixo mais pesado vai sempre para o porão. O significado em nossa vida é muito forte, quando desordenado. Ficamos mais desesperançados, deprimidos, oprimidos, sem objetivo nenhum de progresso.

Quarto de despejo – quando desarrumado, emana uma energia ruim para toda a casa (ou apartamento). Deve estar em constante arrumação, para que receba  continuamente novas energias.

Entrada principal – mostra a maneira como nós vemos o mundo, quando olhamos para fora, e a maneira com abordamos nossa vida, quando olhamos para dentro. Se esse local estiver bagunçado, poderá reduzir o fluxo de oportunidades e de progressos que chegam até nós. O caminho deve estar limpo, organizado para receber energias positivas.

Porta dos fundos – Se a porta da frente funciona como a boca, onde as energias penetram, a porta do fundo possui sentido inverso, pois é um local de saída. Deve estar sempre desimpedida, sem nada que atrapalhe a passagem.

Atrás da porta – deve estar limpa, para que possamos abri-la com facilidade, para que a energia flua livremente, assim como a nossa vida. Muitas pessoas atulham tudo detrás da porta.

Corredor – responsável pela veiculação da energia em todos os cômodas da casa. Se obstruído, de modo a exigir que tenhamos que fazer manobras, para nele transitar, a nossa vida também passa a mover com dificuldade.

Sala – funciona como o coração da casa, onde as pessoas devem sentir inconscientemente atraídas por aquele lugar. Alguns enfeites devem ser colocados de maneira a fixar a energia positiva, tornando o ambiente agradável e aconchegante, o mais convidativo possível. Sem falar que a sala é o cartão de visitas das pessoas que aí moram. Ela pode passar uma impressão boa ou ruim para os que ali chegam e, portanto, trazer boas ou más energias.

Cozinha – os armários devem estar sempre limpos, assim como geladeira, fogão, freezer, etc. Um ambiente saudável produzirá alimentos saudáveis e, consequentemente, trará energias positivas.

Quarto de dormir – não devemos nos desmerecer, transformando o nosso quarto de dormir num depósito de lixo. A energia “envelhecida” fica suspensa ao redor de roupas sujas e coisas não usadas. Troquemos a roupa de cama, no mínimo, uma vez por semana. Não acumulemos desordem debaixo da cama. Mantenhamos as superfícies do quarto de dormir bem desimpedidas, para que a energia flua harmoniosamente, enquanto ali permanecemos. O ambiente exerce grande influência em nosso sono.

Guarda-roupa – normalmente usamos apenas 20% do que nele depositamos, durante 80% do tempo. Procure sempre descartar o excedente, de modo a não deixá-lo entulhado, impedindo a fluidez da energia entre os objetos que ali se encontram. Aquilo que está excedendo, estará fazendo falta a outrem. Doar faz bem ao doador e a quem recebe.

Roupas e vibrações – há pessoas que fazem das roupas uma continuidade de seu corpo. Guardam-nas até por 20 anos. Se não usamos uma roupa em dois anos, com certeza não a usaremos nunca. Elas refletem a nossa aura. Procuremos sempre usar roupas confortáveis, sem jamais nos transformarmos em escravos da moda. O nosso corpo merece e agradece.

Banheiros – é um espaço que precisa ser calmo, limpo e agradável. E é necessário que as coisas fiquem aí bem organizadas, privilegiando o espaço. Muitas vezes servem como um espaço para as nossas reflexões.

Gavetas – organizemos as nossas gavetas de maneira tal que a energia de nosso lar seja vibrante e fluente e não apática e apagada. Pelo menos uma vez por mês, devemos retirar o excesso de papel desnecessário.

Carro – mostra, de certa forma, como é a vida da pessoa, uma vez que é um pequeno mundo em si mesmo. Um carro bem cuidado traz energias boas para o motorista e seus ocupantes

Objetos de uso portátil (tais como bolsas, sacolas, pastas, etc.) – devem ser mantidos livres de quinquilharias, papeizinhos e passar por arrumações regulares. Retratam a nossa personalidade.

Fonte de pesquisa:
Arrume a sua bagunça com o Feng Shui…/ Karen Kingston

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