Arquivo da categoria: Apenas Arte

Textos sobre variados tipos de arte

Nittis – NAMORO

Autoria de LuDiaBH

O pintor italiano Giuseppe de Nittis (1846 – 1884) mudou-se para Paris ainda muito jovem, passando a fazer parte do universo artístico da cidade. Depois de trabalhar para dois negociantes de artes, tendo que criar pinturas de costumes, retomou aquilo de que gostava – a pintura de paisagens. Trabalhou com seu amigo Gustave Caillebotte no sul da Itália, onde deu à sua técnica composicional uma abordagem espacial, influenciando outros artistas com suas linhas fortes, dentre eles estava Van Gogh. Participou apenas uma vez (em 1874) de uma exposição expressionista, não contando com a crítica favorável de Renoir que o definia como “conservador” e dono de uma arte “puramente comercial”.

A composição intitulada Namoro é uma obra do artista. Ele retrata uma corrida de cavalos, contudo, seu foco principal são as pessoas que assistem ao espetáculo e não os cavalos que estão em segundo plano. Os espectadores encontram-se sentados ou de pé, observando os jóqueis com seus cavalos, preparando-se para a corrida.

Em primeiro plano, bem próximo ao observador, um casal bem vestido traz os olhos voltados para o local onde se dará o início da corrida. Como se encontra bem mais distante dos demais assistentes, com várias cadeiras vazias a separá-los das demais pessoas, toda a atenção do observador volta-se para o par enamorado. O corpo do jovem inclina-se para a mulher que traz no colo uma sombrinha, mostrando o quanto está interessado por ela.

 As pessoas que se encontravam nas cadeiras vazias agora estão próximas à demarcação que separa a assistência dos espectadores, procurando uma visão melhor da corrida. O grosso e escuro tronco de árvore, à esquerda, delimita o primeiro plano. Em torno dele há várias cadeiras vazias. Enquanto a assistência encontra-se na sombra da grande árvore, a maior parte dos jóqueis com seus cavalos estão banhados pela luz do sol. Ao fundo, na parte esquerda da composição, algumas pessoas conversam alheias ao início da corrida. Duas mulheres, cobertas por um guarda-sol, passeiam à direita.

Ficha técnica
Ano: 1874
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 33 x 43 cm 
Localização: coleção particular

Fontes de Pesquisa:
Impressionismo/ Editora Taschen
https://www.rocaille.it/giuseppe-de-nittis/

Guillaumin – PÔR DO SOL EM IVRY

Autoria de LuDiasBH

O pintor francês Armand Guillaumin (1841 – 1927) era oriundo de uma família da classe trabalhadora. Aos 15 já trabalhava na loja de lingerie de seu tio e estudava desenho à noite. Também trabalhou para o governo francês numa ferrovia antes de ingressar na Academia Suíça. Ali ficou conhecendo Paul Cézanne e Camille Pissarro, travando com eles uma grande amizade. Tornou-se também grande amigo de Vincent van Gogh e de seu irmão Theo e muito querido no grupo dos impressionistas. Não podendo viver de sua pintura, teve que voltar a trabalhar no Departamento de Estradas no período noturno para que pudesse pintar durante o dia. Ficou conhecido, sobretudo, por seu gosto pelas paisagens e pelo uso de cores fortes.

A composição intitulada Pôr do Sol em Ivry é uma obra do artista impressionista feita ao ar livre. O céu, banhado pelo sol poente, ocupa a maior parte da tela. Ele se inicia perto das fábricas com um forte tom laranja avermelhado, depois passa pelo amarelo e a seguir pela mistura de azul e verde. A intensidade de tais cores reflete-se nas águas do rio Ivry, contrastando com as imponentes árvores escuras que se enfileiram à direita, elevando-se bem acima da linha do horizonte.

O pintor elege como tema o avanço da cidade moderna, com suas fábricas fumegantes, sobre a natureza. Nuvens de fumaça, expelidas pelas chaminés, direcionam-se para a esquerda e elevam-se nos ares. Não lhe interessava a vida elegante dos bairros chiques, mas o que acontecia nos polos industriais com seus subúrbios miseráveis. Sua obra foi apresentada na primeira exposição impressionista em 1874.

Guillaumin – assim como os demais impressionistas – tinha por objetivo mostrar os efeitos das condições atmosféricas e das mudanças ocasionadas pela luz, contudo, ele buscava os locais industrializados, desprovidos de qualquer glamour, onde os trabalhadores encontravam-se, sendo esta a causa principal do esquecimento legado à sua criação, ainda que, como impressionista, não lhe coubesse qualquer forma de idealização ou julgamento.

Ficha técnica
Ano: 1878
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 59,2 x 72,5 cm        
Localização: Musée du Petit Palais, Genebra, Suíça

 Fontes de Pesquisa:
Impressionismo/ Editora Taschen
https://entertainment.howstuffworks.com/arts/artwork/setting-sun-at-ivry-by-jean-baptiste-
http://www.impressionniste.net/guillaumin_armand.htm

Henry Fuseli – O PESADELO

Autoria de LuDiasBh

O desenhista, pintor e escritor de arte suíço Johann Heinrich Füssli – mudou seu nome mais tarde para Henry Fuseli –  (1741 – 1825) era filho de Johann Caspar Füssli, pintor de retratos e paisagens. Iniciou seus estudos com seu pai, vindo depois a receber uma esmerada educação clássica. O pintor inglês Joshua Reynolds foi quem o persuadiu a dedicar-se inteiramente à pintura. Foi professor de pintura e Guardião na Royal Academy em Londres. Muitas das obras do artista tratam de temas sobrenaturais. Ele serviu de influência para vários pintores britânicos, inclusive para William Blake. Foi descrito como um mestre da luz e da sombra, distribuindo sua paleta de cores aleatoriamente, diferentemente da maioria dos pintores.

A composição intitulada O Pesadelo é uma obra de Fuseli, sendo uma das mais conhecidas. Uma jovem mulher encontra-se dormindo, deitada de costas, com a cabeça dependurada na ponta da cama, deixando à vista seu longo pescoço. Ela usa uma longa camisola branca que cobre o seu corpo que se encontra numa posição estranha. Traz a cabeça – cujos cabelos tocam o chão do quarto – e os braços direcionados para baixo. O artista parece retratar ao mesmo tempo a mulher a sonhar e o pesadelo que tem durante o sono, contudo, o quadro gerou inúmeras interpretações.

No pesadelo da mulher aparecem figuras estranhas, como um cavalo (ou égua) e um abutre (íncubo) de sorriso cínico que parece estar fumando um cachimbo. Ele está sentado sobre o tronco da figura feminina, enquanto olha para o observador. Apesar do assombro que a pintura causou em muitas pessoas da época, críticos e patronos sentiram grande fascínio por ela, tornando-a muito popular. Animado, o artista fez, pelo menos, quatro outras variações dela. Esta obra trata-se de sua segunda variação.

O ambiente onde se encontra a mulher é contemporâneo e elegante. Próxima a seus pés – o esquerdo sobre o direito – está uma mesinha redonda de cabeceira, onde são vistos um espelho, um frasco e outro pequeno objeto. Cortinas de veludo deixam passar a cabeça brilhante do equino cego que aparece em suas aberturas.

A tela tem sido interpretada de diversas maneiras. Para alguns, o íncubo e a cabeça de cavalo (ou égua) com olhos brilhantes dizem respeito à crença e ao folclore sobre pesadelos. Outros veem a pintura carregada de sexualidade, como uma amostragem do inconsciente, ou seja, uma antecipação das ideias de Freud sobre o assunto. A obra, na verdade, ao mesmo tempo em que apresenta a imagem de um pesadelo, retrata simbolicamente a visão do sono.

O artista criou um efeito “claro-escuro” para dar vida a fortes contrastes de luz e sombra. Várias imagens na pintura estão associadas à ideia de que o diabo (íncubo) podia copular com uma mulher, enquanto ela dormia. Alguns estudiosos de arte acham que o artista buscou influências nas crenças folclóricas, como os contos germânicos que falavam sobre bruxas e demônios que possuíam pessoas que dormiam sozinhas.

Observações sobre a obra (retiradas da Wikipedia)

  • O historiador de arte HW Janson sugere que a mulher adormecida representa Landholdt (uma mulher por quem o artista esteve apaixonado) e que o demônio é o próprio Fuseli.
  • O antropólogo Charles Stewart caracteriza a mulher adormecida como “voluptuosa”.
  • uma estudiosa do gótico a descreve como estando em uma “posição sexualmente receptiva”.
  • Marcia Allentuck argumenta da mesma forma que a intenção da pintura é mostrar o orgasmo feminino.
  • A pintura de Fuseli foi considerada representativa dos instintos sexuais sublimados.
  • Interpretações relacionadas da pintura veem o íncubo como um símbolo onírico da libido masculina, com o ato sexual representado pela intrusão do cavalo através da cortina.
  •  O próprio Fuseli não forneceu comentários sobre sua pintura.

Ficha técnica
Ano: 1790/91
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 76,5 x 63,5 cm
Localização: Frankfurter Goethe-Museum, Frankfurt, Alemanha

Fontes de pesquisa
Romantismo/ Editora Taschen
https://en.wikipedia.org/wiki/The_Nightmare
https://fineartamerica.com/featured/1-the-nightmare-henry-fuseli.html

Frans Francken II – GALERIA DE UM ANTIQUÁRIO

Autoria de LuDiasBH

O pintor flamengo Frans Francken II (1581 – 1642), o Jovem, era filho de Frans Francken, o Velho. Ele e seu irmão Hieronymus Francken II estudaram com o pai e depois com o tio Hieronymus Francken I, em Paris. Ele foi o mais famoso membro da família Francken de artistas. Versátil, trabalhava com pequenas e graciosas pinturas dentro de temas históricos, mitológicos e alegóricos, muitas vezes colaborava com outros artistas em naturezas-mortas (Jan Brueghel, o Velho e o Jovem, Andries Daniels, etc). Tornou popular a pintura de gênero com macacos (singeries). Produziu uma série de pinturas sobre bruxarias. Foi membro da Guilda de São Lucas, de Antuérpia, tendo chegado a diretor da entidade. Produzia cópias de obras de grandes mestres da pintura. Seus filhos Frans III e Hieronymus também foram pintores.

A composição intitulada Galeria de um Antiquário é uma obra do pintor. Trata-se de um tipo muito apreciado de pintura de interiores, muito usada no século XVII, em que o artista buscava ser o mais fiel possível. Ambientes como o retratado eram muito comuns na Europa daquela época, quando ainda não existiam os museus. A obra normalmente obedecia a duas finalidades: 1- servia de registro visual das peças de uma coleção; 2- constituía uma obra de arte. A pintura de tais antiquários são muito importantes para os estudiosos, pois ajudam a entender melhor a história daquela época, mostrando seus gostos, sem falar que ajudam na identificação de muitas obras (pinturas e esculturas) tidas hoje como perdidas.

Na pintura de Frans Francken II – artista com senso agudo de observação e habilidade na reprodução de objetos, tendo produzido inúmeras pinturas de interiores – é possível identificar um grande número de quadros de pintura e de esculturas, assim como objetos de prata, móveis, livros, flores e moedas. O artista – amante de composições com macacos – não se esqueceu de seu bichinho favorito, colocando um no meio do ambiente, assim como um cãozinho para lhe fazer companhia.

No canto inferior da composição, à esquerda, o dono do antiquário examina um grande livro, ao lado de um segundo personagem que apoia o indicador direito à testa e aponta a página do livro com a mão direita. Um terceiro personagem é visto atrás.

 Ficha técnica
Ano: c. 1615 – 1620
Técnica: óleo sobre madeira
Dimensões: 82 x 115 cm
Localização: Galleria Borghese, Roma, Itália

Fontes de pesquisa
Galleria Borghese/ Os Tesouros do Cardeal
Wikipédia

Irmãos Limbourg – AS RIQUÍSSIMAS HORAS DO…

Autoria de LuDiasBH

Na Idade Medieval os livros, objetos raríssimos, recebiam belíssimas ilustrações pintadas com cores fortes, feitas com detalhes delicadíssimos em razão do tamanho das ilustrações que se referiam aos mais diferentes temas, indo das passagens bíblicas às cenas do cotidiano. Dentre os ilustradores, três nomes alcançaram uma fama que vem se estendendo ao longo dos séculos: os irmãos holandeses Johan, Paul e Herman Limbourg. Dentre suas famosas obras encontra-se um “livro de horas” que à época era um tipo de livro de orações, muito apreciado pelos ricos. Além das preces relacionadas às horas litúrgicas, havia uma espécie de calendário referente à estação.

Acima vemos uma das composições do calendário intitulada As Riquíssimas Horas do Duque de Berry, executada em velino, sendo uma das doze ilustrações de página inteira representando os meses do ano. Trata-se de uma obra dos três irmãos Limbourg que trabalhavam para o duque de Berry. Esta ilustração em miniatura retrata um dos momentos da vida do Duque Jean Berry, em 1413. Naquela época a sociedade era dividida em nobreza, clero e campesinato.

O mês apresentado é o de janeiro que à época era a ocasião estabelecida para a troca de presentes, como o dezembro (Natal) em nossos dias. A pintura retrata uma festa de Ano Novo que se passa supostamente em 1º de janeiro de 1413, no palácio do Duque em Paris. Aqui está ele com 73 anos de idade, imponentemente assentado debaixo de um dossel, o que reflete sua elevada posição social. Representados no dossel estão os lírios reais e os animais do escudo do duque: o urso e o cisne. Um semicírculo acima da tapeçaria representa o signo de Capricórnio.

O Duque de Berry está sentado, vestido com uma brilhante túnica azul e um gorro de pele e, logo atrás dele, encontra-se uma enorme lareira que tem a função de aquecer a sala. Ele está protegido das chamas e do calor por um biombo entrelaçado que também funciona como uma auréola que lhe dá maior visibilidade em meio ao grupo de cortesãos e servidores. Os visitantes que chegam – todos ricamente vestidos – dirigem-se à lareira, onde esquentam as mãos.

Todas as pessoas presentes na sala estão com roupas quentes, o que indica se tratar de um dia frio. O piso coberto com esteiras de palha – usadas habitualmente no inverno – é mais uma prova de que se trata de uma estação fria. Símbolos heráldicos do Duque de Berry decoram o revestimento de seda que compõe a lareira. Na parede do fundo encontra-se uma bela tapeçaria pendurada que, além de enfeitar o ambiente, também o protege contra o frio e a umidade do tempo. As figuras nela presentes são soldados armados com lanças, vestidos como os contemporâneos do duque, retratando uma cena de batalha.

Um oficial da corte convida os visitantes para se aproximarem. As palavras “Aproche, aproche” que aparecem acima dele significam “Aproxime-se, aproxime-se”. A mesa do banquete está ricamente preparada com vasos preciosos de ouro e comida cara. Um saleiro de ouro –  normalmente era a peça mais preciosa que compunha a mesa – tem o formato de um navio. O administrador, o mordomo, o padeiro e o trinchador (açougueiro) ocupam as posições mais importantes no banquete, pois a eles cabe a função de servir o duque à mesa, seguindo um complexo cerimonial.

Em primeiro plano, à esquerda do observador, um mordomo oferece uma bebida que também pode ser água para bacias de limpar os dedos, pois, naquela época, as pessoas comiam com os três primeiros dedos da mão direita. O trinchador, de frente para o duque e de costas para o observador, parte as aves e reserva para o amo as partes mais nobres. Pedaços de aves em fatias de pão serão dadas mais tarde aos cães e aos pobres. Depois de servidas as carnes, virão os incontáveis pratos de diferentes iguarias.

No ambiente destaca-se a presença de cães, pois o duque era um grande amante da caça. Um enorme cão é alimentado por um dos servos, enquanto dois outros, bem pequeninos, encontram-se sobre a mesa.

Ficha técnica
Ano: c. 1415
Técnica: aguada sobre pergaminho
Dimensões: 29 x 21 cm
Localização: Museu Condé, Chantilly (Ms. 65/1284, folio 5 v.)

Fontes de Pesquisa:
Los secretos de las obras de arte/ Taschen
História da arte ocidental/ Editora Rideel
Wikipédia

Tiepolo – AGAR E ISMAEL NO DESERTO

 Autoria de LuDiasBH

O pintor italiano Giovanni Battista Tiepolo (1696 – 1770) teve como mestres Lazzarini e os Antigos Mestres, como Ticiano, Tintoreto e Veronese, sendo muito influenciado pelo último. Trabalhou com a ornamentação de igrejas e palácios da aristocracia de Veneza, tendo recebido inúmeras encomendas. Artista renomado, cuja arte contribuiu para o engrandecimento da pintura italiana do século XVIII, fez trabalho para as cortes francesa, inglesa, espanhola e russa. Era inigualável como pintor de temas épicos. Sua pintura passou de tons sombrios para os claros e transparentes. Seus filhos Domenico, Lorenzo e Giovanni também foram pintores. Seu filho mais velho tornou-se seu principal assistente.

A composição intitulada Agar e Ismael no Deserto é uma criação religiosa do artista, referente a uma passagem do Antigo Testamento. Trata-se de uma das belas obras de Tiepolo. Nesta composição densa estão presentes três personagens bíblicos: Agar e um anjo que se apresentam com gestos meio teatrais e o pequeno Ismael encostado ao corpo da mãe. Agar mostra-se surpresa e preocupada, conforme a tensão vista em seu rosto e na mão direita que parece suplicar ao anjo para que salve seu filho inanimado.

O pintor coloca a criança estirada e desfalecida, com a boca aberta pela sede, em primeiro plano. Sua túnica branca levantada acima do umbigo leva a crer que seja para minimizar o calor. Sua cabeça, com os olhos semiabertos estão voltados para o observador. Agar abraça seu menino com a mão esquerda e levanta o rosto em direção ao anjo em atitude de súplica.

Mãe e filho são salvos pelo anjo – visivelmente comovido com o estado de Ismael – que os impede de morrer de sede. Com a mão direita, usando o dedo indicador, ele mostra a Agar onde fica o poço de água para o qual devem se dirigir a fim de matar a sede.

O pintor não usou o árido e vasto deserto, onde mãe e filho encontravam-se, para intensificar a dor deles, mas transportou todo o sofrimento e impotência de Agar no seu gesto de aflição, ao implorar ao anjo para que salve Ismael. Por ser uma composição compacta, toda a densidade do drama fica ainda mais visível.

Segundo uma passagem bíblica do Antigo Testamento, Agar, a escrava egípcia que dera um filho ao patriarca Abraão, foi expulsa de casa com seu filho, por ordem de Sara, sua esposa, que se dizia desprezada. Quem quiser entender melhor a passagem bíblica em que se baseou o artista para criar esta obra, acesse o link: https://www.bibliaonline.com.br/vc/gn/21.

Ficha técnica
Ano: c. 1732
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 140 x 120 cm          
Localização: Escola de São Roque, Veneza, Itália

Fontes de Pesquisa:
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann
Rococó/ Editora Taschen