Arquivo da categoria: História da Arte

O mundo da arte é incomum e fascinante. Pode-se viajar através dele em todas as épocas da história da humanidade — desde o alvorecer dos povos pré-históricos até os nossos dias —, pois a arte é incessante.

SÃO JORGE E O DRAGÃO (Aula nº 62 E)

Autoria de LuDiasBH

(Clique na figura para ampliá-la.)

O pintor italiano de nome Jacopo Robusti, porém, conhecido como Tintoretto, é tido como um dos mais importantes nomes do Maneirismo do final do século XVI. Ao que parece, ele buscava uma pintura capaz de tocar o coração das pessoas. Ambicionava, através de sua pintura, repassar as histórias bíblicas e as lendas sagradas de um modo diferente, levando o observador a emocionar-se através da profunda dramaticidade que imprimia em suas obras. No período em que viveu Tintoretto, a arte pictórica primava pela excelência técnica e ele a dominaria muito bem, se o quisesse. Contudo, o artista buscava por caminhos novos para expressar sua arte. Não lhe interessava o acabamento meticuloso da obra, pois seu propósito era apresentar sua visão pessoal sobre a representação de lendas e mitos do passado. Assim que imaginava ter transmitido o que almejava, dava a pintura por acabada. Isso o levou em sua época a receber críticas pelo “fraco” acabamento que dava às suas telas, o que hoje é visto com um outro olhar, uma vez que os grandes inovadores da arte recusam a perfeição técnica, valorizando mais a criatividade. A obra que estudamos hoje encontra-se entre as mais conhecidas do pintor. Primeiramente é necessário acessar o link Tintoretto – SÃO JORGE E O DRAGÃO e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer pertinente.

  1. A temática da composição refere-se a:

    1. uma cena bíblica
    2. um fato histórico
    3. uma lenda cristã
    4. uma cena mitológica

  2. O pintor representa a cena com São Jorge enfrentando o dragão, para salvar:

    1. um homem
    2. uma princesa
    3. um frade
    4. uma rainha

  3. A composição apresenta uma sucessão de linhas. Marque a alternativa incorreta:

    1. O corpo da jovem subindo a colina.
    2. O corpo do morto sobre a areia.
    3. O santo e o dragão formando um arco.
    4. Os círculos no céu e a encosta.

  4. Sobre o homem morto não podemos afirmar que:

    1. Apresenta-se com a genitália visível.
    2. Encontra-se entre o dragão e a jovem mulher.
    3. Posiciona-se à esquerda de São Jorge e seu cavalo.
    4. Sua postura lembra a de Cristo crucificado

  5. Sobre a jovem mulher não nos é possível afirmar que:

    1. A narrativa visual da cena tem início nela.
    2. Corre em direção ao observador.
    3. Seu manto verde avoluma-se para trás.
    4. Ocupa o primeiro plano da composição.

  6. Deus Pai, envolto por círculos de luz, aparece entre as nuvens para:

    1. Levar a alma do morto para o Céu.
    2. Abençoar São Jorge em sua luta contra o mal.
    3. Proteger a jovem contra as forças do mal.
    4. Observar a luta entre o bem e o mal.

  7. As cores da vestimenta da mulher estão presentes:

    Marque a alternativa incorreta

    1. na roupa do morto
    2. nas vestes do santo
    3. nas nuvens
    4. no dragão

  8. O que dá equilíbrio à parte esquerda da composição é:

    1. A jovem e o tronco inclinado formando um V
    2. O corpo estendido do homem morto.
    3. O mar azulado batendo nos rochedos.
    4. São Jorge, seu cavalo branco e o dragão.

  9. É a parte responsável por levar o olho do observador para o alto, onde se encontra Deus Pai:

    1. a asa do dragão
    2. as árvores
    3. a linha costeira
    4. a espuma das ondas

  10. Tintoretto foi capaz de aumentar a tensão e o exaspero em sua pintura ao:

    1. Pintar São Jorge transpassando a boca do dragão com sua lança.
    2. Fazer uso da luz sobrenatural e de tonalidades fracionadas.
    3. Mostrar o exato momento em que o drama atinge seu ápice.
    4. Colocar no fundo da cena o herói da narrativa.

Gabarito
1.c / 2.b / 3.d / 4.a / 5.c / 6.b / 7.d / 8.a / 9.c / 10.b

Obs.: Conheça mais uma obra do artista, acessando o link abaixo:
Tintoretto – CRISTO NO MAR DA GALILEIA

A CEIA EM EMAÚS (Aula nº 62 D)

Autoria de LuDiasBH

                                                         (Clique na figura para ampliá-la.)

O pintor italiano Jacopo Carucci nasceu na cidade de Pontormo, na Toscana, apelido que viria a dotar em sua arte. Teve como mestre Leonardo da Vinci e Piero di Cosimo, vindo depois a entrar para o ateliê de Andrea del Sarto, tendo desenvolvido um estilo maneirista distinto. Em 1522 foi morar no monastério da Ordem dos Cartuxos, onde pintou uma série de afrescos, cujo tema era a Paixão e a Ressurreição de Jesus Cristo. Foi professor de seu filho adotivo Agnolo Bronzino e também colaborador de Michelangelo. Suas últimas obras receberam a influência das gravuras de Albrecht Dürer, por quem nutria grande admiração, e seguiu o modelo de Michelangelo. Assim como Rosso Florentino, Pontormo tornou-se o expoente máximo do Maneirismo, com seus trabalhos dramáticos e expressivos, tornando-se conhecido sobretudo pela arte de retratar emoções mais agitadas em suas pinturas. A obra que estudamos hoje encontra-se entre as mais conhecidas do artista. Primeiramente é necessário acessar o link Pontormo – A CEIA EM EMAÚS e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer pertinente.

  1. A composição em estudo é uma obra de Pontormo e tinha por objetivo ornamentar o mosteiro de Certoza del Galluzzo, no sul de Florença, onde ele se refugiou para fugir da pandemia da ……………… que minava a cidade.

    1. tuberculose
    2. febre amarela
    3. varíola
    4. peste

  2. A obra narra uma passagem …………….. que fala sobre o encontro de Cristo ressuscitado com dois de seus apóstolos, a caminho da aldeia de Emaús, não sendo por eles reconhecido. Mas o Mestre revelou-se quando se encontravam à mesa.

    1. bíblica
    2. mitológica
    3. histórica
    4. científica

  3. Os principais personagens da pintura são Jesus Cristo ressuscitado e os dois:

    1. samaritanos
    2. profetas
    3. apóstolos
    4. juízes

  4. Todas as afirmativas sobre Cristo estão corretas, exceto:

    1. Cristo está sentado diante de uma mesa redonda, forrada com toalha branca.
    2. Na mão direita traz o pão partido ao meio e abençoa-o com a mão esquerda.
    3. Observa o observador, como se o abençoasse, parecendo distante em seus pensamentos.
    4. Usa uma túnica azul que cai sobre ombros e peito formando um decote em V.

  5. Acima de Cristo está ………………, dentro de um triângulo azul, que se encontra sobre um círculo dourado de luz.

    1. a pomba simbolizando o Espírito Santo
    2. o triângulo que simboliza a eternidade
    3. o Olho que tudo vê
    4. o Olho da Providência Divina

  6. Jesus Cristo, os dois homens sentados e a extremidade da toalha branca formam uma pirâmide, cujo ponto mais elevado é:

    1. o triângulo
    2. a auréola de Cristo
    3. a cabeça do franciscano à esquerda
    4. a cabeça do franciscano à direita

  7. Todas as afirmativas sobre os dois homens à mesa com Cristo estão corretas, exceto:

    1. Estão sentados à mesa em bancos de madeira, um ao lado do outro.
    2. Seus pés rudes e descalços estão à vista.
    3. O homem à direita enche seu copo com vinho e o da esquerda segura um pão.
    4. Ambos são retratados como pessoas pobres e comuns.

  8. Ao grupo foi agregada a presença de …………… cartuxos (eles foram os responsáveis pela encomenda da obra).

    a. quatro profetas
    b. cinco monges
    c. seis anjos
    d. três apóstolos
  9. Todas as afirmações sobre eles estão corretas, menos:

    1. Dois deles estão de pé, de corpo inteiro, cada um ao lado de Cristo à mesa.
    2. O que segura uma xícara encontra-se esquerda de Jesus Cristo.
    3. O da esquerda de Cristo também se encontra em postura de bênção.
    4. O da direita está ereto, voltado para o observador.

  10. Marque a única alternativa incorreta em relação à pintura:

    1. Todas as figuras são retratadas como pessoas pobres e comuns, menos Jesus.
    2. A pintura repassa a impressão de arte primitiva.
    3. A auréola (halo) acima da cabeça de Jesus simboliza seu poder terreno.
    4. As figuras têm corpos alongados e cabeças finas, característica do estilo maneirista.

  11. Três animais aparecem na pintura, sendo eles:

    1. dois gatos e um cãozinho
    2. dois cãezinhos e um gato
    3. um jabuti, um gato e um cãozinho
    4. um galo, um gato e um cãozinho

  12. Cristo e um dos apóstolos trazem a mão direita sobre a mesa, segurando um pão e formando:

    1. uma grande assimetria
    2. uma maravilhosa simetria
    3. uma combinação irregular
    4. um arco semicircular

  13. Olho dentro do triângulo é uma simbologia que aparece na moeda:

    1. da França
    2. da Alemanha
    3. dos Estados Unidos
    4. dos Países Baixos

Gabarito
1.d / 2.a / 3.c / 4.b / 5.d / 6.a / 7.c / 8.b / 9.c / 10.c / 11.a / 12.a / 13.c

Obs.: Conheça mais sobre a vida do artista acessando o link abaixo:
Mestres da Pintura – JACOPO PONTORMO

A VIRGEM DO PESCOÇO LONGO (Aula nº 62 C)

Autoria de LuDiasBH

                                                (Clique na imagem para ampliá-la.)

O pintor italiano Parmigianino, cujo nome original era Girolamo Francesco Maria Mazzola, foi um dos artistas do Maneirismo. A composição intitulada Virgem do Pescoço Longo — também conhecida por Madonna e Criança com os Anjos e São Jerônimo, ou ainda Madona do Colo Longo — é uma de suas obras. Ele teve uma vida muito breve. Recebeu influência de Correggio, Rafael e Michelangelo. Além de criar retratos e pinturas mitológicas, também pintou afrescos e fez desenhos preparatórios de pinturas. Chamam a atenção a elegância das figuras e suas dimensões alongadas. A obra que estudamos hoje encontra-se entre as mais conhecidas. Primeiramente é necessário acessar o link Parmigianino – VIRGEM DO PESCOÇO LONGO e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer pertinente.

  1. A pintura em questão possui uma temática:

    1. Religiosa
    2. Histórica
    3. Mitológica
    4. Científica

  2. Ela é tida como uma das mais importantes obras do estilo …………… italiano.

    1. renascentista
    2. românico
    3. gótico
    4. maneirista

  3. A figura principal da obra é:

    1. São Jerônimo
    2. o Menino Jesus
    3. a Virgem Maria
    4. o anjo maior

  4. O Menino Jesus, nu, dorme candidamente no colo da mãe, com os bracinhos abertos em forma de …………. e as perninhas separadas.

    1. M
    2. cruz
    3. T
    4. arco

  5. A Virgem com seu pescoço alongado — parecido com o de um cisne —, elegantemente vestida, sentada num alto pedestal, mostra-se…………

    1. alegre
    2. triste
    3. tensa
    4. nervosa

  6. A Virgem, com seu tamanho quase sobrenatural, usa um vestido colado ao corpo que mostra o formato de seu seio esquerdo e do:

    1. seio direito
    2. joelho esquerdo
    3. pescoço
    4. umbigo

  7. Os cabelos da Madona estão penteados e ornados com um aro de:

    1. pedras preciosas
    2. flores douradas
    3. pérolas
    4. oliveira

  8. Todas as afirmativas dizem respeito à Virgem, exceto:

    1. Traz a cabeça levemente voltada para a direita da composição, enquanto os olhos baixos fitam seu Menino.
    2. A mão direita sustém o filho pelos ombros e costa e a esquerda toca seu próprio peito.
    3. O pé direito descansa sobre duas almofadas, uma azul e outra vermelha, enquanto o esquerdo apoia-se no patamar do pedestal.
    4. As mãos da Virgem são finas e os dedos alongados e seu manto azul apresenta grande volume.

  9. O Menino Jesus repassa a sensação de que:

    1. Poderá cair do colo da mãe.
    2. É desproporcional ao tamanho da mãe.
    3. Sente-se incomodado naquela posição.
    4. Está olhando para o rosto da mãe.

  10. Todas as afirmativas relativas aos anjos estão corretas, exceto:

    1. Estão amontoados num pequeno espaço à esquerda, adorando o Menino.
    2. O pequenino anjo, ainda inacabado, está debaixo do cotovelo direito da Virgem.
    3. Os seis anjos possuem tamanhos variados e não é vista nenhuma de suas asas.
    4. O anjo que olha para o observador traz semelhanças com o pintor da obra.

  11. Um dos anjos tem nas mãos um enorme vaso no qual se vê …………. de um crucifixo, referindo-se ao futuro da Criança.

    1. o traçado
    2. o reflexo
    3. a pintura
    4. incrustação

  12. Sobre a coluna branca erguida atrás da Virgem não podemos afirmar que:

    1. Ergue-se à esquerda da composição e dá a impressão de profundidade.
    2. Serve de sustentação para o grupo principal.
    3. Pode aludir “à coluna de marfim” que Maria representa.
    4. Entre ela e a Virgem está a figura de São Jerônimo com um pergaminho.

  13. O artista alongou as proporções do corpo da Virgem, assim como outras figuras apresentadas na composição porque:

    1. Não tinha nenhum conhecimento das técnicas da pintura.
    2. Era ignorante e indiferente à arte criada no Renascimento.
    3. Não sabia distribuir as figuras na composição e quis inovar.
    4. Queria mostrar que havia outra solução para chegar à harmonia.

  14. A obra em questão encontra-se inacabada porque:

    1. O pintor desistiu de seu trabalho.
    2. Recebeu outra encomenda.
    3. Faleceu antes de completá-la.
    4. Quebrou a mão num acidente.

Gabarito
1.a / 2.d / 3.c / 4.b / 5.a / 6.d / 7.c / 8.b / 9.a / 10.c / 11.b / 12.a / 13.d / 14.c

Obs.: Conheça outra obra do artista acessando o link abaixo:
Parmigianino – MADONA DE SÃO ZACARIAS

AS QUATRO ESTAÇÕES / OS QUATRO ELEMENTOS (Aula nº 62 B)

Autoria de LuDiasBH

     
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O pintor italiano Giuseppe Arcimboldo nasceu durante a transição do Renascimento para o Maneirismo, portanto, é normal encontrar em sua obra influência das duas correntes. Criou um estilo original com imaginativos retratos e alegorias. Era muito talentoso e culto, um estudioso das ideias filosóficas dos antigos gregos. Era também arquiteto, cenógrafo e engenheiro. Apesar da fama que teve em vida, foi esquecido após sua morte, passando praticamente despercebido durante os séculos XVII e XVIII. No século XX vários artigos sobre ele foram publicados. Foi descoberto pelos artistas e os surrealistas viram nele um precursor do Surrealismo. Segundo alguns estudiosos da arte, são possíveis de encontrar, ainda que superficialmente, semelhanças de sua arte nas obras de Salvador Dalí e Max Ernest. Atualmente é cada vez maior o interesse por suas obras. Ele não pintou apenas quadros estranhos e fantásticos, mas também obras tradicionais, muitas delas perdidas no tempo, infelizmente.  O artista tem sido estudado por historiadores e críticos de arte que têm encontrado dificuldades em identificar suas obras, pois ele quase nunca as assinava, além de repetir suas séries, apenas fazendo algumas pequenas modificações. As duas obras que estudamos hoje estão entre as mais conhecidas. Primeiramente é necessário acessar o link Giuseppe Arcimboldo – QUATRO ESTAÇÕES / QUATRO ELEMENTOS e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer pertinente.

  1. As obras estudadas são alegorias referentes às estações e aos quatro elementos. Todas as afirmativas abaixo explicando o que é uma alegoria estão corretas, exceto:

    1. Exposição de um pensamento sob forma literal.
    2. Ficção que representa uma coisa para dar ideia de outra.
    3. Metáforas significando uma coisa nas palavras e outra no sentido.
    4. Diz-se do sentido, da linguagem ou do estilo que se valem do hipotético.

  2. No que diz respeito às alegorias não podemos afirmar que:

    1. As alegorias não foram invenções de Giuseppe Arcimboldo.
    2. A novidade encontra-se na forma como o artista representou-as.
    3. Antes dele já houve cabeças compostas com diversos objetos.
    4.  As primeiras alegorias apareceram durante o Renascimento.

  3. Arcimboldo pintou a primeira série das Quatro Estações, composta por “Primavera”, “Verão”, “Outono” e “Inverno” em 1563. Infelizmente a obra intitulada …………… dessa primeira série perdeu-se.

    1. Primavera
    2. Verão
    3. Outono
    4. Inverno

  4. Sobre as quatro telas de Quatro Estações não podemos afirmar que:

    1. O pintor fez outras séries com grandes diferenças, todas elas com o mesmo nível de qualidade e criatividade.
    2. O tamanho das quatro telas é igual e todas ostentam uma guirlanda de flores em volta da figura.
    3. A grinalda possui forma quadrangular e existe a hipótese de que tenha sido agregada à tela depois.
    4. O fundo escuro das telas dá projeção às figuras.

  5. O artista criou a série os Quatro Elementos que diz respeito aos quatro elementos da natureza que são:

    1. terra, fogo, água e mineral
    2. terra, fogo, água e ar
    3. terra, fogo, água e vegetal
    4. terra, fogo, água e animal

  6. As séries Quatro Estações e Quatro Elementos possuem várias características comuns, começando pelo número quatro e pelas características pares: …………………. e pelas cabeças que se encontrarem de perfil.

    1. frio, gelado; molhado e seco
    2. frio, quente; gasoso e seco
    3. frio, quente; úmido e seco
    4. frio, quente, molhado e seco

  7. As afirmativas acerca dessas duas séries estão corretas, exceto:

    1. O Imperador Maximiliano II recebeu-as de Arcimboldo em 1569.
    2. O Imperador muito as apreciou, postando-as em seu quarto de dormir.
    3. A criação dessas séries pôs em dúvida o talento do artista como pintor.
    4. A composição dessas séries tornou o artista muito conhecido em sua época.

  8. Na tela intitulada Outono, a cabeça da figura sai de dentro de um barril, amarrado com a vara tenra e flexível de um vimeiro, como se fosse uma vestimenta.

    São alguns exemplos desta alegoria, exceto:

    1. Uvas, folhas vermelhas de videira e uma jaca compondo a cabeça.
    2. Um figo maduro, estourado, fazendo as vezes de um brinco
    3. Uma romã cumprindo a função de um queixo.
    4. Um enorme cogumelo compondo o pescoço.

  9. Na tela intitulada Inverno, Arcimboldo usou o toco de uma árvore quase morta, com a casca soltando, para representar a estação. A figura assemelha-se a um velho, com nariz adunco e pele a soltar-se, com lábios inchados e boca desdentada. 

    São alguns exemplos desta alegoria, exceto:

    1. Um cogumelo (míscaro) colocado de viés para formar o queixo verruguento.
    2. Crostas da madeira compondo a face cheia de cicatrizes e pequenos galhos desprovidos de folhas dando vida à barba espetada.
    3. Uma espécie de tapete de palha com fibras grossas e ásperas servindo de agasalho para o velho, sendo possível vislumbrar no capacho um brasão.
    4. Uma laranja e uma maçã pendendo de um pequeno galho no pescoço, como se fosse uma gravata borboleta.

  10.  No quadro intitulado Primavera, quanto mais distante se colocar o observador da tela, mais perfeita será a figura humana. E quanto mais próximo ficar, mais se verá em meio a flores, folhas, pétalas e caules, pintados detalhadamente.

     São alguns exemplos desta alegoria, exceto:

    1. A vestimenta feita de um conjunto de plantas verdes que vai diminuindo de tamanho à medida que sobe em direção ao pescoço.
    2. O cabelo composto por um ramalhete de flores coloridas, com prevalência do rosa e do vermelho, e a orelha feita por uma tulipa vermelha.
    3. Dois pequenos botões de flores na base do corpo formam os botões vermelhos da roupa, sendo o nariz feito de um lírio ainda fechado.
    4. O rufo (tira de pano pregueada ou franzida que enfeita vestimentas) que separa o rosto da vestimenta é feito de flores brancas.

  11. Na composição denominada Verão, quanto mais próximo do quadro o observador ficar, mais se verá em meio a frutos e legumes, pois tudo ali é imaginário no que tange às partes da suposta figura humana.

    O artista escreveu seu nome:

    1. na sobrancelha e no nariz
    2. na bochecha e no queixo
    3. no ombro e na gola
    4. nos cabelos e na orelha

  12. Ao compor a cabeça da figura que representa o elemento Água, o pintor fez uso de inúmeras espécies de animais aquáticos.

    São alguns exemplos desta alegoria, exceto:

    1. Um caranguejo gigantesco, uma tartaruga e uma enorme concha, sobre a qual encontra-se uma grande arraia, parecem constituir a parte superior do corpo (o peitoral), formando uma espécie de armadura. Também são vistos uma lagosta, um sapo e várias conchas pequenas.
    2. Uma espécie de coroa ou chapéu cinge a parte superior da cabeça, tendo na sua composição: baleias, uma foca, um cavalo-marinho, uma estrela do mar, alguns peixes e corais.
    3. Um colar de pérolas brancas enfeita o pescoço, separando-o do tronco, uma arraia forma a bochecha e um tubarão oferece sua boca aberta e cheia de dentes para formar a boca da figura.
    4. A orelha, feita de um búzio, está ornada com uma pérola branca e uma cigarra-do-mar compõe a sobrancelha.

  13. Várias aves formam uma cabeça perfilada, representando o elemento Ar. Algumas delas são reconhecíveis, enquanto outras, das quais só se vê praticamente a cabeça, são difíceis de serem nominadas.

    São alguns exemplos desta alegoria, exceto:

    1. O ganso e as penas da cauda do galo assemelham-se a uma orelha e o peru com seu peito vermelho e inflado forma o nariz.
    2. O faisão, tendo parte do copo escondido pelas asas do galo, compõe o queixo e a barba e uma pequenina ave empresta seu olho para compor a pupila.
    3. O bico aberto do pato serve de pálpebras e um amontoado de aves com seus bicos perfilados e olhos abertos compõem a cabeça. No meio delas, mirando o observador, está uma coruja.
    4. A águia forma o pescoço da figura e a arara, com suas penas abertas, compõe a vestimenta, etc.

  14. Ao compor a cabeça da figura masculina representando o Fogo, o pintor fez uso de inúmeros tipos desse elemento que vão desde a luz de uma vela ou lamparina às armas de fogo mais poderosas, como o canhão.

    São alguns exemplos desta alegoria, exceto:

    1. O rosto é formado por um enorme seixo e o nariz e a orelha por dois pedaços de aço que, ao serem friccionados contra a pederneira, produz fogo.
    2. O pescoço e o queixo são criados por uma lamparina a óleo, o bigode por dois maços de fósforos. Canos de armas, canhões e uma colher de uso para pólvora compõem o tronco.
    3. Uma vela de cera, enrolada, compõe a testa com suas rugas e um toco de vela com o pavio queimado serve de olho. O colar do “Tosão de Ouro” (representativo de uma ordem importante da época) separa a cabeça do tronco.
    4. Uma pilha de lenha em chamas compõe os cabelos, sendo que as chamas formam uma coroa em torno da cabeça e uma gigantesca vela que vai até a cabeça ajuda a compor o pescoço.

  15. Ao compor a cabeça da figura masculina representativa da Terra, o pintor fez uso de inúmeras espécies de animais.

    São alguns exemplos desta alegoria, exceto:

    1. Compõem a testa: uma gazela, um leopardo, um cão, um antílope e um cervo vermelho. Acima da testa estão um camelo, um leão e um cavalo, um boi reclinado e uma corça formam a curvatura do pescoço.
    2. Compõem o pescoço na parte de trás: um cabrito-montês, um rinoceronte, uma mula, um macaco, um urso e um javali. Compõem a zona anterior: um elefante (responsável por formar a orelha), um burro, logo abaixo do elefante, formando o maxilar inferior.
    3. Formam a parte frontal da face: um lobo com a boca aberta e prestes a engolir um rato, cuja boca escancarada faz a vez de um olho, sendo o rato a sua pupila. O rabo e uma perna do bode são responsáveis por comporem o bigode. Nas costas do lobo está uma lebre que representa o nariz.
    4. A cabeça de um gato representa o lábio superior. O tigre, sustentado pela tromba do elefante, forma o queixo, e essa mesma tromba forma o lábio inferior. Um lagarto sai da boca aberta da figura composta, formando a língua. Um carneiro e um leão formam o tronco.

  16. Observando o terceiro quadro à direita, você deduz que seu nome é:

    1. Figura Sentada do Verão
    2. Figura Sentada do Inverno
    3. Figura Sentada do Outono
    4. Figura Sentada da Primavera

Gabarito
1.a / 2.d / 3.c / 4.a / 5.b / 6.d / 7.c / 8.a / 9.d / 10.b / 11.c / 12.a / 13.d / 14.b /15.c / 16.a

Obs.: Conheça mais sobre a vida do artista acessando o link abaixo:
Mestres da Pintura – GIUSEPPE ARCIMBOLDO

O QUINTO SELO DO APOCALIPSE (Aula nº 62 A)

Autoria de LuDiasBH                                                     (Clique na imagem para ampliá-la.)

Domenikos Theotokopoulos — conhecido como El Greco (O Grego) — foi um dos grandes nomes do Maneirismo, sendo considerado hoje como um precursor do Expressionismo. Chegou a Veneza, vindo da Ilha de Creta, lugar em que nenhum novo tipo de arte chegara desde a Idade Média, habituado, portanto, a ver pinturas à maneira bizantina que apresentavam imagens solenes e rígidas, sem nenhuma naturalidade. As suas obras levam a crer que era um homem muito devoto. De Veneza foi para Roma e depois para Toledo, na Espanha, onde as ideias medievais ainda dominavam a arte. Por possuir um estilo dramático e muito expressivo é considerado por muitos como um precursor do Expressionismo e do Cubismo, além de ter inspirado poetas e escritores. A obra que estudamos hoje — uma das mais famosas do artista — mostra seu estilo impetuoso e dramático, assim como sua indiferença por formas e cores naturais. Primeiramente é necessário acessar o link O QUINTO SELO DO APOCALIPSE e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer pertinente:

  1. A composição acima trata-se de uma obra:

    1. Histórica
    2. Religiosa
    3. Científica
    4. Mitológica

  2. Esta obra de El Greco pertence ao estilo maneirista que faz para da:

    1. Idade Antiga
    2. Idade Média
    3. Idade Moderna
    4. Idade Contemporânea

  3. A composição retrata a visão apocalíptica de:

    1. São Lucas
    2. São Mateus
    3. São Marcos
    4. São João

  4. Representa o momento em que o santo é instado ……………. a ver a abertura dos sete selos.

    1. pelo Cordeiro
    2. pelos anjos
    3. pelas almas
    4. pelo Espírito Santo

  5. O santo, retratado em êxtase visionário, é mostrado numa visível forma da letra:

    1. U
    2. X
    3. Y
    4. V

  6. O grupo que representa as almas dos mártires é composto por………… almas femininas e …………… almas masculinas.

    1. quatro / três
    2. cinco / duas
    3. três / quatro
    4. duas / cinco

  7. As almas dos mártires, com seus gestos arrebatados, encontram-se em segundo plano, aguardando receber:

    1. as túnicas azuis
    2. a bênção dos anjos
    3. a ordem do santo
    4. os mantos brancos

  8. Os anjos representados na composição representam a:

    1. pureza
    2. bondade
    3. sabedoria
    4. salvação

  9. São afirmações do Professor E. H. Gombrich, exceto:

    1. A obra expressa a visão do Juízo Final.
    2. Um desenho perfeito expressaria melhor o tema.
    3. Os próprios santos clamam pela destruição do mundo.
    4. A obra de El Greco expressa força e é convincente.

  10. A técnica usada pelo artista é:

    1. óleo sobre madeira
    2. afresco
    3. óleo sobre tela
    4. gauche

Gabarito
1.b / 2.c / 3.d / 4.a / 5.b / 6.d / 7.d / 8.a / 9.b / 10.c

Obs.: Conheça mais sobre a vida interessante do artista acessando o link abaixo:
Mestres da Pintura – EL GRECO 

ARTISTAS DO MANEIRISMO (Aula nº 62)

Autoria de LuDiasBH

         

A cidade italiana de Florença vivia realmente voltada para a arte. Após dar vida ao Renascimento foi também o berço do Maneirismo. Seus grandes mestres buscaram novas experiências no passado clássico, não se agarrando ao estilo Românico ou Gótico. Leonardo da Vinci chegou a afirmar que “É um mísero discípulo quem não for capaz de superar seu mestre”, como uma forma de incentivar os novos artistas a buscar novos caminhos, não se contentando com a estagnação. Portanto, apesar dos tropeços, era natural que uma nova geração de artífices também buscasse por mudanças, pois, como sabemos, cada estilo de arte é fruto de um determinado tempo.

A influência maneirista também se estendeu à escultura, cuja característica principal foi a figura serpentinata (sobe serpenteando como uma labareda), modelo usado pelos gregos que viam na forma sinuosa um jeito mais eficiente para retratar o movimento na arquitetura. As artes ornamentais também eram muito apreciadas pelas cortes.

O escultor e ourives florentino Benvuto Cellini (1500-1571) foi um artista típico do estilo maneirista e tem na estátua “Perseu com a Cabeça de Medusa” (ver acima) sua obra-prima. O “Saleiro de Francisco I” (ilustração acima) também é de sua autoria. Trabalho feito em ouro e pedras preciosas, representando a Terra (simbolizada pela mulher) e o Mar (simbolizado pelo homem).

Dentre os nomes da escultura maneirista podem ser citados: Jean de Boulogne (1529-1608), responsável pela estátua de “Mercúrio”, em que o deus equilibra-se numa golfada de ar que é expelida da boca de uma máscara que representa o vento austral (ilustração acima); Bartolomeo Ammannati, Jean Goujon (c. 1510-1565) tido como um dos mais importantes e mais originais escultores franceses do século XVI; Pierre Franqueville (1548-1615); Germain Pilon (1537-1590); Diego de Siloé (1495-1563); Alonso Berruguete (c.1488-1561) — um dos principais escultores espanhóis, tendo produzido esculturas para a Catedral de Toledo; e Adrien de Vries (1556-1626), entre outros.

A pintura maneirista, como já foi dito na aula passada, deixou de lado a uniformidade e a lógica encontradas nas obras do Renascimento, abriu mão das relações naturalistas e passou a apresentar um cenário ilusório. Dentre os muitos nomes de pintores maneiristas podemos citar:

Doménikos Theotokópoulos, conhecido como El Greco (c.1541-1641) —— tido hoje como o precursor do Expressionismo (estilo ainda a ser estudado); Parmigianino (1503-1540); Jacopo Robusti (1518-1549), conhecido por Tintoretto  — um dos maiores nomes do estilo; Giulio Romano (c.1499-1546), conhecido por Giulio Pipi — foi assistente de Rafael Sanzio, tendo sido responsável por terminar as obras de seu mestre no Vaticano após sua morte; Jacopo Carucci (1494-1557), conhecido como Pontormo  — artista muito importante na passagem do Renascimento para o Maneirismo; Agnolo di Cosimo (1503-1572), conhecido como Bronzino  — trabalhou para a corte dos Medici, onde criou principalmente retratos e pinturas alegóricas; Federico Barroci (c.1535-1612) — tido como o mais importante pintor e gravador do centro da Itália à época; Federico Zuccaro (c.1542-1609) — fundador da Accademia de San Luca; Giovanni Barrista di Jacopo (1494-1540), conhecido como Rosso Riorentino — uma das principais figuras do início do Maneirismo; François Clouet (c.1510-1572) — pintor da casa real de Valois, tendo sido o mais importante retratista francês; Giuseppe Arcimboldo (c.1527-1593) — pintor favorito da corte dos Habsburgos, tendo se tornado muito popular quando sua obra extravagante tornou-se muito apreciada pelos surrealistas do século XX.

O mais culto e importante dos arquitetos do estilo maneirista foi Andrea Palladio (1508-1580) que, embora fosse dotado de vasto conhecimento sobre as obras dos mestres clássicos, acrescentou, juntamente com outros arquitetos, novos elementos à arquitetura, como mudanças nas estruturas, na funcionalidade dos elementos, na ilusão de perspectiva, etc.

Exercício
1. Por que a cidade de Florença foi importante para a arte?
2. Dê o nome da obra e o de seu criador referente às ilustrações acima.
3. O que sabe sobre os pintores El Greco e Giuseppe Arcimboldo?

Fontes de pesquisa
A história da arte/ E. H. Gombrich
Manual compacto de Arte/ Editora Rideel
Arte/ Publifolha