Arquivo da categoria: História da Arte

O mundo da arte é incomum e fascinante. Pode-se viajar através dele em todas as épocas da história da humanidade — desde o alvorecer dos povos pré-históricos até os nossos dias —, pois a arte é incessante.

A SANTA NOITE (Aula nº 50 E)

Autoria de LuDiasBH

                                                  (Clique na imagem para ampliá-la.)

O início do século XVI é sem dúvida o mais famoso da arte italiana, sendo também considerado como um dos mais ricos de todos os tempos. O pintor Corregio — que viria a ser considerado o mais progressista e inovador desse período — fez parte dessa época. Presume-se que tenha estudado as obras de alguns alunos de Leonardo da Vinci, pois possuía grande maestria no tratamento de luz e sombras, tendo desenvolvido e aperfeiçoado efeitos novos nesse campo, efeitos esses que exerceram grande influência nas escolas de pintores posteriores. Estudamos hoje uma das suas mais belas e famosas obras, na qual ele mostra a sua grande habilidade no trato com luz e sombra. Primeiramente é necessário acessar o link Correggio – A SANTA NOITE e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer necessário.

Obs.: Os participantes devem ler integralmente o texto indicado pelo link, para aguçar a sua capacidade de interpretação de obras.

  1. A temática da obra em estudo é:

    1. religiosa
    2. histórica
    3. mitológica
    4. científica

  2. A obra destaca-se sobretudo pelo uso:

    1. do contorno acentuado
    2. das cores vibrantes
    3. do claro-escuro
    4. do excesso de luz

  3. A Virgem Maria encontra-se ………………. nas ruínas de um estábulo, abraçada a seu Menino, numa postura de adoração silenciosa.

    1. exultante
    2. expressiva
    3. eloquente
    4. silenciosa

  4. Maria tem …………… seu esposo José, na escuridão exterior, cuidando de seu burro.

    1. à frente
    2. às costas
    3. à direita
    4. à esquerda

  5. À frente de Maria e sua Criança estão ………… pastores e um ………… e acima paira uma legião de anjos.

    1. três / cão
    2. dois / gato
    3. três / galo
    4. dois / porco

  6. Sobre a intensa luz vista no ambiente podemos dizer que:

    1. Emana da Criança e ilumina sua mãe e tudo à sua volta.
    2. Origina da Virgem e ilumina sua Criança e tudo à sua volta.
    3. Emana de José e ilumina a Virgem tudo à sua volta.
    4. Origina dos pastores e ilumina Mãe e Filho e tudo à sua volta.

  7. O camponês robusto, segurando um tosco cajado, teve uma divinal visão em que os céus abrem-se e um grupo de …………… sobre uma nuvem branca entoam “Glória a Deus nas Alturas”, enquanto trazem os olhos fixos na cena que veem abaixo.

    1. profetas
    2. santos
    3. pássaros
    4. anjos

  8. Em relação aos pastores, apenas uma das alternativas está incorreta:

    1. O pastor com o cajado parece retirar o gorro em sinal de respeito.
    2. Uma das pastoras leva a mão direita ao rosto, deslumbrada com a luz.
    3. O pastor grandalhão traz os joelhos meio dobrados, como se fosse ajoelhar.
    4. Uma pastora olha com alegria para o pastor grandalhão que acabara de chegar.

  9. Se olharmos ligeiramente para a cena, poderemos achá-la bastante simples e mal posicionada, tendo ficado muito cheia do lado esquerdo se comparada ao direito.

    Acerca disso podemos dizer que o artista:

    1. Agiu intencionalmente.
    2. Não percebeu este detalhe.
    3. Não se preocupou com o desenho.
    4. Não conseguiu vislumbrar o resultado.

  10. O objetivo da explosão de luz criada pelo pintor é:

    1. Dar mais destaque aos pastores.
    2. Tornar a composição mais visível.
    3. Dar mais destaque à Virgem e seu Filho.
    4. Mostrar sua perícia no trato com a sombra a luz.

  11. É ……………. que equilibra os lados da pintura, atraindo os olhos do observador em direção aos personagens principais.

    1. a cor escura
    2. o desenho
    3. o contorno
    4. a luz radiante

  12. A técnica usada pelo artista foi:

    1. afresco
    2. óleo sobre tela
    3. aquarela
    4. óleo sobre madeira

Melhore sua percepção: encontre a cesta de ovos na pintura.

Gabarito
1.a / 2.c / 3.d / 4.b / 5.a / 6.c / 7.d / 8.b / 9.a / 10.c / 11.b / 12.d

Nota: Conheça mais sobre a vida do artista, acessando o link:
Mestres da Pintura – CORREGGIO

ASSUNÇÃO DA VIRGEM (Aula nº 50 D)

Autoria de LuDiasBH

Embora Florença tenha sido o berço do Renascimento na Itália, Veneza foi tida como o maior centro de arte durante grande parte do século XVI. A cidade era muito rica em mecenas. Seu governo era republicano e sua governança era exercida pelas famílias mais importantes, pelas várias confraternidades (scuole) e por ordens religiosas. O mecenato rivalizava entre si, para ver quem contratava os mais famosos artistas e encomendava as mais belas obras. O objetivo do estado republicano e da igreja veneziana era transformar Veneza numa rival de Roma, de modo que sua arte deveria expor seu talento cultural. O pintor veneziano Ticiano Vecellio foi um dos mais cultuados, tendo exercido grande impacto na arte religiosa. A aula de hoje traz uma obra brilhante do artista. Primeiramente é necessário acessar o link Ticiano – ASSUNÇÃO DA VIRGEM e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer necessário.

Obs.: Os participantes devem ler integralmente o texto indicado pelo link, para aguçar a sua capacidade de interpretação de obras.

  1. A temática da obra em estudo é:

    1. religiosa
    2. histórica
    3. mitológica
    4. científica

  2. No monumental retábulo de Ticiano os reinos do Céu e da Terra encontram-se para……… a subida da Virgem ao Céu.

    1. festejar
    2. encobrir
    3. testemunhar
    4. encorajar

  3. Em relação à distribuição das personagens na tela não podemos afirmar que:

    1. Os apóstolos encontram-se na parte inferior.
    2. A Virgem Maria ocupa a parte central.
    3. Deus Pai está posicionado na parte superior.
    4. O anjo com a coroa está na parte central.

  4. O papel dos apóstolos na composição é representar:

    1. os pecadores
    2. santos e santas
    3. a humanidade
    4. o cristianismo

  5. Analisando a composição geometricamente, não podemos dizer que:

    1. Os treze apóstolos estão inseridos num retângulo.
    2. O retângulo ocupa a parte máxima da tela.
    3. A Virgem, Deus Pai e os anjos estão inseridos num círculo.
    4. O círculo ocupa a maior parte da tela.

  6. De acordo com a simbologia representada na pintura podemos dizer que:

    1. O retângulo representa o mundo terreno.
    2. O círculo representa o mundo espiritual.
    3. O mundo espiritual é maior por representar a eternidade.
    4. Todas as respostas estão corretas.

  7. Um triângulo isósceles em cuja base situam-se os dois apóstolos de vermelho, tendo no vértice superior ………………., também usando uma veste vermelha, faz o elo de ligação entre o mundo terreno e o divino.

    1. Deus Pai
    2. um apóstolo
    3. a Virgem
    4. um anjo

  8. O que confirma o movimento ascendente da Virgem são:

    1. Os braços abertos e o olhar direcionado a Deus Pai.
    2. Um grande número de anjos circulando em torno dela.
    3. Seu caminhar gracioso sobre uma nuvem branca.
    4. Sua túnica vermelha e manto azul esvoaçando ao vento.

  9. Todas as afirmações relativas à pintura estão corretas, exceto:

    1. O apóstolo de vermelho, à esquerda, tenta alcançar a base da nuvem, onde se encontra a Virgem.
    2. O pé direito do anjinho — quase tocando a cabeça do apóstolo de roupa verde — demonstra a distância em que se encontra a Virgem de Deus Pai.
    3. A obra de Ticiano prima por suas cores arrebatantes, principalmente pelo vermelho do manto de Maria.
    4. A Virgem mostra seu olhar de alegria e surpresa direcionado a Deus Pai, descendo do céu para recebê-la.

  10. O gigantismo dos apóstolos de Ticiano na composição remete a:

    1. Giotto
    2. Leonardo da Vinci
    3. Rafael Sanzio
    4. Michelangelo

Melhore sua percepção: encontre a assinatura do artista na pintura.

Gabarito
1.a / 2.c / 3.d / 4.c / 5.b / 6.d / 7.c / 8.a / 9.b / 10.d

Nota: Conheça mais sobre a vida do artista, acessando o link:
Mestres da Pintura – TICIANO VECELLIO 

BACO E ARIADENE (Aula nº 50 C)

Autoria de LuDiasBH

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Embora Florença tenha sido o berço do Renascimento na Itália, Veneza foi tida como o maior centro de arte e sensualidade durante grande parte do século XVI. A cidade era muito rica em mecenas. Seu governo era republicano e sua governança exercida pelas famílias mais importantes, pelas várias confraternidades (scuole) e por ordens religiosas. O mecenato rivalizava entre si para ver quem contratava os mais famosos artistas e encomendava as mais belas obras. O objetivo do estado republicano e da Igreja veneziana era transformar Veneza numa rival de Roma, de modo que sua arte deveria expor seu talento cultural. O pintor veneziano Ticiano Vecellio — tido como o maior mestre do Alto Renascimento em Veneza — foi um dos mais conhecidos. Ele foi muito influenciado pelos escritos clássicos e pela mitologia. Fez pinturas sensuais de Vênus, Danae e do amor sagrado e profano, representando mulheres reais, criando novas maneiras de representar o nu feminino. A aula de hoje traz uma obra brilhante do artista. Primeiramente é necessário acessar o link Ticiano – BACO E ARIADNE e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer necessário.

Obs.: Os participantes devem ler integralmente o texto indicado pelo link, para aguçar a sua capacidade de interpretação de obras.

  1. A temática da obra em estudo é:

    1. religiosa
    2. histórica
    3. mitológica
    4. científica

  2. Ticiano pinta o exato momento em que Baco:

    1. Vê Ariadne correndo para o mar.
    2. Encontra Ariadne pela primeira vez.
    3. Ouve o grito amedrontado de Ariadne.
    4. Salva Ariadne das garras dos guepardos.

  3. As afirmações abaixo referem-se a ações retratadas na tela, exceto:

    1. Baco salta com seu manto flutuante.
    2. O céu azul está cheio de nuvens flutuantes.
    3. A embarcação do amante traidor navega ao longe.
    4. A comitiva de Teseu toca instrumentos e dança.

  4. Sobre a disposição dos personagens na tela não podemos dizer que:

    1. O artista não foi cuidadoso com sua distribuição.
    2. O artista se preocupou com a disposição dos mesmos.
    3. Os companheiros de Baco estão à direita da tela.
    4. Um jovenzinho sátiro está no centro da composição.

  5. Ao traçarmos duas diagonais na composição não poderemos afirmar que:

    1. A mão direita de Baco está praticamente no centro do quadro.
    2. Ariadne encontra-se sozinha no vértice do triângulo esquerdo.
    3. Baco e Ariadne estão inseridos no retângulo direito do quadro.
    4. Baco tem os pés perto dos amigos e o coração e a cabeça perto da amada.

  6. .O ponto focal da composição, atraindo para si o olhar imediato do observador, é:

    1. Ariadne
    2. Baco
    3. Leocoonte
    4. o cão

  7. A postura de Baco repassa a sensação de que ele se encontra:

    1. saltando
    2. voando
    3. correndo
    4. estático

  8. A torção do corpo e a mão erguida de Ariadne demonstram que ela:

    1. Pedia a Baco para parar a embarcação.
    2. Corria apressada para entrar no mar.
    3. Mostrava ao grupo o que fez Teseu.
    4. Virou a cabeça para olhar Baco.

  9. Na história original, no lugar dos guepardos existem dois:

    1. leões
    2. burros
    3. leopardos
    4. bois

  10. A única personagem que dirige o seu olhar para fora da tela é:

    1. Baco
    2. o jovem sátiro
    3. Laocoonte
    4. a bacante de branco

  11. A flor presente entre o pequeno sátiro e a cabeça de bezerro é uma alcaparra, tradicionalmente tida como o símbolo:

    1. do amor
    2. da traição
    3. da bondade
    4. da alegria

  12. No grupo de Baco encontram-se duas bacantes. A que se encontra mais próxima ao deus do vinho toca:

    1. harpa
    2. cítara
    3. saltério
    4. címbalo

  13. Um dos personagens presentes na composição encontra-se na mesma pose de Ariadne, sendo ele:

    1. Leocoonte
    2. a bacante de saia azul
    3. a bacante de branco
    4. a mulher tocando corneta

  14. O homem montado no burro é ………….., pai adotivo de Baco e também chefe dos sátiros.

    1. Príapo
    2. Sileno
    3. Silvano

  15. A coroa de Ariadne, lançada ao céu por Baco e transformada numa constelação, possui …………. estrelas.

    1. oito
    2. nove
    3. sete
    4. treze

  16. Bem à direita da composição um personagem leva nos ombros um barril de vinho, lembrando a postura do mitológico …………….. (titã condenado por Zeus a sustentar os céus para sempre).

    1. Tétis
    2. Ceos
    3. Cronos
    4. Atlas

  17. A pintura é magistralmente colorida, com predominância do azul ………….. presente no céu, nas montanhas, nas vestes de Ariadne e na de uma das bacantes.

    1. royal
    2. ultramar
    3. petróleo
    4. turquesa

Melhore sua percepção: encontre a assinatura do artista na pintura.

Gabarito
1.c / 2.b / 3.d / 4.a / 5.c / 6.b / 7.a / 8.d / 9.c / 10.b / 11.a / 12.d / 13.c / 14.b / 15.a / 16.d / 17.b

Nota: Conheça mais sobre a vida do artista, acessando o link:
Mestres da Pintura – TICIANO VECELLIO 

A TEMPESTADE (Aula nº 50 B)

Autoria de LuDiasBH                                                      (Clique na imagem para ampliá-la.)

Giorgione é um pintor do Renascimento italiano. Foi o primeiro a pintar paisagens com figuras e nus reclinados.  Às suas formas suaves de paisagens ele uniu as figuras numa relação íntima e familiar.  Sua influência foi considerável para as futuras gerações de artistas que têm se preocupado com a cor, forma, harmonia e sentimento. O artista dava à paisagem uma importância especial. Ela era a parte mais importante de sua composição, agregando-se às figuras humanas, vistas como elementos da natureza.  Distanciando-se de uma pintura essencialmente religiosa, sua obra está imbuída pelo amor à natureza e pela beleza do corpo humano. Foi o primeiro pintor a acrescentar figuras nas suas paisagens; a abrir mão da finalidade devocional, alegórica ou histórica em suas obras; a usar as cores com intensidade, o que se tornou típico da escola veneziana. Foi também um dos primeiros a usar a técnica do sfumato e do chiaroscuro, — uso de tons de cor para evidenciar a perspectiva e a luz. A Tempestade é o seu quadro mais famoso e uma das pinturas mais aclamadas da arte ocidental. Primeiramente é necessário acessar o link Giorgione Barbarelli – A TEMPESTADE e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer necessário.

Obs.: Os participantes devem ler integralmente o texto indicado pelo link, para aguçar a sua capacidade de interpretação de obras.

  1.  O pintor italiano Giorgione Barbarelli é tido como o fundador da pintura:

    1. florentina
    2. veneziana
    3. sienense
    4. milaneza

  2. A importância de Giorgione dá-se, sobretudo, porque até aquela época a paisagem:

      1. Não era vista com bons olhos.
      2. Só entrava como complemento numa obra.
      3. Só era criada por pintores menores.
      4. Inexistia na arte pictórica.

  3. Todas as afirmações sobre a obra são verdadeiras, exceto:

    1. Foi encomendada pelo nobre Gabriel Vendramin.
    2. Esta pintura é basicamente uma paisagem.
    3. Não se conhece o significado que possa encerrar.
    4. Já foi descrito como Paisagem em Tela com Tempestade, Cigana e Soldado.

  4. A composição possui pequenas dimensões, apresentando um local poético com suas cores fortes e tristonhas em que o pintor usa a cor e a luz para dar …………. à pintura.

    1. brilho
    2. destaque
    3. simetria
    4. unidade

  5. Sobre a técnica do “sfumato” e as cores utilizadas na pintura, nós não podemos afirmar que:

    1. Giovanni já conhecia o trabalho de Leonardo da Vinci.
    2. A técnica do sfumato foi utilizada pelo genial Leonardo da Vinci.
    3. As cores mais quentes apresentam-se no primeiro plano.
    4. Os tons de azul no fundo trazem uma sensação delicada de profundidade.

  6. A respeito das figuras humanas presentes na composição é incorreto dizer que:

    1. Elas não se mostram atentas com a tempestade que se avizinha.
    2. A mulher alimenta calmamente sua criança, sentada na relva.
    3. Elas demonstram preocupação com a chegada da tempestade.
    4. O homem e a mulher agem como se nada estivesse para acontecer.

  7. Raios X comprovam que antes de pintar a figura do homem, Giorgione teria pintado uma mulher:

    1. andando
    2. banhando-se
    3. ajoelhada
    4. vestindo-se

  8. A mulher está quase que totalmente despida. Suas pernas estão separadas e ela inclina o corpo para frente. Sobre seu bebê podemos afirmar que ele:

    1. Encontra-se no seu colo.
    2. Mama no peito direito da mãe.
    3. Está voltado para a ponte.
    4. Não está no colo da mãe.

  9. Alguns estudiosos de arte acreditam que a mulher da composição seja uma referência a:

    1. Eva e Caim
    2. Maria e Jesus
    3. Rodrigo Bórgia e César Bórgia
    4. Nicolau III e seu filho Leonello

  10. Todas as respostas estão corretas, exceto:

    1. O homem e a mulher usam branco e posicionam-se em primeiro plano.
    2. O olhar do observador vagueia de uma figura para outra até chegar ao rio.
    3. Um relâmpago corta o céu, alumia a cidade desértica e deixa no ar certa calma.
    4.  O artista capta o exato momento em que o relâmpago ilumina as nuvens.

  11. Giorgione abre mão das linhas dos contornos para trabalhar com as transições ……..

    1. da iluminação
    2. da cor
    3. do espaço
    4. do branco

  12. O tema da pintura é:

    1. a cegonha
    2. o relâmpago
    3. a cidade desértica
    4. a paisagem

  13. O foco principal da composição é:

    1. a luz sobrenatural da tempestade
    2. a mulher seminua com seu bebê
    3. o gibão vermelho do homem.
    4. os dois pilares quebrados

  14. “Giorgione não desenhou coisas para depois dispô-las no espaço, mas pensou realmente na natureza — a terra, as árvores, a luz, o ar, as nuvens e os seres humanos com suas cidades e pontes — como um todo indivisível. De certo modo, isso foi um avanço quase tão grande para um novo domínio da arte de pintar quanto a invenção da perspectiva o fora antes”.

    O comentário acima a respeito da obra, dado por E. H. Gombrich, diz respeito:

    1. às cores
    2. à explosão de luz e ar
    3. à paisagem
    4. aos personagens

  15. Ao incluir modificações tonais em razão das mudanças na atmosfera, o pintor Georgione prenuncia o:

    1. Realismo
    2. Impressionismo
    3. Simbolismo
    4. Romantismo

  16. O …………….. é a habilidade de suavizar ou borrar as extremidades das formas para evitar um contorno definido, ou seja, são contornos suaves que escondem a transição entre as cores.

    1. sfumato
    2. tenebrismo
    3. afresco
    4. chiaroscuro

Melhore sua percepção: encontre uma cobra na pintura.

Gabarito

1.b / 2.a / 3.c / 4.d / 5.a / 6.c / 7.b / 8.d / 9.a / 10.c / 11.b / 12.d / 13.a / 14.c / 15.b / 16.a

Nota: Conheça mais sobre a vida do artista, acessando o link:
Mestres da Pintura – GIORGIONE BARBARELLI

A TRANSFIGURAÇÃO DE CRISTO (Aula nº 50 A)

Autoria de LuDiasBH

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O pintor Giovanni Bellini foi um dos grandes mestres de Veneza. Mesmo tendo nascido e morrido nessa cidade, não vivia isolado do trabalho de outros artistas, inclusive estudou o estilo de vários pintores do norte da Europa, absorvendo influências externas. Embora fosse considerado o mais importante pintor de sua cidade, estava sempre em busca de nova aprendizagem. Queria apreender novos estilos e técnicas com os pintores mais novos e com seus alunos. Jamais se deu por completo. Pode-se dizer que seu trabalho pictórico é sustentado pelo trinômio: humanização das figuras; domínio da cor sobre o desenho; e o uso da paisagem como parte essencial da cena.  A composição que estudamos hoje encontra-se é uma das obras-primas do artista. Primeiramente é necessário acessar o link Giovanni Bellini – A TRANSFIGURAÇÃO DE CRISTO e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer necessário.

Obs.: Os participantes devem ler integralmente o texto indicado pelo link, a fim de aguçar a sua capacidade de interpretação de obras.

  1.  O quadro A Transfiguração de Cristo é uma das maiores obras-primas do final do século ………… da pintura em Veneza, obra do pintor italiano Giovanni Bellini que mostra uma passagem da vida de Jesus Cristo em meio a uma ampla paisagem.

    1. XII
    2. XIII
    3. XIV
    4. XV

  2. A paisagem já demonstra o interesse do artista por árvores, flores, formas arquitetônicas e pelo céu com seus diferentes tons. Chamam atenção…………. das roupas dos personagens com suas dobras belamente trabalhadas.

    1. o caimento
    2. as cores
    3. os pormenores
    4. o comprimento

  3. Segundo os relatos bíblicos, enquanto o Mestre Jesus encontrava-se em oração, seu corpo começou a resplandecer de uma forma jamais vista e imediatamente ladearam-no os profetas:

    1. Elias e Moisés
    2. Samuel e Jeremias
    3. Josué e Oseias
    4. Zacarias e Malaquias

  4. Os personagens da composição foram retratados …………., elevando Jesus e os dois profetas acima da paisagem.

    1. de cima para baixo
    2. de baixo para cima
    3. da esquerda para a direita
    4. da direita para a esquerda

  5. A figura que ocupa o centro da paisagem a de:

    1. Tiago
    2. Pedro
    3. João
    4. Jesus Cristo

  6. Os dois profetas estão voltados para o Mestre. As três figuras encontram-se em ………….. que se amplia com a posição de uma árvore de cada lado.

    1. oposição
    2. assimetria
    3. simetria
    4. densitometria

  7. Aos pés de Cristo e dos dois profetas do Antigo Testamento encontram-se no chão os apóstolos Pedro, Tiago e João, visivelmente espantados.

    Marque a resposta incorreta:

    1. Pedro é o apóstolo do meio, ajoelhado e trajando um manto vermelho.
    2. Tiago está à esquerda com seu manto escuro, indicando um gesto de fuga.
    3. João, com seus cabelos cacheados, encontra-se a direita, sentado no chão.
    4. Eles estão em assimetria que é quebrada apenas pelo tronco em frente a Tiago.

  8. Uma cerca em diagonal aparece à direita em ………… plano e, após ela, vê-se um abismo rochoso, separando o observador da cena sagrada à sua frente.

    1. primeiro
    2. segundo
    3. terceiro
    4. quarto

  9. A cerca em diagonal separa:

    1. A natureza das edificações arquitetônicas.
    2. Jesus e os profetas dos apóstolos.
    3. O mundo terreno do mundo divino.
    4. Jesus, apóstolos e profetas do povo do lugar.

  10. Observando-se os elementos que se encontram na composição, é possível concluir que a transfiguração de Cristo acontece:

    1. na parte da manhã
    2. ao cair da noite
    3. ao meio-dia
    4. ao nascer do dia

  11. Outras cenas acontecem em volta do grupo central.

    Marque a resposta incorreta:

    1. Um homem conduz seus animais.
    2. Uma rês branca está deitada ao lado da estradinha.
    3. Um pastor leva suas ovelhas de volta para casa.
    4. Dois homens assistem à transfiguração de Cristo.

  12. A técnica usada pelo pintor foi:

    1. óleo sobre tela
    2. óleo sobre madeira
    3. afresco
    4. guache

Melhore sua percepção: encontre a assinatura do pintor na obra.

Gabarito

1.d / 2.c / 3.a / 4.b / 5.d / 6.c / 7.d / 8.a / 9.c / 10.b / 11.d / 12.a

Nota: Conheça mais sobre a vida do artista, acessando o link:
Mestre da Pintura – GIOVANNI BELLINI

O RENASCIMENTO EM VENEZA (Aula nº 50)

Autoria de LuDiasBH

   

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Até agora vimos que Florença foi o berço do Renascimento na Itália, porém não podemos nos esquecer da próspera cidade de Veneza. É fato que em razão de seu acentuado comércio com o Oriente ela levou bem mais tempo do que outras cidades italianas para se adequar ao estilo renascentista, ao uso da forma clássica grega e às construções do arquiteto Filippo Bruneslechi. Porém, quando Veneza resolveu mudar sua orientação artística, ela o fez com muita competência, dando ao estilo um novo estímulo, enchendo-o de pompa e de brilho.

Aos grandes mestres de Florença interessava muito mais o desenho do que a cor. Embora suas obras apresentassem cores requintadas, a maioria deles concluiu que a melhor maneira de usar a cor era trabalhar primeiro com a perspectiva da composição, antes de usar a tinta. Os pintores de Veneza, ao que parece, não achavam que a cor se tratasse apenas de um ornamento adicionado à pintura. Para eles ela era vital. Portanto, se os pintores clássicos da Itália central conseguiram uma nova e completa disposição entre as partes de suas obras, ao levar em conta o desenho perfeito e o arranjo equilibrado, os mestres venezianos, seguindo a orientação de Giovanni Bellini,  fizeram uso da cor e da luz para transformar num todo os seus maravilhosos trabalhos.

A Biblioteca de São Marcos — também conhecida como “Biblioteca Nacional Marciana” — (ver ilustração à esquerda e no centro), cujo arquiteto responsável foi Jacopo Sansovino (1486-1570) que, embora fosse florentino, foi capaz de adaptar seu trabalho ao espírito e à índole de Veneza, cidade de uma vívida luminosidade que se despeja sobre suas lagunas. Esse edifício é um dos mais belos exemplos da arte veneziana do Cinquencento (período do Renascimento referente ao século XVI).

Veneza é vista como o centro cultural mais ativo no perdurar do século XVI. O seu crescimento demográfico pulou de cerca de 100.000 habitantes em 1500 (século XV) para cerca de 170.000 em 1563 (século XVI), ampliando consideravelmente a riqueza entre seus habitantes. Algumas causas contribuíram para que isso acontecesse: o comércio internacional, sobretudo com o Oriente; o trabalho de manufatura; o progresso da agricultura nos seus territórios peninsulares que incluía outras cidades com ligações culturais e de mecenato com ela.

Várias fontes de mecenato contribuíram para o desabrochar da arte em Veneza: o governo republicano, as famílias patrícias mais abastadas que comandavam o governo; as várias confraternidades (scuole); as ordens religiosas que competiam entre si para ver quem mais encomendava obras de arte. Os venezianos buscavam fazer de Veneza um rival de Roma. As artes, para tanto, deveriam mostrar sua capacidade cultural, levando em conta suas transformações com o Mediterrâneo Oriental e as influências recebidas de Constantinopla (antiga Bizâncio e atual Istambul) e da Igreja do Oriente.

Segundo o escritor inglês Nicholas Mann — um estudioso do humanismo italiano — em seu livro “Renascimento”, a cidade de Veneza ganhou projeção em muitos campos artísticos, sempre buscando mostrar a sua influência: “na publicação e na difusão de imagens; na pintura a óleo e no uso das cores; na construção de palácios grandiosos sobre canais ou de habitações modestas e bem organizadas para os artesãos; na música coral, madrigais e no desenvolvimento da música para instrumento de corda; na criação de cristais requintados; no teatro vernáculo, tendo construído uma casa de ópera pública em 1637 e em procissões de entretenimento”.

Ao transformar-se num centro fundamental de impressão, Veneza não apenas diminuiu o preço dos livros como os popularizou. Livros foram publicados em latim, grego e do hebraico para o erudito. Vieram também novelas, histórias e diálogos em italiano para um público cultural mais extenso, leituras elementares para os que buscavam a alfabetização. Houve a impressão de músicas, atlas e mapas e também ilustrações para textos sobre anatomia e botânica.

Os artistas venezianos do século XVI também avançaram quanto às técnicas e à aplicação da pintura a óleo sobre tela. Importantes mestres fizeram parte dessa época em Veneza, como Lorenzo Lotto e Ticiano que deram uma nova profundidade psicológica e impulso visual ao retrato, através do uso da cor e da composição estrutural. A narrativa pictórica passou a ser criada principalmente em óleo sobre tela. Jacopo e Tintoretto produziram imensas telas com narrativas do Antigo e do Novo Testamento. Giorgione assombrou o mundo com a beleza de sua obra “A Tempestade”. Também podemos citar mestres como Ghirlandaio, Pegurugino, Carpaccio, Veronese, Sebastiano del Piombo, etc., mas o grande nome do Alto Renascimento em Veneza foi sem dúvida Ticiano Vecellio.  Estudaremos esses artistas nas próximas aulas.

Exercício

1. O que impediu Veneza de acompanhar Florença em relação ao Renascimento?
2. Que motivos levaram Veneza a transformar-se num grande centro cultural?
3. Em quais campos Veneza ganhou projeção, segundo Nucholas Mann?

Ilustração: 1. Biblioteca de San Marco (1536) / 2. Interior da Biblioteca de San Marco/ 3. Vista do Cais da Enseada de São Marco, obra de Canalleto c. 1740/1745

Fonte de pesquisa
A História da Arte / Prof. E. H. Gombrich
Renascimento/ Nicholas Mann