Arquivo da categoria: História da Arte

O mundo da arte é incomum e fascinante. Pode-se viajar através dele em todas as épocas da história da humanidade — desde o alvorecer dos povos pré-históricos até os nossos dias —, pois a arte é incessante.

O CULTO DO STO. NOME DE JESUS (AULA nº 73 B)

Autoria de LuDiasBH    

                         
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O pintor e desenhista italiano Giovanni Battista Gaulli (1639-1709), também conhecido como Baciccio, foi um dos grandes mestres do Barroco. Estudou com Rafael e Pietro de Cortona. Tornou-se o artista favorito do grande escultor e arquiteto Gian Lorenzo Bernini. Ficou famosos por seus afrescos e retratos, tendo realizado também obras mitológicas. Gostava de cores quentes e trabalhava muito bem a luz. Seu trabalho chamava a atenção pelo tratamento dramático da perspectiva, o que o levava a obter um estilo dinâmico que influenciou tanto os afrescos do Barroco romano quanto os movimentos artísticos posteriores. As decorações feitas em pintura nas paredes e no teto das igrejas barrocas tornavam-nas opulentas e grandiosas. Gaulli foi um dos grandes mestres desse tipo de trabalho e o principal pintor barroco romano da segunda metade do século XVII.

O ar fresco intitulado O Culto do Santo Nome de Jesus foi a obra que consagrou definitivamente esse grande artista, tornando-o um dos grandes elementos do Barroco decorativo. Trata-se de uma vasta composição que se situa no teto da igreja dos jesuítas em Roma, representando as hierarquias celestes. O trabalho é tão fenomenal que se tem a impressão de que a abóbada da igreja abriu-se, permitindo ao observador olhar diretamente para as glórias adentrando através de um imenso vão.

Anteriormente a Gaulli, Correggio também havia pintado o céu num teto em sua obra denominada “A Assunção da Virgem” (ilustração à direita), situada na catedral de Parma, contudo o resultado obtido por Gaulli é muito mais intenso e teatral.

O tema da obra é a adoração do Santo nome de Jesus, escrito em letras luminosas no centro da igreja. Em torno dele uma multidão de querubins Anjos e Santos observam arrebatados a luz. Mais abaixo e em profundo desespero vê-se a expulsão de legiões de demônios ou anjos caídos das regiões celestes.São inúmeros os personagens presentes na obra. Tem-se a impressão de que irão arrebentar a moldura do teto. Nuvens carregadas de santos e pecadores despencam se para o interior da igreja.

A fim de repassar a ilusão de que a pintura extravasa a moldura, Gaulli faz com que percamos a noção entre a realidade e o ilusório.

Ficha técnica
Ano: entre 1670 a 1683
Técnica: afresco
Localização: Teto da Igreja dos Jesuitas, Roma, Itália

Fonte de pesquisa
A História da Arte/ E. H. Gombrich

O ÊXTASE DE SANTA TEREZA (Aula nº 73 A)

Autoria de LuDiasBH

A obra intitulada O Êxtase de Santa Teresa é um altar criado pelo artista italiano Gian Lorenzo Bernini para ornamentar a capela lateral de uma pequena igreja romana. O altar é dedicado a Santa Teresa, uma freira espanhola que viveu no século 16 e que foi canonizada. Ela descreveu suas visões místicas num livro muito conhecido. No meio dessas visões encontra-se o relato de um momento de êxtase, quando seu coração é transpassado por um anjo com uma candente flecha de ouro. Ela conta que é ao mesmo tempo tomada pela dor e pela bem aventurança.Conheça em detalhe a obra em estudo, acessando o link BERNINI – O ÊXTASE DE SANTA TERESA

  1. O artista italiano Gian Lorenzo Bernini representa:

    a. um momento antes da visão
    b. um momento depois da visão
    c. o exato momento da visão
    d. o momento do sonho da santa

    2. Os caudais de luz irrompem em forma de longos …………… dourados.

    a. flechas
    b. raios
    c. chuva
    d. setas

    3. A disposição dos elementos dispostos na obra repassa a impressão de que está:

    a. amarrada a uma forte estrutura.
    b. segura por uma pedra.
    c. segura por dois pilares.
    d. paira sem ter qualquer apoio.

    4. A luz ali presente parece vir de:

    a. uma janela invisível, situada no alto
    b. uma janela visível à esquerda
    c. um buraco no vidro da janela
    d. uma janela localizada à direita

    5. A escultura em estudo trata-se de uma obra:

    a. Renascentista
    b. Barroca
    c. Gótica
    d. Românica

    6. São afirmativas corretas acerca da obra, exceto:

    a. É impossível não ser tocado pela obra.
    b. Objetivava suscitar sentimentos fervorosos e místicos.
    c. Existe um contexto por parte do artista.
    d. Tem sido admirada em todos os tempos.

7. O rosto da santa desmaiada não encontra qualquer paralelo em intensidade com obras anteriores à sua criação.

A afirmação acima é:

a. verdadeira
b. falsa
c. parcialmente correta
d. desconhecida

8. O que era totalmente inovador para a época?

a. A postura do anjo diante da santa.
b. As pregas da vestimenta dos personagens.
c. O trabalho esculpido em mármore.
d. A posição do corpo de Santa Tereza.

9. O artista faz com que as pregas das roupas ………………., aumentando o efeito de movimento e excitação

a. esvoacem
b. desçam
c. subam
d. paralizem

10. Gian Lorenzo Bernini era um artista:

a. holandês
b. alemão
c. espanhol
d. italiano

Gabarito
1.c / 2.b / 3.d / 4.a / 5.b / 6.c / 7.a / 8.b / 9.a / 10.d

 

 

ARTE ITALIANA PODER E GLÓRIA (Aula nº 73)

Autoria de LuDiasBH

    

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A arte exige que os artistas subsequentes a um período primoroso se esforcem ainda mais para continuar chamando a atenção. Tomemos como exemplo o estilo Barroco que trouxe grandes inovações para o campo das artes. Na arquitetura as igrejas primavam pelo esplendor, exibindo ouro, pedras preciosas e estuque. O objetivo era despertar uma visão de glória celestial bem mais forte do que aquelas vistas nas catedrais medievais. Ao contrário dos protestantes, a Igreja Romana valorizava o trabalho do artista, estimulando a sua criação. No estilo Barroco a pintura e a escultura se completavam, realizando um único efeito.

Vimos que na Idade Média à arte cabia apenas a tarefa de ensinar a doutrina cristã às pessoas que não sabiam ler, sendo elas a imensa maioria da população. Na Idade Moderna, no entanto, o mundo católico concluiu que a função da arte ia bem além desse papel limitante. Ela também era capaz de persuadir e converter mesmo aqueles tidos como letrados. A partir dessa constatação, os dirigentes católicos contratavam arquitetos, escultores e pintores para transformar seus templos em obras de grande esplendor e glória. O conjunto da obra era o que mais importava, sendo capaz de envolver totalmente seus cristãos.

O artista italiano Gian Lorenzo Bernini (1598-1680) foi um dos responsáveis por esse tipo de arte envolvente em que o todo era mais importante do que as partes. Ele era também um exímio retratista. A ilustração à esquerda, intitulada “O Êxtase de Santa Tereza”, trata-se de um altar criado por ele. O pintor Giovanni Battista Gaulli (1639 -1709), pertencente ao séquito de Bernini, é outro grande nome desse período, como veremos na decoração intitulada “O Culto do Santo Nome de Jesus” que fez no teto de uma igreja (segunda ilustração a partir da esquerda).

Os artistas italianos no século XVIII eram tidos como brilhantes decoradores de interiores, reconhecidos em toda a Europa tanto pelos trabalhos realizados em estuque como pelos grandes afrescos. Eram capazes de transformar qualquer cenário, repassando a ideia de riqueza. Giovanni Batista Tiepolo (1696-1770) foi outro mestre italiano famoso desse período, como mostra sua obra “Alegoria dos Planetas e Continentes” (terceira ilustração a partir da esquerda). Ele também trabalhou na Alemanha e Espanha. Francesco Borromini (1599-1667) foi um famoso arquiteto italiano que, juntamente com seus assistentes, criou várias igrejas barrocas. A quarta ilustração mostra o interior da igreja de Santa Agnes feita em parceria com o arquiteto italiano Carlo Reinaldi (1611-1691).

A pintura e gravuras de panoramas criou novas ideias no início do século XVIII. Serviam de souvenir para aqueles que visitavam a Itália. A bela cidade de Veneza, dona de um cenário magnífico, criou uma escola com pintores — o pintor Francesco Guardi (1712- 1993) era um deles —, para atender a demanda. Sua obra intitulada “Vista de São Giordio Maggiore” (última ilustração) mostra-nos que o espírito do Barroco com seu interesse pelo movimento e grandes efeitos podia ser visto até mesmo na vista de uma cidade. Segundo o professor E. H. Gombrich, os gondoleiros são criados apenas com manchas coloridas que, ao recuarmos, passam a ilusão efetiva de pessoas.

Fonte de pesquisa
A História da Arte/ E.H. Gombrich

A FESTA DE BALTAZAR (Aula nº 72 D)

Autoria de LuDiasBH

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 O pintor holandês Rembrandt Harmenszoon van Rijn (1606-1669) nasceu na cidade de Leida, próxima a Amsterdã. Seu pai era moleiro e sua mãe filha de padeiro. Era o penúltimo dos 10 irmãos. Foi na Escola Latina — dos 7 aos 14 anos de idade — que o futuro pintor recebeu sua primeira educação formal. Daí seguiu para a universidade, a qual abandonou num período de poucos meses, pois sua vocação era outra: a pintura. Tornou-se aluno do pintor holandês Jacob van Swanenburgh após a volta desse da Itália, onde havia passado um longo período, demonstrando grande interesse pelo Renascimento italiano. Seduzido pelo estilo italiano, passou a frequentar o ateliê de outro mestre, Jacob Symonszoo Pynas, também adepto do mesmo estilo. Veio depois a morar em Amesterdã por um período de seis meses, onde frequentou o estúdio de Pieter Lastman, que havia trabalhado junto a Caravaggio e seus alunos, sendo um conceituado pintor de histórias bíblicas e cenas mitológicas. Segundo E.H. Gombrich, Rembrandt é o maior pintor da Holanda (Países Baixos) e um dos maiores que a arte já conheceu. Nossa aula de hoje diz respeito a uma de suas obras-primas, famosa em todo o mundo. Primeiramente é necessário acessar o link Rembrandt – A FESTA DE BALTAZAR e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer necessário.

  1. A composição A Festa de Baltazar foi pintada por Rembrandt, quando esse tinha 30 anos de idade. Mostra a grande influência que o artista recebeu dos pintores:

    1. alemães
    2. italianos
    3. franceses
    4. suíços

  2. A temática da composição é:

    1. bíblica
    2. histórica
    3. científica
    4. mitológica

  3. Rembrandt retrata a cena em que o rei Baltazar em ………………, no século VI a.C., realiza um faustoso banquete para as figuras mais importantes do reino, onde também se encontram suas esposas e concubinas.

    1. Constantinopla
    2. Bizâncio
    3. Roma
    4. Babilônia

  4. Marque a opção incorreta em relação ao acontecido, de acordo com a narrativa relativa ao fato:

    1. O rei e os convidados encontravam-se excitados pelo excesso de vinho.
    2. O templo em questão possuía muitos vasos sagrados.
    3. O rei exige que os convidados não se aproximem dos vasos sagrados.
    4. Os convidados deviam blasfemar contra os judeus.

  5. Sobre a mão que aparece na parede não é correto afirmar que:
    1. Indica os escritos na parede.

    2. Escreve sinais na parede.
    3. Encontra-se próxima do rei e dos convivas.
    4. Apenas uma mão aparece.

  6. Segundo a história, o rei mandou buscar os sábios de seu país para decifrar a escrita, mas nenhum conseguiu esclarecê-la. Ele mandou então buscar ………….. — prisioneiro trazido da Judeia — que a decifrou.

    1. Sansão
    2. José do Egito
    3. Daniel
    4. Melquisedeque

  7. Estão retratados na composição …… personagens:

    1. oito
    2. sete
    3. seis
    4. cinco

  8. São afirmativas corretas em relação aos personagens presentes na cena, exceto:

    1. Uma mulher derrama o líquido de sua taça.
    2. Uma menina toca uma flauta.
    3. Um homem barbudo arregala os olhos, surpreso.
    4. Uma mulher com o chapéu de plumas olha para Baltazar.

  9. Ao ver o escrito na parede, o rei Baltazar mostra-se:

    1. alegre
    2. surpreso
    3. tranquilo
    4. enraivecido

  10. São afirmativas corretas acerca da inscrição na parede, exceto:

    1. Está escrita em letras hebraicas.
    2. É a principal fonte de luz da obra.
    3. Chama a atenção do observador.
    4. Encontra-se à direita do rei.

  11. São afirmativas verdadeiras sobre o rei Baltazar, exceto:

    1. Domina a maior parte do espaço.
    2. Levanta-se bruscamente com o braço direito erguido.
    3. Procura se proteger da visão.
    4. Seu corpo está apoiado sobre a mão direita.

  12. Ainda sobre o rei Baltazar, não podemos afirmar que:

    1. Sua mão direita que esbarra numa grande baixela de ouro e prata.
    2. Ele também derruba o copo de vinho à sua direita.
    3. A rotação de seu corpo indica que se achava de costas para os comensais.
    4. Vira-se repentinamente em direção à luz na parede atrás de si.

  13. A mulher que leva o observador a deslizar seu olhar pela nuca, colo e decote, aparenta-se cheia de surpresa e horror, é a que:

    1. Usa um chapéu de plumas.
    2. Derrama uma taça de vinho
    3. Usa uma tiara de pérolas.
    4. Nenhuma das citadas.

  14. O rosto da garota tocando flauta é iluminado:

    1. pelo turbante de Baltazar
    2. pela luz vinda do escrito
    3. por uma das plumas do chapéu de uma das mulheres
    4. pela tiara de pérolas de uma das mulheres.

  15. A mão que escreve a mensagem e a de Baltazar encontram-se próximas, assim como a da mulher que derrama sua taça de vinho. Isto significa que o artista:

    1. Encantava-se com as possibilidades expressivas das mãos.
    2. Elegeu as mãos como pontos principais da composição.
    3. Quis ressaltar o medo do rei Baltazar.
    4. Via as mãos como a parte mais importante do corpo.

  16. Mensagens criptografadas desse tipo faziam parte da prática …………….., ciência oculta dos judeus, e a questão de saber por que alguns podiam ler o texto e outros não ocupou intensamente muitas mentes brilhantes do século XVII.

    1. da Bíblia
    2. da Torá
    3. da Cabala
    4. do Alcorão

  17. Entre as 50 pinturas (AS 50 PINTURAS MAIS FAMOSAS DO MUNDO EM DETALHES) mais famosas do mundo, Rembrandt possui duas composições. Marque a segunda:

    1. Pietà
    2. Jogos Infantis
    3. Lição de Anatomia do Dr. Tulp
    4. A Vocação de São Mateus

Gabarito
1.b/ 2.a/ 3.c/ 4.c/ 5.a/ 6.c/ 7.c/ 8.d/ 9.b/ 10.d/ 11.b/ 12.c/ 13.b/ 14.c/ 15.a/ 16.c/ 17.c

 

LIÇÃO DE ANATOMIA DO DR. TULP (Aula nº 72 C)

Autoria de LuDiasBH

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O pintor holandês Rembrandt Harmenszoon van Rijn (1606-1669) nasceu na cidade de Leida, próxima a Amsterdã. Seu pai era moleiro e sua mãe filha de padeiro. Era o penúltimo dos 10 irmãos. Foi na Escola Latina — dos 7 aos 14 anos de idade — que o futuro pintor recebeu sua primeira educação formal. Daí seguiu para a universidade, a qual abandonou num período de poucos meses, pois sua vocação era outra: a pintura. Tornou-se aluno do pintor holandês Jacob van Swanenburgh após a volta desse da Itália, onde havia passado um longo período, demonstrando grande interesse pelo Renascimento italiano. Rembrandt, seduzido pelo estilo italiano, passou a frequentar o ateliê de outro mestre, Jacob Symonszoo Pynas, também adepto do mesmo estilo. Veio depois a morar em Amesterdã por um período de seis meses, onde frequentou o estúdio de Pieter Lastman, que havia trabalhado junto a Caravaggio e seus alunos, sendo um conceituado pintor de histórias bíblicas e cenas mitológicas. Nossa aula de hoje diz respeito a uma de suas obras-primas, famosa em todo o mundo. Primeiramente é necessário acessar o link Rembrandt – LIÇÃO DE ANATOMIA DO DR. TULP e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer necessário.

  1. Esta é uma das mais conhecidas obras-primas do famoso pintor Rembrandt. Foi-lhe encomendada pela corporação dos cirurgiões de:

    1. Paris
    2. Berlim
    3. Amsterdã
    4. Bruxelas

  2. Em sua composição o artista representa …… personagens e …… cadáver(es).

    1. oito/ um
    2. dez/ dois
    3. nove/ um
    4. sete/ dois

  3. Existem suposições de que duas das figuras foram acrescidas depois da obra pronta, assim como a lista. Seriam elas:

    1. A da direita e a que se situa num plano mais alto.
    2. A da esquerda e a que se situa num plano mais alto.
    3. As duas figuras recurvadas à cabeça do cadáver.
    4. As duas figuras à direita do cadáver.

  4. A lista onde se encontram os nomes dos participantes encontra-se:

    1. aos pés do cadáver
    2. na mão do Dr. Tulp
    3. estampada na parede
    4. na mão de um dos alunos

  5. O doutor Nicolaes Tulp, responsável por convidar Rembrandt para pintar sua aula anual de anatomia, apresenta a dissecação anatômica:

    1. de um braço
    2. de um antebraço
    3. da barriga
    4. do coração

  6. Dr. Tulp mostra aos presentes à sua aula:

    1. os tendões da mão
    2. os ossos rádio e ulna
    3. o grande osso úmero
    4. o músculo do coração

  7. O médico usa a mão direita para pinçar o objeto de sua aula e com a esquerda demonstra aos observadores como se dá:

    1. a tração e retração do úmero
    2. o alongamento da pele
    3. a flexão do rádio e ulna
    4. a flexão e pressão dos dedos

  8. A história diz que o cadáver era o de um homem chamado Adriaan que foi morto por:

    1. afogamento
    2. enforcamento
    3. envenenamento
    4. atropelamento

  9. Sobre a pintura não é possível afirmar que:

    1. Os modelos presentes na composição foram pintados individualmente.
    2. Os figurantes foram pintados no ateliê do artista.
    3. O braço dissecado foi pintado durante a autópsia.
    4. A obra não é uma montagem, já que foi feita em duas partes isoladas.

  10. Sobre o ambiente onde acontece a dissecação não podemos afirmar que:

    1. A composição está centrada meramente na ação que ali acontece.
    2. O ambiente em derredor é de suma importância na obra do artista.
    3. Rembrandt eliminou todo o excesso, deixando só o essencial à cena.
    4. Somente o médico encontra-se de frente para o observador.

  11. Sobre a vestimenta dos personagens não está correto afirmar que:

    1. O doutor Tulp não é o único a usar chapéu.
    2. Os espectadores vestem roupas escuras com golas brancas.
    3. A roupa do Dr. Tulp difere das demais.
    4. Todos os presentes usam barba, excetuando o cadáver.

  12. A posição mais afastada do médico, enquanto os demais personagens encontram-se amontoados, reforça:

    1. A sua familiaridade com o grupo seleto.
    2. A necessidade de distância para a demonstração.
    3. A necessidade de ter uma posição mais visível para o pintor.
    4. A importância que detinha dentro do grupo.

  13. Sobre o corpo em estudo não podemos afirmar que:

    1. Ocupa grande parte da tela, quase numa diagonal.
    2. Sua nudez e posição rígida contrastam com a posição dos demais.
    3. Os olhos estão parcialmente encobertos por uma sombra.
    4. Tem apenas a parte do baixo ventre coberta com um tecido cinza.

  14. o tratado de anatomia, cuja presença denota o caráter científico da aula, encontra-se:

    1. na mão de um dos presentes
    2. próximo aos pés do corpo sem vida
    3. debaixo do braço do Dr. Tulp
    4. pendurado na parede

  15. A figura central da cena é:

    1. Dr. Tulp
    2. o aluno no topo da pirâmide
    3. o corpo sem vida
    4. o homem mais velho do grupo

  16. A maior parte da luz presente no ambiente recai sobre:

    1. Dr. Tulp
    2. o cadáver
    3. um dos alunos
    4. o tratado de anatomia

  17. No gênero dos retratos de grupo normalmente era usado o alinhamento dos retratados, ou seja, todos alinhados no mesmo plano, mas aqui Rembrandt aglomerou-os em torno da cabeça do morto numa configuração de:

    1. círculo
    2. retângulo
    3. pirâmide
    4. losango

  18. Sobre os observadores retratados não podemos afirmar que:

    1. Os olhares de alguns não acompanham o doutor Tulp.
    2. Dois deles, inclinados sobre o cadáver, acompanham as explicações com interesse.
    3. Os olhos dos participantes foram trabalhados com perfeição.
    4. As figuras estão de perfil, meio perfil e de frente.

  19. Apenas uma das afirmativas abaixo acerca da obra não procede:

    1. A dissecação é feita sem observar o procedimento legal, pois deveria começar pela remoção do estômago e do intestino do cadáver.
    2. Este tipo de pintura é conhecido como “momento mori” que quer dizer “Lembre-se de que você morrerá”.
    3. As aulas de anatomia eram tidas como eventos públicos, tendo as pessoas interessadas que pagar ingressos para entrar no anfiteatro, onde elas aconteciam.
    4. Dr. Nicholas Tulp, médico em Paris, era treze anos mais velho do que Rembrandt.

  20. Comumente dava-se início a uma aula de anatomia com a advertência: “Conhece-te a ti mesmo.” Acreditavam as pessoas da época nos Países Baixos que ao estudar o homem e suas criações, melhor entendimento teriam:

    1. de Deus
    2. da Ciência
    3. do Universo
    4. do Terraplanismo

  21. Entre as 50 pinturas (AS 50 PINTURAS MAIS FAMOSAS DO MUNDO EM DETALHES) mais famosas do mundo, Rembrandt possui duas composições. Marque a segunda:

    1. Moça com Brinco de Pérolas
    2. Mona Lisa
    3. A Festa de Baltazar
    4. O Triunfo de Galateia

Gabarito
1.c/ 2.a/ 3b/ 4.d/ 5.b/ 6.a/ 7.d/ 8.b/ 9.d/ 10.b/ 11.a/ 12.d/ 13.d/ 14.b, 15.c/ 16.b/ 17.c/ 18.d/ 19.d/ 20.a/ 21.c

A LEITEIRA (Aula nº 72 B)

Autoria de LuDiasBH

O pintor holandês Johannes van der Meer, também conhecido como Jan Vermeer ou apenas Vermeer (1632–1675), embora tenha apenas 35 obras conhecidas, é tido como um dos grandes nomes da pintura holandesa, tendo sido apelidado de “a Esfinge de Delft”. Apesar de ter pertencido ao século 17, só se tornou realmente reconhecido como um grande pintor em meados do século 19. É visto hoje como o segundo pintor holandês mais importante daquele século, ficando aquém apenas de Rembrandt.  Trabalhava com esmero os efeitos da luz, a ponto de tornar-se muito abstrato em seus últimos anos de vida. Tanto é que o modo como trabalhava a luz e a sombra acabou influenciando os pintores impressionistas. Retratava a luz natural com extrema beleza, de modo que suas composições pareciam refletir luz própria. Ele nasceu em Delft numa família protestante, mas acabou convertendo-se ao catolicismo, religião de sua noiva Catharina Bolnes que era de família rica. Foi comerciante e estalajadeiro. Após morrer muito pobre, aos 43 anos de idade, a situação da família ficou tão desesperadora que Catharina, atolada em dívidas, foi obrigada a pedir falência. O pintor acabou sendo esquecido por um longo tempo. Nossa aula de hoje diz respeito a uma de suas primorosas obras, famosa em todo o mundo. Primeiramente é necessário acessar o link Vermeer – A LEITEIRA e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer necessário.

  1. A Leiteira é tida como uma das mais importantes obras-primas:

    1. do Renascimento
    2. de todos os tempos
    3. da Idade Contemporânea
    4. da Antiguidade

  2. A personagem vista na composição é uma jovem …………….. concentrada em seus afazeres.

    1. camponesa
    2. dona de casa
    3. pintora
    4. recém-casada

  3. Todas as afirmativas acerca do local estão corretas, exceto:

    1. O ambiente é muito simples.
    2. As paredes já se mostram descoradas e descascadas.
    3. A janela apresenta dois vidros quebrados.
    4. Nada ali tira a concepção de ordem, apesar da variedade de objetos.

  4. A luz que entra no ambiente vem:

    1. do caixilho à direita
    2. do vidro quebrado da janela 
    3. da janela à esquerda da jovem
    4. da parede descorada atrás da mulher.

  5. O quadro de ébano, a cesta de vime e um balde de bronze vistos na parede encaminham o olhar do observador para:

    1. a janela de vidro
    2. a parede descorada
    3. o chão do aposento
    4. o leite no recipiente de barro

  6. O centro temático da pintura está representado:

    1. Pelo leite que é derramado no recipiente.
    2. Pela luz que entra através da janela.
    3. Pelas roupas coloridas da jovem mulher.
    4. Pelo caixilho presente na composição.

  7. Todos os objetos encontram-se sobre a mesa, exceto:

    1. uma cesta com pão
    2. uma toalha verde
    3. um jarro com uma bacia bacia
    4. um pires com xícara

  8. O pão que se encontra na cesta parece bem real quando visto:

    1. de perto
    2. de longe
    3. através da janela
    4. do alto

  9. Os pequenos pontos na pintura dão a sensação de que há centelhas de luz:

    1. no pão e na janela
    2. no pão e na borda do jarro
    3. na touca e avental da moça
    4. no jarro e na parede

  10. Esses pequenos pontos feitos com tinta opaca recebem o nome de:

    1. Pointillés
    2. Mosaicos
    3. Água-forte
    4. Afrescos

  11. Sobre a mesa é possível ver um pano azul que é:

    1. a toalha da mesa
    2. um pano de prato
    3. parte do avental da moça
    4. o casaco da mulher

  12. Peças das quais podem ser tiradas partes, pois são acrescidas separadamente:

    1. touca branca
    2. saia vermelha
    3. avental azul
    4. mangas azuis e esverdeadas

  13. A figura esculpida por meio de sombreamento repassa a impressão de que a figura da mulher é quase:

    1. bidimensional
    2. tridimensional
    3. quadridimensional
    4. unidimensional

  14. Marque aquilo que mostra a meticulosidade do pintor:

    1. A fileira de azulejos decorados dando terminação à parede.
    2. O escalda-pés para esquentar as partes inferiores do corpo.
    3. O prego fincado na parede, onde deveria existir algo dependurado.
    4. O colete de couro camurça amarelo.

  15. O escalda-pés, à época, era visto como símbolo:

    1. do amor e da gentileza
    2. da amizade e da perseverança
    3. do outono e do inverno
    4. da pobreza e da austeridade

  16. A serenidade vista no rosto da mulher, enquanto trabalha, traz a impressão de que seu serviço é:

    1. esporádico
    2.  rotineiro
    3. árduo
    4. insignificante

  17. O avental azul é pintado com uma camada transparente de ultramar que é um pigmento extraído:

    1. de um coral
    2. de um inseto
    3. do lápis-lazúli
    4. da malacacheta

  18. Vermeer gostava de retratar mulheres em ……………, ficando conhecido pela maestria na observação do cotidiano.

    1. interiores
    2. praças
    3. jardins
    4. praias

  19.  A Leiteira traz a impressão de que a cena foi retratada …………… através da observação direta do pintor.

    1. com indiferença
    2. ao acaso
    3. rapidamente
    4. com fidelidade

  20. Entre as 50 pinturas (AS 50 PINTURAS MAIS FAMOSAS DO MUNDO EM DETALHES) mais famosas do mundo, Jan Vermeer possui três composições. Marque a que não faz parte da listagem.

    1. Moça com Brinco de Pérolas
    2. A Leiteira
    3. O Nascimento de Vênus
    4. O Astrônomo

      Gabarito
      1.b/ 2.a/ 3.c/ 4.b/ 5.d/ 6.a/ 7.d/ 8.b/ 9.b/ 10.a/ 11.c/ 12.d/ 13.b/ 14.c/ 15.a/ 16.b/ 17.c/ 18.a/ 19.d/ 20.c