Arquivo da categoria: História da Arte

O mundo da arte é incomum e fascinante. Pode-se viajar através dele em todas as épocas da história da humanidade — desde o alvorecer dos povos pré-históricos até os nossos dias —, pois a arte é incessante.

AS MULHERES NO RENASCIMENTO (Aula nº 53)

Autoria de LuDiaBH

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Ainda que o Renascimento tenha trazido profundas mudanças para a Itália, é possível dizer que a vida da maioria das mulheres continuava muito parecida com a que levava na Idade Média. As tarefas eram as mesmas: trabalhar em casa ou nos campos e cuidar de suas famílias. Muito raramente elas apareciam em público, pois deviam primar pelo recato e pela modéstia e ser portadoras de uma fé inabalável, seguindo todos os ditames da religião cristã. No topo de importância na família estava o marido, senhor absoluto de tudo, devendo sempre ser obedecido e jamais contrariado. Excetuando aquelas mulheres que optavam pelo convento, somente as “muito bem nascidas” fugiam dos rigores direcionados às mulheres, ao ser excluídas dos afazeres femininos.

A riqueza e a posição social privilegiada impediam que as mulheres ricas seguissem o mesmo roteiro indicado às mulheres comuns — a mesma servidão do passado medieval. Às privilegiadas era permitido mostrar a sua independência através do mecenato das artes e, assim, desenvolver seus talentos e habilidades, mas desde que ficassem nos limites do privado. Não deve ter passado despercebido aos participantes de nosso curso de História da Arte que até agora não apareceu uma mulher pintora, escultora ou arquiteta. Seriam elas desprovidas de tais habilidades? Seriam esses talentos apenas masculinos? Claro que não!

Na Renascença era costume que homens e mulheres se sentassem separados em festividades, como vemos na ilustração acima à direita (obra do pintor Sandro Botticelli que faz parte de uma série de quatro painéis, baseados no romance “Decameron” de Coccaccio). Os homens podiam frequentar as ruas quando assim o quisessem. As mulheres ricas ficavam em casa, principalmente se ainda fossem solteiras, sendo raramente vistas nas janelas — deviam proteger a castidade acima de tudo. E se porventura tivessem que ir à rua por algo que ninguém pudesse fazer por elas, eram acompanhadas por uma senhora que tinha por objetivo impedir que fossem importunadas. Às mulheres pobres eram dadas maiores liberdades, pois tinham que sair para trabalhar, na maioria das vezes servir as madames das casas ricas.

O Renascimento, contudo, ao abraçar uma visão humanista, foi a pedra angular para que se mudasse o conceito arcaico sobre a posição da mulher, fazendo brotar, assim, as primeiras raízes dentro de uma sociedade machista, sobre o conceito de “mulher moderna”. Três importantes mulheres renascentistas deixaram seu exemplo (ver ilustração começando pela esquerda): Catarina Sforza que defendeu sua cidade Foli — atacada por César Bórgia; Vitoria Colonna, poetisa muito famosa em sua época, tendo atraído o interesse de Michelangelo; e Sofonisba Anguissola, uma das primeiras mulheres pintoras famosas, tendo ficado por um tempo na corte de Felipe II, ensinando sua mulher a pintar.

Ilustrações:
1. Retrato das três famosas renascentistas / 2. O Banquete de Casamento, 1483, obra de Sandro Botticelli. Tal temática era comum na Florença do século XV em obras criadas para ornamentar a cabeceira de leitos nupciais. Sobre os capitéis em primeiro plano podemos notar os escudos das famílias do noivo (Pucci), do patrono (Médici) e da noiva (Bini).

Exercício
1.  Como era, de modo geral, a vida das mulheres no Renascimento?
2. O que diferia as mulheres “bem nascidas” das pobres?
3. Cite o nome de três mulheres renascentistas importantes. Pesquise sobre elas.

Fontes de pesquisa
História da Vida Privada 2 / Edit. Companhia das Letras
Arte e Vida na Itália Renascentista / Editora Folio

 

A “MELANCOLIA” DE DÜRER (Aula nº 52 D)

Autoria de LuDiasBH

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O Renascimento do norte europeu contribuiu com grandes nomes na pintura. Dentre eles se encontra o do artista alemão Albrecht Dürer que muito se preocupou em aprender os novos princípios introduzidos pelo Renascimento italiano e posteriormente decidir se deveria usá-los ou não. Contudo, ao longo de sua vida, ele teve consciência de como as descobertas feitas pelos italianos eram essenciais para o futuro da arte. Estudamos hoje uma de suas gravuras que é tida como uma das mais complexas desse artista intuitivo e dotado de grande imaginação, mas que até os dias de hoje não se tem certeza sobre sua interpretação exata. A obra, riquíssima em detalhes, é um complexo objeto de estudo desde aqueles tempos aos dias de hoje. Primeiramente é necessário acessar o link Dürer – MELANCOLIA e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer necessário.

Obs.: Os participantes devem ler integralmente o texto indicado pelo link, para aguçar a sua capacidade de interpretação de obras.

  1.  A gravura intitulada “Melancolia” é um clássico do Renascimento …………. e também uma das obras simbólicas do artista Albrecht Dürer, toda feita em cobre.

    1. inglês
    2. holandês
    3. francês
    4. alemão

  2. Ao observamos os elementos contidos na composição, notamos que separadamente cada um tem uma simbologia específica, mas reunidos denotam um estado de:

    1. enorme concentração
    2. extremo desespero
    3. grande vazio existencial
    4. intensa criatividade

  3. Nesta composição nós podemos observar como o artista fez uso ……………., ao misturar imagens religiosas com outras do cotidiano.

    1. da astronomia
    2. da geometria
    3. da profundidade
    4. da bidimensionalidade

  4. Todas as afirmativas sobre a figura central da obra estão corretas, exceto:

    1. Traz sobre os cabelos, cuidadosamente penteados e que se despencam sobre suas costas e ombros, uma coroa de louros.
    2. Tem o olhar enraivecido, perdido no nada, e o semblante moldado por visível descontentamento.
    3. Na cintura das vestes da figura alada estão dependuradas chaves e uma bolsa de dinheiro.
    4. Na mão esquerda segura um compasso sobre um livro aberto, como se pretendesse desenhar algo.

  5. São objetos que se encontram espalhados desordenadamente pelo chão, exceto:

    1. uma esfera e uma pedra multifacetada
    2. pregos, uma régua e madeira
    3. plaina, serrote, madeira e frascos
    4. uma esfera, martelo e turquês

  6. São objetos que se encontram dependurados num minarete, atrás do anjo, exceto:

    1. uma balança e uma ampulheta com areia
    2. uma escada, um sino e uma tabuleta
    3. uma balança, um triângulo e uma cruz
    4. uma escada, uma tabuleta e uma balança

  7. À direita do anjo grande encontra-se um triste anjinho sentado sobre ……………….., com um livro no colo, perdido em seus devaneios, e um cão enrodilhado.

    1. um toco oco de madeira
    2. uma roda de moinho
    3. uma roda de carroça
    4. um velho pneu

  8. O rosto do animalzinho enrodilhado no chão apresenta-se:

    1. triste
    2. alegre
    3. sereno
    4. perturbado

  9. À direita do anjo ao fundo, um semicírculo representando o arco-íris traz dentro de si o sol que emite fachos de luz em várias direções. Abaixo, nota-se:

    1. um rio e matas
    2. o mar e um castelo
    3. um rio e um povoado
    4. o oceano e uma vila

  10. Pelos reflexos vistos nas vestes do lado esquerdo do anjo e em outros elementos presentes na composição presume-se que outra fonte de luz entra pela …………….. da cena.

    1. direita
    2. parte superior
    3. esquerda
    4. centro

  11. Dentro do semicírculo, um cartaz é segurado por um ……………., onde está escrita a palavra que dá nome à composição: Melancolia I.

    1. camundongo
    2. animal não identificado
    3. morcego
    4. cachorro

  12. Walter Benjamin considera esta obra um ícone de nossos tempos, pois vivemos sob a ditadura do número, do peso e da ………………., desprovidos do encantamento de um mundo divinizado que foi desaparecendo após o Renascimento.

    1. medida
    2. pressa
    3. emoção
    4. preocupação

  13. Segundo alguns, o numeral romano “I”, após o título gravado, sugere que Dürer tinha em mente projetar e executar uma série de quatro gravuras de cobre, ilustrando os quatro temperamentos …………………….., conforme pensam alguns.

    1. fleumático, ansioso, colérico e otimista
    2. melancólico, fleumático, pacífico e confiante
    3. melancólico, fleumático, colérico e nervoso
    4. melancólico, fleumático, colérico e otimista

  14. Os “Quatro Temperamentos” foram conectados imediatamente com os quatro humores: ………………….., secretados pelo corpo, de acordo com a antiga medicina:

    1. bile negra, suor, bile amarela, sangue
    2. bile negra, fleuma, catarro, sangue
    3. bile negra, fleuma, bile amarela, sangue
    4. transpiração, fleuma, bile amarela, sangue

  15. A escada de sete degraus é outra característica comum do simbolismo …………. Os degraus representam os sete metais, as operações da alquimia e os organismos associados celestes.

    1. anímico
    2. alquímico
    3. químico
    4. rímico

  16. Na Renascença o cão deitado aos pés do dono era considerado um símbolo de resistência e de ……………., mas também um símbolo de perseverança e dedicação.

    1. coragem
    2. submissão
    3. contentamento
    4. ingenuidade

  17. No passado a melancolia era associada à inteligência. O italiano ………….., o artista da capela Sistina, escreveu: “a minha alegria é a melancolia”.

    1. a.Rafael Sanzio
    2. Leonardo da Vinci
    3. Gioto di Bondone
    4. Michelangelo

  18. A data de 1514 é exibida na linha inferior do quadro mágico e também acima do monograma de Dürer que se encontra na parte ……………. da obra

    1. inferior à esquerda
    2. superior à direita
    3. inferior à direita
    4. central

Nota: a tabuleta traz o famoso Quadrado Mágico de Dürer. Clique no link para entendê-lo: Dürer – O QUADRADO MÁGICO

Gabarito
1.d / 2.c /3.b / 4.a / 5.d / 6.c / 7.b / 8.a / 9.d / 10.c / 11.b / 12.a / 13.d / 14.c / 15.b / 16.a / 17.d / 18.c

O PARAÍSO TERRESTRE (Aula nº 52 C)

Autoria de LuDiasBH 

                                                    (Clique na imagem para ampliá-la.)

Os Países Baixos foram um celeiro de notáveis mestres no século XV, podendo ser citados: Jan van Eyck, Rogier van der Wyden e Hugo van der Goes — famosos em toda a Europa. Contudo, nas primeiras décadas do século XVI, a produção dessa parte europeia foi bem inferior. O mais conhecido artista holandês desse período foi Hieronymus Bosch que não se inseria entre os adeptos do Renascimento. Tornou-se extremamente famoso por usar suas obras como uma advertência contra as forças do mal. Segundo E. H. Gombrich, “Pela primeira vez e talvez única vez, um artista conseguiu dar forma concreta e tangível aos medos que obcecavam o espírito dos homens da Idade Média. Talvez só fosse possível nesse momento, quando as antigas ideias ainda possuíam vigor, pois o espírito moderno já estava em campo, propiciando ao artista métodos para representar o que via”. Estudamos hoje uma das mais amedrontadoras obras do pintor renascentista holandês. Primeiramente é necessário acessar o link Bosch – O JARDIM DAS DELÍCIAS TERRENAS e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer necessário.

Obs.: Os participantes devem ler integralmente o texto indicado pelo link, para aguçar a sua capacidade de interpretação de obras.

  1.  O Tríptico do Jardim das Delícias de Bosch mostra homens e mulheres na parte central da obra:

    Marque a alternativa incorreta.

    1. Unidos em pares ou em grupos.
    2. Alguns em posturas inocentes.
    3. Outros em posturas luxuriosas.
    4. Todos eles da mesma raça.

  2. Todas as afirmativas sobre “O Jardim das Delícias Terrenas” estão corretas, exceto:

    1. Todos celebram os prazeres da carne sem acanhamento ou sentimento de culpa.
    2. Trata-se verdadeiramente de um paraíso, embora ali reine apenas o pecado.
    3. Há também relações eróticas ou sexuais entre animais e entre plantas.
    4. Há diversas formas de relações eróticas heterossexuais, homossexuais e onanistas.

  3. Este painel traz uma profusão de imagens com inúmeros símbolos, a maioria deles desconhecidos. Todos estão decifrados, exceto:

    1. Corvos — símbolo da incredulidade
    2. Pavões — símbolo da vaidade
    3. Flores coloridas — símbolo do prazer
    4. Íbis — símbolo  das alegrias passadas

  4. Bosch certamente tinha a mesma visão dos moralistas medievais em relação às mulheres e as viam como:

    1. Fonte do pecado e da luxúria.
    2. Poço das delícias terrenas.
    3. Seres inocentes sob o jugo do mal.
    4. Seres inocentes e sem alma.

  5. A cavalgada da libido, na parte superior da composição, contorna a ………………., onde se encontra um bando de mulheres provocantes.

    1. Fonte dos Desejos
    2. Fonte dos Prazeres
    3. Fonte da Purificação
    4. Fonte da Juventude

  6. Na ……………….., os animais eram identificados com os apetites mais baixos ou carnais da natureza humana, e o ato de cavalgar era usado como metáfora sexual.

    1. Idade Antiga
    2. Idade Média
    3. Idade Moderna
    4. N.R. (n.d.r.)

  7. A presença de suculentas frutas são uma alusão …………………… e também à fugacidade do prazer, pois passam do frescor para a degeneração.

    1. às alegrias da vida
    2. ao amor desmedido
    3. aos prazeres sexuais
    4. à infidelidade conjugal

  8. O morango, às vezes usado como uma menção às gotas do sangue de Cristo, aqui é uma ………………, sugerindo atividade carnal.

    1. metáfora sexual
    2. simbologia da procriação
    3. metáfora do bem viver
    4. simbologia do nascimento

  9. Estranhas estruturas encarceram o corpo humano em algumas cenas, elas são vistas como ……………. que aprisiona a alma humana.

    1. o prazer
    2. a redenção
    3. o pecado
    4. a luxúria

  10. Todas as afirmativas acerca da composição estão corretas, exceto:

    1. Um globo cinza azulado, onde são realizadas acrobacias sexuais, boia dentro de um rio com figuras bizarras.
    2. Outras criaturas extravagantes encontram-se dentro de estranhas estruturas que parecem serem feitas de papel de jornal.
    3. Muitas pessoas e animais são mostrados em posições invertidas.
    4. O grande grupo convive com várias espécies de animais, pacificamente, e algumas pessoas comem grandes frutos.

  11. Dentro do lago está um homem com cabeça e tronco submersos, enquanto as pernas, visíveis, estão abertas em forma de Y, com um ovo vermelho do qual sai ………….. Esta inversão mostra que tudo ali é falso e pecaminoso.

    1. um galho
    2. uma fruta
    3. uma estrela
    4. um pássaro

  12. Toda a composição expõe o prazer dos sentidos, ou seja, a luxúria que pode ser vista em inúmeras cenas, exceto:

    1. O casal dentro de uma bolha com o homem com a mão na barriga da mulher.
    2. O homem que mergulha na água, escondendo o sexo com as mãos.
    3. o casal rolando uma concha marrom na areia.
    4. o rapaz que coloca flores no ânus de seu companheiro.

Melhore sua percepção: encontre na pintura um homem abraçado a uma coruja.

Gabarito
1.d / 2.b / 3.c / 4.a / 5.d / 6.b / 7.c / 8.a / 9.c / 10.b / 11.d / 12.c

Nota: Conheça mais sobre a vida do artista, acessando o link:
Mestres da Pintura – HIERONYMUS BOSCH

A ADORAÇÃO DA SANTÍSSIMA TRINDADE (Aula nº 52 B)

Autoria de LuDiasBH

O Renascimento do norte contribuiu com grandes nomes na pintura. Dentre eles se encontra o artista alemão Albrecht Dürer que muito se preocupou em aprender os novos princípios introduzidos pelo Renascimento italiano e posteriormente decidir se deveria usá-los ou não. Contudo, ao longo de sua vida, ele teve consciência de como as descobertas feitas pelos italianos eram essenciais para o futuro da arte. Estudamos hoje uma das suas mais belas e famosas obras desse artista intuitivo e dotado de grande imaginação. Primeiramente é necessário acessar o link Dürer – A ADORAÇÃO DA SANTÍSSIMA TRINDADE e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer necessário.

Obs.: Os participantes devem ler integralmente o texto indicado pelo link, para aguçar a sua capacidade de interpretação de obras.

  1. A temática da obra em estudo é:

    1. religiosa
    2. histórica
    3. mitológica
    4. científica

  2. Esta obra é considerada a mais suntuosa e também uma das mais belas expressões do Renascimento:

    1. italiano
    2. inglês
    3. alemão
    4. francês

  3. O magnífico painel de Dürer apresenta uma cena que acontece acima do solo e está esquematizada em …….. semicírculos.

    1. três
    2. quatro
    3. dois
    4. cinco

  4. Quanto à disposição dos personagens na tela, apenas uma afirmativa está incorreta:

    1. A obra mostra Deus Pai, Jesus Cristo e a pomba que simboliza o Espírito Santo.
    2. Rodeando a Santíssima Trindade estão, à direita, personagens do Antigo Testamento.
    3. À esquerda da Santíssima Trindade estão os seguidores de Cristo, portando ramos de palmeira.
    4. Logo abaixo encontram-se os seguidores do reino de Deus na Terra, inclusive São Pedro com sua vestimenta vermelha.

  5. Dentre os personagens bíblicos presentes na composição encontram-se:

    1. Moisés e Davi
    2. Davi e Abda
    3. Boaz e Baruque
    4. Esaú e Jacó

  6. Deus Pai é representado como:

    1. O Salvador do Mundo
    2. O Rei do Universo
    3. O Imperador do Mundo
    4. O Justiceiro

  7. Acima de Deus Pai encontra-se uma pomba, representação do Espírito Santo em uma nuvem de luz dourada, cercada por um grande número de:

    1. santos
    2. querubins
    3. profetas
    4. apóstolos

  8. A cruz, onde se encontra Jesus Cristo vivo, está sobre uma capa forrada de verde que é sustentada de ambos os lados por um anjo, enquanto os outros anjos carregam os instrumentos …………….. de Cristo.

    1. do nascimento
    2. da ressurreição
    3. do batismo
    4. da paixão

  9. A Mãe de Jesus encontra-se no grupo:

    1. de santas
    2. de profetas
    3. de anjos
    4. do povo

  10. Esta composição foi encomendada ao artista por Matthäus Landauer, rico comerciante de Nuremberg que se encontra usando:

    1. um suntuoso manto dourado e uma tiara azul
    2. um manto vermelho e um chapéu às costas
    3. um magnífico manto vermelho forrado de pele
    4. uma coroa e um rico colar de ouro

  11. À época era muito comum os pintores incluírem um autorretrato na sua obra. Dürer encontra-se na parte:

    1. inferior, à direita
    2. inferior, à esquerda
    3. central da obra
    4. superior à direita

  12. A composição de Albrecht Dürer apresenta o …………. acima de um lago.

    1. amanhecer
    2. anoitecer
    3. entardecer
    4. meio-dia

Melhore sua percepção: encontre o camponês que representa os pobres.

Gabarito
1.a / 2.c / 3.b / 4.d / 5.a / 6.c / 7.b / 8.d / 9.a / 10.c / 11.b / 12.a

Nota: Conheça mais sobre a vida do artista, acessando o link:
Mestres da Pintura – ALBRECHT DÜRER

PAISAGEM COM A QUEDA DE ÍCARO (Aula nº 52 A)

Autoria de LuDiasBH

(Cliquem na imagem para ampliá-la.)

Os artistas alemães eram hábeis paisagistas, sendo tidos como os mais completos no gênero. As paisagens, durante os primeiros anos do século XVI, passaram a ocupar quase que totalmente o espaço da obra. O artista, além de querer demonstrar a sua mestria, também buscava representar a insignificância do homem que — segundo a visão que tinham naquela parte da Europa — nada mais era do que uma ínfima parte da criação de Deus. Os humanistas e artistas do norte dos Alpes (Alemanha e Países Baixos) não levavam em conta a grandeza e a dignidade do homem, mas, sim, sua debilidade e o abismo que o separava da majestade de Deus, diferindo, assim, dos italianos. A composição que estudamos hoje encontra-se entre as 50 pinturas mais famosas do mundo. Primeiramente é necessário acessar o link Pieter Bruegel, o Velho – PAISAGEM COM QUEDA DE ÍCARO e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer necessário.

Obs.: O participante deve ler integralmente o texto indicado pelo link, para aguçar a sua capacidade de interpretação das obras.

  1. A composição denominada Paisagem com a Queda de Ícaro é uma obra ………. do pintor Pieter Bruegel, o Velho.

    1. bíblica
    2. mitológica
    3. histórica
    4. científica

  2. A pintura em evidência descreve a parte …………… da narrativa.

    1. final
    2. inicial
    3. central
    4. introdutória

  3. O pastor, olhando para o céu, de costas para o mar, enquanto suas ovelhas pastam, encontra-se no …………….. plano;

    1. terceiro
    2. primeiro
    3. segundo
    4. quarto

  4. Os personagens principais presentes na composição são:

    1. Ícaro, um remador, um lavrador e um pastor de ovelhas.
    2. Ícaro, um caçador, um pastor de ovelhas e um lavrador.
    3. Ícaro, um pastor de ovelhas, um padre e um pescador.
    4. Ícaro, um lavrador, um pescador e um pastor de ovelhas.

  5. Nem mesmo uma ………………, pousada no galho de uma pequena árvore, voa com o barulho produzido pela queda de Ícaro.

    1. arara
    2. perdiz
    3. águia
    4. gralha

  6. O cinturão com a espada (levando em conta a proximidade), pertence:

    1. ao lavrador
    2. ao pescador
    3. a Ícaro
    4. ao pastor de ovelhas

  7. Como era comum o fato de Bruegel repassar ensinamentos morais através de suas pinturas, muitos especulam sobre qual seria a lição referente a esta. A maioria dos estudiosos do pintor acha que seu objetivo era:

    1. Mostrar o quanto é descabido ambicionar coisas inúteis.
    2. Assinalar que certas pessoas podem ser indiferentes ao sofrimento alheio.
    3. Deixar claro o sentido da insignificância humana diante da vida.
    4. Evidenciar que cada um deve ficar satisfeito com o que tem.

  8. De acordo com o estudo da obra, marque a alternativa incorreta:

    1. Bruegel em sua pintura omite a presença de Dédalos — o pai de Ícaro.
    2. Os personagens não são vistos como heróis, mas amam a natureza e a paz.
    3. Embora tenha caído próximo a um pescador, Ícaro não é visto por ele.
    4. Só é possível ver os braços do pobre Ícaro, à direita, enquanto afunda.

  9. Ícaro é o personagem principal da pintura, mas seu corpo afundando não ocupa a parte central da obra. O que o pintor quis mostrar ao torná-lo quase invisível?

    1. A falta de importância do ser humano diante da vida.
    2. A preocupação de cada um com a própria existência.
    3. A apatia das pessoas diante dos problemas do outro.
    4. A impossibilidade de ajudar em certos momentos.

  10. Esta composição de Bruegel encontra-se entre as 50 pinturas mais famosas:

    1. do mundo
    2. da Itália
    3. da Alemanha
    4. do Renascimento

  11. A obra em estudo repassa-nos a impressão de que o artista encontrava-se ………… da paisagem.

    1. no meio
    2. acima
    3. dentro
    4. N.R. (= n.d.r.)

  12. A técnica usada nesta pintura foi:

    1. afresco
    2. aquarela
    3. óleo sobre tela
    4. óleo sobre madeira transferido para tela.

Gabarito
1.b / 2.a / 3.c / 4.d / 5.b / 6.a / 7.c / 8.d / 9.* / 10.a / 11.b / 12d

*Considere correta qualquer que seja a letra marcada na questão 9.

Nota: conheça mais sobre a vida de Mestres da Pintura – PIETER BRUEGEL, O VELHO

RENASCIMENTO – ALEMANHA E PAÍSES BAIXOS (Aula nº 52)

Autoria de LuDiasBH

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Como era de esperar, os povos ao norte dos Alpes não tardaram a voltar os olhos paras as invenções e criações dos mestres italianos. Algumas causas contribuíram para que isso acontecesse, como veremos a seguir.

Os mercadores italianos medievais tinham criado rotas comerciais, travando contato com vários países europeus. Os livros e as instituições educativas permitiram que as ideias circulassem com mais velocidade. A imprensa, num processo de produção em massa, unificou os ensinamentos dos humanistas às gravuras dos mestres, espalhando-os pela Europa. A valorização da educação pelos humanistas contribuiu para uma progressiva busca por livros e ideias encontrados nos novos centros de estudo que se espalhavam pela Europa dos séculos XV e XVI.

Além das razões citadas acima, a Itália era o foco de atenção de todos aqueles que se interessavam pelo saber e também pelo conhecimento advindo da Antiguidade clássica. Era impossível à maioria dos artistas ficar alheios às três importantes realizações dos mestres italianos: a descoberta da perspectiva científica, o conhecimento da anatomia e o conhecimento das formas clássicas de construção.

A Itália tornou-se um grande centro de estudos e visitação. Os príncipes e os nobres, ao visitarem-na, voltavam encantados com o novo e, com frequência, solicitavam aos artistas de seu país que se atualizassem em relação ao que viram. Os arquitetos, acostumados com o estilo gótico, eram os que mais relutavam diante das mudanças. E só aceitaram o novo estilo parcialmente, adequando à sua arte uma coisa ou outra. Era comum, por exemplo, ver um arco ogival ceder lugar a um arco semicircular. Eles combinavam estilos tão antagônicos, o que deixaria transtornado um mestre italiano comprometido com as regras clássicas.

As coisas foram bem mais fáceis para os pintores e os escultores do norte dos Alpes. Os grandes mestres da pintura buscavam apreender as novas invenções para depois optar por aquilo que lhes interessava. O alemão Albrecht Dürer, por exemplo, somente durante o transcorrer de sua vida é que foi tomando ciência de que os novos princípios eram fundamentais para o futuro da arte.

O Renascimento não foi um movimento unificado, seguindo numa só direção. Tampouco outros países europeus se mostravam menos avançados do que a Itália em certos campos do saber. O que se notava é que outros países avançavam num rumo diferente. À Alemanha, por exemplo, não interessava o estudo do passado clássico, uma vez que não fora conquistada pelos romanos. O Renascimento, portanto, deve ser visto como algo complexo, até mesmo porque o século XVI foi um período de muita turbulência, com a Europa dividida pela Reforma e a ameaça constante do Império Otomano. Isso, de certa forma, afetava a propagação da cultura do Renascimento por toda a Europa.

No decorrer do século XVI, a Alemanha e os Países Baixos passaram a disputar com Florença, Milão, Roma e Nápoles tanto no campo da erudição clássica quanto no do conhecimento e da arte. Tais países eram conhecidos por suas tradições de erudição e de conhecimento, tornando-se um campo fértil para as ideias que se espalhavam a partir da Itália. E foi exatamente a combinação do novo saber somado às tradições desses países situados ao norte dos Alpes que contribuiu para que o Renascimento do norte europeu fosse dotado de um caráter diferente como movimento cultural.

O Renascimento dessa parte da Europa divergia do italiano em alguns pontos. Estava mais voltado para a crítica textual, mais ligado aos temas de religião pessoal e ética e seus humanistas e artistas não levavam em conta a grandeza e a dignidade do homem, mas, sim, sua debilidade e o abismo que o separava da majestade de Deus.

Dentre os grandes artistas do norte europeu podem ser citados: Roger van de Weyden, Jan van Eyck, Rogier van der Weyden, Hugo van der Goes, Albert Ouwater, Gerardo de San Juan, Hieronymus Bosch, Pieter Bruegel (o Velho), Michael Pacher, Martin Schongauer, Albrecht Dürer, Hans Holbein (o Jovem), Mathias Grünewald, Lucas Cranach e Albrecht Altdorfer, etc.

Exercício

1. O que levou o Renascimento italiano a espalhar-se por outras partes da Europa?
2. Fale sobre a Alemanha e os Países Baixos no século XVI.
3. Qual era a diferença entre o Renascimento italiano e o do norte europeu?

Ilustração: Brincadeiras Infantis, obra de Pieter Brueghel, o Velho

Fontes de pesquisa
A História da Arte/ E. H. Gombrich
Renascimento/ Nicholas Mann