FENG SHUI – CHEGA DE DESORDEM!

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Autoria de Lu Dias Carvalho

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   O Feng Shui é uma filosofia ou arte oriental milenar de equilibrar e harmonizar o fluxo das energias naturais no ambiente, criando efeitos benéficos em nossa vida. Trata da harmonia entre o mundo físico, observável, e o etéreo, não observável, conscientizando-nos de que todo espaço possui uma determinada energia, deixando rastros de toda a história acontecida ali. As paredes, os móveis, todas as coisas contidas no lugar registram impressões eletromagnéticas sutis. E quanto mais dramáticos tiverem sido os fatos ali passados, mais enraizados ficam suas energias.

  O Feng Shui abrange áreas inusitadas, uma delas diz respeito à bagunça em nossa vida, que funciona como um obstáculo para o fluxo de energia boa que o ambiente deveria receber e ainda nos passa uma sensação desencorajadora de sujeira e mal-estar. Tudo isso adere ao frequentador de tal lugar, sem que ao menos ele saiba. Por isso, algumas pessoas sentem dificuldade para entrar em sintonia com a bagunça do ambiente onde vivem ou com o mundo ao seu redor. O Feng Shui ensina-nos que basta pôr ordem no espaço para que a energia negativa estagnada desapareça.

  Não sei se já aconteceu ao leitor, chegar a um determinado ambiente e começar a abrir a boca, a sentir que água escorre de seus olhos e ter vontade de ir embora. Isso acontece porque o lugar está carregado de  energia negativa e ela está afetando você. As pessoas mais sensíveis são as mais predispostas a sentirem-se mal em ambientes desorganizados, ou que tenham um baixo-astral. Devemos eliminar a bagunça de nosso ambiente e de nossa vida, começando pela “limpeza do espaço” onde vivemos. Todos precisam viver num local onde as energias boas fluam e de igual modo aconteça na vida pessoal. O exterior é um reflexo de nosso interior e vice-versa. Segundo Karen Kingston, existem três causas principais para a estagnação de energia:

  1. Sujeira física — poeira, pó, lixo, gordura, gosmas, incrustações, vômitos, papéis velhos, etc. A energia de baixo nível vai se acumulando ao redor da sujeira.
  1. A energia anterior — os registros de energia (boa ou má) que vão se acumulando ao longo dos tempos pelos que ali passaram. O pior é que não a conseguimos ver, mas apenas senti-la. Se não for limpa essa energia, situações anteriores tendem a se repetir.
  1. A desordem — todo tipo de bagunça cria obstáculos ao fluxo da boa energia no ambiente. Isso afeta diretamente os usuários do espaço.

  É importante que todos compreendam o quanto é benéfica a limpeza de um ambiente. É papo furado essa de que “eu conheço a minha bagunça e sei onde tudo se encontra” ou “o que é organizado para mim, pode não ser para você”. Tudo não passa de lenga-lenga de quem não tem compromisso com a organização. Quem não se sente bem num ambiente limpo e arejado? A desordem é energia estagnada, parada, ruim. O que acontece com tudo que fica parado muito tempo, a exemplo da água? O nosso planeta exige fluidez. A vida flui a todo momento, trazendo renovações necessárias. A desordem exterior é sempre uma amostragem do que está acontecendo conosco interiormente. Exterior e interior influenciam-se mutuamente. A uma determinada sujeira vão ajuntando outros refugos, numa atração descontrolável, dando origem à energia negativa. A limpeza e ordem são necessárias para se ter corpo e mente sadios.

Fonte de pesquisa:
Arrume a sua bagunça com o Feng Shui…/ Karen Kingston/ Editora Pensamento.

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FENG SHUI – COMO A DESORDEM NOS AFETA

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Autoria de Lu Dias Carvalho

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    Muitas vezes transformamos a nossa vida num caos, tamanha é a bagunça acumulada por nosso descaso com a nossa existência e com tudo que gira em seu entorno. Segundo a sabedoria milenar do Feng Shui, a desordem causa-nos muitos desprazeres. Conheçamos alguns deles:

  • Cansados e letárgicos — quanto mais bagunça houver à nossa volta, menos energia e coragem teremos para fazer a limpeza do ambiente em questão.
  • Somos retidos no passado — não fica espaço para que o novo penetre em nossa vida. Os pensamentos insistem em habitar o ontem, presente nos objetos entulhados.
  • Nosso corpo fica congestionado — nosso corpo é a maior vítima da desordem, ao perder toda a vitalidade em meio ao caos. O acúmulo de objetos, na maioria das vezes sem finalidade alguma, funciona como uma muleta imaginária.
  • Causa confusão – quando cercados pela desordem, não vemos com clareza o que fazemos na vida, ficamos perdidos. O exterior é o reflexo de nosso interior.
  • Afeta a maneira como nos tratam — as pessoas nos tratam, conforme o tratamento que damos a nós mesmos. Se nós nos valorizamos, elas nos tratarão bem. A nossa casa desmazelada (ou escritório) não passa alheia aos olhos dos amigos e fará com que tenham uma imagem ruim a nosso respeito.
  • Faz adiar — quanto maior for a desordem, menos tempo teremos para colocá-la em ordem, pois a bagunça deixa estagnada a própria energia que circula no ambiente e também dificulta a nossa. Nunca sabemos por onde começar, sempre adiando.
  • Causa desarmonia — é um dos principais motivos de brigas nas famílias, entre colegas de apartamentos e entre companheiros de trabalho. Ninguém sabe onde se encontra nada. A desordem gera discussões, pois é uma razão de nível inferior.
  • Pode nos envergonhar — passamos a ter vergonha de convidar as pessoas para nos visitar.  Se alguém chega sem aviso, perdemos o juízo, pois não tivemos tempo de fazer a “maquiagem” do ambiente. Nós nos sentimos sem chão!
  • Pode manter presa a nossa vida — começamos a ficar isolados e a gozar de baixa autoestima. E passamos a não nos importar com a bagunça, vivendo preso no meio dela, rezando para que ninguém venha nos visitar, tornando-nos pessoas isoladas.
  • Acaba por nos deprimir — a energia estagnada da desordem debilita a nossa energia. Não encontramos ânimo para nada. Sentimentos de desesperança são adubados pela desordem. Tanto aumenta a depressão como a ansiedade.
  • Cria excesso de bagagem — nossa tendência é levá-la conosco por onde viajamos. Seremos “bagunçólatras” mesmo fora de nosso ambiente costumeiro, incomodando outras pessoas.  Perdemos totalmente a noção de espaço.
  • Entorpece a nossa sensibilidade — passamos a fazer as mesmas coisas todos os dias. Ficamos taciturnos e enfadonhos, sem buscar novos objetivos.
  • Exige uma limpeza extra — o tempo empregado para a organização será muito maior. É uma espiral descendente. Não nos sobra tempo para nada. E, quanto mais a bagunça cresce, mais tempo teremos de dispor para fazer a limpeza.
  • Faz de nós uns desorganizados — perdemos chaves, óculos, carteira,  documentos, etc. Desperdiçamos nosso tempo na procura por objetos e ficamos nervosos. Deixamos de ser cuidadosos com as coisas necessárias, inclusive com a saúde.
  • Pode ser um risco à saúde — o acúmulo de coisas começa a cheirar mal, a atrair insetos, abrigar umidade, mofo, tornando o espaço anti-higiênico. E ainda há o risco de incêndio. Vejam o programa intitulado “Acumuladores”.
  • Cria uma simbologia indesejável — é preciso haver uma seleção daquilo que nos rodeia, conforme a nossa índole, pois na bagunça fica tudo misturado.
  • Cobra-nos um custo financeiro — basta fazer um somatório de tudo que está num aposento, sem necessidade, e que exige gastos, sem falar no custo do tempo.
  • Distrai-nos de coisas importantes — somos donos de nossas coisas e não elas de nós. Tudo o que possuímos exerce um apelo sobre nossa atenção, e quanto maior é a desordem, mais nossa energia é gasta, deixando o intelecto em segundo plano.

Fonte de pesquisa:
Arrume a sua bagunça com o Feng Shui … / Karen Kingston

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A PIMENTA E A LONGEVIDADE

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Autoria do Dr. Telmo Diniz

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    Já falamos sobre os benefícios à saúde de algumas especiarias como o alecrim, o orégano e com especial destaque ao açafrão da terra (também conhecido como cúrcuma longa). Agora vamos falar um pouco sobre a pimenta e seus reais benefícios para a saúde. Os leitores que gostam de comida com pimenta vão ficar mais estimulados a consumir o produto e com maior frequência.

  Refeições apimentadas podem ser um dos segredos da longevidade. Foi o que concluiu um estudo liderado por pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências Médicas. Em um artigo publicado na revista “British Medical Journal” (BMJ), eles relataram que o consumo diário da especiaria está associado a um risco menor de mortes por câncer e em decorrência de doenças coronarianas ou respiratórias. O trabalho, que envolveu pessoas entre as idades de 35 e 79 anos (entre 2004 e 2008), sugere que a pimenta e seu ingrediente ativo (conhecido por capsaicina) produzem efeitos benéficos sobre o organismo, como combate à obesidade, com ações antioxidantes e anti-inflamatórias importantes.

Os pesquisadores examinaram a dieta de cerca de meio milhão de pessoas (em se tratando de China, isso é possível) e observaram que as pessoas que consumiam comida picante uma ou duas vezes por semana tinham uma redução de 10% no risco de morte na comparação com os que consumiam esse tipo de refeição menos de uma vez por semana. O risco foi reduzido ainda mais, em 14%, entre aqueles que consumiam comida picante entre três e sete dias por semana. Os benefícios oferecidos pelo consumo da pimenta não é uma novidade. A medicina ayurvédica da Índia já se utilizava da pimenta para tratar de doenças. Considerando que ela serviu de base para a medicina tradicional chinesa e árabe, podemos concluir que o uso da planta na prevenção e no tratamento de doenças não é exclusividade dos nossos dias. Mas, para aqueles que preferem a credibilidade da ciência, vários estudos vêm comprovando que a planta pode auxiliar no emagrecimento, aliviar dores de cabeça, agir contra o reumatismo, o colesterol alto e até o câncer.

  Sua contraindicação mais conhecida é a de provocar “azia” nas pessoas com problemas gástricos, porém isso se aplica somente em quem é portador de gastrite ou úlcera. De outra forma, e usada com moderação, tem benefício como um nutracêutico ou alimento funcional. Ou seja, é um alimento que têm benefícios diretos para a saúde. Seu poder mais conhecido é de ser uma substância antioxidante, auxiliando em doenças crônicas como câncer, diabetes e arteriosclerose. No primeiro caso promove a apoptose (“suicídio”) das células cancerígenas e nos outros ajuda na regulação da glicose. Ajuda também na digestão, pois, com o aumento da salivação há uma potencialização das enzimas digestivas. É reconhecidamente uma substância termogênica, promovendo gasto calórico, reduzindo assim o acúmulo de gordura abdominal e sendo ótimo auxiliar na perda de peso. É reconhecida por ajudar a combater quadros de depressão, pois durante seu consumo libera adrenalina e noradrenalina (a pessoa fica mais alerta). A capsaicina manipulada, em forma de pomadas ou cremes, é ótima para controlar dores articulares. A pimenta pode não agradar a todos, mas que faz bem, isso faz!

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POR QUE SENTIMOS ALEGRIA E TRISTEZA?

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Autoria de Lu Dias Carvalho

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“Quando estiverdes alegres, olhai no fundo de vosso coração, e achareis que o que vos deu tristeza é aquilo mesmo que vos está dando alegria.” (Gibran Kahlil Gibran)

“E quando estiverdes tristes, olhai novamente no vosso coração e vereis que, na verdade, estais chorando por aquilo mesmo que constituiu vosso deleite. Alguns dentre vós dizeis: ‘A alegria é maior que a tristeza’, e outros dizem: ‘Não, a tristeza é maior.” (Gibran Kahlil Gibran)

“Eu, porém, vos digo que elas são inseparáveis. Vêm sempre juntas; e quando uma está sentada à vossa mesa, lembrai-vos de que a outra dorme em vossa cama.” (Gibran Kahlil Gibran)

   Temos a impressão de que nascemos para ser felizes e ponto final. E ainda contamos com os vendedores de felicidade fácil, que apregoam tal ideia, quando na verdade, a alegria (prazer) e a tristeza (dor) são a expressão mais verdadeira de nossa vida orgânica e afetiva, pois, se tais estados fossem contínuos, acabariam por nos tornar insensíveis, indiferentes. Prazer e dor são os freios usados pela natureza, para nos manter sob seu controle. É um lembrete de que não podemos tudo. São indicativos da existência da sensibilidade da qual tanto dependemos, para dar continuidade à vida na Terra e por recebermos o nome de “humanos”. Se não tivéssemos sensibilidade, seríamos pessoas robotizadas. E nós bem sabemos quanto mal a indiferença pode trazer à vida, pois basta olharmos para certos exemplares que carregam o selo de “humanos”, mas que na verdade são cruelmente despidos de sensibilidade para com os outros homens, para com os animais e para com o planeta Terra como um todo.

  Não há escolha entre tristeza e alegria. Ninguém pode optar apenas por uma ou por outra. É uma compra casada, que já está embutida no nosso pacote de nascimento. O melhor é aceitar as regras do jogo e procurar viver da maneira mais sábia possível, um dia de cada vez. Negar a existência do prazer ou da dor não muda em nada a nossa passagem pelo mundo, mas muda, sim, a maneira como encaramos tais sentimentos. É a sabedoria de viver que nos leva ao equilíbrio, pois todo excesso é prejudicial. O inesquecível Gibran Kahlil Gibran (1883-1931), famoso escritor e poeta libanês, sempre exortou o homem a buscar o equilíbrio, para ter corpo e mente sadios.

   Para o bem da espécie humana, a dor e o prazer são intermitentes, o que acaba por trazer consolação no primeiro caso e esperança no segundo. São como dois irmãos siameses, sendo que um depende do outro. Simbióticos. Sem o conhecimento de um, não se pode avaliar o efeito do outro. A alegria e a tristeza mudam de lugar com mais sagacidade de que podemos imaginar. Muitas vezes, uma dá origem à outra, como percebemos nos versos de Gibran (na introdução ao texto). Quando agem em consonância, dão luz `a vontade de alcançar uma e eliminar a outra, buscando o equilíbrio na arte de viver. Esta é saída, se quisermos compreender e aceitar os paradoxos de nossa breve existência.

Nota Imagem copiada de www.groupon.com.br

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A ARTE DE SUPERAR DESAFIOS

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Autoria do Dr. Telmo Diniz

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   Todos nós encontramos desafios no decorrer da vida. Alguns são mais fáceis, outros medianos e outros bem difíceis. Para superá-los é preciso desenvolver atitudes e características próprias de pessoas que aprenderam a vencer. Certamente, o leitor deve conhecer vários casos, tanto de derrotas quanto da superação de desafios. O texto de hoje aborda o que devemos fazer para saltar de forma obstinada nossas dificuldades, sem ficar apenas lamentando.

   Nossa vida, desde sempre, é tomadas por desafios que nos obrigam a reagir a determinada situação ou optar por permanecer na zona de conforto. Nossos desafios iniciam bem cedo, ainda quando criança, em disputas entre amigos, em um torneio esportivo, em desafios estudantis, em desejar ser o primeiro da classe, em disputar a atenção dos pais, etc. Da mesma forma, durante a adolescência, os desafiados passam por processos seletivos como o vestibular e o ingresso na vida profissional. E assim é por toda a nossa vida.

   Quando se fala em desafios, as opções normalmente são díspares, ou seja, ou resolvemos seguir de mãos dadas com a vida, e encarar os desafios que ela nos impõe, ou “brigamos com o mundo” e nos tornamos eternos inconformados, revoltados, como aquele que sempre pensa: “Pra mim tudo dá errado!”. Quando a gente responde de forma positiva e construtiva aos nossos desafios, nossas forças e virtudes, como a coragem, o caráter e a perseverança emergem de forma exponencial. De forma contrária, com pensamentos negativos, deixamos de reconhecer as oportunidades de sabedoria e de crescimento que acompanham a adversidade. É preciso enxergar na adversidade uma oportunidade de crescimento. Aprendemos a nadar com as correntezas do rio e não na calmaria do remanso.

    Alguns pontos são importantes serem colocados em prática, quando o tema é vencer desafios:
• Tenha sempre pensamento positivo. Diga “sim, eu sou capaz”.
• Mantenha-se calmo e tranquilo, pois o pânico não ajuda em nada.
• Transforme os fracassos e seus medos em aliados.
• Aprenda com seus erros do passado, para corrigi-los no futuro.
• Simplifique os problemas que forem surgindo, planejando tudo por escrito, cada etapa do processo. Isso irá facilitar as decisões.

Observações importantes:

  • Para vencer os desafios impostos pela vida, você tem que acreditar que pode realmente fazê-lo. Se não acredita em você, ninguém irá acreditar. Certo grau de arrogância não será ruim (isso gera autoconfiança).
  • Antes que a adversidade o atinja, deve se propor a trabalhar no seu equilíbrio emocional. Quando você se torna consciente de que algumas dificuldades são inevitáveis, pode se preparar mentalmente para enfrentá-las de forma combativa, sem medos. Inspire-se e aprenda com os outros que têm que lidar com o sucesso e com as adversidades.
  • Há muitas histórias inspiradoras de pessoas que superaram obstáculos aparentemente intransponíveis. Elas triunfaram sobre as suas adversidades, para viver uma vida produtiva e próspera, em vez de renderem-se ao esconderijo do medo. Superar nossos problemas e adversidades é um dos nossos principais desafios. A vida é uma batalha diária. Encare os problemas como parte do viver e do respirar. Inspire-se e vá em frente!

Nota: imagem copiada de tradde.com.br

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VOCÊ É UMA PESSOA CHATA?

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Autoria do Dr. Telmo Diniz

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   A palavra “chato” possui diferentes significados. Pode se referir a uma superfície plana, que não tem relevo. Pode ser um tipo de parasita, conhecido por ser o piolho das partes íntimas (Pthirus pubis), que causa a pediculose pubiana, etc. Entretanto, hoje, uso o meu texto no sentido de conhecermos um pouco melhor aqueles indivíduos que são incômodos e notadamente inoportunos.

   As características bem marcantes da maioria dos chatos é serem inconvenientes, repetitivos, geralmente acham-se os donos da verdade, e muitas das vezes são extremamente irritantes. O chato é uma pessoa que fala, quando deveria escutar. É egoísta, fala de forma compulsiva e só quer propalar assuntos de seu interesse. Sempre acha que ele só tem direitos e nenhum dever. Acha-se autorizado a fazer o que bem entende. É impertinente e não sabe se comportar em nível social. Não percebe que é e está inadequado. Infelizmente, a chatice só é percebida pelos outros e não pelo principal interessado, que dificilmente tem noção de como é importunante.

    Os chatos são pessoas que não têm limites claros. Falam muito de perto, são pegajosos, ou seja, pegam o tempo todo no outro, enquanto conversam, pois querem a atenção toda para si. São pessoas que não percebem os limites do próximo, não se dão conta de que estão sendo inoportunos, porque o chateado normalmente não sinaliza que não está gostando. E este é um ponto importante a ser observado. Caso você se veja junto a um chato, mostre claramente sua insatisfação.

   A voz, os gestos e o modo de relacionar-se dão pistas sobre o grau de importunação dos chatos. Também são, de forma frequente, politicamente incorretos. O chato intelectual quer falar somente de suas ideias e projetos, além de ter uma grande dificuldade em relaxar. A repetição é uma característica e um traço forte dos chatos, podendo até fazer certo paralelo com casos ansiosos e neuróticos, tipo transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Poderia sugerir até uma nova nomenclatura para o chato: a “chatice neurótica”.

   O chato convicto aprendeu a viver à sua própria maneira e não sabe ser de outra forma. Ele desenvolve um maneirismo e se beneficia disso na medida em que fica acomodado com as situações. Uma marca dos chatos é a afirmação: “Eu sou assim mesmo, e não vou mudar!”. É incrível como o chato sempre quer provar a sua sinceridade, falar da “sua verdade” e, principalmente, provar a sua infinita honestidade. Sempre pensa que o tempo é todo dele e que todos estão à sua disposição para ouvir suas colocações, sem tempo definido. Haja paciência!

   Teriam, então, os chatos uma saída terapêutica? Pois bem, eles podem perder empregos, amigos, oportunidades de negócios, vendas, além de vários outros problemas. Muitas vezes, eles não têm a humildade de perceber que estão perdendo para eles mesmos. A ajuda de um bom psicólogo em uma terapia comportamental poderá ser de grande utilidade para fazer o chato entender que deve mudar sua postura e melhorar suas relações interpessoais. Respondendo: chatos dispostos a fazer terapia podem melhorar a sua chatice.

Nota: imagem copiada de nepo.com.br

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