Cassat – MULHER COM COLAR DE PÉROLAS…
Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria de LuDiasBH

 A pintora estadunidense Mary Cassat (1844 – 1926) mudou-se para a França em busca de melhores oportunidades em sua arte, uma vez que em seu país as convenções burguesas eram desfavoráveis a seu trabalho. Em Paris ela continuou a sua aprendizagem artística e também passou a expor suas obras no Salon, sendo também a única mulher estadunidense a participar das exposições impressionistas. Isso deveu, sobretudo, a Edgar Devas – seu amigo e mentor – responsável por inseri-la no grupo dos impressionistas. Seus temas prediletos eram os teatros e a Ópera de Paris, interessando-se principalmente pelas mulheres – ansiosas para se exibirem – que iam a tais lugares, servindo o teatro apenas como pano de fundo.

A composição intitulada Mulher com Colar de Pérolas no Camarote é uma obra da pintora, vendido ao ser exposto na quarta exposição impressionista. Sua obra retrata uma jovem e bem vestida espectadora no teatro, usando um colar de pérolas rente ao pescoço, responsável por dar título ao quadro. Ela é posicionada em primeiro plano, ocupando grande parte da tela. Seu corpo está voltado para o espectador, mas sua cabeça encontra-se levemente direcionada para a sua esquerda. Na mão direita enluvada, descansando no colo, ela segura um leque fechado.

Atrás da mulher com colar de pérolas, sentada numa cadeira vermelha de braços, há um grande espelho, como mostram suas costas nele refletido. Em um dos camarotes refletidos no espelho há muitos espectadores. Ela os observa em vez de olhar para o palco. O lustre posicionado no canto superior esquerdo da tela ilumina a mulher em primeiro plano, como também é responsável, através de seu reflexo, por criar uma iluminação vinda de trás. Seus delicados ombros nus e sua luva branca destacam-se com a iluminação. 

A retratada tem sido muitas vezes citada como sendo Lydia – irmã da pintora. Os efeitos da iluminação mostra a influência que Edgar Degas teve sobre Cassat, principalmente no que diz respeito aos resultados de uma iluminação artificial em tons de carne. A pincelada descontraída e a construção espacial da pintura tornaram-na muito apreciada pelos críticos.

Ficha técnica
Ano: 1879
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 81,3 x 59,7 cm        
Localização: Museu de Arte, Filadélfia, EUA

 Fontes de Pesquisa:
Impressionismo/ Editora Taschen
https://www.philamuseum.org/collections/permanent/72182.html

EMOÇÕES X SENTIMENTOS
Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria de LuDiasBH

É bom escutar os sentimentos. Mas nem sempre é aconselhável segui-los cegamente. (Stefan Klein)

 As emoções ocorrem no teatro do corpo. Os sentimentos ocorrem no teatro da mente.  (Antônio Damásio)

 Enquanto os animais têm que obedecer ao que dizem suas emoções, nós somos capazes de decidir contra os nossos próprios sentimentos. (Stefen Klein)

 Embora consideremos no nosso linguajar diário as palavras sentimento e emoção como tendo igual significado, a verdade não é bem essa, pois nomeiam coisas bem diferentes. Enquanto a emoção é inconsciente e corresponde a uma resposta automática do corpo a determinada situação, o sentimento é consciente, é aquilo que vivenciamos quando percebemos a emoção de forma consciente. As emoções são passageiras, enquanto os sentimentos exigem que o cérebro receba sinais do corpo e seja capaz de processá-los, podendo gerar cicatrizes profundas, dependo do modo como o indivíduo lida com eles.

As pessoas que não se deixam guiar cegamente por suas emoções – contrariando os sentimentos provocados por elas – estão mais aptas ao sucesso, pois interagem melhor com os outros, ao não tomar tudo ao pé da letra, como algo pessoal. É fato que não se trata de uma tarefa fácil, pois se faz necessário trazer os impulsos sob a rédea curta. Para contê-los é preciso que se tenha ciência deles, uma vez que é impossível lidar com aquilo que não se conhece. Indivíduos existem, por exemplo, que chamam a si mesmos de sinceros ou francos, quando na verdade mostram um comportamento impulsivo, resvalando para a grosseria. Eles não conseguem domar seus impulsos porque não veem sua suposta “franqueza” como algo ruim e, sim, como algo positivo. Assim, vão tocando o barco, ferindo uns e outros, sem noção alguma do que fazem.  Portanto, quando nossos sentimentos não se encontram sob o escrutínio da razão, tornamo-nos pessoas inflexíveis, insensatas e não aptas ao convívio com os diferentes.

As emoções (reações do corpo) dão vida aos sentimentos, portanto, elas vêm antes dos sentimentos. Para que isso aconteça, o cérebro precisa receber sinais do corpo a fim de processá-los. Sem que isso ocorra, torna-se é impossível ter consciência de qualquer tipo de emoção, o que reforça a certeza de que nossa mente não se localiza apenas no cérebro, sendo totalmente corpórea (corpo e mente são unos). O filósofo e biofísico Stefan Klein explica que “Um espírito sem a matéria não seria capaz de sentir alegria ou tristeza”, porque não possui o corpo que seria o responsável pelo envio dos sinais ao cérebro. Contudo, ainda segundo ele, “Quem experimentou as reações corporais suficientemente consegue até simulá-las inconscientemente”, e conclui que: “Assim como a fantasia consegue produzir uma imagem mental, o hipotálamo é capaz de simular impulsos que, na realidade, nem está recebendo”, como nas vezes em que nos sentimos mal-estar só de nos lembrarmos de um determinado acontecimento que já ficou no passado, mas que nos causou forte emoção.

As nossas emoções, por serem reações inconscientes e instintivas que se processam em nosso corpo, tendem a ser visíveis, pois produzem alterações que podem ser compreendidas através da comunicação não verbalizada, ou seja, conhecidas apenas pelos sinais emitidos pelo corpo que denuncia nosso estado emocional. Elas também são passageiras, voltando o corpo ao equilíbrio de antes, uma vez que o indivíduo delas toma ciência. Os sentimentos, por sua vez, por se tratar de algo interiorizado e vivenciado de forma consciente, são duradouros e muitas vezes fáceis de serem escondidos. Pessoas há que não esquecem um aborrecimento nem que a vaca tussa e carregam-no como um pesado fardo nas costas. Entretanto, existem aquelas que se encontram num estágio mais elevado de espiritualidade, não se deixando seduzir pelos sentimentos. Racionaliza-os e passa uma borracha em tudo, dando o dito (ou acontecido) por não dito (ou acontecido). Sua saúde agradece!

O ideal é que busquemos a compreensão de como nos comportamos diante desse ou daquele tipo de emoção, pois, assim, tornamo-nos senhores de nós mesmos, sendo capazes de manter o nosso equilíbrio emocional. Na medida em que racionalizamos ou minimizamos as interferências internas ou externas que nos levam a um determinado tipo de emoção, vamos enfraquecendo-a. Não podemos permitir que os sentimentos – advindos das emoções – sejam nossos senhores. Suponhamos que você seja uma pessoa que sai do sério quando lhe fazem uma crítica negativa. Se mudar o seu comportamento em relação a isso – fazendo ouvidos moucos, por exemplo, ou até mesmo concluindo que precisa mudar –, isso não mais lhe causará uma emoção conturbadora e, em consequência, não criará sentimentos que irão afetar negativamente a sua vida, interferindo no funcionamento de seu corpo.

Fonte de pesquisa
A Fórmula da Felicidade/ Stefan Klein/ Editora Sextante

BINHO RIBEIRO NO BECO DO BATMAN
Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria de Marlene Francisco

Um dos pioneiros do grafite na América Latina, Binho Ribeiro inaugura exposição interativa e divertida para celebrar seus personagens old school mais icônicos que já rodaram mais de 40 países do globo. A Mostra é gratuita e acontece de 25 de junho a 25 de julho no Espaço Cultural Alma da Rua (Vila Madalena-SP).

“Dr. Barata, Jorge”, “A Tartaruga” e “Tubarone” são apenas três da larga coleção de personagens criados pelo artista e produtor cultural Binho Ribeiro em décadas de trabalho que ocupam tanto as ruas quanto galerias do mundo todo. Agora, reunidos em diversos cenários, os animais fantásticos compõem a mostra interativa batizada de “The Gang!” que acontece de 25 de junho a 25 de julho no Espaço Cultural Alma da Rua.

Vinda diretamente de Los Angeles (EUA), onde foi exposta por uma temporada, a mostra traz  20 obras cheias de história e ganha seis trabalhos inéditos, além de montagem interativa com obras flutuantes e backdrop para fotos com a “gangue” e seu universo mágico.

Ainda com ar de lançamento, os visitantes do vernissage poderão levar para casa o livro “Binho – The Graffiti Ambassador” autografado.  A publicação é uma edição de luxo, numerada, capa dura e com mais de 300 páginas com fotografias coloridas de registros da trajetória do artista. Além do livro, também estarão disponíveis uma série de produtos personalizados com trabalhos do artista.

“Cada personagem nasceu em um momento especial e tem suas características individuais e situações em que começaram a fazer parte do meu universo, contando histórias, superando desafios e vivendo fantasias”, explica Binho. “É uma grande satisfação ver o grupo reunido nesta exposição, trazendo a certeza de que sempre estive bem acompanhado”, completa.

ESPAÇO CULTURAL ALMA DA RUA

Localizada no coração da arte de São Paulo, revela-se como um novo ponto de encontro de artistas na Vila Madalena, junto ao Beco do Batman. Visando ser um centro gerador e articulador de arte urbana, expõe obras e gravuras de artistas conceituados da velha e da nova cena da rua, frutos da coleção do sócio fundador Tito Bertolucci. O espaço foi pensado para integrar, conectar, aproximar, sobretudo para mostrar que a arte acontece no cotidiano.

SERVIÇO
The Gang!, de Binho Ribeiro
Local                   Espaço Cultural Alma da Rua
Endereço           Rua Gonçalo Afonso, 96. Vila Madalena.
Visitação            25 de junho a 25 de julho, 2019.
Horário              De terça a domingo, das 11h às 19h.
Entrada Gratuita
Cachorros são bem-vindos!
Informações sobre o espaço     https://www.facebook.com/almadaruacult/

Longhi – O RINOCERONTE
Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria de LuDiasBH

O artista italiano Pietro Longhi (1702 –1785) era filho de um ourives. Iniciou sua carreira como pintor de temas religiosos e pinturas históricas. Seu primeiro mestre foi Antonio Balestra, vindo a trabalhar mais tarde com Giuseppe Maria Crespi – sua fonte de inspiração em relação ao estudo da natureza e dos temas de gênero. Pintor de retratos e de cenas de gênero do Rococó veneziano, Longhi também se tornou conhecido por pequenas pinturas, imagens religiosas e pinturas históricas.

A composição intitulada O Rinoceronte é uma obra do artista que era dono de um fino humor. Um grupo de sete pessoas encontra-se numa exposição, de pé em bancos de madeira, numa formação quase triangular, com o objetivo de observar o animal que come tranquilamente sua ração. Trata-se de um rinoceronte fêmea de nome Clara. O animal aparenta estar deprimido por se encontrar longe de seu habitat, pois fora trazida para a Europa (em 1741) por um capitão holandês, tendo sido exibido em outras cidades europeias.

O público não se mostra surpreso, pois ninguém o observa. Todos trazem o olhar direcionado para algo diferente. Três dos presentes fazem uso de máscaras de Carnaval (a exposição aconteceu na época do Carnaval em Veneza). O responsável pela exibição traz na mão levantada o chifre do animal e um chicote. Ele é o único a mostrar relação com o rinoceronte em exposição e o público. A mulher elegante – usando um xale de renda escuro debruado a ouro – é Catherine Grimani. Ela olha diretamente para o observador. O mascarado à sua esquerda é seu marido John Grimani – o comissário da pintura. À direita deles está o criado, olhando diretamente para frente. Nem mesmo a garotinha ali presente importa-se com Clara.

O homem vestindo um manto vermelho e fazendo uso de um cachimbo de barro olha para baixo, perdido em seus próprios pensamentos. Acima dele, o artista pintou um aviso de pergaminho sobre a pintura, dizendo: “Verdadeiro Retrato de um Rinoceronte realizado em Veneza ano 1751: feito para mão por Pietro Longhi Comissões S de Giovanni Grimani Servi Patrick Veneto “.

Obs.: segundo notas históricas, o chifre não foi cortado, mas caiu em razão da fricção contínua com a gaiola.

Ficha técnica
Ano: c. 1751
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 62 x 50 cm 
Localização: Ca’ Rezzonico, Veneza, Itália

Fontes de Pesquisa:
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann
Rococó/ Editora Taschen
https://mydailyartdisplay.wordpress.com/2011/07/26/the-rhinoceros-by-pietro-longhi/

PUC – MONSENHOR SALIM
Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria do Prof. Rodolpho Caniato

 Era junho de 1953. Minha proposta de mudar meu trabalho de consultoria de São Paulo para Campinas havia sido aceita. Minha mudança para Campinas estava condicionada à certeza de que poderia continuar meu curso de Matemática na PUC de Campinas. A Secretaria dessa instituição me encaminhou para uma entrevista com o reitor Monsenhor Dr. Emilio José Salim. De forma muito afável e atenciosa ele deslindou os aspectos burocráticos de minha transferência.  Dele me despedi com a certeza de que podia decidir pela minha definitiva mudança para a cidade natal de Carlos Gomes.

Frequentar a PUC, ou melhor, a Faculdade de Filosofia, era topar quase todos os dias com Monsenhor Salim. Ele era não só o Reitor da PUC desde sua fundação, mas a encarnava e a dirigia pessoalmente, como pai. Isso significava e implicava sua presença constante, tanto para controlar as finanças e os “costumes da casa” quanto para escolher e contratar os professores. A PUC de Campinas ainda era muito jovem e ele a dirigia com cuidados e relações paternais. O fato de ser eu oriundo de uma transferência da PUC do Rio via USP e de ter meu processo passado inteiramente por suas mãos conferiam-me alguma notoriedade como aluno: era um “caso” único.

A montagem do telescópio e o parcial custeio por parte da PUC propiciaram meu contato mais próximo com sua administração e, portanto, com Monsenhor Salim pessoalmente. Seu acolhimento de minhas ideias relacionadas à Astronomia e à satisfação por ser a PUC a primeira instituição a ter um aparelho daquele porte aumentaram meu prestígio junto a ele. Daí resultou seu convite para que eu criasse e fosse o primeiro professor de COSMOGRAFIA, além de professor assistente do idoso e venerando Prof. Aníbal de Freitas, titular da Cadeira de Física.

Depois de março de 1964 em muitas ocasiões aconteceram movimentos estudantis de repúdio ao Regime Militar de 64. Algumas vezes os ânimos exaltados de movimentos estudantis produziram confrontos e agitações. Mesmo durante os momentos mais acalorados e de confronto, jamais o reitor Mons. Salim solicitou ou permitiu que a polícia entrasse no “Pátio dos Leões” ou fizesse alguma intervenção em qualquer dependência da PUC de Campinas. Em 1967 o governo militar impunha uma reestruração que forçava para uma radical mudança na estrutura da então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, produzindo inevitáveis consequências na estrutura de poder da instituição e alguns atritos entre o diretor, o corpo discente e o corpo docente. A Congregação elegeu uma Comissão de Reestruturação. Eu fui um de seus integrantes.   

Em 1968, a Ditadura apertava o cerco político às instituições universitárias e às lideranças estudantis em todo o Brasil: logo viria o AI 5. Numa discussão acalorada com um líder estudantil dentro da Faculdade de Filosofia, seu diretor, sobrinho do Reitor, expulsou sumariamente o estudante. Isso acirrou ânimos e levou os estudantes à ocupação do “Pátio dos Leões”. Expulso sumariamente, o líder estudantil me procurou para que o defendesse.  Respondi que não poderia defendê-lo pessoalmente, mas, que poderia defender o DIREITO dele e de QUALQUER UM a um JULGAMENTO. Esse fato deu lugar a uma crise maior, também corroborada pela crise NACIONAL, e até internacional, envolvendo a maioria das instituições de ensino superior.

Essa histórica crise de 1968 colocou-nos em lados opostos: a mim, para isso eleito pela Congregação, e ao Reitor, a autoridade maior da PUC. Eu defendia para o aluno o DIREITO a um julgamento contra a sumária expulsão. Ele defendia seu DIRETOR que havia feito a expulsão. No calor da crise tentei explicar ao caro Reitor que ninguém queria ameaçar sua autoridade: a PUC por ele criada desde seu nascimento havia crescido; tornara-se adulta e desejava alguma participação na gestão de seus próprios destinos. Eu, nesse momento, tinha cinco filhos, já chegando à adolescência e bem sabia da “rebeldia” dos filhos contra a legítima, mas às vezes excessiva autoridade dos pais. Foi nessa altura que a saúde do Monsenhor Salim, já abalada por vários infartos muito anteriores, cedeu e o levou ao hospital. Seu passamento foi um choque para todos que tinham nele o “pai” da PUC de Campinas, homem culto que dedicou grande parte de sua vida a essa instituição.

Em outra ocasião, muitos anos antes, eu havia sido chamado à Reitoria para uma “conversa”. Já como recente professor das disciplinas de Cosmografia e de Exercícios de Física eu havia promovido uma série de conferências do filósofo Huberto Rhoden no Centro de Ciências, Letras e Artes, o “CCLA” de Campinas. O tema seria “A Filosofia Universal”. Como esse filósofo, autor de muitos livros, havia sido padre católico, ele era um “apóstata”, isto é, alguém que havia “saído” ou “deixado” a Igreja Católica. Sua presença em Campinas era considerada uma “apostasia” e vista com desagrado pelas autoridades da Igreja. O Reitor queria saber se era de fato uma “iniciativa de um professor da PUC?”, eu. Apesar de as razões da conversa serem sobre a “surpresa” da Direção da PUC com o patrocínio de um “nosso” professor, o nível da conversa foi de “alta consideração”. Num tom quase paternal, para que eu pudesse mais facilmente “voltar” ao “caminho da fé”, fui presenteado com um de seus livros que era usado na formação dos seminaristas de então: “Ciência e Religião”. Mesmo com esse episódio relembro com grata memória nossas conversas, nossos “encontros” e um “desencontro”.

Joachim Patenier – O BATISMO DE CRISTO
Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria de LuDiasBH

A composição denominada O Batismo de Cristo é uma obra do pintor Joachim Patenier (c.1485 – 1524), também conhecido como Joachim Patinir, que foi um grande mestre em Antuérpia. É tido como o pioneiro na pintura de paisagens na arte ocidental. O artista gostava de apresentar detalhadas descrições pictóricas com vários elementos naturais como rochedos, florestas, rios, mares. Trata-se de uma de suas poucas telas sobreviventes e assinadas por ele, sendo um de seus trabalhos mais conhecidos.

A tela mostra Cristo, imerso na água até quase os joelhos, sendo batizado por João Batista, ajoelhado sobre um rochedo onde se encontra o manto azul de Jesus. O Mestre encontra-se de frente para o observador, enquanto João Batista é visto de perfil. As duas figuras são rígidas e bem convencionais.  Em meio a uma nuvem azulada está a figura de Deus Pai, banhado em luz, apontando para a pomba branca, logo abaixo, simbolizando o Espírito Santo. Ela paira acima da mão de João Batista e a cabeça de Cristo.

Um grupo é visto em segundo plano, à esquerda, ouvindo o sermão de João Batista. Cristo é também repetido. Sua pequena figura encontra de pé em meio à vegetação, usando um manto azul, observando a cena de longe.

A paisagem meio sobrenatural, unida por uma inteligente modulação de cores, é preponderante na pintura, ocupando a maior parte da tela.

Ficha técnica
Ano: 1510-1520
Técnica: óleo sobre madeira
Dimensões: 59,7 x 76,3 cm
Localização: Museu de História da Arte, Viena, Áustria

Fonte de pesquisa
Enciclopédia dos Museus/ Mirador