Arquivo da categoria: Crônicas

Abrangem os mais diversos assuntos.

2020 – O ANO DO RATO

 Autoria de LuDiasBH

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim. (G.K. Chesterton)

O calendário chinês encontra-se entre os mais antigos registros relativos ao tempo cronológico, remontando ao ano de 2697 a.C., conforme comprovam provas encontradas até os dias de hoje. Ele se baseia tanto nos movimentos do Sol quanto nos da Lua, por isso é chamado de calendário “lunissolar”. Possui cinco ciclos de doze anos, cada um deles governado por um animal específico: Rato, Touro, Tigre, Lebre, Dragão, Cobra, Cavalo, Ovelha, Macaco, Galo, Cão e Porco. O horóscopo chinês surgiu a partir deste calendário.

No calendário chinês cada ano possui doze “lunações” que é o tempo transcorrido entre duas luas novas consecutivas, cujo período tem duração de 29 dias, 12 horas, 44 minutos e 2,9 segundos. Assim, quatro fases da lua ocorrem dentro de uma lunação. Para não se perder a sincronia com o ciclo solar (composto por 365,25 dias), é acrescentado um mês aproximadamente a cada três anos, pois assim não se perde a simultaneidade nem com o ciclo solar e nem com o lunar.

Vários países asiáticos fazem uso de calendários semelhantes ao chinês. Quer dizer então que o calendário gregoriano não é usado na China?  É usado, sim! A diferença encontra-se apenas nos feriados do país – Ano Novo Chinês, Qing Ming Jie, Dia do Trabalho, Dragon Boat Festival, Mind Autumn Festival e o Feriado Nacional Ano Novo Chinês, Qing Ming Jie, Dia do Trabalho, Dragon Boat Festival, Mid Autumn Festival e o Feriado Nacional – quando é usado o calendário tradicional chinês, inclusive pelas comunidades chinesas fora do país. Outro ponto interessante deste calendário é que ele oferece a nomenclatura tradicional chinesa de datas dentro de um ano, que são usadas pelas pessoas para selecionar os dias que consideram auspiciosos para casamentos, funerais, negócios, mudanças, etc.

O ano do Porco iniciou-se em 5 de fevereiro de 2019, sendo que, a partir do dia 25 de janeiro de 2020 estaremos no ano do Rato de Metal que durará até 11 de fevereiro de 2021, sendo precedido pelo Boi (Búfalo), segundo o calendário chinês. Podemos dizer, portanto, que nos encontramos sob a soberania do senhor Rato – um grande admirador do dinheiro, também conhecido por seu oportunismo, avareza e astúcia. De acordo com o horóscopo chinês, será um ano marcado por posicionamentos e escolhas radicais.

Segundo o interessantíssimo e completo site KarmaWeather, o rato é, dentre os animais do calendário chinês, o mais possessivo e o mais autoritário. E pior, é extremamente vaidoso, dono de grande sede de admiração e reconhecimento, sem qualquer viés de bom senso. Embora seja perspicaz na busca de soluções para os problemas mais complexos, não é afeito a aprender com seus próprios erros e fracassos. Em sua vaidade, quando se vê desapossado de apoio moral, naufraga em depressão e, quando de bom humor, torna-se malicioso e emocional.

Ainda segundo o KarmaWeather, 2020 – o ano do Rato de Metal – está envolto por uma atmosfera de oportunidades financeiras, contudo, isto exacerbará ainda mais o clima de conflitos gerados por “comportamentos inescrupulosos e oportunistas irresponsáveis”, sempre ávidos para efetuar quaisquer tramas que lhes rendam benefícios, ou seja, tais indivíduos estarão sempre atrás de negócios lucrativos, muitas vezes duvidosos (negociatas),  que lhes tragam benefícios próprios.

As cores que favorecerão o equilíbrio dos fluxos energéticos neste ano são o azul e o branco. O ano do Rato de Metal sugere que, antes de qualquer iniciativa, todos os riscos devem ser calculados com muito cuidado.

Atenção: descubra seu signo no horóscopo chinês e orientação sobre ele no site:
https://www.horoscopovirtual.com.br/horoscopo-chines

Fontes de pesquisa
Wikipédia
https://www.karmaweather.com/pt/astrologia/horoscopo-chines/fatos-zodiaco-chines

O PRESÉPIO

Autoria de Rubem Alves

A contemplação de uma criancinha amansa o universo. O Natal anuncia que o universo é o berço de uma criança

MENINO, LÁ EM MINAS, eu tinha inveja dos católicos. Eu era protestante sem saber o que fosse isso. Sabia que, pelo Natal, a gente armava árvores com flocos de algodão imitando neve que não sabíamos o que fosse. Já os católicos faziam presépios.

Os pinheiros eram bonitos, mas não me comoviam como o presépio: uma estrela no céu, uma cabaninha na terra coberta de sapé, Maria, José, os pastores, ovelhas, vacas, burros, misturados com reis e anjos numa mansa tranquilidade, os campos iluminados com a glória de Deus, milhares de vagalumes acendendo e apagando suas luzes, tudo por causa de uma criancinha. A contemplação de uma criancinha amansa o universo. O Natal anuncia que o universo é o berço de uma criança.

Até os católicos mais humildes faziam um presépio. As despidas salas de visita se transformavam em lugares sagrados. As casas ficavam abertas para quem quisesse se juntar aos reis, pastores e bichos. E nós, meninos, pés descalços, peregrinávamos de casa em casa, para ver a mesma cena repetida e beijar a fita.

Nós fazíamos os nossos próprios presépios. Os preparativos começavam bem antes do Natal. Enchíamos latas vazias de goiabada com areia, e nelas semeávamos alpiste ou arroz. Logo os brotos verdes começavam a aparecer. O cenário do nascimento do Menino Jesus tinha de ser verdejante.

Sobre os brotos verdes espalhávamos bichinhos de celuloide. Naquele tempo ainda não havia plástico. Tigres, leões, bois, vacas, macacos, elefantes, girafas. Sem saber, estávamos representando o sonho do profeta que anunciava o dia em que os leões haveriam de comer capim junto com os bois e as crianças haveriam de brincar com as serpentes venenosas. A estrebaria, nós mesmos a fazíamos com bambus. E as figuras que faltavam, nós as completávamos artesanalmente com bonequinhos de argila.

Tinha também de haver um laguinho onde nadavam patos e cisnes, que se fazia com um pedaço de espelho quebrado. Não importava que os patos fossem maiores que os elefantes. No mundo mágico tudo é possível. Era uma cena “naif”. Um presépio verdadeiro tem de ser infantil.

E as figuras mais desproporcionais nessa cena tranquila éramos nós mesmos. Porque, se construímos o presépio, era porque nós mesmos gostaríamos de estar dentro da cena. (Não é possível estar dentro da árvore!). Éramos adoradores do Menino, juntamente com os bichos, as estrelas, os reis e os pastores.

Será que essa história aconteceu de verdade? Foi daquele jeito descrito pelas escrituras sagradas? As crianças sabem que isso é irrelevante. Elas ouvem a história e a história acontece de novo. Não querem explicações. Não querem interpretações. A beleza da história lhes basta. O belo é verdadeiro. Os teólogos que fiquem longe do presépio. Suas interpretações complicam o mundo.

O presépio nos faz querer “voltar para lá, para esse lugar onde as coisas são sempre assim, banhadas por uma luz antiquíssima e ao mesmo tempo acabada de nascer. Nós também somos de lá. Estamos encantados. Adivinhamos que somos de um outro mundo.” (Octávio Paz)

Seria tão bom se os pais contassem essa história para os seus filhos!

ALERTA PARA UM NOVO ANO

Autoria de LuDiasBH ideias

As ideias governam os homens. As ideias comandam o planeta quer para o bem quer para o mal. Não há como diminuir o poder das doutrinas na vida humana, por mais estapafúrdias que elas possam parecer às pessoas dotadas de autocrítica. A humanidade é dividida em facções ou ideologias e vive de acordo com as doutrinas que abraça.  O que nos leva a abraçar uma ideia em vez de outra? Sem dúvida existem inúmeras razões. Dentre essas, algumas estão no nosso passado, outras voltadas para os nossos interesses pessoais, enquanto outras permanecem veladas – consciente ou inconscientemente – no nosso cotidiano.

Mesmo que a curto prazo certas ideias pareçam inofensivas, a longo prazo podem ser nefastas e trazer grandes transtornos para o planeta onde vivemos, pois, na verdade, não são as massas que escolhem seus caminhos e os da Terra – embora sejam levadas a acreditar que assim o seja.  Elas são manipuladas pelos “grandes” de modo a aceitar esta ou aquela opinião, como se delas fosse gerada, mas que vem de uma minoria que comanda os destinos da nossa maltratada Terra. Não é à toa que os fortes sempre arranjam justificativas para dominar os mais fracos em quase todos os lugares do mundo e em todos os tempos da história humana. Pouquíssimas vezes, o povo tomou as rédeas da história.

Voltando ao passado, quantos indivíduos foram queimados vivos ou mortos em paredões? Quantos não foram alvejados pelas costas, apenas por terem defendido ideias que contrariavam a cúpula do poder de uma determinada época? A suposta divindade das ideias ainda continua a habitar a mente humana em nosso século, quer nos traga benefícios ou malefícios, ora atuando como aranha assassina, ora agindo como raio de luz a iluminar a humanidade. O mais triste é que as aranhas vêm proliferando cada vez mais, pois a falta de ética motivada pela  busca de poder e pela ganância humana encobre os raios de luz, gerando a escuridão, onde se alastram os aracnídeos. A ganância humana e a sede de poder são as bestas do Apocalipse de nossos dias, pois cegam o homem e tornam-no indiferente aos problemas de seus irmãos e aos do planeta tão judiado e mortificado. Pobre Mãe Terra!

Um grande perigo ronda o mundo contemporâneo em razão da alta tecnologia que lhe imprime um caráter de extrema urgência e rapidez. Tudo é tão veloz que corremos o risco de absorver ideias irrefletidamente, levando nosso pensamento crítico ao embotamento ou nos deixando guiar pelos “donos da verdade”. Estamos sendo vitimados pelo vírus da estupidez, fruto desta velocidade doentia e da cegueira ególatra. Mal estamos a notar o que jaz um pouquinho além de nosso umbigo. Nosso ego e estupidez inflam cada vez mais. Nem mesmo sabemos por que corremos tanto ou aonde queremos chegar. Não mais temos tempo nem para nós próprios – como seres humanos – e muito menos para o outro e menos ainda para a nossa casa sagrada – o planeta Terra –, enquanto o tempo nos consome vorazmente.

Haja ideias e tão poucas boas ações! Quão tolos somos! Que os Céus tenham piedade de nós.

Nota: imagem copiada de www.gercontreinamentos.com.br 

MENSAGEM DE ANO NOVO

Autoria de Edward Chaddad

Um novo ano, novos tempos!

A cultura atual ruma ao consumismo exagerado, sem se preocupar com o desperdício que consome o planeta. E tudo para atender a parcela ínfima da população que parece se divertir, destruindo descontroladamente seus três reinos: animal, mineral e vegetal.  Todo excesso é negativo para a vida social rezam todas as crenças filosóficas e religiosas. Fernando Savater, um filósofo de nosso tempo, ensina que “o sistema considera subversivo frear o fluxo monetário, sem perceber que os excessos de qualquer tipo são negativos para a vida social”

Realmente, para o sistema financeiro, o dinheiro está acima de qualquer coisa. Há pessoas que não gostam nem de pensar em parar de persegui-lo, esquecendo-se, inclusive, de viver. Amontoam uma volumosa cifra que vira poder e, em consequência transforma-se em sua fictícia glória. Isso acontece até mesmo diante da fome que, pela janela da vida observam devorar muitos de seus irmãos de planeta. Esses indivíduos querem ser grandes, endinheirados e poderosos a qualquer custo. E não poderia ser diferente, numa cultura que incita o consumo e o desperdício.

Toda a falta de ética nasce da facilidade com que 10% da humanidade utilizam a bel prazer os recursos do planeta em benefício próprio. Numa casa onde a divisão não é justa, inexiste o respeito pelos valores individuais e coletivos. Enquanto não houver uma consciência global de que todos merecem receber os benefícios doados pelo planeta Terra, não há a menor dúvida que o processo de decadência da humanidade irá continuar a passos largos, pois a ética, que fica relegada a poucos, é a responsável pela manutenção da vida em todos os seus patamares.

O materialismo doentio de nossos tempos está destruindo tudo, ainda que alguns pensem que esteja a gerar riquezas, o que é verdade – mas riqueza para uma ínfima parcela da população mundial. Nos velhos tempos, os valores humanos eram outros. Existiam falhas, erros, o bem e o mal se digladiando. Em todos os tempos isto aconteceu. No entanto, era um mundo menos egoísta para se viver, pois havia muito mais amor, solidariedade, amizade e uma grande preocupação com o planeta. A história de que o contexto social pode nos dominar e devemos nos incluir nele é um pensamento retrógrado e infeliz que nos leva a matar nossa capacidade de reflexão, como está acontecendo nos dias de hoje.

Muita gente pregar subir à montanha, mas poucos são aqueles que, por vezes, silenciosos, movidos pela solidariedade, pela compaixão, vão ao encontro dos analfabetos para os ensinar a ler e a escrever; vão ao encontro dos famintos, para mitigar sua fome; vão ao encontro dos doentes para ajudá-los no tratamento; vão ao encontro dos indigentes para lhes dar abrigo. Alguns, mais fortes e intrépidos vão até mesmo ao encontro de criminosos, homens cruéis e impiedosos, para lhes falar do amor que lhes falta e que talvez os possa mudar na busca de uma forma honesta e digna de viver no seio da sociedade.

As pessoas precisam crescer, fazendo jus ao “humanas” que carregam. E que em 2020 o trigo floresça muito mais que o joio; que a humildade seja destacada e mostrada como um valor extraordinário a ser buscada por todos nós; que o altruísmo abrace todos os corações; que a compaixão e a solidariedade sejam nossas companheiras ao longo deste novo ano; e que o amor vença o ódio, a violência e a crueldade implantada pelo materialismo doentio que impera em nossos dias.

Feliz 2020 para todos! Ano Novo, vida nova!

ANO NOVO E O OLHAR PROS LADOS

 Autoria de Edward Chaddad

Mais um ano acabou de chegar, mas, para muitos, infelizmente, o sentido do novo ano encontra-se unicamente no caminhar em direção ao futuro, pois dizem que não são afeitos a olhar para trás. Agindo assim, justificam a maneira de vida que escolheram para si, em detrimento da coletividade – voltar-se apenas para o sucesso pessoal. É uma afirmação individualista que mostra indiferença e  desinteresse pela natureza, pelos animais e seres humanos com os quais coabitam o sofrente planeta Terra, ainda mais quando sob o ponto de vista de uma nação.

A humanidade, em quaisquer que sejam os tempos, precisa voltar o olhar para trás e vislumbrar o passado para dele extrair as experiências boas e jamais repetir as más. Ninguém irá modificá-lo, é fato, pois o passado é imutável, porém, o que ficou em tempos idos lega-nos experiência,  conhecimento e  sabedoria que agregaremos ao nosso presente e, consequentemente, irá nos deixar mais aptos para enfrentar o futuro. O que deixamos para trás foi fundamental para o que somos agora. Olhar apenas para frente é tentar vislumbrar uma miragem de futuro, uma vez que esse tempo será sempre incerto e mutável, transformando-se dia a dia em razão dos fatos passados e presentes.

Ao olharmos apenas para frente, deixando o passado de lado, o que vivenciamos e conhecemos hoje será fundamental para o projeto do que seremos no futuro – dizem alguns. Esquecem-se, porém, os Nostradamus de hoje, que o futuro é imponderável e incerto, pois qualquer fato fora de nosso controle pode colocar fim àquilo que tanto ambicionávamos. Será como a areia que escorre pela mão da criança ao fazer seu castelo de areia na praia.

É com base em tal reflexão que convido todos, neste ano (2020) que ora se inicia, a tomar uma decisão importante – a de olharmos sobretudo para os lados, vivendo o presente, sem ficar obcecado pelo passado ou pelo futuro. Precisamos entrar em sintonia com o mundo em derredor, partilhando sucessos e repensando  fracassos; partilhando riquezas e lutando para evadir a miséria; partilhando alegria e condoendo-se com a tristeza; partilhando amor e lutando contra o preconceito. É importante compreendermos que é muito melhor para nossa vida e para o mundo, direcionarmos nosso olhar para os lados, numa abrangência muito maior, conforme o ecumenismo pregado por Cristo.

Para trás ficou o passado imutável. Para frente será o futuro imponderável. Ao nosso entorno está o “agora” compartilhado – nosso presente. Precisamos usar dois sentimentos divinos concedidos por Deus ao ser humano: a solidariedade e a compaixão – ambos frutos do amor fraternal. Com eles seremos capazes de ajudar os fracassados a tornarem-se vitoriosos, a acolher os miseráveis e ajudá-los a fazer parte de um mundo mais humano, pregado pelos evangelhos de Jesus Cristo. Em suma, podemos levar alegria onde hoje só impera a desesperança.

Ao olharmos para os lados estamos nos ombreando com todos os seres humanos e com todas as formas de vida do planeta Terr, pois nos tornamos totalmente desnudos do sentimento de superioridade. Estaremos combatendo a intolerância, o preconceito, o ódio, a miséria, o sofrimento, a tristeza,  a desdita, a desgraça, o fracasso e tantos outros infortúnios comuns aos nossos dias, mas que poderão ser vencidos com os sentimentos de solidariedade e de compaixão. Agindo assim, podemos dizer que somos realmente filhos de Deus, feitos à sua imagem e semelhança e que seguimos seus ensinamentos.

Feliz 2020 para todos nós!

RECEITA DE ANO NOVO

Autoria de Carlos Drummond de Andrade

Para você ganhar belíssimo Ano Novo/ cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,/
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido/ (mal vivido talvez ou sem sentido)/ para você ganhar um ano/ não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,/ mas novo nas sementinhas do vir a ser;/ novo até no coração das coisas menos percebidas/ (a começar pelo seu interior)/ novo, espontâneo, que de tão perfeito/ nem se nota,/ mas com ele se come, se passeia,/ se ama, se compreende, se trabalha,/ você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,/ não precisa expedir nem receber mensagens/ (planta recebe mensagens?/ passa telegramas?)

Não precisa/ fazer lista de boas intenções/ para arquivá-las na gaveta./ Não precisa chorar arrependido/ pelas besteiras consumidas/ nem parvamente acreditar/ que por decreto de esperança/ a partir de janeiro as coisas mudem/ e seja tudo claridade,/ recompensa,/ justiça entre os homens e as nações,/ liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,/ direitos respeitados, começando/ pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo/ que mereça este nome,/ você, meu caro, tem de merecê-lo,/ tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,/ mas tente, experimente, consciente./ É dentro de você que o Ano Novo/ cochila e espera desde sempre.