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Temas diversos sobre saúde

COMO VENCER A INSÔNIA

Autoria do Dr. Telmo Diniz

O segredo da criatividade está em dormir bem e abrir a mente para as possibilidades infinitas. O que é um homem sem sonhos? (Albert Einstein)

 Você já teve insônia? Já ficou “fritando” na cama a noite toda, rolando de um lado para o outro? Terrível, não é? Pois bem, o texto de hoje se destina a falar um pouco sobre o tema e especialmente sobre o que fazer para ter uma noite de sono reparadora.

Pessoas com insônia têm dificuldade de iniciar ou manter o sono com consequente prejuízo na atividade social e profissional. Em outras palavras, quem não dorme bem vai arrastar corrente o dia inteiro. O problema é tão sério e atinge um número tão grande de pessoas que deve ser visto como uma questão de saúde pública.

Acordar no meio da noite e “ficar fritando na cama”, interrompendo o sono mais profundo – que acontece entre 2h e 4h da madrugada – pode ter diversos significados, entre eles ansiedade e estresse. Se isso ocorre uma vez ou outra, não há problema, mas se ocorre com muita frequência, a causa deve ser detectada e tratada.

O tempo necessário para um sono reparador varia de pessoa a pessoa. A maioria, porém, precisa dormir de sete a oito horas para acordar bem disposta. Localizar as causas da insônia pode ser facilitado pela polissonografia, um exame que monitora a pessoa enquanto dorme.

A insônia pode ter causas orgânicas e/ou psíquicas. Pesquisas apontam para uma produção inadequada de serotonina pelo organismo e o estresse provocado pelo desgaste do dia a dia. A insônia crônica pode resultar em vários problemas, como distúrbios da memória e concentração, ansiedade, depressão, irritabilidade, sentimento de insatisfação constante, baixo rendimento profissional, prejuízo do convívio social e aumento do risco de acidentes no trabalho.

Em tempos em que várias pessoas já estão dependentes do Rivotril e outras medicações de “tarja preta”, tenho a informar que podemos, com pequenas alterações nos hábitos, melhorar nosso sono. Vejamos:

  • Limite o consumo de cafeína – presente no café, chás, refrigerantes do tipo colas, chocolates etc. – até às 14h.
  • Pratique exercícios físicos, pois tal prática estimula a produção de serotonina e reduz os quadros de estresse.
  • Estabeleça uma rotina para seu horário de dormir e de despertar. O relógio biológico agradece.
  • Procure relaxar antes de ir para cama. Tome um banho perto do horário de dormir. Isso pode ajudar a relaxar a musculatura do corpo.
  • Tome um copo de leite morno. O leite contém o aminoácido triptofano, substância precursora da serotonina.
  • Use chás que ajudam no relaxamento, como camomila, erva-doce, erva-cidreira, etc.
  • Certifique-se de que não há claridade no quarto e de que a temperatura esteja agradável. Mesmo uma pequena claridade pode atrapalhar o sono de algumas pessoas.
  • Verifique seu o colchão, pois os muito macios ou muito duros podem estar contraindicados.
  • Ouça música ou leia um pouco.

Lembre-se que depois de uma boa noite de sono, as soluções para os problemas podem fluir melhor. Caso você acorde no meio da noite, uma medida é importante: não “brigue” com a cama. É contra producente procurar o sono à força. Vá ler um livro com uma luz de leitura e aguarde o sono retornar. Todas essas dicas fazem parte da “higiene do sono”. Se nada disso resolver, procure ajuda especializada.

Nota: detalhe da obra Cymon e Iphigenia, obra de Frederic Leighton.

BACTÉRIAS INTESTINAIS, OBESIDADE E DIABETES

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Recente matéria publicada em revista de circulação nacional, dando conta de pesquisa sobre a influência da flora bacteriana intestinal e o ganho de peso, lança mão de um importante tema que já é debatido há quase uma década. A obesidade é causada por diversos fatores, como por problemas genéticos, hormonais, ambientais e comportamentais. A referida pesquisa identificou mais outra causa: as bactérias encontradas nos intestinos.

Um artigo publicado na revista científica americana “Nature”, esmiuçou essa relação. Um desequilíbrio nas bactérias intestinais está atrelado a um processo inflamatório, atalho para a obesidade e diabetes. O desarranjo permite que fragmentos dessas bactérias saiam de seu habitat (os intestinos), caiam na corrente sanguínea e atinjam as células de gordura, alterando seu metabolismo, consequentemente provocando acúmulo de adipócitos, em outras palavras: obesidade.

A flora intestinal comensal é responsável por várias funções, desde processos metabólicos (fermentação, síntese de vitaminas, produção energética), estimulação do crescimento celular, melhora do sistema imunológico e proteção contra patógenos. Portanto, sua alteração está interligada a várias patologias como:

  • síndrome do intestino irritável,
  • fibromialgia,
  • doenças autoimunes,
  •  alergias,
  • e, agora, obesidade.

Nossos intestinos, se forem dissecados e abertos, têm uma área de absorção do tamanhão de uma quadra de tênis, e os “moradores” de todo esse terreno são as bactérias. Vários fatores contribuem para o controle da microbiota normal, entre eles, a acidez gástrica e a idade. As bactérias do cólon sintetizam vitaminas como biotina, ácido fólico, tiamina, B12 e vitamina K e fermentam carboidratos indigeríveis como as fibras, para produzir sua energia própria. Vários estudos mostram diferenças da microflora intestinal entre pessoas magras e  pessoas obesas.

A grande diferença está na desproporção entre as bactérias patogênicas e as chamadas “bactérias do bem”, mais conhecidas por lactobacilos. Essas últimas encontram-se em maior concentração em pessoas magras em comparação com as obesas.

As recentes descobertas abrem caminho para o desenvolvimento de várias frentes de tratamento contra a obesidade como, por exemplo, os probióticos, bactérias vivas consumidas na forma de iogurte, leite fermentado, em cápsulas ou sachês, que podem ser adicionados a sucos e vitaminas. Atualmente, a ingestão de lactobacilos é indicada com o objetivo de regular o trânsito intestinal e reforçar o sistema imunológico de uma forma geral, ou seja, é indicada em quadros de diarreias e/ou constipação e para modular diversas patologias, nas quais há envolvimento do sistema imune, como as alergias em geral e doenças autoimunes.

A indicação de lactobacilos para o emagrecimento não está clara ainda, porém, o uso de substâncias pré-bióticas e pró-bióticas na forma de alimentos ou suplementos podem vir a ajudar diversos pacientes com sobrepeso e obesidade, pois são bem toleradas, com baixo índice de efeitos colaterais e outros ganhos associados à saúde da pessoa.

PORQUE É IMPORTANTE COMER OVO

Autoria do Dr. Victor Sorrentino

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Vocês sabiam que é raro uma universidade de medicina (eu pessoalmente não sei de nenhuma) ter aulas sobre nutrologia? Nós médicos costumamos saber tanto de alimento quanto qualquer outra pessoa (ou até menos, na maioria das vezes), pois não existem professores específicos. Mas qual é a importância disto, se aprendemos a dar remédios, não é mesmo? Pois é exatamente este tipo de pensamento que domina a mente da imensa maioria dos médicos. Hipócrates, considerado o pai da medicina moderna, 400 anos antes de Cristo já dizia: “Deixe que o alimento seja seu remédio e que seu remédio seja seu alimento.”. Esta frase tem um impacto enorme na medicina atual, pois cada vez mais estamos descobrindo que o caminho da cura não é o tratamento, mas sim a prevenção das doenças. O fundamental é compreendermos que num programa preventivo de manutenção de saúde, nós temos um plano A, B, C, D, etc… Mas a partir do momento em que se instala uma doença, perdemos tais opções, restando uma única: o plano A, que resulta no uso de medicamentos, com seus efeitos colaterais e sequelas.

Os três pilares da Antiaging Medicina são: Modulação Hormonal, Exercícios Físicos Moderados e justamente a Nutrigenética. Dedico grande parte de meu tempo aos mais variados e importantes estudos sobre os alimentos. Falemos hoje sobre o ovo, alimento até então muito combatido, mas que é considerado o segundo alimento mais completo do mundo. Tudo que é necessário para que haja uma vida, está contido nele. O primeiro alimento mais completo é o leite materno, o terceiro é o coco e o quarto é a quinoa real. Mas, por que já ouvimos tantas vezes algum “gênio” falar mal desse alimento? Infelizmente também não sei o motivo. Vocês terão agora muitas informações sobre o ovo, de modo a não ter mais dúvidas sobre o assunto.

Muito se fala a respeito do problema do colesterol relacionado ao ovo, mas saibam que até hoje, não houve NENHUM estudo que conseguisse comprovar esta teoria absolutamente furada. A culpa pelo colesterol elevado vem de tempos, e, se nós médicos estudássemos a história da medicina, encontraríamos muitas respostas. Posso assegurar que o colesterol é uma substância essencial à vida e a partir dele é que ocorre toda síntese de hormônios sexuais no corpo, sendo considerado hoje pela medicina moderna internacional, como um biomarcador. E não há um só estudo que comprove que o ovo aumenta o colesterol.

O ovo é composto por: ácidos graxos saturados, ácidos graxos insaturados, 20 aminoácidos, 14 minerais, 12 vitaminas e carotenoides. Dentre os componentes, destacam-se principalmente: Vitamina B12, Folato, Vitaminas A, D, E, K, Aminoácidos/Proteínas (20% das proteínas que necessitamos diariamente é proporcionada por 1 ovo), Fosfatidilcolina (também chamada de Lecitina), Carotenóides Luteína / Zeaxantina. Essas substâncias em nosso corpo diminuem a incidência de doença cardiovascular, de degeneração macular nos olhos (relacionada com a idade), e fazem prevenção de catarata e de retinose pigmentar. Ou seja, melhoram a visão e previnem doenças oftálmicas degenerativas.

Em estudo publicado pela Nutrition and Metabolismo em, 2008, evidenciou-se e comprovou que o ovo tem os seguintes benefícios:
• ação anti-inflamatória (sendo capaz de diminuir a proteína C Reativa);
• emagrecimento (como efeito indireto, pois o ovo aumenta o hormônio mais abundante do corpo, adiponectina – antigamente chamado de GBP28);
• aumento do HDL (o colesterol chamado de “bom”), que diminui os níveis de insulina (prevenindo diabetes, além de conferir melhor qualidade de vida às pessoas que o ingerem). Obs.: A insulina é um exame imprescindível, mas pouco solicitado pelos médicos. É isoladamente o exame que consegue predizer com maior fidedignidade a longevidade de uma pessoa, além de ser o principal indicador de diabetes. Se você nunca o realizou, saiba que deveria procurar saber seus índices basais. E, se você é um colega médico, aproveite a informação e passe a utilizar esta medida como rotina. Estude o assunto, pois a glicose isoladamente já não tem valia nenhuma.

O melhor ovo é realmente o “caipira”, mas é melhor comer o “não caipira” do que ficar sem nenhum. O ovo orgânico ou caipira, chega a ter de 10 a 20 vezes mais ômega 3 do que o não orgânico. Comer o ovo cru não é uma boa ideia, devido o problema da salmonellose, infecção que pode se instalar através de micro rachaduras na casca. Busquem guardar os ovos dentro da geladeira e não na porta, por causa da probabilidade de provocar rachaduras no abre e fecha dessa. O ovo deve ser sempre ingerido por completo (gema e clara). Comparem a percentagem de absorção de aminoácidos (proteínas) de cada alimento e vejam como esse é, além de tudo, uma fonte proteica melhor do que qualquer outra possível para nós: leite materno 49% de absorção; ovo (clara+gema) 48%; carne, peixe e frango 32%; as melhores fórmulas de aminoácidos não chegam a 30%; soja 17%; produtos lácteos 16%; clara de ovo 17%; espirulina 6%.

A Universidade de Harvard realizou um estudo em que alunos de medicina ingeriram 25 ovos por dia, durante 3 meses. O colesterol deles baixou. Pena que essas coisas não prosperam na medicina. Se fosse a descoberta de uma nova medicação, para que as pessoas devessem usar diariamente para tratar alguma doença, no dia seguinte teríamos um representante laboratorial em nossas clínicas, oferecendo amostras grátis. Isso quando não oferecem viagens, jantares, entre outras coisas. O lado escuro da medicina…

A Nutrigenética enxerga alimentos como possíveis remédios. Olhem o exemplo do ovo: bom para alergias devido à presença de zinco, bem como para artrite em razão da presença do antioxidante mais potente que existe no corpo, apelidado de guardião do nosso corpo: a Glutationa (já existente para aplicação injetável e, em breve, existirá também em gel com nanotecnologia lipossômica, ou seja, para passar na pele, através da qual a substância será absorvida diretamente para a circulação). Também tem a presença da última vitamina descoberta na Nutrologia, chamada PQQ (Pirrolo Quinonina Quinona), benéfica para o crescimento e desenvolvimento corporal e, que atua contra a degeneração macular.

O ovo deve fazer parte da dieta de todas as pessoas diariamente. Sugiro aqui a leitura do livro “O Mito do Colesterol”, obra do Dr. Sérgio Pipin.

Nota: texto recebido via e-mail

O QUE É MINDFULNESS?

Autoria do Dr. Telmo Diniz

Também conhecido pelos termos “atenção plena” ou “consciência plena”, mindfulness é um estado mental que se caracteriza pela autorregulação da atenção, ou seja, é um estado mental de controle sobre a capacidade de se concentrar nas experiências do presente. Neste texto vamos ver quais são os benefícios para a saúde com o desenvolvimento desse tipo de meditação e como praticá-la.

Existem vários benefícios para quem pratica o mindfulness, como:

  • melhora de forma substancial da concentração;
  • redução do estresse;
  • melhora da função cognitiva e da memória;
  • melhora dos quadros de insônia;
  • desenvolvimento da chamada “inteligência emocional”;
  • melhora da criatividade;
  • melhora das relações interpessoais, etc.

Claro que, reduzindo o estresse, conseguimos melhorar os níveis de pressão arterial e as taxas de açúcar no sangue – benefícios mentais gerando benefícios orgânicos.

Existe um passo a passo prático para iniciar o mindfulness. Comece por utilizar sua respiração como um ponto de referência. A maneira mais fácil para se começar a meditar é sentado numa cadeira. Escolha uma cadeira normal, idealmente com assento plano, encosto reto e sem os braços. Apoie as plantas dos pés no chão, formando um ângulo de 90º. As mãos podem ficar apoiadas sobre as coxas, com a palma das mãos relaxadas.

É recomendável que a pessoa mantenha os olhos fechados para não se distrair com a visão. Entretanto, os olhos podem ficar semiabertos com o passar do tempo ou se houver muita sonolência. Inicie fazendo uma ou duas respirações mais profundas para levar a atenção ao corpo e, aos poucos, comece a notar as sensações do momento, como o contato do corpo com o chão ou com a cadeira, a temperatura da pele ou qualquer outra sensação naquele período. Esse passo pode durar por volta de um minuto.

Aos poucos, comece a tomar consciência da respiração. Pode-se levar a atenção aos movimentos do tórax e do abdômen durante a inspiração e a expiração e/ou às sensações da passagem do ar que entra e sai pelas narinas durante a respiração. Entra um ar mais frio na inspiração, e sai na expiração um ar mais quente. De forma alternativa, você pode contar as respirações, indo do número um ao dez, e daí recomeçar.

É muito comum e esperado que a mente divague em algum ponto, quando surgir alguma distração com um tipo de pensamento, sentimento ou preocupação, por exemplo. Isso é normal e faz parte do exercício. Caso isso ocorra, volte a se concentrar na respiração. Esse processo pode ocorrer várias vezes e faz parte do aprendizado. Inicie a sessão com duração de cinco minutos mais ou menos e vá aumentando gradativamente com o tempo, podendo chegar até 20 ou 30 minutos diários. A regularidade é fundamental. Praticar o mindfulness todos os dias produz mais benefícios do que práticas muito intensas, porém feitas de forma irregular. Importante saber que já existem aplicativos para smartphones que ajudam nesse processo.

O professor norte-americano Jon Kabat-Zinn, estudioso do tema, assim explicou: “você não pode parar as ondas, mas pode aprender a surfar”.

Nota: obra de Di Cavalcanti

CONHEÇA O ESTRESSE POR CALOR

Autoria do Dr. Telmo Diniz

Certamente você já ouviu falar de estresse emocional, entretanto, ouvir sobre Estresse por Calor (EC) é pouco provável. Conhecido também por “estresse térmico”, ocorre comumente no verão, justamente a época em que todos nós, mineiros, estamos sofrendo com as altas temperaturas. Vamos, então, entender o que é estresse por calor e o que podemos fazer quando ele ocorre.

É um tema mais comentado no trato com criações bovinas e outros animais, dado que eles também sofrem com as altas temperaturas. Porém, em novembro do ano passado, um relatório publicado pela revista científica britânica “The Lancet” fez um alerta justamente sobre o problema, dando conta sobre as graves consequências das ondas de calor para a saúde humana. A publicação cita problemas físicos gerados pelo aumento das temperaturas, como o estresse por calor, insuficiência cardíaca e a lesão renal aguda por desidratação.

Quando exposto a temperaturas elevadas, o corpo humano sente dificuldade para se adaptar. Durante o período em que o corpo recebe uma sobrecarga de temperatura e não consegue fazer este tipo de adaptação, pode ocorrer queda da pressão arterial, fadiga, exaustão e, em alguns casos, desidratação intensa. O corpo tenta se ajustar às temperaturas externas, inclusive à noite – na hora do repouso – e, caso não consiga o necessário equilíbrio térmico, o sono estará prejudicado e o cansaço no dia seguinte é certo. Em geral qualquer ambiente ou circunstância que exponha o corpo a fontes de calor superiores a 35ºC pode causar mudanças físicas e mentais na pessoa.

Com a busca pela regulação da temperatura ocorre perda progressiva de energia. E quem mais sofre com o estresse térmico são as crianças, pois ainda não estão com todo o sistema pronto; os idosos, por já terem patologias crônicas associadas; e, por último, as gestantes, devido às alterações hormonais. A melhor forma para saber se você está desidratado é observando o seu xixi. Caso esteja com a urina com cor muito amarelada e cheiro forte, é bom começar a intensificar a hidratação. Com grande frequência, podemos confundir esse tipo de característica com uma infecção urinária. Não tente fazer diagnóstico, beba água!

O conforto térmico já é estudado em vários ambientes e em especial no trabalho. Ele encontra-se inserido no conforto ambiental, de que também fazem parte o conforto visual, o conforto acústico e a qualidade do ar. Portanto, pense em como está o ambiente da sua casa e do seu trabalho. É de suma importância, não só para o seu conforto, mas para sua saúde e para ter uma maior produtividade.

No período de calor é de suma importância intensificar os hábitos saudáveis, o que inclui alimentação equilibrada, preferencialmente com pouco sal, boa hidratação, atividade física somente nos horários recomendados, roupas leves de algodão, recursos como o ventilador ou ar-condicionado, além de evitar o consumo de álcool; sempre com o objetivo de aumentar o conforto térmico e, por consequência, procurando o bem-estar.

Nota: Onde eu estaria feliz, obra de Di Cavalcanti

O INCÔMODO ZUMBIDO

Autoria do Dr.Telmo Diniz

São várias as pessoas que sofrem com zumbidos constantes. Também conhecido por “tinnitus”, o problema é a percepção de barulho na ausência de som externo, o que significa, em última instância, que o tal zumbido, assobio ou burburinho nos ouvidos pode ser ouvido apenas pela pessoa afetada.

O zumbido não é uma doença em si, mas, sim, um sintoma de uma determinada condição de saúde que afeta, em algum ponto, as vias auditivas. Imagine um ruído constante semelhante a um toque de campainha, buzina ou assobio em seu ouvido 24 horas ao dia sem parar. É de tirar qualquer um do sério.

Aproximadamente de 10% a 15% da população sofre com algum tipo de zumbido, mas a maioria dos casos não é tratada, em especial pela falta de informações e pelo fato de que a maioria das pessoas não tem consciência do que pode se feito sobre o problema. Embora alguns casos sejam leves, outros requerem algum tratamento específico para superar problemas futuros, como transtornos do sono, dificuldade de concentração, piora do estresse e isolamento social.

Na maioria dos casos, os ruídos aparecem como consequência de um processo de perda auditiva, muito comum em idosos. Entretanto, existem vários outros fatores como:

  • consumo excessivo de açúcar e cafeína;
  • hipertensão não controlada;
  • diabetes;
  • uso frequente de fones de ouvido;
  • excesso de cera no ouvido;
  • algumas medicações;
  • infecções no ouvido; tabagismo;
  • e consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

O tipo de som e seu volume variam bastante entre as pessoas, assim como a frequência com que ele surge. Ou seja, o zumbido pode ser passageiro ou acompanhar a pessoa pelo resto da vida. O zumbido pode, eventualmente, vir acompanhado de episódios de tonteira, suor frio e enjoos.

O problema pode não ter cura, mas pode ser controlado e aliviado na maioria dos casos. Assim que você tiver consciência dele, a primeira etapa pode ser falar com um clínico geral que poderá detectar os fatores gerais e maus hábitos que podem estar colaborando com o “barulhinho”. Caso permaneça o zumbido, a consulta com um otorrino faz-se necessária. O tratamento vai variar de acordo com o diagnóstico estabelecido pelo médico. Por isso, somente um especialista capacitado pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento.

Embora nem sempre seja possível se prevenir do zumbido, determinadas atitudes preservam a audição e, assim, impedem que ele apareça em virtude de danos ao ouvido. Evite, por exemplo, usar fones por mais de duas horas consecutivas e não extrapole o volume médio indicado em qualquer equipamento eletrônico. Se você trabalha em locais de altos ruídos, utilize protetores auriculares.

De maneira geral, adotar um estilo de vida saudável também pode ajudar e muito a se proteger contra o “tinnitus”. Fuja do cigarro e do excesso de bebidas alcoólicas e não se esqueça de ter uma alimentação saudável e de praticar atividades físicas. Essas duas últimas medidas previnem contra o diabetes e a hipertensão, duas doenças bastante comuns nos dias de hoje e que provocam zumbido.

Nota: Mulata, obra de Di Cavalcanti