Arquivo da categoria: Corpo e Mente

Filosofias e conjunto de práticas físicas, psíquicas e ritualísticas que buscam um estado de harmonia e equilíbrio físico e mental.

O CÉREBRO E AS EMOÇÕES

Autoria de LuDiasBH

Felicidade e infelicidade possuem seus próprios circuitos e sua química especial, mas isso não significa que emoções agradáveis e desagradáveis sejam independentes umas das outras. (Stefan Klein)

Nos últimos tempos a mente vem sendo cada vez mais estudada, o que tem permitido conhecer com mais profundidade o seu funcionamento. Dentre as inúmeras descobertas está a de que os sentimentos positivos e os negativos são produzidos no cérebro por sistemas diferenciados, levando-nos à compreensão de que a ausência de tristeza não remete à felicidade. Prova disso é que não são poucos os momentos em nossa vida em que coisas boas e ruins acontecem ao mesmo tempo, quando por um lado nós nos mostramos imbuídos de sentimentos positivos e, por outro, invadidos por sentimentos negativos. Uma mãe, por exemplo, cujo filho ganhou uma bolsa de estudos no exterior, sente-se feliz pelo futuro do filho e infeliz por dele se afastar – ao mesmo tempo. Alguém que perdeu um ente querido alegra-se pelo fato de vê-lo libertar-se de seu contundente sofrimento e padece por não mais contar com sua presença neste mundo.

O portador de uma vida sem tristezas não traz o atestado de que é feliz. Muitas vezes ouvimos alguém dizer que não tem motivos para estar triste, mas, ainda assim, sente-se infeliz. Isso acontece porque as reações boas e as ruins acontecem em estruturas diferenciadas no cérebro, podendo, algumas vezes, acontecerem simultaneamente. Se fossem no mesmo sistema, a presença da alegria anularia a da tristeza e vice-versa, o estudo mais detalhado do cérebro prova que não é assim. Até mesmo os neurotransmissores (substâncias que, liberadas por células nervosas, transmitem impulsos nervosos a outras células) são diferentes na linguagem dos mediadores neuroquímicos. As reações boas contam com agentes intitulados dopamina, oxitocina e betaendorina, enquanto as negativas são comandadas pela acetilcolina e pelo cortisol (hormônio do estresse).

Prazer e desprazer são engendrados de modos desiguais em nossa mente, assim como diferentes são os sinais para expressar tais sentimentos, mas não significa que as emoções positivas e as negativas sejam independentes uma das outras. Veja bem, uma pessoa que assiste ao seu time jogar, sente-se ao mesmo tempo feliz e aflita. Ela teme que ele leve um gol e fica alegre com a possibilidade de que ele venha a ganhar. Por que um sentimento não exclui o outro? Porque, como explica o filósofo e biofísico Stefan Klein, “Os sistemas cerebrais para as percepções positivas e negativas são interligados”. Portanto, não se trata de um paradoxo, se nos encontrarmos aflitos e alegres ao mesmo tempo, uma vez que a batalha entre reações conflitantes acontece a todo o momento em nosso cérebro.

Já vimos em outro artigo que o cérebro é dividido em dois hemisférios: direito e esquerdo. Contudo, no que tange às emoções, ambos os hemisférios trabalham para processá-las. O que difere é a intensidade do trabalho que cada lado realiza. O hemisfério direito é mais ativo no que diz respeito às emoções negativas, enquanto o esquerdo trabalha mais em relação às positivas. O lado dominante dos destros é o esquerdo e o dos canhotos é o direito, por isso, existem indícios de que os distúrbios emocionais acontecem mais entre os canhotos (fato ainda não comprovado).

Fonte de pesquisa
A Fórmula da Felicidade, Stefan Kleina, Editora Sextante

FENG-SHUI –TENHO A MANIA DE GUARDAR TUDO

Autoria de Celina Telma Hohman

Feng Shui! Ainda que milenar, ainda não prestamos a atenção devida aos ensinamentos da filosofia chinesa que nos ensina a viver melhor. Confesso que sou organizada, por vezes meio maníaca, mas numa única área: local onde vivo, seja trabalho ou em minha casa. Chego a extremos, o que sabemos não é bom nem sadio, mas minha remissão chega quando me pego daquelas maníacas em guardar tudo. Do canhoto do talão de cheques lá de 1990, a documentos processuais que não têm mais utilidade alguma.

Não consigo me desapegar de utensílios, roupas, souvenirs, cartinhas que a filhota escrevia quando era pequena, as lembranças que minha avó deixou, e que guardo com o maior carinho, ocupando espaços que poderiam servir para abrigar o que é necessário, enfim, sou bagunceira com minhas lembranças. Uma forma de tentar reter o passado. Resultado? Desordem, claro! Desordem com os sentimentos, com a liberação do passado, deixando-o lá, onde ficou, e não aqui onde não há porque mantê-lo.

Lembranças são boas. Há nelas a nossa trajetória, mas e daí? Lembranças podem ficar na mente, na alma, no coração e não enchendo gavetas, entulhando cantos, embaralhando-se com o presente e atrapalhando o futuro. Mas quem disse que tudo isso faz com que eu mude? Mudo, não! Se faz bem? Também não! Somente sei que retenho o passado e ao fazê-lo, pouco valorizo o presente, o que é uma pena.

Sei que tenho a meu favor o cuidado em manter uma casa limpa – por vezes até demais –, o cuidado em não poluir o visual do que me cerca com muitas peças que impedem a passagem de energia, mas estou aqui escrevendo e lembrando-me de quantos  envelopes, caixas e gavetas tenho guardados coisas não mais necessárias…

Num belo dia – há uns três anos – eu resolvi fazer a “faxina da vida”. Toda faceira e com um furor típico de quem quer provar que consegue, lá fui eu me desfazer do que não servia mais. Enchi grandes e exuberantes caixas. Nelas havia de tudo. De tudo o que nem precisava estar ali: cortinas velhas, roupas lindas, mas que não serviam mais há tempos, e não as doei, nem as vendi, pois cada uma tinha uma história. Tinha! Não deveria ter mais! Fiz a “geral”. Tive o prazer de colocar aquele montão de inutilidades para que o caminhão de coleta levasse para o devido lugar. Resultado? Chorei e muito. Naquela ida senti o vazio.

Obviamente o caminhão nem precisou levar, pois a vizinhança fez a festa, mas a tonta aqui, se pudesse, iria de casa em casa e pegaria tudo de volta. O papelzinho rosa da floricultura por onde um amor havia passado, o brinquedo, que já sem forma, ainda estava guardado. O bule lindo de minha avó, acompanhado daquela xícara sem asa e sem pires, mas  que era charme puro e tinha o cheirinho da vovó nela (tinha nada, pois lavada, não manteve cheiro de ninguém, exceto de passado). Eu chamo a isso de desarmonia. Amor, carinho, doces lembranças são um bem. Guardar tranqueiras é maluquice!

Tento ser organizada com esse lado meio bagunçado, mas confesso, ainda tropeço em inutilidades com uma frequência assustadora. Não é uma bagunça geral, é uma bagunça específica. Acredito que mesmo não sendo acumuladora (eita que virou moda chamarem assim quem guarda tudo de tudo), o desfazer-me de coisas desnecessárias ainda é minha área bagunçada. Não consigo, ainda que prometa, todos os dias, que mudarei. Um dia chego lá.

O tal do desapegar é minha intenção, mas a realidade é que meus apegos acabam atrapalhando. Imagine caixas e caixas de restinhos? Ainda as tenho, confesso, meio que envergonhada! É chato isso e sei que este é o meu inferninho. E aí aquela pergunta: se sei por que continuo? A resposta é “Sei lá!”, mas compenso no exagero em outras áreas. Obviamente o equilíbrio está só em saber que preciso buscá-lo.

Como citado, “a água que mata nossa sede pode nos matar…”  Vou tentar de novo e de novo, mas juro, bagunça geral,  geralzão, não é o meu tormento. São até minhas manias em não as ter, que também são exageradas. Fico então com a certeza da desarmonia com os apegos. Mas, início de ano, projetos para mudanças e por sorte o texto. Tudo correndo a favor. Obá!

Nota: a ilustração é uma pintura de Dante Gabriel Rossetti, denominada Pandora.

FENG SHUI – COMO A DESORDEM NOS AFETA

Autoria de LuDiasBH

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Para início de conversa somos uns tolos, pois passamos pela vida com o senso arraigado de propriedade, quando não somos donos de coisa alguma, nem de nós mesmos, pois até nosso próprio corpo está sujeito a uma infinidade de mazelas. Tudo o que temos foi-nos emprestado para passarmos uma curta temporada neste planeta chamado Terra. E pior, muitas vezes não temos o menor cuidado com aquilo que nos foi confiado, a ponto de transformarmos nossa vida num caos, tamanha é a bagunça acumulada por nosso descaso com a nossa existência e com tudo que gira em seu entorno.

Segundo a sabedoria milenar do Feng Shui, a desordem causa-nos muitos desprazeres, sendo que, na maioria das vezes, não temos nenhum conhecimento sobre o assunto. Conheçamos agora alguns deles:

  • Cansados e letárgicos – quanto mais bagunça houver à nossa volta, menos energia e coragem teremos para fazer a limpeza, criando um círculo vicioso. Ficamos perdidos no meio da energia estagnada que só nos faz mal, enquanto ela só faz aumentar.
  • Somos retidos no passado – não deixamos espaço para que o novo penetre em nossa vida. Nossos pensamentos insistem em habitar o ontem presente em cada objeto entulhado. Ficamos estagnados, olhando para trás, sem coragem de ir para frente.
  • Nosso corpo fica congestionado – nosso corpo é a maior vítima da desordem. Nossos olhos ficam embotados, a pele amarelada e não há vitalidade em mente. Além de sobrar um grande espaço para as alergias, nós carregamos uma sensação de derrota.
  • Pode afetar o nosso corpo – o excesso de entulho, por incrível que possa parecer, muitas vezes se alia ao excesso de peso. Tanto o corpo obeso quanto o excesso de bagunça são formas de autoproteção. Temos a crença de que estamos amortecendo os choques da vida. Tanto a obesidade (que é também uma acumulação de tecido adiposo) quanto o acúmulo de objetos, na maioria das vezes sem finalidade alguma, funcionam como muletas imaginárias.
  • Causa confusão – quando nos vemos cercados pela desordem, não vemos com clareza o que fazemos na vida. Ficamos perdidos em meio a tudo, isto porque o exterior é o reflexo de nosso interior.
  • Afeta a maneira como nos tratam – as pessoas nos tratam, conforme o tratamento que damos a nós mesmos. Se nós nos valorizamos, elas nos tratarão bem. Se nos atolamos junto com os entulhos, acabamos por atrair, inconscientemente, pessoas que nos tratarão mal. A nossa casa desmazelada não passa alheia aos olhos dos amigos e fará com que eles tenham uma imagem ruim a nosso respeito, uma vez que nossas ações refletem nosso eu, ou seja, aquilo que realmente somos.
  • Faz adiar – quanto maior for a desordem, menos tempo teremos para colocá-la em ordem, pois a bagunça deixa estagnada a própria energia que circula no ambiente e também dificulta a nossa, por isso, nunca sabemos por onde começar, adiando indefinidamente.
  • Causa desarmonia – é um dos principais motivos de brigas nas famílias, entre colegas de apartamentos e entre companheiros de trabalho. Ninguém sabe onde se encontra nada. Um fica colocando a culpa no outro, gerando discussões, pois a desordem é uma razão de nível inferior.
  • Pode nos envergonhar – passamos a ter vergonha de convidar as pessoas para nos visitar. A mãe tem vergonha de deixar a porta do quarto do filho aberta. Se alguém chega sem aviso, perdemos o juízo, pois não tivemos tempo de fazer a “maquiagem” do ambiente.
  • Pode manter presa a nossa vida – começamos a ficar isolados e a gozar da baixa autoestima. E passamos a não nos importar com a bagunça, vivendo preso no meio dela, rezando para que ninguém venha nos visitar, tornando-nos pessoas isoladas.
  • Acaba por nos deprimir – a energia estagnada da desordem debilita a nossa energia a ponto de nos deprimir. Quase toda pessoa deprimida vive cercada de bagunça, principalmente, num nível baixo, esparramando tudo pelo chão. Não encontra ânimo para nada. Sentimentos de desesperança são adubados pela desordem. Tanto aumenta a depressão como a ansiedade.
  • Cria excesso de bagagem – nossa tendência é levá-la conosco por onde viajamos, pois passa a ser parte de nossa vida. Seremos “bagunçólatras” mesmo fora de nosso ambiente costumeiro, incomodando outras pessoas. E somos chegados a compras de “souvenirs” para atulhar a casa mais ainda. Perdemos totalmente a noção de espaço.
  • Entorpece a nossa sensibilidade – passamos a não viver plenamente e a fazer as mesmas coisas todos os dias. Ficamos taciturnos e enfadonhos, sem buscar novos objetivos.
  • Exige uma limpeza extra – o tempo empregado para a retirada dos entulhos será muito maior. É uma espiral descendente. Não nos sobra tempo para nada. E, quanto mais a bagunça cresce, mais tempo teremos de dispor para fazer a limpeza.
  • Faz de nós uns desorganizados – perdemos chaves, óculos, carteira, sombrinhas, documentos, etc. A bagunça acaba por desperdiçar o nosso tempo na procura por um objeto e a nos deixar nervosos. Deixamos de ser cuidadosos com as coisas necessárias, inclusive com a nossa saúde.
  • Pode ser um risco à saúde – o acúmulo de tralhas começa a cheirar mal, a atrair insetos, abrigar umidade, mofo, tornando o espaço anti-higiênico. E ainda há o risco de incêndio.
  • Cria uma simbologia indesejável – se somos inclinados à discussão, devemos evitar o uso excessivo de vermelho na decoração. É preciso haver uma seleção daquilo que nos rodeia, conforme a nossa índole. E na bagunça fica tudo misturado.
  • Cobra-nos um custo financeiro – basta fazer uma porcentagem de tudo que está num aposento sem a devida necessidade e que exige gastos. Sem falar no custo do tempo.
  • Distrai-nos de coisas importantes – temos que ser donos de nossas coisas e não elas de nós. Tudo o que possuímos exerce um apelo sobre nossa atenção, e quanto maior é a desordem, mais nossa energia é gasta em assuntos insignificantes. O intelecto fica em segundo plano, quando a bagunça é desmedida.

Portanto, a organização é boa e faz bem a qualquer um. As mudanças só virão quando a pessoa realmente toma consciência de que é preciso mudar.

Nota: Imagem copiada de http://www.prat-k.com.br

Fonte de pesquisa:
Arrume a sua bagunça com o Feng Shui … / Karen Kingston

FENG SHUI – CHEGA DE DESORDEM!

Autoria de LuDiasBH

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O Feng Shui (arte oriental milenar de equilibrar e harmonizar o fluxo das energias naturais no ambiente, criando efeitos benéficos em nossa vida) vem cada vez mais encontrando solo fértil no Ocidente, a ponto de serem poucas as pessoas que nunca ouviram falar sobre tal arte ou filosofia que trata da harmonia entre o mundo físico, observável, e o etéreo, não observável, conscientizando-nos de que todo espaço possui uma determinada energia, deixando rastros de toda a história acontecida ali. As paredes, os móveis e todas as coisas ali contidas registram impressões eletromagnéticas sutis. E quanto mais dramáticos tiverem sido os fatos ali passados, mais enraizados ficam suas energias.

O Feng Shui abrange áreas inusitadas, mas me apaixonei por uma que diz respeito à bagunça em nossa vida, isto porque ela funciona como um obstáculo para o fluxo de energia boa que o ambiente deveria receber e ainda nos passa uma sensação desencorajadora de sujeira e mal-estar. O mais triste é que tudo isso adere ao frequentador de tal lugar sem que ao menos ele saiba. Por isso, algumas pessoas sentem tanta dificuldade para entrar em sintonia com a bagunça do ambiente onde vivem ou com o mundo ao seu redor. O Feng Shui ensina-nos que basta pôr ordem no espaço para que a energia negativa estagnada desapareça.

Não sei se já lhe aconteceu, meu caro leitor, chegar a um determinado ambiente e começar a abrir a boca, a sentir que água escorre de seus olhos e ter vontade de ir embora o mais rápido possível. Isso acontece porque o lugar está carregado de  energia negativa e ela está afetando você. As pessoas mais sensíveis são as mais predispostas a sentirem-se mal em ambientes desorganizados ou que tenham um baixo-astral, portanto, devemos eliminar a bagunça de nosso ambiente e de nossa vida, começando pela “limpeza do espaço” onde vivemos. Todos precisam viver num local onde as energias boas fluam e de igual modo aconteça na vida pessoal. O exterior é um reflexo de nosso interior e vice-versa.

Segundo Karen Kingston, existem três causas principais para a estagnação de energia:

  1. Sujeira física – poeira, pó, lixo, gordura, gosmas, incrustações, vômitos, papéis velhos, etc. A energia de baixo nível vai se acumulando ao redor da sujeira.
  1. A energia anterior – os registros de energia (boa ou má) que vão se acumulando ao longo dos tempos pelos que ali passaram. O pior é que não a conseguimos ver, mas apenas senti-la. Se não for limpa essa energia, situações anteriores tendem a se repetir.
  1. A desordem – todo tipo de bagunça cria obstáculos ao fluxo da boa energia no ambiente. Isso afeta diretamente os usuários do espaço.

É importante que todos compreendam o quanto é benéfica a limpeza de um ambiente. É papo furado essa de que “eu conheço a minha bagunça e sei onde tudo se encontra” ou “o que é organizado para mim, pode não ser para você”. Tudo não passa de lenga-lenga de quem não tem compromisso com a organização e, em consequência, com a energia positiva.

Quem não se sente bem num ambiente limpo, arejado e cheiroso? Temos vontade de ali permanecer indefinidamente. Isto porque a desordem é energia estagnada, parada, em suma, energia ruim. E todos nós sabemos o que acontece com tudo que fica parado muito tempo, a exemplo da água. O nosso planeta exige fluidez. A vida flui a todo momento, trazendo renovações que são mais do que necessárias.

A desordem exterior é sempre uma amostragem do que está acontecendo conosco interiormente, pois exterior e interior influenciam-se mutuamente, formando um forte elo. A uma determinada sujeira vão ajuntando outros refugos, numa atração descontrolável, dando origem à energia negativa que tanto mal faz. Portanto, limpeza e ordem são necessárias para se ter corpo e mente sadios.

Nota: Imagem copiada de http://geracaojosac.wordpress.com

Fonte de pesquisa:
Arrume a sua bagunça com o Feng Shui…/ Karen Kingston/ Editora Pensamento.

FENG SHUI – IMPORTÂNCIA DE DOAR

Autoria de LuDiasBH

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Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não haveria pobreza no mundo e ninguém morreria de fome. (Gandhi)

Há riqueza bastante no mundo para as necessidades do homem, mas não para a sua ambição. (Gandhi)

Se já desfrutamos de certo objeto ou se dele fazemos pouco caso, permitamos então que ele faça um novo caminho, sem medo ou desculpa. Pouco importa quem nos deu, ou se foi herança de família, ou por quanto tempo nós o temos, pois ele ficará um dia para trás, quer queiramos ou não, quando deste planeta nós nos ausentarmos. E para quem não sabe, segundo a filosofia milenar do Feng Shui, podemos ser afetados negativamente, ao fazer associações pessoais com os objetos, pois esses emitem energia, poluindo não apenas a nossa mente, como o ambiente em que vivemos.

Quando alguém morre na família, nada mais sábio e humano do que doar as suas roupas e objetos pessoais para quem esteja precisando. Os mortos não necessitam de coisas materiais. Tampouco devemos vender objetos usados e de pouco valor, pois o preço insignificante que acharemos por eles jamais compensará os fluidos positivos que o beneficiado enviará ao doador. Quanto mais doamos, mais recebemos, pois toda ação enseja uma reação. Sem falar que toda avareza é atraso de vida, é doença crônica da alma, é um nítido raio-X da mesquinhez da vida interior da pessoa.

Doar o que se tem em excesso ou aquilo que não mais é usado não é uma ode ao consumismo, mas uma forma de descarregar os fardos, quer sejam eles espirituais ou materiais. O entulho que é feito em nosso lar ou em nosso escritório é tão oneroso para a nossa saúde, quanto o que é feito em nossa mente. Sem falar que nada pode ser tão prazeroso, como saber que algo que nos serviu, pode servir a outrem, deixando espaço livre para uma nova aquisição, se necessária. Nossa casa é um altar onde habita o nosso corpo. E este altar não pode estar tão acumulado de velharias de modo a impedir que as graças do absoluto por ele fluam. Isso sem falar que toda desordem material é um reflexo da desordem mental. Também precisamos ensinar nossas crianças a desfazerem-se dos brinquedos e roupas que não mais usam.

O Feng Shui ensina que, após dois anos sem usarmos uma determinada coisa, provavelmente nunca a usaremos, e o melhor a fazer será nos despojarmos dela, livrando-nos de uma energia parada, estagnada num canto qualquer, que some serve de atraso para a nossa vida. Pelo menos os antigos egípcios, ao acumular riquezas, acreditavam que as levavam consigo após a morte, para desfrutarem numa outra vida. Mas nós, em pleno século XXI, sabemos que deste planeta nada levaremos, a não ser o bem que aqui fizermos.

Sem dúvida alguma, uma das piores formas de apego é aquele voltado para as coisas materiais. A pessoa vê-se refém de objetos inanimados, como se esses fizessem parte de seu corpo ou como se os divinizasse. Tal atitude doentia impede que ela se desfaça de coisas já sem uso, de modo que possam servir a outrem. Na verdade, somos apenas zeladores temporários dos objetos que passam pela nossa vida. A matéria nada mais é que energia em transição. Mal e mal somos donos de nosso corpo, sujeito às doenças e às armadilhas do tempo. O espírito pode ser indestrutível, mas a parte humana é comprovadamente transitória.

Aproveite um fim de semana ou feriado, ou até mesmo suas férias, e livre-se de um monte de bugigangas que entulham seu guarda-roupa, seus armários, sua casa – sua vida. Deixe espaço para que a energia positiva possa fluir intensamente. Deixe que as coisas cheguem e partam na mais perfeita naturalidade, assim como acontece com todos os seres vivos. E harmoniosa será a sua a existência. É preciso aprender a viver com leveza, adotando a filosofia de que “menos é sempre mais”.

Nota: assistam ao programa (TV fechada) denominado ACUMULADORES COMPULSIVOS.

ELIMINE O MEDO DE VIVER

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Você já percebeu como o mundo está repleto de pessoas com medo? Medos e angústias estão mais presentes na vida das pessoas do que imaginamos. Muita gente vive em um estado de apreensão constante, como se viver fosse um peso a ser carregado dia após dia. Viver preocupado e inseguro não pode ser uma opção de vida. Se for seu caso, comece a combatê-lo a partir de agora.

Não podemos confundir o medo criado por nós com o medo real, como quando se está em situações de risco de vida. Claro que se tem medo de uma arma apontada. Isso é normal! O que não se pode deixar é que a insegurança tome conta, através de medos infundados que paralisam e engessam. O medo de não suportar as dificuldades à frente. Clarice Lispector falou sobre o tema: “… o medo de viver, o medo de respirar. Com urgência, preciso lutar, porque esse medo me amarra mais do que o medo da morte. É um crime contra mim mesmo. Estou com saudade do meu anterior clima de aventura e minha estimulante inquietação…”.

Quando o medo está presente, você fecha todas as portas, pois a insegurança faz com que a solidão seja mais suportável do que o enfrentamento da vida real. Não se pode ir para as situações, achando que tudo já deu errado. Pode até ocorrer. Nem sempre tudo vai sair conforme queremos. Mas temos de tentar. Não se esconda!

O medo, aquela emoção natural de cuidado, de proteção, de atenção com o que pode apresentar riscos, atualmente está se transformando em uma paranoia sem limites. Já não se distingue a realidade da fantasia. São adultos pedindo ajuda a psicólogos para adquirir coragem de ir à festa da empresa, porque têm medo de que algo dê errado. Um chefe assustado pode interpretar o interesse do funcionário em participar de um congresso, como um sinal de que ele está procurando outro emprego ou, até mesmo, de que queira tomar o seu lugar. O medo faz com que a gente interprete fatos simples, como se fossem inimigos reais. Viver inseguro tornou-se um estilo de vida.

Nossas perdas trazem um medo iminente e até inconsciente. Ninguém quer perder saúde, pessoas amadas, posição social, confiança, etc. Quem vence recebe um status simbólico de sucesso, de perfeição, de êxito. Mas o que está por trás dos dramas, derrotas, desencontros existenciais, enfim, no enfrentamento de nossos medos é o que nos impulsiona para o amadurecimento e para a evolução.

Viver com medo não é viver. É sobreviver. Viver implica em correr riscos. Implica na possibilidade de nos expormos à rejeição e à perda. Implica, sobretudo, na possibilidade de experimentar emoções intensas. E isso é o que dá cor à vida de cada um, independentemente do seu percurso. Faça sua parte. Doe-se sem medo. Você tem o que mostrar. Descubra-se.

A alegria evita mil males e prolonga a vida. (William Shakespeare)

Nota: imagem copiada de www.radiorainhadapaz.com.br