Domenico Veneziano – SÃO JOÃO NO DESERTO
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Autoria de LuDiasBH

A composição intitulada São João no Deserto é uma obra do pintor italiano Domenico Veneziano (c.1400 – 1461), e tinha por objetivo ornamentar a Igreja de Santa Lucia dei Magnoli, em Florença. Trata-se de um pequeno painel que servia de base de um retábulo. Admite-se hoje que o artista encontra-se entre os mais importantes pintores do início do Renascimento na cidade de Florença, embora tenha restado muito pouco de seu trabalho, o que impossibilita um melhor estudo de sua carreira. É possível que tenha aprendido com Jacopo Bellini, Gentile Bellini e Masolino sobre o uso da luz.

Em seu painel, o artista representa o jovem São João tirando suas vestes ricas para viver no deserto. Ele joga no chão seu manto vermelho para vestir um casaco rústico de pele de camelo.  A nudez do santo faz uma alusão à renúncia das vaidades terrenas em troca de uma vida piedosa. O nu representado é de grande beleza, parecendo-se com uma estátua, lembrando os modelos clássicos da Grécia antiga. Apenas o halo em torno de sua cabeça alude à sua divindade. Seu corpo atlético ocupa praticamente o centro da paisagem irreal e fantástica. As montanhas que parecem tombar para a esquerda, lembram a arte gótica.

Ficha técnica
Ano: c.1445
Técnica: painel
Dimensões: 28,3 x 32,4 cm
Localização: Galeria Nacional de Art, Washington, EUA

Fontes de pesquisa:
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
https://www.nga.gov/content/ngaweb/Collection/art-object-page.12146.html

BUSCANDO A MELHOR DECISÃO
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Autoria do Dr. Telmo Diniz

Alguns momentos podem definir o rumo de nossas vidas. As decisões que tomamos são inúmeras e, muitas vezes, devemos conviver com suas consequências por bastante tempo. O vestibular, o casamento, o nascimento de um filho, um investimento, a compra de um imóvel, etc. Nessas horas, geralmente podemos estar diante de dois ou mais caminhos e precisamos tomar uma decisão. Recorremos à lógica, às emoções, aos amigos, aos pais, etc. Entretanto, o que paira no ar é um grande medo de errar. Então, o que fazer para tomar a melhor decisão?

É certo que aprendemos com nossos erros e uma decisão mal tomada pode servir de fonte para um valioso aprendizado, dependendo de como encaramos os resultados. Faz parte da vida cometer erros. Entretanto, há decisões que podem causar danos irreparáveis ou, pelo menos, levar nossas vidas para caminhos indesejados.

Você toma decisões diariamente. Tudo que fala e faz é resultado de decisões, sejam elas conscientes ou não. Não há uma fórmula fácil que indicará se você está tomando a decisão certa ou errada, não importa o tamanho dela. O melhor que se pode fazer é analisar todas as perspectivas possíveis para escolher uma ação razoável e equilibrada. Ter de tomar uma decisão importante pode ser uma tarefa difícil para qualquer pessoa. Entretanto, há formas simples que podem ser feitas para minimizar isso; buscando tomar a decisão mais acertada.

Você atualmente está diante de uma decisão importante? Então, inicie escrevendo sobre seus medos. Um diário pode ajudá-lo a entender melhor seus medos e a tomar as melhores decisões, com mais calma e tranquilidade. Em paralelo, escreva e identifique o pior cenário possível. Vá aos extremos do que pode ocorrer para tornar o processo menos intimidador. Considerar cenários negativos é importante para entendermos melhor as consequências.

Dando seguimento à tomada de decisão, analise se o caminho escolhido será permanente. Após pensar em tudo que poderia dar errado, veja se sua escolha é reversível. Muitas decisões são reversíveis, portanto, conforte-se sabendo que pode mudar de ideia caso as coisas não deem tão certo. Conversar com alguém próximo, como um amigo ou familiar, também pode ser de grande ajuda. Você não precisa tomar decisões difíceis por conta própria, procure um amigo próximo ou parente para que ele possa dar sua opinião. Compartilhe detalhes de seu dilema e seus medos sobre o que pode dar errado. Mas lembre-se de que a decisão final será sua.

Muito importante também é manter a calma. Procure deixar as emoções de lado. Emoções podem abalar nossa habilidade na tomada de decisões racionais. O primeiro passo ao se tomar uma decisão deve ser manter a calma. Caso você se sinta incapaz disso, ou seja, está mais para emoção do que para a razão, deixe para tomar sua decisão em outro momento.

Uma passagem judaica diz que ao tomar uma decisão, realmente querendo, os próprios pés vão conduzir para a sua realização.

Nota: Interior com Vaso Etrusco, obra de Matisse.

Jacob Jordaens – O ARTISTA E SUA FAMÍLIA
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Autoria de LuDiasBh

A composição denominada O Arista e sua Família ou ainda Retrato da Família do Arista num Jardim é obra do pintor Jacob Jordaens (1593 – 1678), um importante artista do Barroco Flamengo. Estudou com Adam van Noort que foi professor de Peter Paul Rubens, tendo também trabalhado por um curto período de tempo com Rubens. Dono de um estilo parecido com o de Caravaggio, embora também se arvorasse na pintura holandesa, o pintor executou inúmeras encomendas, inclusive internacionais.

Embora este quadro seja monumental, ele é na verdade muito simples. O seu centro piramidal encontra-se situado entre duas massas verticais. O ponto visual baixo tem por objetivo acentuar a importância das figuras vistas na cena e que se encontram envoltas por luz e sombra. Apesar da influência de Rubens, responsável por estimular Jordaens, ele se mostra original em sua composição que, além das formas esculturais traz ainda um forte colorido.

Nesta pintura, o artista se autorretrata ao lado de sua família no recanto do jardim de sua casa. Ele se apresenta de pé, à direita, segurando um alaúde, enquanto, com a mão direita, apoia-se numa cadeira de madeira. Atrás dele está o cão da família. A mulher Catarina van Noort, ricamente vestida, está assentada numa cadeira mais baixa, tendo à sua direita a filhinha, de pé, segurando um pequeno cesto de vime com flores. No meio, usando um enorme chapéu e segurando um cesto com flores e frutas, encontra-se a criada. Um pássaro é visto pousado sobre um galho. Trata-se de uma cena doméstica.

Ficha técnica
Ano: c.1621
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 181 x 187 cm
Localização: Museu do Prado, Madri

Fontes de pesquisa
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia

DEPRESSÃO E PENSAMENTOS NEGATIVOS
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 Autoria de LuDiasBH

O depressivo tem constantemente pensamentos depreciativos e derrotistas que o levam à desesperança e à tristeza. (Aretusa dos Passos Baechtold)

 Os pensamentos negativos são reflexões intrusivas, como se fossem um diálogo de si para si, sempre girando em torno de uma avaliação negativa da situação atual. (Rodrigo Pessanha)

 A pessoa depressiva sempre se culpa e se pune pelo que não deu certo. Ela não tem esperança no futuro, não acredita na superação dos obstáculos. (Paulo Paiva)

 A depressão exerce uma grande influência sobre as emoções e os pensamentos da pessoa por ela acometida, pois a vítima passa a ter uma avaliação negativa sobre si mesma, sobre os outros e sobre o futuro. O neurocientista Aristides Brito mostra o porquê dessa influência: “A doença é uma disfunção do lobo frontal que causa uma dificuldade na interação entre essa região e o sistema límbico”, ou seja, atinge a unidade responsável pelas emoções e, em consequência, afeta o estado emocional de seu portador.

Ainda que o transtorno depressivo se apresente de modo diferente em cada pessoa, é possível observar a mesma linha de pensamentos negativos e pessimistas. Esse batalhão de pensamentos ruins e repetitivos é chamado por alguns especialistas de “ruminações depressivas”. Segundo o psiquiatra Rodrigo Pessanha “São reflexões intrusivas, como se fossem um diálogo de si para si, sempre girando em torno de uma avaliação negativa da situação atual”.  Tudo parece ruim e sem graça. Nada faz sentindo. A psicanalista Cristiane Vilaça afirma que “Nada no universo exterior é atrativo o suficiente para tirar a pessoa depressiva de seu estado, nem seus entes queridos ou as coisas que costumavam lhe dar prazer”. A psicóloga Valéria Lopes Silva acrescenta que “Ocorre a sensação de impotência, de ausência de sentido para a vida, além de (os depressivos) se sentirem injustiçados pelo mundo”.

O fato de as pessoas depressivas terem uma visão de mundo negativa, sempre achando que a vida não tem sentido, portando um vazio interior e tédio, contribui ainda mais para o seu pessimismo, gerando uma corrente interminável de pensamentos negativos, num círculo vicioso. Os problemas que para uma pessoa não afetada por tal transtorno são considerados normais, assumem uma grande proporção para as depressivas. Segundo o psicanalista Paulo Paiva “A pessoa passa a sentir pequenos problemas de uma forma intensa e os acontecimentos tomam proporções significativas”. Tudo é visto por ela através de uma lente de aumento, como se não existissem alternativas, pois o depressivo bloqueia todos os caminhos.

Em razão dessa avaliação que o depressivo faz de sua presença no mundo, como se estivesse preso num labirinto sem saída, onde o sofrimento é a tônica, resvala muitas vezes para o pensamento suicida, como, se morrer, fosse a sua única saída para acabar com a sua dor e angústia. Somente quando busca ajuda médica é que ela vê que existem outras possibilidades. Faz-se necessário, portanto, que a família ponha-se de prontidão diante de certos comportamentos desse ou daquele seu membro depressivo. A psicóloga Aretusa dos Passos Baechtold chama a atenção para “Comportamentos de despedida – como doar coisas importantes, fazer testamentos, visitar parentes que há tempos não vê – podem ser indícios significativos”. Diante disso, a ajuda médica deve ser buscada com o máximo de urgência.

Pesquisas demonstram que as mulheres têm o dobro de chances de desenvolver a depressão em relação aos homens e constituem a maior população de depressivos. Muitos fatores contribuem para se chegar a tal visão. Além do fato de encararem a doença com mais naturalidade e buscarem ajuda médica (o que facilita as estatísticas sobre a doença) há também o seu complicado envolvimento social. Segundo a psicanalista Beatriz Breves “As mulheres ainda ocupam uma posição aquém dos homens no mundo. Em uma sociedade machista, a igualdade de direitos continua longe de ser conquistada, e isso prejudica a autoestima”. Mesmo fazendo parte do mercado de trabalho, as mulheres ainda estão associadas aos trabalhos domésticos, o que também interfere no seu convívio social, gerando conflitos. Segundo o psicanalista Paulo Paiva, as características hormonais também interferem: “Puberdades, ciclos menstruais, gravidez, parto e menopausa… Por isso elas ficam mais vulneráveis à depressão”.

Pesquisas também apontam que o conhecimento da depressão em suas diferentes fases e o porquê de suas manifestações ajudam muito na superação da doença, sobretudo em relação ao aparecimento dos pensamentos negativos. Recomendam também o uso de terapias alternativas como a mentalização (o que veremos mais à frente).

Nota: O Grito, obra de Edvard Munch

Fonte de pesquisa
Revista Segredos da Mente, Cérebro e Meditação – nº 1

Correggio – VÊNUS E CUPIDO COM UM SÁTIRO
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Autoria de LuDiasBH

vecucuns
A composição denominada Vênus e Cupido com um Sátiro é uma obra mitológica do pintor italiano Correggio que, para alguns, trata mais de uma alegoria. Também é conhecida, erroneamente, como “Júpiter e Antíope”. Presume-se que esta alegoria do amor terreno era acompanhada de outra, denominada “A Escola do Amor”, que celebrava o amor celestial.

A tocha flamejante que se vê entre Cupido e a mulher que se encontra dormindo é na verdade um atributo de Vênus, a deusa do amor. A tocha e as setas são também um atributo de Cupido, mostrando que o amor faz arder as pessoas acometidas por ele, afetando-as, mesmo que se encontrem distantes.

Cupido, ao lado de sua mãe, encontra-se dormindo profundamente sobre a pele de leão, símbolo da força ? que ganhara de sua vitória sobre Hércules ? e sobre seu arco vermelho. Do lado direito de Vênus está sua aljava. Vênus, por sua vez, dorme profundamente, trazendo o braço direito em volta da cabeça e o esquerdo descansando sobre o arco vermelho de Cupido. Seu corpo nu com a pele sedosa e branca a irradiar luz é de grande beleza.

O sátiro, postado atrás da deusa, é uma criatura metade homem e metade bode, tido na mitologia greco-romana como perseguidor das ninfas e participantes das bacanais do deus Baco, sempre afeito aos desejos do sexo. Ele levanta o manto azul sobre o qual a deusa encontra-se dormindo, o que faz sombrear sua cabeça, pescoço e braço direito.

Na mitologia greco-romana, não há nenhuma história referente a Vênus ser violentada por um sátiro, portanto, esta pintura deve ser vista mais como uma alegoria do que como uma história mitológica. Segundo estudos, o nome recebido por ela, no século 17, era “Venerie Mundano” (Terrena Vênus), dando ênfase ao amor carnal.

Ao fundo, a vegetação escura, dá maior destaque às figuras.

Ficha técnica
Ano: c. 1524
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 188x 125 cm
Localização: Museu do Louvre, Paris, França

Fontes de pesquisa
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann
http://www.louvre.fr/en/oeuvre-notices/venus-satyr-and-cupid

COMO A DEPRESSÃO ACONTECE
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Autoria de LuDiasBH

A depressão (além da genética) consiste na convergência de uma ou mais das seguintes situações: a maneira de entender e lidar com a vida; algum(s) acontecimento(s) doloroso(s) ou mais intenso(s); dor crônica; uso continuo de certo tipo de medicamentos e doenças como hipotireoidismo. (Bayard Galvão)

 O transtorno de depressão, visto por uma questão neurológica e neuropsicológica, pode ser definido como um desequilíbrio de alguns neurotransmissores e de outras partes que compõem o sistema nervoso central. (Fábio Roesler)

A depressão, ao contrário do que os ignorantes no assunto imaginam, não se trata de “chilique” ou “frescura”, pois ela é tão complexa quanto tudo que diz respeito à área da mente e do cérebro, terreno ainda pouco conhecido pela Ciência. As causas de tal transtorno ainda não foram definidas, mas já existe um consenso entre os estudiosos do assunto de que a predisposição genética pode ser uma delas. As demais estão ligadas a outros possíveis fatores. O que leva ao entendimento de que a depressão tanto pode resultar de único fator assim como da convergência de muitos outros.

Segundo a psicanalista Cristiane Vilaça “Pessoas que passam por situações de estresse prolongado ou que estão sujeitas a situações de tensão constante e violência são as mais propensas a enfrentar este transtorno”. E o psicólogo Bayard Galvão acrescenta que a depressão também pode estar ligada ao excesso de acontecimentos negativos, como demissão, desemprego, falta de dinheiro, solidão e relações afetivas ruins, etc. Ele exemplifica: “Imaginemos que cada pessoa tem uma mochila que carrega todos os dias e que os problemas da vida não resolvidos são tijolos que vão sendo colocados dentro dela. Uns aguentarão 10 tijolos, outros 50, mas todos têm seus limites. Aí, um dia, ao colocar mais um tijolo, a pessoa cai exausta, dizendo: ‘foi pesado o último tijolo’, quando na realidade, foi apenas a gota d’água’.”.

Cérebro e Depressão

O sistema nervoso é o responsável por governar todas as atividades de nosso corpo, funcionando como uma central de comando, logo, não causa estranheza a sua relação com o transtorno depressivo. A microestrutura do cérebro é formada pelos neurônios. Os estudiosos do assunto, portanto, alegam que certos fatores neurológicos são responsáveis por fazer com que esta central entre em pane e a depressão ganhe vida.

O modo como os neurônios funcionam tem tudo a ver com o desenvolvimento do transtorno depressivo. Segundo a neurologista Vanessa Muller: “Estima-se que existam mais de 200 bilhões dessas células somente em um cérebro, utilizadas para processar todas as informações, sejam elas motoras, sensitivas, cognitivas ou psíquicas, portanto, para vermos, cheirarmos, sentirmos, tocarmos, andarmos, tomarmos decisão, memorizarmos, ficarmos tristes, felizes, com fome, com sede, com sono, enfim, precisamos das informações compartilhadas entre esses neurônios através de sinapses. Quando ela é química, dá-se através de neurotransmissores como dopamina, serotonina, norepinefrina, acetilcolina, d?entre outros”.

O sistema nervoso age com uma central que comanda todas as atividades corporais, portanto, está intimamente relacionado com a depressão. Além dos fatores genéticos e situações de perda, violência e grandes decepções, certos fatores neurológicos contribuem para que a depressão se instale.

Segundo o neurocientista Aristides Brito “A serotonina facilita as ligações neuronais e é ela que, por exemplo, deixa a pessoa saudável para reagir diante das situações adversas, o que ajuda ? e muito ? a evitar a depressão”. Ainda segundo Brito “A depressão é muito mais de que as mudanças químicas no cérebro já que se relaciona com as emoções ? e essas são afetadas pelo meio ambiente, principalmente nos dias de hoje, com tanta pressão na vida moderna”.

A revista especializada “Scientific American” divulgou um estudo feito por meio de imagens extraídas por eletroencefalografia e ressonância magnética das atividades cerebrais de um grupo de pessoas depressivas. O resultado foi comparado ao de outro grupo não portador do transtorno. O que se detectou é que, nos depressivos, as regiões cerebrais ligadas a pensamentos, humor e atenção possuíam uma enormidade de estímulos trocados (superconectados). Essa pane no nosso sistema cerebral é resultante de uma falha na neurotransmissão. Assim, o desequilíbrio bioquímico nesses neurotransmissores pode desencadear inúmeras consequências, como irritabilidade, impulsividade, baixa energia e… depressão.

Fonte de pesquisa
Revista Segredos da Mente, Cérebro e Meditação – nº 1