Robert Campin – A VIRGEM E O MENINO DIANTE…

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Autoria de LuDiasBH

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A composição denominada A Virgem e o Menino diante de um Para-fogo é uma obra do pintor flamengo Robert Campin (1375 – 1444), que alguns creem ter sido o pintor denominado Mestre de Flémalle. Era dono de uma aguda percepção, o que o levava a apresentar com perfeição os pormenores de seus trabalhos. Suas obras do início de sua carreira são parecidas com iluminuras francesas.  Embora imprecisas, suas figuras revelam uma ilusão de profundidade. Dentre seus alunos está o famoso pintor Rogier van der Weyden que também exerceu influência na obra de seu mestre.

Na pintura em questão, a Virgem Maria, sentada sobre um banco de madeira, encontra-se amamentando seu Menino. Está suntuosamente vestida, traz a gola do vestido aberta e de onde tira o seio direito, na costumeira posição que as mães usam para amamentar os filhos. Seus longos e cacheados cabelos caem-lhe pelos ombros e costas. Ela é representa como a Rainha do Céu em seu palácio. À sua direita, sobre almofadas vermelhas, encontra-se seu livro de orações. O armário de madeira, à direita, no qual a Virgem apoia o braço, traz sobre seu tampo um cálice.

O Menino Jesus é apresentado nu, deitado no colo de Maria, para evidenciar a sua humanidade. Está virado para o observador, com sua mãozinha esquerda tocando o cabelo, e não parece apressado para receber o leite materno. Mostra-se bem pequenino, em relação ao tamanho da Virgem Mãe.

Esta composição passou por algumas restaurações, tendo recebido alguns acréscimos: a arca de madeira, o cotovelo da Virgem e a parte abaixo da travessa horizontal da janela. Também foi cortada sua parte esquerda. Presume-se que tenha sido danificada durante  um incêndio. O para-fogo (peça móvel colocada diante do fogo para desviar o calor) feito de vime trançado, às costas da Virgem, parece-se com uma imensa auréola a circundar-lhe a cabeça.

A paisagem que se vê através da janela traz detalhes realistas. Ali estão uma fileira de lojas, dois homens com uma escada, apagando um início de incêndio, cavaleiros e pessoas andando nas ruas, etc. (ver os detalhes na figura menor)

Ficha técnica
Ano: c. 1440
Técnica: óleo com têmpera de ovo no carvalho com adições de noz
Dimensões: 63,5 x 49 cm
Localização: Galeria Nacional, Londres, Grã-Bretanha

Fonte de pesquisa
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann
https://www.nationalgallery.org.uk/paintings/research/the-virgin-and-child-before-a-firescreen
https://www.nationalgallery.org.uk/paintings/follower-of-robert-campin-the-virgin-and-child-

DEIXANDO A ZONA DE CONFORTO

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Autoria do Dr. Telmo Diniz

Todos nós temos certa noção do que seja zona de conforto. Entretanto, decidi contribuir um pouco mais, dado que é um tema que irá determinar o sucesso ou o fracasso de uma pessoa, a liberdade ou a prisão dos hábitos e costumes, a satisfação ou a angustia com a vida, etc. Quem não sai da zona de conforto parece estar sempre ouvindo uma voz falando ao “pé ouvido”: “É arriscado demais! Você não é capaz! É difícil pra mim!”. Então o que fazer para suprimir esta voz e sair dela?

A zona de conforto é uma condição em que a pessoa realiza comportamentos que lhe dão um desempenho constante, porém limitado, e com uma falsa sensação de segurança. Como a atuação da pessoa é limitada, os resultados na vida também o são. A zona de conforto pode ser entendida como uma série de comportamentos que adotamos por costume ou hábito.

Ninguém passa a vida inteira sem encontrar dificuldades. Portanto, se você, caro leitor, acha que as dificuldades que a vida nos impõe serão debeladas por estar em sua zona de conforto, está muito enganado. Não podemos simplesmente optar por uma vida calma, sem nenhuma turbulência. Algum dia ou em algum lugar passaremos por um teste para o qual não estaremos preparados e que gostaríamos não ter de enfrentar.

São enormes os benefícios para a pessoa que sai da zona de conforto:

  • melhora a satisfação pessoal;
  • melhora a qualidade de vida;
  • começa a superar os próprios limites;
  • torna o labor mais prazeroso;
  • passa a ter ganhos exponenciais no trabalho e na vida pessoal.

Pessoas bem-sucedidas sabem que a segurança é uma ilusão. Passar um tempo fora de sua zona de conforto fará você se sentir vivo novamente. Inicie, portanto, reavaliando sua vida. Você está satisfeito com ela? Há espaço para melhorar? Identifique o que o incomoda e siga com as mudanças propostas. Saia da rotina e vá fazer coisas novas (tocar um instrumento, falar uma nova língua…). Reduza também o período de ver TV e mexer nas redes sociais e use este tempo para algo novo – algo que te interessa. De igual forma, proponha algo novo no trabalho. Participe mais e dê sua opinião. Não tenha medo de errar. Se não der certo, você saberá qual caminho que não deve seguir. Faça diferente. Mude sua rotina. Sair da rotina é a palavra de ordem. Vá a lugares que não tenha costume. Experimente o diferente.

Viajar é importante. Viaje para a cidade vizinha ou pelo país. O passeio é uma das melhores maneiras de sair da sua zona de conforto. Você conhecerá novas pessoas, novos hábitos, outras culturas e novos paladares. Viajar, certamente, deixará sua criatividade mais aguçada. Aumente seu “networking”. Encontrar mais colegas e trocar mais experiências profissionais melhora, e muito, sua autoconfiança. De igual forma, seja mais sedutor (a), pois isso está diretamente ligado com autoestima. Invista mais no seu guarda-roupa. Sabemos que os indivíduos mais bem-sucedidos operam, com muita frequência, fora da zona de conforto, expandindo cada vez mais o número de dificuldades que conseguem superar. Vão se tornando cada vez mais resilientes.

Para chegar aonde a maioria não chega, é necessário fazer o que a maioria não faz.

A FORTALEZA DA AMIZADE

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 Autoria de LuDiasBH

Paulo Valença realmente é um grande escritor, que sabe esmiuçar os seus personagens com sabedoria. Os seus livros nos dão a impressão de que estamos assistindo a um filme. (Jornalista Luiz Fernandes da Silva)

Os contos escritos por Paulo Valença é algo que nos envolve, uma mistura de cotidiano com a intrínseca realidade que remete às nossas experiências já vividas. (Professor, escritor e jornalista Dhiogo José Caetano)

Os personagens sofrem com a velhice, com o desemprego, com a prostituição e com o comércio de drogas que os atinge na cidade grande e, principalmente nas favelas, onde residem… Trata-se de uma obra bem escrita – um retrato dos nossos dias. (Escritor e poeta Silveira Nunes)

Foi com imensa alegria que recebi o livro “A Fortaleza da Amizade”, obra do escritor pernambucano Paulo Valença, membro da Academia de Letras do Brasil/PE (ALB). Já li outros títulos publicados pelo autor, todos com a mesma pujança literária, tendo como ambientação a alma humana com as suas multíplices facetas. Jamais conheci um escritor tão preocupado com as injustiças sociais como Paulo Valença. Nas suas obras, ele parece nos acordar da omissão e do egocentrismo tão comuns aos nossos dias. Ninguém pode ficar imune a seus escritos, pois são como um soco na cara de nossa contumaz indiferença.

A criatividade do escritor não nos conduz a um universo de fantasia, mas para um mundo extremamente real, onde os dramas do cotidiano afloram com toda a sua complexidade, jogando-nos no rosto a nossa real humanidade, pontuada por altos e baixos, sendo que, para a gente comum, prevalecem quase sempre os baixos. Além de um texto bem escrito, conciso e preciso, o livro é magnificamente ilustrado pelo artista Fagner Bezerra, dono de traços firmes e sensibilidade extrema. Escritor e ilustrador fazem um casamento perfeito nesta obra.

O primeiro conto do livro é intitulado “O Animalzinho de Ontem” que traz como personagens um pai irascível e um filho sempre humilhado, vendo a mãe e os irmãos curvarem-se, assim como ele, à sua prepotência. O garoto, “à semelhança de um animalzinho judiado, incapaz de defesa”, só sabe obedecer, pois é “a imagem da aflição calada”. O tempo passa… “No leito, o corpo magro do pai…” O garoto, agora homem feito, “encaminha-se ao túmulo onde deposita um ramalhete de flores, numa homenagem e perdão ao pai.”. Nem é preciso dizer mais nada!

O escritor e poeta paulista Hugo Libordoni, assim define o livro de Paulo Valença:

“Desta vez trata-se da obra ‘A Fortaleza da Amizade’, contos e romance, em cujas páginas encontramos o nosso cotidiano com seus dramas da angústia humana, através de personagens que lutam pela sobrevivência material e a de seu próprio mundo interior. […] A crítica literária deveria se mostrar numa análise de acolhimento aos livros de Paulo Valença, que já obteve premiações nacionais e pertence a várias instituições de letras…”.

Paulo, amigo querido, muito sucesso!

Endereço para contato:
E-mail: paulomurilovalenca@gmail.com

Simon Vouet – SATURNO CONQUISTADO POR AMOR…

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Autoria de LuDiasBH

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A composição denominada Saturno Conquistado por Amor, Vênus e Esperança é uma obra alegórica do virtuoso pintor francês Simon Vouet.

Na tela acima, o artista usa de extrema delicadeza e equilíbrio, ao representar Saturno, o deus romano do mundo dos mortos e do Tempo, conhecido como Crono, pelos gregos, já bem velho. Ele se faz reconhecido pelo atributo que traz na mão direita, a foice, na qual se escora. Encontra-se caído no chão, tendo acima de si quatro jovens aladas. Suas feições, direcionadas para as figuras aladas, e gestos corporais denotam medo e súplica.

A Esperança, usando um manto vermelho, puxa com as duas mãos a asa direita de Saturno, escorando o corpo do deus em seus pés. Acima dela, A Verdade, com seu manto azul e o seio esquerdo à vista, puxa-lhe os cabelos esbranquiçados com a mão direita, enquanto segura com a esquerda a ponta da veste branca, interna. Por sua vez, acima dela, está a Fama, vestindo um manto rosado, trazendo na mão esquerda uma trombeta, que está a tocar. Seu braço direito enlaça uma figura alada, que traz na mão outra trombeta. A figura que é abraçada pela Fama é Occasio (ocasião afortunada). Usando um manto amarelo e com os cabelos despencando para frente, ela traz na mão direita os atributos do poder e da riqueza, também conhecidos como atributos da Fortuna. Um pequeno Cupido, de costas para o observador, segura com firmeza a asa direita de Saturno.

A cena acontece próxima a duas colunas gregas, possivelmente na entrada de um templo. Ao fundo vê-se parte do mar, estando uma âncora, com uma corda entrelaçada, próxima aos pés de Saturno. O céu traz nuvens pesadas e grandes árvores servem de fundo para as figuras.

Ficha técnica
Ano: 1645
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 187 x 142 cm
Localização: Musée du Berry, Bourges, França

Fonte de pesquisa
Barroco/ Editora Taschen

A IMPORTÂNCIA DO AUTOCONTROLE

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Autoria do Dr. Telmo Diniz

Autocontrole é a capacidade de controlar nossas emoções e nossos desejos, ou seja, é a capacidade de saber fazer nossa gestão emocional. Quem não tem autocontrole pode incorrer em problemas de relacionamento no trabalho e na família. Se, em várias ocasiões, você está com o “estopim curto”, com riscos de perder o controle, continue a ler a coluna desta semana e veja o que pode ser feito para melhorar as nossas frustrações, intolerâncias e irritações diárias.

Autocontrole é a habilidade de tomar as rédeas das nossas emoções, em especial as mais fortes como a raiva e os ímpetos de fúria. Apelamos para a nossa capacidade de autocontrole sempre que estamos diante de situações que não nos agradam muito, como o encontro com um chefe chato, um vizinho inoportuno, ou as que nos colocam frente a determinados riscos e sob pressão. Ter autocontrole é saber “pisar no freio” dos impulsos para que um pequeno desentendimento entre colegas ou na família não tome proporções maiores.

Em quase todas as situações, utilizamos o autocontrole para seguir as normas sociais de boa convivência. Entretanto, nem sempre é fácil manter o domínio de nossas reações. E, como acontece com a maioria das características humanas, existem grandes diferenças entre as pessoas. Em nossa sociedade, quem tem bom domínio de si mesmo é, em geral, mais respeitado pelos outros do que pessoas consideradas instáveis e imprevisíveis. Pessoas com bom autocontrole são, em geral, mais bem-sucedidas no trabalho e mantêm relacionamentos mais estáveis.

Bom, então, o que podemos fazer para controlar estes impulsos de descontrole no dia a dia? Existem alguns pontos importantes que podem nos ajudar a ter mais tolerância nas diversas situações:

  • inicie tomando consciência de suas emoções e de que o perturba, pois não se controla aquilo que não se conhece;
  • liste também as reações irracionais que tomou recentemente e que gostaria de controlá-las;
  • quando identificar as situações em que pode perder o controle emocional, terá a chave para gerenciá-las;
  • pratique o bom humor, tente levar as coisas um pouco mais na esportiva;
  • saiba que todos os assuntos levados a serio demais ficam mais difíceis de resolver;
  • procure também ser mais flexível com a sua agenda, ser muito radical com tudo na vida provoca mais estresse, intolerância e mais irritabilidade;
  • conte até dez antes de responder alguém, precisamos avaliar se algo é tão importante que não possa esperar, pois resolver as coisas de cabeça quente normalmente tem resultados desastrosos;
  • Deixe o clima esfriar para resolver a situação quando todos estiverem mais calmos, isto é um hábito salutar;
  • Faça exercícios de relaxamento, adicionando-os à rotina diária, pois são uma ferramenta de grande utilidade.

Lao Tsé, filósofo e alquimista chinês, falou sobre o tema: “na condução das questões humanas, não existe lei melhor do que o autocontrole”.

Pietro da Cartona – AS QUATRO IDADES DA VIDA

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Autoria de LuDiasBH

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A composição denominada As Quatro Idades da Vida é uma obra do pintor italiano Pietro da Cartona, baseada na mitologia grega.

Segundo a mitologia grega, a Terra passou por quatro idades:
• A Idade do Ouro
• A Idade da Prata
• A Idade do Bronze
• A Idade do Ferro

Os deuses criaram a Terra, os animais e a humanidade. Aqui embaixo tudo transcorria na mais perfeita paz e harmonia. Embora não houvesse leis determinadas, reinava a inocência, a verdade e a justiça. O homem era tido como animal superior, zelando pela flora, fauna, águas e tudo que fazia parte do novo mundo. Em troca, a Terra, que vivia numa eterna primavera, acumulava-o de bens, suprindo todas as suas necessidades, sem que tivesse que trabalhar. Ela era tão dadivosa que nem era preciso plantar sementes para a produção de alimentos. Os rios, em vez de água, eram cheios de leite e de vinho. As árvores vertiam mel abundantemente. Vivia-se a esplendorosa Idade de Ouro.

Transformações aconteceram com a humanidade que, imbuída de desejos personalistas, passou a desviar-se da retidão. O poderoso deus Júpiter optou por fazer mudanças na organização terrena, mas a humanidade não melhorou. Não aprendeu que era preciso retomar a vida de inocência, verdade e justiça. Ao contrário, piorava cada vez mais.

Os deuses então a abandonaram a Terra, ficando apenas Astreia, a deusa da justiça, da inocência e da pureza, talvez por acreditar, ingenuamente que ainda poderia salvar a humanidade. Ela ficou na Terra até o final da Idade do Bronze, quando viu que a espécie humana não tinha mais jeito, fadada aos muitos desatinos que viriam. Deixando-a assim que começou a Idade de Ferro. E foi habitar o firmamento na forma da constelação Virgem.

Ficha técnica
Ano: 1637
Técnica: afresco
Dimensões: 165 x 128 cm
Localização: Salla dela Stufa, Palazzo Pitti, Firenze, Itália

Fontes de pesquisa
Mitologia/ Thomas Bulfinch
Mitologia/ LM