Chardin – MENINA COM PETECA

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Autoria de LuDiasBH

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A pintura Menina com Peteca é uma obra do pintor francês Jean-Baptiste-Siméon Chardin (1699-1799), tido como um dos mais importantes pintores de natureza-morta da arte europeia, sendo suas obras muito estudadas pelos artistas do gênero, posteriores a ele. As suas naturezas-mortas, assim como sua pintura de gênero, são elementos importantes da arte francesa. A composição acima mostra como o artista desenvolvia suas obras com grande intensidade poética e colorido delicado.

Uma doce menininha prepara-se para jogar peteca, numa espécie de jogo em que se usa raquete. Ela se encontra de pé e perfil, com os olhos voltados para a direita da tela, como se observasse algo. Pela sua seriedade e rigidez vê-se claramente que está posando para o pintor, talvez já um pouco cansada. Ela usa uma touca branca com bordados na cabeça. Seus cabelos são relativamente curtos e cacheados, de cor puxada para o acinzentado. Seu rosto redondo, de bochechas vermelhas, traz um pequenino nariz e grandes olhos escuros. Sua boca fechada é carmesim. No meio do pescoço usa uma fina fita branca e atrás se vê as pontas de um grande laço amarelo. Um pequeno brinco de pérola cinge-lhe a orelha direita.

A garota usa um vistoso vestido com decote quadrado, debruado com verde. O corpete baixo, marrom dourado, com um tecido branco na frente, semelhante ao da saia, traz mangas três quartos, também debruadas com verde. Uma camisa branca, usada por baixo, aparece acima do decote e sob as mangas, mostrando seus babados.  A longa saia branca parece estar sobre anquinhas, o que lhe aumenta o volume. Na fita azul, arrumada num grande laço à sua direita, ela parece trazer amarrada uma tesoura e uma bolsinha ou porta-agulhas. Na mão direita segura uma raquete vermelha com cabo claro, e na direita uma peteca, com sete penas coloridas, descansando sobre o enfeite redondo do espaldar de uma cadeira de madeira.

Obs.: A assinatura do pintor encontra-se na parte inferior direita da tela, próxima à raquete.

Ficha técnica
Ano: c 1740-1750
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 81 x 65
Localização: Museu Uffizi, Florença, Itália

Fontes de pesquisa
A Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann

UM MENINO CHAMADO PETER

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Autoria do Prof. Rodolpho Caniato*

Os mesmos fatos podem ser registrados em diferentes pessoas de formas e intensidades muito distintas, com significados às vezes opostos.

Corria o ano de 1937. Desde o começo desse ano eu frequentava o primeiro ano de minha primeira escola, o Colégio Teuto Brasileiro ou Deutsche Brasilianische Schule, na Rua Siqueira Campos, em Copacabana. Já o ano letivo havia começado e todos os alunos daquela minha turma se conheciam, quando apareceu um novo aluno que não falava português. Era o Peter. Ele estava recém-chegado da Alemanha e ainda vinha com suas roupas tipicamente alemãs, com suspensórios e peitoral de couro.

Eu ia e voltava a pé, numa caminhada de algumas quadras, desde o “Atalaia” até nossa escola. Nosso novo colega não falava português.  Ele morava numa travessa, quase esquina, da Rua Barata Ribeiro, a meio caminho de meu trajeto diário para a escola. Passamos a voltar juntos todos os dias, cada um com sua maleta de couro às costas. Por isso ficamos amigos. Ele ia aprendendo um pouco de português e eu podia entendê-lo. Muitas vezes eu o acompanhei até a entrada do pequeno apartamento térreo em que morava com seus pais, sempre ausentes.

Numa das vezes fiquei conhecendo sua mãe. Peter sempre trazia a chave de sua casa pendurada num cordão ao redor do pescoço. No mais das vezes, ficava sozinho em sua casa e com ordens taxativas de sua mãe para que, depois de comer, fosse dormir, precisamente às três horas da tarde. Ele seguia essas ordens com um rigor simplesmente germânico. Nunca me contou a razão da vinda de sua família da Alemanha para o Brasil. Sabendo, por meus relatos, que ele sempre comia sozinho e depois ia dormir, minha mãe insistiu para que eu o convidasse para vir almoçar comigo, em nossa casa.

Ele veio várias vezes. Numa dessas, minha mãe, suíça, havia feito uma comida brasileira que ela sabia ser desconhecida para o Peter. Por isso, explicou-lhe, em alemão, que não precisava comer aquilo  que não fosse de seu agrado. O surpreendente foi sua resposta pronta e taxativa, também em alemão: “muss alles gegessen werden” (“tudo (que vem à mesa) tem que ser comido”). Depois do almoço ainda tínhamos  tempo para alguma brincadeira ou conversa fiada. Às vezes, minha mãe contava alguma história que ela mesma ia criando e contando para o nosso convidado.

Outro aspecto curioso era o rigor com que o Peter seguia as ordens de sua mãe ausente. Às três horas em ponto ele saia, interrompendo qualquer coisa que estivéssemos fazendo, para usar a chave que trazia pendurada ao pescoço e, mesmo sozinho, obedecer à ordem de ir dormir. Só muitos anos depois eu fiquei sabendo que sua família, como milhares de outras, fugiam da Alemanha por sua origem judia ou simplesmente por serem contrárias a Hitler. Estávamos nos anos próximos à eclosão da Segunda Guerra Mundial.

Esses episódios ligados ao Peter ficaram para sempre lembrados e relembrados na história de nossa família. Era algo muito diferente de nossos hábitos, a obediência intransigente a alguma ordem “superior”, ainda mais numa criança de sete anos. A imagem daquele meu colega de infância ficara indelevelmente gravada em minha memória, talvez por isso.

No ano seguinte, em 1938, nós nos mudaríamos do Rio para Corrupira e nunca mais eu soube de qualquer daqueles amigos de minha infância. Tudo foi ficando num distante passado. Nunca mais tive qualquer notícia do Peter. Mais de setenta anos depois, eu, aposentado, fazendo uma caminhada pela praia de Copacabana, vejo um casal que vem caminhando, em direção contrária, bem em frente e próximo. Reconheci imediatamente o Peter. Em poucos instantes vi e revi nos arquivos de minha memória aqueles traços de um rosto conhecido de tantos anos passados. Hesitei em abordá-lo. Era demais. Seria mesmo o Peter? No momento em que nos cruzamos, bem de perto, achei que era ele.

Segui caminhando e procurando me certificar se não estava sendo enganado por alguma confusão na memória e pela emoção que isso provocava em mim. Durante os dez metros, depois de nos cruzarmos, vi e revi os  arquivos de minhas memórias. Tive certeza de que era mesmo o Peter. Certo de estar vivendo um encontro extraordinário e de repetição improvável, resolvi voltar, passar bem à frente do casal, garantir mais uma dianteira e a volta para repetir a observação que me desse mais uma oportunidade de nos vermos cara a cara.  Quando nos aproximamos pela segunda vez, tive certeza de que era ele.

Resolvi abordá-lo: desculpe-me, o Sr. se chama Peter? – Sim, foi a resposta. Seu sobrenome é Fulano? Era mesmo o Peter Fulano. Eu estava tomado de grande emoção. Ele, de nenhuma. Relatei então brevemente as circunstâncias em que nossas vidas se haviam cruzado, mais de setenta anos atrás. Diante de minha insistência ele me contou que era médico e que também estava aposentado. Logo percebi que do lado dele não havia ficado qualquer registro importante do nosso encontro da infância. Diante da frieza e desinteresse de meu interlocutor, pedi desculpas pela abordagem, despedi-me e segui minha caminhada pela praia.

Muito pensei, depois, sobre esse encontro. Eu levava na memória uma história cheia de significados, para mim. No entanto, para ele, os mesmos fatos não haviam sido sequer registrados. Tive que reexaminar as causas de minha frustração naquele encontro. Isso acontece muito ao longo da vida da gente. Os mesmos fatos podem ser registrados em diferentes pessoas de formas e intensidades muito distintas, com significados às vezes opostos. Eu já havia notado, mesmo em meus (cinco) filhos, como os mesmos fatos tinham registros e interpretações tão diferentes em cada um deles. Conheço famílias em que um irmão se lembra da infância modesta, mas alegre e feliz que tiveram, enquanto outro se lamenta da “miséria” que viveram. Os mesmos fatos podem ter significados tão diferentes e até opostos, segundo as circunstâncias e vivências de cada um: os mesmos fatos podem ter significados, até postos, segundo as diferentes “constelações” de emoções que povoam nossas mentes.

*http://astronomia.blog.br/rodolpho-caniato/

Nota: a ilustração é uma obra do pintor alemão Karl Schmidt-Rottluff

Vídeo – O JUÍZO FINAL – Michelangelo

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Autoria de LuDiasBH

Michelangelo é o responsável pela pintura Juízo Final, que se encontra na Capela Sistina. O artista tinha na época quase 60 anos de idade, e continuava preferindo a escultura à pintura. Diante da grandiosidade do projeto, ele pediu a ajuda de seu amigo Sebastiano del Piombo, um consagrado artista da época, que ficou responsável por acompanhar a preparação da superfície para a pintura a óleo. Mas os dois acabaram brigando.

O Juízo Final é composto por cenas religiosas e mitológicas, e tudo gira em redor da figura de Cristo. O gestual de seu braço reforça a sensação de movimento giratório em toda a obra. As quatro cenas estão dispostas em quatro trechos horizontais…

Obs.: Conheça mais sobre a pintura O Juízo Final, acessando o texto completo no link:
O JUÍZO FINAL

e depois assista ao vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=mC2hdX97U2M

Jan Steen – ADORAÇÃO DOS PASTORES

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Autoria de LuDiasBH 

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A composição A Adoração dos Pastores é uma obra do pintor holandês Jan Steen (c.1625-1679). O artista estudou com com Nicolaes Knüpfer, Adriaen van Ostade e Jan van Goyen, tendo se casado com Margaretha van Goyen, filha do último mestre. Fez parte da Guilda de São Luca de Leiden. É tido como um dos importantes pintores holandeses do século XVII. Sua obra é vasta e diversa, na qual se inclui trabalhos narrativos e alegóricos, paisagens, apesar de poucas, e retratos, mas seu gênero predileto era as pinturas de gênero. É visto como um grande observador e o mais vivaz dentre os grandes pintores holandeses de interiores.

Na Holanda protestante do século XVII, os temas religiosos foram praticamente banidos. Os retábulos foram retirados das igrejas e os quadros religiosos só eram feitos sob encomenda, para clientes particulares. Assim sendo, eles eram raríssimos. Eram vistos com frequência somente na obra de Rembrandt, na maioria das vezes retratando cenas alusivas ao Velho Testamento, com cunho didático ou simbólico. Mas, como o artista Jan Steen era católico, ele retratou inúmeros temas religiosos, incluindo o quadro deslumbrante que se vê acima.

Esta pintura é sem dúvida uma das mais belas no que diz respeito ao tema religioso em questão, com uma interpretação bem diferente da temática comumente usada por diferentes pintores. O que se tem é a impressão de que a Virgem Maria e seu esposo José convidaram os amigos da aldeia para comemorar o nascimento de seu Menino. Ela se encontra de um lado do pequenino Jesus, deitado em um caixote cheio de capim, enquanto um camponês, segurando seu cajado, e olhando para a criança atentamente, posta-se do outro.

Várias pessoas adentram pela gruta trazendo os mais variados presentes. Uma senhora idosa oferece um prato com ovos a José, que segura seu chapéu num gesto de agradecimento. Um homem, próximo ao bebê, tomba o corpo para frente, para ver melhor a criança. Ele segura um galo nos braços, oferecido como presente. A criança, por sua vez, volta a cabecinha para trás, como se a ave tivesse chamado a sua atenção. Uma criança está atrás da Virgem, e atrás dela está um homem tocando gaita de fole, festivamente. Uma mulher surge na porta carregando um tabuleiro na cabeça.

Aos pés do berço está um vasilhame de latão, com a tampa no chão, provavelmente contendo água. No canto inferior esquerdo, o que me parece ser uma mulher segurando um feixe de gravetos, acende o fogo, onde uma vasilha de barro, possivelmente contendo leite, esquenta. Mais ao fundo, estão dois animais: o burrinho branco, arreado, e uma vaca preta com parte da cara branca. Cerca de 20 pessoas apresentam-se dentro e na porta da gruta.

Obs.: Existe uma réplica desta pintura no Castelo Wavel, na Cacróvia.

Ficha técnica
Ano: entre 1660 e1679
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 53 x 64 cm
Localização: Rijksmuseum, Amsterdam, Holanda

Fontes de pesquisa
A Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann

OS VICIADOS EM DIZER “SIM!”

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Autoria de Celina Telma Hohmann

Dentre todas as minhas dificuldades, o dizer “Não!” é, com toda a certeza, a maior. Dizer “não” é como virar as costas, e isso nos parece (a nós que não sabemos fazê-lo) um não ser útil, um deixar de ser necessário, um ser mesquinho, e por aí vai… Confesso do alto do estressante gasto energético até às mal dormidas noites, constantes e cansativas, frutos do sempre dizer “sim”, como se fosse uma espécie de fantoche ou marionete, que vivo às voltas com raivas contidas, sensações de ser tola e terrivelmente ingênua em razão desse muitas vezes inoportuno advérbio afirmativo.

Lembro-me pouco da infância – somente do que quero me lembrar – e muito da fase em que comecei a tentar agradar todo mundo. E na arte final do “sim”, sempre me dou conta de que esse servirá apenas a quem pediu o favor ou extrapolou o direito do uso. O “sim”, ao final, a quem o teve, perdeu o valor logo após sua cessão, e a nós, os concessores habituais, deixou um gosto ruim de mais uma vez ser usado, na maioria das vezes. Baixa autoestima? Com certeza! É como se dizer “não” nos tornasse seres ruins, frios, indiferentes. Ledo engano, nosso!

Nem sei mais por quantas vezes fui ultrajada, literalmente, no uso do bendito “sim”! Mas sempre há aquele medo de dizer o “não”, que a mim nem dá tempo de pensar nele, pois afoita que sou, nem me pedem e já me proponho… Pensam que nos chamam de bonzinhos? Nada disso! No nosso primeiro “não” vêm as caras fechadas. E com elas a nossa insegurança de não estar sempre à disposição. É um perigo esse jogo! Mas vivo nele e claro, sou perdedora contumaz, como se fosse uma corda que enlaça delicadamente e depois aperta e sufoca. Assim vivo eu e os que sempre dizem “sim”, enredados num caminho que mais dói que faz bem!

Dizer “sim” todo o tempo é uma patologia, com certeza! É a necessidade de agradar, ou vergonhosamente de dizer: “Claro!”, “Eu posso!”, “Eu faço!”, “Pode deixar!” e por aí vai, como se fazendo isso, nós, os da turma do “sim”, nos fizéssemos amados ou superiores, querendo mostrar que somos capazes de ajudar e absolutamente incapazes de virarmos as costas às pessoas.

Eu sou uma lerda, assumida! Nessa do não saber dizer “não”, levam junto até minha pressuposta inteligência, pois há vezes em que me mentem para que eu diga “sim”, e descubro depois, mas aí o estrago já foi feito. Tenho histórias ruins das inúmeras vezes em que o meu “sim” deu-me rasteiras, deixando em mim a sensação de ser tola por ter sido passada a perna por aquilo que eu julgava ser bondade.

“Não se comprometa, se não pode fazê-lo. Só faça aquilo que se sinta capaz em sua execução.”, dizem os livros de autoajuda.  O fato é que eu nem penso se posso ou não posso. Pediu? Levou! E adivinhem quem sofre as consequências? Enquanto esse ou aquele se livra da própria tarefa, estou eu com as costas ainda mais curvadas pelo excesso. E foi-se meu dia com minhas prioridades. A cara de tacho deve ficar bem aparente, pois percebo que naquela incapacidade de dizer “não”, eu corri, fui atrás, fiz e desfiz, e do que era meu e necessário, ficou só o cansaço.

Por tudo isso, num determinado período de minha vida, eu comecei a afastar-me das pessoas. Foi um escapismo para não ter que aceitar o que não devo assumir. No serviço, não por medo do chefe, mas pela necessidade de provar que tudo podia, fui sempre a que estava sempre à disposição, quer fosse no período normal de trabalho ou até mesmo às quatro horas da manhã, afinal, eu “precisava” fazer. Precisava nada! Metia os pés pelas mãos e, enquanto os demais dormiam tranquilos, ganhando seus salários habituais, eu passava noites em claro, também ganhando meu salário habitual.

Nós, os viciados no “Sim!”, temos consciência de que é preciso dizer “Não!”, “Não quero!”, “Não posso!”, “Não farei isso!”, mas desde que não nos peçam nada. Se nos pedem, esquecemo-nos de tudo, e lá vamos nós, deixando para trás nossos afazeres e alertas que jamais cumpriremos! Necessitamos de tratamento!

Vídeo – A LIBERDADE GUIANDO O POVO – Delacroix

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Autoria de LuDiasBH

A composição de Delacroix A Liberdade Guiando o Povo é uma de suas mais celebradas obras, e a mais conhecida imagem da Revolução de Julho, em Paris, que pôs fim à monarquia dos Bourbon, em que lutaram homens, mulheres, jovens e crianças. Presume-se que a barricada, imortalizada pelo pintor, seja  retratada na praça de San Antonio, a atual praça da Bastilha.

No quadro de estrutura piramidal, com a bandeira tricolor no alto da pirâmide, existe uma mistura de realidade e fantasia. O objetivo do artista é repassar a capacidade que o povo francês tem de superar suas tragédias. A cena mostra a derrubada das barricadas pelos rebeldes republicanos, atrás das quais lutaram homens de diferentes estratos sociais. O grupo avança em direção ao observador…

Obs.: Conheça mais sobre a pintura A Liberdade Guiando o Povo, acessando o texto completo no link:
http://virusdaarte.net/delacroix-a-liberdade-guiando-o-povo/

e depois assista ao vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=YSX7OyB3wCc