Hans Memling – A VIRGEM EM LAMENTAÇÃO…
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Autoria de LuDiasBH

O pintor alemão Hans Memling (c.1433 – 1494) tem a sua arte situada no ponto de transição do Gótico para o Renascimento. É possível que tenha estudado com o mestre Rogier Vander Weyden, em Bruxelas. Era dono de um estilo pessoal, sendo suas obras ricamente detalhadas e harmoniosas. Nos seus últimos anos de vida, o artista foi seduzido pelo Renascimento italiano.

A composição religiosa denominada A Virgem, São João e as Santas Mulheres, também conhecida como A Virgem em Lamentação e as Pias Mulheres da Galileia, é obra do artista. Apresenta quatro figuras, sendo três mulheres e um homem.  Esta obra faz parte do Acervo do MASP desde 1954.

A Virgem Maria, com as mãos cruzadas sobre o peito, encontra-se amparada por São João Evangelista que usa um manto vermelho e traz os olhos chorosos voltados para sua direita. Atrás da Virgem encontram-se as santas mulheres. Maria de Cleofas, Maria Salomé (mãe de Tiago) e Maria Madalena, segundo os textos sagrados cristãos, acompanharam a Virgem até o túmulo de seu filho Jesus Cristo.

As cinco figuras repassam ao observador um sentimento de profunda dor. Todas elas trazem lágrimas escorrendo pelo rosto. Maria Madalena, com seu vestido minuciosamente trabalhado, tenta enxugar o olho direito. Pelo gesto e olhar das duas mulheres que trazem as mãos levantadas, pelos olhos parados da Virgem e pelo olhar de São João Evangelista têm-se a impressão de que o grupo encontra-se diante do sepulcro de Cristo.

A composição, com suas figuras verticais e ricas cores, é muito delicada. Atrás do grupo, em segundo plano, vê-se uma calma paisagem sob um céu azul com nuvens brancas.

Ficha técnica
Ano: 1485 a 1490
Técnica: óleo sobre madeira
Dimensões: 54 x 40 cm
Localização: Museu de Arte, São Paulo, Brasil

Fontes de pesquisa
Enciclopédia dos Museus/ Mirador

MENTE E SINTONIA ESPONTÂNEA
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Autoria do Prof. Hermógenes

O Professor Hermógenes, um dos precursores da ioga no Brasil, escreveu mais de 30 livros sobre saúde física e mental.  Neste texto retirado de seu livro “Yoga para Nervosos”*, ele nos ensina o que fazer para nos livrarmos dos pensamentos negativos.

O espaço está constantemente saturado de vibrações invisíveis. As ondas de rádio são um exemplo. De milhares de estações de todos os países partem vibrações, as quais, captadas por um aparelho receptor, transformam-se em som. Chama-se de sintonia o ato de pôr o receptor em consonância vibratória com a emissora.

Nossa mente, tal como o receptor de rádio, quando sintoniza com ondas de pensamento que cortam os espaços, ondas emitidas por outras mentes, recebe os pensamentos das pessoas. A transmissão do pensamento pode ser feita pelos meios mais densos e concretos como pelos meios mais sutis e quintessenciados.

A palavra é um meio de comunicação, aliás, o mais conhecido. Pela palavra, influímos na mente dos outros e, reciprocamente, somos influenciados. Em época nenhuma a mente humana foi bombardeada por tantas, tão veementes, tão variadas e contraditórias sugestões como agora. Isto é (mesmo!) uma agressão ao equilíbrio mental de cada indivíduo. A propaganda, cinemas e televisões, livros e discursos, as aulas e jornais constituem exércitos a invadir-nos a mente, a cada instante, onde nos encontramos.

Todo escritor, autor, publicitário, professor e ator, tem ansiedade profissional por tomar de assalto as mentes e injetar lá dentro novas ideias, necessidades, motivações, inclinações e ideais seus ou de seu interesse. Todos os líderes se empenham em dominar nosso mundo mental. As ideologias, a indústria, o comércio, a arte cresce na medida em que nos dirijam, envolvam-nos, condicionem-nos, comprometam-nos, convençam-nos e prendam-nos em suas malhas aliciadoras. Dos meios de interpsicologia há a destacar ainda a sugestão telepática.

O mundo mental, um dos planos da natureza, é mais sutil do que o da matéria. A mente individual de cada um de nós nele está mergulhada, dando e recebendo influências. As pessoas, por invigilantes e por não saberem se resguardar de tais influências, vivem como barcos desgovernados. Muitos perdem equilíbrio e saúde mental em meio à agitação “normal” neste mundo mental. Os milhões de mensagens e vibrações criam impressões e tendências de ser e de agir (samskarase vâsanas) que lhes dirigem o destino. E tudo isto vem como bombardeamento etéreo, impalpável, sutil, por isto mesmo incomparavelmente mais penetrante do que as sugestões do mundo material.

Assim como quem tem bom gosto e maturidade mental evita sintonizar o rádio (ou tevê) em certas estações vulgares e de mau gosto, dando preferência à programação refinada, educativa e bonita e, se não as encontra, desliga o aparelho, o yoguin também sabe se defender das nocivas mensagens verbais, visuais ou telepáticas que lhe queiram invadir o templo da mente, destinada sempre ao bem.

A pureza da mente deve ser defendida. Não é impura a mente onde um pensamento maldoso, perverso ou negativo assoma sem evocação voluntária. Trata-se de uma sintonia espontânea, uma captação involuntária de uma onda mental que não devemos aceitar. Nesta situação, não se oponha, não resista, não se sinta indigno, não se julgue dotado de mente suja. Simplesmente não dê guarida ao pensamento. Não aceite. Evite lutar contra ele. Apenas, não o aceite. Mantenha vigilância e, assim, resguarde sua mente. Procure aperceber-se de quando e como ocorrem tais nocivas sintonias involuntárias. Procure também sustar as associações de ideias ou de imagens inadequadas à saúde, à paz e ao bem maior.

As mentes vazias e ociosas são as que caem presas do medo, do erótico, da inveja, da doença, do crime, da corrupção e da angústia. Se a mente está em abandono e vaga, o pensamento deletério invade-a e nela se instala. Se ela está sintonizada com o bem, tal invasão não se dá. Transforme sua mente em emissora potente de bons pensamentos, de vibrações saudáveis, de sentimentos de paz, de fraternidade e de benevolência.

Vigie sua mente. Não a deixe ao léu, à disposição do que vier do plano mental. Não a alimente, mas não se esforce para expulsar o mau pensamento. Ocupe-se com pensamentos divinos e vibrações de paz. Passe à ofensiva e emita para este mundo necessitado suas vibrações poderosas, de tudo que é bom e condizente com a felicidade de todos os seres. A observância do que acabo de dizer, isto é, passar da mente passiva e descontrolada para a mente ativa e dirigida, é solução infalível para o encontro da felicidade.

*O livro “Yoga para Nervosos” encontra-se em PDF no Google.

Nota: imagem copiada de laboratório espírita

Belmiro de Almeida – DOIS MENINOS JOGANDO…
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Autoria de LuDiasBH

O pintor, caricaturista, escultor, jornalista e professor Belmiro de Almeida (1858-1935) nasceu na cidade do Serro, em Minas Gerais, e morreu em Paris, França, aos 77 anos de idade. O artista iniciou seus estudos artísticos no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, indo depois para a Academia Imperial de Belas-Artes, também na mesma cidade. Teve como professores Agostinho José da Mota, Zeferino da Costa e Souza Lobo. Ao formar-se na Academia Imperial de Belas Artes, o jovem passou a expor suas obras no Brasil e na Europa.

A composição com motivo infantil intitulada Dois Meninos Jogando Bilboquê é obra do artista que além do retrato também se dedicou à pintura de gênero, ou seja, a retratar o cotidiano. Esta obra faz parte do acervo do MASP desde 1947.

O quadro mostra dois garotos entretidos com o jogo de bilboquê (brinquedo que consiste numa bola de madeira com um furo, amarrada por um cordel a um bastonete pontudo, no qual ela deve se encaixar ao ser impulsionada). Parecem se encontrar na lateral de uma casa, ao ar livre, como mostra o vaso de planta encostado à parede, à direita, e o arbusto e plantas floridas atrás do garoto, à esquerda. Ao fundo, logo depois das grades que se encontram fixas a três pilares, divisa-se o jardim com grandes árvores.

Pelas vestimentas é possível deduzir que os dois meninos pertencem a classes sociais diferentes. O que se encontra com o objeto do jogo apresenta-se bem vestido, com um casaco sobre a camisa e a calça curta, além de usar meias e sapatos. O outro, um pouco maior, usa uma calça que parece ter sido cortada no joelho e encontra-se descalço.

Os garotos mostram-se compenetrados no jogo. O maior, até mesmo cruzou as mãos atrás, como se estivesse magnetizado pela brincadeira. O outro, com certeza o dono do brinquedo, mostra ao amigo a sua habilidade no encaixe da bola de madeira.

Ficha técnica
Ano: sem data
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 40 x 30 cm
Localização: Museu de Arte, São Paulo, Brasil

Fontes de pesquisa
Enciclopédia dos Museus/ Mirador

CURAR É TRANSFORMAR-SE
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Autoria do Prof. Hermógenes

O Professor Hermógenes, um dos precursores da ioga no Brasil, escreveu mais de 30 livros sobre a saúde física e mental.  Neste texto, retirado de seu livro “Yoga para Nervosos”*, ele nos ensina onde realmente se encontra a cura.

Houve épocas em que a ciência defendia um ponto de vista chamado dualista, considerando o ser humano dividido em corpo e alma. Na Idade Média dizia-se até ser a alma coisa de Deus, e o corpo, do diabo. Por muitos séculos admitiu-se um hiato irreconciliável entre estes dois opostos. Hoje, a ciência evoluiu o suficiente para voltar a afirmar que não existem alma (mente) e corpo ou espírito e matéria como duas realidades essencialmente diversas. São as faces da mesma moeda.

Nada se passa na mente que o corpo não manifeste. Nada se passa no corpo sem que a mente não reflita. Isto porque não há corpo e uma alma, mas uma unidade. Quinhentos anos antes de Cristo, Sócrates doutrinava: “Todo o bem e mal, quer no corpo ou na natureza humana, origina-se na alma e daí extravasa… Portanto, para curar o corpo, deve-se começar curando a alma”.  Milhares de anos antes, isto é, muito mais remotamente, o grande poema épico da Índia – Mahabharata – considerava que “existem duas espécies de doenças – física e mental. Uma se origina da outra. As perturbações mentais originam-se das físicas e, de igual maneira, as perturbações físicas originam-se das mentais”.

Se uma corrente admite ser a mente desarmônica, prejudicando o corpo, uma outra, igualmente importante, dá explicação diametralmente oposta, isto é, procura demonstrar serem as perturbações orgânicas que geram os sofrimentos mentais. A primeira vê o nervoso como um doente do psiquismo, isto é, da mente ou da alma. A segunda considera-o um enfermo do corpo, principalmente, dos nervos e das glândulas. Nervos e glândulas em desarranjo provocariam todas as anomalias nos órgãos por eles regulados, com repercussão automática sobre a vida mental. Contudo, o Yoga, cujo fundamento é a escola do pensamento hindu, que afirma o não dualismo, sabendo que a mente e o corpo não deixam de ser a mesma Realidade Una, não se atém a um exclusivismo terapêutico, isto é, não trata exclusivamente da matéria ou do espírito. Socorre a pessoa como um todo, e o faz por várias frentes de ação terapêutica.

A convicção essencial que tenho é que só a transformação é que merece ser chamada de cura. Curar-se não é deixar de sentir sintomas, mas trocar repressão por compreensão; ignorância por sabedoria; ansiedade por contentamento; psicodelismo por alegria tranquila; alienação por autoconhecimento; desespero por coragem; regressão por evolução; erotismo por amor; fadiga por energia; ódio por benevolência; guerra por paz; medo por serenidade; tédio por alegria de viver; prazeres por felicidade; astenia por vibração; vício por liberdade; vazio por plenitude; mentira por verdade; desejos por vontade; agitação por quietude; desvarios por sobriedade; dependência por autossuficiência; brutalidade por refinamento; angústia por segurança; fragmentação por unidade; doença por higidez; ociosidade por ação fecunda; embotamento por criatividade; distância de Deus por eucaristia; apego por renúncia; hipocrisia por autenticidade; ressentimento por perdão; fragilidade por invencibilidade; passividade por cooperação; mendicidade por doação; cobiça por desapego; distância e conflito, carência e sofrimento por Yoga.

*Esse livro encontra-se em PDF no Google.

Nota: Odalisca com Vestido Listrado, obra de Matisse.

Segall – INTERIOR DE INDIGENTES
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Autoria de LuDiasBH

O pintor Lasar Segall (1891 – 1957) era o sexto dos oito filhos do casal Abel Segall e Ester Segall, tendo nascido em Vilna, na Lituânia, quando o país ainda se encontrava sob o jugo do império russo. No decorrer da Primeira Guerra Mundial, Vilna foi invadida pelos alemães, que ali permaneceram três anos e, após esse período, os russos retomaram a cidade. Segundo o próprio pintor, houve lutas entre lituanos, poloneses e russos pelo domínio de Vilna que ora ficava nas mãos de uns, ora nas de outros, até ser incorporada à Polônia definitivamente. E, por isso, ele sempre se sentiu como um apátrida. Sua família era judia e, como as demais, vivia à margem da sociedade, no gueto. E foi ali, instruído pelo pai, escriba do Torá (livro sagrado do judaísmo), com quem viveu até os 15 anos de idade.

A composição intitulada Interior de Indigentes é obra do artista que era muito sensível às questões sociais, dono de uma vocação humanitária e religiosa. Encontra-se no acervo do MASP desde 1950. O quadro em questão pertence ao seu período expressionista em que ele exterioriza os estados íntimos de sofrimento, usando uma dramática simplificação das linhas e das tonalidades principais da composição.

O casal encontra-se numa casa muito humilde com o chão assoalhado. Em primeiro plano está a mulher, encarando o observador, como se lhe mostrasse sua miséria, trazendo o filho nos braços. Em segundo plano encontra-se o homem sentado diante de uma pequena mesa, com o braço esquerdo descansando sobre ela, perdido em seus pensamentos.

A mulher é magra e seus olhos díspares repassam um grande sofrimento. Seus seios caídos são perceptíveis através do vestido de mangas compridas. Sua boca fechada traz a sensação de que não tem mais voz para alardear sua pobreza. Ela apenas mostra o filho raquítico, talvez morto, enquanto faz um gesto com a mão direita.

O homem traz o rosto sério, mergulhado na sua própria impotência, aniquilado diante da miséria. Seu olhar de desesperança está voltado para a direita. Sua postura é de conformismo, como se não houvesse mais nada a fazer, senão aceitar e aceitar.

A sensação repassada ao observador é a de que ele também faz parte deste drama, caso traga consigo um rasgo de sensibilidade.

Ficha técnica
Ano: 1920
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 83,5 x 68,5 cm
Localização: Museu de Arte, São Paulo, Brasil

Fontes de pesquisa
Enciclopédia dos Museus/ Mirador

TRANST. DO PÂNICO – COMO VENCER A CRISE
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Autoria do Prof. Hermógenes

O Professor Hermógenes, um dos precursores da ioga no Brasil, escritor de mais de 30 livros, ensina-nos, através de seu livro “Ioga para Nervosos”*, como vencer uma crise de ansiedade:

Quando se vir numa situação adversa, numa crise de qualquer espécie, nunca se meta a enfrentar as ondas do sofrimento com peito aberto e pé atrás. Relaxe. Negaceie. Deixe passar a onda e, se tiver habilidade suficiente, aproveite inclusive a força que o destruiria e faça como alguns banhistas – conserve-se na crista da onda, fazendo “jacaré”.

Em face de uma crise de neurose de angústia, sejam quais forem as manifestações, o que devemos fazer é:

  1. a) não lutar frontalmente contra os sintomas;
  2. b) não insistir no esforço ineficaz;
  3. c) não cair presa do medo decorrente da sensação de impotência.

Em resumo: não lutar! E não tenha medo!

Não lute. Não reaja. Não resista heroicamente contra a coisa (crise) ou contra qualquer assalto da desdita, quando sejam inevitáveis, incontroláveis e além de suas forças. Não resista. Faça como os raminhos tenros que se vergam com o peso da neve, deixando-a cair. Faça como os frágeis arbustos que o vendaval não consegue arrebentar.

Reação frustrada, resistência destruída só servem para evidenciar nossa própria derrota e é isto que dá medo. Este, por sua vez, destrói a eficácia dos nossos esforços, pois cria tensões desastrosas… E assim, a vitória será sempre da coisa (crise), da adversidade, da inferioridade, do vício, de tudo quanto nos quer vencer, reter, escravizar, destruir. A estratégia do ahimsa (não reação) consegue não somente evitar o ataque a desencadear-se, como também suspendê-lo, se já iniciado. Como agir:

Deite-se. Não lute contra a crise! Não resista! Não tema! Largue-se! Fique imóvel! Reduza a zero seus movimentos. Pare. Diminua assim a necessidade de respirar. Não se esforce por mais ar. Fique quieto! Sereno! Deixe a crise tomar conta! Acalme-se! Nada de medo! Seu pavor é que o prejudica! Quieto! Comece a comandar o relaxamento de todo o seu corpo! Entregue-se a Deus Onipresente que vai agir, desde que você se confie a Ele. De olhos fechados afrouxe todo o corpo. Com o corpo frouxo, sem tensões, vai se reduzindo a necessidade de respirar. Veja como a calma vai se restaurando! Uma sensação de segurança e serenidade está substituindo o medo. Veja como é divina a vitória sem luta, sem ansiedade, sem reação, sem violência

Sempre que nova crise quiser tomar conta de você, lembre-se disto: não lute; não tema; entregue-se a Deus; relaxe, deixe que a coisa, por si mesma, descubra que já não tem domínio sobre você. Se o que você sente é taquicardia, no próximo assalto da coisa, sem alarmas, deixe o coração livremente dançar sua rumba. Sentado ou deitados, apenas relaxe. A coisa (crise), sem ser combatida, sem ser temida, acaba por sentir-se desmoralizada, deixando você em paz.

Muitos alunos meus têm obtido proveitosos resultados no controle de crises da “coisa” mediante se comportar como “testemunha silente”. Saem, mentalmente, da condição de pacientes e de envolvidos e se conduzem como se a taquicardia, ou ataque de asma, ou quaisquer sintomas, que antes os alarmavam, estivessem se processando em algo que não eles mesmos. Tomam consciência apenas do que se passa no corpo, sem se deixar cair presas do medo. As coisas desagradáveis que antes conseguiam deixá-los apavorados, eles agora conseguem “desmoralizar” ao se colocarem à distância, como se não fosse com eles. O interessante é que esta atitude tem efeito tranquilizante imediato, afrouxa a tensão e consequentemente, o mal-estar.

Leiam também o texto: TRANSTORNO DO PÂNICO – “A COISA”

*O livro “Yoga para Nervosos” encontra-se em PDF no Google.

Nota: Odalisca em Calças Vermelhas, obra de Matisse.