Weyden – RETRATO DE UMA DAMA

Autoria de LuDiasBH

reduda
A composição, denominada Retrato de uma Dama, também conhecida como Retrato de uma Mulher, é uma obra do pintor nórdico Rogier van der Weyden.

A jovem retratada, com suas características suaves e arredondas, apresenta-se diante de um fundo liso e escuro, o que lhe dá ainda mais projeção. Ela não olha para o observador, mas mostra-se recolhida em seu próprio mundo, com os olhos voltados para baixo, denotando um caráter fechado.

A mulher tem as mãos juntas, em forma de pirâmide, que se assemelha à pirâmide maior, composta por toda a sua figura. Na mão esquerda, apoiada sobre a direita, ela apresenta dois anéis e as alianças de casada. Um enorme toucado, que lhe cobre as orelhas, desce-lhe pelos ombros e costas. As roupas são bem elaboradas.

Esta pintura é semelhante a outro retrato do pintor, com uma mulher um pouco mais velha, levando o quadro o mesmo título e ano, porém, sendo mais elaborado do que este, feito na oficina do pintor. De maneira geral, os retratos de mulheres do Weyden são bem parecidos, tanto em conceito quanto em estrutura. Os traços fisionômicos das mulheres retratadas são sempre muito semelhantes.

Ficha técnica
Ano: 1460
Técnica: óleo sobre madeira
Dimensões: 36,2 x 27 cm
Localização: Galeria Nacional, Londres, Grã-Bretanha

Fonte de pesquisa
Enciclopédia dos Museus/ Mirador

Chagall – O PARTO

Autoria de LuDiasBH

opar

A composição O Parto  é uma obra do pintor russo Marc Chagall. Trata-se da segunda versão da uma obra do artista, realizada em 1910. Chagall usa, nesta sua segunda pintura, de muito mais leveza e alegria do que mostrou na primeira.

Uma cama encontra-se numa ampla sala, onde uma jovem mãe, seminua, acaba de parir o seu bebê. O lençol ainda se encontra cheio de sangue da parição e a tina com água jaz debaixo da cama, ao lado de um pequeno animal. Contudo, o ambiente em volta da mãe é de grande contentamento:

  • duas mulheres postadas atrás da cabeceira da cama, estando uma delas aparentemente grávida, conversam alegremente;
  • à esquerda da cama, uma mulher segura o rosado bebê; um homem ali também se encontra, possivelmente seja ele o pai;
  • uma jovem com um cesto aproxima-se da cama;
  • dois indivíduos adormeceram sobre a lareira;
  • pessoas são vistas acompanhando a cena através das janela;
  • um homem com barbas brancas, possivelmente o avô, aparece no limiar da porta;
  • no lado direito do quadro, num segundo ambiente, as pessoas, à mesa ou de pé, aguardam o momento da comemoração.

Ficha técnica
Ano: 1912
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 112,5 x 193,5 cm
Localização: Instituto de Arte de Chicago, Chicago, USA

Fontes de pesquisa
Marc Chagall/ Taschen

Tintoretto – SÃO JORGE E O DRAGÃO

Autoria de LuDiasBH

sajeod

A composição São Jorge e o Dragão é uma obra do pintor italiano Jacopo Tintoretto (1518-1594), cujo nome de batismo era Jacopo Robusti. Embora não haja clareza em relação a seus mestres, presume-se que entre eles estejam Ticiano, Andrea Schiavone e Paris Bardone. Além de ser considerado o mais importante pintor do estilo maneirista, Tintoretto também apresenta-se entre os melhores retratistas de sua época.

O pintor representa a cena com São Jorge enfrentando o dragão, para salvar a princesa, em meio a uma luxuriante paisagem, cuja beleza sobrepõe-se aos personagens. Uma sucessão de linhas curvas compõem a pintura: o corpo da princesa subindo uma colina; o corpo do morto; o cavaleiro e o dragão formando um arco; os círculos no céu; a encosta, etc.

São Jorge, à beira-mar, é visto em seu cavalo branco, transpassando sua lança na boca do dragão. À esquerda do santo está o corpo de um homem morto pela fera, em pose que lembra a de Cristo crucificado, e que essa se encontrava prestes a devorar. A princesa, visivelmente aterrorizada, tenta fugir em direção ao observador. Deus Pai, envolto por círculos de luz, aparece entre nuvens, abençoando São Jorge em sua batalha travada contra o mal.

A narrativa visual da composição tem início na princesa. As cores, azul e rosa, de sua vestimenta estão presentes na roupa do morto, nas vestes de São Jorge e nas nuvens. A princesa também forma, com o tronco da árvore inclinada, um V, dando equilíbrio à parte esquerda da pintura. A linha costeira, por sua vez, leva o olho do observador para o alto, rumo a Deus Pai.

Ficha técnica
Ano: c. 1550
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 157 x 99 cm
Localização: Galeria Nacional, Londres, Grã-Bretanha

Fonte de pesquisa
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann
https://www.nationalgallery.org.uk/paintings/jacopo-tintoretto-saint-george-and-the-dragon

COMO EVITAR AS CÃIBRAS

Autoria do Dr. Telmo Diniz

avc12

Você já sentiu ou conhece alguém que já teve cãibras? Pois, se já teve ou conhece quem teve, sabe o desconforto que a danada provoca. No artigo de hoje vamos saber um pouco mais sobre a famigerada e como combatê-la. Em inglês, cãibra é “cramp”, palavra de origem anglo-saxã, derivada do termo “cram” que significa aperto desconfortável, pressão ou beliscão. Para os médicos, as cãibras são contrações de um músculo, ou de um grupo de músculos, que se manifestam de forma involuntária e intensa, muito dolorosa e por um curto espaço de tempo.

As cãibras mais comuns são as noturnas, as decorrentes de exercícios físicos e as da gravidez. Não se sabe exatamente como ocorrem, mas já existem algumas teorias para seu aparecimento:

  • A primeira é a teoria metabólica, que é quando o organismo produz uma quantidade maior de ácido lático, durante os exercícios, o que provocaria a irritação das fibras musculares, com consequente contração do mesmo.
  • A segunda é a teoria da desidratação, onde o desequilíbrio entre os eletrólitos, como cálcio, sódio e potássio, provocaria o mesmo sintoma.
  • E, por fim, a teoria ambiental, na qual o fator desencadeador da súbita contração muscular estaria ligado às alterações bruscas da temperatura ambiente o que também provocaria as cãibras.

Vários são os fatores de risco para que as cãibras ocorram: idade avançada, inatividade, flexibilidade limitada de grupos musculares, presença de doenças vasculares, neurológicas, endócrinas (diabetes), renais e câncer. Já as cãibras induzidas por exercícios físicos, que predominam em cerca de 40% dos atletas, que participam de provas de longa duração, fundamentam-se na fadiga muscular, dada a sujeição do músculo a intensa atividade, sendo também associadas à perda de sódio, potássio e magnésio, desidratação e calor. Ou seja, são todos os fatores desencadeadores em conjunto.

Embora seja dolorosa, na maioria das vezes, dispensa tratamentos. Quando a cãibra se manifesta, é preciso provocar o relaxamento imediato do músculo atingido. A pessoa deve fazer uma massagem vigorosa no local, para favorecer a circulação e aliviar a dor. Caso as cãibras persistam, o médico deverá ser consultado para uma melhor avaliação da real causa e tratamento específico.

Dicas
O melhor mesmo é prevenir o aparecimento das cãibras. Algumas dicas são importantes:

  • Faça aquecimento e alongamento antes de qualquer exercício físico.
  • Evite também permanecer sentado por muito tempo na mesma posição.
  • Durante a prática de esportes, a causa mais comum de cãibras é a desidratação. Beba muito líquido antes, durante e após qualquer atividade física. Toda bebida que hidrata é bem-vinda. Algumas recomendações são a água de coco, o suco de laranja, as vitaminas de banana e abacate, o suco de pêssego e, principalmente, o suco de tomate. Este último, o mais rico em sódio. Da mesma forma, por ser rico em eletrólitos, são bem-vindas as bebidas isotônicas. Sempre indico um suco de couve com laranja, cenoura, hortelã, gengibre, maçã e uma castanha-do-pará. É ótimo para evitar não só as cãibras, mas uma porção de problemas de saúde, se consumido diariamente.

Nota: Imagem copiada de pt.wikihow.com

Ticiano – NOLI ME TANGERE

Autoria de LuDiasBH

nometa

A composição Noli me Tangere (Não me toque) é uma obra do artista italiano Ticiano, que também já foi atribuída a Giorgione, chegando os estudiosos de arte à conclusão de que se trata realmente de um trabalho do primeiro.

Na pintura, Cristo e Maria Madalena encontram-se em campo aberto, sob a luz da manhã, estando o Mestre a consolar sua fiel seguidora, após sua ressurreição. Inicialmente, a discípula pensa que ele seja um jardineiro, pois traz na mão esquerda uma enxada, enquanto segura, com a direita, sua túnica branca. Ao reconhecer Jesus, que a chama pelo nome, Maria Madalena lança-se no chão, emocionada, e tenta tocar suas vestes, enquanto ele retrocede, como mostra seu torso curvado, puxando delicadamente seu lençol. Pede-lhe para não ser tocado (João 20: 14-18): “Noli me tangere!” (Não me toque!).

A curva do corpo de Maria Madalena, prostrado no chão, tem a mesma forma da curva da encosta atrás dela. Já atrás de Jesus descortina-se uma paisagem azulada, que se perde no infinito, como se separasse o mundo terreno do divino. Contudo, a curva do corpo do Mestre mostra-se como um segmento da curva da encosta com suas casas, reforçando a ligação entre esses dois mundos.

Uma imensa árvore, centralizada na composição, dá continuidade ao torso elevado de Maria Madalena. Além de equilibrar os dois lados da tela, também simboliza uma nova vida. Tudo na composição enaltece tal mensagem. Embora a discípula segure na mão esquerda um frasco com unguento, seu atributo, nenhuma simbologia remete ao Mestre. Apenas a nudez de seu corpo, semicoberto pelo lençol branco com que fora sepultado, leva ao seu reconhecimento. Ao drapeado do lençol do Mestre une-se o fluxo do manto vermelho de Maria Madalena.

Descobertas feitas através de raios-X mostram que o Mestre, originalmente, usava um chapéu de jardineiro. O artista também alterou significativamente a paisagem, enquanto compunha sua sofisticada obra.

Ficha técnica
Ano: c. 1511/12
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 109 x 91 cm
Localização: Galeria Nacional, Londres, Grã-Bretanha

Fontes de pesquisa
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
http://www.artchive.com/artchive/T/titian/noli_me_tangere.jpg.html
https://www.nationalgallery.org.uk/paintings/titian-noli-me-tangere

 

Chagall – A CRUCIFIXÃO BRANCA

Autoria de LuDiasBH

acrubra

Quando um pintor é judeu e pinta a vida, como poderia ele se defender contra elementos judaicos na sua obra? Mas, se ele é um bom pintor, o quadro possuirá muito mais. Com efeito, o elemento judaico permanece aí, mas a sua obra pretende alcançar prestígio universal. (Chagall)

A composição A Crucifixão Branca  é uma obra do pintor russo Marc Chagall, em que Jesus Cristo, tido pelos judeus como um profeta do Deus da cristandade, é morto e crucificado como homem. Aqui, nesta sua única obra, o pintor deixa para trás a leveza e a doce ironia de suas obras, para buscar na religião uma resposta para o medo existencial.

A imensa cruz com Cristo crucificado, coberto com um pano judaíco da cintura para baixo, indo até próximo  aos joelhos, e trazendo um um pano na cabeça, em vez da coroa de espinhos, ocupa o cento da composição. Junto à cruz está a escada usada para retirar Cristo da cruz.

Inúmeras cenas de selvageria acontecem em volta de Jesus Cristo crucificado:

  • em primeiro plano, pessoas correm para fora do quadro, na tentativa de deixarem para trás o caos, inclusive uma mulher com seu bebê;
  • um menorá (candelabro sagrado de sete braços), com suas velas acesas, parece iluminar o caminho dos que fogem;
  • Asevero, o Judeu Errante, usando uma vestimenta verde e um saco às costas, passa por cima do rolo da Torá, que se encontra em chamas;
  • no céu tormentoso e amedrontador pairam quatro figuras, que são as testemunhas do Antigo Testamento, em lamentação;
  • bandos de revolucionários, com suas bandeiras, atravessam uma aldeia, onde duas casas estão queimando e uma terceira encontra-se de cabeça para baixo. Eles estão roubando e destruindo o que encontram pela frente;
  • dentro de um barco à deriva, os fugitivos, compostos por homens, mulheres e crianças, pedem socorro;
  • à direita, um homem, com um uniforme nazista, ateia fogo numa sinagoga;
  • vários objetos, incluindo livros sagrados espalham-se em derredor.

Um enorme raio de luz branca, vindo da margem superior da tela, ilumina Cristo crucificado, como a dizer que ainda há esperança, apesar de todas as atrocidades. Chagall, em sua obra, repassa a mensagem de que a fé é capaz de remover todo o sofrimento, por mais terrível que ele possa parecer, ou seja, há sempre esperança.

Ficha técnica
Ano: 1938
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 155 x 140 cm
Localização: Instituto de Arte de Chicago, Chicago, EUA

Fonte de pesquisa
Marc Chagall/ Taschen