Teste – A ARTE GREGA II
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Autoria de LuDiasBH

A intensa vida cultural, cívica e política da Grécia antiga fez dela um canteiro propício para a arte. O homem era valorizado, visto como indivíduo e essa concepção humanística refletiu em todos os campos da arte grega. Um exemplo disso é o homem retratado pelas esculturas. As estátuas mostram-no em toda a sua beleza, no auge da juventude. As artes visuais foram influenciadas pela cultura atlética, ligada aos jogos olímpicos. O corpo dos atletas era visto como a imagem da beleza e da perfeição divina. É por isso que a grande maioria das esculturas eram masculinas uma vez que as mulheres não participavam dos jogos olímpicos. Quando houve a fusão do bronze, os escultores tiveram a oportunidade de fazer obras ainda mais detalhadas em razão da maleabilidade do novo material, passando a representar o movimento e o impulso vital da figura humana.

  1. Os gregos cultuavam___________, o pai dos deuses, portanto o mais importante e poderoso do panteão, conhecido na mitologia romana como Júpiter.

      1. Baco;
      2. Marte;
      3. Apolo;
      4. Zeus.

  2. Foi tido como o mais importante dos escultores gregos da Antiguidade:

      1. Miron;
      2. Policleto;
      3. Fídias;
      4. Donatello.

  3. Todas as alternativas abaixo, relativas à arte grega, estão corretas, exceto:

      1. Os governantes das cidades-estados eram aristocratas cultos, ligados à arte.
      2. O valor do homem como indivíduo era colocado em destaque na arte.
      3. A escultura na Grécia antiga estava ligada à cultura atlética.
      4. As esculturas femininas predominavam em razão do ideal esportivo.

  4. Todas as alternativas abaixo relativas à escolha da figura humana na arte grega estão corretas, exceto:

      1. Simbolizava muitas qualidades divinas ou sobre-humanas.
      2. A nudez masculina simbolizava o homem ideal e Apolo (deus da beleza).
      3. A mais famosa imagem feminina na arte grega é Vênus (deusa da beleza).
      4. O teatro não era uma instituição cultural importante na Grécia antiga.

  5. A Acrópole (cidadela construída em local elevado, com finalidades defensivas ou para a instalação de edifícios sagrados ou civis) era o símbolo visual das cidades gregas. A mais importante delas está situada na cidade de:

      1. Atenas;
      2. Cairo;
      3. Alexandria;
      4. Florença.

  6. A pintura grega figurava em paredes, estatuárias e cerâmicas que eram adornadas com imagens que representavam:

      1. atividades pastoris e deuses egípcios;
      2. atividades diárias e cenas mitológicas;
      3. figuras de jogos e guerras;
      4. cenas de guerra e deuses romanos.

  7. Ao contrário da escultura egípcia que era estática, o estatuário grego apresentava:

      1. perfeição de formas e movimentos;
      2. desequilíbrio entre virtudes físicas e morais;
      3. movimento e imperfeição;
      4. cores fortes e contrastantes.

  8. O teatro teve origem no culto a Dionísio, o deus mitológico do vinho, sendo dividido em tragédia e comédia.

  9. Assinale a resposta incorreta:

      1. A tragédia retratava a religião ou a saga dos heróis.
      2. A comédia criticava a política e as intrigas amorosas e familiares.
      3. Fídias, Ésquilo, Sófocles foram os mais conhecidos autores da tragédia.
      4. Aristófanes foi o maior representante da comédia.

  10. Eram instrumentos tradicionais da época:

      1. violão e cítara;
      2. cítara e piano;
      3. lira e violoncelo;
      4. lira e cítara.

  11. O classicismo (arte das antigas Grécia e Roma) influenciou os artistas do:

      1. Modernismo;
      2. Rococó;
      3. Renascimento;
      4. Barroco.

Gabarito
1d/ 2c/ 3d/ 4d/ 5a/ 6b/ 7a/ 8c/ 9d/ 10c

Valdés Leal – AS TENTAÇÕES DE SÃO JERÔNIMO
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Autoria de LuDiasBH

O pintor e gravador barroco espanhol Juan de Valdés Leal (1622 – 1690) era filho de um ourives português e de uma sevilhana. Não existem informações sobre sua formação. Presume-se que tenha sido aluno de Antonio del Castillo Saavedra em Córdoba. Possuía uma oficina em sua casa, ali realizando seus primeiros trabalhos. Com o surgimento da epidemia de cólera em 1649, o artista mudou-se com sua família para Sevilha onde angariou uma boa clientela, ainda assim, sua precária economia acompanhou-o pelo resto da vida. Juan de Valdés  Leal possuía um estilo barroco tendendo para o tenebroso. Em seu estilo dramático ele valorizava mais a expressão do que a beleza. Sua arte possuía um desenho forte, uma cor brilhante, uma sensação de movimento e uma iluminação dramática. O artista é tido, ao lado de Murillo, como um dos mais renomados representantes da pintura barroca na Espanha.

A composição religiosa intitulada As Tentações de São Jerônimo é uma obra do artista. Fazia parte de uma grande encomenda (cerca de 18 telas) feita pelo mosteiro hieronimita de Buenavista e na qual estavam incluídos episódios da vida do santo, assim como retratos de corpo inteiro dos irmãos da ordem. A série tinha por objetivo decorar a sacristia do convento de São Jerônimo de Buenavista em Sevilha. A pintura segue a composição feita por Zurbarán para Guadalupe, contudo Valdés Leal dá um refinamento em sua obra que não se encontra presente no modelo que seguiu.

O pintor retrata uma das mais frequentes tentações que o santo sofreu durante sua permanência no deserto: a aparição de belas mulheres que dançavam com sensualidade à sua volta — conforme afirmou em uma de suas cartas. Para fugir da tentação, São Jerônimo volta-se para a imagem de Jesus Cristo na cruz e ergue os braços pedindo o afastamento daquele desejo. Ele é retratado quase se nu, ajoelhado, rejeitando as mulheres lascivas — dançando e tocando instrumentos atrás dele — com o gesto de suas mãos.

O santo está ajoelhado diante de uma rocha onde se vê um grande crucifixo, um livro aberto (Sagradas Escrituras), uma pedra e uma caveira que são seus atributos. No plano inferior encontram-se outros três livros — um deles aberto — próximos à assinatura do artista. Seu rosto denotando rejeição contrasta com a postura lasciva das mulheres que usam vestidos luxuosos. É interessante observar a descrição do ambiente da caverna onde o santo vive, assim como a paisagem do deserto ao fundo.

Ficha técnica
Ano: 1657
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 222 x 247 cm
Localização: Museu de Belas Artes, Sevilha, Espanha

Fontes de pesquisa
Pintura na Espanha/ Cosac e Naify Edições
https://www.artehistoria.com/en/artwork/tentaciones-de-san-jerónimo

Valdés Leal – LIBERTAÇÃO DE SÃO PEDRO
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Autoria de LuDiasBH

Esta é uma das pinturas mais ardentes e dinâmicas de Valdés Leal, destacando-se, acima de tudo, a figura do anjo, que é uma das melhores realizações da sua produção. (Enrique Valdivieso)

O pintor e gravador barroco espanhol Juan de Valdés Leal (1622 – 1690) era filho de um ourives português e de uma sevilhana. Não existem informações sobre sua formação. Presume-se que tenha sido aluno de Antonio del Castillo Saavedra em Córdoba. Possuía uma oficina em sua casa, ali realizando seus primeiros trabalhos. Com o surgimento da epidemia de cólera em 1649, o artista mudou-se com sua família para Sevilha, onde angariou uma boa clientela, mas ainda assim sua precária economia acompanhou-o pelo resto da vida. Juan de Valdés Leal possuía um estilo barroco tendendo para o tenebroso. Em seu estilo dramático, ele valorizava mais a expressão do que a beleza. Sua arte possuía um desenho forte, uma cor brilhante, uma sensação de movimento e uma iluminação dramática. O artista é tido, ao lado de Murillo, como um dos mais renomados representantes da pintura barroca na Espanha.

A composição religiosa intitulada Libertação de São Pedro é uma obra do artista em que predomina a teatralidade vista em outras pinturas suas da década de 1650. A cena mostra o apóstolo Pedro preso em sua cela, acompanhado de um guarda — sentado a sua frente — e um segundo de pé — atrás dele —, quando recebe a visita de um anjo. O santo faz um gesto piedoso de súplica em direção ao ser divinal. Sua face iluminada pela claridade angelical traz uma mistura de temor e tremor, corroborada com a mão alongada na mesma direção indicada pela mão direita do anjo.

A entrada do ser resplandecente na cela da prisão, com suas grandes asas totalmente abertas e túnica tremulante, caminhando com passos largos, cria um grande impacto na composição. A luminosidade do anjo que ilumina São Pedro contrasta com a escuridão do lugar, sendo os guardas da prisão engolidos pela sombra.

Ficha técnica
Ano: 1656
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 188 x 221 cm
Localização: Catedral, Sevilha, Espanha

Fontes de pesquisa
Pintura na Espanha/ Cosac e Naify Edições
http://www.loyolaandnews.es/la-liberacion-de-san-pedro/

Teste – LÍNGUA PORTUGUESA (ENEM)
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Autoria de LuDiasBH

A língua é a criação, mas também o fundamento da linguagem — que não poderia funcionar sem ela —; é, simultaneamente, o instrumento e o resultado da atividade de comunicação. Por outro lado, a linguagem não pode existir, manifestar-se, desenvolver-se a não ser pelo aprendizado e pela utilização de uma língua qualquer. (Tatiana Slama-Casacu)

  1. Trata-se da faculdade que as pessoas possuem de se comunicarem umas com as outras, exprimindo seus conceitos, ideias e sentimentos, sendo que qualquer conjunto de signos ou sinais é considerado um meio de comunicação.

    1. Linguagem
    2. Língua
    3. Linguística
    4. Fonema

  2. Trata-se de um código verbal específico, ou seja, de um conjunto dos elementos que constituem a linguagem falada ou escrita peculiar a uma coletividade.

    1. Discurso
    2. Sintaxe
    3. Linguagem
    4. Língua

  3. Diz respeito à língua no ato da comunicação que pode ser oral ou escrita, levando em conta a execução individual de cada pessoa, devendo a exposição ser ordenada para que se entenda o sentido do assunto exposto.

    1. Língua
    2. Linguagem
    3. Discurso
    4. Gramática

  4. No que diz respeito à linguagem, trata-se da maneira particular e pessoal de um indivíduo se expressar, ou seja, do modo pelo qual ele usa os recursos da língua para expressar, verbalmente ou por escrito, pensamentos e sentimentos.

    1. Discurso
    2. Gramática
    3. Linguagem
    4. Estilo

  5. Trata-se do ramo da linguística que estuda a língua como fenômeno social e cultural.

    1. Sociolinguística
    2. Linguística
    3. Estatística
    4. Analítica

  6. Modo de falar restrito e próprio de uma comunidade linguística menor, pertencente a outra maior, inserida numa mesma língua, como as variações da língua portuguesa faladas no Brasil.

    1. Estilo
    2. Discurso
    3. Dialeto
    4. Linguística

  7. A língua portuguesa originou-se do ————-, hoje língua morta, que por sua vez entronca-se na grande família das línguas indo-europeias.

    1. latim
    2. espanhol
    3. francês
    4. inglês

  8. As chamadas línguas românicas, também conhecidas como línguas neolatinas ou línguas latinas são idiomas que integram o vasto conjunto das línguas indo-europeias que se originaram da evolução do latim, principalmente do latim vulgar, falado pelas classes mais populares. São elas:

    1. espanhol, francês, português, romeno e inglês;
    2. francês, espanhol, holandês, português e romeno;
    3. romeno, espanhol, português, italiano e francês;
    4. português, espanhol, italiano, francês e norueguês.

  9. A língua portuguesa é a segunda língua neolatina mais falada em todo o mundo, enquanto o espanhol ocupa o primeiro lugar. O português é a língua oficial dos seguintes países:

    1. Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Nigéria;
    2. Brasil, Portugal, Argentina, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste;
    3. Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, México, São Tomé e Príncipe, Timor Leste;
    4. Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste.

  10. A ———– tem como principal função regular a linguagem e estabelecer padrões de escrita e fala para os falantes de uma língua. Graças a ela, a língua pode ser analisada e preservada, apresentando unidades e estruturas que permitem seu bom uso.

    1. gramática
    2. linguística
    3. síntese
    4. ortografia


Gabarito

1a / 2d/ 3c/ 4d/ 5a/ 6c/ 7a/ 8c/ 9d/ 10d

Valdés Leal – SÃO JOÃO EVANGELISTA E AS…
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Autoria de LuDiasBH

Esta é uma das pinturas mais ardentes e dinâmicas de Valdés Leal, destacando-se, acima de tudo, a figura do anjo que é uma das melhores realizações da sua produção. (Enrique Valdivieso)

O pintor e gravador barroco espanhol Juan de Valdés Leal (1622 – 1690) era filho de um ourives português e de uma sevilhana. Não existem informações sobre sua formação. Presume-se que tenha sido aluno de Antonio del Castillo Saavedra em Córdoba. Possuía uma oficina em sua casa, ali realizando seus primeiros trabalhos. Com o surgimento da epidemia de cólera em 1649, o artista mudou-se com sua família para Sevilha. Juan de Valdés Leal possuía um estilo barroco tendendo para o tenebroso em que  valorizava mais a expressão do que a beleza. Sua arte possuía um desenho forte, uma cor brilhante, uma sensação de movimento e uma iluminação dramática.

A composição barroca intitulada São João Evangelista e as Marias a Caminho do Calvário — também conhecida como A Virgem com São João Evangelista e as Três Marias a Caminho do Calvário — é uma obra do artista espanhol.  A pintura é inspirada num texto do Evangelho e retrata uma passagem da história da Paixão de Cristo. Este é um de seus trabalhos mais emocionantes.

A cena acontece à margem da subida de Cristo ao monte Calvário. Ao tomarem conhecimento do destino do Salvador, as santas mulheres — dentre elas se encontra Maria, a mãe de Jesus — correm para o local da crucificação. Elas estão sendo guiadas por São João Evangelista que, à frente do grupo, aponta a direção, enquanto segura a mão da Virgem Maria. Enquanto o santo demonstra uma atitude mais enérgica, as mulheres mostram-se mais contidas, como se aceitassem o que está por vir. O pintor reflete, com grande intensidade, o sentimento de tristeza coletiva.

Em sua obra Valdés Leal representa com muita sensibilidade o medo, a ansiedade e o pesar de que é tomado o grupo, já prevendo o desenrolar dos cruéis acontecimentos. Ao envolver as figuras com luzes tempestuosas, ele reforça o presságio, dotando a cena de  mais emoção. É também brilhante a maneira pela qual o artista consegue passar para o observador a sensação de movimento, principalmente através do gesto largo do santo, aumentando ainda mais a dramaticidade da cena.

Ficha técnica
Ano: 1657/68
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 144 x 204 cm
Localização: Museu de Belas Arts, Sevilha, Espanha

Fontes de pesquisa
Pintura na Espanha/ Cosac e Naify Edições
https://www.artehistoria.com/es/obra/virgen-con-san-juan-evangelista-y-las-tres-marías

Mestres da Pintura – JUAN VALDÉS LEAL
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Autoria de LuDiasBH

O pintor e gravador barroco espanhol Juan de Valdés Leal (1622 – 1690) era filho do ourives português Fernando de Nisa e da sevilhana Antonia de Valdés Leal. Não existem informações sobre sua formação artística. Presume-se que tenha sido aluno de Antonio del Castillo Saavedra em Córdoba, onde se casou com Isabel Martínez de Morales, supostamente uma pintora de óleo, pertencente a uma ilustre família do lugar. Possuía uma oficina em sua casa, ali realizando seus primeiros trabalhos. Com o surgimento da epidemia de cólera em 1649, o artista deixou Córdoba, mudando-se com sua família para Sevilha onde angariou uma boa clientela, ainda assim, sua precária economia acompanhou-o pelo resto da vida.

Em 1654 ele foi encontrado novamente em Córdoba, onde em 26 de dezembro nomeou sua primeira filha Luisa Rafaela, a quem educou em pintura e gravura. Sua segunda filha, Eugenia María, nasceu em Sevilha. Pelo recenseamento de 1665 é também conhecido o nome de um oficial, Manuel de Toledo, de dezoito anos, residente com o artista. Seu filho Lucas nasceu em 1661, ano em que foi novamente nomeado examinador da guilda dos pintores e ao mesmo tempo ocupou o cargo de administrador da Irmandade de São Lucas. Juan de Valdés Leal foi eleito presidente da Academia por quatro anos.

O seu primeiro trabalho documentado em Sevilha foi em 1652. Refere-se a um grupo de pinturas feitas para o convento de Santa Clara em Carmona, entre as quais se destaca o “Retiro dos Sarracenos”. Também esteve em Madri, mas optou por ficar permanentemente em Sevilha. Fez uma série de seis obras para o mosteiro de San Jerônimo sobre a vida do santo, entre as quais estão “As tentações de São Jerônimo” e “A Flagelação de São Jerônimo” em que deixa patente a plenitude de seu estilo pessoal.

O artista possuía um estilo barroco tendendo para o tenebroso. Em seu estilo dramático, ele valorizava mais a expressão do que a beleza. Sua arte possuía um desenho forte, uma cor brilhante, uma sensação de movimento e uma iluminação dramática. Outra faceta importante do artista é a de gravador. É tido, ao lado de Murillo, como um dos mais renomados representantes da pintura barroca na Espanha.

Fontes de pesquisa
Pintura na Espanha/ Cosac e Naify Edições
https://www.arteespana.com/juandevaldesleal.htm