Konrad Witz – A ANUNCIAÇÃO
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Autoria de LuDiasBH

O pintor Konrad Witz (1400 – 1445) nasceu como alemão, mas morreu como cidadão suíço, embora os dois países ainda o disputem como filho. Tanto pode ser encontrado como um “mestre da pintura alemã” ou como o “principal nome da escola suíça”. Seu nome aparece pela primeira vez em 1434, ao ser aceito pela guilda de pintores de Basileia, tendo se tornado cidadão daquela cidade no ano seguinte. Foi contemporâneo de Masaccio e Jan van Eyck. Suas figuras esculpidas e o seu interesse pela perspectiva e pelo realismo da paisagem de fundo tornam-no, ao lado dos contemporâneos citados, um dos nomes importantes da nova arte.

A composição religiosa intitulada A Anunciação é uma obra do artista que, mesmo vivendo na difícil época medieval, foi capaz de enfrentar os preconceitos de então. Trata-se de um painel de Nuremberg que faz parte de um retábulo dedicado à Virgem Maria, mas do qual não se encontra nenhum documento. O anjo apresenta-se à Virgem para anunciar-lhe que fora escolhida como a mãe do Salvador.

A cena acontece num quarto humilde de uma casa modesta, sem mobília e que traz a janela aberta. A Virgem encontra-se em oração num cômodo rústico e vazio . Traz nas mãos um grande livro de capa vermelha e volta seu olhar para baixo, com a entrada do anjo, como se tivesse pressentido sua chegada. A parede ao fundo mostra painéis e caixilhos de madeira. Vemos também traves, vigas, encaixes, junturas e pregos. Não há qualquer traço do subjetivismo fantástico.

A simplicidade da anunciação de Konraz Witz distancia-a das italianas – quase sempre majestosas – e das elegantes anunciações flamengas. Mesmo vivendo numa época em que os seres divinos (anjos, arcanjos, santos e santas) deveriam ser mostrados luxuosamente vestidos em ouro e no esplendor da glória, o artista ousou representar a Virgem como uma plebeia, uma pessoa comum.

Ficha técnica
Ano: c.1440
Técnica: tempera sobre madeira
Dimensões: 157 x 120 cm
Localização: Germanisches Nationalmuseum, Nuremberga

Fontes de pesquisa
Gênios da pintura/ Abril Cultural
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann

VOCÊ SABE O QUE É “BLACK FRIDAY”?
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Autoria de LuDiasBH

blafry

Black Friday Brasil: tudo pela metade do dobro! (mensagem de uma consumidora revoltada, ao constatar que fora enganada em suas compras).

É engraçado como o comércio brasileiro vem imitando o dos Estados Unidos, mas, é bom que se diga, somente naquilo que lhe interessa, ou que acha mais glamouroso, sem levar em conta a queda real dos preços. Hoje, por exemplo, não temos mais “liquidação”, mas “sale”. Coisa de complexo de “terceiro mundo”. Foi também criado o “dia das bruxas” (festa estadunidense) com a venda massiva de burundangas, quando as nossas raízes estão amarradas ao Saci-Pererê, ao Curupira, ao Boitatá, à Iara, ao Lobisomem e muitos outros mitos de nosso folclore. E seguindo esta corrente, o “Black Friday” entrou no esquema do país, com muita gente sem entender bulhufas do que se trata.

Uma das associações que se faz à denominação desse tão propagado dia de “liquidação” nos Estados Unidos é a de que apareceu em 2005, na Filadélfia, quando a polícia apelidava de “Black Friday” (sexta-feira negra) o dia seguinte, logo após o feriado de Ação de Graças, por ser extremamente agitado, com as pessoas nas ruas ocasionando muitos congestionamentos em razão de ser a abertura do período de compras natalinas. É o dia em que as lojas abrem bem cedo nesse país, já com filas quilométricas nas calçadas, oferecendo seus produtos por preços mínimos de verdade e não “um faz de conta” como acontece por aqui.  Os preços são tão bons que muitos trabalhadores ganham o dia de folga para participarem das compras. E não se trata de uma maquiagem como acontece no nosso país, num faz de conta vergonhoso que tem por intuito enganar o consumidor.

O Brasil adotou a ideia de criar o “Black Friday” em 2010, embora totalmente online (virtual), mas as lojas físicas acabaram por fazer o mesmo. Atenção! Eu disse “ideia”, pois a prática de abaixar os preços ainda não entrou na mente avara da imensa maioria dos comerciantes brasileiros. A prova disso é o trabalho que o PROCON vem tendo para notificar as empresas embusteiras que aumentam os seus preços na semana anterior, para retirar a diferença no dia do “Black Friday”. E para nossa tristeza são grandes lojas que atuam no mercado brasileiro a darem o mau exemplo, maquiando seus produtos com descontos fictícios. As denúncias têm sido levadas pelos  consumidores ao órgão de defesa do consumidor, no que fazem muito bem, pois respeito é bom e a gente gosta. Isso também está acontecendo com o comércio virtual.

A postura da maioria dos comerciantes é tão  vergonhosa que não temos mais apenas um dia de “descontos”, mas uma semana e, agora, um mês. Tudo no faz de conta ou no me engana que eu gosto. E viva a pátria tão lesada e envergonhada!

Nota: o Black Friday brasileiro acontece anualmente na quarta sexta-feira de novembro. Portanto,  é sempre  bom olhar, uma semana antes, o preço daquilo que se ambiciona comprar e comparar com o do dia do tal “Black Friday” (ou Black Fraude, conforme pensa a maioria dos brasileiros) para não ser enganado. Não quebre o porquinho à toa. Olho vivo, pois nossos comerciantes encontram-se entre os mais mesquinhos do mundo!

Nota: Imagem copiada de http://www.gizmodo.com.br/como-aproveitar-a-black-friday

Nittis – NAMORO
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Autoria de LuDiaBH

O pintor italiano Giuseppe de Nittis (1846 – 1884) mudou-se para Paris ainda muito jovem, passando a fazer parte do universo artístico da cidade. Depois de trabalhar para dois negociantes de artes, tendo que criar pinturas de costumes, retomou aquilo de que gostava – a pintura de paisagens. Trabalhou com seu amigo Gustave Caillebotte no sul da Itália, onde deu à sua técnica composicional uma abordagem espacial, influenciando outros artistas com suas linhas fortes, dentre eles estava Van Gogh. Participou apenas uma vez (em 1874) de uma exposição expressionista, não contando com a crítica favorável de Renoir que o definia como “conservador” e dono de uma arte “puramente comercial”.

A composição intitulada Namoro é uma obra do artista. Ele retrata uma corrida de cavalos, contudo, seu foco principal são as pessoas que assistem ao espetáculo e não os cavalos que estão em segundo plano. Os espectadores encontram-se sentados ou de pé, observando os jóqueis com seus cavalos, preparando-se para a corrida.

Em primeiro plano, bem próximo ao observador, um casal bem vestido traz os olhos voltados para o local onde se dará o início da corrida. Como se encontra bem mais distante dos demais assistentes, com várias cadeiras vazias a separá-los das demais pessoas, toda a atenção do observador volta-se para o par enamorado. O corpo do jovem inclina-se para a mulher que traz no colo uma sombrinha, mostrando o quanto está interessado por ela.

 As pessoas que se encontravam nas cadeiras vazias agora estão próximas à demarcação que separa a assistência dos espectadores, procurando uma visão melhor da corrida. O grosso e escuro tronco de árvore, à esquerda, delimita o primeiro plano. Em torno dele há várias cadeiras vazias. Enquanto a assistência encontra-se na sombra da grande árvore, a maior parte dos jóqueis com seus cavalos estão banhados pela luz do sol. Ao fundo, na parte esquerda da composição, algumas pessoas conversam alheias ao início da corrida. Duas mulheres, cobertas por um guarda-sol, passeiam à direita.

Ficha técnica
Ano: 1874
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 33 x 43 cm 
Localização: coleção particular

Fontes de Pesquisa:
Impressionismo/ Editora Taschen
https://www.rocaille.it/giuseppe-de-nittis/

CUIDADOS COM A BRONQUITE
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Autoria do Dr. Telmo Diniz

A bronquite consiste, basicamente, na inflamação dos brônquios, que são os responsáveis por levar o ar inalado através dos pulmões. O surto pode durar algumas semanas, meses ou até mesmo anos, nos casos das bronquites crônicas. 

Os casos agudos têm a ver com as viroses de inverno ou com o contato da pessoa com os chamados “alérgenos”, que são os poluentes ambientais. O tabagismo, entre os poluentes, é a principal causa de piora do quadro, que muitas das vezes evolui de uma simples bronquite para uma pneumonia bacteriana.

Tanto na forma aguda quanto na crônica, a tosse é o principal sintoma da bronquite. Nos casos agudos, ela pode ser seca ou produtora de secreções. Na crônica, é sempre produtiva, e a expectoração, normalmente clara no início, pode dar lugar a uma secreção amarelada e espessa, indicando a evolução para um quadro de broncopneumonia. Falta de ar e chiado são outros sintomas bastante comuns que podem também acompanhar os quadros de bronquite.

A bronquite aguda é uma doença autolimitada, que dura no máximo de dez a 15 dias. O tratamento é basicamente sintomático, com boa hidratação, uso de vaporizadores, de analgésicos e de descongestionantes quando necessários. Evitar a exposição aos poluentes ambientais é imprescindível para prevenir a piora do quadro ou a sua recorrência. 

A medida mais importante no tratamento da bronquite crônica é parar de fumar, no caso dos fumantes, ou evitar ficar perto desses no caso dos não tabagistas. O uso de medicamentos broncodilatadores, antibióticos, xaropes mucolíticos e anti-inflamatórios deve ficar restrito aos casos que passam por uma avaliação médica criteriosa.

O objetivo final é sempre a prevenção dos surtos. Portanto, reuni alguns pontos importantes a serem observados por quem tem problemas com esse tipo de patologia:

  • Inicialmente, pare de fumar se tem o hábito do tabagismo.
  • A hidratação é sempre importante e, nos casos das bronquites, tem especial função, pois ajuda a fluidificar o muco das vias respiratórias, facilitando assim a expectoração – uso de mucolíticos pode ser útil nesses casos.
  • Mantenha as mãos sempre limpas.
  • Lançar mão do álcool em gel é uma atitude de prudência extra.
  • O uso de máscaras poderá ajudar no caso de indivíduos que estejam em contato com poluentes ambientais.
  • De igual forma, durante as crises, evite locais com aglomerações de pessoas e com ar-condicionado.
  • A vacinação contra gripe e pneumonia é de suma importância.
  • A automedicação com “xaropes” pode ser um problema, dado que determinados medicamentos inibem uma tosse produtiva, o que pode ser contraproducente.

Portanto, a busca por auxílio médico não pode ser negligenciada.

Guillaumin – PÔR DO SOL EM IVRY
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Autoria de LuDiasBH

O pintor francês Armand Guillaumin (1841 – 1927) era oriundo de uma família da classe trabalhadora. Aos 15 já trabalhava na loja de lingerie de seu tio e estudava desenho à noite. Também trabalhou para o governo francês numa ferrovia antes de ingressar na Academia Suíça. Ali ficou conhecendo Paul Cézanne e Camille Pissarro, travando com eles uma grande amizade. Tornou-se também grande amigo de Vincent van Gogh e de seu irmão Theo e muito querido no grupo dos impressionistas. Não podendo viver de sua pintura, teve que voltar a trabalhar no Departamento de Estradas no período noturno para que pudesse pintar durante o dia. Ficou conhecido, sobretudo, por seu gosto pelas paisagens e pelo uso de cores fortes.

A composição intitulada Pôr do Sol em Ivry é uma obra do artista impressionista feita ao ar livre. O céu, banhado pelo sol poente, ocupa a maior parte da tela. Ele se inicia perto das fábricas com um forte tom laranja avermelhado, depois passa pelo amarelo e a seguir pela mistura de azul e verde. A intensidade de tais cores reflete-se nas águas do rio Ivry, contrastando com as imponentes árvores escuras que se enfileiram à direita, elevando-se bem acima da linha do horizonte.

O pintor elege como tema o avanço da cidade moderna, com suas fábricas fumegantes, sobre a natureza. Nuvens de fumaça, expelidas pelas chaminés, direcionam-se para a esquerda e elevam-se nos ares. Não lhe interessava a vida elegante dos bairros chiques, mas o que acontecia nos polos industriais com seus subúrbios miseráveis. Sua obra foi apresentada na primeira exposição impressionista em 1874.

Guillaumin – assim como os demais impressionistas – tinha por objetivo mostrar os efeitos das condições atmosféricas e das mudanças ocasionadas pela luz, contudo, ele buscava os locais industrializados, desprovidos de qualquer glamour, onde os trabalhadores encontravam-se, sendo esta a causa principal do esquecimento legado à sua criação, ainda que, como impressionista, não lhe coubesse qualquer forma de idealização ou julgamento.

Ficha técnica
Ano: 1878
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 59,2 x 72,5 cm        
Localização: Musée du Petit Palais, Genebra, Suíça

 Fontes de Pesquisa:
Impressionismo/ Editora Taschen
https://entertainment.howstuffworks.com/arts/artwork/setting-sun-at-ivry-by-jean-baptiste-
http://www.impressionniste.net/guillaumin_armand.htm

OH! CÉUS, OH! VIDA, OH! AZAR!
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Autoria do Dr. Telmo Diniz

Os leitores de mais idade vão se lembrar do desenho animado criado pelos estúdios Hanna-Barbera (EUA), no qual os dois personagens viajam pelo mundo em busca de uma vida tranquila e de sucesso e fortuna. O leão Lippy é um otimista nato e acredita que tudo vai dar certo. Já a hiena Hardy é o típico reclamador contumaz. No texto desta semana vamos ver como identificar esse tipo de pessoa e saber observar suas diversas facetas.

O reclamador contumaz é aquele que reclama de tudo. Nunca nada está bom. Aliás, sempre pode piorar. É igual o personagem da hiena Hardy, que repete o bordão: “Oh vida, oh céus, oh azar… isso não vai dar certo!”. É um pessimista nato. Sofre nas filas de hospital, nas filas do banco ou em qualquer lugar que tenha que esperar. Tem um semblante pesado, anda curvado e nunca demonstra atitudes de proatividade.

Indignado com o mundo e com tudo que o cerca, o reclamador habitual sabe de todas as mazelas e notícias ruins que saem nos noticiários. É difusor de péssimas notícias. Reclama muito, mas não tem resolução para quase nada. Aliás, nunca pergunte como andam as coisas, pois se o fizer, se prepare! Puxe uma cadeira e senta, pois vai demorar.

Muitos dos reclamadores estão desiludidos com tudo e com todos – “os homens não prestam, as mulheres são todas iguais e a família é uma instituição falida”. Já outros adoram sofrer compulsivamente, pois seus problemas são sempre piores, maiores, mais complexos que o dos outros! Eles querem demonstrar que sua força está em aguentar todas as mazelas que podem suportar. Por fim, existem os reclamadores que estão sempre atarefados, reclamam que nunca têm tempo pra nada e que estão sempre ocupados. Colocam-se sempre açodados e com algo a fazer, entretanto, são procrastinadores diários.

O fato é que a lamúria e a constante reclamação criam conexões neurais que vão estimular a produção de cortisol e adrenalina (hormônios do estresse) que provocam estados de tensão e esgotamento. E isso, no longo prazo, pode acarretar doenças. Por outro lado, quem tem pensamentos positivos cria conexões neurais que estimulam a produção dos “hormônios da tranquilidade” – endorfina e serotonina. É simples! Pensamentos positivos trazem boas coisas e pensamentos negativos certamente vão andar de mãos dadas com a hiena Hardy.

Para não nos tornarmos pessoas reclamadoras, a atitude a ser adotada aponta para o desenvolvimento da inteligência emocional, que tem, entre suas características, a capacidade de controlar impulsos, canalizar emoções para situações adequadas, praticar a gratidão e passar a motivar as pessoas ao seu redor. Para ser otimista, treine o cérebro e seu corpo com hábitos simples. Primeiramente, pratique a meditação por 15 minutos diários. Faça 30 minutos de exercícios físicos e seja uma pessoa engajada, ou seja, envolva-se em atividades que tenham real significado para você, como a profissão, um hobby, esportes ou mesmo o voluntariado.

Vá e faça, mas deixe de reclamar!