O JUÍZO FINAL (Aula nº 49 A)
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Autoria de LuDiasBH 

 

                                         (Clique nas gravuras para ampliá-las.)

Michelangelo Buonarroti — juntamente com Leonardo da Vinci e Rafael Sanzio — é um dos artistas mais brilhantes da arte florentina, destacando-se tanto na arte pictórica quanto na escultórica. Hoje vamos estudar uma de suas belíssimas obras pictóricas, sobre a qual assim falou o historiador Giorgio Vasari: Arte da pintura, diretamente inspirada por Deus… mostra-nos a miséria dos malditos e a alegria dos benditos… nele se podem ver maravilhosamente retratadas todas as emoções que a natureza humana pode experimentar… as figuras de Micelangelo revelam pensamentos e emoções que somente ele soube exprimir”. Primeiramente é necessário acessar o link Michelangelo – O JUÍZO FINAL e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer necessário.

Obs.: Enriqueça a sua capacidade interpretativa das obras de arte acessando o link acima. Faz-se necessário ler o texto integralmente.

  1. O Juízo Final, afresco que ocupa a parede do altar da …………..,  é composto por cenas religiosas e mitológicas.

    1. Capela dos Medici
    2. Capela Sistina
    3. Capela Sasseti
    4. Capela de S. Maria do Povo

  2. Na pintura acima tudo gira em redor da figura de ………, como se essa estivesse se levantando, com o joelho direito ainda dobrado.

    1. Jesus Cristo
    2. São Lourenço
    3. São Pedro
    4. São Paulo

  3. Todas as alternativas sobre o gestual de Jesus Cristo estão corretas, exceto:

    1. A mão direita ergue-se num gesto de condenação dos pecadores.
    2. A mão esquerda chama os eleitos para o paraíso prometido.
    3. O braço esquerdo reforça a sensação de movimento giratório em toda a obra.
    4. Tendo a sua Mãe ao lado, Jesus se mostra numa atitude decisiva.

  4. Michelangelo, ao iniciar esta pintura, tinha quase 60 anos de idade  e ainda continuava preferindo a:

    1.  pintura à escultura
    2. arquitetura à pintura
    3. arquitetura à escultura
    4. escultura à pintura

  5. As quatro cenas estão dispostas em quatro trechos horizontais:

    1. Os dois trechos superiores pertencem à ordem celestial.
    2. Nos trechos superiores concentra-se um número menor de figuras;
    3. Os dois trechos inferiores pertencem ao mundo terreno e ao Inferno
    4. Os dois trecho inferiores foram inspirados em “A Divina Comédia” de Dante.

  6. Existem neste afresco de cerca de ……………… figuras, entre santos, patriarcas, apóstolos, mártires, virgens, anjos, homens, etc.

    1. quatrocentas
    2. duzentas
    3. setecentas
    4. trezentas

  7. No que diz respeito ao tamanho das figuras, apenas uma das alternativas está incorreta:

    1. As figuras são apresentadas em diferentes tamanhos.
    2. As figuras maiores representam a ordem celestial.
    3. O grupo central, onde está Cristo, tem uma escala menor.
    4. As figuras que representam o mundo terreno são menores.

  8. Quanto à disposição das figuras, marque a alternativa errada:

    1. Na parte superior da parede estão Cristo, a Virgem e dois grupos de santos e de mártires.
    2. Ao centro estão os anjos com trombetas e dois grupos simétricos de eleitos subindo ao céu, enquanto os condenados são lançados ao Inferno.
    3. Nas duas lunetas (no alto da composição) — os anjos trazem os símbolos da paixão.
    4. Na base, à esquerda, Coronte atravessa os condenados em sua barca em direção a Minos e outros demônios.

  9. Na parte superior, Jesus Cristo — figura central da composição — surgindo de um nimbo de luz dourada, está sentado, acompanhado pela Virgem e rodeado pelos doze apóstolos, ………., anjos, eleitos e santos.

    1. seu pai adotivo José
    2. João Batista
    3. sua avó Sant’Ana
    4. Deus Pai

  10. Todos os santos estão identificados por seus tributos, exceto:

    1. São Paulo pela grelha de seu martírio.
    2. São Pedro pelo feixe de chaves.
    3. São Sebastião pelas flechas.
    4. Santa Catarina pela roda de facas.

  11. Os atributos da Paixão de Cristo presentes na obra são:

    1. a coroa de espinhos
    2. a cruz e os cravos
    3. a coluna da flagelação
    4. Todas as respostas estão corretas.

  12. 12 A figura ………….  é o centro temático e simbólico da cena representada e também o centro compositivo da obra.

    1. da Virgem Maria
    2. de São Pedro
    3. de Jesus Cristo
    4. de Santa Catarina

  13. Todas as afirmativas sobre o modo como Cristo é retratado na composição estão corretas, exceto:

    1. Traz os cabelos curtos.
    2. Sua barba é ruiva.
    3. Seu corpo é atlético.
    4. Possui forte gestual.

  14. Ainda no que diz respeito a Cristo em relação à obra, só uma resposta está errada:

    1. Sua cabeça e mão direita, assim como o olhar, estão voltados para o grupo de pecadores que se encontra à sua esquerda.
    2. Nos pés e mãos ainda estão as marcas de sua flagelação e há também um pequeno corte logo abaixo de seu peito direito.
    3. A mão direita levantada acima da cabeça exprime autoridade e determinação, sinal de que chegou a hora de julgar os justos e os pecadores,
    4. Não se trata mais do Cristo misericordioso, mas de um juiz com toda a sua “terribilidade”.

  15. Logo abaixo do Cristo juiz encontram-se os sete anjos ……….., fazendo soar suas trombetas, anunciando a hora do Juízo Final para toda a humanidade. Um deles segura o Livro da Vida e o outro, o Livro da Morte.

    1. núncios da Boa Nova
    2. auxiliares de Cristo
    3. da Ressurreição
    4. do Apocalipse

  16. Todas as afirmativas sobre os anjos presentes no afresco estão corretas, exceto:

    1. À direita deles os bons vão deixando seus túmulos, puxados por outros anjos, para ascenderem aos céus.
    2. À esquerda deles se encontram os maus, empurrados por anjos e puxados pelos demônios para o inferno.
    3. Anjos com seus mantos cinzas carregam os atributos da Paixão de Cristo.
    4. O primeiro deles, com a mão no rosto em atitude de horror, é puxado por demônios até a barca que o levará para o inferno.

  17. Apenas uma das afirmativas sobre a Virgem Maria está incorreta:

    1. Implora ao Filho por clemência para com a humanidade.
    2. Tem suas súplicas atendidas por seu Filho.
    3. Observa entristecida o mundo terreno abaixo.
    4. Acompanha o Filho durante o julgamento.

  18. Coronte, figura mitológica, está presente na obra “A Divina Comédia” de Dante Alighieri. Ele é:

    1. o barqueiro dos mortos
    2. o assistente de Mino
    3. o capataz do Inferno
    4. o conselheiro dos condenados

  19. Sobre as cenas da ressurreição podemos afirmar que, exceto:

    1. Anjos com cornetas acordam os mortos que saem de seus túmulos, entorpecidos.
    2. Os esqueletos dos que já morreram estão sendo encobertos pela carne. 
    3. Os eleitos situam-se na parte inferior da composição, à direita.
    4. Figuras de corpos robustos movimentam-se, deixando um vazio no centro.

  20. O pintor, para se vingar de um de seus críticos, retratou-o com a aparência de:

    1. Um pecador sendo consumido pelo fogo do Inferno.
    2. Uma mulher sendo empurrada para dentro da boca do Inferno.
    3. Um homem preso pelos braços musculosos de um demônio nu.
    4. Minos com uma serpente enrodilhada no corpo, a morder seus genitais.

  21. Michelangelo se autorretrata nesta obra. É preciso muita acuidade para encontrá-lo, algo necessário a um estudante de arte. Cabe ao participante encontrá-lo e contabilizar um ponto na soma do gabarito. Se não conseguir, não conte o ponto (ver texto sobre a obra).

Gabarito
1.b / 2.a / 3.c / 4.d / 5.b / 6.a / 7.c / 8.d / 9.b / 10.a / 11.d / 12.c / 13.b / 14.a / 15.d / 16.c / 17.b / 18.a / 19.c / 20.d / 21….

Obs.: Conheça mais sobre a vida do artista acessando o link abaixo: 
Mestres da Pintura – MICHELANGELO BUONARROTI

 

NEOPLATONISMO E CRISTIANISMO (Aula nº 49)
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Autoria de LuDiasBH

O acentuado interesse dos humanistas italianos pela literatura clássica grega deu-se em razão da interação com os eruditos gregos, quando Constantinopla — capital do Império Bizantino — foi tomada pelos turcos otomanos, fazendo com que muitos letrados gregos bizantinos buscassem asilo nas cidades italianas. Esse foi o primeiro passo para que o filósofo grego Platão se tornasse cada vez mais conhecido. Contudo, os textos levados para a Itália não eram totalmente puros, pois diziam respeito a comentários feitos durante os primeiros séculos da era cristã. Não se tratava da filosofia pura de Platão, mas da interpretação dela, daí o título de “neoplatonismo” (neo = novo), podendo conter muitas distorções.

Os neoplatônicos do século XV defendiam que a arte (arquitetura, literatura e a música) devia chegar o mais próximo possível da perfeição e da harmonia que orientavam o trabalho de criação de Deus. Os filósofos neoplatônicos anunciavam que era de fundamental importância que o mundo material e o espiritual formassem uma só unidade. Eles acreditavam que o homem (erudito ou adepto), ao estudar o movimento das estrelas e ao recitar as súplicas e os hinos, seria capaz de ocupar um lugar mais elevado dentro da hierarquia do Universo e, assim, alcançar a perfeição espiritual. Essa visão do neoplatonismo foi muito importante para o mundo da alquimia e da astrologia e, ainda que indiretamente, abriu caminho para a revolução científica do século XVII.

A história tem nos mostrado que quanto mais inculto for o grupo que professa uma crença — qualquer que seja ela —, maior é a possibilidade de acontecer exageros, inadequações e temeridades. O início do cristianismo não foi diferente. O acolhimento daquilo que era pregado nos sermões era tomado ao pé da letra, tido como uma verdade divina absoluta, sem que as pessoas esboçassem qualquer capacidade crítica, — fato que ainda acontece nos dias de hoje nos mais diferentes credos. Deus há muito deixou de operar de acordo com a sua esperada grandeza, para se tornar um garoto propaganda da pecúnia e do poder dessa ou daquela religião ou seita.

Agindo os fiéis de pleno século 21, exatamente como se comportavam os fiéis da Idade Média, não nos causa surpresa que essa mesma visão religiosa medieval continuasse tão conturbada durante o Renascimento. Só para se ter uma ideia, com o crescimento das cidades, mercadores e financistas — amedrontados com a possibilidade de perderem a salvação eterna — compactuavam com o “divino”, empregando somas fabulosas em obras de arte devocional ou deixavam seus bens para a Igreja. Ainda que seguindo uma via questionável, isso foi importante para a arte, pois a Igreja era extremamente generosa como mecenas.

A peste negra abateu-se sobre a Europa em meados do século XIV, aniquilando um número considerável de vidas, levando muitos a crerem no suposto “fim do mundo”. Na Itália ela foi responsável — dentre outros fatos — pelo atraso da construção da catedral de Florença. O mais paradoxal nesse acontecimento medonho que assolou a humanidade é que ele acabou por impulsionar a arte, uma vez que homens e mulheres ricos vitimados pela peste, depositavam dinheiro nos santuários, esperando encontrar a salvação. Esse dinheiro era empregado nas obras envolvendo a arquitetura, a escultura, a pintura, contribuindo para empregar os artistas, etc. A Igreja era vista como o único guia religioso, responsável pela salvação eterna do indivíduo. E era a ela que as pessoas recorriam em suas prementes necessidades.

Naquela época, a ganância não era menor do que a vista nos dias de hoje, tanto é que o dinheiro emprestado a juros configurava um grande pecado. Contudo, o pecador tinha sua culpa perdoada desde que fizesse doações à Igreja e aos pobres. Dois grandes banqueiros europeus — os Bradi e os Peruzzi — deram muito serviço a Giotto, permitindo que o artista a criasse inúmeros afrescos de vida de santos. A intenção desses endinheirados era a de livrarem-se da culpa da usura e da avareza. Imaginemos nós o quanto os banqueiros de nossos dias —  com os lucros exorbitantes que acumulam nestes tempos — teriam que destinar às artes, para se livrarem do pecado do apego extremado ao dinheiro e da falta de generosidade para com os pequenos…

Muitos palácios foram construídos no século XV na Itália para mostrar a grandiosidade das famílias ou das instituições. As atitudes filosóficas relativas ao excesso de riqueza começaram a mudar nos últimos tempos daquela época. Se antes a pobreza era vista como um estado superior — conforme preconizava São Francisco de Assis — tal conceito foi ficando démodé. Não mais se condenava o excesso de riqueza de uns poucos e a miséria da imensa maioria da população, desde que os ricos mostrassem as virtudes da generosidade para com os pobres — sabe-se lá como. Como tudo se ajeita para os ricos neste mundo, não é mesmo?

Exercício

1. O que levou o filósofo grego Platão a tornar-se conhecido na Itália?
2. O que defendiam os neoplatônicos do século XV?
3. Qual era a visão religiosa dos fiéis do Renascimento?

Ilustração: A Escola de Atenas (detalhe), 1509, obra de Rafael Sanzio.

Fontes de pesquisa
A História da Arte / Prof. E. H. Gombrich
Renascimento/ Nicholas Mann

Gerard ter Borch – MENINO CATANDO PULGAS…
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Autoria de LuDiasBH

O artista holandês Gerard ter Borch (1617–1681), também conhecido como Gerard Terburg, foi um reconhecido pintor de gênero. Era filho de Gerard ter Borch, o Velho, também artista, o que contribuiu para que ele desenvolvesse seu talento ainda muito jovem. Sua irmã Gesina ter Borch também se tornou pintora. É provável que tenha estudado com Willem Cornelisz Duyter ou com Pieter Codde. Foi um artista muito viajado, absorvendo vários tipos de influências. Em Madri, além de ser contratado, ainda recebeu a honraria de “Cavaleiro de Philip IV”, mas acabou retornando ao seu país. As obras encontradas do pintor são poucas — cerca de 80 —, espalhadas por diversos museus, coleções e galerias. As suas pinturas eram muito apreciadas em sua época, sendo ele mais conhecido como um pintor de gênero, especializado, sobretudo, em representações da vida doméstica da classe média e de seus rituais.

A composição Menino Catando Pulgas com um Cão no Colo — também conhecida como Menino com Seu Cão — é uma das muitas cenas de gênero deixadas pelo artista. Apesar de aparentemente simples e direta, há nela muitas influências trazidas pelo pintor de suas viagens. Lembra inclusive a pintura do espanhol Bartolomé Estéban Murillo — contemporâneo de Borch.

Um garoto está sentado com seu dócil cãozinho no colo, catando-lhe as pulgas. Suas mãos, trazendo as duas unhas dos dedos polegares unidas, mostram que ele acaba de encontrar uma pulga, dando-lhe um fim. Sua aparência é de pobreza, assim como o ambiente em que se encontra. Está sentado sobre uma pequena cadeira de madeira e junco, tendo à sua esquerda uma mesa tosca, forrada, com um caderno de notas e um cachimbo em cima, provavelmente de seu pai. À sua frente, em primeiro plano, está um banco de madeira, sobre o qual se encontra um roto chapéu de palha. O garoto mostra-se totalmente entretido na sua busca.

Ficha técnica
Ano: 1662
Técnica: tela transferida para madeira
Dimensões: 32,5 x 28 cm
Localização: Pinacoteca de Munique, Alemanha

Fontes de pesquisa
Enciclopédia dos Museus/ Mirador

A ESCOLA DE ATENAS (Aula nº 48 A)
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Autoria de LuDiasBH

(Clique na imagem para ampliá-la.)

Já vimos em aulas passadas que Rafael Sanzio — ao lado de Leonardo da Vinci e Michelangelo — é um dos artistas mais brilhantes da arte florentina, destacando-se tanto na arte pictórica quanto na arquitetura. Nossa aula de hoje diz respeito a uma das mais famosas obras do Renascimento italiano — conhecida em todo o mundo —  em que o artista reúne humanistas, filósofos, matemáticos, poetas, etc. Primeiramente é necessário acessar o link Rafael – A ESCOLA DE ATENAS e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer necessário.

Obs.: Enriqueça a sua capacidade interpretativa das obras de arte acessando o link acima. Faz-se necessário ler o texto integralmente.

  1.  A técnica usada na obra é:

    1. mosaico
    2. afresco
    3. tinta a óleo sobre madeira
    4. tinta a óleo sobre tela

  2. A obra em estudo representa:

    1. A Academia de Platão
    2. A Academia de Sócrates
    3. A Academia de Sêneca
    4. A Academia de Epiteto

  3. O pintor demonstra em sua obra um domínio absoluto do espaço no que diz respeito à:

    1. arquitetura representada
    2. posição dos nichos com estatuetas
    3. disposição das figuras
    4. representação do primeiro plano

  4. Todas as afirmações relativas à composição estão corretas, exceto:

    1. Os personagens, mostrados pelo artista, apresentam-se como amigos durante uma discussão filosófica.
    2. Encontram-se filósofos, matemáticos, astrônomos, cientistas da Antiguidade, humanistas, etc.
    3. No centro encontram-se os dois maiores filósofos do mundo clássico: Platão e Aristóteles.
    4. Sócrates enumera pontos específicos com os dedos. Questionar e analisar são a essência da filosofia platônica.

  5. Todas as profissões estão de acordo com o personagem, exceto:

    1. Zoroastro — astrólogo romano
    2. Platão — filósofo grego
    3. Pitágoras — filósofo e matemático grego
    4. Ptolomeu — astrônomo e geógrafo grego

  6. O fundador da Academia de Atenas — a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental que simboliza a filosofia natural e moral com as leis da harmonia cósmica — foi:

    1. Aristóteles
    2. Pitágoras
    3. Platão
    4. Sêneca

  7. A mão direita de ……………….. encontra-se aberta, com a palma virada para o chão, representando o terrestre, o mundo sensível, a filosofia natural e empírica.

    1. Pitágoras
    2. Aristóteles
    3. Zoroastro
    4. Euclides

  8. O filósofo melancólico …………….. que derramava lágrimas em razão da tolice humana, está sentado num degrau em primeiro plano, tem o braço esquerdo apoiado num bloco de mármore, numa atitude de extrema tristeza.

    1. Zoroastro
    2. Euclides
    3. Platão
    4. Heráclito

  9. O filósofo ……………… que odiava as posses materiais e vivia num barril, encontra-se esparramado nos degraus da escada, na parte central da composição.

    1. Diógenes
    2. Heráclito
    3. Xenofonte
    4. Parmênides

  10. Conta-se que Alexandre, o Grande, ao visitar o filósofo da questão acima, perguntou-lhe o que poderia fazer por ele e esse prontamente respondeu: “Não me tires o que não me podes dar.”, numa referência …………………

    1. à sua paz de espírito
    2. ao ar que respirava
    3. ao sol que o iluminava
    4. ao amor de Deus

  11. O pintor Rafael Sanzio se eterniza na composição, ao representar a si mesmo como ……………

    1. Xenofonte
    2. Bramante
    3. Apeles
    4. Ptolomeu

  12. Rafael Sanzio usou …………….. como modelo para Heráclito.

    1. Giotto
    2. Botticelli
    3. Da Vinci
    4. Michelangelo

  13. O deus da razão — representando o esclarecimento filosófico e o poder da razão — e a deusa da sabedoria — protetora das instituições devotadas à busca do saber e das realizações artísticas — estão presentes na obra. São eles:

    1. Apolo e Minerva
    2. Zeus e Afrodite
    3. Ártemis e Atena
    4. Deméter e Hera

Gabarito
1.b / 2.a / 3.c / 4.d / 5.a / 6.c / 7.b / 8.d / 9.a / 10.c / 11.b / 12.d / 13.a

Obs.: Conheça a vida do artista acessando o link abaixo:
Mestres da Pintura – RAFAEL SANZIO

OS HUMANISTAS E O RENASCIMENTO (Aula nº 48)
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Autoria de LuDiasBH

A maioria dos humanistas do século XV — embora muitos deles trabalhassem para patronos — tinha como maior interesse a recuperação da linguagem e da literatura clássica, o que os levava a um grande empenho no estudo da língua latina, vasculhando bibliotecas à procura de textos de autores clássicos. Havia medidas que visavam proteger as obras copiadas que só podiam ser vendidas por negociantes de livros de Florença, como Niccolo Niccoli Vespasiano e Poggio Braccilioni que contribuíram para que seus amigos tivessem acesso a um grande número de exemplares de escritores antigos. Poggio foi responsável por recobrar a literatura romana de uso popular, enquanto Niccoli criou uma nova forma — a escrita itálica, usada até os dias de hoje.

O interesse dos humanistas pela literatura latina estava atrelado ao fascínio pela cultura grega. O escritor Francesco Petrarca, por exemplo, conseguiu um exemplar da “Ilíada” de Homero no grego original — língua que ele não dominava —, passando então a mostrar a necessidade do ensino do grego. Um diplomata grego e professor de Constantinopla foi responsável pelo ensino do grego em Florença.

Na segunda década do século XV, um humanista, historiador, sábio e sacerdote siciliano — Giovanni Aurispa — levou 200 manuscritos gregos de Constantinopla para a Itália, dentre os quais se encontravam as obras completas de Platão. Com a passagem de Constantinopla (antiga Bizâncio e atual Istambul) para as mãos dos turcos em 1453 (século XV), houve uma grande migração de eruditos e de manuscritos para a Itália. A tradução dos textos gregos para os idiomas latino e italiano contribuiu para que o conhecimento referente a esses textos se expandisse rapidamente. Inicialmente houve um enorme receio no que diz respeito à tradução e as edições de textos. Essas deviam ser bem feitas, contemplando os escritos de importantes autores gregos como Platão, Plotino e Aristóteles.

Os humanistas do século XV, apesar de ocuparem uma posição elevada, não se fechavam no isolamento do saber acadêmico. A sedução pela Antiguidade também dizia respeito às excentricidades daquela época. O poeta e crítico literário italiano Giovanni Boccaccio (não confundir com o escritor português Manuel Maria Barbosa du Bocage), por exemplo, ainda que escrevesse uma série de textos históricos e morais, tem como obra mais popular uma coleção de 273 histórias curtas, levemente pornográficas (Decameron).

Era por demais extensa a lista de assuntos sobre os quais um humanista escrevia: pintura, escultura, arquitetura, filosofia moral, família, descrição das ruínas de Roma, matemáticas aplicadas, gramática, etc., como nos prova o legado do italiano Leon Battista Alberti (1404-1472) — arquiteto, teórico de arte e humanista que nutria grande paixão pelas artes visuais. O Renascimento foi marcado pela presença dos humanistas. 

Os humanistas buscavam encontrar a existência humana ideal, levando em conta o equilíbrio justo. O poeta e humanista Francesco Petrarca — tido como o “Pai do Humanismo” — chegou a afirmar sobre sua cidade: “a tarefa de levar Pádua à sua majestade anterior não consistia tanto nos grandes projetos, mas nos pequenos detalhes”. Pondo em prática a sua visão humanista, aconselhou o governador de Pádua a arrumar as ruas da cidade e a obrigar os que tinham porcos a guardá-los fora dela.

Os humanistas atuavam como conselheiros nas cortes e nas cidades, prestando grande serviço à vida italiana. Segundo afirmavam, “com a ajuda da sabedoria antiga, um homem bem educado ou príncipe filósofo poderia servir o governo e a sua gente”. Voltando a Petrarca, um de seus conselhos famosos foi feito a Francesco Carrera — governador de Pádua: “Embora os soldados possam ser úteis em ocasiões, podendo realizar bons serviços em tempo de guerra, somente os homens que têm a capacidade de dar o conselho acertado no momento exato asseguram a fama do dirigente”.

Exercício

1. Qual era o interesse maior dos humanistas italianos?
2. O que aconteceu com a tomada de Constantinopla pelos turcos?
3. Quem foi Leon Battista Alberti?

Fontes de pesquisa
A História da Arte / Prof. E. H. Gombrich
Renascimento/ Nicholas Mann

A TRANSFIGURAÇÃO (Aula nº 47 F)
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Autoria de LuDiasBH

Já vimos em aulas passadas que Rafael Sanzio — ao lado de Leonardo da Vinci e Michelangelo — é um dos artistas mais brilhantes da arte florentina, destacando-se tanto na arte pictórica quanto na arquitetura, sendo conhecido como “O Príncipe dos Pintores”. Segundo sua biografia, o artista era tão meigo com as pessoas quanto são ternas suas pinturas, ao contrário dos outros dois gênios citados acima. Embora suas obras, à primeira vista, pareçam simples, elas são fruto de um profundo estudo, com um planejamento cuidadoso e cheio de imensa sabedoria artística. Também se tornou conhecido como o pintor das doces Madonas. Nossa aula de hoje diz respeito a uma de suas mais belas pinturas, conhecida em todo o mundo. Primeiramente é necessário acessar o link Rafael – A TRANSFIGURAÇÃO e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer necessário.

Obs.: Enriqueça a sua capacidade interpretativa das obras de arte acessando o link acima. Faz-se necessário ler o texto integralmente.

  1. Numa grande prancha de madeira Rafael Sanzio pintou dois episódios retirados dos Evangelhos e que representam:

    1. o mundo terreno
    2. o mundo divino
    3. parte dos dois mundos
    4. o inferno e o céu

  2. O primeiro episódio — ocupando a parte mais alta da composição — retrata a transfiguração de Cristo no……………, levitando entre a Terra e o Céu.

    1. Monte Sinai
    2. Monte Tabor
    3. Monte Sião
    4. Monte Efraim

  3. Jesus Cristo está acompanhado pelos apóstolos:

    1. Pedro, Tiago Maior e João
    2. Filipe, Bartolomeu e Tomé
    3. Mateus, Tadeu e Simão
    4. Tiago, Judas e Felipe

  4. Os três apóstolos tapam os olhos diante da resplandecência da luz que emana do Cristo:

    1. ressuscitado
    2. subindo aos céus
    3. descendo dos céus
    4. transfigurado

  5. O segundo episódio — ocupando a parte baixa da composição — retrata o milagre do menino…………. que foi levado à presença dos nove apóstolos por seus pais, para que esses o curassem.

    1. cego
    2. mudo
    3. possesso
    4. paralítico

  6. Para alguns estudiosos o menino estava na verdade acometido por um ataque de………………….., doença que era vista como possessão demoníaca à época.

    1. pânico
    2. epilepsia
    3. batracofobia
    4. agorafobia

  7. A segunda cena divide-se em dois grupos separados:

    1. Pela mulher de costas que usa um manto azul.
    2. Pelo braço do apóstolo que usa uma túnica verde.
    3. Pelo apóstolo sentado no chão, segurando um livro.
    4. Pelo braço levantado do garoto em busca de Jesus.

  8. A mulher de vestimenta cor-de-rosa indica o garoto aos apóstolos com as duas mãos e também direciona os olhos do observador para:

    1. A cena que ocorre no Monte Tabor.
    2. Mostrar o desespero do pai do menino.
    3. Indicar o grupo de apóstolos.
    4. Mostrar o menino e sua comitiva.

  9. Os apóstolos presentes na segunda cena demonstram grande…………..

    1. calma
    2. conformismo
    3. preocupação
    4. indiferença

  10. As duas cenas, embora distintas, são maravilhosamente combinadas na composição. O monte serve de separação entre………………

    1. o mundo divino e o terreno
    2. as pessoas divinas e as pecadoras
    3. os santos e os humanos
    4. os valores do Céu e os do Inferno

  11. Em meio ao grupo que acompanha o garoto e seus pais, um dos presentes estende os braços em direção ao Cristo transfigurado, como se fizesse — juntamente com o garoto e dois dos apóstolos — um elo entre:

    1. os apóstolos e o povo
    2. a caridade e a compaixão
    3. Cristo e o mundo divino
    4. as duas cenas da composição

  12. Todas as afirmativas acerca da composição estão corretas, exceto:

    1. Rafael usa uma associação de luz e sombra.
    2. A primeira cena apresenta cores mais claras e mais foscas.
    3. A segunda cena possui cores mais escuras e muita sombra.
    4. É tida como uma das mais belas obras já criadas em todo o mundo.

  13. Quando Rafael morreu repentinamente, seu quadro a Transfiguração ainda estava………………;  o quadro foi levado à frente do féretro para homenageá-lo. Isto foi o bastante para que a obra se transformasse num símbolo de imortalidade do grande gênio que morrera tão jovem.

    a. em seu estúdio
    b. emprestado
    b. por terminar
    d. por vender

  14. Esta extraordinária obra de Rafael Sanzio encontra-se em:

    a. Milão
    b. Florença
    b. Roma
    d. Veneza

Gabarito
1.c / 2.b / 3.a / 4.d / 5.c / 6.b / 7.a / 8.d / 9.c / 10.a / 11.d / 12.b/ 13.a/ 14.b

Obs.: Conheça a vida do artista acessando o link abaixo:
Mestres da Pintura – RAFAEL SANZIO