MESTRE DO BARROCO – PETER PAUL RUBENS (Aula nº 68)
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Roma foi o berço do Barroco. Era tida como o centro cultural do mundo civilizado. Ali chegavam artistas de todas as partes da Europa, participando das discussões, estudando os mestres do passado e buscando apreender todas as inovações artísticas. A cidade também oferecia o melhor lugar para observar a pintura nos países que se vinculavam ao catolicismo romano. Não era apenas os artistas estrangeiros que buscavam aquela cidade, mas também os artistas que viviam dentro da própria Itália.

Os artistas dos Países Baixos eram mais voltados para representar a superfície das coisas. Buscavam usar todos os recursos artísticos que conheciam para exprimir a textura de tecidos e da carne em suas pinturas, atingindo resultados magníficos. A eles não interessavam os padrões de beleza que causavam tanta preocupação aos artistas italianos ou que viviam na Itália, tampouco lhes preocupava os temas nobres.

Peter Paul Rubens (1577–1640), artista flamengo, foi o único artífice do norte europeu a ter contato direto com a atmosfera romana dos tempos do Barroco, tendo chegado a Roma com 23 anos de idade. Carregava consigo a mesma visão dos artistas nórdicos. Achava que a missão do artista era retratar o que lhe agradasse do mundo em seu entorno. Admirava as obras de Carracci e também a honestidade de Caravaggio no estudo da natureza.  Voltou à Antuérpia quando já estava com 30 anos. Levava uma enorme carga de conhecimento. No norte dos Alpes ninguém concorria com ele na representação de nus e roupagens, armaduras e joias, animais e paisagens. Desenvolveu uma predileção por telas grandiosas que ornamentavam igrejas e palácios. Na Itália aprendera a arte de distribuir as figuras numa grande escala e como usar luz e cores para ampliar o efeito geral.

A ilustração acima à esquerda — Virgem e Menino Entronizados com Santos — mostra como a pintura de Rubens primava pela liberdade e habilidade. Neste quadro da Virgem com seu Menino, o pintor fez uso de vários personagens, muitos movimentos e bastante luz, num clima de grande festividade em que os santos direcionam-se ao trono da Virgem. Dentre os personagens estão São Lourenço, com a grelha onde foi martirizado, São Jorge com o dragão e São Sebastião carregando a aljava e as flechas. Um guerreiro, levando a palma do martírio na mão, encaminha-se para o trono. Um grupo de mulheres ergue os olhos maravilhados em direção à Virgem e seu Menino que se inclina para uma menina ajoelhada. Atrás do trono encontra-se São José. São Pedro e São Paulo (reconhecíveis pelas chaves e pela espada) encontram-se no alto à esquerda, enquanto São João, sozinho, abre os braços admirado, coberto por uma intensa luz. Ao fundo dois pequenos anjos puxam um cordeiro birrento. Do céu descem dois anjos para coroar a Virgem. A ilustração à direita é outra obra do artista, intitulada A União entre a Terra e a Água.

A fama de Rubens era tão grande que ele não dava conta das encomendas recebidas. Muitas vezes pintava apenas um pequeno esboço colorido ou a parte mais importante da obra. Cabia a seus alunos ou pintores assistentes transferir o esboço colorido para uma tela grande, preparar o fundo e a pintura. A partir daí o mestre pegava o pincel para retocar o trabalho feito. Seus toques eram capazes de dar vida a qualquer figura, sendo impossível analisar essa sua habilidade. Em razão disso sua arte intensificava a suntuosidade dos palácios e igrejas. Esteve presente em diversas cortes também como diplomata, onde entrava em contato com os humanistas de sua época.

O Professor E. H. Gombrich afirma em seu livro “A História da Arte” que “A alegria da vida exuberante e quase impetuosa em todas as suas obras salvou Rubens de tornar-se um mero virtuoso de sua arte. Ele converteu suas pinturas de meras decorações barrocas para salões festivos em obras-primas que retêm sua vitalidade mesmo na atmosfera fria dos museus”.

Exercício
1. Qual a diferença entre os artistas italianos e os dos Países Baixos?
2. O que sabe sobre o pintor Peter Paul Rubens?
3. Quais são as principais características de sua obra?

Fonte de pesquisa
História da Arte/ E. H. Gombrich

Veronese – BATISMO E TENTAÇÃO DE CRISTO
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A composição Batismo e Tentação de Cristo é uma obra religiosa do pintor italiano Paolo Veronese em que o batismo de Jesus e também a tentação de que fora vítima, quando o diabo oferece-lhe os reinos da Terra, são apresentados numa narração contínua. Esta pintura, inicialmente pertenceu à Igreja de São Nicolau em Veneza, que foi depois destruída.

À esquerda, em primeiro plano, Cristo está sendo batizado por seu primo João Batista. Dinâmicos anjos convergem-se para eles. Na parte superior da cena, dentro de uma luz dourada, está o Espírito Santo em forma de uma pomba branca, a enviar seus raios sobre Jesus. A cena acontece na beira de um rio, estando o Mestre dentro da água e João Batista nas margens. A segunda cena mostra um homem encapuzado próximo a Jesus, trazendo longas e afiadas unhas. Ele representa o diabo a tentar Jesus.

Um deslumbrante cenário oriental enfeita a composição ao fundo. Mais distante erguem-se altas construções, com destaque para uma elevada e arredonda edificação que traz uma imensa torre. Dois cervos são vistos entre as árvores.

Ficha técnica
Ano: c. 1580
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 450 x 248 cm
Localização: Museu de Brera, Milão, Itália

 Fontes de pesquisa
1000 obras-primas da pintura europeia
Enciclopédia dos Museus/ Mirador

O CASAMENTO DE ISAQUE E REBECA (Aula nº 67 D)
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O pintor francês, desenhista e gravador Claude Lorrain tornou-se um famoso paisagista. Tinha paixão pela Itália, tendo passado em Roma grande parte de sua vida, chegando a tornar-se membro da Academia de Roma e não tardando a transformar-se no principal pintor paisagista daquele país, chegando a receber bons honorários. No início de seus trabalhos ele se inspirou nas paisagens idealizadas de Annibale Carraci e nos pintores holandeses que trabalhavam em Roma e mais tarde aproximou-se do estilo de Nicolas Poussin, com quem manteve grande amizade, embora sua abordagem fosse mais lírica e romântica. Seus patronos eram quase todos italianos, mas veio a tornar-se popular, após a sua morte, entre os ingleses.  Sua fama adveio, sobretudo, da habilidade com que captava os efeitos naturais da luz. Claude Lorrain gostava de usar a perspectiva aérea, assim definida pelo crítico de arte Robert Cumming: “É uma ilusão óptica baseada num fenômeno científico pela qual as cores na natureza perdem sua intensidade ao longe, devido ao crescente volume de ar”. Hoje estudamos uma de suas obras. Primeiramente é necessário acessar o link Claude Lorrain – O CASAMENTO DE ISAQUE E REBECA e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer necessário.

  1. O crítico de arte Robert Cumming afirma que esta paisagem é para “ver e ouvir”. São toques musicais nela presentes, exceto:

    1. o som das cachoeiras
    2. as notas do piano
    3. o som dos pandeiros
    4. o mugido do gado

  2. O artista acrescentou à sua paisagem arcádica um tema religioso, retirado do Velho Testamento, isto porquê:

    1. O artista era obrigado a inserir uma cena em suas pinturas de paisagem.
    2. O gênero da paisagem pura à época ainda não fazia parte da pintura.
    3. As convenções artísticas não permitiam o uso da paisagem pura.
    4. Para dar beleza à paisagem o artista precisou inserir uma cena religiosa.

  3. Mesmo na época em que viveu, Claude Lorrain já era aclamado por suas belíssimas paisagens, embora não recebesse críticas semelhantes em relação:

    1. às cores usadas
    2. aos esboços feitos
    3. às figuras humanas
    4. ao uso da perspectiva

  4. Em relação às pessoas presentes na composição, só não podemos afirmar que algumas:

    1. Usam vestes camponesas.
    2. Conversam animadamente em grupos.
    3. Observam o casal que toca e dança.
    4. Participam de um casamento.

  5. O grupo que se encontra mais no centro do gramado é:

    1. O de mulheres com uma criança ao colo.
    2. O que se encontra debaixo de frondosas árvores.
    3. O de pessoas que chegam a pé ou a cavalo.
    4. O das pessoas próximas ao lago.

  6. Acerca da paisagem é correto afirmar que:

    1. Refere-se a uma região grega.
    2. Foi criada no ateliê do artista.
    3. É parte de uma paisagem italiana.
    4. Foi copiada de uma folhinha.

  7. As afirmativas abaixo dizem respeito à pintura, exceto:

    1. Apresenta longas sombras douradas em primeiro plano.
    2. As áreas distantes ainda estão banhadas pela névoa.
    3. As árvores à direita possuem folhagens mais baixas e escuras.
    4. Algumas reses bebem água no lago à esquerda.

  8. As folhagens do grupo de árvores altas à direita, além de emoldurar a paisagem, leva o olhar do observador para ……………. da obra, destacando-se seu plano intermediário.

    1. a parte superior
    2. a parte inferior
    3. para fora
    4. para dentro

  9. Para reforçar a ilusão de distância em sua obra, o artista fez uso de tons ………., indicativos de afastamento.

    1. vermelhos quentes
    2. azuis frios
    3. amarelos quentes
    4. verdes frios

  10. Os tons marrons e detalhes quentes em ……………, presentes no primeiro plano, dão a sensação de proximidade.

    1. vermelho
    2. laranja
    3. violeta
    4. verde

  11. A água corrente está presente em três lugares, preenchendo um grande espaço na obra e trazendo uma sensação de frescor.

    Marque a alternativa que não condiz com o enunciado:

    1. a cachoeira nos rochedos à esquerda
    2. os dois níveis do grande lago
    3. em primeiro plano à direita
    4. o moinho d’água perto da torre

  12. Todas as afirmações inerentes ao casamento de Isaque e Rebeca na obra estão corretas, exceto:

    1. No toco de uma árvore, no centro, há uma inscrição com o título “Casamento”.
    2. A única ligação da obra com a história bíblica de Isaque e Rebeca é  inscrição.
    3. O título da obra pode ter sido uma brincadeira, pois não existe noivo ou noiva.
    4. Outra versão desta pintura, mas sem a inscrição, é chamada de “O Piquenique”.

  13. Muitas cenas são vistas em meio à paisagem, exceto:

    1. Pessoas chegando a cavalo e um homem capinando.
    2. Cinco barcos navegando e um homem tangendo gado.
    3. Uma mulher carregando água num pote e pessoas conversando.
    4. Um casal dançando e uma pessoas no fundo do moinho.

  14. A técnica usa pelo pintor na criação desta pintura é:

    1. óleo sobre tela
    2. óleo sobre madeira
    3. afresco
    4. aquarela

Gabarito
1.b / 2.a / 3.c / 4.d / 5.a / 6.b / 7.c / 8.d / 9.b / 10.a / 11.c / 12.d / 13.b / 14.a

UMA DANÇA PARA A MÚSICA DO TEMPO (Aula nº 67 C)
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                                                      (Clique na gravura para ampliá-la.)

O pintor francês Nicolas Poussin escolheu Roma como sua cidade adotiva, pois era um apaixonado pelo Classicismo. Estudou as estátuas clássicas com grande entusiasmo na intenção de que o conhecimento proporcionado por elas fosse capaz de ajudá-lo a criar obras nas quais pudesse mostrar, segundo sua concepção, a inocência e a dignidade vividas nas terras de antigamente. Segundo o escritor David Gariff, “Nicolas Poussin foi o principal defensor do Classicismo na pintura barroca europeia. (…) Suas pinturas exerceram enorme influência sobre a Academia Francesa por mais de um século, onde seus seguidores tornaram-se conhecidos como ‘poussinistas’”. O artista é tido como o mais destacado pintor francês do século XVII, fundador do neoclassicismo francês. Hoje estudamos esta pintura tida como uma obra-prima desse maravilhoso mestre do Barroco italiano. Primeiramente é necessário acessar o link Poussin – UMA DANÇA PARA A MÚSICA DO TEMPO e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer necessário.

  1. A obra em estudo contém em si um enigma intelectual, sendo voltada para:

    1. as emoções
    2. a razão
    3. as ilusões
    4. o sonho

  2. A composição de Poussin trata-se de um pequeno estudo sobre o destino, a condição de vida do homem e:

    1. o tempo
    2. o relógio
    3. as estações
    4. as idades

  3. Os quatro dançarinos (um homem e três mulheres) presentes na composição representam a Pobreza, a Riqueza, o Prazer (ou Ócio) e:

    1. a Esperança
    2. o Trabalho
    3. a Verdade
    4. a Bonança

  4. Os quatro estágios pelos quais normalmente passa o homem durante sua vida fugaz representam:

    1. a Roda da Fortuna
    2. a Roda de Samsara
    3. as Idades do Homem
    4. as Idades da História

  5. A dançarina que olha diretamente para o observador, como se o convidasse a fazer parte do grupo representa:

    1. a Riqueza
    2. a Pobreza
    3. o Prazer
    4. o Trabalho

  6. O dançarino que traz na cabeça uma coroa de louros e encontra-se de costas para o observador representa:

    1. a Riqueza
    2. a Pobreza
    3. o Prazer
    4. o Trabalho

  7. A dançarina que usa roupas simples e tem um lenço de linho a cobrir-lhe os cabelos representa:

    1. a Riqueza
    2. o Prazer
    3. a Pobreza
    4. o Trabalho

  8. A bailarina que traz uma coroa de pérolas que lhe enredam os cabelos representa:

    1. o Prazer
    2. a Pobreza
    3. o Trabalho
    4. a Riqueza

  9. O Prazer que simboliza a luxúria, o hedonismo e a ociosidade segura firmemente a mão:

    1. da Riqueza
    2. do Prazer
    3. da Pobreza
    4. do Trabalho

  10. O Trabalho segura a mão do Prazer e a:

    1. do Ócio
    2. da Pobreza
    3. do Trabalho
    4. da Riqueza

  11. Os dois personagens que se encontram descalços são a Pobreza e:

    1. o Trabalho
    2. a Pobreza
    3. o Prazer
    4. a Riqueza

  12. A mão esquerda da Pobreza está segura pela do Trabalho, enquanto com a mão direita ela tenta segurar a mão …………. que lhe parece fugir.

    1. do Prazer
    2. da Riqueza
    3. da Pobreza
    4. do Trabalho

  13. A Riqueza tem a mão direita segura pelo Prazer e hesita, com a esquerda, a segurar a mão:

    1. da Pobreza
    2. do Prazer
    3. da Riqueza
    4. do Trabalho

  14. 14.Um menininho nu, no canto esquerdo da composição, brinca com bolhinhas de sabão, o que enfatiza o conceito de “homo bulla” (homem bolha), ou seja, as bolhas lembram a ………………. da vida humana.

    1. frivolidade
    2. efemeridade
    3. individualidade
    4. dificuldade

  15. O menininho que se encontra no canto direito da composição tem na mãozinha direita ……………. que simboliza o passar do tempo.

    1. um destilador
    2. uma ampulheta
    3. uma bureta
    4. um condensador

  16. Uma figura alada nua e de barba e cabelos brancos toca para que o quarteto baile na dança da vida. Trata-se …………… e sua presença também representa a brevidade da vida.

    1. do Senhor da Vida
    2. do Dono de Tudo
    3. do deus Júpiter
    4. do Pai Tempo

  17. Todas as afirmativas sobre o pilar de pedra situado à direita da composição estão corretas, exceto:

    1. Trata-se do busto de Jano, ornamentado com colares de flores.
    2. O busto é duradouro, as flores são efêmeras, assim como o homem.
    3. O deus egípcio é representado em seu pedestal com duas cabeças.
    4. A cabeça mais jovem vê o futuro e a mais velha olha para o passado.

  18. No céu ………….., o deus do Sol, passa com o seu cortejo.

    1. Hermes
    2. Apolo
    3. Hades
    4. Zeus

  19. As Horas, fiéis servidoras do deus sol, seguem-no. Elas simbolizam ………….. que também passam, como se fossem uma dança, como a que acontece embaixo.

    1. as Horas
    2. as Estações
    3. o Universo
    4. os Planetas

  20. O deus sol carrega nas mãos um imenso círculo que não tem princípio e nem fim, representando:

    1. a Terra
    2. a Eternidade
    3. o Tempo
    4. o Paraíso

  21. À frente de Apolo e seu séquito está ……………, a deusa do amanhecer, a mostrar-lhe o caminho. Sua função é apanhar as nuvens escuras da noite e abrir a entrada da manhã. Ela espalha flores pelo caminho.

    1. Aurora
    2. Vênus
    3. Hera
    4. Héstia

  22. A dança desenvolve-se num movimento circular que por sua vez se encontra dentro de um:

    1. retângulo
    2. quadrado
    3. círculo
    4. triângulo

  23. A personagem simbolizando …………….. divide as duas figuras geométricas ao meio, ou seja, ela é a figura central da composição.

    1. o Prazer
    2. a Pobreza
    3.   a Riqueza
    4. o Trabalho

  24. Ao colocar em evidência as quatro figuras alegóricas que, de mãos dadas dançam numa roda com os corpos voltados para fora da roda e de costas umas para as outras, o pintor destaca o conceito de que:

    1. Existe bastante riqueza no mundo para suprir a ambição humana.
    2. As condições da vida formam opostos (Pobreza x Riqueza, Trabalho x Ócio).
    3. Se cada um pegasse o que quer, não haveria pobreza no mundo.
    4. As contingências da vida jamais nos obrigam a fazer escolhas.

  25. A técnica usa pelo pintor na criação desta pintura é:

    1. óleo sobre tela
    2. óleo sobre madeira
    3. afresco
    4. aquarela

Gabarito
1.b / 2.a / 3.b / 4.a / 5.c / 6.d / 7.c / 8.d / 9.a / 10.b / 11.a / 12.b / 13.a / 14.b / 15.b/ 16.d / 17.c / 18.b / 19.a / 20.b / 21.a / 22.d / 23.c / 24.b / 25. a

 

Veronese – A FESTA NA CASA DE SIMÃO
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A gigantesca composição denominada A Festa na Casa de Simão é uma obra religiosa do pintor italiano Paolo Veronese que apresenta o banquete na casa de Simão de Betânia — um dos fariseus que passara a seguir o Mestre após ser curado da lepra e, por isso, foi tido como um de seus apóstolos. Para mostrar sua gratidão, Simão ofereceu um banquete a Jesus, quando esse se encontrava em Betânia, durante a sua última visita. Reuniu os apóstolos, os seguidores da nova fé e também alguns judeus. A pintura já passou por inúmeras restaurações.

Duas grandes mesas, forradas com toalhas brancas, estão postadas num imenso salão decorado com colunas e estátuas gregas, o que comprova a riqueza do anfitrião. Cristo encontra-se sentado à mesa, à esquerda. Uma auréola de luz sobre sua cabeça distingue-o dos demais presentes, revelando sua divindade. Maria Madalena, prostrada no chão, traz um dos pés do Mestre em suas mãos, enquanto o enxuga. No chão, tombado, jaz um pequeno jarro, onde antes havia água. Cerca de quarenta figuras humanas, entre homens, mulheres e crianças, dominam a composição. Animais por ali também trafegam, como os dois cães e um gato que brincam no centro da composição.

Uma enorme abertura no salão, dividindo o espaço em duas partes similares, conduz à parte externa da casa, onde podem ser vistas algumas árvores e um céu azul com nuvens brancas. E apesar de tratar-se de uma obra religiosa, há certa liberdade de expressão por parte do pintor que dispõe figuras nuas da mitologia grega, decorando o ambiente da festa, também ornado com uma magnífica arquitetura grega. A sequência de cenas na pintura de Veronese também mostra os usos e costumes da época.

Paolo Veronese fez muitas pinturas religiosas com temas festivos, como a descrita acima, onde Cristo sempre se encontrava presente. Ele usava as histórias dos Evangelhos como pretexto para apresentar festas pomposas em ambientes teatrais, ricamente decorados. Reproduzia realisticamente a vida social da época, principalmente no tocante ao vestuário. Dentre essas obras podem ser citadas: A Ceia de Emaús, O Casamento em Canaã, A Festa na Casa de Levi, etc.

Ficha técnica
Ano: c. 1567/70
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 710 x 275 cm
Localização: Museu de Brera, Milão, Itália

 Fontes de pesquisa
1000 obras-primas da pintura europeia
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
http://www.wga.hu/html_m/v/veronese/06/

OS PASTORES DA ARCÁDIA  (Aula nº 67 B)
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O pintor francês Nicolas Poussin, que escolheu Roma como sua cidade adotiva, era um apaixonado pelo Classicismo. Estudou as estátuas clássicas com grande entusiasmo na intenção de que o conhecimento proporcionado por elas fosse capaz de ajudá-lo a criar obras nas quais pudesse mostrar, segundo sua concepção, a inocência e a dignidade vividas nas terras de antigamente. A obra intitulada “Os Pastores da Arcádia” é uma de suas criações mais conhecidas e louvadas em todo o mundo, resultante dos anos a fio de seu estudo dedicado à arte greco-romana. Segundo o escritor David Gariff, “Nicolas Poussin foi o principal defensor do Classicismo na pintura barroca europeia. (…) Suas pinturas exerceram enorme influência sobre a Academia Francesa por mais de um século, onde seus seguidores tornaram-se conhecidos como ‘poussinistas’.” O artista é tido como o mais destacado pintor francês do século XVII, fundador do neoclassicismo francês. Hoje estudamos esta pintura tida como uma obra-prima desse maravilhoso mestre do Barroco italiano. Primeiramente é necessário acessar o link Poussin – PASTORES DA ARCÁDIA e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer necessário.

  1. A obra em estudo pode ser classificada em três gêneros. Marque o incorreto:

    1. Mitológico
    2. Alegórico
    3. Bucólico
    4. Histórico

  2. Todas as afirmativas acerca da pintura estão corretas, exceto:

    1. Mostra-se como um corpo sólido e um padrão imaculado de beleza e harmonia.
    2. Tudo na composição apresenta-se no seu devido lugar, na medida exata.
    3. Apenas a colocação da lápide mostra-se casual e vaga em meio à paisagem.
    4. A obra repassa uma sensação de simplicidade natural, descanso e sossego.

  3. A cena acontece numa tranquila e luminosa paisagem, banhada pela luz quente:

    1. da tarde
    2. da manhã
    3. da madrugada
    4. do meio-dia

  4. Uma cadeia de montanhas perfila-se diante do horizonte, lembrando uma paisagem:

    1. mediterrânea
    2. andina
    3. alpina
    4. amazônica

  5. Três jovens e belos pastores, com seus cajados e coroas florais, e uma linda rapariga encontram-se diante de:

    1. uma pedra tumular
    2. uma funda cisterna
    3. um monumento egípcio
    4. uma entrada de caverna

  6. As quatro figuras são modeladas como se fossem estátuas:

    1. egípcias
    2. bizantinas
    3. clássicas
    4. góticas

  7. Provam que os três moços são pastores:

    1. as coroas florais e as sandálias
    2. as sandálias e os cajados
    3. as vestes curtas e os cajados
    4. as coroas florais e os cajados

  8. Um dos pastores, usando uma túnica azul e sandálias da mesma cor, tenta decifrar a inscrição epigráfica contida na lápide tumular, o que sugere ser ele:

    1. o mais curioso
    2. o mais culto
    3. o menos inibido
    4. o menos jovem

  9. Todas as afirmações relativas aos pastores estão corretas, exceto:

    1. O pastor à direita da composição usa um manto vermelho e sandália branca.
    2. O pastor situado à esquerda da tela usa um manto rosa e apoia-se no cajado.
    3. O pastor de vermelho traz o pé esquerdo apoiado numa das pedras do túmulo.
    4. O pastor com o cajado na mão direita encontra-se descalço, olhando para baixo.

  10. Acerca da jovem que acompanha os pastores não podemos afirmar que:

    1. Coloca sua mão direita sobre o ombro do pastor próximo a ela.
    2. Seu olhar está voltado para o pastor de pé à sua frente.
    3. Apresenta-se bem vestida com um traje azul-marinho e amarelo dourado.
    4. Traz os olhos fixos no pastor que decifra a inscrição da lápide tumular.

  11. Ela pode ser tida como …………. uma das nove musas — personificada como a musa da história e da criatividade ou a personificação da região da Arcádia.

    1. Clio
    2. Euterpe
    3. Tália
    4. Calíope

  12. É interessante notar que o braço do pastor que tenta decifrar a inscrição forma uma sombra na lápide, lembrando uma foice de cabo comprido — símbolo típico:

    1. do trabalho
    2. da lavoura
    3. dos pastores
    4. da morte

  13. “Memento mori” é uma expressão …………… que significa algo como “lembre-se de que você é mortal” ou “lembre-se de que você vai morrer” ou traduzido literalmente como “lembre-se da morte”.

    1. grega
    2. aramaica
    3. latina
    4. egípcia

  14. Esta composição é uma elegia sobre:

    1. a vida tranquila no campo
    2. a amizade entre as pessoas
    3. a transitoriedade da vida
    4. a importância de viver o “agora”

Gabarito
1.d / 2.c / 3.b / 4.a / 5.a / 6.c / 7.d / 8.b / 9.b / 10.a / 11.a / 12.d / 13.c / 14.c