A MENTIRA DIMINUI A CONFIANÇA

Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria do Dr. Telmo Diniz

pinoq

Quem nunca contou uma mentirinha? Sempre foi usada como estratégia de defesa ou, ao contrário, para ataques. A mentira faz parte do cotidiano de todos nós. Está sempre nos cercando. Porém, em alguns casos, a mentira pode ser doença. Certos distúrbios psiquiátricos têm como característica o hábito de mentir. São estes casos que devem ser identificados e tratados.

Conceitualmente, mentir é o ato intencional e deliberado de fazer uma declaração falsa. É também conhecida por mitomania ou mentira compulsiva. É alguém que mente por hábito, normalmente desde a infância. A maioria das pessoas mente por medo de que algo possa dar errado, o que é uma forma de defesa. Por outro lado, a mentira compulsiva interfere no julgamento racional, no relacionamento familiar e, especialmente, social. As mentiras podem ser pequenas ou muito elaboradas e cheias de detalhes. Os mitômanos podem esconder a verdade sobre tudo, pois dizer a verdade pode ser extremamente desconfortável para eles.

Não se sabe exatamente a causa da mitomania. Um conjunto de fatores associados pode estar por trás do problema: histórico de vida, relacionamentos, relação parental, genética, etc. Acredita-se que a baixa autoestima, somada à necessidade de atenção e à tentativa de se proteger de situações constrangedoras, marque o início da mitomania.

Há muitas consequências em ser um mentiroso patológico. Mentiras que se perpetuam destroem relacionamentos e amizades. Se a doença continua a progredir, a mentira pode se tornar tão grave que, eventualmente, pode causar problemas de ordem social, psicológica e até legal. A pessoa geralmente é excluída do grupo que frequenta por vivenciar situações sem saída, passar por situações embaraçosas e perder a confiança de todos ao seu redor. Com o tempo, é natural que as pessoas que rodeiam um mitômano percebam a mentira.

Mais importante do que identificar a ação repetida de mentir é reconhecer esse ato como um hábito patológico. Mentira excessiva é um sintoma comum de diversas doenças mentais. Por exemplo, pessoas que sofrem de transtorno de personalidade antissocial usualmente mentem para se beneficiar de outrem. Alguns indivíduos com transtorno de personalidade borderline podem mentir para chamar a atenção, alegando que eles foram mal tratados ou pressionados.

Portanto, o reconhecimento pelo indivíduo dos prejuízos que seu comportamento pode trazer para si e para terceiros é de extrema relevância para o início do tratamento, que geralmente envolve acompanhamento psicológico e, no caso de pessoas que também apresentem outros quadros psiquiátricos (como depressão e ansiedade), o tratamento medicamentoso deve ser considerando. Psicoterapia é um dos poucos métodos para tratar uma pessoa que sofre de mitomania, pois ajuda o indivíduo a desenvolver novos repertórios, reforçando relatos verdadeiros e ignorando os relatos falsos.

Na realidade, na doença de Pinóquio, a mentira não aumenta o nariz, apenas diminui a confiança.

A SUPERVALORIZAÇÃO DAS APARÊNCIAS

Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Apresentado por Lu Dias Carvalho rs

O brasileiro Roberto Shinyashikyi figura entre os grandes nomes deste país na atualidade. Ele é médico psiquiatra, conferencista, empresário e escritor. Dentre os seus temas prediletos estão a qualidade de vida e a motivação presentes na vida das pessoas. Dono de um pensamento lógico e bastante convincente, ele deu uma entrevista excelente à revista ISTO É, em que questiona os valores existenciais de nosso tempo, destacando a supervalorização das aparências. Para ele, nós temos autoestima em demais e o que nos falta é competência. Repasso parte da entrevista para os leitores deste blog, como forma de reflexão:

Isto É Quem são os heróis de verdade?

RS – Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena, porque não conseguiu ter o carro, nem a casa maravilhosa. Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida e não para impressionar os outros. São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.

Isto É – O Sr. citaria exemplos?

RS – Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos, empregado em uma farmácia. Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis. Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem. É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana. Em países como o Japão, a Suécia e a Noruega, há mais suicídios do que homicídios.

Isto É – Por que tanta gente se mata?

RS – Parte da culpa está na depressão das aparências, que, por exemplo, acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.

Isto É – Qual o resultado disso?

RS – Paranoia e depressão cada vez mais precoce. O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece. A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança. Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos. Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas. Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo…

Isto É – Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?

RS – Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento. Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência. Cuidado com os burros motivados. Há muita gente motivada fazendo besteira. Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado. Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão. Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado. Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia. O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.

Isto É Está sobrando autoestima?

RS – Falta às pessoas a verdadeira autoestima. Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha autoestima está baixa. Antes, o “ter” conseguia substituir o “ser”. O cara mal educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom. Hoje, como as pessoas não conseguem nem “ser”, nem “ter”, o objetivo de vida se tornou “parecer”. As pessoas parecem que sabem, parece que fazem, parece que acreditam. E poucos são humildes para confessar que não sabem. Embora a autoestima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.

Isto É Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?

RS – Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis. Quem vai salvar o Brasil? O Lula. Quem vai salvar o time? O técnico. Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta. O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia: “Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarreia durante um jantar no Palácio de Buckingham”. Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarreia. Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo. A gente tem de parar de procurar super-heróis, porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.

Isto É O conceito muda quando a expectativa não se comprova?

RS – Exatamente… A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso. A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.

Isto É Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?

RS – O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las. São três fraquezas: A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança. Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.

Isto É Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?

RS – A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade:
A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se eles não tivessem significados individuais. A segunda loucura é você ter de estar feliz todos os dias. A terceira é você ter que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: Você ter de fazer as coisas do jeito certo. Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo à praia ou ao cinema…

Quando era recém-formado, em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: “Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz”. Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.

Nota: quem quiser ler toda a entrevista, acesse:
RobertoShinyashikihttp://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/12528_CUIDADO+COM+OS+BURROS+MOTIVADOS

UM COCHILO DEPOIS DO ALMOÇO

Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria do dr. Telmo Diniz
sauna12

A sesta é aquele breve cochilo que vem após o almoço. É um período de sono tradicional e muito comum em alguns países europeus, particularmente naqueles de clima mais quente. A palavra “sesta” tem origem na expressão latina “hora sexta”, que no calendário romano correspondia à sexta hora a partir do início da manhã, ou seja, ao meio-dia. Agora, seria lógico dar um cochilo após o almoço?

A sesta é um hábito cultural fortemente arraigado em países como a Espanha, Itália e Portugal. Há relatos de que surgiu como uma reação ao clima e, que, por isso, as pessoas optavam por dormir nas horas mais quentes do dia e trabalhar nas horas mais frescas. Mas fisiologicamente não é isso o que ocorre. Quando acabamos de almoçar, três coisas acontecem: o fluxo de sangue aumenta na região gastrointestinal (isso reduz o aporte de O2 para o cérebro); há uma maior produção de ácido clorídrico para favorecer a digestão (isso aumenta a produção de bicarbonato na circulação); e, por fim, uma maior quantidade de glicose no cérebro dará o sinal de saciedade. Estes três fatores em conjunto causam redução da atividade cerebral e tem a sonolência como consequência. É uma ação normal e fisiológica do organismo.

É fato que um cochilo depois do almoço pode fazer um bem enorme para qualquer pessoa e também para os colaboradores das empresas que adotam o método. O hábito da sesta é uma prática agradável que revigora a pessoa, melhora o estado de alerta à tarde e alivia o estresse. Diversas empresas no mundo, inclusive no Brasil, já disponibilizam instalações para o descanso dos funcionários, uma vez que essa prática melhora o desempenho e o rendimento no trabalho.

Dormir a sesta é benéfico para a saúde porque o cérebro precisa descansar depois da alimentação. Se descansarmos após comer, nossa capacidade de resolver problemas aumenta, estimulando a criatividade, a imaginação e a intuição. Ao longo dos últimos anos, pesquisadores vêm reforçando a importância do sono para nossa memória. Um trabalho conduzido no Laboratório de Cronobiologia Humana da Universidade Federal do Paraná (UFPR) mostrou que a sesta pode contribuir para a solução de problemas lógicos. A conclusão foi obtida após estudo com 29 voluntárias – universitárias com idades entre 18 e 35 anos – que foram expostas a um jogo de desafios. O grupo das que fizeram a sesta alcançou um índice de sucesso duas vezes maior que o daquelas que não tiraram o benéfico cochilo.

O tempo recomendado para a sesta segundo estudiosos da área é de que o ideal fica entre 15 e 20 minutos, no máximo. É o tempo suficiente para descansar e gozar os benefícios da mesma. Prolongar muito a sesta poderia ser contraproducente, ocasionando maior sonolência no restante do dia, bem como prejudicando o sono noturno. Não podemos confundir a sesta como um convite ao ócio ou à preguiça. Se tiver oportunidade, pratique e sinta as diferenças.

Nota: obra de Fernando Botero

A IMPORTÂNCIA DE SE TER AMIGOS

Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria do Dr. Telmo Diniz

rato123456

Diversos estudos em todo mundo têm indicado que ter amigos não apenas melhora a qualidade de vida como de fato pode fazer com que você viva mais e melhor. Ter amigos é uma arma que pode ajudar a combater doenças como a ansiedade e a depressão, além de reduzir o ritmo do envelhecimento precoce. Você aí que está gastando uma grana com livros de autoajuda pode se beneficiar, e muito, desta poderosa ferramenta: ter amigos.

Um estudo conduzido na Universidade Oxford elaborou uma pesquisa neste foco. O resultado foi que os homens, que saem ao menos duas vezes por semana, acompanhados por uns quatro amigos (não mais que isso) são mais saudáveis e generosos. O estudo também aponta que eles ainda se recuperam mais rápido das doenças. Pois é, se você implica com seu marido que ele está saindo muito com os amigos, repense. Disso pode depender o estado de saúde dele.

Outro estudo conduzido na Austrália, durante dez anos, concluiu que pessoas mais idosas com um amplo círculo de amigos tinham 22% menos chance de morrer durante o estudo, em comparação com os indivíduos com poucos amigos. Já em 2006, foram acompanhadas 3.000 enfermeiras com câncer de mama. As que não tinham amigos ou tinham poucos amigos tinham duplicada as chances de mortalidade. A amizade foi encarada como uma forma de proteção (nem mesmo o cônjuge foi associado a uma maior sobrevida).

Em um estudo que durou seis anos com mais de 700 suecos de meia-idade, ficou comprovado que a falta de amizade é tão perigosa quanto fumar, quando se trata dos riscos de sofrer um ataque cardíaco. Pessoas com menos amigos têm quase o dobro de chance de morrer de doenças do coração e são duas vezes mais propensas a contrair gripes e resfriados. Quem tem amigos tem uma função imunológica melhor. Isto confere proteção! Por isso, é importante cuidar do círculo de amizade próximo, investindo nas relações.

Diversas pesquisas sugerem que, para manter nossa saúde, devemos interagir com outras pessoas por pelo menos seis horas ao dia. Esse contato aumenta a sensação de bem-estar e diminui preocupações e o estresse. Isto também vale para as amizades no trabalho. Especialistas do MIT, nos EUA, mostraram que até mesmo pequenas doses de interação social podem causar grandes ganhos de produtividade durante o labor.

Por fim, ter amigos aumenta nosso positivismo. Foi o que revelou uma pesquisa da Universidade da Virginia, nos EUA. Alunos foram levados para uma colina íngreme com mochilas pesadas para carregarem. Depois, perguntaram a eles quão acentuado era o aclive. Os estudantes que se mantiveram perto dos amigos acreditavam que a inclinação era menor do que a realidade. Ou seja, o estudo concluiu que ter amigos a quem recorrer faz com que os problemas pareçam menores e, consequentemente, possam ser enfrentados de forma mais amena.

Nota: obra de Fernando Botero

O TRABALHO COMO UM PLANO DE VIDA

Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria do Dr. Telmo Diniz

mandi1

Uma frase atribuída ao filósofo chinês Confúcio – “Faça aquilo que gosta e não terá de trabalhar um único dia na sua vida,” –, ganha força no mercado de trabalho. Antigamente, as pessoas enxergavam seu trabalho apenas como meio de suprir as suas necessidades, porém, setores de RH (Recursos Humanos) observaram que a humanização das relações trabalhistas e a satisfação no ambiente de trabalho são quesitos importantes. Várias pesquisas, feitas ao redor do mundo, mostram que pessoas felizes produzem mais e com mais qualidade em relação aos que trabalham por trabalhar.

Raj Sisodia, consultor indiano e professor da universidade de Harvard, relatou em 2013, em pesquisa realizada pela Gallup, que no mundo, 72% das pessoas não gostam do próprio trabalho. Desse total, quase 20% estão “ativamente desengajadas”, ou seja, elas têm interesse real em prejudicar a própria empresa em que trabalham.

Alguns sinais simples podem indicar que você deve repensar seu emprego:
• Quando começa a apresentar doenças recorrentes.
• Quando passa a cometer erros frequentes em atividades, que antes realizava bem.
• Quando passa a culpar o outro (o chefe, a falta de tempo, de recursos, etc), terceirizando responsabilidades.
• Quando no domingo, à noite, bate aquela tristeza, gerando um desânimo enorme.
• Quando a remuneração está insatisfatória, onde um salário incompatível é um fator de desmotivação no trabalho.
• Quando há falta de perspectivas, com baixas chances de crescimento na empresa.
• Quando você não tem boas possibilidades de desenvolvimento e os projetos não são mais desafiadores.

Enfim, se você chega todos os dias em casa, reclama, e só sabe falar mal do chefe, talvez seria hora de criar coragem e procurar um novo emprego. Correto? Às vezes, não!

Um professor de ciência da computação na Universidade de Georgetown ficou obcecado pela ideia de responder a uma pergunta simples: “Por que algumas pessoas acabam amando sua carreira e outras não?”. O professor foi investigar profissionais que faziam o que amavam nas mais variadas atividades — agricultores, músicos, roteiristas, investidores de risco, programadores, etc. Durante o estudo, ele percebeu que na maior parte dos casos, o amor pelo trabalho desenvolve-se ao longo do tempo, conforme as pessoas moldam a vida profissional de maneira significativa. O processo de construção seria, portanto, mais importante para a satisfação do que a escolha inicial, com base em uma suposta preferência. Os motivos para uma pessoa ficar insatisfeita com o trabalho são diversos, mas a satisfação raramente tem a ver com alguma inclinação preexistente.

O trabalho ocupa, sim, uma parcela importante da vida de cada um, e é fundamental buscar atividades que dão prazer. Mas tem de ser crítico nas decisões de carreira. O profissional deve afastar a ideia ingênua de que uma mudança traz felicidade. Na verdade, a melhor estratégia é enxergar o trabalho como parte de um plano de vida, que tenha múltiplas fontes de satisfação, além da profissional. Acredite em seus sonhos, persista, realize.

Nota: quadro Operário, de Tarsila do Amaral

O SEXO NO MUNDO DAS PESQUISAS

Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria do Dr. Telmo Diniz

mandi12

O sexo é praticado desde o tempo de Adão e Eva. Entretanto, o assunto continua intrigando cientistas em todo o mundo. Várias pesquisas sobre o tema são publicadas todos os anos, algumas sem a menor importância, outras muito bizarras e outras de caráter científico-comportamentais. Pensando nisto, listei algumas delas que, no mínimo, são curiosas.

Quer ganhar um salário maior? Faça mais sexo! Pelo menos esta é a conclusão de um estudo britânico que analisou a vida sexual de 7.500 gregos. E não é prostituição. Funcionários que transam duas ou três vezes por semana ganham quase 5% mais do que seus colegas sexualmente inativos. “Pessoas que estão mais felizes em casa são mais produtivas no trabalho, o que resulta em salários maiores”, resume o autor do estudo.

Gostaria de perder peso fazendo sexo? Desta forma surgiu o livro “Pleasurable Weight Loss” (perdendo peso com prazer, em tradução livre), da especialista e professora de sexologia Jena la Flamme. Durante seus estudos em Nova York, ela percebeu que a atividade sexual e a perda de peso estão completamente conectadas, e não apenas no quesito queima de calorias. Ela explicou que uma vida sexual ativa diminui a vontade de comer alimentos pouco saudáveis, em especial os doces.

Já uma pesquisa da Universidade Queens, na Irlanda, apontou que ter relações sexuais pela manhã favorece a liberação de oxitocina, conhecido hormônio do amor, pois promove a sensação de bem-estar e segurança, muito presente entre os casais apaixonados. Então, seria melhor pela manhã e numa quinta-feira?

Uma pesquisa da London School of Economics and Political Science concluiu que a quinta-feira é o melhor dia da semana para ter relações sexuais. Os pesquisadores explicaram que, às quintas-feiras, é registrado no sangue o maior nível de cortisol, o hormônio que estimula a energia, e é nas primeiras horas da quinta-feira, quando há uma maior produção de testosterona nos homens e de estrogênio nas mulheres, o que leva ao aumento da libido.

Uma empresa britânica convidou cerca 2.000 voluntários para chegar a uma possível fórmula do relacionamento perfeito. As conclusões foram: sexo duas vezes por semana (por cerca de dez minutos, sem contar as preliminares); cinco abraços por dia; dizer “eu te amo” antes de ir dormir; ter o mesmo gosto em filmes; cozinhar junto com o parceiro e ser capaz de admitir que está errado depois de uma briga.

Já em uma universidade da Coreia do Sul, chegou-se à conclusão de que fazer sexo melhora a cognição. O estudo foi conduzido com pessoas acima de 60 anos (portanto, idosos), e os que tinham uma atividade sexual maior apresentaram uma melhor capacidade de memorização e uma menor tendência a desenvolver quadros de demência.

Pesquisas à parte, sexo é uma fonte de prazer, faz bem ao corpo, à saúde e à qualidade de vida, bem como reduz os níveis de estresse. “Amor é prosa, sexo é poesia”, sentencia Arnaldo Jabor.

Nota: a obra que ilustra o texto é do pintor Leonid Afremov