Arquivo do Autor: LuDiasBH

A ARTE DO SIMBOLISMO

Autoria de LuDiasBH

As últimas décadas do século XIX e o período que antecedeu a Primeira Guerra Mundial primaram pela prosperidade e pela modernidade e foi justamente nesse período que surgiram dois novos movimentos artísticos: o Simbolismo e a Arte Nova (ou Art Nouveau). A França foi o berço do Simbolismo, mas contou com adeptos em grande parte da Europa, sendo Paris e Bruxelas os mais importantes centros do pensamento e da obra simbolista, cujas raízes estavam fincadas no Movimento Estético que achava ser mais importante trazer à imaginação um clima com leves harmonias de cor ao invés de narrar uma história. Os anos 1880 foram o ápice desse movimento.

 O Simbolismo foi, portanto, um movimento artístico surgido na década de 1880 que se contrapôs ao materialismo e às mudanças tecnológicas do século XIX, ou seja, foi uma oposição aos movimentos naturalistas — o Realismo e o Impressionismo — que dominaram o cenário artístico depois da década de 1850. O termo “simbolismo” foi cunhado por Jean Moréas, poeta de arte francês, ao escrever um artigo para o Le Figaro, jornal diário francês, que tinha por título “O Simbolismo”, termo este que acabou sendo estendido a todo estilo imaginativo e intuitivo de pintura que se abstivesse da objetividade e do naturalismo. O manifesto simbolista foi escrito por ele em 1886.

Os pintores simbolistas criticavam os movimentos naturalistas que se dedicavam apenas ao que viam, renegando a imaginação, o intelecto e as emoções. Achavam necessário criar imagens que trouxessem à lembrança certos climas e sentimentos. Preferiam a visão interior, os sentimentos e as ideias como os pontos de partida da arte, ao invés de explorar o mundo exterior palpável, ou seja, aquele que os sentidos podiam apreender. Queriam que a arte se fizesse presente por meio da linha, da cor e da forma, assim como acontecia com a poesia e a música. Eles não tinham símbolos determinados, mas preferiam imagens que fossem bastante evocativas. Bem mais do que um estilo, o Simbolismo era uma concepção artística, sendo ao mesmo tempo uma tendência literária e artística.

Não se deve confundir o “sonho simbolista” com o sonho analisado por Freud, aquele que se tem ao dormir. Os simbolistas não tinham conhecimento sobre a existência do subconsciente. O sonho a que se referiam diziam respeito a uma ilusão consciente, aprimorada com as experiências sensuais relativas ao sentido estético, capazes de distanciar a mente de preocupações corriqueiras e, assim, propor e trazer experiências inesperadas e casuais, conduzidas pela imaginação humana, providas de estímulos emocionais e sensuais. Em resumo, o artista simbolista não se encontrava inerte, adormecido ou inconsciente, mas atento ao que se passava em sua mente.

Sendo o sonho uma fonte de inspiração dos escritores e pintores simbolistas, é normal que suas obras tenham como características seu componente fantástico indispensável e suas imagens cheias de emocionalidade. Eles buscavam explorar a experimentação sensorial através da imaginação. Para fugir do mundo físico, tentavam tornar seus sentidos tão conscientes e tensos a ponto de torná-los doídos. Em suma, o sonho simbolista buscava se extasiar com a experiência sensual instigada por estímulos artificiais.

As obras simbolistas almejavam encontrar a experimentação da provocação sensual da imaginação. Através dela seus autores não queriam ser demais claros ou excessivamente difíceis de serem compreendidos. À medida que o movimento se desenvolvia, a representação da realidade concreta ia sendo deixada de lado na busca de um maior aprofundamento no significado da obra de arte. No que diz respeito à poesia simbolista, sua característica principal era a de botar o sentido do poema em um segundo plano, para que os sons das palavras, ou seja, seus aspectos materiais, ganhassem mais destaque. O Simbolismo em Paris deu destaque a um grande número de artistas e literatos como Gustave Moreau e Stéphene Mallarmé.

Os simbolistas, tanto escritores quanto pintores, recobraram temas da mitologia clássica e da Bíblia que estivessem dentro daquilo que buscavam. Algumas vezes expunham o tema sem oferecer referências, ou seja, sem indicar espaço, tempo ou pessoas, mas criando imagens próprias sem ser preciso referir-se ao passado clássico ou bíblico. A imagem de Salomé, por exemplo, personagem bíblica, em razão de sua sensualidade era extremamente popular entre os simbolistas, sendo ao mesmo tempo objeto de horror e fascínio. Eles a viam como a representação da sensualidade feminina, vista sob o ponto de vista masculino, mostrando-se ao mesmo tempo fascinante e mortífera.

O pintor francês Eugène Delacroix em meados do século XIX expôs a ideia de que era possível fazer uso da cor tanto para descrever como para expressar. Os pintores simbolistas pegaram esta ideia de Delacroix e desenvolveram-na. Alguns deles exploraram ideias semelhantes com a linha e a forma. Para eles, quando a superfície pictórica é sutilmente organizada, a cor e a linha chegam ao ápice de sua expressividade. E se uma obra é excessivamente descritiva, ela deixa de ser um apoio eficiente do conjunto, tornando-se mais um elemento de distração. Com base em tal conceito a maioria dos pintores simbolistas eliminavam os detalhes na representação das imagens mais importantes.

O Simbolismo contou com vários grupos, sendo o que se estabelecera durante um pequeno tempo em Pont-Aven (Bretenha) um dos mais importantes. Dele faziam parte Paul Gauguin, Emile Bernard e Paul Sérusier. Esse grupo sentiu-se seduzido pelo folclore camponês e pela religiosidade daquela gente dos rincões rurais. Tratava-se de um campo ideal para que fizessem experiências com imagens de sonhos e recordações, usando formas simplificadas, cores não naturais e padrões rítmicos.

Obs.: Reforce seus conhecimentos com artigos referentes a este estilo:
Jan Toorop – AS TRÊS NOIVAS
Munch – A DANÇA DA VIDA
Teste – A ARTE DO SIMBOLISMO

Fontes de pesquisa
Tudo sobre arte/ Editora Sextante
Manual compacto de arte/ Editora Rideel
A história da arte/ E. H. Gombrich
História da arte/ Folio
Arte/ Publifolha

Munch – A DANÇA DA VIDA

Autoria de LuDiasBH

O norueguês Edvard Munch (1863 – 1944) era o segundo filho do casal Christian Munch e Laura Catherine. Seu pai era um médico tradicional, muito devoto,  moralista e castrador. O artista perdeu sua mãe, aos 30 anos de idade, vitimada pela tuberculose, assumindo a tia Karen Bjolstad, irmã dela, o controle da família. Aos 16 anos de idade, Munch matriculou-se para estudar engenharia, mas um mês depois deixou o curso para estudar pintura. Aos 26 anos o pintor fez sua primeira viagem a Paris, ocasião em que perdeu o pai. Foi influenciado pelo trabalho de Vincent van Gogh e Paul Gauguin.

A composição intitulada A Dança da Vida faz parte de uma série de pinturas e gravuras do artista sobre a condição humana. Munch era capaz de desenvolver sua iconografia sem que para isso houvesse qualquer perda de inteligibilidade.  Trata-se, portanto, de uma obra simbolista em que ele usa ao máximo os recursos expressivos da linha, da cor e do ritmo, ampliando sua relação com o tema.  É uma composição em friso (banda ou tira pintada em parede), levemente simétrica, com a finalidade de levar o observador a fazer uma série de comparações.

O artista toma como temática de sua obra as três idades da mulher, mostrando também estágios diferenciados do amor, numa cena que se desenrola como uma dança numa praia. Não existe uma localização específica, ou seja, um cenário determinado, parecendo encontrar-se fora do tempo e do espaço, assim como não há uma passagem lúcida ou verossímil do primeiro plano para o fundo da composição. Ali se misturam a areia, o prado e o horizonte.

O ritmo da pintura está ligado à disposição das figuras que se mostram em dois terrenos narrativos. Em primeiro plano estão as três figuras femininas, uma delas com seu par de olhos fechados, ambos distantes do mundo em derredor e unidos, através de linhas onduladas, numa única figura. Ao fundo outras figuras são vistas a dançar agitadamente. A composição está centrada a partir do casal em primeiro plano. O sol (ou lua) é formado por um ponto brilhante no horizonte, evidenciando-se no fundo do quadro, refletindo sobre a água, o que leva a uma forte conotação sexual. Dele desce uma coluna de luz pálida e misteriosa que se projeta na água.

O artista pintou a natureza com formas simples, linhas onduladas e cheias de força, deixando à vista o movimento do pincel, enquanto os personagens são retratados com pinceladas verticais, assim como o reflexo da luz do sol (ou da lua) e o pequeno arbusto inclinado que mostra flores simbolizando o amor. Esta obra simbolista de Munch, além de repassar ideias e sentimentos, vai bem além da descrição comum do viver cotidiano.

O artista não se preocupou em colocar imagens específicas a fim de guiar o observador na interpretação da cena. O que caracteriza as figuras é a postura, a expressão e a cor dos vestidos de cada uma:

  • o branco simbolizando a virgindade e o gesto de colher uma flor indicando que está apaixonada, ou seja, a inocência com traços platônicos;
  • o vermelho simbolizando a idade do amor, da sedução e da maturidade;
  • o preto simbolizando a viuvez e a resignação diante da solidão.

A obra mostra uma progressão da esquerda para a direita e da claridade para a escuridão, o que cria uma faixa que se põe além da realidade temporal, representada pelo artista com a arrebatada dança na praia. O sol (ou lua) é visto no céu. Mais tarde Munch reconheceu que a inspiração para este quadro foi um verão em Asgardstrand (paisagem da costa norueguesa), onde dançou com o seu primeiro amor. Esta obra, portanto, reflete sua vida interior, transcendendo o simples terreno pessoal — o que era tão comum aos artistas simbólicos. Esta composição, portanto, pode ser vista como um exemplo da propagação internacional das influências, técnicas e ideias simbolistas.

Ficha técnica
Ano: 1889/1900
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 1,25m x 1,9m
Localização: Galiria Nacional, Oslo, Noruega

Fonte de pesquisa
Edvard Munch / Coleção Folha
História da arte/ Folio

Jan Toorop – AS TRÊS NOIVAS

Autoria de LuDiasBH

A obra intitulada As Três Noivas é um trabalho simbolista do pintor neerlandês Jan Toorop (1858 1928) em que ele usa ao máximo os recursos expressivos da linha, da cor e do ritmo, ampliando sua relação com o tema. Trata-se de uma composição em friso (banda ou tira pintada em parede), levemente simétrica, com a finalidade de levar o observador a fazer uma série de comparações.

A composição apresenta três noivas como figuras centrais. A que ocupa a parte do meio da obra repassa um ar de inocência. À sua direita encontra-se a “noiva de Cristo” que é recebida com lírios brancos e à esquerda está a “noiva demoníaca”, numa atitude imóvel, hipnótica e medonha, com um enfeite de chifres na cabeça e um colar de caveiras. Ela recebe uma bebida desconhecida.  A noiva representando a inocência é a principal figura. Ela se encontra entre duas forças opostas: bem e mal. Atrás das noivas aparece um coro de cantores, cujos sons são caracterizados por desenhos lineares, linhas curvas na parte considerada bendita da obra e quebradas na parte tida como maldita.

Nos cantos superiores da tela (à esquerda e à direita) apresentam-se mãos cruzadas e sinos de onde saem linhas bem finas que possivelmente têm por finalidade indicar sons. Duas das mulheres que aparecem em primeiro plano agitando sinos menores de onde saem linhas representando sons. A ação de linhas e ritmos dão grande expressividade à obra em questão.

A pintura representa a luta entre o bem e o mal, luta essa desencadeada pela noiva inocente que se mostra confusa entre a noiva religiosa e a “femme fatale”. Não existe um cenário determinado, o que repassa a sensação de estar fora do tempo e do espaço. Embora Toorop tenha deixado para trás as referências específicas à religião, ele mantém certos traços icnográficos reconhecíveis a fim de que sua obra não perdesse a compreensão. Esta obra simbolista do artista, além de repassar ideias e sentimentos, vai bem além da descrição comum do viver cotidiano.

A composição conhecida como As Três Noivas pode ser vista como um exemplo da propagação internacional das influências, técnicas e ideias simbolistas. Ela mostra uma série de imagens, sendo que muitas delas mostram origem claramente cristã. O artista utiliza essas imagens para trazer à imaginação um conjunto de associações e notas com objetivos especificamente cristãos. A organização rítmica da composição reforça sua expressividade vibrante que repassa toda a obra.

Esta pintura é tida como simbolista, ao eliminar a descrição materialista da vida cotidiana e ao tentar criar um tema geral que traz grande significação espiritual, usando apenas procedimentos sugestivos e expressivos, peculiar ao seu meio, à sua técnica e ao próprio tema da obra.

Ficha técnica
Ano: 1893
Técnica: carvão e lápis de cor sobre papel marrom
Dimensões: 78 cm x 98 cm
Localização Museu Kröeller-Müller, Otterlo, Holanda

Fonte de pesquisa
História da arte/ Folio

Teste – A ARTE DO SIMBOLISMO

As últimas décadas do século XIX e o período que antecedeu a Primeira Guerra Mundial primaram pela prosperidade e pela modernidade e foi justamente nesse período que surgiram dois novos movimentos artísticos: o Simbolismo e a Arte Nova (ou Art Nouveau). A França foi o berço do Simbolismo, mas contou com adeptos em grande parte da Europa, sendo Paris e Bruxelas os mais importantes centros do pensamento e da obra simbolista, cujas raízes estavam fincadas no Movimento Estético que achava ser mais importante trazer à imaginação um clima com leves harmonias de cor ao invés de narrar uma história. Os anos 1880 foram o ápice desse movimento.

  1. O Simbolismo pode ser descrito como um movimento artístico surgido na década de 1880 que se contrapôs ao materialismo e às mudanças tecnológicas do século XIX, ou seja, foi uma oposição aos movimentos naturalistas:

    1. Realismo e Impressionismo
    2. Expressionismo e Realismo
    3. Romantismo e Pontilhismo
    4. Maneirismo e Cubismo

  2. Embora tenha se expandido por grande parte da Europa, a ————– foi o berço do Simbolismo:

    1. Alemanha
    2. França
    3. Holanda
    4. Itália

  3. Os pintores simbolistas criticavam os movimentos naturalistas que se dedicavam apenas ao que viam e renegavam:

    1. a realidade e o senso de humor.
    2. as linhas, os contornos e as cores forte.
    3. a imaginação, o intelecto e as emoções.
    4. os estilos ligados ao Classicismo.

  4. Marque a alternativa incorreta acerca do Simbolismo:

    1. Paris e Bruxelas foram os mais importantes centros do pensamento e da obra simbolista
    2. Os anos 1880 foram o ápice desse movimento.
    3. Os simbolistas não tinham conhecimento sobre a existência do subconsciente.
    4. O “sonho simbolista” é o mesmo sonho analisado por Freud, aquele que se tem ao dormir.

  5. Sendo o sonho uma fonte de inspiração dos escritores e pintores simbolistas, é normal que suas obras tenham como característica:

    1. a nudez das deusas da mitologia greco-romana.
    2. um componente fantástico e imagens cheias de emocionalidade.
    3. a representação do homem de uma maneira realista.
    4. o uso da perspectiva segundo os princípios matemáticos e geométricos.

  6. Acerca da afirmação “No que diz respeito à poesia simbolista, sua característica principal era a de botar o sentido do poema em um segundo plano, para que os sons das palavras, ou seja, seus aspectos materiais, ganhassem mais destaque”, podemos dizer que:

    1. está totalmente incorreta.
    2. encontra-se parcialmente correta.
    3. pertence à Arte Nova.
    4. está totalmente correta.

  7. Os pintores simbolistas pegaram esta ideia do pintor francês ———- e desenvolveram-na.

    1. Delacroix
    2. Paul Gauguin
    3. Paul Monet
    4. Jacques-Louis David

  8. A imagem de ………., personagem bíblica, em razão de sua sensualidade era extremamente popular entre os simbolistas, sendo ao mesmo tempo objeto de horror e de fascínio.

    1. Rute
    2. Susana
    3. Judite
    4. Salomé

  9. Um dos mais aclamados pintores simbolistas foi:

    1. Caravaggio
    2. El Greco
    3. Edvard Munch
    4. Georges Seurat

  10. Poeta brasileiro tido como o precursor do Simbolismo no Brasil:

    1. João da Cruz e Souza
    2. João da Costa Guimarães
    3. Augusto dos Anjos
    4. Eugênio de Castro

Obs.: Reforce seus conhecimentos com artigos referentes a este estilo:
A ARTE DO SIMBOLISMO
Jan Toorop – AS TRÊS NOIVAS
Munch – A DANÇA DA VIDA

Gabarito

1a / 2b / 3c / 4d / 5b / 6d / 7a / 8d / 9c / 10a

A ARTE DO NEO E DO PÓS-IMPRESSIONISMO

Autoria de LuDiasBH

Os estudiosos da Arte consideram o Neoimpressionismo e o Pós-Impressionismo como uma extensão do Impressionismo, originados do descontentamento de alguns artistas com suas limitações, embora não se possa negar que o Impressionismo transformou e elevou a arte francesa, ao mostrar novas maneiras de retratar o mundo físico, contudo, esses pintores achavam que ele já se esgotara — o que acaba acontecendo com todo estilo de arte. Queriam bem mais do que pintar sombras e reflexos. Tanto é que, dentre as mudanças efetuadas por eles estavam o uso de cores vivas, camadas grossas de tinta e pinceladas expressivas que fortaleciam as formas geométricas.

Os dois termos, portanto — Neoimpressionismo e Pós-Impressionismo — dizem respeito a um período (1880 a 1910) de renovação artística ímpar. Se eram variados os estilos dos pintores desses 30 anos de Neoimpressionismo e Pós-Impressionismo, variados também eram seus temas. Em nenhum dos casos tratava-se de grupos coesos com objetivos específicos ou com um estilo em comum. Os artistas dessa fase, dotados de estilos específicos, não podem ser enquadrados em um movimento artístico.

Muitos dos artistas que trabalharam nesse período haviam passado pela fase impressionista ou foi por este movimento influenciado em um ou outro aspecto de sua caminhada. Essa nova geração de artistas almejava, além da busca pelo naturalismo, expressar sentimentos e ideias — o que não estava presente no Impressionismo — através de suas pinceladas, do uso radical da cor e do contexto. Dentre esses pintores, Cézanne foi aquele que maior influência exerceu sobre outros artistas. Foram seus experimentos com a composição e o volume que levaram ao Cubismo e à Arte Abstrata.

Os artistas desse período recriaram a arte da pintura ao ressaltar as formas geométricas e aplicar um colorido artificial, a exemplo de Cézanne que revolucionou a perspectiva com a aplicação de planos interrompidos de cor e de Georges Seurat que desenvolveu uma técnica conhecida como “pontilhismo” (ou divisionismo), ao estudar as cores complementares, aplicando-as sobre a tela como pequenos pontos regulares de cor pura, com o objetivo de que esses se fundissem diante do olhar do observador, dando vida a uma mistura óptica de cores.

A tela intitulada “Tarde de Domingo na Ilha da Grande Jatte”, de autoria de Georges Seurat, foi responsável por lançar o Neoimpressionismo. Após sua morte precoce aos 31 anos, seu grande amigo Paul Signac tornou-se o líder do grupo, tendo escrito que “a técnica dos impressionistas é instintiva e instantânea, a dos neoimpressionistas é deliberada e constante”. A expressão “neoimpressionismo” foi cunhada pelo crítico Félix Fénéon e caracteriza-se pelas pinturas de Seurat e pelo modo como ele usa pontos de cor pura.

O termo “pós-impressionista”, criado pelo pintor e crítico de arte inglês Roger Fry, engloba, na verdade, a obra de quatro artistas: Paul Cézanne, Georges-Pierre Seurat, Vincent van Gogh e Paul Gauguin. Sendo todos eles, de uma forma ou de outra, influenciados pelo Impressionismo, como mostram as evidências: Cézanne foi atraído pela estrutura pictórica; a Seurat interessou o caráter científico da cor; Van Gogh usou as pinceladas fortes para transmitir sua intensidade emocional; e Gauguin fez experiências com o uso simbólico da cor e dos traços. São tidos como os principais precursores dos movimentos artísticos do século XX. A eles foram agregados os nomes de Renoir e Toulouse-Lautrec.

Obs.: Reforce seus conhecimentos com artigos referentes a este estilo:
Cézanne – AS GRANDES BANHISTAS (III)
Seurat – TARDE DE DOMINGO NA GRANDE JATTE
Signac – CAPO DI NOLI
Teste – A ARTE DO NEO E PÓS-IMPRESSIONISMO
Toulouse-Lautrec – NO MOULIN ROUGE: A DANÇA…
Van Gogh – NOITE ESTRELADA

Fontes de pesquisa
Tudo sobre arte/ Editora Sextante
Manual compacto de arte/ Editora Rideel
A história da arte/ E. H. Gombrich
História da arte/ Folio
Arte/ Publifolha

Teste – A ARTE DO NEO E PÓS-IMPRESSIONISMO

Os estudiosos da Arte consideram o Neoimpressionismo e o Pós-Impressionismo como uma extensão do Impressionismo, originados do descontentamento de alguns artistas com suas limitações, embora não se possa negar que o Impressionismo transformou e elevou a arte francesa, ao mostrar novas maneiras de retratar o mundo físico, contudo, esses pintores achavam que ele já se esgotara – o que acaba acontecendo com todo estilo de arte. Queriam bem mais do que pintar sombras e reflexos. Tanto é que, dentre as mudanças efetuadas por eles estavam o uso de cores vivas, camadas grossas de tinta e pinceladas expressivas que fortaleciam as formas geométricas.

  1. O Neoimpressionismo e o Pós-Impressionismo agregaram na pintura artistas que tinham um estilo bem próprio, não podendo ser enquadrados em um movimento artístico único.

    Dentre esses artistas podem ser citados:

    1. El Greco, Massacio, Renoir, Fra Angélico e Botticelli
    2. Lautrec, Van Gogh, Gauguin, Seurat e Cézanne.
    3. Degas, Signac, Monet, Portinari e Di Cavalcanti
    4. Da Vinci, Goya, Turner, Seurat e Delacroix

  2. Artista, referente a esse período, que pintou a vida boêmia de Paris:

    1. Toulouse-Lautrec
    2. Edgar Degas
    3. Van Gogh
    4. Paul Gauguin

  3. Artista pertencente a esse período e que refletia sua intensidade emocional através de suas pinceladas fortes, teve uma vida curta e conturbada, cheia de fracassos, só ganhando fama após a morte, estando seus quadros hoje entre os mais caros do mundo:

    1. Cézanne
    2. El Greco
    3. Van Gogh
    4. Monet

  4. Esse artista francês ficou conhecido, sobretudo, por seus trabalhos exóticos e de cores intensas, realizados após conhecer o Taiti:

    1. Paul Cézanne
    2. Edgard Degas
    3. El Greco
    4. Paul Gauguin

  5. Um dos quadros mais famosos de Vincent Van Gogh chama-se:

    1. Os Girassóis
    2. Mulheres no Poço
    3. As Banhistas
    4. Mulheres do Taiti

  6. Acerca dos artistas que fizeram parte do Neo-impressionismo e do Pós-Impressionismo podemos afirmar que:

    1. não formavam um grupo coeso ou um movimento único.
    2. não compartilhavam de um objetivo ou de um estilo em comum.
    3. a maioria deles passou por uma fase impressionista.
    4. Todas as respostas são verdadeiras.

  7. Dentre esses pintores, ———— foi aquele que maior influência exerceu sobre outros artistas. Foram seus experimentos com a composição e o volume que levaram ao Cubismo e à Arte Abstrata.

    1. Paul Cézanne
    2. Vincent van Gogh
    3. Georges Seurat
    4. Paul Gauguin

  8. Desenvolveu uma técnica conhecida como “pontilhismo” (ou divisionismo), ao estudar as cores complementares, aplicando-as sobre a tela como pequenos pontos regulares de cor pura, com o objetivo de que esses se fundissem diante do olhar do observador, dando vida a uma mistura óptica de cores:

    1. Van Gogh
    2. Paul Gauguin
    3. Georges Seurat
    4. Toulouse-Lautrec

  9. É tido como o quadro mais importante da técnica pontilhista (divisionista):

    1. Veleiros e Pinheiros
    2. A Montanha de Sainte-Victorie
    3. Paisagem de Martinica
    4. Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte

  10. Os artistas desse período queriam bem mais do que pintar sombras e reflexos, como faziam os impressionistas. Dentre as mudanças efetuadas por eles estavam:

    1. o uso de cores vivas.
    2. camadas grossas de tinta.
    3. pinceladas fortes.
    4. Todas as respostas são verdadeiras.

Obs.: Reforce seus conhecimentos com artigos referentes a este estilo:
A ARTE DO NEO E DO PÓS-IMPRESSIONISMO
Cézanne – AS GRANDES BANHISTAS (III)
Van Gogh – NOITE ESTRELADA
Signac – CAPO DI NOLI
Toulouse-Lautrec – NO MOULIN ROUGE: A DANÇA…
Seurat – TARDE DE DOMINGO NA GRANDE JATTE

Gabarito

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