Arquivo do Autor: LuDiasBH

Sargent – NO JARDIM DE LUXEMBURGO

Autoria de LuDiasBH

Eu não julgo, apenas relato. (Sargent)

O pintor italiano John Singer Sargent (1856—1925), filhos de imigrantes estadunidenses, estudou na Academia de Belas Artes de Florença e depois na Escola de Belas Artes de Paris. Veio a conhecer o grupo de pintores impressionistas, tendo maior contato com Monet, embora seus trabalhos fossem expostos no Salão de Paris, pois não se engajou em nenhum movimento específico, sendo um grande generalista. Muito produtivo, o pintor de retratos, paisagens, murais e aquarelas, criou, ao longo de sua vida, cerca de 900 pinturas a óleo e mais de 2.000 aquarelas, assim como inúmeros esboços e desenhos a carvão. Foi um dos mais importantes retratistas e muralistas de sua época. Durante a Primeira Guerra Mundial, Sargent trabalhou na linha de frente a fim de documentar as atrocidades da guerra.

A composição intitulada No Jardim de Luxemburgo é uma obra do artista que toma o lago no centro do parque — um dos maiores do lado esquerdo do rio Sena — como peça central de sua pintura. A sua maior preocupação é com a luz. Por isso, para retratar o jogo de luz e sombra (preocupação constante dos impressionistas), ele pinta o parque no horário do crepúsculo vespertino, quando a lua imerge a cena numa luz violeta-acinzentada. Seus reflexos espalham-se pelo chão de cascalho. Flores vermelhas espalhadas pelos canteiros revigoram a paisagem, assim como o verde das árvores. A lua, ainda presente no céu, formada por uma grande bola dourada, atrai imediatamente os olhos do observador. Seu reflexo brilha na superfície do lago.

Em primeiro plano, no meio da praça, caminha um casal de braços dados, pertencente à alta sociedade. A mulher usa um longo vestido vaporoso com a saia com babados. Ao erguê-la, ela deixa à vista uma fração da parte de baixo de suas vestes. Usa um chapéu amarelo com tule que desce até seu pescoço e orna-o com um laço feito na ponta do queixo. Traz um leque na mão que se enlaça em seu companheiro. O homem veste um terno preto, fuma um cigarro e traz na mão um chapéu amarelo arredondado que parece um reflexo da lua. Junto ao lago, um homem lê um jornal, enquanto pessoas sentadas em sua beirada parecem conversar. Um sujeito solitário, à esquerda, está sentado num banco. Um garoto brinca junto ao lago com um barco de papel. Outros grupos de pessoas são vistos pelo jardim, ao fundo, assim como estátuas e outras decorações.

Ficha técnica
Ano: 1879
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 65,7 x 92,4 cm        
Localização: Museu de Arte da Filadélfia, Filadélfia, EUA

 Fontes de Pesquisa:
Impressionismo/ Editora Taschen
https://www.1st-art-gallery.com/John-Singer-Sargent/In-The-Luxembourg-
https://www.philamuseum.org/collections/permanent/101764.html

CORONA-19 — PRIMEIRO A VIDA OU A ECONOMIA?

Entrevista com Monica Bolle

As injustiças com as quais a gente convive não são sustentáveis no médio e longo prazo e deixam as economias extremamente vulneráveis quando a gente tem um choque como esse, causado por um vírus. A gente caminha para sistemas mais justos. (Monica de Bolle)

Vamos vencer o coranavírus com sabedoria e respeito à vida humana (Francisca Pereira da Rocha Seixas)

A economista e professora da Universidade Johns Hopkins em Washington, Estados Unidos, Monica de Bolle conversou com a TV 247 sobre a crise financeira mundial causada pela pandemia do novo coronavírus. Ela enviou um recado aos empresários brasileiros que insistem em afirmar que a crise da economia do País será mais grave que o próprio vírus. 

O dono da Havan, Luciano Hang, do Madero, Junior Durski, o diretor do Giraffas, Alexandre Guerra, e o empresário Roberto Justus, além de Jair Bolsonaro, já defenderam que o Brasil não pare por conta do coronavírus por acreditarem que a crise econômica trará mais danos ao País do que a pandemia em si. Monica de Bolle desmontou este argumento e esclareceu que, caso a pandemia seja tratada com descaso, os brasileiros terão que reconstruir o país como um todo, e não só a economia.

“Esse argumento não tem base científica nenhuma. Vou passar um recado bem duro aqui para os empresários que pensam isso: vocês estão brincando com o colapso dos países ao dizer uma coisa dessas, vocês não estão brincando com o colapso da economia, vocês estão brincando com o colapso de um país. O que acontece se uma epidemia foge de controle e mata tanta gente quanto essa mata, sobretudo com a sobrecarga do sistema de saúde, o que acontece é: colapso social, colapso político e colapso econômico, que tal? Isso a gente não sabe reconstruir. A gente sabe reconstruir a saída de uma epidemia se as medidas sanitárias que tiverem sido adotadas estiverem no lugar, mesmo que isso cause um quadro de depressão econômica a gente sabe reconstruir uma economia depois de um quadro de depressão econômica, mas a gente não sabe reconstruir um país depois de um colapso generalizado, que é o que acontece se vocês deixarem a epidemia correr solta”.

Monica disse que espera que o Brasil saia da crise com menos descrença na ciência e sabendo da importância do fortalecimento do multilateralismo. “Aqueles governantes e aquelas pessoas que hoje são anticiência, antieducação, terraplanistas de vários tipos, esses aí eu espero que sumam do mapa depois que essa epidemia acabar. A outra coisa é o renascimento do multilateralismo. Eu acho que uma das coisas que a gente vai ver na saída dessa crise, por necessidade, porque os países têm que trabalhar juntos, não têm alternativa, vai haver eu acho uma refundação do multilateralismo com bases diferentes daquelas que foram firmadas no pós-guerra”, disse, lembrando que foi o que ocorreu também após a Segunda Guerra Mundial.

Questionada sobre a necessidade de cortar salários dos servidores, a economista disse que não é a hora de discutir redução de salários e classificou como “desmiolado” quem coloca este tema em pauta. Ela pontuou que quando for preciso discutir cortes salariais, é necessário discutir primeiramente os cortes em supersalários.

Para a professora, os governadores brasileiros estão corretos em trabalhar em conjunto e sem dependerem do governo federal. A economista falou também que o ministro da Economia, Paulo Guedes, está isolado. “O Paulo Guedes já colocou um cordão de isolamento em torno dele próprio. Hoje, se por acaso for aprovada a medida da renda básica emergencial, ela derruba completamente os planos que o Paulo Guedes tinha desenhado anteriormente. Já é um sinal do Congresso Nacional trabalhando para o país em vez de ficar aí dependendo de um Executivo que não faz nada”.

Ela também ressaltou que o Brasil não vai quebrar com a crise por conta da dívida pública. “Vamos lembrar o seguinte: a dívida pública brasileira está praticamente toda denominada em reais. Quem é que detém essa dívida? Os bancos, as instituições financeiras, os veículos de investimentos. Os bancos vão começar a jogar fora títulos da dívida pública ou não vão querer mais comprar títulos da dívida pública? Isso requer um esforço do governo, o Brasil já teve razões dívida/PIB extremamente elevadas e rolagens de dívida super curtas, a gente vivia isso nos anos 80”.

Monica disse acreditar que o País superará o coronavírus e aprenderá a ser uma sociedade mais justa após este cenário caótico. “As injustiças com as quais a gente convive não são sustentáveis no médio e longo prazo e deixam as economias extremamente vulneráveis quando a gente tem um choque como esse, causado por um vírus. A gente caminha para sistemas mais justos”.

SAÚDE E VIDA EM TEMPOS DE COVID-19

Anistia Internacional

Saúde e vida são direitos humanos!

Como movimento global de 7 milhões de pessoas no mundo pela defesa dos direitos humanos, a Anistia Internacional pede a todos e todas união neste momento, adotando medidas individuais que protejam a todas e todos. É importante que, aqueles que puderem, sigam as orientações quanto ao isolamento, a fim de minimizar os riscos de transmissão, especialmente para as pessoas do chamado grupo de risco, como idosos e pessoas com doenças crônicas e pessoas com baixa imunidade devido a tratamentos de saúde. É fundamental também adotar os devidos protocolos de higiene. Não há necessidade de estoque de alimentos e de itens de higiene.

É dever do Estado garantir atendimento de saúde para toda a população e garantir acesso a informações claras, precisas, confiáveis e de fácil acesso e entendimento. Trabalhadoras e trabalhadores não podem ter seus rendimentos impactados pela crise. As autoridades precisam urgentemente dar respostas neste sentido, para que as pessoas não se exponham por necessidades financeiras. Além disso, precisam dar o exemplo à população, obedecendo prontamente às normas sanitárias. Profissionais de saúde precisam receber cuidados extras, com acesso a todos recursos de proteção necessários, além de terem seus esforços reconhecidos e valorizados. Discriminação contra qualquer grupo não é tolerável nem neste momento, nem em qualquer outro. Epidemia não é desculpa para racismo ou xenofobia. Nada é! E não se esqueça: saúde é um direito humano!

Enfrentamos o que já se configura como uma das maiores crises da história, com esses dois direitos tão básicos e preciosos para nós ameaçados diante da pandemia da Covid-19. São tempos complicados que exigem atenção de todos nós! Na região das Américas, o contexto de constantes violações dos direitos humanos que antecedem à pandemia e que podem se agravar por conta dela exigem um olhar específico. Foi pensando nisso que publicamos uma série de recomendações para que esses países cumpram suas obrigações internacionais de direitos humanos ao construir suas respostas à pandemia de Covid-19.

Trata-se de uma lista de quatro medidas que as autoridades devem adotar e quatro que não devem adotar nesses tempos. O documento afirma que:

  • os governos não devem discriminar;
  • não devem deixar os grupos de alto risco para trás;
  • não devem empregar repressão ou força excessiva para implementar medidas de saúde pública, nem devem censurar ou limitar o acesso a informações baseadas em evidências ou limitar o acesso à prevenção.
  • Os Estados devem garantir os direitos dos trabalhadores e sua assistência social;
  • garantir o acesso de todos e todas à água, ao saneamento básico e à assistência médica;
  • assegurar uma resposta à pandemia que enfoque na questão de gênero e que proteja o direito de privacidade das pessoas.

O momento exige união, solidariedade e empatia de todos e todas! Vamos superar esta crise, JUNTOS e JUNTAS! Precisamos unir esforços e seguir as medidas de segurança para vencermos essa batalha.

Se você puder, FIQUE EM CASA! Se não puder, triplique a atenção com a higiene e onde você está tocando suas mãos. O Covid-19 é seríssimo e propaga com muita facilidade.

 

Pissarro – GEADA BRANCA

Autoria de LuDiasBH

O pintor francês Jacob Abraham Camille Pissarro (1830 – 1903) desde pequeno mostrava a sua inclinação pela pintura. Em Paris encantou-se com as telas de Camille Corot e tornou-se amigo de Paul Cézanne, Claude Monet, Charles-François, dentre outros artistas impressionistas. Teve quase todos os seus quadros destruídos por ocasião da guerra franco-prussiana, quando se mudou para a Inglaterra. Ao retornar a Paris, passou a pintar na companhia de Cézanne, influenciando-se mutuamente. Foi um dos fundadores do Impressionismo e um dos mais importantes artistas responsáveis pela coesão do grupo. Tornou-se famoso por ter sido o primeiro impressionista a trabalhar com a técnica da divisão de cores, obtida através do uso de manchas de cor isoladas. Também trabalhou com os neoimpressionistas, como Georges Seurat e Paul Signac, e fez uso do pontilhismo. Uma paleta de cores cálidas e a firmeza com que captava a atmosfera através de um trabalho definido de luz são características de sua obra. Foi professor de Paul Gauguin e de Lucien Pissaro, sendo esse último seu filho.

A composição intitulada Geada Branca é uma obra do artista. Foi apresentada na exposição impressionista de 1874, sendo mal vista pelos críticos de arte, mas Pissarro não se importou, dizendo que preferia voltar para seu trabalho a ler as críticas. Ao pintor interessava apenas os estados das paisagens, o que o levava a escolher os temas ao acaso, aprendendo com cada quadro que criava.

A obra em questão apresenta um caminho inclinado que leva ao cume do terreno. De ambos os lados existem campos. Subindo o caminho está um camponês que leva nas costas um feixe de lenha. Ao colocar a figura humana apoiando-se num cajado, o pintor mostra-nos que não se trata de um homem jovem, mas de um velho. O fato de a linha do horizonte encontrar-se muito alta torna a colina mais empinada.

A paisagem invernal não é bela e traz a sensação de isolamento com suas poucas árvores, montes de feno na linha do horizonte e o caminho que some no alto da colina. Inúmeras linhas e diagonais ascendentes, formadas por sombras alongadas e escuras, estendem-se pela paisagem, dando-lhe um ritmo próprio. Em primeiro plano, à direita, elas lembram um campo cheio de sulcos feitos pelo arado. Trata-se de uma experiência geométrica do pintor.

Ficha técnica
Ano: 1873
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 65 x 93 cm              
Localização: Museu d’Orsay, Paris, França

 Fontes de Pesquisa:
Impressionismo/ Editora Taschen
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
https://www.museeorsay.fr/en/collections/worksinfocus/painting/commentaire_id/white

SAÚDE MENTAL E QUARENTENA – COVID-19

Por Cristiane Bomfim*

A Covid-19 é uma doença nova e, por isso, temos poucas informações sobre ela. Não se sabe ao certo qual o melhor tratamento, quais os impactos dela na saúde, na economia e no nosso dia a dia. Essas questões geram ansiedade, que é aquela apreensão por algo que vai acontecer, mas que não sabemos como lidar. Em excesso, ela compromete a saúde mental. (Alfredo Maluf, psiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein)

 Isolamento social por, no mínimo, 14 dias. Shows e eventos cancelados. Comércios, restaurantes, bares e parques com portas cerradas. Cinemas e teatros com atividades suspensas. Escolas sem alunos. Voos suspensos ou cancelados e viagens adiadas. As ações para conter a propagação do novo coronavírus anunciadas nos últimos dias estão mexendo com a rotina e a cabeça do brasileiro. As preocupações ultrapassaram a transmissão da doença e os cuidados com a saúde. Agora elas têm também viés social e econômico: como ficar em casa tanto tempo recluso? Como não trabalhar durante um tempo indeterminado? Como ajudar quem está com a Covid-19 sem correr risco? Como minimizar os riscos de endividamento do negócio próprio e do desemprego? O que fazer com as crianças em casa por tanto tempo? E como conter a saudade dos amigos e familiares? Como será o mundo depois que esta pandemia passar? 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a pressão psicológica e o estresse causado pela pandemia do novo coronavírus podem agravar ou gerar problemas mentais. Para orientar a população sobre como lidar com uma situação de estresse atípico, como a vivida atualmente, o Departamento de Saúde Mental da OMS produziu um guia de saúde mental para a pandemia. O material está disponível no site da Organização das Nações Unidas (ONU) com dicas para população geral, pessoas em isolamento, crianças e idosos.

O novo coronavírus é uma preocupação real. Mas é importante lembrar que o excesso de preocupação impede que providências pontuais sejam tomadas e causam sintomas como insônia, mal-estar, cansaço, pensamentos catastróficos. As decisões devem ser tomadas seguindo uma sequência de necessidades”, diz Maluf. Segundo ele, o primeiro passo em busca da saúde mental é “ter noção do que está acontecendo com base em informações sérias e o entendimento de que não conseguiremos resolver todas as questões, que há mudanças que dependem de decisões governamentais, por exemplo”. 

População em geral

  1. Reduza a leitura ou o contato com notícias que podem causar ansiedade ou estresse. Busque informação apenas de fontes fidedignas e dê passos práticos para preparar seus planos, proteger-se e a sua família.  Procure informações e atualizações uma ou duas vezes. A enxurrada de notícias sobre o assunto pode levar qualquer pessoa à preocupação. Informe-se com os fatos e não os boatos ou as informações erradas.
  2. Não existe nenhuma relação da doença com uma etnia ou nacionalidade. Demonstre empatia com todos os afetados em qualquer país. As pessoas infectadas não fizeram nada errado e merecem nosso apoio, compaixão e gentileza.
  3. Não se refira às pessoas com a doença como “casos de covid-19”, “vítimas”, “adoentados” ou termos similares. Eles são “pessoas com Covid-19 ou que estão em tratamento, ou se recuperando”. Depois de recuperados, eles continuarão a vida normal em família, no trabalho e com amigos. É importante reduzir o estigma.
  4. Projeta a si próprio e apoie os outros ajudando-os em seus momentos de necessidade. A assistência a outros em seu momento de carência pode ajudar a quem recebe o apoio como a quem dá o auxílio. Um exemplo: telefone para seus vizinhos ou pessoas em sua comunidade que precisam de assistência extra. Atuando juntos como uma comunidade pode ajudar a criar solidariedade e a enfrentar a Covid-19 em união. 
  5. Crie oportunidades para ampliar histórias e imagens positivas e úteis de pessoas na sua área que tiveram a Covid-19. Por exemplo: experiências de pessoas que se recuperaram da doença ou que apoiaram um ente querido e estão dispostas a contar como foi.
  6. Homenageie e aprecie o trabalho dos cuidadores e dos agentes de saúde que estão apoiando os afetados pelo novo coronavírus em sua região. Reconheça o papel deles para salvar vidas e manter todos seguros.

Crianças

  1. Em estresses e crises é normal para a criança buscar mais os pais e exigirem mais deles. Fale com seus filhos sobre a Covid-19 de forma honesta e apropriada à idade deles.  Se eles tiverem preocupações, o fato de falar sobre elas pode ajudar a baixar a ansiedade das crianças. Elas observam os pais, as emoções no ar e tiram daí seus mecanismos para lidar com as próprias emoções da melhor forma nesses momentos difíceis.
  2. Ajude as crianças a expressarem, de forma positiva, seus medos e ansiedades. Cada criança tem sua própria maneira de fazê-lo.  Algumas vezes, a atividade criativa, jogos e desenhos podem ajudar. As crianças se sentem melhor e mais aliviadas quando podem comunicar os sentimentos num ambiente de apoio.
  3. Mantenha as crianças perto dos pais e familiares. Caso uma criança tenha que ser retirada de seus pais ou tutores, assegure-se de que ela será bem cuidada. Garanta que durante o tempo da separação, o contato com os pais ou tutores seja feito duas vezes ao dia por chamadas de vídeo ou outra forma apropriada à idade da criança.
  4. Mantenha a rotina familiar sempre que possível e crie novas rotinas principalmente com as crianças em casa. Pense em atividades lúdicas e pedagógicas para fazer com elas. Incentive as crianças a continuarem brincando e se sociabilizando com os outros, mesmo que somente na família por causa do distanciamento social no momento.

Idosos e pessoas com problemas de saúde

  1. Idosos, especialmente em isolamento social ou com problemas cognitivos (como demência) podem se tornar ansiosos, estressados, com raiva, agitados e distanciados durante a quarentena. Ofereça a eles apoio emocional por meio de redes familiares ou de agentes de saúde. 
  2. Partilhe fatos simples sobre o que está acontecendo com informações claras e palavras compreensíveis para quem tem barreiras de entendimento. Repita a informação sempre que necessário.  Envolva a família e outras redes de apoio no fornecimento das notícias e de medidas de prevenção como a lavagem de mãos.
  3. Se você tem alguma doença ou síndrome, certifique-se de que seus medicamentos estão disponíveis para uso. Ative ainda seu grupo de amigos para pedir ajuda caso necessário.
  4. Esteja preparado e informado sobre como buscar ajuda, chamar um taxi, comprar comida. Providencie medicamentos para duas semanas, caso necessário.
  5. Aprenda exercícios físicos simples para fazer em casa todos os dias durante o isolamento e a quarentena para não reduzir a mobilidade. 
  6. Mantenha rotinas e tarefas regulares sempre que possível e crie novas num ambiente diferente. Entre elas atividades diárias, limpeza, canto, pinturas e outras. Ajude outros, vizinhos, amigos, crianças e pessoas em hospitais combatendo a Covid-19, sempre que for Seguro, claro. Mantenha o contato com pessoas queridas por telefone.

*da Agência Einstein
Fonte de pesquisa: Jornal online 247

Pissarro – A SALSICHEIRA

Autoria de LuDiasBH

Não tenho trabalhado no exterior nesta época, o tempo tem se mostrado inclemente e eu estou obcecado pela ideia de pintar quadros de figuras particulares, com cuja concepção ando em luta. (Pissarro)

O pintor francês Jacob Abraham Camille Pissarro (1830 – 1903) desde pequeno mostrava a sua inclinação pela pintura. Em Paris encantou-se com as telas de Camille Corot e tornou-se amigo de Paul Cézanne, Claude Monet, Charles-François, dentre outros artistas impressionistas. Teve quase todos os seus quadros destruídos por ocasião da guerra franco-prussiana, quando se mudou para a Inglaterra. Ao retornar a Paris, passou a pintar na companhia de Cézanne, influenciando-se mutuamente. Foi um dos fundadores do Impressionismo e um dos mais importantes artistas responsáveis pela coesão do grupo. Tornou-se famoso por ter sido o primeiro impressionista a trabalhar com a técnica da divisão de cores, obtida através do uso de manchas de cor isoladas. Também trabalhou com os neoimpressionistas, como Georges Seurat e Paul Signac, e fez uso do pontilhismo. Uma paleta de cores cálidas e a firmeza com que captava a atmosfera através de um trabalho definido de luz, são características de sua obra. Foi professor de Paul Gauguin e de Lucien Pissaro, sendo esse último seu filho.

A composição intitulada A Salsicheira é uma obra do artista. Ela mostra uma cena de mercado rural, em que várias pessoas — a maioria delas mulheres — vendem ou compram produtos. A sobrinha do artista — Eugénie Estruc — pousou para ele como salsicheira. Ela é a figura central da obra, ocupando o primeiro plano.

A salsicheira é uma jovem mulher que se mostra atenta ao seu trabalho debaixo de uma cobertura do mercado. Usa um avental branco com mangas sobrepostas da mesma cor para proteger seu vestido. Seus cabelos escuros estão presos num coque, ao contrário das demais mulheres vistas com lenços na cabeça ou chapéus. Sua mesa está cheia de produtos. Ela corta atentamente a carne sobre uma tábua de madeira, trazendo o corpo dobrado para frente. Caixas e cestas, escondidos debaixo da mesa, são responsáveis pelo transporte da mercadoria.

Uma mulher com blusa escura e saia azul está de frente para o observador, traz os olhos voltados para algo exposto numa mesa da qual só se vê uma pequena parte. Várias pessoas aglomeram-se nas outras bancas do mercado, comprando ou vendendo algo.

Ficha técnica
Ano: 1883
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 61,5 x 54,3 cm        
Localização: Galeria Nacional, Londres, Grã-Bretanha

 Fontes de Pesquisa:
Impressionismo/ Editora Taschen
https://de.wikipedia.org/wiki/La_Charcuti%C3%A8re
https://translate.googleusercontent.com/translate_crurl=translate.google.com.br&sl=en&sp=nmt4&u=https://www.ngv.vic.gov.au/essay/the-market-scenes-of-camille-pissarro