Arquivo da categoria: Mestres da Pintura

Estudo dos grandes mestres mundiais da pintura, assim como de algumas obras dos mesmos.

Renoir – LISE COM SOMBRINHA

Autoria de LuDiasBH

O júri havia estigmatizado Renoir como um rebelde, junto com Courbet, Manet e Monet. (Gary Tinterow – historiador de arte)

O pintor francês Pierre-Auguste Renoir (1841–1919) alegrava-se por ter nascido num família de grande talento manual, onde havia alfaiates, ourives e desenhista de modas. Para ele teria sido mais difícil se tivesse nascido numa família de intelectuais, pois teria levado muito tempo para se livrar das ideias recebidas. De origem humilde, aos 13 anos de idade Renoir deu início à sua carreira artística, pintando porcelanas, cortinas e leques para ajudar financeiramente sua família, composta por mais seis irmãos. Émile Laporte, seu colega nas aulas noturnas da Escola de Desenho e Arte Decorativa, incentivou-o a frequentar o ateliê do mestre suíço Charles Gleye, para que pudesse se ingressar na Academia, o que aconteceu dois anos depois.

A composição intitulada Lise com Sombrinha, ou simplesmente Lise, é uma obra-prima do artista que combina um retrato com uma paisagem. A elegante retratada é sua companheira Lise Tréhot — quase em tamanho natural — com quem viveu entre 1865 e 1871, tendo servido de modelo de muitas de suas obras.  Ao contrário de outros trabalhos seus que foram recusados, esta obra recebeu críticas positivas, tendo sido aceita pelo Salão de Paris em 1868. As iniciais do artista — AR — estão gravadas no tronco da árvore em segundo plano.

Lise encontra-se de pé numa clareira em uma floresta, com o corpo de frente para o observador e a cabeça virada para a sua direita. Usa um vestido longo de musselina branca, fechado até o pescoço, com uma enorme faixa preta que desce pela saia, caindo sobre a parte da vestimenta que descansa no solo. Suas mangas são transparentes. Finas fitas pretas compõem a renda das mangas e da parte de cima do vestido.

Sobre os cabelos presos Lise traz um pequeno chapéu de palha com fitas de tule vermelho em harmonia com seus brincos de pedras vermelhas. Ela segura na mão esquerda uma pequena sombrinha com cabo de marfim, ornada com renda preta na aba, que faz sombra sobre sua cabeça, pequena parte do tronco e no lado esquerdo do vestido. Sua vestimenta é típica de passeios ao ar livre no verão à época.

A parte do vestido branco que se encontra recebendo os raios solares mostra-se fulgurante, enquanto aquela que se encontra na sombra reflete um tom azulado. Ao fundo, o contraste claro-escuro dá ainda mais intensidade à luminosidade do branco. Ao deixar o rosto da retratada na sombra e o corpo sob a luz, o branco do vestido sobressai ainda mais.

Ficha técnica
Ano: 1867
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 182 x 113 cm          
Localização: Museu Folkwang, Essen, Alemanha

 Fontes de Pesquisa:
Impressionismo/ Editora Taschen
https://en.wikipedia.org/wiki/Lise_(Renoir)
https://useum.org/artwork/Lise-with-Umbrella-Pierre-Auguste-Renoir-1867

Fra Angelico – A COROAÇÃO DA VIRGEM II

Autoria de LuDiasBH

 Fra Angelico (1384–1455) é um dos mais importantes mestres entre o final do período Gótico e o chamado Proto-Renascimento. Ele foi inicialmente miniaturista, mas em contato com a efervescência da arte em Florença, responsável por liderar toda a Europa Renascentista, começou a pintar nos seus momentos de descanso, após cumprimento de seus deveres religiosos. Aos poucos seu nome passou a figurar entre os grandes pintores da época, chegando a ser recomendado à família Médici como “um dos melhores de Florença”. À reputação de religioso humilde e devoto juntou-se a de excelente pintor de arte sacra, cujas obras, segundo as pessoas de seu tempo, pareciam ser pintadas por anjos, tamanha era a paz e a quietude que transmitiam.

A composição intitulada Coroação da Virgem é uma obra-prima do pintor e miniaturista italiano. O artista que realizou várias obras com este tema representa a Virgem Maria sendo coroada por seu Filho como Rainha do Céu. Mãe e Filho encontram-se sob uma magnífica cobertura sustentada por colunas, assentada sobre vários degraus de mármore, rodeados por anjos musicistas. Atrás dos anjos e nos patamares inferiores estão os santos, acompanhando a coroação.  Alguns são vistos de costas para o observador.

Alguns dos santos podem ser reconhecidos em razão de seus atributos, como Santa Catarina de Alexandria que traz a roda de seu martírio diante de si; Santa Maria Madalena com o frasco de unguento; Santa Inês com o cordeiro; e São Nicolau de Bari com mitra de bispo e báculo (sua capa, voltada para o observador, traz imagens da Paixão de Cristo), dentre outros.

Fra Angelico contou nesta pintura com a ajuda de seus assistentes, principalmente no lado direito. As cores da obra, que tem a predominância do azul, dão-lhe grande luminosidade. Os azulejos do piso são pintados, levando em conta a perspectiva geométrica. Um límpido céu azul claro serve de fundo. Abaixo da pintura maior encontra-se uma plataforma (preddela) com cenas que retratam os milagres de São Domingos, sendo que na parte central foi pintada a ressurreição de Cristo.

Nota: São conhecidos dois quadros da “Coroação da Virgem” pintados por Fra Angelico. O outro (anterior a este) encontra-se na Galeria Uffizi em Florença/Itália. Esta obra foi levada para a França em consequência dos saques das Guerras Napoleônicas e ali permanece sob a alegação de que seu tamanho dificulta o transporte para a Itália.

Ficha técnica
Ano: c. 1430/35
Técnica: têmpera sobre madeira
Dimensões: 209 x 206 cm
Localização: Museu do Louvre, Paris, França

Fontes de pesquisa
1000 obras-primas da pintura europeia/ Ed. Könemann
Renascimento/ Editora Taschen
khristianos.blogspot.com

Mestres da Pintura – RENÉ MAGRITTE

 Autoria de LuDiasBH

Possuía alguma habilidade técnica da arte de pintar e, no meu isolamento, levei a cabo experiências que eram conscientemente diferentes de tudo quanto conhecia na pintura. Experimentei o prazer da liberdade ao pintar os quadros menos convencionais. (René Magritte)

 Magritte era basicamente um pintor de ideias, um pintor de pensamentos visíveis, mais do que de assuntos. (Marcel Paquet)

 Magritte acreditava que o pensamento consciente é que conduz a uma ideia, e a ideia é o que importa na pintura. (Stephen Farthing)

O desenhista, ilustrador e pintor belga René François Ghislain Magritte (1898 – 1967) era filho de Léopold Magritte – alfaiate e comerciante têxtil – e Régina. Sua mãe, que já tentara tirar a própria vida noutras vezes, suicidou-se quando ele tinha 14 anos de idade, deixando-lhe profundas cicatrizes. Ingressou ainda muito novo na Académie Royale des Beaux-Arts/Bruxelas (1916 a 1918), ali permanecendo apenas dois anos, pois achava as aulas improdutivas e pouco inspiradoras. Foi nessa época que conheceu Georgette Berger – que também estudava arte – com quem viria a se casar. Ela se tornaria – além de esposa – sua modelo e musa.

Magritte começou a pintar aos 12 anos de idade. Suas primeiras pinturas – datadas de cerca de 1915 – eram de estilo impressionista. Já as que ele criou durante os anos de 1918 a 1924 receberam influência do Futurismo e do Cubismo figurativo de Metzinger. Ele era um homem agnóstico, taciturno e aparentemente tímido que cultivava opiniões políticas de esquerda.  Sua primeira pintura surrealista, intitulada “O Jóquei Perdido”, foi criada em 1926.

O artista trabalhou numa fábrica de papel de parede, foi designer de cartazes e anúncios antes de ser contratado pela Galerie la Centaure. Tal contrato permitiu-lhe trabalhar em tempo integral com a pintura, vindo a tornar-se um dos principais artistas surrealistas de seu país, dono de imagens espirituosas e instigantes. Na maioria das vezes ele inseria objetos comuns num contexto incomum, desafiando a percepção do observador em sua realidade pré-condicionada. Suas estranhas justaposições desafiavam o espectador, exigindo que considerássemos novamente as propriedades dos elementos cotidianos do mundo ao  redor.

A primeira exposição de Magritte como pintor profissional aconteceu em 1927 em Bruxelas. As críticas desfavoráveis, contudo, deixaram o artista deprimido, levando-o a mudar-se para o subúrbio de Paris naquele mesmo ano. Tornou-se amigo de André Breton e inseriu-se no grupo de pintores surrealistas, ali criando suas famosas obras. Tal período foi de grande importância para sua carreira, pois, ao conviver com aquele grupo,  passou a expor seu trabalho junto ao deles. Tornou-se também amigo de Salvador Dalí e Marcel Duchamp, dentre outros. Viveu em Paris durante três anos, tornando-se um dos principais membros do movimento surrealista.

As criações artísticas de Magritte tanto se inclinavam para o surrealismo realista como para o realismo mágico, contudo, elas se encontravam em maior número dentro do realismo mágico, pois o artista gostava de explorar objetos do cotidiano, retratando-os em contextos inusitados, assim como cenas familiares e pessoas, dando-lhes uma visão bem diferente da encontrada na realidade, oferecendo ao observador representações impactantes. E suas estranhas posições levam o observador a repensar as propriedades das coisas ao seu redor. O artista era, portanto, dono de um grande senso de humor. Os objetos alcançavam em sua arte os contextos mais inesperados. Gostava de usar jogos de duplicação e seus arranjos eram muitas vezes bizarros.

O artista belga encontrou na pintura metafísica de Giorgio de Chirico a linguagem poética que tanto buscava. Ao ficar conhecendo a reprodução de “The Song of Love” de Chirico (obra criada em 1914), Magritte ficou extremamente emocionado, a ponto de dizer: “é um dos momentos mais emocionantes de minha vida: meus olhos viram o pensamento pela primeira vez”. Em 1929 René Magritte expós na Goeman Gallery em Paris juntamente com Salvador Dalí, Jean Arp, Chirico, Max Ernst, Juan Miró, Picabia, Picasso e Yves Tanguy.

Magritte voltou para a Bélgica em 1930. Fez exposição nos Estados Unidos e na Inglaterra.  O artista, cujas imagens influenciaram a art pop, minimalista e conceitual, morreu em 1967, aos 68 anos de idade, vitimado por um câncer.

Fontes de pesquisa
Magritte/ Editora Taschen
https://en.m.wikipedia.org/wiki/René_Magritte

Fra Filippo Lippi – ADORAÇÃO NA FLORESTA

Autoria de LuDiasBH

Lippi remove toda uma série de detalhes narrativos que teriam estado presentes em um presépio padrão – ele cria um conjunto de mistérios e os preserva. (Luke Syson)

 O pintor italiano Fra Fillipo Lippi (c.1406-1469) – também conhecido apenas como Lippo Lippi – perdeu seus pais quando ainda era criança, indo morar com uma tia que, por ser muito pobre, internou-o num mosteiro carmelita vizinho, portanto, ele entrou para a ordem do Carmelo quando era ainda muito criança e, ao que parece, contra a sua vontade. Vivendo no Mosteiro de Santa Maria del Carmine (Florença/Itália), onde teve a oportunidade de acompanhar os artistas Masolino e Masaccio que ali trabalhavam na pintura de afrescos. O contato com esses dois grandes artistas viria a influenciá-lo grandemente, como mostram seus trabalhos iniciais.

A delicada composição intitulada Adoração na Floresta é uma obra do artista, sendo tida como uma de suas mais primorosas obras e uma das mais finas do período. Foi inspirada nos ensinamentos de santa Brígida da Suécia – uma santa medieval – cujas visões mostravam Jesus chegando ao mundo como homem, entre pedras.

A Virgem Mãe, em primeiro plano, encontra-se ajoelhada, com as mãos em postura de oração, sobre um carpete verde salpicado de delicadas flores, diante de seu Menino nu, recém-nascido, que ali se encontra deitado – ponto focal da obra. Seu rosto delicado, direcionado ao filho, mostra certa tristeza, como se ela antevisse seu futuro. As dobraduras de seu rígido manto azul, enfeitado com ouro na barra, são extraordinárias. Há uma explosão de dourado na composição.

A floresta ao fundo é densa e escura, apresentando muitos pinheiros cortados e toras empilhadas. Não existem as figuras tradicionais que aludem ao nascimento de Jesus Cristo, como gruta, estábulo, vaca, burro, pastores, reis magos e José. Algumas flores silvestres possuem cinco pétalas numa alusão às Cinco Chagas que Jesus receberá em sua crucificação. Um pintassilgo – ave que se alimenta da semente do espinheiro – pousado no chão, próximo aos pés do pequeno Jesus, faz menção à coroa de espinhos que Cristo usará no futuro. À direita vê-se uma ave de pescoço longo.

Na parte superior, marcando o meio da tela, encontra-se Deus Pai com os olhos voltados para o Menino. Abaixo dele está o Espírito Santo em forma de uma pomba branca que emana seus sete raios em direção à criança, cujo rostinho está direcionado para o observador. O pequeno João Batista, à esquerda, vestido com sua roupa de pele de animal, acima da qual usa um manto avermelhado, traz na mão direita a cruz – seu tradicional atributo – e um pergaminho com a inscrição: “Eis o Cordeiro de Deus”. Seus olhos estão direcionados para fora do quadro. Acima de João, ajoelhado, está o monge Bernard de Clairvaux – fundador da Ordem Cisterciense e um grande adorador da Virgem – com os olhos baixos, em postura de oração.

Esta obra traz uma complexa iconografia da Trindade, da Virgem Maria e de São João Batista, diferentemente de outras obras sobre a Natividade. O artista assinou seu nome na parte inferior da pintura, à esquerda, no machado que jaz próximo à raiz da árvore cortada.

O artista, no fim de sua carreira, criou inúmeras obras de adoração com características fantasiosas semelhantes a esta que foi criada sob a encomenda de um dos homens mais ricos da Renascença de Florença – o banqueiro Cosimo de Medice, mas durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler exigiu que ficasse escondida junto ao ouro nazista e às joias subtraídas das vítimas dos campos de concentração. Foi resgatada, levada para os Estados Unidos e depois devolvida ao seu país de origem.

Ficha técnica
Ano: c. 1459
Técnica: têmpera sobre choupo
Dimensões: 126,7 x 115,3 cm
Localização: Staatliche Museen zu Berlin, Berlim, Alemanha

Fontes de pesquisa
1000 obras-primas da pintura europeia/ Ed. Könemann
Renascimento/ Editora Taschen
https://en.wikipedia.org/wiki/Adoration_in_the_Forest_(Lippi)

Mestres da Pintura – FRA FILIPPO LIPPI

Autoria de LuDiasBH

Ao invés de estudar, ele passava todo o tempo rabiscando desenhos em seus livros e nos dos outros, o que naturalmente levou a que o monsenhor lhe desse todas as oportunidades possíveis para que aprendesse a pintar. (Giorgio Vasari)

 O trabalho de Masaccio foi profundamente importante para Filippo Lippi – deu-lhe uma maneira profundamente nova de pensar sobre representação, sobre como mostrar figuras, usar luz e sombra para trazer um sentido de forma e presença e dar a colocação de figuras em um o mundo que foi fundado na gravidade. (Jeffrey Ruda)

O pintor italiano Fra Fillipo Lippi (c.1406 – 1469) – também conhecido apenas como Lippo Lippi – perdeu seus pais quando ainda era criança, indo morar com uma tia que, por ser muito pobre, internou-o num mosteiro carmelita vizinho, portanto, ele entrou para a ordem do Carmelo quando era ainda muito criança. Embora não tivesse feito a escolha de ser um frade, ele foi treinado para seu um, o que lhe possibilitou desenvolver sua vocação artística. Ali permaneceu até os 30 anos de idade.

Vivendo no Mosteiro de Santa Maria del Carmine (Florença/Itália), Fra Fillipo Lippi teve a oportunidade de acompanhar os artistas Masolino e Masaccio que ali trabalhavam na pintura de afrescos. Em razão de seu grande interesse, o prior do convento permitiu que ele aprendesse a pintar. O contato com esses dois grandes artistas viria a influenciá-lo grandemente, como mostram seus trabalhos iniciais. Na cidade de Pádua  recebeu a sua ordenação.

Fra Filippo Lippi trabalhou na cidade de Veneza e depois na de Florença, onde realizou inúmeras encomendas para a família dos Medici, pois suas obras haviam se tornado muito populares. Mudou-se depois para Prato, onde foi capelão de Santa Margarida. Ali trabalhou em grandes afrescos para a capela-mor da catedral da cidade. Veio depois a trabalhar em afrescos para a catedral de Spoleto, porém morrendo antes de completá-los, cabendo tal incumbência aos discípulos de sua oficina. Dentre seus alunos estavam seu filho Fillipino Lippi e Sandro Boticelli.

O pintor, após um tempo em Prato, foi obrigado a abandonar a ordem do Carmelo, pois havia se envolvido com uma noviça de nome Lucrecia Buti, com quem teve seu único filho – Filippino Lippi – que viria a ser aluno e assistente de Sandro Botticelli em Florença, após a morte do pai e veio a tornar-se um dos grandes pintores de Florença. E assim como seu pai, tornou-se mais conhecido como pintor de afrescos.

Fra Filippo Lippi é tido como um dos mais importantes sucessores de Masaccio. Ao lado de Fra Angelico, ele é tido como um dos mais formidáveis pintores de afrescos de sua época.

Fontes de pesquisa
1000 obras-primas da pintura europeia/ Ed. Könemann
Renascimento/ Editora Taschen
https://en.wikipedia.org/wiki/Filippo_Lippi

Giorgio Morandi – NATUREZA-MORTA

Autoria de LuDiasBHO pintor italiano Giorgio Morandi (1890 – 1964) veio de uma família muito modesta da cidade de Bolonha, onde nasceu. Seu pai Andrea era um pequeno comerciante e sua mãe Maria Maccaferri dona de casa. Foi o primeiro de cinco irmãos.  Após os estudos regulares, trabalhou no escritório de seu pai por um tempo. Embora sua cidade fosse desprovida de tradições artísticas, ali havia uma Academia de Belas Artes, onde o rapazinho veio a estudar, mesmo percebendo que o ensino ministrado pela academia era muito limitado. Ele passou a completar sua instrução com a leitura de livros e revistas de arte, vindas da França, pois naquela época a Itália vivia um período de relativa obscuridade.

Esta natureza-morta de Morandi mostra como o artista em sua expressão, aproximava-se das primeiras experiências cubistas de Picasso e especialmente de Braque, que entre todos os cubistas foi o único que, muitas vezes, reduziu a figura a uma forma plana, mostrando apenas seu perfil.

 Ficha técnica
Ano: 1914
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 54 x 67 cm
Localização: Coleção particular

Fontes de pesquisa
Gênios da Pintura/ Abril Cultural