INFORMAÇÕES SOBRE OXALATO DE ESCITALOPRAM

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Autoria de LuDiasBH

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O mercado trabalha com uma variedade de antidepressivos. Dentre as inúmeras substâncias usadas, uma das mais modernas e mais indicadas pelos especialistas vem sendo o oxalato de escitalopram, usado no tratamento da depressão, síndrome do pânico, agorafobia, ansiedade generalizada (TAG), fobia social e transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Segundo orientações encontradas na bula, o paciente, que irá fazer uso de tal substância, deve avisar a seu médico, se teve ou tem algum problema de saúde, principalmente:

• epilepsia ; diabetes;
• comprometimento do funcionamento dos rins e/ou do fígado;
• níveis de sódio diminuídos no sangue;
• tendência a sangramentos ou manchas roxas;
• doença cardíaca coronariana;
• estar em terapia eletroconvulsiva;
• deve também relatar os medicamentos que estão sendo usados, ou que usou nos 14 dias anteriores ao início do tratamento, a fim de evitar reações adversas.

Uma das perguntas mais frequentes é em relação ao tempo que a medicação leva para fazer efeito. Na maioria das vezes, esse não é sentido logo após o início do tratamento, sendo necessárias algumas semanas para começar a surgir os efeitos positivos. Os efeitos adversos iniciais variam de pessoa para pessoa. Um dos mais sentidos é o aumento da ansiedade, que irá desaparecendo com a continuidade do tratamento. Isso não deve levar o paciente a paralisar a medicação, ou mudar a dose prescrita, sem autorização de seu médico. Alguns sintomas, contudo, devem ser imediatamente relatados ao especialista, quando em uso de tal substância:

• a mudança para uma fase maníaca (mudanças incomuns e rápidas das ideias, alegria inapropriada e atividade física excessiva);
• inquietude ou dificuldade de sentar ou permanecer em pé;
• pensamentos suicidas ou de causar ferimento a si próprio. É possível que continuem ou fiquem mais intensos antes que o efeito completo do tratamento antidepressivo torne-se evidente.

Observação:
• algumas vezes, a pessoa pode não conseguir perceber a existência dos sintomas acima citados, portanto, é útil pedir a ajuda de um amigo ou familiar para ajudá-la a observar possíveis sinais de mudança no seu comportamento;
• durante o tratamento, a pessoa deve avisar seu médico imediatamente, ou procurar o hospital mais próximo, se apresentar pensamentos ou experiências desagradáveis ou qualquer um dos sintomas anteriormente mencionados.

Atenção
• Normalmente o oxalato de escitalopram não deve ser usado no tratamento de crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade, pois esses apresentam um risco maior para alguns efeitos adversos, tais como tentativas de suicídio, pensamentos suicidas e hostilidade.
• O médico deve ser informado se a mulher está grávida ou pretende ficar. E também quando estiver amamentando, para evitar problemas para o bebê.
• Recomenda-se não ingerir álcool durante o tratamento.
• Os comprimidos são administrados por via oral, uma única vez ao dia. Podem ser tomados em qualquer momento, preferencialmente no mesmo horário.
• Não interromper o uso do remédio até que o médico avise.
• Ao terminar o período de tratamento, é recomendado, que a dose seja gradualmente reduzida por algumas semanas, para evitar os sintomas desagradáveis da descontinuação.

Relate a seu médico caso apresente algum dos efeitos adversos, embora muito deles sejam comuns:

• náusea; nariz entupido ou coriza (sinusite)
• aumento ou diminuição do apetite;
• ansiedade, inquietude, sonhos anormais, dificuldades para dormir, sonolência diurna, tonturas, bocejos, tremores, sensação de agulhadas na pele;
• diarreia, constipação, vômitos, boca seca; aumento do suor;
• dores musculares e nas articulações (mialgias e artralgias);
• distúrbios sexuais (retardo ejaculatório, dificuldades de ereção, diminuição do desejo sexual e, em mulheres, dificuldades para chegar ao orgasmo);
• cansaço, febre; aumento de peso;
• sangramentos inesperados, o que inclui sangramentos gastrointestinais;
• urticária, eczemas (rash), coceira (prurido);
• ranger de dentes, agitação, nervosismo, ataque de pânico, estado confusional;
• alterações no sono, alterações no paladar e desmaio;
• pupilas aumentadas (midríase), distúrbios visuais, barulhos nos ouvidos (tinnitus); perda de cabelo; sangramento vaginal; diminuição de peso;
• aceleração dos batimentos cardíacos; inchaços nos braços ou pernas;
• sangramento nasal;
• agressividade, despersonalização, alucinação;
• diminuição dos batimentos do coração; pensamentos suicidas;
• tontura ao levantar-se por queda da pressão (hipotensão ortostática)
• se sentir inchaço na pele, língua, lábios ou face, ou apresentar dificuldades para respirar ou engolir (reação alérgica), contate seu médico ou vá diretamente para um hospital com serviço de emergência;
• se apresentar febre alta, agitação, confusão, espasmos e contrações abruptas dos músculos, esses podem ser sinais de uma condição rara denominada síndrome serotoninérgica, contate o seu médico imediatamente;
• se apresentar algum dos efeitos adversos a seguir, deve contatar imediatamente o seu médico ou ir diretamente para um hospital com serviço de emergência: dificuldade para urinar, convulsões, cor amarelada da pele ou no branco dos olhos.

Nota: quero alertar os leitores, que muitos dos sintomas aqui mencionados são bastante raros, não sendo motivo para o medo de usar o oxalato de escitalopram, um dos antidepressivos mais modernos e mais usados no momento. Os laboratórios são obrigados a fazer  constar tudo nas bulas, ainda que seja apenas um caso em todo o histórico do remédio.

Tem como efeito positivo livrar-se:

  • da depressão;
  • da ansiedade generalizada (TAG);
  • da síndrome do pânico (com ou sem agorafobia)
  • da ansiedade;
  • da fobia social;
  • do transtorno obssessivo compulsivo (TOC).

Leiam também:
CUIDADOS AO USAR OXALATO DE ESCITALOPRAM
OXALATO DE ESCITALOPRAM OU FLUOXETINA
OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA

Fonte de pesquisa:
http://www.medicinanet.com.br/bula/8151/escitalopram.htm

981 comentários sobre “INFORMAÇÕES SOBRE OXALATO DE ESCITALOPRAM

  1. Claudia Fischer

    Oi, Lu!

    Depois de 3 meses sendo apenas leitora, resolvi deixar minha experiência.

    Tive as primeiras crises de pânico aos 19 anos, tenho agora 43. Fiz tratamento à época com psicoterapia e frontal. Psicoterapia por 2 anos e o frontal por 6 meses. Tive alta e vivi minha vida muito bem nesses 23 anos. Sou uma pessoa espiritualizada e isso ajuda muito a manter a sanidade em ordem e reverter as crises que ameaçavam surgir. Acontece que passei por problemas pessoais nos últimos anos e de 1 ano pra cá comecei a me sentir ansiosa e a ter pensamentos depressivos. Não consegui reverter a situação sozinha como das outras vezes e procurei um psiquiatra que me receitou o Reconter (oxalato de escitalopram). Nunca tinha tomado antidepressivo.

    Comecei tomando 3 gotas. No mesmo dia que tomei me senti muito mal. Uma ansiedade fora do normal e os pensamentos completamente fora de controle. Fui a uma emergência e lá tomei diazepan para me “sossegar”. Não fez efeito algum. Voltei pra casa e não consegui dormir. O dia amanheceu e a ansiedade só piorava. Não conseguia comer nada. Entrei em contato com o psiquiatra que receitou 0,5g de Rivotril para controlar a ansiedade. E assim os dias foram passando. Vivi dias infernais. Sentia muito pior do que antes de começar a tomar o remédio. Falei com o psiquiatra que me disse ser normal esses efeito e a seguir com o remédio. Os efeitos colaterais me castigaram o corpo e a mente, mas por insistência do médico e por causa dos depoimentos que lia aqui resolvi seguir em frente.

    Só no terceiro mês de tratamento com 10 mg pela manhã posso dizer que me sinto bem. Não estou ainda 100%. Mas 90%. Sigo o tratamento aliado à psicoterapia. O rivotril só tomei no primeiro mês. E só nos momentos de crise. Não fiz uso diário, conforme o médico receitou. Enfim, o Reconter faz efeito. Demora, mas faz. Não tenho mais crises e os pensamentos estão controlados. Ainda tenho dias ruins, mas afinal, quem não tem? Exercícios, animais de estimação, serviços voluntários e caminhadas ao ar livre tem sido meus aliados. Tudo isso tem ajudado e muito. Vale lembrar também que a depressão e a ansiedade são doenças da alma. Se não tiver o cuidado com o espírito nada do que eu disse acima ou o melhor remédio do mundo vai adiantar.

    Obrigada, Lu, por me ajudar a seguir em frente. Deus a abencoe.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cláudia Fischer

      Seja bem-vinda a este cantinho. Você já é parte de nossa família.

      Amiguinha, os transtornos mentais podem desaparecer por longos anos e reaparecer quando menos esperamos. Qualquer gatilho pode ser disparado, como os problemas pessoais, trazendo-os de volta. Portanto, todos nós devemos olhar com naturalidade essa volta, ainda que não desejada. O bom nisso tudo é que você já tinha certo “know how” para lidar com o problema, sabendo que é imprescindível a ajuda médica, a fim de impedir que as crises avolumem-se. Como nunca havia tomado um antidepressivo, teve que lidar, pela primeira vez, com seus efeitos adversos, que são realmente desconcertantes, deixando a pessoa, muitas vezes, pior do que antes de iniciar o tratamento, como bem o disse. Mas, por piores que sejam tais desconfortos, valem o bem-estar que virá depois, pois a ansiedade, quando sem tratamento, é torturante.

      Cláudia, o fato de não comer, estava ligado a um dos efeitos adversos do medicamento. Algumas pessoas, ao contrário, passam a comer em demasia. Fico feliz que já esteja bem, sem o rivotril, e compreenda que todos nós humanos teremos sempre dias bons e outros nem tanto, com as emoções funcioando. É muito importante o conselho que você deixa para todos nós, lembrando-nos de que precisamos cuidar de nossa “casa” por dentro e por fora, pois é a única que possuímos:

      “Exercícios, animais de estimação, serviços voluntários e caminhadas ao ar livre tem sido meus aliados. Tudo isso tem ajudado e muito. Vale lembrar também que a depressão e a ansiedade são doenças da alma. Se não tiver o cuidado com o espírito nada do que eu disse acima ou o melhor remédio do mundo vai adiantar.”.

      Será sempre um prazer tê-la aqui conosco. Não suma!

      Beijos,

      Lu

      Responder
    2. Sabrina

      Cláudia
      Ao ler seu depoimento me surgiu uma dúvida: você iniciou com 3 gotas e atualmente toma 10 gotas de reconter? Ou toma em comprimido? Você está trabalhando durante seu tratamento?

      Obrigada pela atenção!

      Responder
  2. Sabrina Autor do post

    Lu
    Eu não me sinto mais tão deprimida como no início da medicação. Lembrando que junto a ela tomo 2mg de alprazolam e às vezes 1mg. Queria saber se com o tempo o prazer em viver de verdade volta? Eu estou cheia de vontade de viver, mas é como se eu não tivesse mais prazer como antes. Como se tivesse vivendo no piloto automático. Aguardo com gratidão sua resposta.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Sabrina

      O objetivo de antidepressivo é melhorar o funcionamento de nossos neurônios e, em consequência, nossa qualidade de vida. Se não fosse por isso não teria razão de fazermos um tratamento tão complicado em seu início. Não tenha a menor dúvida de que, assim que seu organismo adequar-se totalmente ao medicamento, sua vida será outra, não mais se sentindo no piloto automático. Poderá ver tais relatos através dos comentários das pessoas que já passaram da fase ruim dos efeitos adversos e que agora estão colhendo os bons resultados. Seu prazer irá voltar e você nem se lembrará que toma antidepressivo. É claro que terá dias bons e outros ruins, como qualquer ser humano. Ninguém melhor do que eu para lhe dizer isso, pois tomo antidepressivo desde a minha adolescência. Quanto ao alprazolam, procure tomar esse medicamento somente quando for necessário, pois seu uso contínuo pode afetar a memória e levar à depressão. Quando retornar ao médico, peça-lhe para mudar para um ansiolítico mais leve.

      Abraços,

      Lu

      Responder
    2. Lidi

      Oi, Sabrina!
      Eu iniciei meu tratamento com reconter há 30 dias e também me sinto como você. Parece que estou meio anestesiada. Aérea.
      Será que isso demora passar?

      Responder
  3. Maria Luiza

    Olá Lú!
    Tudo bem?
    Navegando na internet em busca de respostas sobre os primeiros dias usando antidepressivo encontrei o seu blog.
    Fui diagnosticada com um nível de ansiedade muito alto e depressão. Estava tendo crises de ansiedade, angustia e de choro.
    Ela me receitou oxalato de escitalopram de 10mg uma vez ao dia. E caso me sentisse muito ansiosa ela me recomendou o clonazepam. Estou na minha primeira semana de medicamento e me encontro muito ansiosa, nervosa, inquieta, chorona, com medo. Achei que esse problema era só comigo, mas agora me sinto um pouco mais reconfortada em saber através do blog que as primeiras semanas são complicadas mesmo. Espero que logo eu recupere o ânimo e me sinta melhor, me sinta a pessoa que eu era antes destes transtornos mentais.
    Suas palavras e dos outros participantes do grupe me acalmaram mais que o rivotril! rsrsrs
    Obrigada Lu,
    Beijos

    Responder
  4. Correa

    Olá, Lu!

    Está começando a vir o efeito bom do escitalopram, pois hoje senti uma boa melhora, sendo que já estou no 35º comprimido. Curti o dia normal, me sentindo bem controlado, sem os pensamentos e sintomas depressivos fortes. Uma hora aparecia mais leve e já passava. isto é normal, quando começamos a nos equilibrar novamente, não é?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Correa

      Que notícia boa! De agora para frente os efeitos positivos serão constantes, melhorando consideravelmente sua qualidade de vida. Não se esqueça de fazer algum tipo de exercício físico (caminhada, bicicleta, etc), pois ajuda muito no tratamento. Li também que o chá de ibisco é muito bom. Poderá encontrá-lo em casas de produtos naturais. Continue, POP, meu amiguinho!

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Correa

        Oi, Lu!

        Acredito que a mudança que to sentindo seja o “start” para a melhora. A caminhada e a corrida estou têm me ajudado muito, pois descarrego bastante energia e ao mesmo tempo recupero energias positivas. Estou me sentindo bem, voltando a minha qualidade de vida, ou seja, o remédio começou a fazer realmente o efeito bom.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Que notícia boa! Não lhe disse que tudo era questão de tempo? As atividades físicas que vem fazendo são ótimas. Tem valido a pena ser POP. Continue assim!

          Abraços,

          Lu

        2. Correa

          Lu

          A tendência agora é cada vez melhorar mais, mas lembrando sempre que somos humanos e teremos sempre altos e baixos na vida, porém com a mente controlada, sabendo reagir aos momentos de fraqueza.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          É isso mesmo, meu amiguinho. Há muita sabedoria em suas palavras. Você é mesmo POP!

          Abraços,

          Lu

        4. Correa

          Lu

          Eu estava vindo muito bem, tanto que quinta e sexta-feira apareceu até um serviço extra para trabalhar. Aceitei por estar realmente me sentindo bem. Na madrugada do primeiro dia comecei me sentir mal de novo com os sintomas da depressão, saí do serviço de manhã doido pra chegar em casa, dormir e ficar quieto. Quando acordei a tarde para trabalhar no segundo dia foi mais complicado, não estava afim de ir, suei, tive medo, mas fui, melhorando um pouco. Mas agora aquela melhora que estava tendo sumiu e estou novamente pra baixo. O que pode ter acontecido? Será que é efeito do remédio ainda na fase inicial ou por trabalhar na madrugada pode ter feito ter um revés também? Mas estou firme porque estava tendo uma boa melhora e espero que logo volte ao normal novamente.

          Obrigado!

        5. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Não se assuste, o tratamento, em sua fase inicial, é assim mesmo, com altos e baixos. Somente quando o medicamento estiver atuando com toda a sua potência é que você ficará totalmente livre de tais recaídas. Saiba que cada organismo tem um tempo determinado para que isso aconteça. Como você tem passado pelos difíceis efeitos adversos, é normal que se sinta meio inseguro ao sair de casa para um emprego novo, mas aos poucos irá se adaptando. Agora mesmo respondi o comentário de uma moça que tinha uma viagem ao exterior e morria de medo de fazê-la. Viajou, ficou fora 16 dias e tudo correu bem.

          Amigo, você faz muito bem ao enfrentar o medo, nosso grande inimigo, não permitindo que ele domine sua vida. Parabéns! Parabèns! Trabalhar de madrugada mexeu um pouco com o seu organismo, pois houve uma mudança no seu relógio biológico, mas logo o organismo acostuma-se. Não é preciso se preocupar com isso. Procure viver apenas um dia de cada vez e ficar feliz com as pequenas coisas. Certo?

          Abraços,

          Lu

        6. Correa

          Lu

          Eu fiz um extra durante duas noites, agora estou em casa mais tranquilo. Acredito que essa oscilação possa estar sendo o remédio começando mostrar o bom efeito. Trabalhando duas madrugadas me deixou pra baixo de novo e em breve deve normalizar e chegar no potencial máximo do remédio, para evitar estes tipos de revés, pois afinal comecei tomar dia 08/05 e fez 1 mês agora. Estou com esperança em voltar a ativa em breve, mas por enquanto estou no seguro desemprego, sem forçar muito as coisas, para não ficar desencadeando abatimentos. Obrigado!

        7. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Foi muito bom ter feito esse trabalho durante duas noites, não permitindo que o medo direcionasse suas decisões. Existem organismos que levam mais tempo para responder totalmente em relação ao antidepressivo. Cada um tem seu tempo. Por isso é preciso paciência. É normal que tenha se sentido para baixo, depois de um tempo parado, e sem estar, ainda, usufruindo de todas as benesses do medicamento. Estou gostando muito de sua reação otimista. Você se mostra a cada dia mais confiante. Parabéns!

          Abraços,

          Lu

        8. Correa

          Lu

          Hoje liguei para meu médico psiquiatra. Disse-lhe que ainda não tive uma firmeza no tratamento, até vim melhorando, mas tive uma recaída forte depois de duas noites de serviços extras. Ele achou melhor ajustar a dosagem de escitalopram para 20 mg e manteve o clonazepam 0,25, antes de deitar. Como tive uma crise, ele me receitou rivotril sub lingual 0,25 para usar somente quando houver crise, posso usar mais de uma vez ao dia, se necessário. Quanto ao escitalopram por ter aumentado a dose, acredito que venha ter uma resposta melhor.

          Obrigado

        9. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Depois do uso de uma dosagem por certo tempo, sentindo o médico que o medicamento não está mostrando todos os seus bons efeitos, ele aumenta a dosagem para que o paciente obtenha uma melhora mais acentuada. Acredito, sim, que você irá melhorar com o uso de 20 mg. Contudo, quero alertá-lo que, ao aumentar a dosagem, você poderá vir a sentir os efeitos adversos nas primeiras semanas, não tão fortes como no início. Algumas pessoas nada sentem, mas outras, sim. Portanto, fique tranquilo, caso isso ocorra. Continue me dando notícias.

          Abraços,

          Lu

        10. Correa

          Lu

          O médico ajustou a dose, comecei tomando hoje 2 comprimidos de 10 mg até acabar a caixa, depois entro com a caixa nova com 1 comprimido de 20 mg. Até o momento não senti efeitos adversos e espero logo que essa dosagem venha fazer bom efeito e me manter firme para não ficar tendo recaídas, evitando os transtornos que atrapalham nossa vida.

        11. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Pode tomar, sim, os dois comprimidos de 10 mg, até que a caixa acabe. É muito bom saber que não está sentindo os efeitos adversos, ao aumentar a dosagem. Se aparecerem, saiba que são normais. Acho que agora irá ficar bem. Estou torcendo por você. Continue POP, meu amigo.

          Abraços,

          Lu

        12. Correa

          Lu

          Estou torcendo para que logo comece a fazer bons efeitos, para que eu possa voltar ao meu normal. Eu te mantenho informada e comunico aqui na página, pois estou sempre acompanhando. Você e os comentários nos ajudam muito com as informações. Você realmente é fantástica!

          Obrigado

        13. Sabrina

          Correa

          Meu tratamento está exatamente igual ao seu! Só que esses medicamentos que citou, estou tomando em gotas, e acabei de aumentar pra 20 gotas de escitalopram, e tomo 4 gotas de clonazepam pra dormir que equivale a 0,25 mg. Gostaria que continuássemos a trocar informações

          Abraços e melhoras pra nós!

        14. Correa

          Sabrina

          Estamos então no mesmo barco, mas vamos vencer, se Deus quiser. Vamos trocando informações e experiências sobre nossos tratamentos. Vamos vencer!

          Abraços

      2. Ilana

        Lu, me ajude, estou péssima e precisando de ajuda, hj é o 27º dia de uso do escitalopram, mas estou aqui deitada, chorando, sem vontade de fazer nada, triste, não dormi a noite, ansiosa demais,com medo. Não sei o que fazer mais, tenho caminhado, fazendo grande esforço, fui 5 dias na semana passada,é muito bom quando vou, mas hoje estou muito mal.

        Responder
  5. Pedro Arthur

    Olá, Lu!

    Primeiro queria lhe agradecer por dar tanta atenção pras pessoas. Ajudando-as de verdade. Não só com tua educação, mas com toda a gentileza que tens.

    Estou usando Espran faz exatamente um mês, e confesso que só continuei o tratamento porque descobri este blog, e li os comentários das outras pessoas, me tranquilizando sobre o que estava sentido. Fui diagnosticado com depressão e síndrome do pânico. Faz em média uma semana que sinto uma tontura inconveniente, parecida com as que temos quando estamos gripado. Atualmente não tenho mais sintomas de ansiedade nem de síndrome do pânico, em alguns momentos me sinto triste, mas nada parecido com o que sentia, quando fui consultar o psiquiatra, afinal, somos humanos. Enfim, gostaria de saber se pode ser normal sentir essas tonturas mesmo após um mês de uso do remédio?

    Obrigado querida, tenha um ótimo trabalho.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Pedro Arthur

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, a tontura faz parte dos efeitos adversos do medicamento, mesmo após algum tempo de uso pode acontecer. Pode ser, também, que esteja ligada a uma indisposição ocasionada por algum vírus, agora neste período mais frio do ano. O ideal é que, na persistência dessa, retorne a seu psiquiatra para que ele possa avaliar sua real causa.

      Pedro, é sempre bom saber que este espaço vem auxiliando pessoas. Aqui, nós nos ajudamos mutuamente. Cada comentário, que é postado, é lido por muitos, e a experiência de uns ajuda outros. O seu exemplo é uma comprovação dessa simbiose. Continue em contato conosco relatando como anda seu tratamento. Obrigada por suas palavras generosas.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  6. Bruno

    Lu e amigos,

    Venho compartilhar meu desenvolvimento com o EXODUS/RECONTER.

    Estou tomando 10 gotinhas de Oxalato de Escitalopram há exatos 3 meses, para combater FOBIA SOCIAL e ANSIEDADE. Nunca tive insônia nem depressão, os únicos sintomas que tive na fase inicial foram algumas sensações de gases intestinais “embrulhando”, que estão diminuindo. Venho obtendo grandes avanços, consigo fazer coisas que antes me deixavam apavorado, como entrar em uma sala cheia de gente e dar um aviso. Já não sinto mais o coração disparando na boca, mas apenas um friozinho na barriga, controlável, afinal, sou um “humano”. claro que ainda não consigo fazer um discurso para 100 pessoas em um auditório, e acho que nunca vou fazer, mas a sensação de confiança aumentou muito, a ansiedade no dia a dia diminuiu. Sinto-me bem melhor e mais sereno. Quando vou ter um evento mais formal, me antecipo colocando um RIVOTRIL sub-lingual de 0,25 mg debaixo da língua, e me tranquilizo ainda mais. Faço natação e caminhadas durante a semana, é muito importante também, alimentação saudável, sem exageros, um bom vinho, namorar e curtir coisas simples do dia a dia. Estou muito satisfeito e feliz. Achava que somente com terapias, yoga, e força de vontade iria combater meus problemas, mas hoje tenho a convicção que o tratamento com remédios, quando feito por profissionais competentes é bem eficiente. Procurei um psiquiatra na hora exata, tenho 43 anos e uma vida tranquila pela frente, abraços em todos e confiança!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Bruno

      Suas boas notícias deixaram-me muito feliz. Seu comentário servirá de exemplo para todos aqueles que ainda se encontram na fase inicial do tratamento e também para os que temem iniciá-lo. Portanto, agradeço muitíssimo por compatilhar conosco as mudanças efetuadas em sua vida. Se todos, que por aqui passam, fossem gentis como você, deixando sua mensagem após uma acentuada melhora, incentivariam os que ainda relutam em buscar ajuda médica. As experiências narradas pesam muito nas opções de nossos companheiros de transtornos mentais, pois mostram-lhes que é possível ver luz no final do túnel.

      Amiguinho, continue nos brindando com seus comentários. Não nos abandone! Aproveite para conhecer outras categorias do site.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  7. Ana Maria

    Olá, Lu, e a todos que acompanham esse cantinho especial!

    Essa é a primeira vez que comento aqui, mas acompanho o seu site desde maio. Sou muito grata a você por ter criado esse cantinho, pois foi um alento para mim, que me sentia muito sozinha, porque as pessoas à minha volta não entendiam direito o que eu sentia e não me davam muita importância. Além disso, me deu coragem para ultrapassar aquela fase tenebrosa no início do tratamento com o escitalopram!

    Abraços,

    Ana

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ana Maria

      Seja bem-vinda a este cantinho. Você já é da família.

      Amiguinha, ainda bem que a fase tenebrosa já passou! Sempre vale a pena todo o sacrifício.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  8. Rodrigo Sousa

    Olá, Lu!

    Fui diagnosticado com ansiedade e depressão desencadeadas por incidente familiar. Tenho 40 anos e nunca tive qualquer problema. Hoje terminei 4 semana de escitalopram (2 semanas 10 mg e 2 semanas de 20 mg ) a continuar por 6 meses. Ao fim da primeira semana tive de voltar ao médico, pois os efeitos secundários foram complicados e sem qualquer aviso. O médico passou lexotan 2 mg a dividir por 3 ao longo do dia, se necessitasse, durante 15 dias para ajudar nesta fase. Na primeira semana consegui passar a fase negra com apenas 1,25 mg. Na segunda semana só tomei metade. Neste momento já larguei o lexotan faz uma semana. Ao fim das terceira semana senti muitas melhoras, mas agora nas ultimos dias da quarta semana, parece que alguns sintomas estão a voltar. Será normal?

    Obrigado

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rodrigo

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, a depressão e a ansiedade, quando de origem traumática, tendem a ter um rápido tratamento, que deve durar pelo menos seis meses. E para que sejam realmente sanadas faz-se necessário mudar a sua maneira de ver mundo, buscando tratar todo e qualquer incidente com o máximo de equilíbrio possível, lembrando-se de que tudo passa. Os problemas possuem o tamanho e a densidade que damos a eles.

      Os efeitos adversos do antidepressivo podem durar mais do que três semanas, pois cada organismo pode reagir diferentemente. Portanto, o que sente é normal. Saiba também que o tratamento com antidepressivo, principalmente no caso de transtornos mentais de origem traumática, requerem mudanças de vida (ver texto que lhe enviarei sobre o assunto). Mas, se esses sintomas persistirem, e você perceber que estão a ampliar a intensidade, faz-se necessário entrar em contato com seu médico, pois pode ser que a dosagem precise ser reformulada.

      Rodrigo, continue a trazer-nos notícias suas. Não suma!

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Rodrigo Sousa

        Olá, Lu!

        Os sintomas adversos continuavam (principalmente dores musculares, ombros e braços e costas) e alguns pensamento negativos e ânimo em baixa. E voltei de novo ao médico. Mudou algumas coisas na medicação. Disse-me para passar a tomar o lexotam 3 mg à noite, antes de dormir (eu até durmo bem ), 1,5 mg logo de manhã e o escitalopram, 20 mg, passar a tomar à noite, a seguir, ao jantar e forticol. Hoje já me sinto muito melhor. Existe algum efeito adverso de não tomar de manhã e só ir tomar á noite o escitalopram? Daqui a 1 mês e meio volto ao médico para nova análise.

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Rodrigo

          Muitas pessoas necessitam tomar um calmante durante a fase inicial do tratamento. Quanto a tomar o antidepressivo à noite ou de manhã, isso vai depender de sua qualidade de sono. Normalmente, àqueles que sentem muito sono durante o dia, recomenda-se tomar o medicamento à noite, e aos que não conseguem dormir à noite, recomenda-se tomar o antidepressivo na parte da manhã. O mais importante é que o medicamento seja sempre tomado no mesmo horário. Se você ficar em dúvida se o tomou ou não, pule aquele dia e retome a medicação no dia seguinte, para não incorrer numa super dosagem, que poderá trazer problemas sérios. Caso queira mudar o horário, passando da manhã para a noite, ou vice-versa, deverá ficar um dia sem tomar o antidepressivo. Mas, por enquanto, siga a orientação médica. Quando retornar ao psiquiatra, fale-lhe sobre sua vontade de mudar o horário.

          Abraços,

          Lu

  9. Kelly Marciano

    Lu
    Fui diagnosticada com síndrome do pânico no final de 1995, e desde então são altos e baixos, alguns períodos sem medicação. Durante a maior parte do tempo tomei anafranil, entretanto, em março último, parece que esse parou de fazer efeito (tomava 75 mg/dia). Minha médica mudou para escitalopram. Tomei 5 mg por uma semana, e depois 10 mg por uma semana, e hoje, faz uma semana, estou tomando 20 mg. Ainda não vejo efeito e tenho precisado tomar 0,5 mg de rivotril pra conseguir me controlar (também é indicação da médica). Hoje não consegui ir à terapia pois estou com pânico de carro, ônibus, metrô, meios de transporte em geral. É normal o escitalopram demorar mesmo pra começar a fazer efeito? Minha médica me diz pra ter paciência, mas paciência é algo que anda bem difícil pra mim.

    Obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Kelly

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família!

      Amiguinha, a Síndrome do Pânico (SP) vem acometendo um número cada vez maior de pessoas, como poderá ver através dos comentários. A boa notícia é que os antidepressivos estão mais eficientes em seu combate. Também já tomei Anafranil, mas como todo medicamento antidepressivo, com o longo tempo de uso, o efeito vai desaparecendo, sendo necessário migrar para uma substância diferente. Isso é normal para todos nós que temos transtornos mentais, devendo ser visto com normalidade.

      Você diz que ficou um tempo sem medicação. Espero que tenha sido por ordem médica, pois deixar o tratamento por conta própria só faz piorar as crises, que retornam cada vez mais agudas. Você é depressiva ou tem TAG? Quanto ao oxalato de escitalopram, esse é um escelente remédio, sendo muito prescrito pelos médicos, pois é mais efetivo e possui menos efeitos adversos. Os efeitos positivos são notados, normalmente, a partir da terceira semana, mas algumas pessoas necessitam de mais tempo. Faço uso desse e sinto-me muito bem. Você ainda está sentindo os efeitos ruins, o que é normal nessa fase inicial do tratamento. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente) para passar por essa fase ruim e ser recompensada com melhor qualidade de vida à frente. Não desanime. Todos nós passamos por isso. Logo conseguirá direcionar sua vida, indo aonde bem quer, usando qualquer meio de locomoção. Esse pânico na fase inicial do tratamento é normal.

      Kelly, saiba que você não se encontra sozinha. Tem aqui um monte de companheiros e companheiras de caminhada. Quando se sentir só ou tristinha, venha para cá, conversar conosco. Aprenderá com os relatos a usar o otimismo a seu favor.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Kelly Marciano

        Lu, obrigada pela resposta.
        Hoje estou em um dia péssimo, pois meu marido foi viajar pro Japão e volta só daqui a 15 dias. Estou em casa com meu filho de 15 anos e meus bichos. Desde de manhã com a ansiedade nas alturas… Eu tenho transtorno de ansiedade generalizada e agora depressão também. Há dias que são bem mais difíceis, não é mesmo?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Kellly

          É natural que fique ansiosa com a viagem de seu marido, também me sinto assim, quando o meu viaja. Mas pense pelo lado positivo: essa viagem deverá ser muito importante para ele; trará mil novidades para contar-lhe, além dos presentes; e uma distância vez ou outra entre o casal reforça ainda mais o amor, quando voltar, os dois viverão uma lua de mel. E terá também uma grande oportunidade de voltar-se mais para seu rapazinho, que se sentirá orgulhoso por “proteger” a mãezona. Adoro bichinhos. Tenho dois gatinhos (Luan e Jade Maria). Que animais possui? Não se sinta sozinha, pois há uma grande família aqui para apoiá-la. E continue tomando seus remédios direitinho. Aguardo você aqui.

          Beijos,

          Lu

  10. José Ribamar

    É normal ter falta de memória e de concentração durante o tratamento com antidepressivos? Tenho 21anos, tomo reconter 20 mg há 3 meses e estou sentindo essa falta de memória e concentração, e me dando mal na faculdade, é difícil.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      José Ribamar

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, são muitos os efeitos adversos que podem ser sentidos no início do tratamento com antidepressivos, alguns deles ainda não relatados pela ciência médica, pois variam muito de um organismo para outro. Primeiro eu preciso saber qual é o motivo de você estar tomando antidepressivo e como tem sido o tratamento, pois essa falta de memória e concentração pode estar ligada a outros problemas. Aguardo mais informações.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  11. Correa

    Lu
    Estou entrando na quarta semana da medicação, mas voltei à deprê novamente, porém parece que já estou começando a melhorar, e, como você já disse, o antidepressivo é acumulativo no organismo, até voltarmos ao equilíbrio. É sempre muito bom receber suas palavras.

    Abraços

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Correa

      Na fase inicial é normal passarmos por altos e baixos. Isso não é motivo para desânimo. Além disso, como seres humanos, sempre teremos dias bons e ruins. Veja o outro comentário que acabei de responder, certo? Continue tranquilo.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Correa

        Lu
        Então não preciso me apavorar, pois é preciso deixar o remédio agir. Talvez por ser meu terceiro episódio pode ser que esteja a demorar um pouco mais os sinais de melhora e equilibrio mental, não é?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Ao fazer seu tratamento com antidepressivo é preciso muita paciência e otimismo, até seu médico acertar na dosagem correta e no medicamento certo para seu organismo. O psiquiatra vai trabalhando com erros e acertos, pois cada organismo pode reagir de uma maneira diferente. Uns precisam de mais tempo para se adequarem ao medicamento, outros necessitam de uma dosagem maior, etc. Mas é preciso aguardar a fase inicial para sentir as reações positivas do medicamento. É normal sentir crises em meio ao tratamento, na fase inicial, quando o organismo tenta expulsar a nova substância. Mas fique tranquilo, isso é normal. Vá acompanhando tudo com calma. E continue mantendo contato com seu médico nessa fase, pois ele precisa saber como você está se sentindo, se a dosagem está correta e se o remédio está fazendo efeito. Jamais se apavore, pois pesquisas mostram que as pessoas otimistas possuem resultados mais rápidos. Também não se esqueça de fazer exercícios físicos (a caminhada é excelente). Releia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA, para ajudá-lo nessa fase inicial.

          Um grande abraço,

          Lu

        2. Correa

          Oi, Lu!
          Estou tomando à noite o clonazepam 0,5mg, porém esta medicação só devemos usar caso precise, pois parece que nos deixa dependentes da mesma. Já ouviu dizer a respeito disso? Meu médico disse que posso tomar somente quando estiver com dificuldade para dormir ou muito ansioso, seria isto mesmo?

        3. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Seu médico está correto. Você só deve tomar esse medicamento agora na fase inicial do tratamento, quando for realmente necessário, pois trata-se de um ansiolítico (faixa preta), cujo uso continuado pode afetar a memória, causar dependência e levar à depressão. Mas usado por pouco tempo, não há problema algum. Quando entrar na fase boa do tratamento, peça a seu médico para mudar para um calmante fitoterápico.

          Abraços,

          Lu

        4. Correa

          Lu
          Na verdade na fase boa nunca usei ansiolítico. Fico ótimo somente com escitalopram, esperando a fase boa chegar para abandonar o clonazepam.

          Bênçãos para você!

        5. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          É exatamente isso que deverá fazer. Assim que sair desse período conturbado, passe a fazer uso apenas do oxalato de escitalopram.

          Abraços,

          Lu

        6. Correa

          Oi, Lu!
          Cheguei a mandar esta mensagem no seu e-mail, pois não estava conseguindo enviar aqui no blog.

          Entrei hoje no 31º comprimido de escitalopram, 10 mg, e venho sentindo oscilações de melhoras durante o transcorrer dos dias dessa semana, porém vai e volta sinto uma melhora e dou uma baqueada. Isto deve ser sinal do remédio começando a fazer efeito, não é mesmo? De segunda-feira para cá comecei a fazer caminhadas e corridas leves, pois, como estou desempregado, acabo ficando muito parado durante o dia. Resolvi tomar esta decisão de fazer um exercício, que poderá auxiliar no tratamento medicamentoso, correto? Não vejo a hora de começar a voltar ao que sempre fui, ligado no 220 volts.

          Obrigado, Lu!

        7. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Realmente o blog teve um problema hoje, em razão de “chiliques” entre programas. Vejo agora que está resolvido.

          Amiguinho, essas oscilações são normais, pois algumas pessoas levam até três meses para sentir os benefícios totais do tratamento com o oxalato de escitalopram. O importante é que observe se eles estão aumentando. Caso isso aconteça, comunique a seu médico, para que ele analise e faça mudanças na dosagem. Outra coisa, saiba que o medicamento faz apenas uma parte do tratamento, cabendo a outra parte a você, modificando a maneira como leva a sua vida. Aproveite e releia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Quanto à caminhada, isso é muito importante, pois o exercício físico é fundamental, não apenas para nós, mas para todas as pessoas.

          Correa, cuidado com o excesso de voltagem… risos. Não queira a voltagem de 220, busque apenas o equilíbrio, pois é aí que reside nossa qualidade de vida. Aproveite seu tempo livre e conheça outras partes deste blog, como A ARTE DE VIVER (ver no ÍNDICE), muito importante para efetuarmos mudanças positivas em nossa vida.

          Um grande abraço,

          Lu

        8. Correa

          Lu
          Essas oscilações podem estar acontecendo para melhorar meu estado, pois antes disso não estava tendo melhora e, como agora comecei a ter alguns momentos de me sentir melhor, acredito que possa ser que o efeito bom do remédio. Como disse, cheguei a 1 mês de uso e espero que comece a sentir o lado bom da medicação para o equilíbrio de minha vida, sem exagerar nos 220 volts… buscando equilíbrio.

          Abraços

        9. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Depois de um mês de uso, a tendência é sentir-se cada vez melhor, pois a fase dos efeitos adversos está ficando para trás. Existem relatos de que, até os três meses, certas pessoas ainda sentem um efeito ruim ou outro. E, pelo que diz, o efeito bom do medicamento está se tornando presente. Continue POP, pois nós, portadores de síndromes mentais, mais do que ninguém, precisamos de ter uma vida equilibrada, uma vez que somos extremamente sensíveis. Precisamos procurar olhar a vida com mais alegria, não dando muita ênfase aos momentos ruins, buscando sempre viver apenas um dia de cada vez, o melhor possível.

          Abraços,

          Lu

        10. Sabrina

          Oi, minha amiga, Lu!
          Estou aqui para perguntar umas coisinhas. Mas antes sempre tenho que elogiar seu blog e sua grande amizade por nós, amigos virtuais, mas, que gostamos sempre de ouvir você falar de sua experiência e confortar a todos que passam por aqui.

          Eu tomo o escitalopram em gotas, será que esse remédio em comprimido tem o mesmo efeito ou é a mesma coisa? Eu comecei com gotas porque pedi pro meu médico pra aumentar bem gradativamente, sendo uma gota a mais por dia. Penso que no meu desmame, será a mesma coisa, diminuindo uma gota por dia, mas queria ouvir sua opinião! O remédio em gotas tem suas vantagens, mas em comprimido faz o mesmo efeito? O médico disse pra mim que o de gotas é mais limpo, que o de comprimido. Se fosse pra eu mudar pro de comprimido sentiria algum efeito colateral? Obrigada mais uma vez por sua atenção!

          Beijo no seu coração!

        11. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          Eu também amo vocês, pois já fazem parte de minha família, embora alguns sumam vez ou outra, como acontece nas famílias reais. É muito bom saber que ajudo, pois o meu propósito é fazer com que todos assumam o lema de nosso espaço, tornando-se pacientes, otimistas e persistentes (POPs), de modo a tornar nosso tratamento mais fácil, principalmente em sua fase inicial.

          Lindinha, eu nunca tomei antidepressivo em gotas. Semprei usei comprimidos. Mas não resta dúvida de que o efeito é o mesmo, se assim não fosse, os psiquiatras não receitariam um tipo ou outro. É a mesma coisa de muitos outros medicamentos que existem dos dois jeitos. Há pessoas, principalmente as acamadas e crianças, que sentem dificuldades em tomar comprimidos, sendo mais fácil o uso do remédio em gotas. Portanto, você poderá tomar de um modo ou de outro.

          Beijos,

          Lu

        12. Anna

          Sabrina,
          Eu me identifiquei muito com a sua dúvida Sabrina e vou contar o que aconteceu comigo. Eu tinha muito medo das reações do remédio e confesso que tenho até hoje, mas isso é sintoma da minha ansiedade e pânico. Iniciei o tratamento como você fez, em gotas, fui aumentando uma por dia até chegar a 10 mg. A ansiedade passou, porém veio uma choradeira, voltei a minha psquiatra que ajustou a dose para 15 mg, uma gota por dia, até atingir as 15. Quando isso aconteceu pedi para mudar para o comprimido. Ela disse que não tinha diferença alguma, mas que sabia que qualquer coisa que eu sentisse culparia o remédio, e foi o que aconteceu. A ansiedade voltou um pouco com alguns outros efeitos colaterais, mas foi por causa do aumento da dose e não da forma de ingestão. Agora tudo já está melhorando, graças a Deus e a nossa perseverança. Sei que dá medo mudar, pois passo por isso, mas vá firme e tenha coragem, tenho certeza que passa, e como diz a Lu, já já veremos os melhores resultados.

          Beijinhos

        13. Sabrina

          Anna

          Obrigada pela sua contribuição contando-me sobre sua experiência, mas me diga, quando você trocou as gotas pelos comprimidos quais efeitos sentiu? Duraram muito tempo? Também tenho muito medo do medicamento. Obrigada pela ajuda!

        14. Anna

          Sabrina

          Quando troquei foi justamente quando atingi a dose de 15 mg. Senti suor nas mãos e pés, tremedeira e aumento da ansiedade, porém em um semana todos estes sintomas desapareceram. Às vezes pela manhã tenho ansiedade, mas já acordo, tomo um chá e medito por 10 minutos. Ainda não me sinto 100%, mas minha psiquiatra diz que é um tratamento um pouco demorado e que cada passo deve ser levado com muita felicidade. Temos que tentar sempre ver as coisas pelo melhor lado possível. Em um desses dias difíceis acordei muito ansiosa e já comecei a olhar no relógio para ver se ia demorar para a noite chegar, para eu dormir e ver se acordava melhor (acredita?! Eu tinha acabado de acordar). Eu parei, respirei fundo e disse pra mim que dormir não resolveria meu problema, ou eu tento fazer meu dia melhor ou continuarei contando as horas e não vivendo. E foi o que eu fiz, tive um dia muito bom por incrível que pareça. Cada dia é uma luta e agradeço por poder lutar, tendo dias bons e dias ruins e assim vamos aprendendo a viver de maneira mais tranquila.

          Beijão e fica com Deus.

        15. Sabrina

          Querida Anna!

          Muito obrigada pela resposta atenciosa! Tenho mais algumas perguntas para você!

          Por que resolveu trocar as gotas pelo comprimido? Quanto tempo está a tomar 15 mg em comprimido? Acorda ansiosa todos os dias?

          Percebi pelo seu comentário, que a troca pelo comprimido não foi tão sossegada pois teve alguns efeitos secundários. Por que será que isso acontece? Não é o mesmo remédio? O fato é, minha amiga, que estou a gastar fortunas, pois o escitalopram em gotas é bem mais caro que o comprimido e tenho que tomar 20 gotas por dia, realmente nada animador, mas a esperança e a fé não podem morrer!

          Abraço carinhoso

        16. Correa

          Lu
          Minha primeira caixa de escitalopram acabou hoje e comprei mais uma da Medley. Você já disse que compra sempre o mais em conta, essas diferenças de marcas não influenciam em nosso tratamento? Essa dúvida é bom tirar com você que já faz uso há mais tempo e já deve ter tomado outras marcas, correto?

        17. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Você poderá tomar o mesmo medicamento de laboratórios diferentes. Se isso fosse problema, não poderiam existir os “genéricos”. Eu sempre compro qualquer remédio, cujo preço estiver mais em conta. Nunca tive problema algum. Procure relaxar quanto a isso. Quando peço a receita, meu médico coloca apenas o nome da substância (oxalato de escitalopram) de modo que eu possa comprá-la do laboratório que eu quiser.

          Abraços,

          Lu

  12. Maria Claudia

    Oi, Lu!

    Não sumi não! Tenho acompanhado todos os comentários pelo e-mail, vendo os relatos, me identificando com alguns, diluindo dúvidas com outros. Consegui falar com o meu psiquiatra. Continuei a medicação como te falei, pois mesmo com os efeitos colaterais, procurei observar e ficar atenta ao que estava vivenciando em melhoras da depressão e da ansiedade. Focar no que está sendo bom. E isso tem me ajudado muito. Continuo com alguns efeitos, mas nada que me atrapalhe ou que não me faça enxergar o lado bom da medicação. Tenho convivido bem com eles. Meu médico disse que minha resposta foi realmente muito rápida e benéfica. Continuo com enjôo, dor de cabeça leve, boca seca, falta de apetite (mas me alimento) e de uns 12 dias pra cá, insônia!

    Lu, fico plugada no 220… rs! O psiquiatra me passou a medicação pra parte da manhã. E o Rivotril, que, está sendo retirado, continua à noite. Meu ânimo voltou, minha concentração está 100%, os esquecimentos passaram, consigo estudar e assimilar tudo, acabou a irritação, as crises de ansiedade, a falta de ar, os medos, os pensamentos repetitivos e negativos, o choro compulsivo, a tristeza, a angústia… Enfim, tudo com que eu convivia há um tempo, algumas coisas desde a adolescência, e que eu achava normais e não eram. O diagnóstico foi de depressão e TAG. Continuo firme na terapia, na meditação, voltei a cuidar do lado espiritual, aos poucos estou voltando aos estudos da Rosacruz, e assim estou retomando minha vida.

    Quero deixar uma mensagem aqui pra nossa família, pra nunca desistir. Sigam todos o tratamento e a vida vai se encaixando. Não interrompam a medicação por conta própria. Relatem tudo ao seu médico de confiança, e se possível, aliem práticas saudáveis que com certeza vão ajudar nesse momento de adaptação ao medicamento. E mesmo os efeitos sendo incômodos, lembrem-se que irão passar. Tentem observar o que está melhorando. Desviem o foco pros benefícios, mantenham a mente aberta, e agradeçam sempre, mesmo as coisas mais simples, e as pequenas vitórias.

    Vou estar sempre por aqui, Lu! Vou continuar te dando notícias e mantendo contato com a família maravilhosa que temos aqui.
    Sou eternamente grata por ter sido tão bem acolhida, por toda sua atenção, seu carinho, sua dedicação. Tenha a certeza de que me ajudou muito, e todos os relatos que continuo lendo com suas respostas, continuam me ajudando.

    Lu, você sempre terá um lugar especial no meu coração!

    Beijo grande

    Responder
    1. Maria Claudia

      Oi Lu!

      Escrevi mandando notícias dia 31/05. Mas está pra aprovação. Não quero que pense que sumi, rs. Escrevo novamente.

      Beijo grande

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Maria Claudia

        Eu lhe peço desculpas, pois seu comentário foi jogado na página de “spam”, por isso ficou tanto tempo sem ser respondido. Perdoe-me, amiguinha! Já o respondi! Sempre que isso acontecer, entre em contato comigo.

        Abraços,

        Lu

        Responder
    2. LuDiasBH Autor do post

      Maria Cláudia

      Foi ótimo você ter me dito que havia escrito e que estava aguardando moderação, pois seu comentário havia caído na lista de “Spam”. Fui lá e encontrei o danadinho. Perdoe-me! Sempre que isso ocorrer, cobre-me, pois aí vou vasculhar entre os indesejados “spams” retidos pelo programa.

      Amiguinha, penso que a sua resposta “rápida e benéfica” ao tratamento é oriunda de seu otimismo, da normalidade como o encara. Nosso estado de espírito reflete na resposta de nosso organismo. Está aí um exemplo para todos nós. Os demais efeitos adversos não tardarão em desaparecer. Continue assim, sempre otimista.

      Como é bom ler isso:
      “Meu ânimo voltou, minha concentração está 100%, os esquecimentos passaram, consigo estudar e assimilar tudo, acabou a irritação, as crises de ansiedade, a falta de ar, os medos, os pensamentos repetitivos e negativos, o choro compulsivo, a tristeza, a angústia…”.

      Saiba que seu conselhos são valiosíssimos, principalmente para quem ainda se encontra na fase inicial do tratamento, quando os efeitos ruins fazem muitos abrirem mão do medicamento, mas tendo que voltar a ele com crises ainda piores. E é muito bom saber que sempre estará conosco. Poderá também interagir com outras pessoas, em seus comentários, dando-lhes forças para não desanimarem. Toda ajuda aqui é muito valiosa.

      Maria Cláudia, não há nada a agradecer, minha querida. Sua presença aqui é benéfica para todos nós. Também não tem ideia de quanto vem ajudando outras pessoas através de seus comentários. Você também se encontra em meu coração. Gostaria que conhecesse outras categorias do blog, com questões diferentes.

      Um grande beijo,

      Lu

      Responder
      1. Maria Claudia

        Oi, Lu!

        Que bom que escrevi novamente rs. Essas coisas de spam acontecem mesmo. Adorei ler a sua resposta. Você me dá uma força incrível, e é muito gratificante ter seu apoio. Muitas vezes, me pego com medo de fazer algo, como ir pro Rio sozinha, assistir palestras, participar de algumas coisas de que sempre gostei. A diferença hoje é que não deixo o medo me paralisar. Eu faço o que eu tenho de fazer. E vejo que tudo corre bem. Como foi minha última ida ao Rio, sozinha, pra assistir uma palestra que eu queria muito, sobre animais. E tudo correu bem. É libertador. Consegui assistir tudo, sem anotar nada, sem tirar fotos de slides, e notei que assimilei muito bem, consigo me lembrar de tudo. Lá, eu interagi com outras pessoas e foi muito bom. Agradeci muito por esse dia, e por tudo de bom que vem acontecendo.

        Problemas sempre teremos. Cabe a nós mesmos decidirmos qual a melhor forma de resolvê-los. Afinal, o ideograma chinês de crise é igual ao da oportunidade. Vou ler os outros artigos sim, já li alguns e achei todos muito interessantes. Vou estar sempre por aqui. Nunca me esqueço de quem me estende a mão. E você me ajudou muito com todas as minhas dúvidas no início do tratamento. E continua me ajudando com a sua atenção e o seu apoio. Sinta-se abraçada.

        Beijo grande!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Maria Claudia

          Não podemos, mesmo, permitir que o medo comande a nossa vida. Se deixarmos, não sairemos mais de casa. E aos poucos outras ações vão sendo tolhidas também, como até o ato de tomar um banho, comer, etc. Você fez muito bem ao se contrapor a isso, que se desfaz após os primeiros passos dados, mostrando quem manda no pedeço, pois confiança gera destemor. É assim que todos nós precisamos agir. No início pode ser uma luta desigual, mas depois vai se amainando, até desaparecer. Você trabalha com animais? Bichos é uma outra paixão que tenho. Eles são apaixonantes. Também não sabia isso sobre o ideograma chinês. Muiot interessante.

          Amiguinha, será sempre reconfortante para todos nós contar com a sua presença animadora. Muito obrigada por seu carinho.

          Abraços,

          Lu

        2. Maria Claudia

          Oi, Lu!

          Amo os animais e a natureza. Adorei saber que você tem 2 gatinhos. Tenho certeza de que sempre te darão muitas alegrias. Se puder fazer uma alimentação natural para eles, vai evitar muitos problemas que as rações trazem. Procure pelo site “cachorro verde”. Vai encontrar dicas valiosas por lá, 😉 E qdo puder, procure um livro chamado Dewey, um gato entre livros. História verídica, que com certeza vai te emocionar.

          Beijo grande

        3. LuDiasBH Autor do post

          Maria Cláudia

          Seu eu morasse em casa, teria um monte de animais. Sou apaixonada por esses bichinhos que tornam a nossa vida mais feliz e dividem o planeta conosco. Vou visitar o site indicado. Obrigada!

          Beijos,

          Lu

        4. Sabrina

          Oi, Lu!

          Estou quase chegando nas vinte gotas de remédio que o médico mandou mas, ainda não me sinto bem, porém percebo que me sinto mais feliz, pois tenho realizado mudanças em minha vida, como mudanças de hábitos, praticando exercícios e acordando bem cedo, o que antes era quase impossível. Mas o que me chateia são meus batimentos cardíacos acelerados pela manhã, ao acordar e em determinados períodos do dia.

          Lu, quando isso vai sumir? Desculpe lhe amolar com esse tipo de pergunta, mas é que tomo remédio desde janeiro e até hoje levanto ruim pela manhã. A impressão que tenho é que nunca vou me livrar desses sintomas físicos (batedeira no coração), daí já penso que vou morrer logo, pois “meu coração está trabalhando demais”.

          Ah Lu, por favor me ajude com uma palavra boa que você sempre tem, e sempre com sinceridade, mesmo que seja uma palavra dura mas que eu precise ouvir, me ajude pois não vi melhora significativa ainda em meu tratamento.

          Obrigada!

        5. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          Parabéns por estar quase chegando às vinte gotas receitadas pelo médico. Eu continuo lhe dizendo que é impossível fazer uma avalição de seu caso, antes que venha a tomar a dose indicada pelo especialista. Se ele achou que deve tomar 20 gotas, significa que essa dosagem é a necessária para combater o que sente. Enquanto não chegar a ela, não saberá realmente se o medicamento trará bons efeitos ou não.

          Sabrina, você me disse que eu poderia ser dura consigo. Não gosto de fazer isso, mas devo lhe dizer que está agindo como uma criança ao não seguir a orientação médica. Pelo seu e-mail vejo que estuda biologia, sendo esse mais um motivo para superar esse medo bobo que a bloqueia. É preciso vencer esse “terror” que carrega consigo. Não pode deixar que tal comportamento direcione sua vida. Faz-se necessário trabalhar essa insegurança que a acompanha. Nem eu e tampouco ninguém de nossa família aqui poderá ajudá-la, se essa vontade não partir de si mesma. Como já lhe disse, pesquisas comprovam que as pessoas otimistas tendem a ter um resultado mais positivo e rápido. Mas você vai se chantageando, escondendo-se atrás de seus temores, para não tomar decisões acertadas. Isso não leva a nada, ao contrário, prolonga seu sofrimento.

          Amiguinha, aconselho-a a voltar a seu médico, dizer-lhe qual dosagem está tomando, e falar-lhe sobre os batimentos cardíacos acelarados que ainda continua sentindo. Se todos nós melhoramos, por que com você seria diferente? Se necessário, seu médico poderá até mesmo mudar o medicamento ou acrescentar um segundo. Mas, por favor, procure lidar com o medicamento de uma forma mais adulta e positiva, pois não sei até onde suas reações são frutos de seu medo desordenado e até onde são reais. Leia os comentários com atenção e veja quantos adolescentes se expressaram aqui, e estão levando o tratamento adiante. Quando você melhorar sua maneira de encarar seu tratamento, sentirá uma melhora significativa em sua vida. Não há outro jeito! Se possível, veja a possibilidade de fazer psicoterapia, mas de modo a trabalhar esse “medo avassalador” que a acompanha.

          Sabrina, estamos juntos com você, torcendo por sua melhora, mas é preciso, primeiro, que SE AJUDE! Leia o texto de um membro de nossa família chamado SER POP É FUNDAMENTAL!

          Abraços,

          Lu

        6. Sabrina

          Oi, Lu!

          Agradecida pelas suas palavras, mas acho que eu era bem mais medrosa em relação ao meu tratamento, estou aumentando cada dia mais a dosagem para chegar finalmente nas 20 gotas. O errado é que fiz esse aumento bem devagar ao longo de todo o mês, mas não estou fugindo dele, porque realmente quero ficar 100% bem… Estou sendo acompanhada por uma psicóloga que está me incentivando ainda mais no meu tratamento, mas como todo ansioso, a gente quer ver resultados rápidos. Acha que a partir dessa dosagem, os sintomas desaparecerão de vez? É possível tomar uma dosagem maior que 20 mg?

          Obrigada pelo apoio de sempre!

          Beijos,

          Sabrina

        7. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          Eu sei que nós, vítimas de transtornos mentais, em razão das crises aflitivas que já sofremos, ou que ainda vivenciamos, tornamo-nos meio amedrontados. Isso é normal. A normalidade só acaba quando o medo passa a guiar nossa vida, a tomar decisões por nós, roubando-nos o bom-senso, retirando-nos a razão. Se não o combatermos, tendemos a jogar por terra todo o nosso tratamento e a possibilidade de obter melhor qualidade de vida. Não pense que sofrer a conta-gotas torna o sofrimento menor. Precisamos encarar o medicamento com seriedade, levando avante a medicação prescrita.

          Amiguinha, faz-se necessário chegar às 20 gotas e aguardar alguns dias para ver a reação de seu organismo. Só depois disso é que seu médico poderá avaliar os resultados. Conheço poucos casos de pessoas tomando uma dosagem maior do que 20 mg. Fique tranquila, pois tudo irá dar certo.

          Abraços,

          Lu

  13. Stella

    Olá, Lu!
    Eu estou bem melhor desde a última vez que te escrevi, melhorei uns 95%. Até estou fazendo faculdade, comecei a ir à academia, as crises de ansiedade passaram. Semana passada voltei a consultar com minha neurologista, que achou que melhorei muito, mas disse que posso melhorar mais ainda. Pediu que eu começasse a fazer terapia, e mudou a medicação para resolver meu problema de falta de libido, tomo o EXODUS 10mg (Oxalato de Escitalopram). Ela me receitou LUVOX 50 mg (Maleato de Fluvoxamina). Sabe me dizer algo sobre esse medicamento, será que quando eu começar a tomar também vou ter rejeição inicial e me sentir ruim?

    Um abração, e obrigada mais uma vez…

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Stella

      Fiquei muito feliz com a sua acentuada melhora. Maravilha! Nunca tomei o Luvox, mas sei que se trata de um antidepressivo, e, ao que me parece, não mexe com a libido. Gostaria que nos informasse sobre esse assunto, se houve realmente a melhoria da libido. Vá nos informando com o tempo de uso. Como todo antidepressivo, é provável que você sinta os efeitos adversos. Mas isso não será problema. Pode ser que eles venham bem fraquinhos. Fique tranquila e leve seu tratamento à frente. E não suma… Queremos acompanhar a mudança de medicamento.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  14. Josi

    Ei, Lu!

    Eu estava conseguindo ser POP, e até consegui um emprego. Fui trabalhar e continuei tomando o remédio, mesmo me sentindo feia, magra, mas estava focada na minha recuperação. Eu não estava ligando pra esses pequenos detalhes,,até começar a me sentir diferente. Digo diferente, pois ainda não posso dizer “bem” e sim melhor que antes. Mas comecei a dar importância à aparência e fui alternando os dias e mexendo no tratamento. Resultado: Ontem tive uma crise horrível de choro, tristesa, angústia, pavor, tudo misturado.

    Lu, existe um detalhe também que pesa muito minha situação que é a TPM forte que tenho, fora as dificuldades financeira e afetivas que estou passando no atual momento. Conclusão… Passei ontem na casa de uma amiga pra desabafar e de repente ouvir algo que diminuisse minha dor emocional, mas nada. Me dei conta que preciso mesmo de ajuda profissional. Vou à psicóloga hoje.
    E ontem à noite, de tão ruim que fiquei, tomei 20 mg ao invés de 10 mg, e hoje pela manhã mais 10 mg. Não suporto mais viver essa loucura.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Josi

      Acalme-se, minha amiguinha, não há mal que perdure para sempre. O que está acontecendo consigo é que seu medicamento deve estar com a dose baixa, não dando conta de conter suas crises, pois você mexeu na dosagem, ao tomá-lo a bel prazer. Essa sua autoestima baixa advém do desequilíbrio de seu estado emocional. Quando isso acontece, qualquer um de nós se sente um “lixo”, como se fosse o pior dos seres humanos na face da Terra. Isso é normal para qualquer pessoa que se encontre passando por transtornos mentais não controlados. Não pense que é única. Se ler os comentários, verá o grande número de nossos amigos que vem aqui pedir ajuda e, após certo tempo, voltam felizes, por terem acertado com o tratamento. Fique calma!

      Amiguinha, é preciso, sobretudo, paciência. E jamais mexa na medicação médica por conta própria. O tratamento com antidepressivo não é como tomar um remédio para dor. A substância é acumulativa. Ela precisa estar presente no organismo numa certa quantidade para que possa fazer efeito. Se você muda isso, acaba mexendo na sua (da substância) capacidade de conter as crises. Se acha que está emagrecendo muito com o medicamento, procure seu médico e converse sobre o assunto, pois ele poderá mudar para outro antidepressivo que não cause esse emagrecimento. Eu também emagreci ao iniciar o tratamento com o oxalato de escitalopram, mas depois de certo tempo meu organismo voltou ao normal. Também sei de pessoas que, ao contrário, engordaram bastante. Tanto num caso como no outro, o especialista deve tomar conhecimento.

      Josi, a síndrome menstrual precisa ser tratada por um(a) ginecologista. Ela tem o poder de desestabilizar todo o sistema físico e emocional da mulher. Procure ajuda médica o mais rápido possível. Com todos os remédios para tal, não é mais preciso sofrer com isso. Marque logo uma consulta. Quanto às necessidades afetivas, essas estão se mostrando mais fortes em razão de seu estado emocional à flor da pele, de seu excesso de sensibilidade. Não ponha a sua felicidade nas mãos de ninguém. Seja você a única pessoa responsável por ela. Primeiro precisamos nos amar, pois só assim estaremos aptos para amar e ser amados. Estamos caminhando para um mundo cada vez mais individualista, com pessoas preocupadas apenas com o próprio umbigo. Portanto, precisamos nos fortalecer e acreditar em nós mesmos e nas nossas buscas pessoais. Se botar sua felicidade na mão de quem quer que seja, correrá o risco de sofrer todo dia. Saiba que as pessoas encontram-se em patamares de espiritualidades diferenciados. E se nos encontramos num degrau mais alto do que algumas, tempos que ter paciência com elas, pois precisam de nossa ajuda. Seja você mesma e acredite que dias melhores virão, pois otimismo atrai coisas boas.

      Lindinha, não tome antidepressivo sem levar em conta a dose correta, pois você poderá tomar uma superdosagem, capaz de levá-la ao hospital, ou até mesmo a algo mais sério. Aguardo notícias suas o mais rápido possível.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Josi

        Lu
        Eu olhei minhas anotações e vi que estou no 47° comprimido. Eu praticamente consegui tomar 30 dias certinho, ou seja,sem falhar um dia. Depois disso comecei a tomar um, pular 1 ou dois dias e tomar outro. Além da TPM forte,você acha que esse poderia ser o motivo dessa crise tão forte? O que eu poderia fazer para melhorar em questão da medicação?

        Hoje fui à primeira sessão da terapia. E eu estou em teste no trabalho. Fez 1 mês.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Você levou seu tratamento direitinho durante 30 dias e saiu da linha durante 17. Isso pode ter mexido muito com o seu organismo, ocasionando essa crise, sem falar no fato de que anda se alimentando pouco. Portanto, deverá olhar o problema de seu transtorno menstrual, procurando um ginecologista, e tomar o antidepressivo regularmente, sem pular nenhum dia. Se a crise voltar a repetir-se, procure seu médico, pois pode ser que a dosagem esteja insuficiente. E se continuar sem apetite e emagrecendo, conte-lhe isso também, pois existem outros antidepressivos que não fazem emagrecer. Parabéns pela sua primeira sessão de terapia e pelo primeiro mês de trabalho. Continue sendo POP, minha querida. E conte conosco, sempre.

          Beijos,

          Lu

        2. Josi

          Lu, eu preciso muito de um médico, mas até então não consegui. Eu tomei hoje 20 mg do oxa e ontem à noite 2 mg de alprazolan.
          Eu estava feliz e cheguei a comentar com você que quase não estava precisando do alprazolam mais. Eu estou tentando acertar essa medicação sozinha por não suportar mais tanto sofrimento. Mas confesso que isso já está me dando medo.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          É normal a todo ser humano passar por altos e baixos, agora imagine nós, portadores de síndrome mental… O que você não pode fazer é tentar trabalhar a dosagem de sua medicação. Isso é tarefa do médico. Poderá ter problemas seríssimos com uma super dosagem. Não faça isso! Vá a um posto de saúde, onde poderá conversar com um médico. Não precisa ser um psiquiatra, pode ser um clínico geral. Leve sua receita do antidepressivo para mostrar. Procure não se abater com as dificuldades, pois elas fazem parte da vida e de nosso crescimento espiritual. Tudo se ajeita. Continuo torcendo por você.

          Abraços,

          Lu

  15. Alessandra

    Bom dia, Lu!

    Eu adorei ter encontrado este site, foi muita sorte. Obrigada!

    Iniciei com o Oxalato de Escitalopram ontem, nunca tomei antidepressivos antes e confesso que tive receio.Fui ao psiquiatra por indicação de uma amiga, pelos problemas recorrentes que venho enfrentando, como muita irritabilidade, medo, agitação, pensamentos negativos contantes, estresse, fadiga, falta de concentração, muitos anos assim. E depois de uma crise horrível de insônia por 3 dias, eu não conseguia controlar meus pensamentos, achei que fosse enlouquecer.O médico me diagnosticou com TAG.

    E lógico, uma pessoa muito curiosa que sou, pesquisei muito sobre o remédio antes de começar a tomar. E pude perceber que muitas pessoas sofrem desses transtornos que precisam ser tratados. Melhorar a qualidade de vida, o que mais preciso e quero. O site está me dando força para continuar, porque realmente os efeitos colaterais são complicados. Perdi completamente o apetite, e me sinto enjoada. Mas serei forte, vou continuar e me curar, porque convivo com esses transtornos há muitos anos e nunca consegui entender. Estou acompanhando o site, fiquem com Deus.

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Alessandra

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa!

      Amiguinha, é normal que sintamos receios antes de iniciarmos um tratamento com um novo medicamento. O pior é que muitos médicos não preparam seus pacientes para lidarem com os sintomas adversos dos antidepressivos, deixando-os assustados quando esses chegam. Mas fique tranquila, pois tudo isso irá passar. É uma pena que você não tenha buscado ajuda médica antes, tendo sofrido durante tanto tempo. Mas o importante é daqui para a frente. Esqueçamos o passado.

      Alê, a TAG, assim como outros transtornos mentais, judia muito com a pessoa, pois acaba descanbando para a SP (síndrome do pânico). Se não tratada, as crises vão ficando cada vez mais agudas e constantes. É preciso botar um freio nela. No início do tratamento, os efeitos adversos são comuns, mas duram pouco tempo, cerca de duas a três semanas normalmente, embora haja casos de pessoas que precisam de um tempo maior para sentir os bons resultados.

      Dentre os efeitos adversos do oxalato de escitalopram estão o enjoo e a possibilidade de ganhar mais apetite ou perdê-lo, dependendo de cada organismo. Eu fiquei inapetente durante um tempo, mas aos poucos meu organismo foi se equilibrando e hoje se encontra normal. Portanto, isso não merece preocupação agora no início. Mas no caso de perder muito peso, volte a seu psiquiatra e converse com ele. Tenho a certeza de que será uma das garotas POPs (pacientes, otimistas e persistentes) de nossa família. Qualque problema que sentir, venha aqui conversar conosco. Não se sinta sozinha.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Ederson Silva

        Lu

        Passei e continuo passando por alguns problemas que vieram à tona ao mesmo tempo. Nunca pensei que teria que utilizar um medicamento para controlar a minha ansiedade, pois sempre fui muito calmo, porém estou utilizando o oxalato de escitalopram 10 mg. O psiquiatra tinha me receitado um laboratório específico, porém tenho a facilidade de obter o medicamento de outro. Fiz a troca ao terminar o que o médico havia me receitado. A qualidade do meu sono piorou muito, inclusive essa noite praticamente não dormi. Como faz apenas 20 dias que estou utilizando a medicação e fiz a troca há apenas 5 dias, você pode me informar se isso pode ter sido causado pela troca do laboratório ou um efeito colateral do medicamento?

        Obrigado pela atenção.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Ederson

          Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinho, eu nunca me ative a laboratórios. Sempre compro o antidepressivo cujo preço estiver mais baixo. E ao longo de todos esses anos em que faço uso dessa ou daquela substância, nunca notei problemas. Fico sempre de orelha em pé quando o médico indica o laboratório, pois é de nosso conhecimento (conforme já mostrou a TV) das falcatruas que costumam existir por baixo, com presentes e passeios para médicos dados por certos laboratórios. Não quero dizer que isso esteja acontecendo com seu médico. Mas estou falando do que já foi apurado.

          Ederson, não acho que a sua insônia esteja ligada ao medicamento do laboratório Y, mas, sim, às reações adversas do próprio antidepressivo, como poderá ver na bula e neste artigo que acabou de ler. Poderá notar esta queixa nos comentários aqui, também. Isso acontece no início do tratamento com quase todas as pessoas. Caso tome o medicamento à noite, o ideal seria passá-lo para a parte da manhã, mas se lembrando de que é preciso pular um dia sem tomar, para não incorrer numa superdosagem. E caso já o tome de manhã, peça a seu médico um ansiolítico para ajudá-lo a dormir nessa fase inicial. Também faço uso do oxalato de escitalopram e tive muita insônia na fase inicial do tratamento, mas que passou com o tempo.

          Abraços,

          Lu

        2. Ederson Silva

          Obrigado, Lu!

          Foi efeito colateral do medicamento, já estou dormindo bem melhor, acordo uma ou no máximo duas vezes por noite, para ir ao banheiro, e outras quando como algo diferente. Infelizmente esse período difícil pelo qual passei me rendeu também uma gastrite e uma hérnia de hiato. Agora, quando tenho alguma dificuldade, tomo um chá de camomila, que está me ajudando a dormir bem, e também quando estou com alguma queimação devido à hérnia e à gastrite.

          Muito obrigado, pela atenção e pelo espaço.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Ederson

          É bom saber que seu sono está voltando ao normal. Além do chá de camomila, o de melissa (erva-cidreira) também é muito bom. Não deixe de olhar o problema referente à sua gastrite e à hérnia de hiato. E continue em contato conosco.

          Abraços,

          Lu

  16. Juliana

    Oi, Lu!

    Sofro com depressão e síndrome do pânico, e realizei o tratamento com escitalopram durante 1 ano e meio, mas faz 4 meses que fiz o desmame. Se eu voltar a tomar agora ainda terei os mesmos efeitos colaterais da primeira vez? Na mesma intensidade? Ou isso diminui agora?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, a depressão e a síndrome do pânico costumam ser recorrentes. É por isso que muitas vezes é necessário voltar ao tratamento. E é o que está acontecendo com você, ao que me parece. É fato que você voltará a sentir os efeitos adversos, uma vez que seu organismo terá que se readaptar ao medicamento. Mas pode ser que eles venham mais brandos. É impossível avaliar como seu organismo reagirá. Peça a seu médico para iniciar com uma dose menor e ir aumentando aos poucos. Mas sua preocupação não deve ser motivo para abrir mão do tratamento, pois os efeitos adversos do antidepressivo são imensamente menores do que a tortura da depressão e da síndrome do pânico. Pense nisso!

      Abraços,

      Lu

      Responder
  17. Renata

    Olá, Lu!
    Estou passando por uma situação difícil… Tenho 25 anos, e faz um tempo que venho sentido algumas sensações estranhas. Por duas vezes fui parar no pronto socorro, pensando que morreria por causa da taquicardia que sentia. O médico mencionou que estava tudo bem, que era uma ansiedade muito forte e que deveria procurar um psiquiatra. O primeiro ataque de ansiedade foi mais ou menos quando eu tinha 20 anos. E depois, eu continuei tendo umas crises, iam embora e voltavam. Agora, neste ano, tudo voltou novamente, e mais intenso. Fui a uma psiquiatra, e ela identificou que tenho síndrome do pânico e me receitou um antidepressivo. O problema é que não consigo tomar porque tenho medo dos efeitos colaterais, de passar mal com ele. Agora só consigo chorar e sentir medo de iniciar meu tratamento. Eu queria sumir…

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Renata

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família!

      Amiguinha, quando somos vítimas da Síndrome do Pânico, passamos a ter medo de tudo, portanto, é mais do que normal que esteja sentindo medo de tomar o antidepressivo, isso aconteceu com a maioria de nós. Mas como sobrevivente desse transtorno mental, posso lhe dizer que, por piores que sejam os efeitos adversos do antidepressivo, os sintomas da Síndrome do Pânico são cem vezes mais. Enquanto os efeitos adversos do antidepressivo duram pouco tempo, cerca de três semanas, normalmente, as crises de pânico, ao contrário, você nunca sabe quando elas chegam. E pior, elas nunca passarão se não fizer o tratamento. E quanto mais demorar a ser medicada, mais fortes elas irão se tornando.

      Minha fofinha, vamos fazer assim, você começará o tratamento e todos os dias virá aqui conversar comigo. Não me disse quantos miligramas o psiquiatra passou-lhe, mas se foram 10 mg, comece tomando cinco, ou seja, dividindo o comprimido ao meio, durante uma semana. Pode contar comigo. Irei ficar aqui para ajudá-la. Escreva-me quantas vezes quiser. Demorei a responder-lhe dessa vez porque fiz uma pequena viagem. Um segredo: eu também tomo esse mesmo medicamento, pois tinha SP e depressão. Hoje encontro-me ótima! Minha qualidade de vida teve uma melhora impossível de ser descrita. Se não tivesse iniciado o tratamento, estaria hoje presa dentro de casa, com medo de sair e até mesmo de respirar. Conte comigo e com todos os amigos aqui, pois somos uma família muito POP (paciente, otimista e persistente). Vamos à frente, guerreirinha!

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  18. Edson dos Santos

    Lu
    Muito obrigado pela resposta. No dia da consulta eu pedi pro médico me receitar um medicamento que não agredisse meu estômago, pois já tive gastrite e às vezes o estômago fica ruim. Ele falou que o Escitalopram era ideal pra quem tem problema de estômago, mais senti muita dor e tive que parar no PS. Mas de qualquer forma vou perseverar, pois notei pelos relatos de várias pessoas aqui no blog que os primeiros dias são difíceis mesmo.

    Lu a tendência é de que o apetite volte no decorrer do tratamento? E mais uma vez, parabéns pelo blog, fiquei muito feliz e aliviado em encontrar respostas para minhas dúvidas. E muito importante também são os testemunhos das pessoas que passaram a se sentir com o tratamento. Creio que Deus deu o dom da ciência para o ser humano, para que através dos medicamentos possamos ter uma qualidade de vida melhor.

    Deus abençoe a todos!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Edson

      Em razão de sua gastrite, procure tomar o medicamento com o estômago cheio, jamais em jejum. Quanto ao apetite, é engraçado dizer que o oxalato de escitalopram faz algumas pessoas perderem o apetite e outras a aumentá-lo. Eu me encontro entre as primeiras, mas, com o tempo, o meu apetite foi voltando. No início, procure comer mesmo sem vontade. Se o problema persistir, levando-o ao emagrecimento, converse com seu médico. Quanto ao nosso cantinho, faça uso dele sempre que sentir vontade. E, assim que estiver bem, não suma, pois os que ficam também precisam de apoio.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  19. Edson dos Santos

    Oi, Lu!
    Sofro de ansiedade já faz alguns anos, e diante do momento de várias crises resolvi buscar ajuda médica novamente (algo que eu não queria). O psiquiatra me receitou Oxalato de Escitalopram 10 mg. Até o momento só tomei um comprimido às 11:00 da manhã, e após 1 hora fui almoçar. Meu estômago começou a embrulhar e fiquei assim o dia inteiro. Acordei hoje vomitando horrores e sem apetite. Gostaria de saber se é normal esses sintomas, pois estou até com receio de continuar o tratamento e continuar passando mal.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Edson

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, todos os antidepressivos trazem consigo efeito adversos, que desaparecem assim que o organismo adapta-se ao medicamento, o que demora de duas a três semanas e até mesmo três meses. Você fez muito bem ao buscar ajuda médica, pois quanto mais demorasse, mais fortes seriam as crises. O oxalato de escitalopram tem sido um dos mais receitados, como poderá notar aqui através dos comentários. O ato de vomitar far parte de seus efeitos adversos, assim como a falta de apetite. Embora seja normal, seria bom que contatasse seu médico, para que ele acompanhasse seu caso de perto, pois há pessoas que não se adequam ao medicamento. A fase inicial é mesmo muito difícil. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Não pare a medicação sem antes conversar com seu psiquiatra, pois isso pode passar logo. Mas não deixe de falar com ele.
      Continue em contato conosco.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Raphaela Barreto

        Lu
        Tinha lhe falado sobre estar com medo de começar a tomar escitalopram, porém, comecei a tomar fez duas semanas. Os efeitos colaterais, como dor de cabeça e náusea tinham desaparecido, mas voltaram. Agora com sintomas piores, como confusão mental, ansiedade, tristeza, vomitei hoje. Estou bastante confusa por esses sintomas ter voltado agora. Aguardo suas resposta.

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Rafaela

          Preciso de mais esclarecimento para responder seu comentário. Se você começou a tomar o medicamento há duas semanas, como esses efeitos sumiram e voltaram, uma vez que você se encontra na fase inicial? Explique-se melhor.

          Abraços,

          Lu

        2. Raphaela Barreto

          No início apenas tive náuseas, o restante passei a sentir agora, após duas semanas de uso.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Rafaela

          Você se encoantra ainda no início do tratamento, portanto, é normal que ainda sinta os efeitos adversos. Mas não se preocupe, pois logo tudo passará.

          Beijos,

          Lu

  20. Anna

    Lu
    Volto aqui para compartilhar o meu tratamento, pois já faz um mês que venho tomando o Lexapro 10 mg. Muitos sintomas tinham ido embora inclusive a ansiedade, mas eu estava extremamente frágil, tudo me fazia era chorar litros, tive retorno com a psiquiatra e ela ajustou a dose para 15 mg. Confesso que não está sendo um mar de rosas, voltei a acordar mega ansiosa e a sentir alguns efeitos colaterais novamente, mas não estou mais precisando do rivotril para me manter tranquila. Acredito que isto deva passar também, que só voltei a sentir por causa do ajuste da dose, correto?! A única coisa que realmente me incomoda é que há dias em que parece que não estou vivendo a minha vida, que estou só vendo ela passar, como se estivesse a parte de tudo, anestesiada, isto é normal? A psquiatra disse que sim, que são sintomas da doença, e que leva até 3 meses para o remédio fazer efeito pleno. Continuo aqui com minha fé, com dias mais difíceis e dias mais fáceis.

    Obrigada por tudo. Beijos a todos e vamos ter esperança.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Anna

      A maioria das pessoas ressentem com o aumento da dosagem, mas isso é normal, pois o médico precisa ir alterando a dose, até encontrar a certa para o paciente. Não há como dar início ao tratamento e dizer qual é a correta para cada pessoa. Esse cuidado é muito importante. Portanto, nada mais do que normal o aumento na dosagem de seu medicamento. Fique tranquila, pois esses efeitos adversos, que retornaram, irão passar, assim como aqueles que a antiga dosagem não conseguiu eliminar. Logo o mar de rosas estará presente, proporcionando-lhe melhor qualidade de vida. Quanto ao fato de encontrar-se sentindo como uma mera observadora da vida, isso também faz parte dos efeitos adversos do medicamento, como poderá ler na bula e no texto acima. O importante é que continue mantendo contato com sua psiquiatra, relatando-lhe tudo o que está sentindo. Se ler os comentários, verá que muitas pessoas passaram por isso. É uma maravilha ter se libertado do rivotril. Só faço uso do medicamento quando for extremamente necessário. Parabéns, garota POP, você está seguindo em frente com coragem. Nossa família é mesmo guerreira. Tenha a certeza de que os dias difíceis, em relação ao tratamento, estão ficando para trás.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  21. Luana Isse

    Nossa, que legal este espaço. Peço licença para compartilhar a minha experiência com oxalato de escitalopram (lexapro).

    Eu, no ano passado, após uma separação muito dolorida, comecei a sentir um medo que nunca senti antes. Sempre fui ansiosa e agitada, mas sempre lidei bem com isso. Nunca cheguei a sofrer, contudo, a separação desencadeou uma ansiedade aguda. Eu fiquei de cama com dores no corpo inteiro, insônia – fiquei 10 noites sem dormir e meu corpo inteiro doía. Foi muito sofrimento. Até que decidi ir ao psiquiatra e ele me receitou 15 mg de lexapro, iniciando com 5 mg, depois 10 mg, até chegar aos 15 mg. Pra dormir ele me receito 100 mg de quetiapina. SOfri muito com os efeitos colaterais e todos os tipos de pensamentos negativos passaram pela minha cabeça…Contudo, depois de um mês, eu realmente melhorei e senti os benefícios do remédio. Não precisei mais de remédio pra dormir e voltei a ser a pessoa alegre, feliz e espontânea que sempre fui. Só que eu fiz uma grande besteira.

    Após 4 meses de tratamento, eu resolvi fazer o desmame sem comunicar a meu médico. Fui tirando devagar o remédio. NÃO FAÇA ISSO, gente! O que aconteceu? Após dois meses sem o remédio tive uma crise terrível de insônia e início de depressão com ansiedade. Voltei ao médico com vergonha, e tive que voltar com o Lexapro. Terei que tomar o remédio por dois anos. Agora, estou tomando Lexapro 10 mg, mas aumentarei a dose para 15 mg em 3 dias, e tomo 100 mg de quetiapina para dormir. Não tenho dúvidas que logo estarei bem novamente, pois este medicamento é realmente muito bom e nos ajuda a voltar à vida novamente.

    Compartilhei aqui minha história com vocês, pois realmente parar esta medicação sozinha não foi nada agradável e sou grata por este remédio me auxiliar neste momento da vida. Obrigada à criadora do blog e do post e a todos que escreveram aqui, pois me ajudou bastante. É bom saber que não estamos só. Algo que tem me ajudado também é fazer muita afirmação de cura (da Louise Hay e do Paramahansa Yoganda), muita oração, meditação e exercício físico. O remédio faz a parte dele e eu a minha. Que acima de tudo a gente valorize nossa vida, que aprenda se amar de verdade, como realmente somos e, que possamos nos libertar dos medos e receios da vida. Somos imortais, filhos de DEUS.

    Que Deus abençoe cada um de vocês. Um beijo no coração.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Luana Isse

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se um de seus membros.

      Amiguinha, ao que me parece, a sua depressão e ansiedade, que depois resvalaram para crises de pânico, tiveram origem traumática, ou seja, na sua separação. Se assim for, você não necessitará de muito tempo de uso do medicamento. Contudo, seu tratamento jamais poderá ser inferior a seis meses, sob o risco de os sintomas voltarem ainda mais intensos. A maior bobagem que alguém pode fazer é interromper a medicação sem aconselhamento médico. Muitas vezes, os próprios profissionais são responsáveis por isso, pois se esquecem de alertar os pacientes para que não paralizem a medicação por contra própria. Não é possível prever com exatidão o tempo que deverá fazer uso do antidepressivo. Somente o tempo dirá. Pode ser que apenas um ano seja suficiente. Você fará o desmame, passando pelo aconselhamento médico, e aguardará a reação de seu organismo. Se dentro desse prazo as crises voltarem, significa que seu problema é mais sério, exigindo mais tempo. Mas, por enquanto, não pense nisso, apenas faça seu tratamento direitinho. Dê tempo ao tempo. Outras terapias de apoio, como as citadas por você, são muito importantes. Uma psicoterapia também poderá ajudá-la a lidar com as raízes da separação, caso ainda se apresentem ocultas. Mas o melhor mesmo é trabalhar a sua mente, sempre dizendo para si mesma que encontrará alguém muito especial. Sou do tipo que acha que “o melhor está sempre por vir”.

      Luana, pressinto que você é uma pessoa otimista e generosa. O seu gesto de vir aqui conversar conosco, trazendo coragem e estímulo para a continuidade do tratamento, principalmente àqueles que ainda se encontram no seu início, na fase mais difícil e sofrida, é de extrema abnegação. Somente os seres imbuídos da verdadeira humanidade preocupam-se com outrem. Portanto, em nome de todos nós, agradeço o seu carinho e gentileza. Sei que estará sempre aqui, ajudando a levantar esta família maravilhosa. Saiba que poderá ler os comentários e interagir com quem desejar. Há muita gente precisando de palavras amigas e de incentivo. Fecho o meu comentário com as suas sábias palavras:

      “Que acima de tudo a gente valorize nossa vida, que aprenda se amar de verdade, como realmente somos e, que possamos nos libertar dos medos e receios da vida. Somos imortais, filhos de DEUS.”.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Luana Isse

        Querida, Lu. Adorei!
        Graças a Deus já encontrei um novo companheiro e tenho a certeza de que fazendo o tratamento certinho logo estarei 100%. Fé em Deus, acima de tudo. Vale a pena superar os efeitos colaterais iniciais, pois realmente os benefícios são inúmeros quando o remédio realmente começa a fazer efeito. Continuarei por aqui, sim. Conte comigo, Lu.

        Um beijo no seu coração!

        Responder
    2. Victor

      Luana Isse

      Tenho 25 anos e acabei tendo TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada) por uso de anabolizantes 🙁 Aprendi a lição, pois foi horrível perder o interesse pelas coisas de que gostava. Como uma flor que murcha, fora os ataques de pânico, pensando diversas vezes que pudesse infartar ou sofrer um AVC, qualquer dorzinha de cabeça já virava uma coisa imensa. O que eu aprendi com isso? Aprendi que não precisamos de muito para ser felizes, basta ter saúde, liberdade e Deus. Eu sei que ele está comigo. Já estou muito melhor, voltei a trabalhar e até treinar, mas claro sem uso de anabolizantes. De vez em quando sinto que vou ter ataque de pânico, mas já estou aprendendo a controlar isso. Quando isso começa, eu já penso que eu não tenho nada e sou saudável, sendo isso coisa da minha mente. Penso em coisas boas, e com isso estou tendo melhor controle de tudo… Você não está sozinha e tenha certeza que irá ficar ótima. Fique com Deus!

      Um grande abraço.

      Responder
      1. Luana Isse

        Muito grata, Victor!

        Já faz 3 semanas que voltei com o lexapro, comecei a sentir os benefícios. Ainda não estou 100%, pois ainda tomo a quitiapina para dormir, mas assim como você, tenho fé em Deus e acredito que logo não precisarei mais da quetiapina (me deixa sonolenta o dia inteiro). Concordo contigo quando fala que precisamos de poucas coisas para sermos felizes. Saúde, uma mente sã, alegria, muita fé e Deus no coração. Deus têm sido minha fortaleza diante dessas adversidades. Às vezes é difícil não me reconhecer, mas sempre penso: isso vai passar!

        Obrigada pelo apoio!

        Responder
  22. Luciana

    Lu, me ajude por favor…
    Você saberia me dizer se ansiedade pode causar compulsão por compras?

    Faz um ano que estou em tratamento para ansiedade e sindrome do pânico. Eu iniciei tomando Reconter e engordei demais e agora estou na fluoxetina. Tem bem um tempo que ando pegando o cartão do meu marido, fazendo compras escondidas e escondendo as coisas, porém, isso está acabando com o nosso relacionamento e a nossa confiança um no outro. Quer dizer, estou totalmente errada, eu sei.. Mas sabe quando você não consegue parar? Não sei o que é isso… Hoje mesmo ele não está falando comigo porque gastei demais e não falei nada… Falou que estou levando tudo o que construimos para o buraco… Não sei o que fazer… Já pensei em sumir… temos um filho de 3 anos e estamos casados há 4. Me ajude, me indique algo que eu possa fazer…

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Luciana

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, a “Compulsão por Comprar” é um transtorno que precisa ser tratado como qualquer outro. Você deverá relatar o mais rápido possível o problema a seu psiquiatra, para que ele possa ajudá-la, pois tem sido uma das maiores causas de separação. O problema deve ser visto como uma doença. Não adianta ficar discutindo, pois você sabe que está errada, mas não tem forças para superar seu desejo de comprar. Peça a seu marido que a ajude a buscar tratamento. Faça com que ele a acompanhe ao médico, para entender melhor a situação. Parabéns por relatar seu problema, pois será de ajuda para muitas outras pessoas que estão passando por isso e não tiveram coragem de dizer. Continue em contato conosco. Irei lhe passar uns links sobre o assunto.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  23. Correa

    Oi, Lu!
    É muito bom este cantinho de apoio, parabéns para você!

    Eu já venho tendo depressão desde meus 20 anos, sendo que hoje tenho 29. Nesse tempo venho fazendo tratamento, mas após fazer o desmame, passado um tempo vem a recaida, sendo preciso voltar ao psiquiatra. Neste momento que escrevo, voltei a tomar oxalato de escitalopram 10 mg há duas semanas. O sono é muito, e no emprego perceberam que meu rendimento caiu e me mandaram embora. Fico com dificuldades de resolver minhas coisas pessoais, querendo ficar só em casa, enfim tudo que a tal depressao nos faz sentir. É necessário fazer o tratamento por um longo período (geralmente faço 1 ano de tratamento fico bem 5 meses sem remédio depois vem a falta desse, e caio na depressão de novo), ou seja, por muito mais tempo correto?

    Fiz o uso de escitalopram de junho de 2015 até outubro de 2016, mas de outubro de 2016 até abril de 2017, fiquei de alta do remédio, mas voltaram todos os sintomas, tendo eu que entrar com a medicação novamente.

    Obrigado e abraço

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Correa

      Seja bem-vindo à nossa família, tornando-se um membro dela.

      Amiguinho, há diversos tipos de depressão e, ao que me parece, o seu é a recorrente, aquele tipo que some por um tempo e volta. Como vê, o tempo curto de tratamento não está surtindo efeito para você. E é provável que sua depressão esteja voltando cada vez mais forte, pois o organismo vai criando resistência, deixando as crises cada vez mais severas. E nove anos com depressão é indicativo de que precisa de um tratamento mais longo. Em razão disso, não resta dúvida de que precisa de fazer um tratamento por um tempo maior, sem se preocupar em parar, para que não venha a sofrer tanto. Eu tenho depressão crônica (herança de meu lado materno), e sei que não posso ficar sem o medicamento. O comprimido que tomo diariamente não me traz nenhuma preocupação, pois tem a finalidade de ajudar o meu cérebro a trabalhar direito. Eu o aceito com imensa alegria, pois sem ele estaria passando por um sofrimento atroz.

      Correa, você não diz o horário em que toma o antidepressivo. Presumo que seja na parte da manhã. Se assim for, deverá conversar com seu médico sobre a possibilidade de tomá-lo à noite, pois assim estará mais disperto para os afazeres do dia. Mas é preciso saber que, para fazer tal mudança, deverá ficar um dia sem tomar o remédio, para que não haja uma super dosagem. Pulando um dia, no seguinte você passaria a tomá-lo à noite. Converse com seu médico a esse respeito. Muitos aqui já tiveram que fazer tal mudança.

      O fato de querer só ficar em casa está ligado aos efeitos adversos do antidepressivo, relativos ao início do tratamento. Fique tranquilo, pois eles logo passarão. Nesse início é muito importante o contato com seu médico, inclusive para ele avaliar se a dosagem está sendo suficiente. Lamento pela perda de seu emprego, mas o importante é a saúde. Outros empregos virão, pois você é muito jovem. Continue em contato conosco, contando-nos como vai o seu tratamento. Não se sinta só, pois afinal faz parte da família POP (paciente, otimista e persistente).

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Correa

        Lu
        Como você disse que pode ser recorrente, até conversei com meu médico, explicando-lhe que se preciso for, não vejo problema em tomar remédio para o resto da vida, pois quero viver bem, não passando por estes transtornos depressivos. Estou tomando o antidepressivo de manhã, um comprimido de 10 mg. Então na sua opinião o tratamento deverá ser mais longo, ou, dependendo, pra toda vida, como se faz com quem tem pressão alta, ou quem tem diabete, não é mesmo? O que importa é se sentir bem, o que no momento nao estou, mas que tão logo se firmar, vou manter o tratamento, se for o caso, pelo resto da vida toda.

        Obrigado pelo apoio!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Você foi muito lúcido em seu comentário. E está certo ao dizer que a qualidade de vida é o que importa. Eu tomo antidepressivo desde a minha adolescência, pois venho de uma família, pelo lado materno, altamente depressiva. No início houve a tentativa de parar a medicação, mas depois de sofrer com os retornos, chegaram à conclusão de que o uso deveria ser contínuo. Eu me sinto muito bem. Sempre que a dosagem está baixa, ou que a substância não mais está fazendo efeito, pressinto a chegada da dona deprê. Então retorno ao psiquiatra (qualquer médico poderá lhe dar a receita, desde que leve a cópia da anterior) para uma revisão. Há mais de cinco anos venho tomando o oxalato de escitalopram, e estou muito bem, vivendo os altos e baixos comuns a todos os seres humanos, pois não me transformei num robô. Não deixe de ler o texto: OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Outra coisa, amiguinho, conserte o sinal do “til” em seu computador, para que eu não fique a consertá-los… risos. Continue trazendo notícias, pois agora faz parte de nossa família e nós nos preocupamos com você.

          Abraços,

          Lu

        2. Correa

          Lu

          Realmente se a solução for fazer uso contínuo para que possamos permanecer e seguir nossa vida normal nao vejo problema em tomar escitalopram a vida toda. Estou há 14 dias tomando e não senti muita melhora. Já passei por isso anteriormente e sei que precisa de tempo para a remissão dos sintomas. Para começar a ter efeitos melhores demora mais um tempo, não é? Estou há 2 semanas tomando e ainda sem querer sair de casa, com a cabeça confusa, com coisas a fazer, sentindo realmente que estou fora do ônibus, vendo a vida passar. Pelo menos para dormir vai bem, pois me desligo do problema, mas ao acordar ele está comigo. Tenho fé que irei superar novamente, e dessa vez continuar o tratamento por mais tempo, pois pressinto que necessito de mais tempo com o remédio. O tratamento curto de 1 ano e meio não está me curando e fazendo voltar sempre ao quadro inicial.

          Obrigado pelas palavras e pelo seu entendimento, que Deus te ilumine muito.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Toda volta ao antidepressivo traz os efeitos adversos novamente, portanto, é normal que esteja sentindo assim, pois se trata da difícil fase inicial. Mas fique tranquilo, pois logo estará bem, deixando tudo isso para trás. Continue firme, pois tudo é questão de tempo. Logo que seu organismo adaptar-se ao medicamento, sua vida seguirá tranquilamente, as sensações ruins passarão e as boas virão. Seja POP (paciente, otimista e persistente).

          Amiguinho, se estiver trabalhando, peça a seu médico duas semanas de licença. E se os sintomas estiverem difíceis de suportar, veja a possibilidade de ele lhe receitar um calmante. Mas nada faça sem o aconselhamento de seu psiquiatra. Outra coisa, procura consertar as teclas do til (~) e do “ç” do seu teclado, pois tenho que consertar as palavras… risos.

          Abraços,

          Lu

        4. Correa

          Oi, Lu!
          Colocar os acentos é difícil, porque mexo pelo celular e não tenho conseguido acentuar as palavras, mas vou tentar. Quanto ao trabalho, fui demitido depois que tirei uma licença de 8 dias. Ao voltar, me demitiram. Estou seguindo a risca a medicação já na segunda semana, ainda não foi tempo de começar os bons efeitos do remédio. Espero me livrar logo desses sintomas depressivos, para seguir minha vida normalmente, pois realmente é complicado, pois se acontece algo bom não mexe com a gente e se acontece algo ruim também não. Mas tudo irá passar com o tempo de uso do remédio, não é? Já passei por isso, melhorei, mas quando vem a crise a gente fica achando que isso não vai melhorar mais. Temos que ser como você diz, “POPs”, e aguardar o estalo do remédio começar a fazer efeito.

          Obrigado sempre pelas respostas, que Deus te ilumine.

        5. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Você ainda se encontra no meio do furacão dos efeitos adversos, mas falta pouco para ver a luz no final do túnel e poder levar a sua vida de sempre. Agora é paciência, meu amigo. Quanto ao emprego, não se preocupe, pois o principal é cuidar de sua saúde. Quando nos encontramos em crise, achamos que nunca iremos sair dela. Mas tudo isso não passa de impressão. A finalidade do antidepressivo é tratar nossa mente, dando-nos qualidade de vida. Portanto, continue firme e tranquilo.

          Abraços,

          Lu

        6. Correa

          Lu
          O fato de meu médico ter marcado o retorno somente para 25 de julho, significa que ele já tem noção que neste período de tratamento, até o retorno, terei uma melhora, retornando à vida normal, correto? Sempre me tratei com ele, que já conhece que o remédio faz um bom efeito em mim. Estou indo para o 15° comprimido de 10 mg ainda, ainda na fase inicial como você disse, no olho do furacão. Obrigado sempre pelas palavras de incentivo, e tão logo esteja me recuperando, arrumo outro emprego rápido, se Deus quiser. O importante é nos tratar e não ficar em um lugar que veio a nos fazer mal.

          Abraços

        7. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          O médico precisa de um tempo para avaliar como o paciente está aceitando a medicação. Ele sabe que há o período turbulento e, que é preciso passar por ele para obter a melhora. A partir da terceira semana você já deve começar a melhorar seu quadro. Portanto, é preciso ter paciência para sair dessa fase dos efeitos adversos. A imensa maioria dos usuários de antidepressivos passa por isso. Tenha a certeza de que, uma vez com seu sistema mental em equilíbrio, logo voltará ao mercado de trabalho. Não adianta colocar a saúde em segundo plano. Sem ela não podemos fazer nada. Seu médico parece ter plena ciência de seu breve restabelecimento. Mas ainda assim, se tiver algum efeito adverso que fuja à normalidade, busque ajuda médica. Basta ler o texto acima, onde poderá ter noção de tudo. Fique tranquilo e otimista, pois pesquisas mostram que as pessoas otimistas tendem a ter bons resultados mais rapidamente.

          Abraços,

          Lu

        8. Correa

          Lu

          Estou realmente persistente no tratamento, seguindo o remédio à risca, tomando pela manhã, certinho. Meu médico me deu amostras do escilex. Posso tomar normalmente um ou outro, não é?

        9. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Pode tomar, sim, meu amigo. Tudo é a mesma coisa. O nome varia de acordo com cada laboratório. Eu sempre compro o que estiver mais barato.

          Abraços,

          Lu

        10. Correa

          Lu querida, vou eu te enchendo de perguntas. Dependendo do organismo, os sinais de melhora levam um pouco mais de tempo de 2 a 4 semanas? Fico na preocupação de logo melhorar, e ainda, como você disse, estou no olho do furacão, sentindo-me deprimido.

        11. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Alguns organismos são mais resistentes aos antidepressivos, sendo necessário até mesmo três meses para que a pessoa obtenha o resultado esperado. Mas acredito que passadas três semanas, você já começará a sentir-se bem melhor, sem essa depressão. Não deixe de fazer exercícios físicos. Poderá fazer até mesmo em casa, através do programa de vídeos:

          START! Walking at Home American Heart Association 3 Mile Walk …

          Abraços,

          Lu

        12. Sabrina

          Oi, Lu!
          Sinto saudades de conversar com você! Por isso sempre que posso apareço aqui!

          Você havia me perguntado se eu tinha aumentado a dose pra 20 gotas, conforme o médico pediu, a resposta é ainda não. Estou a tomar 15 gotas, sei que estou errada, mas está difícil aceitar que tenho que aumentar a dosagem. Eu fico mto bem o mês todo com 15 gotas, basta vir a menstruação para eu sentir uma piora, não durmo, fico com tontura, palpitações, enxaqueca, enfim tudo ruim e até depressão. Quando essa fase acaba, me sinto ótima novamente com as 15 gotas.

          Lu, com o carinho que sempre tem, me responda, será que um anticoncepcional não resolveria meu caso? Ao invés de aumento de dose? Lembro-me que me orientou a procurar um ginecologista com urgência, mas só consegui vaga para junho, estou a aguardar.
          Por favor, minha amiga, será que meu caso é necessário mesmo aumentar a dose, tendo em vista que fico bem quando não estou na tpm? Desculpe-me incomodar, mas amo seu blog, seu jeito de tratar as pessoas, seu amor para com o próximo! Gostaria da sua opinião: aumento de dose ou um remédio hormonal?

          Obrigada! Obrigada! Obrigada!

        13. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          Pelo seu relato, ao que me parece, seu problema está muito ligado à síndrome menstrual. E se não está se sentindo segura para aumentar a dosagem, aguarde primeiro a posição de um ginecologista, pois junho já está chegando. Depois desse contato estará mais segura para tomar sua decisão, no que diz respeito às cingo gotinhas restantes… risos. Há mulheres que passam por momentos muito difíceis no período menstrual, que podem ser confundidos com outros sintomas. Mas não tome nenhum hormônio por contar própria. Aguarde a consulta com um ginecologista. Enquanto isso, continue com suas 15 gotinhas.

          Amiguinha, você não me incomoda jamais. Gosto de sua presença e de seu carinho. Sinto-me feliz com a sua presença aqui. Mesmo que não escreva, venha todos os dias visitar-nos, pois afinal de contas somos uma família que se ama muito.

          Beijos, beijos, beijos!

          Lu

        14. Sabrina

          Lu, muito obrigada!
          Depois da consulta com a ginecologista eu volto pra lhe contar.

        15. Correa

          Lu
          Estou completando a terceira semana hoje de medicação firme e POP, tive uma melhora, porém de sexta-feira pra cá voltou a deprê. O remédio, como você disse, é acumulativo no organismo, é isso mesmo? Acredito que já comece a melhorar a minha qualidade de vida em breve, e voltar a viver normalmente, sendo que estou indo para a quarta semana.

        16. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          O antidepressivo é sim, acumulativo no organismo. Algumas pessoas levam mais tempo para obter todos os bons resultados. É preciso continuar POP, pois você ainda se encontra na fase inicial. Outra coisa, mesmo tomando o antidepressivo, nós vamos ter dias bons e outros nem tanto, alegrias e tristezas, pois continuamos humanos. O medicamento irá nos ajudar a equilibrar esses momentos. Releia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Abraços,

          Lu

        17. Maria Claudia

          Oi, Correa!

          Gostei muito do seu comentário. Lido com a ansiedade desde adolescência, e só me rendi a um ansiolítico quando tive síndrome do pânico, aos 18 anos. Fiquei internada 1 semana fazendo baterias de exames, achava que estava infartando, meu corpo ficava dormente, vinha dor no peito e uma sensação de morte iminente. Me diziam que era só eu colocar na cabeça que estava bem, pois não tinha nada. E eu fazia terapia na época, era o único apoio que tinha e quem fez o diagnóstico, e meu pai que sabia que era um transtorno mental. E com terapia e um ansiolítico saí dessas crises.

          Agora, muitos anos depois, fui pega pela depressão, mesmo fazendo terapia. A minha resistência em ir ao psiquiatra foi muito grande. O medo era de viver sem emoções. Mas quando percebemos que podemos ter uma vida normal, que as emoções continuam ali, é libertador. Hoje vou pra 14 dias de tratamento. E notei que muita coisa que eu considerava “normal”, desde a adolescência, está desaparecendo. Na próxima consulta vou relatar tudo ao psiquiatra.

          E, se precisarmos tomar um remédio pela vida toda, que nos deixe bem, equilibrados e em harmonia com nós mesmos, é como qualquer outro tratamento pra saúde. Assim como eu faço pra pressão, como fazem pra diabetes. O importante é cuidarmos de nossa saúde, mental e física, vivendo com toda plenitude que merecemos! E como a Lu sempre fala, temos que ser POPs!

          Abraços sinceros!

        18. Correa

          Maria Claudia

          Eu também faço uso de medicamento para pressão, e se ficarmos sem tomá-lo, nossa pressão sobe, correto? Acredito que com os transtornos que passamos é necessário estar sempre usando, dependendo de pessoa pra pessoa, pois tem gente que faz o tratamento e pronto, porém, no meu caso, após a alta e um período sem o remédio, os sintomas voltam. Terei que fazer um tratamento mais longo ou, se preciso for, para a vida toda, para ter uma vida normal como todas as pessoas.

  24. Patricia

    Por favor me ajudem!
    Estou tomando o Oxalato de Escitalopram há 15 dias e desde o começo minha visão para longe piorou sensivelmente. Isso acontece? Some com o tempo? Outra coisa que me preocupa é que tenho muito sono, e a fobia social parece estar piorando ao invés de melhorar. Tenho um desejo de fuga de situações sociais, principalmente à noite, vontade de ficar quieta, recolhida, em casa, e dormir muito. Estava tomando 5 mg por dia, ontem aumentei pra duas vezes por dia e hoje acordei com enxaqueca, que não passa. Antes de tomar o escitalopram eu estava tomando 450 mg de Hipericum 2 x por dia, e a médica me orientou a tomar 5mg de escitalopram 2 x por dia e também o Hipericum. Achei que era muito e tomei por uma semana 1 Hipericum e dois escitalopram. Estava com muito enjoo e dormindo demais, então passei a tomar só um escitalopram por dia, e ontem comecei com dois, mas não estou sentindo melhora, pelo contrário… Será muito arriscado voltar para o hipericum bruscamente e deixar esse remédio que parece só estar me fazendo mal? Agradeço se puderem me ajudar. Tenho retorno na médica daqui a 10 dias.

    Obrigada desde já.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, você se encontra na fase inicial de seu tratamento, quando a pessoa pode ficar pior do que antes de dar início ao mesmo. Portanto, é normal que esteja a conviver com os efeitos adversos, inclusive com o aumento da fobia social. Nesta postagem que acabou de ler, viu que tais efeitos são inúmeros, o que não significa que terá todos. Algumas pessoas sentem uma coisa, outras sentem outra. O bom é saber que tudo isso irá passar, à medida que o tratamento prosseguir. Esse tempo vai de três semanas a três meses, pois depende da reação de cada organismo. Para a imensa maioria dura no máximo quatro semanas. O importante é ser POP (paciente, otimista e persistente).

      O oxalato de escitalopram pode trazer excesso de sono a algumas pessoas e insônia a outras. Quando a pessoa sente muito sono, o médico costuma mudar o horário de ingestão do medicamento para a noite. Mas somente ele deverá opinar sobre isso, para que a pessoa não passe por uma super dosagem, que poderá lhe trazer sérios riscos. E caso haja essa mudança, ela deverá ficar um dia sem tomar o medicamento, reiniciando-o um dia depois, no novo horário.

      Pat, você diz que toma o oxalato de escitalopram duas vezes ao dia. A bula diz que a dosagem do antidepressivo deve ser única, ou seja, a pessoa deve tomá-lo uma única vez ao dia. Converse com sua médica para saber o porquê de tomá-lo duas vezes ao dia. E não faça nada por conta própria. Quando não se sentir segura com um médico, procure outro, mas não se automedique.

      O hipericum é um fitoterápico, mesmo assim precisa ser usado com precaução. E é possível que no seu caso seja necessário um remédio alopático, que traz uma resposta mais rápida. Aconselho-a a não deixar o medicamento, mas retornar à sua médica (de preferência uma psiquiatra) e relatar-lhe o que está sentindo. Em hipótese alguma faça mudanças por si mesma. Se não gostou de sua médica, busque outro profissional, pois essa confiança é muito importante entre médico e paciente. Continue nos escrevendo e falando de como anda a sua saúde mental. Saiba que poderá sempre contar conosco.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Emanuele

        Oi, Lu!

        Iniciei meu tratamento com o escitalopram há um mês e sete dias, e me sinto bem melhor, mas hoje tive uma crise de ansiedade, é normal acontecer as crises ainda? Outra dúvida, durante o tratamento é proibido o consumo de bebidas alcoólicas, semana passada fui ao psiquiatra e ele disse que não teria problema, mas ao mesmo tempo tenho medo. Obrigada!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Emanuelle

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família!

          Amiguinha, a crise que teve é normal, sim, pois alguns organismos são mais resistentes e necessitam de mais tempo para se beneficiar totalmente do antidepressivo. Alguns necessitam até de três meses, contudo, se as crises continuarem a repetir-se, converse com seu psiquiatra a respeito, pois pode ser que a dosagem esteja baixa. Quanto ao consumo de álcool, os laboratórios são específicos em suas bulas, proibindo-o. Ainda que não faça mal, deve tirar a potencialidade do medicamento, sem falar que nós, que sofremos de transtornos mentais, não somos propícios ao uso de álcool. Uma taça de vinho durante as refeições, ou uma ou duas latinhas de cerveja nos finais de semana, com certeza não a afetarão.

          Um grande abraço,

          Lu

        2. Emanuele

          Lu, obrigada pelo retorno. Demorei em torno de 5 meses para procurar ajuda através de remédios. Segundo meu psiquiatra, pode demorar um pouco mais para fazer efeito.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Emanuele

          É isso mesmo. Não existe um tempo específico para que o medicamento mostre seus efeitos benéficos, pois cada organismo é único. Enquanto algumas pessoas precisam de apenas duas a três semanas, outras necessitam de até três meses. Continue POP, amiguinha.

          Abraços,

          Lu

        4. Emanuele

          Oi, Lu,
          gostaria de obter mais uma informação, estou tendo sudorese noturna, isso é normal? Nunca tive antes.

          Obrigada

        5. LuDiasBH Autor do post

          Emanuele

          O excesso de suor faz parte dos efeitos adversos do antidepressivo no início do tratamento, mas, ainda assim, é sempre bom comunicar a seu médico todos os sintomas sentidos. Espero que isso logo passe.

          Abraços,

          Lu

      2. Patricia

        Lu, obrigada pelo seu retorno. Realmente tomar duas vezes por dia é algo inédito. Estou indo a outros profissionais pra confrontar opiniões. Fui a um na sexta-feira que me disse que esse remédio parece não adequado pra mim, mas não criticou a profissional anterior, e irei a outro na próxima semana.

        Na sexta passada tive enxaqueca até o meio da tarde, e no sábado tive uma enxaqueca fortíssima, como nunca tive na vida, parecia que na minha cabeça ia explodir! Tomei um analgésico e dormi mais de doze horas. Gostaria de saber das pessoas desse grupo se o uso do escitalopram fez aumentar o apetite em alguém, pois foi o meu caso. E se essa dor de cabeça também aconteceu em alguém.

        Aguardo, obrigada a todos.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Patrícia

          Você está correta ao buscar a visão de outros profissionais no assunto. Só devemos tomar um medicamento quando nos sentimos seguros com o médico que nos acompanha. Na dúvida, sempre consulte outro. Quanto à crítica, eles possuem um comportamento “ético”, de modo que a vítima é sempre o paciente.

          Amiguinha, muitos passam pela dor de cabeça, sintoma previsto na própria bula do medicamento, contudo, quando essa foge à normalidade, deve-se buscar contato com o psiquiatra para que ele analise a pessoa e veja o que está acontecendo e, se necessário, até mudar o medicamento. Quanto ao apetite, o oxalato de escitalopram tanto pode levar à sua perda como exacerbá-lo. Uns passam a comer muito e outros nada comem. Repasse isso para o médico. Poderá também encontrar pessoas falando sobre o assunto nos comentários. O texto acima traz explicações sobre isto.

          Beijos,

          Lu

  25. Vanessa

    Olá, Lu!

    Estou tomando 5 gotas do ESC (oxalato de escitalopram). Comecei na segunda-feira, dia 15, e estou sentindo dificuldade para dormir, pois só durmo até certo horário. Depois acordo e não consigo dormir mais, e se durmo o sono fica leve. Até quando essa insonia irá persistir?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família!

      Amiguinha, todos os antidepressivos trazem em seu bojo efeitos adversos. O oxalato de escitalopram tanto pode levar a pessoa à insônia como ao excesso de sono. Você deverá entrar em contato com seu psiquiatra, relatar-lhe a falta de sono e pedir-lhe um ansiolítico para passar pela fase inicial do tratamento. Não há um tempo exato para dizer quanto tempo sua insônia irá durar, pois depende muito de cada organismo. Algumas coisas poderão ajudá-la a dormir melhor, como: caminhada (ou qualquer outro exercício físico), um banho tépido antes de deitar-se e um copo de leite morno, chá de camomila ou melissa (cerca de 3 xícaras diárias). Mas se a barra estiver difícil, não exite em tomar um calmante receitado pelo seu médico (existem também os fitoterápicos).

      Beijos,

      Lu

      Responder
  26. Franklin

    O aumento da dose de oxalato de escitalopram causa reações adversas? Iniciei tratamento há 1 mês e alguns sintomas melhoraram, mas continuo com sudorese e dores musculares. É normal?

    Responder
    1. Franklin

      Lu
      Comecei com 5 mg, passei para 10 e após 3 semanas mudei para 20. Isso faz uma semana, e senti o aumento do suor e um pouco de ansiedade nesses dias.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Franklin

        Como lhe disse anteriormente, toda vez que existe aumento na dosagem, o nosso organismo reage. Portanto, é normal que esteja passando por isso, ao pular para 20 mg. Mas não se assuste, pois tudo isso irá passar. São muitas as pessoas aqui que tomam tal dosagem.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Franklin

          Lu
          Mesmo após 40 dias de oxalato de escitalopram os efeitos ainda são fortes? Além do suor, o aumento da dose veio com aumento depressivo também, ou seja, não venho tendo respostas com o medicamento ou preciso esperar mais?

        2. LuDiasBH Autor do post

          Franklin

          O aumento da dosagem pode trazer os mesmos efeitos iniciais do tratamento, tão fortes quanto antes. Por isso, é necessário que você esteja em contato com seu médico, repassando-lhe o que está sentindo. Assim, ele poderá avaliar se a dosagem está de acordo ou, se será necessário mexer nela ou até mesmo mudar para outro medicamento. Quanto ao fato de estar ou não tendo respostas com o medicamento usado, ainda não é possível ter essa avaliação, pois há pessoas que necessitam até de três meses de uso. E como sua dosagem foi mudada, torna-se necessário esperar mais tempo, deixando passar esse pico de efeito adversos. Ainda assim, acho importante o seu contato com seu médico o mais rápido possível, para que ele possa tranquilizá-lo.

          Abraços,

          Lu

    2. LuDiasBH Autor do post

      Franklin

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, o aumento da dose do antidepressivo pode trazer, sim, reações adversas. O organismo está acostumado com certa dosagem e sente quando essa sofre aumento. Mas isso logo passa, não sendo motivo para preocupações. Quanto à sudorese e às dores musculares, efeitos adversos do medicamento, esses devem ser comunicados a seu médico. Por isso, é muito importante a interação entre paciente e médico nos três meses iniciais do tratamento, principalmente quando ainda existem efeitos ruins. Existem organismo que demoram mais tempo para responder ao tratamento. Retorne a seu psiquiatra e levante os efeitos ruins que ainda sente, para que ele avalie seu quadro. Volte sempre para trocar ideia conosco.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Sabrina

        Oi, Lu querida!
        Estou eu novamente em seu cantinho, onde me sinto respeitada, acolhida e feliz, pois você é sempre muito atenciosa. Estou no meu quarto mês de escitalopram, mas apenas há um mês estou na dose de 15 gotas. Estava tomando 10.

        Lu, me responde duas coisas: Eu ainda posso me considerar em fase inicial de tratamento? No futuro, todos os sintomas desaparecem de vez?
        Outra coisa, o Rivotril tem sido meu companheiro (eu amo ele) parece que sem ele, eu não fico 100% bem, que dilema! Sei que ele não é aconselhável, mas a tranquilidade que me traz não se compara com o escitalopram. Lu, por favor, me oriente !

        Um beijo!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          Como você ainda não se encontra na totalidade da dosagem receitada, pode considerar que ainda se encontra no início do tratamento. Seu médico pediu para tomar 15 gotas ou 20? Somente depois de três meses tomando a quantidade exigida é que poderá considerar que já passou do início do tratamento. Alguns organismos atingem tal resposta com 30 dias, mas outros exigem até três meses.

          A finalidade do antidepressivo é melhorar sua qualidade de vida, logo, os efeitos adversos deverão desaparecer. Se isso não acontecer, significa que o medicamento não fez efeito, sendo necessário aumentar a dosagem ou mudar para outro. Quanto ao Rivotril, esse só deve ser tomado na fase inicial do tratamento, para ajudar a conter os efeitos adversos. Fora disso, você só deve usá-lo quando for estritamente necessário, pois o uso contínuo de tal medicamento pode trazer consequências desagradáveis. Outra coisa, ele também poderá vir a perder o efeito, se tomado durante muito tempo. E não busque ficar 100%, pois os altos e baixos fazem parte de nossa vida de seres humanos. Somente robôs, quando bem mantidos, podem atingir os 100%… risos.

          Também amo a sua presença. Você é uma fofura de pessoa.

          Um beijo no seu coração,

          Lu

  27. Franklin

    Lu
    Gostaria de tirar umas dúvidas. Comecei tratamento com Esc há 1 mês, 5 mg, depois 10 mg e mais recentemente houve aumento da dose para 20 mg. Esse aumento traz reações adversas? Estive observando certa melhora, mas a sudorese se manteve e dificuldade de sono também! Há 3 semanas comecei a sentir dores nas costas (músculos), isto está no quadro de ansiedade?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Franklin

      Os organismos mais sensíveis ressentem-se com o aumento da dosagem, passando pelas reações adversas iniciais. Mas isso não deve ser causa para preocupação, pois logo passará. Contudo, é importante o contato com seu psiquiatra, que irá estudar a melhor maneira de aliviá-lo do excesso de sudorese e dor muscular.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  28. Maria Claudia

    Oi Lu!

    Sou nova aqui! Procurando sobre o oxalato de escitalopran, achei seu cantinho, li os comentários, e já me senti acolhida. Estou tomando há 1 semana, 1 comprimido de 10 mg à noite. Tive alguns efeitos normais, mas todos suportáveis, como enjôo, dor de cabeça, falta de apetite. Mas ontem, notei uma alergia na pele, só sinto quando passo a mão, como se fossem um monte espinhas. Isso apareceu nas costas e no colo. Estava um pouco avermelhado, hoje já melhorou. Junto com isso veio um pouco de coceira em alguns pontos do corpo, e agulhadas. Esse efeito é considerado grave? Ainda não consegui contato com meu médico.

    Fora isso, nessa semana, notei que alguns pensamentos que eu considerava “normais” desde a adolescência, sumiram. E tudo ficou mais leve. E isso me deu esperança de viver sem tanto peso emocional, sem crises de choro compulsivas, sem um monte de paranóias que me assombravam. Ele me receitou, devido à uma depressão e crises agudas de ansiedade. Eu tomo Rivotril, 1 comprimido de 2 mg à noite, desde 2012, receitado pela minha cardiologista, junto com a Losartana de 50 mg, devido à minha pressão alta ser de fundo emocional. Agora, meu psiquiatra está tirando aos pouquinhos o Rivotril. Espero passar bem por essa transição. Só me preocupo mesmo com a alergia, mas que é completamente suportável, pois mesmo com pouco tempo de remédio, apesar dos efeitos, consegui perceber melhoras em muitas aspectos. É normal isso tudo, Lu? Desde já, obrigada por esse espaço maravilhoso, e por termos a oportunidade de compartilhar experiências.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Maria Cláudia

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, todos os antidepressivos trazem consigo efeitos adversos, sendo que algumas pessoas, nessa primeira fase, sofrem mais do que outras, pois os sintomas variam muito de acordo com a sensibilidade do organismo à substância estranha. Algumas ficam piores do que antes de começar o tratamento. Mas, normalmente, isso passa em torno de duas a três semanas, portanto, os efeitos adversos estão dentro do previsto. Fique tranquila. Contudo, é sempre bom informar ao médico sobre tais sintomas, para que ele possa avaliar quais estão dentro da normalidade e quais devem ser vistos com mais atenção, sendo necessário, algumas vezes, até mesmo mudar de medicamento. E essa sua alergia deverá ser comunicada a seu médico, pois assim como poderá passar logo, também poderá persistir. Em relação ao rivotril, esse precisa mesmo ser retirado aos poucos, só sendo tomado quando houver uma real necessidade.

      Maria Cláudia, continue em contato conosco. Será um prazer tê-la aqui.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Maria Claudia

        Oi, Lu!

        Muito obrigada pela resposta, pelos esclarecimentos, e pelo carinho. Mandei mensagem pro meu médico, e estou aguardando a resposta. É muito importante saber que não estamos sozinhos, e que existem pessoas dispostas a ajudar. Volto para te dar notícias. Mais uma vez, obrigada pelo apoio.

        Abraços

        Responder
      2. Maria Claudia

        Oi, Lu!

        Esqueci-me de falar que faço terapia desde 2014, e tem me ajudado muito. Foi minha terapeuta que pediu uma avaliação no psiquiatra. Como falei pro Victor, o remédio foi retirado mesmo. E como surgiram outros efeitos colaterais, não sei qual medicação ele vai passar. Vou tratar da alergia, da sinusite (vi na bula ser outro efeito), e me agarrar na meditação. Me faz muito bem saber que posso contar com vocês.
        Volto para dar notícias!

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Maria Cláudia

          Existem efeitos adversos que são normais, sumindo dentro de certo tempo, mas outros exigem a comunicação imediata com o médico, pois pode se tratar de uma alergia ao medicamento. Portanto, o contato com o profissional na fase inicial do tratamento é de fundamental importância. No seu caso foi necessário mudar a medicação. Aguardo novas notícias suas.

          Abraços,

          Lu

        2. Maria Claudia

          Oi Lu!

          Ontem fiquei sem o remédio. E hoje as coisas não ficaram boas pro meu lado. Tive uma tonteira muito forte, que só melhorou com 1 mg de Rivotril. Junto veio ansiedade, falta de ar, choro compulsivo, as mesmas coisas de antes com maior intensidade. Não consegui falar com o meu médico, mas falei com minha terapeuta (está de férias), e ela me orientou para ligar pro consultório dele. Disse que ele deve ter retirado a medicação de uma vez, achando q por eu estar tomando há pouco tempo, não teria um efeito rebote. Mas tive. Consegui falar com a secretária dele, expliquei tudo, e pedi pra avisá-lo de que vou tomar a medicação hoje. Ela pediu que eu ligasse amanhã, pois estará no consultório.

          Lu, desculpe-me estar escrevendo todos os dias, mas a maioria das pessoas não entende o que passamos. Sou grata por ter encontrado você e todas as pessoas que aqui estão.

          Beijos

        3. LuDiasBH Autor do post

          Maria Cláudia

          Muitas pessoas reagem rapidamente ao medicamento, como é o seu caso. E isso é muito bom, pois os efeitos adversos tendem a passar mais rapidamente e os bons a chegarem. Você está sentindo o efeito da abstinência que é tão ruim quanto a fase inicial do tratamento. Assim que falar com seu médico, repasse para nós o que foi resolvido. Mas fique tranquila, pois toda essa fase difícil irá passar. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). A fase inicial é assim para a imensa maioria dos pacientes com transtornos mentais.

          Amiguinha, este espaço foi criado exatamente para receber todas as pessoas que necessitam falar, desabafar, trocar ideias, informar, buscar um amparo emocional. Aqui só não receitamos remédio ou interferimos no tratamento médico. Escreva quantas vezes sentir necessidade. Seus comentários irão ajudar outras pessoas. É assim que funciona. Fico triste quando algumas ficam boas e esquecem-se dos que aqui ficaram, ainda na busca por melhora. Tenho o maior carinho e gratidão pelos que estão sempre aqui, relatando sua caminhada, trocando ideias, mesmo quando já se sentem ótimos, pois funcionam como luz e esperança para todos. Sou eu quem agradece a sua presença aqui, Maria Cláudia. Tenho a certeza de que estará sempre conosco, mesmo quando estiver saído dessa fase ruim. Pressinto que é uma pessoa extremamente terna, doce, atenciosa e generosa. Sua presença enriquece este espaço.

          Beijo no coração,

          Lu

        4. Maria Claudia

          Oi Lu!

          Muito obrigada por suas palavras, foram recebidas por mim com muito carinho e emoção (sou chorona, confesso! Eu me emociono mesmo… rs).

          Voltei com o escitalopran ontem. E tomei 10 mg como o médico havia prescrito no início. Quando acordei hoje, alergia sumiu, a sinusite melhorou, e as agulhadas pelo corpo desapareceram. Não fiquei tonta e me senti mais animada! Liguei agora pro consultório, mas ele está atrasado. Então vou ligar novamente às 17 horas.

          Não vou deixar de vir aqui, mesmo que eu fique sem remédios. Energia boa recebida, tem que circular como uma corrente. E é o q eu vejo aqui. Energia do bem circulando entre pessoas que se ajudam. Obrigada pelo apoio, Lu! Quero que você saiba que tem sido muito importante pra mim. Gratidão por todo apoio, atenção e carinho. Volto pra dizer o que o médico falou!

          Beijos

        5. LuDiasBH Autor do post

          Maria Cláudia

          É bom saber que seu organismo está passando a aceitar o medicamento. Maravilha! Saiba também que contaremos sempre com sua presença carinhosa. Não se esqueça de dizer como foi o seu contato com o médico.

          Beijos,

          Lu

        6. Maria Claudia

          Oi, Lu!

          Ainda não consegui falar com o meu médico, vou tentar na terça-feira, quando ele estará no consultório. Como eu tenho reagido bem ao remédio, e aqueles efeitos mais chatos desapareceram, fiquei mais tranquila. O que persiste é só enjôo, um pouco de dor de cabeça e boca seca. Mas nada insuportável que não dê pra levar. Voltei pra meditação, tem ajudado muito. Volto pra dar notícias.

          Beijo grande!

        7. LuDiasBH Autor do post

          Maria Cláudia!

          Você está tirando de letra seu tratamento. É mesmo um membro de nossa família POP. Com tranquilidade e confiança a gente vai superando tudo. Continue nos dando notícias.

          Abraços,

          Lu

    2. Victor

      Maria Cláudia

      Amiga fique tranquila, porque tenho certeza que você vai passar por tudo isso muito bem. Conte sempre conosco quando se sentir sozinha, em relação a qualquer coisa que estiver passando, pois somos todos uns pelos outros 🙂

      Um grande abraço!

      Responder
      1. Maria Claudia

        Oi, Victor!
        Obrigada pelo apoio, sempre muito bem-vindo. Meu médico suspendeu o remédio, creio que pela alergia que não é comum, e por uma sinusite que começou ontem. Vi na bula que é um efeito colateral também. Falou pra eu ir no meu clínico geral tratar a alergia e a sinusite. Mas ainda não entrou com outra medicação. Mesmo com esses efeitos colaterais, e tão poucos dias, me livrei da tonteira, choro compulsivo, crises de ansiedade, e agora fiquei meio sem chão. Confesso que estou com receio dessas coisas voltarem. Vou me agarrar na minha meditação, que não faço há um bom tempo, mas que o meu psiquiatra pediu que eu a retomasse, pois relatei a ele que quando praticava me sentia muito bem.
        Espero que tudo dê certo para todos nós, desse cantinho maravilhoso e acolhedor.

        Abraços sinceros!

        Responder
        1. Victor

          Olá, Maria Cláudia!

          Fique tranquila, pois essa alergia vai passar. Eu tenho certeza que você faz muito bem em voltar à meditação, porque se é algo com que se sente bem, a melhor coisa é continuar fazendo. O que está me ajudando muito é um novo emprego que eu consegui, para preencher o meu dia a dia. Sinta-se à vontade, e fique tranquila, pois tudo vai passar, porque nada é impossível.

        2. Maria Claudia

          Oi, Victor!
          Que bom estar trabalhando! Fico feliz, pois sei que isso ajuda muito. Mudamos o foco, os pensamentos, damos lugar a coisas boas. Eu estou desempregada há um tempo, e há uns 2 meses me veio a ideia de montar um negócio. Algo pequeno, começando devagar.

          Ontem não tomei o remédio, resultando numa crise de tonteira muito forte, como eu não tinha há anos. Junto veio a ansiedade, choro, falta de ar, medo e parece que tudo recomeçou. Consegui falar com a secretária do meu médico, e fiquei de ligar amanhã, pois ele vai estar no consultório. Avisei também que vou tomar o remédio hoje. Pensei em tomar 5 mg ao invés de 10. Até falar com ele sobre a medicação que irei tomar. Obrigada pelo apoio,

          Abraços sinceros!

        3. Victor

          Olá Maria Cláudia, tudo bem?
          Isso é normal acontecer. Eu estava sem a receita esses dias e fiquei um dia sem tomar, resultando em crises bem chatas, acelerando meu coração, trazendo falta de ar e desespero, porém isso normaliza quando volto a tomar o medicamento. Nosso modo de pensar conta muito também, então fique tranquila, que isso passa de verdade. Estou 100% bem porque voltei a praticar atividades físicas, uma coisa que é importante sabia? Tem hormônios bons que são liberados mais facilmente com a prática de atividade física 🙂 Talvez isso te ajude mais ainda.

          Abraços

        4. Maria Claudia

          Oi, Victor!

          Realmente esse um dia sem medicamento foi horrível, mas foi só um dia, e, quando retomei à medicação tudo melhorou. Alergia sumiu e sinusite foi embora. Meu médico me falou pra retomar atividades físicas. Gosto muito de caminhar, mas aqui onde moro está uns 15 graus durante o dia (sei q não é desculpa… rs), mas tem chovido muito, então fica meio ruim mesmo. Estou procurando uma academia e me enchendo de coragem pra voltar. Sei que os benefícios são enormes, mas nesses dias de frio, a vontade é de ficar dentro de casa. Mas vou me mexer, sim! Volto pra contar as novidades, obrigada pelo apoio e atenção.

          Abraços sinceros!

        5. Victor

          Maria Claudia

          Fico feliz que esteja melhor agora. Continue assim e não esqueça dos exercícios, pois eles vão te fazer muito bem. Eu sei bem o que é essa chuva, porque tem chovido muito aqui em São Paulo, e dá uma preguiça mesmo… Continue firme no seu tratamento, e verá como cada dia será melhor 🙂

  29. Melissa Deisy

    Lu

    Há 5 dias iniciei o tratamento com Remis (Oxalato de escitalopram). Inicialmente, a psiquiatra me receitou metade de um comprimido de 10 mg. Eu tenho 19 anos e desde 2013 sofro com os sintomas da ansiedade, mas até então sempre consegui me controlar. No entanto, faz uns meses que os sintomas pioraram e junto a todos os tipos de sensações ruins causadas pelo transtorno da ansiedade generalizada e síndrome do pânico, vieram a impressão de falta de ar e a sensação de desmaio e despersonalização (que são as que mais me maltratam). Ultimamente têm até atrapalhado o meu rendimento tanto em casa quanto na faculdade. Devido a tantas crises diárias (por vezes, maior parte do dia), passei a ter medo de sair, de ficar sozinha e principalmente de desmaiar e morrer. Isso tem me prejudicado bastante… Consome minhas forças, minha energia… Outro problema que contribui significativamente com a minha ansiedade é o fato de eu ser extremamente perfeccionista (até então eu enfrentava e fazia o que tinha pra fazer, só que nos últimos meses, olho para os afazeres e sinto algo me consumindo, uma agonia… Sofro muito por gostar de tudo muito organizado e limpo). Diante de tantos sintomas incapacitantes (que inclusive eu já não aguentava mais) resolvi buscar ajuda psiquiátrica, sendo que dia 22 retornarei para avaliação. Nesses 5 primeiros dias de tratamento não tive efeitos colaterais, só que a sensação de falta de ar ainda insiste em me perseguir. Será que com o percorrer do tratamento esses sintomas, principalmente o da falta de ar, irão diminuir (ou para minha alegria, desaparecer)?

    Obrigada 😀

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Melissa

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, se os sintomas de transtornos mentais surgiram em 2013, você deveria ter buscado ajuda médica há mais tempo, pois, se não tratados, eles tendem a ficar cada vez mais severos com o tempo. O mais importante é que já se encontra em tratamento. Agora é ser POP (paciente, otimista e persistente) e levá-lo avante, só parando com o consentimento médico.

      Melissa, todos os antidepressivos trazem consigo transtornos adversos, sendo que algumas pessoas, nessa primeira fase, sofrem mais do que outras, pois os sintomas variam muito de acordo com a sensibilidade do organismo à substância estranha. Algumas ficam piores do que antes de começar o tratamento. Mas, normalmente, isso passa em torno de duas a três semanas. Fique tranquila.

      A SP (síndrome do pânico) é realmente terrível, pois vai limitando nossas ações, cortando nossos contatos como o dia a dia e podando nossa vida. Ela provém da ansiedade excessiva, quando não tratada logo no início. É normal que sinta falta de ar e outros sintomas no início do tratamento. Mas tudo isso irá passar. Pode ficar confiante. Logo você estará ótima e tudo isso terá ficado para trás. Vou lhe enviar alguns links para ajudá-la.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Melissa

        Muito obrigada, Lu! Além do tratamento psiquiátrico, também faço terapia. Graças a Deus já estou notando uma diminuída dos sintomas, apesar de ainda sentir sensação de falta de ar. Abraço 😀

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Melissa

          Logo você estará se sentindo muito bem, pois os efeitos adversos vão sumindo e os bons aparecendo. Continue POP e dando-nos informações a seu respeito.

          Abraços,

          Lu

    2. Melissa

      Oi, Lu!
      Como já relatei aqui, comecei a tomar oxalato de escitalopram 10 mg (mas só tomo 1/2 comprimido, o prescrito pela psiquiatra) há 20 dias. Fui para o retorno da consulta e a médica falou que eu iria continuar tomando 1/2 comprimido e que eu retornasse daqui a 2 meses (só em julho). Até então eu estava muito bem, mas nos últimos dias a terrível ansiedade surgiu novamente e a sensação de falta de ar também (e o ruim é que eu passo o dia inteiro) :(. Fiquei muito triste, pois achava que essa falta de ar tinha desterrado de minha vida. Será que o remédio não está mais fazendo efeito?

      Obrigada

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Melissa

        É muito difícil encontrar alguém que tome 5 mg do oxalato de escitalopram durante tanto tempo. Normalmente, essa dosagem é usada apenas na primeira semana, passando para 10 mg na segunda. Acredito que sua psiquiatra achou que você estava dando bem apenas com 5 mg e resolveu continuar com ela. Contudo, seu organismo já avisou que está sendo insuficiente. Não é que o remédio não esteja fazendo efeito, é a dosagem que está muito pequena. Entre em contato com sua médica, pois tenho a certeza de que ela irá recomendar o uso de 10 mg. E tudo voltará ao normal, sem essa chata falta de ar, ocasionada por sua ansiedade. Fique tranquila.

        Beijos,

        Lu

        Responder
        1. Melissa Deisy

          Lu
          Se os sintomas não desaparecerem, retornarei à médica antes do período que ela me mandou retornar.
          Obrigada pela atenção 😀

  30. Alessandro Garcia

    Boa-tarde Família…

    Ontem fui a minha segunda visita ao psiquiatra depois de 2 meses do uso do ÊXODUS. Apenas digo mais uma vez: Superem cada um dos efeitinhos adversos do começo e tudo se resolve. Eu me sinto tranquilo, mais forte, otimista, célebre, constante e o mais importante de tudo… PRESENTE!

    Amigos, aproveitem o presente que Deus dá a cada um de nós, alguns com a depressão e outros com TAG, pois por mais difícil que seja, estamos apenas recebendo um sinalzinho divino nos reacomodando, mostrando que o caminho é outro e precisamos de adaptações. Hoje convivo com uma pequena dorzinha na nuca pela manhã, que vai e vem… Às vezes uma pequena sensação de tontura… Dormência nas mãos e pés, mas passa! Consigo ver com outros olhos meus sentidos orgânicos e não me assusto mais. No dia da consulta fiz um eletrocardiograma pra tirar as “nóias” da mente e deu tudo certinho.

    Busquem melhorar através de alternativas, eu por exemplo, pratico budismo, é um remédio maravilhoso. Nosso dia a dia não é fácil, nosso cérebro se acostuma com o mais conveniente e prático… Então, busquem mudar sua frequência. A vida é mais que um hábito… Ela é emocional, mas também racional! Eu tenho muitas dificuldades, mas o prazer de viver novamente está a meu lado!

    Um grande e forte abraço cheio de carinho a todos!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Alessandro

      Agradeço em nome de todos as suas palavras carinhosas, cheias de otimismo. Concordo com tudo que disse. É preciso seguir em frente com otimismo e preencher a vida com coisas boas, abrir mão dos velhos hábitos, quando ruins, e caminhar com alegria, vivendo um dia de cada vez, e agradecendo por tudo. É isso que tenho tentado fazer diariamente. Quanto à dor na nuca, pode ser em razão do computador, ou de algum serviço que exija ficar com a cabeça baixa. Já tentou usar um colete cervical (só em volta do pescoço). Eu uso um da Mercun só para isso, pois trabalho muito com computador.

      Abraços,

      Lu

      Responder
    2. Josi

      Alessandro
      Fiquei muito feliz com seu comentário. Parabéns! Estou persistindo no meu tratamento também. A vida é um presente lindo que foi nos dado e que merece ser bem vivida. Não vejo a hora… Mas as coisas estão melhorando.

      Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Sheila

      Eu nunca ouvi falar que acontecesse isso, mas como cada organismo apresenta reações diferentes, quem sabe. Procure primeiro outras causas. Se for gravidez, terá que entrar em contato com seu médico imediatamente. Aguardo mais notícias suas.

      Seu e-mail está incorreto!

      Abraços,

      Lu

      Responder
  31. Carpes

    Oi, Lu!
    Estou há 4 meses sendo medicado com oxalato de escitalopran, 10 mg, com acompanhamento psiquiátrico a cada 30 dias, na fase atual. Como apresentei uma pequena baixa emocional, a doutora recomendou passar para 15 mg. Acontece que ainda tenho muitas cartelas de 10 mg. Posso ingerir 1 comprimido de 10 mg e partir outro ao meio? Se o pessoal quiser me dar suas opiniões, fico grato. Saúde a todos nós!

    Obrigado e um abraço!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Carpes

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho (ou seria amiguinha?), no início do tratamento o médico vai observando qual será a dosagem ideal para o paciente. Isso é normal. Quando se sentir bem com a dosagem indicada, não precisa mais ir tanto ao psiquiatra, a menos que tenha plano de saúde. Saiba também que o clínico geral poderá lhe receitar o medicamento, desde que leve a cópia da receita anterior. Você pode, sim, dividir o comprimido ao meio e completar a dosagem. Sem problema algum. E venha sempre conversar conosco.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Carpes

        Obrigado pela presteza da resposta, Lu. Sou gaúcho de Porto Alegre. Permanecerei acompanhando o site, certamente.

        Responder
      2. Raphaela

        Oi, Lu!
        Sofro de despersonalização e minha psiquiatra me receitou escitalopram 10 mg no período da manhã e quetiapina 25 mg no período da noite. Ontem foi meu primeiro dia tomando esses medicamentos. Ao tomar o quetiapina à noite senti vários sintomas colaterais e estou com medo de tomar hoje. Acordei muito triste com pensamentos suicidas, tomei o escitalopram e estou meio confusa. O que eu faço?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Raphaela

          Seja bem-vinda a este cantinho. Faça parte de nossa imensa família.

          Minha amiguinha, o que você está passando diz respeito aos efeitos adversos da medicação, que costumam passar em torno de duas a três semanas, normalmente. Isso acontece com todos, na fase inicial do tratamento. Nesse período é preciso ter muita paciência, ser POP (paciente, otimista e persistente). As primeiras semanas são difíceis, mesmo, como poderá ler aqui nos comentários. A pessoa sente-se pior do que antes de iniciar o tratamento. Mas fique tranquila, pois tudo isso irá passar, e você verá luz no fim do túnel. Não tenha medo de tomar os medicamentos. Mas também não se esqueça de comunicar à sua psiquiatra sobre esses pensamentos ruins que está tendo, ou seja, sobre essas suas ideias suicidas. Faça isso o mais rápido possível. Fale-lhe também de sua confusão mental. Esse contato, no início do tratamento, entre paciente e médico é de suma importância. Peça também a alguém mais próximo a você, para ficar de olho em sua pessoa, nessa fase inicial.

          Raphaela, fique em contato comigo, principalmente agora no início do tratamento. Quero me escreva todos os dias, falando-me como está passando. Certo?

          Beijos,

          Lu

        2. Maira

          Oi, Lu!
          Há uns dias atrás estava tendo um pesadelo e não conseguia acordar, tentei duas vezes a acabei acordando. Mas devido ao esforço para acordar, levei um susto, meu corpo e cabeça parecem ter levado um choque. Após o ocorrido não consegui dormir. Tenho tido insônia e pensamentos que não entendo. Fui ao médico e ele me disse que era transtorno da ansiedade, e me receitou esse remédio. Confesso que estou com um pouco de medo de tomar, mas acredito que é minha única alternativa de melhora.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Maira

          Seja bem-vinda ao nosso grupo. Sinta-se em família.

          Amiguinha, os sintomas de que fala podem estar relacionados à ansiedade, sim. Os pesadelos, quando são muito fortes, deixam-nos para baixo, e muitas vezes temos medo de que eles retornem, o que faz com que evitemos, ainda que inconscientemente a dormir. Contudo, muitos médicos vêm fazendo diagnósticos precipitados, vendo tudo como síndrome mental. Muitas pessoas que tomam antidepressivos atualmente, não precisam deles.

          Antes de tomar o medicamento, gostaria de saber:
          1- É a primeira vez que isso lhe acontece (pesadelo)?
          2- Acha que é uma pessoa ansiosa? Por quê?
          3- Está com medo de dormir e ter pesadelo de novo?
          4- Está passando por alguma fase de preocupação?
          5- Que tipo de pensamentos estava tendo?
          6- Já experimentou algum ansiolítico (diazepam, por exemplo) antes de deitar-se?

          Aguardo resposta. Beijos,

          Lu

        4. Maira

          Lu, depois do pesadelo tive palpitações muito forte no peito, um medo e depois disso muitos pensamentos me perseguiam, pensamentos ruins, não estava tendo mais controle da mente como antes. Eu ainda estou em casa e é pior, ainda fico pensando, estou assim há alguns dias, até esperei pra ver se passava mas não passou…

        5. LuDiasBH Autor do post

          Maira

          Fique tranquila, pois com o uso do antidepressivo, dentro de duas a três semanas, normalmente, isso começará a desaparecer. E imagino que você deverá ficar pouco tempo usando o medicamento. Lembre-se de não parar por conta própria, pois a abstinência é muito severa. Também é bom que leia direitinho sobre os transtornos adversos que acontecem na fase inicial da medicação. Mas não se assuste, pois eles passam. Vou lhe enviar alguns links de bons textos. E continue em contato conosco.

          Beijos,

          Lu

        6. Maira

          Lu
          Obrigada por me responder e me tranquilizar… Estou há 7 dias tomando o remédio, nos 3 primeiros dias não tive muita fome e acordava muito à noite. Acordava de manhã um pouco assustada com uma sensação estranha. Após os 3 primeiros dias, meu apetite aumentou só que não tenho ânimo pra fazer as coisas… Que essas três semanas passem logo, pois quero logo que a parte boa chegue. Obrigada mais uma vez.

        7. LuDiasBH Autor do post

          Maira

          Pressinto que o seu organismo está aceitando muito bem o medicamento, e logo estará livre de todos os efeitos adversos, existindo apenas os bons. Parabéns pelo otimismo, garota POP! Continue em contato conosco.

          Beijos,

          Lu

    2. Lorena

      Oi, Lu!

      Estou no 3º dia da medicação (reconter 15mg) e estou me sentindo a pessoa mais triste do mundo. As crises de choro são constantes, assim como a náusea e a falta de apetite. Cheguei a pedi a Deus para morrer. Está tão difícil! Mas sei que irei conseguir, ou melhor, preciso crer nisso. Obrigada por ser essa luz acolhedora nesse momento tão escuro.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Lorena

        O início do tratamento é mesmo muito difícil. Todos passam por isso. Lembre-se de que esses efeitos adversos são passageiros, e o bem-estar que virá depois compensa tudo isso. Você deve estar se sentindo pior do que antes. Não se preocupe, dentro de duas a três semanas, normalmente, esses efeitos ruins desaparecem. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Todos aqui já passaram (ou ainda passam) por isso. Força minha amiguinha! Conte conosco!

        Abraços,

        Lu

        Responder
  32. Geovane

    Lu

    Estou há 2 meses tomando o oxalto de exitalopram, e sinto uma queimação nas mãos e também nos pés, e coceira no corpo e irritação nos olhos, gostaria de saber se isso é normal?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Geovane

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, se com dois meses ainda continua com tais efeitos, deverá entrar em contato com seu psiquiatra, para que ele avalie o porquê. Faça isso e depois nos conte como foi.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  33. Luiz Franco

    Olá, Lu!
    Comecei afazer uso do escitaliopram 30 mg, hoje, e já notei que meu dedo dá umas tremidas estranhas, é normal isso? Também já percebi que fiquei menos ansioso. Obrigado, e fico no aguardo.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Luiz

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, por que você já começou com uma dosagem tão alta? Qual é o seu transtorno mental? Você passará, sim, por alguns efeitos adversos. Isso é normal. Mas quero mais informações suas.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Luiz Franco

        Na verdade, fazia uso do Citalopram 35 mg há 2 anos, mas percebi que o mesmo não estava tirando mais minha ansiedade como antes, então conservei com meu neurologista, com o qual me trato, que decidiu fazer a troca do remédio, o mesmo é um composto para enxqueca e ansiedade (Escitalopram e Tanacetum).

        Abraços,

        Luiz

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Luiz

          Você já se encontra em tratamento há dois anos. E acontece mesmo de o antidepressivo não mais fazer efeito, sendo necessário mudar para outro. O oxalato de escitalopram é um medicamento muito usado nos dias de hoje. A maioria das pessoas aqui faz uso dele. Vou lhe enviar uns links sobre o assunto.

          Abraços,

          Lu

        2. Amanda Costa

          Bom-dia, Lu!
          Estou eu aqui depois de meses sem aparecer, mas estou sempre lendo as postagens e comentários. Vivi um caso de amor com o oxalato de ecitalopran durante 1 ano. Eu estava ótima até semanas atrás. De repente, aquela agitação de antes voltou, a queimação no peito e os sintomas de ansiedade também. Confesso que estou muito triste, porque há dois meses atrás estive com a psiquiatra, que me disse que em nossa próxima visita já iria começar o desmame da medicação, porém estou começando a me sentir como no início do tratamento: triste, desanimada e com um cansaço extremo. Ontem mesmo tive uma crise, coisa que há tempos não tinha.

          Lu, eu tomo 20 mg por dia do Reconter, você acha que é possível aumentar a dose ou terei de trocar a medicação? Consegui uma consulta com a minha psiquiatra hoje, estou com muito medo das crises voltarem. Amanhã mando o parecer dela!

          Obrigada pela força de sempre!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Amanda

          O que está sentindo é normal para todos nós que fazemos tratamento para transtornos mentais. Esta oscilação é natural. Acontece que o organismo de algumas pessoas é mais resistente aos antidepressivos, exigindo modificação constante na dosagem ou até mesmo a mudança para uma substância diferente. O seu médico irá analisar seu caso direitinho, baseando-se em fatos, e, com certeza, optará pelo que for melhor. Quanto ao desmame, quando ele é feito sem que a pessoa possa abrir mão do antidepressivo, as crises não tardam a voltar ainda mais severas. Portanto, foi bom ter descoberto que ainda não era tempo de paralizar com a medicação, o que lhe poupará crises agudas. Não há motivo para ficar chateada com isso. Tudo tem o seu tempo. Continue sendo POP. Aguardo novas notícias.

          Beijos,

          Lu

  34. Simone Autor do post

    Oi, Lu!

    Resolvi aparecer de novo, mas na verdade estou sempre por aqui, lendo os comentários mas nem sempre escrevo. Hoje resolvi escrever, ao ler o comentário do Maicon.

    Essa sensibilidade nos olhos que ele relatou, também aparece em mim, quando estou meio “esquisita”. Junto com a fotossensibilidade vem uma sensação de cabeça pesada, parece que meu cérebro fica cansado, é uma loucura, mas é essa sensação.

    Lu, sentir esses sintomas que relatei, inclusive a sensibilidade à luz, são sintomas de quem é ansioso?
    Preciso tirar essa dúvida pra ficar mais calma quando sentir essas coisas, obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Simone

      O comentário de uma pessoa sempre acaba ajudando outra, por isso é tão importante acompanhá-los. Quanto aos distúrbios visuais, esses fazem, sim, parte dos efeitos adversos. Ainda assim devem ser comunicados ao médico. E depois vem a sensação de cabeça pesada de que fala. É exatamente isso. Pode ficar calma, amiguinha. Mas não deixe de relatar a seu médico, pois ele lhe indicará as medidas a tomar.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Sabrina

        Lu
        Obrigada por mais uma vez, por sanar minha dúvida! Assim fico mais calma quanto a esses sintomas, e percebo que tudo não passa da droga da ansiedade, mas graças a Deus tem o remédio pra ajudar, porém, confesso, que estou a tomar dosagem menor do que o médico me receitou. Tomo 15 gotas, mas o certo seria 20… sou teimosa, acho que 20 é muita coisa e fico apavorada. Eu vi nos seus comentários que você toma 10, mas já chegou alguma vez a tomar 20 de escitalopram.

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          A dosagem varia de acordo com o tipo de síndrome mental que a pessoa possui. Como o meu caso é apenas depressão, 10 mg ainda estão sendo suficientes para controlá-la. O dia que não forem, o psiquiatra terá que aumentar a dosagem. Portanto, cada caso é um caso específico, não podendo ser olhado sob o mesmo prisma. Quanto a tomar apenas 15 gotas, terá que ver se eles estão sendo suficientes para você. Se não, terá que chegar às 20. Não é preciso ter “medo”, amiguinha. Procure eliminar esta palavra de seu tratamento, pois ela é muito negativa.

          Abraços,

          Lu

    2. Maicon

      Oi, Simone!

      Fui ao médico pra saber sobre minha sensibilidade à luz. Ele me relatou que é por causa da ansiedade e do estresse no dia a dia com o meu trabalho. As luzes me atrapalham por ter a vista cansada. Ele disse que talvez as dores de cabeça e a ansiedade possam ser a falta de usar óculos com grau. Queria dizer que estamos juntos nesta batalha, tente procurar um oftamologista 🙂

      Abraços!

      Responder
      1. Sabrina

        Oi, Maicon!

        No meu caso não é questão de oftalmologista, porque já uso óculos. Deve ser da ansiedade mesmo, porque toda vez que fico ruim, minha vista fica sensível e dolorida, não dá pra ficar com muita luz no ambiente.

        Responder
  35. Victor

    Olá, Lu!

    Hoje vão completar 30 dias que estou tomando Oxalato de Escitalopram, já estou bem de novo e normal como antes, porém eu não queria tomar mais esse medicamento, não quero ter que ficar indo em psiquiatra e tal, porque eu tive uma melhora relativamente rápida. Vou iniciar uma rotina, porque vou começar a trabalhar de novo, e gostaria de saber se mesmo eu tendo tomando por apenas um mês o medicamento, você acha que eu posso ter complicações, se eu parar de tomá-lo?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Victor

      Não resta dúvida de que pode, sim. Somente o médico poderá lhe dar alta. E um mês é um tempo muito pequeno para um tratamento de transtorno mental, que não se trata de uma mera virose. Se parar sem atender a certos critérios, correrá o risco de voltar com crises ainda mais severas, passando por toda aquela fase inicial que é terrível. Não se engane com as melhoras. A retirada abrupta do medicamento causa abstinência, que traz os mesmos sintomas adversos. Agora não precisa mais de constância na volta ao psiquiatra, pois até mesmo um clínico geral, num posto de saúde, poderá lhe dar a receita, basta levar a cópia da anterior, para comprovar que toma o medicamento. Em hipótese alguma pare por conta própria. E não suma, pois outras pessoas precisam de nós!

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Victor

        Olá, Lu!

        Obrigado pela sua resposta, e pode deixar que vou fazer tudo certinho e não vou parar assim do nada. Gostaria de dizer que estou muito bem, graças a Deus, e também continuo firme, vou até começar a trabalhar. Gostaria de deixar uma mensagem para todos aqui também: JAMAIS desistam de vocês mesmos, porque todos nós nascemos vencedores. Não importa a situação que você esteja vivendo, você poderá sair dela. Lu, eu não vou sumir, porque, quando precisei, todos aqui me confortaram, então conte comigo para isso também.

        Um grande abraço!

        Responder
      2. Maicon

        Oi, Lu!

        Estou com essas crises de pânico e sofro com ansiedade igual essas outras pessoas que vem falando nos comentários. Trabalho como cobrador de ônibus e não está sendo fácil. Há 1 mês atrás eu tomei 12 dias de amitriptilina 25 mg, receitado pelo neurologista, mas resolvi parar de tomar o medicamento por conta própria, porque estava só piorando as crises. No entanto, marquei outra consulta com o neurologista e expliquei tudo pra ele, só que ele me pediu pra falar com o psiquiatra. Resolvi marcar a consulta 20 dias depois, expliquei tudo pra ele também, falei até que sofria de sensibilidade à luz interna do ônibus, que aquilo me encomodava a visão, pois perco os sentidos, e fico com vontade de sair correndo de dentro do ônibus. Isso é muito é estranho, queria saber se tem a ver com a ansiedade a sensibilidade a luz? O psquiatra me receitou agora oxalato de escitalopram 10 mg, estou tomando há 2 dias e já começaram os efeitos, parece que tudo piorou, multiplicou as dores, a angústia, dor de ouvido, dor de cabeça (enxaqueca), dor muscular, todos os efeitos colaterais, gostaria de uma opinião sua sobre isso. Obrigado pela atenção.

        Abraço

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Maicon

          Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinho, todo antidepressivo, no início do tratamento, costuma deixar a pessoa pior do que se encontrava antes, porque se trata da fase em que o organismo não quer receber uma nova substância. É uma briga de foice, até que ele, vencido, vai aos poucos aceitando a visitante. É quando os efeitos adversos vão desaparecendo e os bons vão chegando. Infelizmente os médicos não explicam isso para seus pacientes, o que leva muita gente a desistir no início do tratamento. Portanto, fique tranquilo, pois dentro de duas a três semanas, normalmente, pois algumas pessoas levam mais tempo, essa fase ruim passará.

          Maicon, jamais pare o tratamento sem o consentimento médico, pois as crises tendem a voltar ainda mais fortes, porque existe a síndrome da abstinência. Somente seu psiquiatra poderá dizer quando parar. Quanto ao oxalato de escitalopram, trata-se de um medicamento muito receitado atualmente. Eu mesma faço uso dele, tomando a mesma dosagem que você. É normal o que está sentido agora, pois faz parte dos efeitos adversos da fase inicial. É preciso ter paciência. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Se estiver muito difícil, peça a seu psiquiatra uns 15 dias de licença, até passar essa fase ruim.

          Gostaria que, sempre que possível, entrasse em contato comigo, dizendo-me como está indo o seu tratamento. O que o está incomodando mais, etc. Certo? Vou lhe enviar os links de alguns textos para ler. Faça isso logo, para compreender melhor. Gostei muito do seu comentário, que mostra que se trata de uma pessoa muito inteligente.

          Abraços,

          Lu

        2. Maicon

          Boa-noite, Lu,

          hoje, assim que escrevi um comentário para você, fui imediatamente a um centro clínico, pois estava com muita dor em todo corpo, não aguentando as dores. No entanto, o médico me examinou e me deu outros 2 remédios, eles são: Rivotril e enxak. Ele médico disse que não tem problema tomar junto com o oxalato de escitalopram. Por acaso você confirma isso?

        3. LuDiasBH Autor do post

          Maicon

          Pode tomar, sim, mas use-os apenas quando necessitar. Não faça uso prolongado, desnecessariamente. E assim que sentir que não mais está necessitando do rivotril e do enxak, deixe-os de lado, caso venha precisar em outra ocasião. Quanto ao zap, eu não o tenho. Todo contato comigo é através deste espaço. Mas não se preocupe, pois respondo todos os comentários.

          Abraços,

          Lu

        4. Maicon

          Oi, Lu!
          Eu irei tomar o enxak agora às 22:00 horas e o Rivotril com o oxalato 00:00, quando eu for dormir, pode ser? E me desculpe por estar toda hora perguntando, é que você está sendo muito generosa, e isso é raro hoje em dia. Agradeço muito a sua atenção não só comigo, e sim com todos nós que temos esse problema.

          Obrigado!

        5. LuDiasBH Autor do post

          Maicon

          Diz um ditado que “Quem não vive para servir, não serve para viver.”. A nossa ajuda, por menor que seja, torna o mundo melhor.

          Você pode tomar os medicamentos no horário escrito. E não precisa pedir desculpas por nada, aqui somos uns pelos outros. Continue em contato comigo, falando-me acerca das reações adversas que está sentindo.

          Abraços,

          Lu

        6. Maria Eloisa

          Estou tomando… levanto… 5 dias e muita falta de ânimo e sem apetite. Quanto tempo melhora isso?

        7. LuDiasBH Autor do post

          Maria Eloisa

          Refaça seu comentário, pois não o entendi.

          Beijos,

          Lu

      3. Victor

        Olá, Lu!

        Domingo e ontem tive de novo palpitações e aquela sensação de pânico e tudo mais, formigou o braço esquerdo, que doeu um pouco tanto o esquerdo quanto o direito. Já associei a infarto. Deu vontade de ir ao banheiro na hora, com muita náusea … Quinta- feira passada eu estava sem o remédio, fiquei somente um dia sem tomar. Você acha que isso estragou meu tratamento todo? Eu também tenho consumido muito capuccino e tal, você acha que ele pode ter atrapalhado um pouco? Eu ingeri álcool no final de semana, mas nem meio copo, só experimentei… Ontem ainda tomei capuccino, mas depois de ver que não é bom fazer isso, eu já parei, mas agora estou com medo de ter regredido. Poxa, eu estava tão bem até o sono estava bom!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Victor

          Existe alguém aí, dentro dessa cabecinha tão amedrontada? Acalme-se, meu amiguinho. Não há nada de anormal acontecendo consigo. Esqueceu-se de que não é robô, e por isso continua com altos e baixos como qualquer ser humano? Cadê meu amigo POP? Em que estrela ele se escondeu?

          Victor, mesmo eu, que já tomo antidepressivo há anos, vez ou outra tenho sintoma de pânico. Quando sinto que isso está me desestruturando, eu tomo um calmante. Portanto, esteja preparado. É normalíssimo acontecer com qualquer um de nós que convive com transtornos mentais. Tire da cabeça essa coisa de infarto. Não deixe sua imaginação comandar sua vida. Procure racionalizar e agir com tranquilidade.

          Um dia sem o medicamento não causa problema algum, pois a substância é acumulativa no organismo. E não existe isso de estragar o tratamento, pois não houve paralização do mesmo. Não há problema em tomar capuccino. Chocolate oferece energia. Mas como você é ansioso, a cafeína contida no café e no chocolate poderá aumentar o seu nível de ansiedade. Assim, é bom tomar tal bebida com equilíbrio. O pouco álcool que ingeriu no final de semana não fez mal algum, embora seja sempre bom evitá-lo. E trate de tirar a palavra “medo” de sua vida. Logo estará bem de novo. Agora vou lhe dizer o que lhe fez mal. Prepare-se… Você sumiu, e não veio mais aqui nos visitar… risos.

          Amiguinho, se houver muita proximidade entre as crises de pânico, seria bom retornar a seu médico, para que ele reavalie a dosagem. Fora disso, durma tranquilo. E não suma!

          Abraços,

          Lu

        2. Victor

          Olá, Lu!
          Eu estou melhor agora, desculpe por sumir. Eu comecei a trabalhar e acabou ficando muito corrido, mas pode deixar que não vou sumir mais! Sempre que tiver um tempo eu venho aqui conversar com você e todos 😀

          Essa outra crise demorou pra acontecer, foi num intervalo muito grande, ontem mesmo estava ansioso e a pressão chegou a 18×8, e pensei: Não tem algo errado, eu não sou hipertenso. Relaxei, o farmacêutico veio de novo e a pressão cais para 13×8, que sempre foi a minha normal . Veja a que ponto a TAG leva a gente, mas pode deixar que vou permanecer POP como sempre, e não vou sumir! Um grande abraço e se cuide também! Obrigado mais uma vez por me confortar, você é o anjo dos POPs!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Victor

          Parabéns pelo modo como agiu. Mostrou que realmente é um garoto POP. Precisamos domar as “viagens” de nossa mente, não acreditando em tudo que ela sugere. Nas crises, o melhor remédio é relaxar, respirando bem fundo, e desviando a atenção para algo de que gostamos. Espero mesmo que não suma!

          Abraços,

          Lu

        4. Victor

          Lu
          Obrigado, nossa mente é realmente poderosa, então temos que tomar cuidado com ela. Não vou sumir!

  36. Maria

    Oi, Lu!

    Eu já fiz uma postagem aqui uma certa vez, dizendo que tive depressão e Síndrome do Pânico. A primeira crise foi há 17 anos atrás, quando fui a um psiquiatra, que me passou um antidepressivo, que tomei pouco tempo, acho que só 01 cx, e Rivotril, que tomei durante muito tempo, e esse me causou muito mal, mas era o paliativo rápido, mas graças a Deus me libertei dele. Em 2012 tive uma recaída que me deixou completamente debilitada. Procurei mais uma vez ajuda médica e terapia.

    Lu, eu tenho 55 anos, e desde a minha juventude, tinha crises de choro, vivia isolada das amizades, mas graças a Deus, todo esse tormento nunca me tirou a vontade de estudar e trabalhar, sempre procurei enfrentar esta situação, estudando, trabalhando. A dificuldade que achei no meu tempo de Faculdade, foi interagir com a equipe e a apresentação dos trabalhos em público, pois eu esquecia completamente o que tinha que falar. Vontade eu tinha, mas algo impedia a minha fala. E foi tudo isso que o pânico e o Rivotril me causaram. Depois que comecei a fazer o tratamento correto, a fazer Terapias, principalmente a Acumputura e deixei de tomar o Rivotril, tudo mudou. Hoje me sinto completamente diferente, procuro enfrentar esses medos de cabeça erguida, danço, faço caminhadas, exercícios físicos, tudo que tenho direito com moderação. Mas gostaria de saber, até quando vou depender desses medicamentos.

    Faço uso de Escitalopram 10 mg, Quetiapina 0,25mg e Lamotrigina, há 05 anos. A Lamotrigina tomei pouco tempo, e não me recordo quando parei, e se foi o médico que permitiu. Não consigo mais viver sem essas medicações. O médico me orientou, depois de algum tempo, a tomar a metade do Escitalopram. Às vezes tomo em dias alternados, mas depois vêm os efeitos dolorosos: choro, sensibilidade, confusão mental, falta de ar, um descontrole total, como se a minha cabeça fosse parar e se desligar do corpo, parecendo que estão apertando o meu cérebro, um desconforto total.

    A Quetiapina, é pior ainda, pois não posso ficar sem tomá-la um dia se quer, pois fico sem dormir, o corpo cansado e a mente não relaxa, enfim só adormeço com ela. Mas a minha ansiedade é saber até quando vou tomar esses medicamentos, se quando dou uma pausa por minha conta, passo mal. Certa vez tive necessidade de mudar de psiquiatra, e o mesmo me falou qua eu já deveria ter terminado de tomar esta medicação. Mas como terminar, se eu não consigo viver sem esses remédios? Outrossim, diz a bula sobre os mesmos, “que esses remédios não causam dependência”. Como, se eu não consigo sobreviver sem eles? Por favor Lu, me ajude você também!

    Obrigada, grande abraço.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Maria

      Depois de tanto tempo de uso de medicamentos para coibirem seus transtornos mentais, a parada com os remédios exige um controle muito severo por parte de seu psiquiatra. Somente ele poderá lhe dizer quando e como parar. Qualquer coisa fora disso redundará num fracasso total, pois só quem tentou parar por conta própria sabe bem o que é passar pela crise da abstinência. O organismo já se encontra tão acostumado, que não quer ficar mais sem essa ou aquela substância. Não aconselho ninguém a passar por isso. Se seu psiquiatra acha que você pode parar o tratamento, faz-se necessário que ele a acompanhe nessa caminhada, dizendo como fazê-lo. Seguindo rigorosamente a prescrição do médico é possível que você não venha a sofrer com os efeitos colaterais.

      Amiguinha, você e seu psiquiatra poderão fazer uma experiência juntos. Ele saberá qual medicamento tirar primeiro, como será feita a diminuição da dosagem, e acompanhará a reação de seu organismo. E assim, a sua ansiedade poderá ser aplacada. Não há como não passar por isso. Qualquer outra maneira seria irresponsável. Portanto, aconselho-a a abrir-se com ele para que, juntos, tomem a melhor decisão. E não suma, mocinha!

      Beijos,

      Lu

      Responder
  37. Bruno

    Lu e demais,

    venho relatar minha experiência no tratamento da FOBIA SOCIAL e ANSIEDADE, para tentar ajudar os irmãos, pois sei que qualquer palavra pode ser muito importante nesta fase.

    Tenho 43 anos, e desde minha infância venho sofrendo com fobia social e ansiedade, nunca tive depressão, sou bem alegre, mas passei por algumas situações constrangedoras, principalmente quando tive que apresentar trabalhos e seminários na escola, faculdade, trabalho, e outras situações. Nunca entendi direito meu diagnóstico, até que de uns quatro anos pra cá, começei a pesquisar na internet e me encontrei. Depois de fazer inúmeras pesquisas em sites que falavam sobre fobias, etc, fiquei uns dois anos com o telefone de um psiquiatra, que eu escolhi em um desses sites, anotado em um pedaço de papel em cima de minha mesa de trabalho, até que um dia, depois de passar por mais uma situação constrangedora (fui em um batizado e tremi todo quando tive que ir na frente do altar segurar a bacia com água), pensei: “Preciso de ajuda!”. Tomei coragem e marquei uma consulta. Fui com muita esperança, e adorei o psiquiatra, que me prescreveu EXODUS 10 gotas pela manhã, e em casos de pré-pânico, o RIVOTRIL SUB-LINGUAL.

    Nunca tomei remédios com constância, nunca tive nem dor de cabeça, imagine ter que tomar remédio todos os dias. O primeiro dia em que coloquei as 10 gotas no copo com água, eu me enchi de esperança, olhei pro vidrinho e disse: “Minha vida vai mudar a partir de hoje!”. Nos primeiros dias com o EXODUS senti um breve aumento da sonolência, mas nada incontrolável, e um pouco de gases intestinais, mas hoje, depois de 40 dias, sinto-me melhor, mais sereno, minhas mãos não ficam mais geladas quando estou em reuniões, consigo me expressar um pouco melhor nas situações de grupo, e quase não tenho mais as descargas de adrenalina e frios na barriga, que tinha constantemente em algumas situações. É certo que ainda não passei por um teste de fogo, mas estou bem confiante e satisfeito com os resultados até o momento. Sou bem otimista e isso ajuda bastante.

    Quero finalizar dizendo que acreditem nos tratamentos psiquiátricos, os remédios ajudam E MUITO, mas outras atitudes também são importantes, principalmente praticar atividades físicas (faço natação e corrida), sair com amigos, se divertir, passear, ter um hobby, viajar, namorar, dar valor a coisas simples da vida, observar os pássaros cantando nas árvores, caminhar pela praia, e exigir menos perfeição de si mesmo, relaxar mais, levar a vida com menos ansiedade, pois “o que não tem solução, solucionado está…”

    Grande abraço!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Bruno

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, o seu comentário é de extrema importância para todos nós, principalmente para os que se encontram no período inicial do tratamento, que é realmente uma fase muito difícil, quando muitas pessoas sentem-se piores do que antes de tomar o antidepressivo.

      Bruno, o fato de buscar ajuda é muito importante, pois trata-se do momento em que a pessoa toma consciência de que necessita de tratamento, pois se encontra realmente doente e quer saúde. Sempre digo que é meio caminho andado. E daí para frente só tende a melhorar, ainda que muitas vezes tenha que passar pelos desagradáveis efeitos adversos. Junto com o remédio deverá vir outro de suma importância para o tratamento: OTIMISMO. Sempre digo que precisamos ser POPs (pacientes, otimistas e persistentes).

      Assim como você, acredito serem fundamentais, junto com o antidepressivo, mudar e tomar certas atitudes em nossa vida, como as citadas por você em seu comentário. O medicamento entra apenas com 50%, cabendo a nós a outra parte. Sobre isso eu lhe enviarei o link de um texto.

      Agradeço a sua generosidade e estímulo, pois muitas pessoas,também espero que venha sempre dividir conosco sua experiência e trazer-nos palavras de incentivo. Todos precisamos de pessoas como você, que é extremamente rico em seu compartilhamento. Agradeço em meu nome e no de nossos irmãos de caminhada.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  38. Lígia

    Oi, Lu!

    Estou iniciando a 4ª caixa do ESC 10 mg (escitalopram), porém ainda sinto muitos efeitos colaterais como dor de cabeça, aumento da rinite, náusea, taquicardia e muito cansaço. Ouvi dizer que algumas pessoas demoram até 6 meses para a adaptação. Você sabe se isso realmente é verdade? Apesar dos efeitos ruins, ele tem o seu lado bom. Não tive mais crise, tenho saído de casa e recuperei minha autoestima, mas confesso que fico triste com esses incômodos trazidos por ele. Qual sua opinião a respeito? Não queria fazer a troca, mas também não quero ficar lembrando a todo momento que estou tomando algo..=(

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, se você já se encontra na quarta caixa, presumo que esteja tomando o medicamento há mais de três meses. É fato que o antidepressivo não age igualmente para todas as pessoas, algumas levam mais tempo para adaptar-se ao medicamento. Contudo, o contato com o especialista, no início do tratamento, é de fundamental importância, para que ele possa avaliar como o seu organismo está recebendo o remédio. Esse contato entre médico e paciente é que possibilita avaliar se a dosagem está correta ou se o antidepressivo está tendo efeito positivo. E, pelo que vejo, você ainda continua com muitos efeitos adversos. Portanto, aconselho-a a voltar a seu psiquiatra e relatar-lhe tudo o que ainda está sentindo. Pode ser que a dosagem não esteja a contento para o seu organismo, e precise ser aumentada. Realmente não é para você ficar pensando no medicamento. Portanto, o meu conselho é para que volte ao psiquiatra logo que puder, inclusive em razão dessa taquicardia e cansaço que continua sentindo. Não deixe de tomar tal medida. Aguardo mais informações suas.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Lígia

        Lu
        Tenho consulta marcada para o dia 25/04/2017. Esqueci-me de mencionar que tomo também o rivotril e tenho prolapso da válvula mitral, e no exame feito no mês passado apareceu uma regurgitação discreta. Li que isso também pode causar arritmia, e voltarei ao cardiologista para fazer um tratamento em conjunto com o psiquiatra. Obrigada por sua opinião e em breve trarei novidades.

        Um abraço

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Lígia

          É muito importante esse seu acompanhamento tanto com o cardiologista quanto com o psiquiatra. Em toda consulta que fazemos, devemos listar todos os remédios que tomamos. Seu psiquiatra tem conhecimento de seu prolapso da válvula mitral? E o cardiologista sabe que você toma oxalato de escitalopram? Não deixe de repassar tais informações. Estaremos esperando as novidades. Boa sorte!

          Abraços,

          Lu

  39. Ana

    Eu sou Ana e vim deixar um recadinho como apoio á quem está precisando neste momento. Olhei vários comentários e me identifiquei muito, pois os sintomas de pânico e depressão e TAG são muito similares na maioria das pessoas… Eu sei que pra quem está em crise é realmente difícil, e parece que às vezes nada faz sentido, o medo toma conta, mas independentemente dele, temos que respirar fundo e pensar que é só um momento, e que logo irá passar!

    Eu tenho 20 anos, faço uso do escitalopram há 4 anos, que me faz muito bem, tive muitas crises de pânico durante a adolescência, sensações ruins, mas que passaram, e pra quem sofre disso, eu digo VAI PASSAR, todo mundo é forte o suficiente para superar! O efeito do escitalopram no meu organismo reagiu muito bem, a partir dos primeiros 15 dias de uso eu melhorei e nunca mais tive crises de pânico e de ansiedade.

    Achei incrível a página, e desejo a melhora de todos! Sejam fortes, vocês conseguem!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ana

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, o seu comentário será muito importante para todos que ora se encontram em início de tratamento. É muito bom conhecer o relato de pessoas que viveram experiências pelas quais passamos e sentimo-nos meio impotentes diante delas, porque tudo parece novo, e pior, achamos que somos as únicas vítimas, quando a verdade não é bem esta. Você, como eu e tantos outros aqui, teve contato com os transtornos mentais ainda na adolescência. E agora, nos seus 20 anos, encontra-se forte e segura, sendo um exemplo de vida para todos os que se encontram ainda inseguros quanto ao tratamento.

      Ana, foi um grande prazer receber o seu depoimento e tê-la em nossa companhia. Seja mais uma da família a irradiar força para todos.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Josileine

        Olá, Lu!
        Como posso participar deste cantinho? Também tomo escitalopram de 10 mg há três meses, mas a médica resolveu aumentar para 20 mg. Vou começar amanhã, mas estou em pânico só de pensar que pode dar as reações colaterais que tive no começo. Por favor, você pode me ajudar a saber como lidar com os efeitos colaterais outra vez?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Josileine

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinha, é provável que você venha a sentir os efeitos adversos ao dobrar a dosagem. Mas isso logo passará, até bem mais rápido do que na fase inicial. Não há porque ter medo, pois maioria de nós já passou ou ainda passa por isso. E além do mais, nós, portadores de transtornos mentais somos POPs (pacientes, otimistas e persistentes). Leia os comentários para conscientizar-se de que inúmeras pessoas passaram pela dobra da dosagem. Saiba também que sempre contará com nosso apoio aqui. Venha sempre conversar conosco. Continue tranquila e otimista.

          Abraços,

          Lu

    2. Victor

      Olá, Ana!

      Seu comentário é muito importante, pois estou na segunda semana de tratamento com o Oxalato de Escitalopram 10 mg. Sinto minha ansiedade mais controlada, e o sono parece que quer normalizar, pois sinto um pouco mais relaxado na hora de deitar e sei que pego no sono, porque tenho sonhos bem curtos. Essa insônia, tenho certeza, irá passar. Eu já era ansioso e por ter feito uso de anabolizantes, eles foram meio um gatilho para o que aconteceu. Graças a Deus não sofri nenhum problema grave de saúde física, somente meu psicológico abalou, porque tive muitos ataques de pânico e ansiedade. O que mais me incomoda é o sono que foi prejudicado. Quando ia pegar no sono, eu assustava e não conseguia. Vou ser persistente com o tratamento, pois estou no começo ainda. E que eu volte a dormir normalmente, logo! Hahaha!

      Tudo de bom pra você!

      Responder
      1. Ana

        Olá, Victor!

        Eu também tive distúrbios do sono antes de começar o tratamento. Tive insônia, não conseguia dormir porque sempre estava muito ansiosa, não tinha concentração para os estudos, tinha espasmos durante o sono, eu acordava, e, quando dormia, tinha um sono turbulento, enfim não descansava a mente… Depois que comecei o tratamento, a ansiedade reduziu e começou a regular o sono, as crises de ansiedade foram diminuindo e dentro de 6 meses não tive mais crises e voltei ao normal…

        Tenho efeitos colaterais, como pupila dilatada, visão cansada, sonolência diurna… Isso varia de pessoa para pessoa. Esses são os sintomas que persistem em mim, após esses 4 anos em tratamento… Mas os efeitos positivos são muito melhores do que os negativos, disso tenho certeza.

        Fiquei curiosa para saber como está evoluindo o seu quadro, se regulou o sono e se diminuiu a ansiedade… Espero que sim! Mas pelo seu relato o medicamento está fazendo efeito, e você vai perceber que dia após dia vai melhorando. Até que se sinta 100% controlado.

        Obrigada pelo seu comentário!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Ana

          Desculpe-me intrometer na sua conversa com o Victor, mas gostaria de saber se você relatou ao seu médico o fato de ficar com a pupila dilatada e a visão cansada. Se não o fez, faça-o.

          Abraços,

          Lu

        2. Ana

          Oi, Lu,
          Fui ao neuro e ao oftalmologista. Não há nenhuma lesão, a midríase é provocada porque o medicamento afeta o músculo ciliar, que intervem na acomodação, e deixa a visão cansada, mas esse efeito não é acumulativo. Foi isso que os dois médicos me falaram… Até então é isso que sei … Se souber algo mais sobre isso, gostaria que me contasse…

        3. LuDiasBH Autor do post

          Ana

          Nunca tive esse problema. É que a bula diz que se deve comunicar ao médico, caso haja pupilas aumentadas (midríase). Mas, se dois especialistas já lhe disseram que é normal, penso que deve ficar tranquila a respeito. Caso se sinta insegura, consulte um terceiro psiquiatra.

          Beijos,

          Lu

        4. Josi

          Oi, Ana!
          Pegando um gancho aqui,se puderem me ajudar. Um dos efeitos que está acabando comigo é esse da visão cansada. Fico com aparência de quem não dormiu direito a noite. Olheiras. Isso vai mudar ou dura enquanto usar a medicação? Existe alguma forma de amenizar isso?

        5. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Os efeitos adversos são passageiros. Assim que seu organismo acostumar-se com o medicamento, ele desaparece. Existem umas receitinhas caseiras que amenizam. Veja no Google.

          Beijos,

          Lu

        6. Victor

          Olá, Ana, tudo bem?

          Obrigado pela resposta, realmente eu estou muito melhor, a ansiedade está muito bem controlada e o sono não está 100%, mas está normalizando bem devagar. O importante é que está normalizando, e sempre tive um pouco de problemas com o sono, só que agora foi muito mais. Descobri que o medicamento ajuda, mas a pessoa também tem que se ajudar, é um conjunto de coisas que fazemos para nossa melhora. Eu mesmo decidi não deixar nada me abalar. Ao invés de ficar como eu ficava antes, eu saio mais e faço as coisas, porque percebi que quanto mais parado ficar, pior fica que serviram como um gatilho para a TAG, porém agora já fiz exames e está tudo regularizando, porque nosso corpo elimina tudo. Eu parei a tempo também.

          Sejamos fortes porque isso vai passar, podem ter certeza. Obrigado mais uma vez pela motivação 🙂 O meu tratamento vai ser bem curto, mas mesmo assim estarei aqui com vocês, motivando sempre.

          Fique com Deus e um grande abraço.

        7. ESTJ

          Olá Ana!

          Bom saber que seu tratamento com o Escitalopram vêm se encaminhando bem! Espero que continue assim e quem sabe, você consiga realizar o desmame dele. Assim como você e o Victor, tenho problemas com ansiedade e sono. Ultimamente, quando tento dormir, estou muito agitado e com os pensamentos a mil, impedindo que eu consiga entrar em sono profundo e me deixando sempre acabado. Passei de duas a três semanas e juntando com a minha rotina, que é um pouco puxada, estava sempre estressado e esgotado. Faz duas noites que consegui dormir bem! Espero que continue assim!

          Atualmente tomo o Escitalopram 20 mg. Eu iniciei com a dosagem de 10 mg, mas devido a não conseguir controlar minha ansiedade, meu neurologista aumentou a dose. Estarei indo numa consulta com um psiquiatra para ver essa questão, e vamos ver o que será recomendado. Hoje (21/04/17), faz cerca de 17 dias que aumentei a dosagem para 20 mg do Escitalopram. Sinceramente, espero que ele passe alguma medicação para me auxiliar no sono, pois como veio acontecendo ultimamente, minha melhora no sono é bem passageira. Quando começo a dormir mal, geralmente passo logo uma semana toda sem conseguir ter um bom sono. Está cada vez mais difícil dormir mal e ter que suportar a minha rotina atual. Em relação a minha ansiedade, ainda não senti melhoras. É uma outra coisa que me atrapalha bastante, principalmente no trabalho, e tenho-a desde pequeno, junto com o Tremor Essencial. Nunca consegui controlar bem, e esse foi o motivo principal para ter iniciado o uso do Escitalopram.

          Abraços!

        8. Ana

          Olá ESTJ, tudo bem?

          Como eu falei no post anterior,o medicamento tem efeitos diferentes em cada organismo… A sua ansiedade ainda não reduziu talvez pelo seu estresse, a falta de um sono revigorante e o excesso de carga do dia a dia… Ou pode ser que já tenha reduzido más em uma quantidade pequena e que você não tenha percibido. Podem ser vários fatores que estão desencadeando a sua ansiedade e estresse, tente achar qual é esse ponto , a raíz do seu estresse, para entender o porquê de tanto desconforto. Acho que isso é essencial para formular uma resposta positiva no seu organismo. Te desejo melhoras!

          Eu não fiz o desmame do medicamento porque sou estudante de medicina, e tenho um carga horária de aulas e estudos muito puxada, meu médico me aconselhou manter o medicamento até o final da faculdade… Para diminuir a tensão das provas, mas pretendo, sim, fazer o desmame do medicamento gradualmente. Obrigada pelo seu comentário, espero que você consiga reverter essa ansiedade e regular o sono!

          Abraço!

        9. ESTJ

          Olá Ana!

          Compreendi! Também sou estudande universitário, faço Engenharia Elétrica. Além disso, trabalho como técnico. Imagino como deve ser puxado para você! O curso exige muita dedicação! Realmente, faz sentido o pensamento do seu médico, em “adiar” o desmame.

          Sim, Ana, acredito que seja todos esse conjunto. Como ainda não passei da terceira semana desde que aumentei a dose, essa maior agitação que sinto pode ser um efeito colateral. O que mais me afeta é o sono! Não dormir bem ferra com o resto do meu dia! Isso aumenta bastante o estresse diário, fazendo com que o ciclo sempre seja contínuo. Um outro agravante é que trabalho em escala (tem dias que trabalho de manhã, outros de tarde, outros à noite, madrugada). Isso faz com que o corpo não se acostume, dificultando ainda mais para que eu consiga realmente descansar quando durmo. Ainda estou vendo o que farei para tentar diminuir esta sobrecarga!

          Eu que agradeço essa troca muito boa de experiência entre nós! É uma forma de podermos ajudar o próximo, tranquilizar e manter o espírito POP para seguir com o tratamento.

          Abraço!

        10. Ana

          ESTJ
          Realmente atrapalha não ter um sono regular, e ainda mais no seu caso, por ter troca de horários no trabalho… É difícil a adaptação, e ainda ter que achar tempo pros estudos… Eu só estudando já fico louca, como foi a sua consulta do dia 24?
          O médico aumentou a dosagem? E a ansiedade diminuiu? No início do tratamento pode acontecer de aumentar a ansiedade até seu organismo se adaptar… Eu não me lembro se eu tive aumento da ansiedade no início, lembro de ter muito sono durante o dia, e muito cansaço. …

        11. ESTJ

          Ana
          Minha agitação diminuiu! Não está tão forte quanto antes. Ainda continuo um pouco ansioso em situações simples do dia a dia. Sobre o meu sono, vem variando um pouco. Durmo mal uns três dias para dormir bem um… Amanhã faz quatro semanas que aumentei a dose da medicação. Estou tentando diminuir minha rotina! O estresse estava muito grande, contribuindo com minha agitação e problemas para dormir.

          Eu me consultei pela primeira vez com um psiquiatra na semana passada. Ele solicitou que eu trocasse a medicação. Receitou fluoxetina 20 mg, duas vezes ao dia (manhã e noite), e Amitriptilina 25 mg uma vez ao dia (são antidepressivos) , além de Diazepam 10 mg ao dormir. Não vou negar que fiquei com um pé atrás sobre essas medicações, tanto que ainda não iniciei. Dando uma pesquisada, a combinação desses dois antidepressivos ajuda no controle de dor crônicas (sou portador da Síndrome de Ehlers-Danlos, que causa diversos problemas articulares em mim, então ajudaria um pouco nas dores). Logo, faz um pouco de sentido. O Diazepam, estou meio receoso de tomar todo dia, por causa do vício que pode causar. Evitarei usar nos dias em que tiver trabalho de madrugada, pois meu horário de sono muda completamente. Devo estar iniciando a medicação receitada amanhã ou quarta.

          Resta agora acreditar e me manter POP, pois estou esperando efeitos colaterais bem pesados no início desse tratamento.

          Abraços!

  40. Anna

    Lu

    Faz 3 meses que tive a minha primeira crise de pânico e de lá pra cá está tudo muito ruim, parece que o mundo perdeu a cor. Estou passando com a psquiatra que me deu o Lexapro em gotas. Começamos com 3 e agora estou tomando 8, decidimos aumentar a dose devagar, pois tive uma reação horrível à fluoxetina. Faz 7 dias que estou tomando, os efeitos colaterais são péssimos tenho mais ansiedade, azia, suadeira e como tomo durante o dia muita sonolência. Hoje passei a tomar o remédio no final da tarde e infelizmente tive uma recaída, chorei muito e entrei em desespero.

    Demora muito para estes efeitos passarem, pois é muito difícil passar por tudo isso e ainda assim sentir angústia e ansiedade, há dias que parece que eu não sou eu, de tão distante que pareço dá minha realidade.

    Um abraço e obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Anna

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, alguns organismos não se adaptam a um determinado tipo de substância de jeito nenhum, enquanto outros passam apenas por um período de adaptação ao medicamento, que dura, normalmente, duas a três semanas ou um pouco mais. Essa fase inicial com o antidepressivo é realmente muito difícil, causando grande sofrimento à pessoa. O bom é saber que isso irá passar, sendo que uma melhor qualidade de vida encontra-se a caminho. Com sete dias de uso, você se encontra no meio da turbulência, sendo necessário ser POP (paciente, otimista e persistente). Logo estará vendo luz no fim do túnel. Todos os transtornos que cita, inclusive a recaída, são normais nesse período. Fique tranquila. Veja com a sua médica a possibilidade de tomar o medicamento à noite, já que tem muito sono. Mas não faça isso sem a permissão dela. Lembre-se de que não se pode tomar duas dosagens no mesmo dia, para não incorrer em superdosagem.

      Anna, leia os comentários dos postes sobre o assunto, pois a experiência de uns acabam servindo para muitos.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Anna

        Lu
        Obrigada pela resposta, você é realmente uma pessoa iluminada por ajudar tanto outras pessoas, com suas experiências. Como você citou, a médica trocou o horário e hoje comecei a tomar à noite. Tenho lido bastante os comentários para ver que muitas pessoas passam por isso e superam. Nós nos sentimos menos sozinhos. Realmente temos que ter muita paciência e otimismo, não irei desistir, pois tenho fé que este tratamento irá me ajudar muito.

        Obrigada de coração
        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Anna

          É muito bom ver esta coragem e força que exalam de seu comentário. A nossa família tem como propósito não deixar ninguém se sentir sozinho. Somos todos POPs e estamos firmes nesta luta. Temos muito a agradecer à Ciência, que tem nos possibilitado uma vida equilibrada. Obrigada por seu carinho.

          Abraços,

          Lu

        2. Ana Carolina

          Oi, Lu!

          Estou no 12° dia de medicação e nesta madrugada tive uma crise como há muito tempo eu não tinha. Às 4 h da manhã estava no médico. Tomei um alprazolam e me senti melhor, mas ainda me sinto um um pouco ansiosa… Estou pensando em pedir para o psiquiatra diminuir a dose, mas ao mesmo tempo sei que eu preciso do remédio e quero muito que ele faça efeito. O que você me diz? Já fui em dois médicos que me disseram que me sinto assim pelo aumento da dose. Eu já não sei o que pensar…. Estou tentado ser POP mas está difícil…

        3. LuDiasBH Autor do post

          Ana Carolina

          Todo antidepressivo traz efeitos adversos que passam, normalmente, em torno de duas a três semanas, embora algumas pessoas levem mais tempo. E com apenas 12 dias de uso você se encontra no olho do furacão. Essas crises são normais, pois seu organismo ainda se encontra numa briga de foice com o medicamento. Não adianta diminuir a dosagem e ter que a aumentar daí a pouco tempo, vindo a ter os mesmos problemas. O seu psiquiatra sabe o que está fazendo. O que ele pode fazer é ir aumentando gradualmente, principalmente se se tratar de um medicamento em gotas. Nesse início, quando sentir que terá uma crise, faça uso do alprazolam, conforme indicação médica.

          Carol, leia mais os textos e comentários aqui no site, pois, quanto mais você passar a entender como funciona seu trasntorno e o tratamento, melhor. Quando vier uma crise de ansiedade, não ofereça resistência, não pense que vai morrer… Apenas se deite e respire fundo, compassadamente. Leia o texto sobre a Síndrome do Pânico, aqui. E você irá continuar POP, sim, pois é uma grande guerreira.

          Beijos,

          Lu

        4. Ana Carolina

          Lu

          Estou aqui de volta para contar o que aconteceu depois de sexta e daquela crise horrorosa. Meu psiquiatra diminuiu a dose para 10 mg, estou tomando um alprazolam uma vez por dia, antes de dormir, junto com o reconter… Ainda me sinto ansiosa e com medo… Sei que vai passar, mas estou sem paciência. Tenho medo de passar mal. Não entendo como uma alta de dose pode ter desencadeado tudo isso, e agora a baixa para 10 mg, deve ser tranquila. Espero que sim… Estou quase num bom grau POP.

          Beijos

        5. LuDiasBH Autor do post

          Ana Carolina

          O importante é que você se lembre de que tudo isso irá passar, pois trata-se apenas de uma fase passageira. Logo todoss esses desconfortos irão passar. Mas é preciso ter paciência, amiguinha. Quase todos, portadores de síndromes mentais, já passaram ou ainda passam por isso. Tudo é questão de tempo. A dosagem alta, por ter uma concentração maior da substância ativa, desencadeia uma reação mais forte no organismo, até que ele se adapte com ela. Fique tranquila, tudo irá dar certo.

          Beijos,

          Lu

        6. Ana Carolina

          Oi, Lu!
          Hoje será o 10° dia com o Espran, e já me sinto mais confiante, passo mais tempo sozinha. Ainda sinto alguns desconfortos, como queimação no couro cabeludo e um desconforto muscular, mas consigo controlar as crises e ela se tornaram mais curtas e em menor número. Depois de 13 dias afastada do trabalho, pois volto na segunda, estou um pouco apreensiva com isto, mas tenho certeza que tudo vai dar certo, estarei mais forte.

          Beijos super POP.

        7. LuDiasBH Autor do post

          Ana Carolina

          Você é mesmo POP! Estamos formando um batalhão de mulheres e homens POPs, capaz de mudar toda uma visão retrógrada que ainda existe sobre os transtornos mentais em nossa sociedade. Se com 10 dias de uso já está colhendo bons resultados, logo estará excelente. A sua volta ao trabalho será tranquila e prazerosa. Continue POP! Parabéns!

          Abraços,

          Lu

        8. Anna

          Lu!
          Hoje faz 14 dias com a medicação, porém faz somente 7 dias que atingi a dose de 10 mg. Meus dias estão melhorando, mas cada dia é um efeito colateral diferente, em um doi a cabeça, em outro dá ânsia e falta de apetite. Mas o que realmente me incomoda são as manhãs, pois nelas ainda acordo com muita ansiedade e aí vem o medo do restante do dia e de não dar conta do tratamento (toda manhã tomo 1 mg de olcadil o que não está ajudando muito). Será que estou no caminho certo? Quando chegar em um mês será que esta ansiedade terá passado?

          Obrigada pela ajuda de sempre.

          Beijos

        9. LuDiasBH Autor do post

          Anna

          O seu tratamento encontra-se no início, portanto, é natural que ainda sinta os efeitos adversos, que irão diminuindo mais e mais. A palavra-chave é PACIÊNCIA. As manhãs são realmente mais difíceis para as vítimas de transtornos mentais, que temem o que possa vir no resto do dia. É o psicológico tomando as rédeas da razão. Mas isso também irá passar. Dê tempo ao seu organismo para reagir. Você está no caminho certo, sim. Observe que os bons efeitos já estão mostrando a cara. Fique tranquila, mocinha POP!

          Beijos,

          Lu

      2. Anna

        Lu,
        Hoje faz 14 dias que estou tomando a medicação, sinto uma melhora significativa dos sintomas e a minha família disse que melhorei bastante. Porém, desde domingo estou sentindo como se estivesse vivendo um filme, vendo a vida passar, como se não fosse eu, descobri que chama “despersonalização”. Li aqui que pode ser sintoma do remédio, gostaria de saber se isso é normal, mesmo depois de 14 dias, se conhece mais alguém que passou por isso?! Tenho medo de estar enlouquecendo de vez.

        Obrigada de novo!

        Mil beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Anna

          Você ainda se encontra na fase inicial da medicação, sujeita aos efeitos adversos, apesar de já sentir melhoras. Quanto à despersonalização, esse sintoma faz realmente parte dos efeitos adversos do medicamento. Muitas pessoas já relataram ter passado por isso, conforme poderá comprovar através dos relatos feitos no nosso site. Mesmo constando no rol dos efeitos ruins produzidos no início do tratamento, durando pouco tempo, faz-se necessário que você o comunique a seu médico, para que ele a ensine a lidar com essa passagem. Peça também à sua família para que a observe nessa fase. Saiba que você não está enlouquecendo. Todos pensam isso, pois se trata de uma sensação muito estranha, mas que irá passar.

          Amiguinha, gostaria que me escrevesse amanhã, dizendo-me como se encontra. E não se assuste. Mas também não deixe de comunicar-se com seu médico.

          Abraços,

          Lu

        2. Anna

          Lu,
          Primeiro quero agradecer a sua generosidade. Você é realmente uma pessoa incrível.
          Falei com a médica e ela disse que é normal no início, que tanto pode ser sintoma do remédio como dá ansiedade que ainda não está totalmente controlada. Dia 27 tenho retorno e ela pediu para ter paciência que isso logo passa e continuar com a terapia. Ontem passei o dia super bem, fiquei um pouco ansiosa de manhã mas à tarde logo passou. Continuo sendo POP e com muita fé em Deus, e que daqui a pouco estarei livre de todos estes sintomas. Continuarei visitando sua página para compartilhar minhas mazelas e também os resultados positivos, que chegam devagarinho mas tenho certeza que chegam. Obrigada por tudo, ler a sua página traz muito alívio aos nossos corações aflitos e as nossas mentes aceleradas.

          Beijos

  41. Paulo

    Lu

    Fui ao psiquiatra na quinta-feira, conforme havia lhe adiantado. Conversamos bastante e ele achou por bem trocarmos a medicação, uma vez que aumentando a dose e trocando o horário não tivemos o êxito esperado. Acho ele bem seguro, principalmente quando fala para mim que existem inúmeras possibilidades de medicamentos e o importante é que vou ficar bem. Disse que, por enquanto, ainda estamos na tentativa de erro e acerto. Trocou de medicação da classe dos IRSS para os IRSN. No caso, estou tomando a Venlafaxina(dose inicial) juntamente com uma dose de Escitalopram (reduzida também) durante uns 14 dias, depois aumentaremos a Venlafaxina e tiraremos o Escitalopram. Estou me sentindo bem com a Venlafaxina. Já estou tomando há 4 dias e a dor no estômago e a pressão na garganta diminuíram, sobretudo na parte da manhã. Então, volto a ser POP. Mais uma vez POP. Mas tenho Fé em Deus que chegaremos ao controle.

    Obrigado pelo seu cantinho.

    Abraços,

    Paulo

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Paulo

      É muito bom encontrarmos um profissional otimista, que nos aponta vários caminhos. E mais, que tem a humildade e a clareza de dizer-nos que no campo dos transtornos mentais trabalha-se com erros e acertos. Também o achei extremamente seguro e criterioso. As melhoras sentindas, ainda que principiantes, são uma maravilha. Você nunca deixou de ser POP. É um exemplo de vida para todos nós. Estamos todos torcendo por você e queremos acompanhar todo o seu tratamento.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  42. Joana Celi

    Oi Lu, aqui estou eu com minhas dúvidas…

    Como saber se o medicamento não está mais fazendo efeito? Eu comecei o tratamento com antidepressivos há 7 anos atrás, o Citalopram. Depois de uns 5 anos o meu psiquiatra me passou escitalopram de 10 mg, porém ano passado comecei a sentir fortemente muita ansiedade e outros sintomas de pânico. Conversei com o psiquiatra e ele aumentou a dosagem do escitalopram para 15 mg. No começo comecei a sentir efeitos colaterais com o aumento da dosagem, mas depois pararam e tudo ficou bem. Faz uns 6 meses que estou tomando 15 mg de escitalopram e comecei a sentir novamente ansiedades, medos, pânico… Então seria o caso do medicamento não está mais funcionando em meu organismo? Ou mais um aumento da dosagem resoveria o problema?

    Ajude-me Lu, tenho uma viagem para fazer daqui a 1 mês e 15 dias e estou com muito medo de estragar a viagem, sem querer sair do hotel com medo, ansiedade, indisposição.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Joana

      Acalme-se, amiguinha! Fique tranquila, pois irá fazer a sua viagem e tudo dará certo.

      Não há um tempo determinante para a atuação positiva de um antidepressivo, pois depende muito do organismo de cada pessoa. Muitas vezes basta apenas fazer a adequação da dosagem. Pode ser que seu médico aumente-a e tudo resolva. Como já disse aqui, o antidepressivo é responsável por 50% do tratamento, cabendo a outra metade a mudanças em nosso estilo de vida (veja o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA). E, pelo que pressinto, você tem estado muito ansiosa e preocupada com sua viagem, extremamente focada nela, conjecturando sobre mil coisas, medindo prós e contras… Assim, não há mente que aguente. Você está viajando apenas para passar alguns dias, e não para morar. Procure ficar o mais relaxada possível. Delete preocupações, medos fantasiosos e “senões”. Pense apena no lado positivo de seu passeio, e quanto irá curti-lo. Pense em quantas pessoas gostariam de estar em seu lugar… Em suma, Joana, pense positivamente!

      Abraços,

      Lu

      Responder
  43. Monique Pietrafeza

    Oi, Lu…
    Tive uma semana de altos e baixos. Uma semana em que estou menstruada e terrivelmente chata. Eu não consegui tomar o escitalopram. Tive uma reação horrível e fiquei apavorada. Voltei ao médico e ele me deu Rivotril 0,50 mg. Disse pra eu tomar um à noite e um de dia. Estou tomando meio de manhã e quando estou agitada tomo meio a tarde. Ele disse que era o mais fraco.

    Eu não aguento mais ficar assim. Estou torcendo para que melhore um pouco, depois que minha menstruação acabar. Vou marcar psicóloga pra semana que vem. Tomara que ajude. Estou estranha. Parece que não sou eu. Rogo a Deus pra melhorar e voltar a ser aquela pessoa que ama sair, comer fora… ir ao parque. Coisas que estão fora de cogitação pra mim no momento. Diz pra mim que isso vai passar! Só Deus por nós! O que acha do Rivotril? Ele ajuda?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Monique

      Acalme-se, minha amiguinha. Tudo na vida passa, é questão de tempo. Os altos e baixos do início do tratamento são mesmo ruins, mas nada que nós não possamos aguentar, sem falar que o resultado é altamente benéfico. A TPM tende a ampliar os efeitos adversos, mas logo também passará. A reação horrível que sentiu é comum a quase todas as pessoas, quando ainda estão sentindo os efeitos adversos do medicamento. Não se espante. O uso do rivotril irá ajudá-la a passar pelos momentos mais difíceis, pois age como calmante. Procure tomá-lo somente quando sentir necessidade, para que o organismo não vicie, como você vem fazendo. Lembre-se de que é uma garota POP (paciente, otimista e persistente). Logo estará bem! O otimismo é muito importante no resultado do tratamento. Releia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Aguardo novas notícias suas.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Sabrina

        Oi, Lu!
        Eu não consigo ficar sem visitar seu blog, afinal você e outros colegas são ajudas imprescindíveis em cada fase do tratamento. Você fez um comentário pra Monique, que estava falando sobre como a menstruação influência no humor da gente, e isso é verdade. Nessa fase, sinto que o tratamento regride um pouco, mesmo tomando o remédio. Tudo bem que ainda estou em fase de teste de dosagem mas queria te perguntar: Depois que alcançar o AUGE do tratamento, ou seja, a dosagem e tempo adequados, esses sintomas de TPM e recaídas na fase menstrual irão passar? Você também piorava nessa fase? Eu me sinto mal quando estou menstruada, mas tenho fé que, quando tiver tudo ajustado no tratamento, até os sintomas de TPM vão embora, não é mesmo? Parece que é frescura mas só quem passa sabe o que é sofrer com isso,

        Obrigada mais uma de tantas vezes, em que se dispôs a ajudar-me com seus conselhos

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          Na tensão menstrual tanto aparecem sintomas emocionais (depressão, irritabilidade, ansiedade, etc) quanto físicos (dor de cabeça, inchaço das mamas, distensão gasosa, etc), em razão de uma alteração horomonal que ocorre no corpo da mulher, que interfere no seu sistema nervosos central. O antidepressivo ajuda, sim, na fase da TPM, contudo, quando a crise é muito severa, faz-se necessário um tratamento mais direcionado para esse tipo de síndrome. Nesse caso, é preciso consultar um ginecologista, relatando-lhe todos os sintomas sentidos tanto antes quanto depois da menstruação. Muitas vezes, o médico poderá associar um antidepressivo com outros medicamentos.

          Amiguinha, não é que o seu tratemento regrida nessa fase, pois os sintomas sentidos fazem parte do seu quadro de TPM, ou seja, o antidepressivo não está dando conta de saná-los sozinho. Assim sendo, você terá que buscar um ginecologista para ver seu problema com mais profundidade. Dependendo da severidade de suas crises pré-menstruais, mesmo no auge dos benefícios do antidepressivo, elas não serão sanadas, podendo apenas diminuir de intensidade. Nâo se trata de frescura. Um grande número de mulheres em todo o mundo passa pelos transtornos ocasionados pela TPM. O meu conselho é que faça o seguinte:

          1- Anote os sintomas sentidos antes e depois da menstruação.
          2- Leve-os a um ginecologista e converse abertamente com ele.
          3- Diga-lhe que toma o antidepressivo X, pois isso é muito importante.

          Faça isso o mais rápido possível.

          Abraços,

          Lu

        2. Sabrina

          Obrigada Lu por me orientar. Sem querer ser curiosa demais, qual medicamento acha que o ginecologista vai receitar pra ajudar na TPM? Sabe o que eu acho engraçado, antes de ter a primeira crise de ansiedade, nem TPM eu tinha. Depois disso, minha vida mudou completamente.

          Lu, me diz que isso vai passar pra sempre, pois já faz 3 anos que ando buscando minha vida de volta! Desculpe o desabafo. Se eu fosse te contar mais da minha história de vida, mas enfim eu tenho duas ” causas” pra essa ansiedade ter aparecido. Se puder, em outra oportunidade queria te contar.

          Beijos e obrigada!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          Primeiro seu médico irá estudar qual é a causa de sua TPM ser tão forte, pois inexistem exames específicos. Somente depois disso é que entrará com algum tipo de medicação. Isso é feito com bastante calma, pois, ao que me parece, está ligada à sua crise de ansiedade. Anote tudo isso direitinho, para não se esquecer na hora da consulta.

          Amiguinha, tudo isso irá passar, sim. Vejo que você é uma grande guerreira. Mas também precisa se ajudar. Leia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Saiba que muitas pessoas vivem um quadro mais difícil do que o seu, e estão tocando a vida para frente. Também precisamos impedir que um passado ruim tome as rédeas de nosso presente. Nossa vida é agora! O ontem já se foi. E o presente ainda está por vir. Se achar que desabafar conosco ajuda, faça isso. Este espaço é aberto para todos vocês e todos os casos são vistos com o maior respeito. Saiba que você é muito especial!

          Abraços,

          Lu

        4. Sabrina

          Oi, Lu, minha colega de blog! Rs…

          Você havia me dito que podia desabafar então vou falar superficialmente alguns itens:
          Tive crise de ansiedade pela primeira vez, uma semana após a perca de uma amiga próxima que morreu subitamente; Eu cresci num ambiente hostil pois, meu pai era alcoólatra; Exerço uma profissão que não gosto e não consigo outro emprego melhor.

          Lu, me desculpe, mas esses são os itens pelos quais vejo razão ou explicação para estar desse jeito que estou… Gostaria de uma opinião sua!

          Obrigada pela atenção de sempre!

        5. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          As questões que você levanta mexem mesmo com a estrutura de qualquer pessoa, mas ainda assim, minha coleguinha, nós precisamos racionalizar de modo a tocar o barco para frente, pois, na verdade, só somos responsáveis por nós mesmos. Os problemas em torno de nós afetam-nos, é verdade, e devemos fazer o possível para saná-los, mas quando esses ultrapassam os nossos limites, significa que não devemos trazer para nós a carga negativa que possuem. Vejamos:

          1- Você teve um pai alcoólatra. E é claro que não queria isso para ele. No entanto, não conseguiu que seu problema fosse resolvido, a culpa não foi sua. Você não poderia mudar a opção de vida de seu pai. Cada um de nós faz as suas próprias escolhas, quando nos é permitido. Em hipótese alguma você pode trazer o problema de seu pai para si, e usá-lo como uma tesoura para podar o seu crescimento. Lamente-se por ele, mas leve sua vida com tranquilidade, procurando desembaraçar-se de um problema que já ficou no passado. Quando a gente deixa para traz a adolescência, e entra na idade adulta, precisa apossar da própria vida com sabedoria, e escolher o que deve ou não carregar na bagagem de vida. Já fiz muitos descartes na minha… Tenho tentado levar uma bagagem bem leve. Saiba que seu pai sofreu muito mais, pois o vício apoderou-se dele, ceifando a sua vida sob todos os pontos de vista. A melhor coisa que poderá fazer por ele e por você é perdoá-lo. E ademais, minha amiguinha, quantos aqui não tiveram (ou têm) pais, irmãos ou até mesmos filhos alcoólatras ou com outros vícios? Todos nós somos seres humanos com inúmeras fraquezas.

          2- Perder uma amiga subitamente não é fácil, principalmente quando se é ainda muito jovem. Os primeiros contatos com a morte são doídos. Mas serão tantas as perdas no decorrer da vida, que só nos resta aceitar, para sofrer menos. Lembre-se de sua amiga com carinho e, quando isso acontecer, dirija-lhe pensamentos de amor. Imagine que ela é uma estrelinha a brilhar no céu.

          3- Pesquisas recentes mostraram que menos de 50% das pessoas entrevistadas gostavam do emprego que tinham. Significa que mais da metadade estava insatisfeita em seus serviços. Logo, isso não acontece só com você. Procure estudar e habilitar-se cada vez mais para encontrar o emprego que a deixa feliz. Mas, enquanto estiver nesse, procure ser feliz. Abrace com amor o que ora lhe apresenta. Lembre-se que milhões e milhões de brasileiros estão desempregados, vítimas de uma política demagógica, traiçoeira e cruel de um governo ursupador, que só legisla em favor da classe rica.

          Sabrina, acho que tudo isso pode colocá-la numa situação de sofrimento. Assim como também acho que você tem como trabalhar tais pontos, descontruindo os entraves de seu caminho. Como fazer isso? Comece mudando a sua maneira de ver a vida, aprendendo a colocar-se no lugar daqueles que sofrem muito mais do que você. Só para ter uma ideia, conversei semana passada com uma moradora de rua, com formação em turismo. Foi mandada embora, não mais conseguiu emprego, morava de aluguel e, depois de seis meses sem pagar, foi posta na rua, onde se ligou a uma família na mesma situação. Repita sempre para si mesma: “Estava chorando porque não tinha sapato, quando encontrei um homem que não tinha pé.”, ou seja, sempre haverá alguém sofrendo mais do que você. É claro que isso não deve servir de consolo, pois não podemos ser omissos com o sofrimento do outro, mas, sim, lutar com paciência por um mundo mais humano. Aconselho-a a ler os livros do escritor Augusto Cury. Poderá baixá-los pela internet.

          Lindinha, desabafe aqui quantas vezes quiser. Nosso espaço é para isso. E assim vamos nos ajudando mutuamente.

          Beijos,

          Lu

        6. Sabrina

          Oi, Lu!

          Obrigada pelos aconselhamentos, eles foram muito úteis. Estou no quarto mês tomando escitalopram 13 gotas :0( Acredita que não tive coragem ainda de aumentar pra 15? Parecem apenas duas gotinhas, mas isso me amedronta muito, pois eu passo mal quando há aumento do medicamento. Neste quarto mês de remédio posso dizer que melhorei uns 60% porque: Aainda acordo ansiosa com coração acelerado, às vezes sinto um nervoso inexplicável e tenho TPM. Estou tomando Rivotril pra dormir que na minha opinião não faz efeito algum.

          Lu, essa batalha contra TAG já faz três anos e já tive péssimas experiências nessa caminhada, já passei mal de várias maneiras, estou meio desacreditada. Eu vou voltar a ter minha saúde de volta? Essa TAG é persistente e demora pra sair, estou cansada de lutar e não ficar livre dela. Me ajude, hoje estou fraca.

          Obrigada Lu!

        7. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          Ter tido 60% de melhoras na sua saúde é um grande avanço. Parabéns, garota POP! Todos nós fazemos essa caminhada, pois não há como pular etapas. Nossos passos são lentos, mas firmes. E é assim que deve ser. Essas duas gotinhas a mais não irão lhe trazer efeitos adversos, pois já está usando o medicamento há um bom tempo. Aumente mais uma, durante uma semana, e na outra acrescente a gotinha faltosa. Quanto à TPM, como já lhe disse, precisa procurar um ginecologista, pois ninguém merece esse sofrimento. Se acha que o rivotril não está acrescentando nada, pergunte a seu médico se pode parar com ele.

          Amiguinha, você já teve uma excelente melhora. Não há como desacreditar no tratamento. A tendência é ficar cada vez melhor. Lembre-se de que há muita gente lutando contra doenças gravíssimas, sem desanimar. Viver é participar de uma luta diária, quer seja de uma forma ou de outra. As pessoas que lutam com garra tornam-se cada vez mais fortes. Se ler seus comentários iniciais aqui neste espaço, poderá ver o quanto mudou para melhor. Pense nas pessoas com diabetes, hipertensão, etc. Elas não se cansam do tratamento. Cuidar de nossa mente traz-nos uma melhor qualidade de vida. Nossa lema é: Lutar sempre, desanimar, jamais, pois somos guerreiras POPs. Somos um batalhão de companheirinhos e companheirinha na mesma batalha. Somos fortes! Fraco é quem nunca soube o que é lutar. Eu lhe asseguro, você é muito mais forte do que imagina. Continue sempre assim!

          Beijos,

          Lu

        8. Sabrina

          Oi, Lu!
          Obrigada pelas palavras de encorajamento, você é uma pessoa incrível! Queria dizer que iniciei terapia com a psicóloga para ser um aliado ao tratamento medicamentoso. Tive coragem de chegar nas 14 gotinhas e em breve vou pra 15. Eu ainda sinto cansaço, não tenho disposição pra fazer nenhuma atividade física e isso me incomoda. Quando acordo, tenho taquicardia, será que esses dois fatores tem a haver com a ansiedade? Será que vão sair de vez?

          Obrigada pelo apoio de sempre!

        9. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          Primeiro é necessário que você chegue na dosagem recomendada por seu médico para avaliar toda a potencialidade do medicamento em seu organismo. Depois disso, se continuar tendo cansaço e indisposição terá que voltar ao especialista e relatar o que continua sentindo. Mas se continua tendo taquicardia, aconselho-a voltar ao médico, assim que puder, e relatar-lhe tal sintoma, pois ainda que esteja relacionada com a ansiedade, ele deverá tomar ciência disso. Certo?

          Abraços,

          Lu

      2. Monique Pietrafeza

        Lu, a maioria das pessoas que eu conheço com TAG tomaram fluoxetina. Minhas primas não sentiram absolutamente nada no começo do tratamento. Qual você acha melhor?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Monique

          Embora a fluoxetina seja muito receitada, tendo seu uso médico iniciado em 1986, o oxalato de escitalopram é bem mais receitado, tendo sido desenvolvido entre 1997 e 2001, portanto é bem mais novo, e cobre uma gama maior de transtornos mentais. Também depende muito da reação do organismo, que se adeque melhor com um, em vez do outro, muitas vezes. Como já disse aqui, tomei a “Fluô” por muito tempo, até deixar de fazer efeito, quando me foi receitado o “Oxi”, que uso atualmente. Veja meu texto FLUOXETINA OU OXALATO DE ESCITALOPRAM.

          Abraços,

          Lu

  44. Claudia

    Oi, Lu!

    Volto pra agradecer sua atenção de sempre. Já disse uma vez que esse espaço é muito terapêutico, pelo menos pra mim faz um efeito muito positivo poder relatar meu tratamento e ter um retorno de alguém que conhece bem o que estou passando.

    Ainda sinto muitas oscilaçoões de humor, estou no 15º dia da fluoxetina. Embora tenha ansiolíticos na bolsa, indicados pela médica para emergência, estou resistindo e nao tomei por causa da gravidez. Parece uma luta sem fim, estou há 5 meses em tratamento, com 2 meses estava quase estabilizada, mas precisei trocar a medicação e cortar o ansiolítico, então dei alguns passos para trás. Eu espero melhorar e ser a pessoa de antes, calma, feliz, equilibrada e sem essa ansiedade absurda.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Claudia

      Não é que tenha havido regressão no seu tratamento, ao mudar de antidepressivo. Acontece que seu organismo estava acostumado com uma substância X e teve que mudar para uma Y. É preciso dar ao “coitadinho” o direito de espernear, não querendo aceitar a mudança. É por isso que está sentido os efeitos adversos. Ao trocar de medicamento, muitas pessoas sentem como se estivessem iniciando o tratamento pela primeira vez. Com pessoas de organismo muito sensível, isso acontece até mesmo no aumento da dosagem. Mas não se preocupe, depois de duas a três semanas tudo volta a ficar como antes. Quanto ao ansiolítico, veja com seu médico a possibilidade de tomar um fitoterápico.

      Amiguinha, já tomei os dois antidepressivos citados por você. São ótimos. A fluoxetina eu parei, depois de muitos anos, porque ela deixou de fazer efeito. Veja o meu texto FLUOXETINA OU OXALATO DE ESCITALOPRAM. Também gostaria que lesse o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  45. Lucas

    Olá, Lu!

    Tenho uma dúvida sobre o tratamento. Tomo oxalato de escitalopram 10 mg há 3 meses e, por estar distante do meu médico, estou a 5 dias sem ter a receita pra comprar, portanto tem 5 dias que estou sem tomar. Gostaria de saber se tem algum problema eu ter ficado esse tempo sem tomar, se existe alguma complicação. Aguardo sua resposta.

    Obrigado desde já!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lucas

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, o ideal é que não interrompa o tratamento sem ordem médica, sempre providenciando para que tenha uma caixinha do medicamento, antes de acabar a que está usando. Se você ficar apenas cinco a sete dias sem o remédio, poderá aguardar o retorno a seu médico, mas, fora disso, aconselho-o a procurar um médico (até mesmo clínico geral), para dar-lhe a receita, a fim de que seu organismo não sinta a falta do medicamento, trazendo-lhe os efeitos ruins da abstinência.

      Grande abraço,

      Lu

      Responder
  46. Josi

    Ei, Lu…

    Estou eu aqui de volta. Antes viesse mais vezes,talvez ajudaria a dar menos cabeçada.

    Lu a um tempo atrás, você me disse algo de suma importância, e só dei conta da verdade absoluta quando mais uma vez consegui uma oportunidade, mas a perdi novamente por conta do meu transtorno que só faz aumentar. Fui à psicóloga que fez uma observação quanto à ansiedade que tenho. Disse que quando existe algo externo isso só faz agravar minha ansiedade. E foi o que aconteceu.

    Eu estava desempregada e consegui uma excelente oportunidade de trabalho. Porém sendo em uma área que eu nunca havia trabalhado antes,a ansiedade veio com tudo pra cima de mim. No início estava motivada, determinada (tomando sertralina e alprazolam). Só que dali em diante, quando comecei a não dar conta do trabalho, comecei a me pressionar. Eu queria muito o trabalho e necessitava dele. Eu estava despertando de madrugada, não conseguindo dormir. Fui parar em um pronto atendimento psiquiátrico em busca de uma receita pra comprar o alprazolam, que tinha acabado no carnaval. Eles não davam receita, então pedi que me medicassem, pois eu precisava dormir pra trabalhar no outro dia. Eles me deram uma injeção que me deixou apavorada, pois corpo não obedecia meu cérebro, eu me sentia mole, sem força muscular para fazer qualquer coisa, e assim detonei minha oportunidade de trabalho.Foi tudo por água abaixo. O outro detalhe, Lu, foi que me envolvi com uma pessoa no mesmo momento.

    Carente,desempregada,desequilibrada,ansiosa. Acho que nem preciso falar mais nada,não é? Pois então foi tudo para lama. Perdi tudo novamente. Foi aí que me lembrei que você tinha dito uma vez, que minha prioridade deveria ser cuidar da minha saúde, e que o trabalho viria depois. Acho que agora minha ficha caiu. Sem trabalho,sem namoros…

    Quanto ao Oxalato de escitalopran, pra mim só deu certo na primeira vez. Como você já sabe Lu, tentei várias vezes e não consegui ir adiante. Eu voltei a tomar Sertralina 50 mg e alprazolam. Está um martírio a minha vida. Mas tenho consciência que a culpa não é só do transtorno, mas também da minha falta de responsabilidade com o tratamento. Já cheguei a dizer: Que coisa Josi! Porque você faz isso? Hoje estou desempregada e novamente e sozinha. Pedi socorro a secretária do psiquiatra por email. E ele disse pra manter 100 mg Sertralina à noite e 2 mg Alprazolam.

    Se alguém, que toma Sertralina, puder comentar algo,agradeço.

    Abração, Lu!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Josi

      Todos nós cometemos erros. Se assim não fosse, não seríamos humanos, mas robôs. E olhe que esses ainda falham. Não fique se machucando pelo que aconteceu, use tudo como aprendizado, e reme para frente. Parto do pressuposto de que tudo na vida são experiências, aindas que muitas delas sejam dolorosas. Portanto, nada de ficar cobrando muito de si. Todos nós erramos, levantamo-nos, caimos e tornamos a dar a volta por cima.

      Amiguinha, para que tenha sucesso em qualquer emprego ou relacionamento, faz-se necessário cuidar da sua saúde primeiro. Os transtornos mentais desequilibram-nos, deixando-nos impotentes diante de tudo que seja diferente ou que exija um pouco mais de nós. O tratamento tem a função de dar-nos equilíbrio para conduzirmos nossa vida com sabedoria. Quanto ao emprego, outros virão… O importante é sua saúde.

      Josi, leva a sério seu tratamento. Antes de acabar o antidepressivo, já tenha outro em mãos. Isso é muito importante, pois cada parada faz com que o tratamento volte à estaca zero. O martírio, que ora vive, já aconteceu com muitos de nós. Leia os comentários para ver como não é só consigo. A experiência de outros são importantes para nós. E “Carente,desempregada,desequilibrada,ansiosa.”, mas só por algum tempo, pois uma garota POP dá sempre a volta por cima, afinal, é uma grande guerreira. E não suma mais, mocinha.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Josi

        Lu
        Eu nem ia comentar novamente, pois sinto vergonha da minha situação. Só que a vergonha não é maior que minha vontade de “Viver”.
        Logo depois de postar esse comentário sobre a sertralina, eu me senti enlouquecendo e com vontade de morrer por não está fazendo a coisa certa. Parei novamente com a sertralina e me vi louca,com pensamentos obssessivos e muito medo. Procurei um médico no postinho perto da minha casa. Mais uma vez levei bronca pela bagunça de medicação que eu aprontei, e mais uma vez ouvi que o primeiro medicamento que tomei, oxalato de escitalopram, é um medicamento muito bom. A médica me encaminhou para o psiquiatra e psicólogo pelo SUS.

        Como eu até hoje só tinha conseguido algum resultado bom nos primeiros 4 meses da primeira vez, que tomei o abençoado, e como sei que vão demorar pra marcar o psiquiatra, na segunda dia 4 de abril eu voltei com o escitalopram. Tinha total consciência que estava optando por algo bem doloroso de início. Mas minha vida precisa ganhar significado novamente. Hoje tomei o 3° comprimido. Os primeiros dias têem sido tenebrosos!

        Hoje levei os documentos para marcar o psiquiatra. Ela mandou eu manter as 2 mg de alprazolan, que eu já estava tomando, pra não piorar, por conta de uma retirada brusca.Ela ficou espantada quando eu disse que tomava 2 mg de alprazolan. Disse que alprazolan é mais sedativo e pra dormir. Um médico que me atendeu em fevereiro no pronto socorro, disse que eu estava enxugando gelo tomando alprazolan, pois ele não trata ansiedade. Esse mesmo médico,quando mencionei que meu início nesse tipo de medicação fora com oxalato de escitalopram,também falou muito bem do remédio e disse que esse, sim, seria o remédio.

        Foi então que cheguei a essa conclusão. Eu só quero ficar boa Lu, eu não aguento mais me sentir miserável,sabendo que não sou. Este meu quadro está me incapacitando em todas as áreas da minha vida.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Você é uma mocinha muito birrenta, pois venho, faz algum tempo, dizendo-lhe que deve seguir a prescrição médica direitinho, se quiser ficar boa. Também já lhe disse que o alprazolam funciona apenas como ansiolítico, usado normalmente no início do tratamento, sendo retirado depois que o organismo encontra-se estabilizado. Veja nossos comentários anteriores.

          Amiguinha, depois que começar a tomar o oxalato de excitalopram, rigorosamente, verá o quanto a sua saúde mental irá melhorar. Você ficará boa de novo, com capacidade em todas as áreas em que trabalhava antes. Essa sua incapacidade não tardará em desaparecer. Mas, por favor, leve seu tratamento a sério. Leia os comentários e veja quantas pessoas passaram por isso e agora se encontram ótimas. Mas é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). No seu caso, a palavra-chave é PERSISTÊNCIA…

          Beijos,

          Lu

        2. Josi

          Lu,
          Gratidão pelo apoio. Eu vou conseguir! Eu pedi ajuda pra minha irmã hoje. Conversamos bastante. Ela me deu maior apoio para continuar, já que preciso.
          Eu volto aqui com boas notícias, com fé e força.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Tenho a mais absoluta certeza de que está conseguindo, pois você é também uma grande guerreira. Não suma, lindinha!

          Beijos,

          Lu

        4. Josi

          Lu!

          Ontem à noite tomei 1 mg do alprazolam. Consegui ter uma noite de sono normal.
          Hoje foi o 4° Oxa. Louvado seja Deus, por isso! Acho que dado esse fato, eu posso seguir tomando 1 mg, o que acha?

        5. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Que maravilha! Parabéns pelo progresso. Use o alprazolam sempre que sentir necessidade. Se 1 mg trouxe-lhe uma resposta positiva, continue tomando essa dosagem, que está abaixo da receitada.

          Abraços,

          Lu

        6. Josi

          Obrigada Lu pelo acolhimento. Hoje foi o dia do 6° Oxa. E quinta,sexta e sábado foram 1mg do alprazolan por noite. Hoje vou tomar 1 mg novamente e pretendo ir diminuindo mais. Até pensei em tomar só 0,5 mg, só para o organismo não sentir a falta e ir de acostumando a ficar sem ele, só fico com receio de bagunçar as coisas. Estou muito empenhada e mais esperançosa com o tratamento desta vez.

          Uma dúvida que tenho em relação aos efeitos colaterais do Oxa, é que no meu caso, eu sinto uma sensibilidade grande nos olhos. Cheguei a comentar aqui uma vez. Que não gostava da aparência dos meus olhos… É uma aparência de como se eu estivesse chorado. Olheiras, olhos pequenos. Isso também passa com o tempo? Alguém também sentiu essa reação? Outro efeito colateral que me fazia parar com o tratamento também era a questão do peso. No meu caso perdi peso também. Mas isso não vai ser motivo pra eu parar mais.

          Beijos, Lu. Obrigada por tudo!

        7. LuDiasBH Autor do post

          Jose

          Parabéns pela coragem! É isso mesmo, garota, leve o tratamento à frente desta vez, e verá como tudo mudará para melhor. A sensibilidade que você sente nos olhos deverá ser comunicada a seu médico, conforme já lhe disse anteriormente, para que ele avalie do que se trata (pupilas aumentadas, distúrbios visuais… Somente ele poderá avaliar de perto. Em relação ao peso (engordar ou emagrecer), com o tempo o organismo irá se equilibrando.

          Grande beijo,

          Lu

        8. Josi

          Lu

          Está sendo de muita ajuda passar por esses momentos com vocês aqui. Queria dizer que estou feliz hoje por ter tomado meu 9° oxa, ou seja, a primeira semana já se foi… Estou começando a me achar uma garota POP,rs’. Fiz um teste hoje e tomei o medicamento às 20:30 da noite para ver se diminuía a questão dos olhos. Percebi diferença, mas como ainda é muito cedo pra saber,vou continuar tentando.

          Lu, alguém por aqui toma a noite? Se for o caso, qual seria o melhor horário e poderia continuar o alprazolan, tomando os dois à noite? Agradeço se puderem me ajudar, ainda estou aguardando marcarem a consulta.

          Beijos

        9. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Você está cada vez mais POP! E isso significa que os bons resultados não tardarão em aparecer. Parabéns por ter passado pela primeira semana. São inúmeras as pessoas que tomam o antidepressivo à noite, principalmente aquelas que sentem muita sonolência durante o dia. Veja aqui nos comentários. Penso que poderia ser após o jantar. Pode continuar com o alprazolam, mas só o tome quando sentir necessidade. E, com o tempo, vá eliminando-o. Mas lembre-se de que qualquer mudança deve passar pelo parecer de seu médico.

          Abraços,

          Lu

        10. Simone

          Josi
          Eu me identifiquei muito contingo, pois não consigo tomar os medicamentos, já tomei alguns ou melhor tentei. Sertralina, fluoxetina, dolexitina… Agora na minha última consulta, a minha psiquiatra me receitou escitalopram, por medo não tinha começado ainda. Comecei hoje com meio comprimido. Tenho que tomar meio por 6 dias e depois tomar um inteiro de 10mg. É muito complicado, só quem vive com isso sabe. Esqueci-me de dizer que tenho ansiedade. Preciso muito de conselhos que me façam seguir em frente. Obrigada!

        11. Josi

          Ei, Simone!
          Que pena se identificar comigo..rsrs. Eu estou pelejando pra manter a medicação. Eu queria muito conseguir levar adiante até pelo menos 6 meses, pra saber de fato o resultado em mim. Consegui fechar 1 caixa. Vamos ver daqui pra frente.
          Qualquer coisa, estamos aqui!

          Abraços

        12. Simone

          Olá, Josi!

          Eu ontem não consegui tomar meu remedinho… Mais uma vez aqueles pensamentos todos, medo dos efeitos colaterais e tal. Consegui tomar 3 dias 5 mg do remédio e já acho que tudo é efeito colateral. É muito complicado. Vou tentar tomar hoje, mas meio comprimido… Vamos ver até quando!

        13. Josi

          Ei, querida Simone!
          Força! Você vai conseguir!!
          Quais têm sido os seus medos e efeitos ruins da medicação?

        14. Simone

          Oi, Josi!

          Meus medos são todos… Tenho medo do meu coração disparar demais e eu ter um infarto, de ficar louca por causa do remédio, de me dar alguma reação e não ter quem me leve ao médico, enfim são muitos. Eu coloco o remédio na boca e já acho que vai dar tudo que está escrito na bula… É horrível! Não tomei mais o remédio, estou cheia de dúvidas… Obrigada por me responder.

          Grande beijo!

        15. Josi

          Simone

          Seus medos são só pelo que você leu na bula? Tomou durante quantos dias o medicamento e parou quando? Eu ainda estou tomando. Meus efeitos ruins são físicos, mesmo agora. Eu estava muito mal. Já tomei durante 37 dias. Eu perdi peso e estou com os olhos fundos, parecendo que tomei um soco. Fora isso está dando certo. Mande-me sempre notícias.

          Beijos

        16. Simone

          Jose
          Vou ficar louca! Sei que preciso do tratamento, pois faz um ano já que tento fazê-lo, e nao consigo. No primeiro sintoma já paro. Respondendo tua pergunta, sim, tenho medo, por que leio a bula dez mil vezes, e já me imagino com todos os sintomas. Mas não tomando os remédios também fico mal com sintomas da ansiedade, dor na cabeça,nas costas, nervos pulsando no corpo, ferroadas em todo o corpo, a cada dia um sintoma diferente… Fora os pensamentos a mil, esperando o pior. Nao sei mais o que fazer! Obrigada por me responder!

        17. Sabrina

          Oi, Lu!
          Ontem fui ao psiquiatra, e ele quer mesmo que eu aumente a dose de 15 para 20 gotas. Pra mim isso é muito assustador, mas ainda tenho sintomas de ansiedade, principalmente quando acordo. Eu contei ao médico que de vez em quando (1 mês de espaço) eu tenho uma recaída com sintomas de gelo na barriga, nervosismo intenso e suores.

          Lu, o que eu faço? Você tinha essas recaídas? Eu comecei meu remédio em janeiro, mas só em março eu consegui tomar 15 gotas. E vejo que apesar de ter melhorado, ainda não estou totalmente bem, mas o fato de aumentar a dose me desanima. Por que algumas pessoas já se sentem bem com apenas 10 mg? Tenho medo de nunca mais viver sem tomar uma quantidade alta de remédio. Por favor, Lu, preciso de suas palavras experientes de novo!

          Beijo

        18. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          Para quem está tomando 15 gotas, mais cinco não trarão problemas algum. Fique tranquila, garota POP. Se surgirem alguns efeitos adversos, eles logo passarão. Muita gente aqui faz uso de tal dosagem. O aumento é para debelar a sua ansiedade. E os sintomas de que fala, que acontecem uma vez por mês, são oriundos de sua ansiedade, apenas isso. Portanto, precisa realmente aumentar a dosagem para ficar livre de tais incômodos.

          Lindinha, eu nem me lembro mais de quantos antidepressivos já tive que aumentar a dosagem. E chega um ponto, quando não mais se pode aumentá-la, que é necessário mudar para outro. E assim vou seguindo, entre tapas e beijos… risos. Além disso, existem organismos muito resistentes, como o seu, que não reagem a uma dosagem pequena. Portanto, minha amiguinha, nada mais do que normal. Saiba também que a dosagem que é alta para uma pessoa, pode ser extremamente baixa para outra. E não fique pensando em futuro. Viva apenas um dia de cada vez, minha amiguinha POP.

          Beijos,

          Lu

        19. Bruno

          Simone,

          permita-me incentivá-la. Tenho (ou tinha) muita ansiedade no meu dia a dia, e fobia social. Depois de uma crise intensa, procurei um psiquiatra e começei a tomar oxalato de escitalopram há cerca de dois meses. Comecei com dosagem baixa por seis dias, até chegar aos atuais 10 mg diariamente. Tive muita preocupação em começar a tomar, não tomo remédios nem pra dor de cabeça (raramente tenho) e gripe, imagina tomar essas “coisas” pra cabeça.

          Os primeiros dias foram tranquilos, um leve aumento da sonolência, e da rinite, mas nada que fosse muito intenso. Hoje, depois da fase inicial, sinto-me bem mais confiante, a ansiedade diminuiu bastante, faço coisas que não fazia antes, como entrar em uma sala cheia de gente e dar um recado… rsrsrs, dentre outras coisas que a fobia social me impedia. O meu dia a dia no trabalho também está com mais tranquilidade e serenidade. Nos momentos em que percebo que vai ser um dia mais intenso, tenho uma cartela de clonazepan sub-lingual de 0,25mg, também receita do psiquiatra, que alivia os efeitos de ansiedade em questão de poucos minutos. Já tomei dois comprimidos desse em dois meses.

          Simone, vá em frente, acredite no efeito positivo e na qualidade de vida que vai ter ao longo dos meses, depois que começar o tratamento, eu hoje penso que demorei muito pra procurar ajuda, se tivesse tomado esses remédios antes, talvez muita situações teria evitado, mas enfim, tudo no tempo certo, estou muito satisfeito com os resultados. Outra coisa muito importante é praticar atividade física diariamente, além de relaxar mais, ser menos exigente conosco, não exigir perfeição, e aproveitar a vida, ela passa rápido.

          Grande abraço!

        20. Simone

          Oi, Bruno!
          Muito, mais muito, obrigada mesmo por gastar um pouco do teu tempo me dando uma palavra amiga. Eu vou tentar seguir meu tratamento… Quando me disseram que eu tinha ansiedade, não pensei passar por tudo isso. Confesso que é muito difícil conviver com isso, às vezes fico sem rumo, sem saber mais o que fazer, pois todo dia aparece uma dor diferente, um sintoma novo com o qual não sabe lidar, achando que está com alguma doença grave e que é o fim… Vou tentar mais uma vez… Obrigada!

          Grande abraço

  47. Claudia

    Oi, Lu, vim pedir socorro de novo.
    Hoje faz 2 semanas que estou na troca do oxalato pela fluoxetina, antes de ontem e ontem eu estava ótima, com ansiedade zerada e senti que voltei a ser a pessoa de antes. Porém, hoje estou péssima, sem ansiedade, porém com uma depressão terrível, sem vontade de fazer nada, uma tristeza sem fim. Está muito difícil aguentar essas oscilações tão fortes, às vezes acho que não vou conseguir dar continuidade… Me ajude!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cláudia

      Quase todos aqueles que iniciam o tratamento com um antidepressivo passam por isso, que você está sentindo, basta ler os comentários para comprovar. Esta instabilidade é normalísssima. É a luta do organismo para adaptar-se ao remédio. Uns dias serão bons e outros péssimos, até que os sintomas ruins desapareçam por completo. Essa compreensão de como acontece no início é muito importante para levá-la a não desistir. Outra coisa, toda vez que a pessoa desiste, a volta ao tratamento ainda é mais difícil, e as crises ainda mais fortes. Portanto, amiguinha, seja POP e toque o barco para frente, pois você já está saindo do período de turbulência, para enxergar luz no final do túnel. Essas oscilações sumirão logo, logo.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Ana Carolina

        Oi, Lu!

        Pesquisando sobre os efeitos adversos do reconter, encontrei seu blog. Tentei comentar a postagem, mas não descobri aonde, então resolvi escrever aqui mesmo. Comecei meu tratamento com lexapro em 2010 por conta de um estresse pós traumático, que desencadeou TAG. Em 2011 parei de tomar medicamento, e em 2012, com a volta dos sintomas, voltei com o remédio… Desta vez com espran 10 mg. Por conta própria, em setembro do ano passado, mudei para o oxilato de excitalopram, o genérico. No começo do ano senti pequenas crises, mas achei que era por causa de um problema pessoal. Em exames de rotina, descobri minha serotonina muito baixa e voltei ao psiquiatra, que mudou o remédio para o reconter 15 mg por dia (aumentou 5mg). Estou no terceiro dia e me sinto ansiosa e com medo de ter as reações adversas… Sinto um desconforto na pele e um leve enjôo pela manhã. O médico disse que com o passar dos dias, estes sintomas desaparecem… Mas gostaria de saber quantos dias, e se realmente pode ser do remédio, já que eu tomava o mesmo sal e só aumentei a dose.

        Obrigada

        Carol

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Carol

          Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se parte dela!

          Amiguinha, é normal que, ao aumentar a dosagem, a pessoa venha a sentir os ditos efeitos adversos, que são provenientes do remédio, sim. Acontece que o organismo está acostumado com uma determinada dosagem e, ao aumentá-la, ele, que não é bobo, dá o seu grito: “Opa! Não foi isso o combinado!”. Mas como é muito receptivo e solidário, logo estará caindo de amores pela dosagem aumentada. Tudo é questão de tempo. Tais transtornos devem demorar menos de três semanas. Fique tranquila. Seja uma garota POP (paciente, otimista e persistente) e toque a vida para frente. Logo aparecerá a luz no fim do túnel.

          Carol, jamais se automedique, principalmente no que diz respeito aos transtornos mentais. Tampouco aumente a dosagem ou pare por conta própria, pois muitas indagações devem ser levadas em conta. E o fato de seu problema ter sido traumático significa que sua melhora será mais efetiva, sem muitas buscas. Aconselho-a ver a possibilidade de uma psicoterapia, para ajudá-la a superar o problema que ocasionou o estresse. Ele ainda pode estar presente, deixando visível apenas a ponta do iceberg.

          Amiga, poderá comentar em qualquer postagem como fez nesta. Certo? Volte para dizer-me como vai seu tratamento. Leia também os comentários, pois a experiência dos outros é importante para nós.

          Beijos,

          Lu

        2. Ana Carolina

          Obrigada Lu! Muito bom mesmo sentir acolhida… claro que algumas sensações me fazem pensar em desistir do remédio, mas prefiro ser persistente. Tenho medo das reações aumentarem, mas meu medo de continuar assim, desestabilizada é maior, por isso vou continuar e insistir na medicação, tomando agora o 4°comprimido. Mais uma vez, obrigada Lu! E sim… eu volto para contar sobre como me sinto e sobre meu tratamento.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Ana Carolina

          Quaisquer que sejam os efeitos adversos, lembre-se sempre de que eles serão passageiros, enquanto o transtorno, se não tratado, irá incomodá-la dias após dia, e cada vez com maior gravidade. Continue sendo POP.

          Abraços,

          Lu

  48. Leila

    Oi, Lu, obrigada por este espaço!

    Eu me tratei com escitalopram por causa de TAG por uns 4 ou 5 anos. E há aproximadamente 1 mês comecei a ter crise novamente, sendo que faço terapia regularmente, nunca deixei o trabalho só na mão do remédio. Achei que poderia ser por causa de um laboratório desconhecido, então investi no lexapro, mas não respondeu como o esperado. Foi acrescentado Bup e hoje, após 11 dias desta combinação, estou bem pior: com sintomas de depressão. O psiquiatra disse que o escitalopram parou de fazer efeito e trocou pela duloxetina. Eu nem sabia que isso podia acontecer.

    Hoje já tomei o primeiro e tenho a sensação que a angústia e a irritação deram uma trégua. Tomara que dê certo, porque os sintomas da depressão me assustam. Nao me interesso ou sinto prazer em nada… Hoje tive a sensação de que a vida era um ônibus de onde eu tinha descido e estava observando do lado de fora as pessoas viverem. Para mim foi assustador. E o mais louco é que não passei por absolutamente nenhum estresse, que pudesse desencadear este quadro. Tenho uma filha linda e saudável de 1 ano e 3 meses, um marido que amo, um emprego estável, enfim estava vivendo uma ótima fase. Não vejo a hora de voltar para minha vida, para mim!

    Obrigada pelo desabafo, torça por mim, por favor!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Leila

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se parte dela.

      Amiguinha, muitos dos transtornos mentais são recorrentes, ou seja, desaparecem por um tempo e voltam quando menos esperamos, sem que haja motivo para isso. Resta-nos, quando aparecem, buscar ajuda médica o mais rápido possível, pois quanto mais cedo interrompidos, menor é o sofrimento. Portanto, não se preocupe em buscar as causas. Elas só existem quando a depressão é traumática, oriunda de algo que nos transtornou. Quanto à marca dos antidepressivos, eu sempre opto pelo que estiver mais barato, mas não gosto dos manipulados, pois a fiscalização é praticamente nula. Já tomei antidepressivos (passei por muitos, pois tenho depressão crônica) dos mais diferentes laboratórios e nunca senti diferença alguma quanto ao resultado.

      Leila, quando se inicia o tratamento com antidepressivo, o organismo reage à droga estranha. Não a quer aceitar de modo algum (embora um pequeno número de pessoas nada sinta). Depois de um determinado tempo, variável de indivíduo para indivíduo, a droga fica tão íntima do organismo, caída de amores por ele, que não mais dá conta do recado. E, como diz um amigo muito querido, também usuário de tais medicamentos, acaba “broxando”, sendo necessário a mudança para um “mancebo mais potente”. Portanto, esta mudança é mais do que normal. Não se assuste!

      Amiguinha, a depressão deve ser contida logo que bota as asinhas de fora. Venho de uma família, pelo lado materno, em que essa “senhora” é a maior herança. Ela apareceu na minha vida em plena adolescência. Mas hoje lido muito bem com a tal. Nossa convivência tem primado pela sociabilidade. Confesso que não mais lhe dou tanta confiança como antes, quando ela me punha à margem da vida, como fez com você hoje, ao descer de um imaginativo ônibus. Aprendi que o antidepressivo é 50% do meu tratamento e, que a outra metada cabe a mim, ou seja, às minhas atitudes diante da vida. Vou lhe enviar um link mais explicativo sobre esse meu modo de pensar.

      Leila, parabéns pela filhinha linda e pelo marido amado. Com tanta riqueza, botar a “deprê” a ver navios é questão de tempo. Outra coisa, não se sinta sozinha. Venha sempre conversar conosco. Seja mais uma garota POP (paciente, otimista e persistente) de nossa família. Estamos todos torcendo por você.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Victor

        Oi, Lu!

        Estou fazendo meu tratamento de TAG, que desencadeou devido o uso de anabolizantes. Hoje seria o quinto dia que estou tomando o medicamento, e ontem eu ouvi falar que a TAG aumenta a pressão também. Ontem eu comi uma pipoca com muito tempero, logo depois me deu uma repuxada no pescoço e meu coração começou a acelerar, os pés gelado, o corpo também foi ficando gelado, mas depois foi passando, eu já fiz eletro e deu normal. Estou tomando oxalato de escitalopram 10 mg por dia, há 5 dias. O médico me disse que os efeitos bons começam a partir do sétimo dia… queria saber se o coração acelerar ou coisa assim se é normal na fase de adaptação, pois estou com muito medo. Quando eu vou pegar no sono, eu assusto e acordo, com o uso do escitalopram oxalato 10 mg, você acha que isso vai passar?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Victor

          Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinho, os anabolizantes deveriam ser proibidos, pois não são poucos os problemas de saúde derivados deles. Sem falar que muitos nem mesmo são testados ou não passam nos testes, mas estão no mercado. Quanto aos antidepressivos, todos eles trazem efeitos colaterais que passam dentro de duas a três semanas, embora alguns organismos necessitem de mais tempo. Existem também pessoas que nada sentem – as privilegiadas.

          Victor, embora o excesso de sal seja maléfico para qualquer pessoa, o que você sentiu não teve nada a ver com a pipoca e sim com os transtornos ocasionados pelo antidepressivo. É uma pena que os médicos não preparem os usuários de tais medicamentos sobre seus efeitos iniciais, deixando-os sobressaltados por falta de informação. Portanto, não mais se preocupe, a menos que os efeitos adversos estejam inclusos naqueles que necessitam de ajuda médica (veja neste mesmo texto que acabou de ler). Quanto ao sétimo dia dito por seu médico, isso dificilmente acontece, pois o organismo exige um tempo maior para adaptar-se à substância estranha. Portanto, “se o coração acelerar ou coisa assim” é normal na fase de adaptação. Se estiver muito difícil passar por esse período inicial, peça a seu médico um ansiolítico para ajudar, mas depois retire-o. E não tenha medo. Muito pior do que tais sintomas são as crises de ansiedade ocasiosadas pela TAG. Você é POP (paciente, otimista e persistente)! Quanto ao sono, o oxalato de escitalopram tem por finalidade corrigir o seu “susto” antes de dormir, ao propiciar-lhe mais tranquilidade. Mas é preciso aguardar o tempo que lhe disse acima.

          Amiguinho, leia os textos e os comentários, para compreender melhor seu tratamento. Qualquer coisa venha aqui conversar conosco.

          Abraços,

          Lu

        2. Victor

          Olá, Lu!

          Muito obrigado pela sua resposta, agora me sinto muito mais aliviado. Eu aprendi a lição em relação aos anabolizantes. Nunca mais vou usar essas porcarias, agora a única coisa que me atrapalha é o sono. Quando eu vou apagar, assusto. Isso aconteceu depois que tive os ataques de pânico, mas creio que isso não tenha nada haver com anabolizante, pois perguntei para vários endócrinos. Eu só queria saber se vou conseguir dormir normalmente, tomando esse remédio. Você não sabe o quanto me tranquilizou ao me responder 🙂 Gostaria de saber se essa coisa do sono também tem a ver com TAG.

          Muito obrigado, mesmo!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Victor

          O Transtorno da Ansiedade Generalizada tem aumentado cada vez mais em todo o mundo. É oriunda de um mundo extremamente capitalista, voltado apenas para o dinheiro. A competição é cada vez mais acirrada no trabalho, entre amigos, na vida em família e até mesmo nos relacionamentos amorosos. E tudo isso acaba concorrendo para o desequilíbrio de nosso organismo. Algumas pessoas já têm predisposição para tal transtorno e, assim, a coisa fica ainda mais complicada, redundando nos ataques de pânico.

          Amiguinho, o sono tem a ver com TAG, sim, pois esse transtorno deixa a pessoa ansiosa, acordando a toda hora. O oxalato de escitalopram tanto pode levar ao excesso de sono como à falta, no início do tratamento. Isso vai depender da reação de cada organismo. Você terá que esperar mais tempo para ver qual será a sua reação. Mas se ficar sem sono, poderá pedir a seu médico um ansiolítico para tomar nessa fase. Procure ficar o mais relaxado possível. Tudo irá dar certo!

          Abraços,

          Lu

        4. Victor

          Lu
          Tem mais de um mês que não durmo com aquele negócio do susto. Eu só quero ter certeza que isso não vai me matar, porque eu não queria recorrer aos “tarjas pretas”. Queria passar por essa fase, mas estou há tanto tempo sem dormir, que chego a desconfiar que o escitalopram recupere isso.

        5. LuDiasBH Autor do post

          Victor

          O oxalato de escitalopram é um dos bons medicamentos, que se encontram no mercado, para o tratamento de transtornos mentais. Ao ler os comentários, poderá ver que a maioria das pessoas fazem uso dessa substância. E você não irá morrer com esses sustos… risos. Poderá fazer uso de um calmante fitoterápico, como valeriana, para dormir. Converse com seu médico. Há também remédios tarjas pretas que são bem fraquinhos. Isso não é motivo de preocupação.

          Abraços,

          Lu

        6. Victor

          Boa Noite Lu!

          Fico muito feliz em ler isso, você tem me ajudado muito com essas informações 🙂 Eu tomei o escitalopram agora de noite será, que faz mal eu já tomar valeriana em seguida? Desde já muito obrigado mesmo pela ajuda e por me acolher neste cantinho.

          Um abraço!

        7. LuDiasBH Autor do post

          Victor

          Antes de você tomar a Valeriana, gostaria de saber se a sua insônia tem a ver com o antidepressivo (algumas pessoas dormem demais e outras ficam insones). Se sua insônia for em razão do medicamento, peça a seu médico para mudar o horário do antidepressivo, tomando-o de manhã. Não mude o horário por conta própria, para não incorrer numa superdosagem. Também deveria conversar com ele a respeito de tomar a Valeriana, ainda que seja um fitoterápico, que só deve ser tomado quando necessário, não fazendo uso regular do mesmo. Veja uma explicação sobre a Valeriana:

          “Na fitoterapia é uma das primeiras plantas em que se pensa para acalmar pessoas ansiosas ou em ataques de pânico. É indicada em casos de neurastenia e crises nervosas de origem emocional. Pode ser usada como ansiolítico, anti-convulsionante na epilepsia e em casos de insônia. Também é bem aceite como analgésico, sedativo e antiespasmódico. Mas, a valeriana tem uma série de contraindicações e também, pode agir como “estimulante” em algumas pessoas.”

          Abraços,

          Lu

        8. Victor

          Oi, Lu!
          Essa insônia aconteceu depois que tive ataques de pânico por conta do anabolizante. Tive a primeira vez em fevereiro e depois disso eu interrompi. Eu ficava pensando ser algo grave, mas era tudo da minha cabeça. Houve um dia em que senti uma dor no peito, que pensei ser algo grave, mas era da ansiedade. Percebi que meu sono foi desregulando aos poucos. Fiz eletro e fui várias vezes no médico e deu tudo normal, foi quando recorri ao psiquiatra expliquei e ele me passou o escitalopram. Eu já tinha valeriana em casa. O problema é que quando entrar no sono profundo, eu me assusto e acordo, mas sempre consigo dormir um pouco. Eu acho que isso vai normalizar com o tempo e com ajuda do remédio. O problema é que sou muito impaciente pra esperar e por estar há tanto tempo sem dormir direito fico desconfiado se vai voltar ao normal.

        9. LuDiasBH Autor do post

          Victor

          Esse seu acordar assustado tem a ver com a sua ansiedade, que será resolvida com o antidepressivo. Portanto, meu amiguinho, tenha paciência, pois não há outra saída. Não precisa perder tempo indo a médicos fazer exames. A ansiedade mexe com todo o nosso organismo, sendo preciso controlá-la. Não resta dúvida de que isso irá desaparecer com o tratamento. Veja umas dicas para ajudar:

          1- Tome um banho morninho antes de dormir.
          2- A seguir tome um copo de leite morno.
          3- Procure tomar chá de camomila durante o dia (umas três xícaras).

          Abraços

          Lu

        10. Victor

          Olá, Lu!

          Só tenho a agradecer por suas respostas 🙂 que me tranquilizam cada vez mais. Agora vou ter mais paciência e esperar o remédio fazer efeito de verdade 😀 Su vou comentando aqui o meu progresso, pode ser? 🙂 Obrigado mais uma vez!

        11. LuDiasBH Autor do post

          Victor

          É assim mesmo que deve agir, pois a ansiedade por resultados imediatos não faz bem. Como você é POP (paciente, otimista e persistente), só tende a colher os benefícios do tratamento. Aguardo sua presença, sempre. Conheça também outras categorias deste site.

          Abraços,

          Lu

        12. Victor

          Com certeza, Lu, tenho que ser POP, mesmo! Às vezes fico pensando, que se pudesse voltar no tempo, não teria usado aquelas porcarias de anabolizantes que triplicaram minha ansiedade. Depois darei uma olhada nos outros tópicos.

          Muito obrigado!

        13. LuDiasBH Autor do post

          Victor

          Não fique se martirizando pelo que passou e não tem jeito de voltar atrás. Foi um aprendizado que lhe custou caro, mas serviu para abrir-lhe os olhos. Não pense mais nisso. Apena alerte seus amigos para o problema. Todos nós temos em nossa trajetória de vida muitas ações feitas (ou deixadas de serem tomadas) das quais nos arrependemos. O importante é tocar a vida para frente, sempre buscando o equilíbrio. O importante é que você está se tratando e jamais voltará a fazer uso de tais drogas.

          Abraços,

          Lu

        14. Victor

          Com certeza, Lu, é que estou há tanto tempo sem dormir, que chego a ficar desconfiado se vou conseguir dormir novamente como antes. Mas vou continuar sendo paciente que logo vai dar certo 🙂 não é possível ficar assim por tanto tempo.

          Abraços

        15. LuDiasBH Autor do post

          Victor

          Fique tranquilo, pois seu problema será sanado. Há o caso de um amigo aqui nos comentários, muito parecido com o seu. Também poderá pedir ao médico para encaminhá-lo para fazer um exame de polissonografia, a fim de descobrir a real causa de sua insônia, se essa continuar persistindo, pois ficar muito tempo sem dormir traz vários problemas orgânicos, incluisive aumentando o grau de qualquer transtorno mental.

          Abraços,

          Lu

        16. Victor

          Lu
          Hoje é o oitavo dia do tratamento, tenho que esperar mais um pouquinho, não é mesmo? Eu não estou trabalhando para poder pagar os exames. Eu passei por um psiquiatra público, creio que não vou precisar disso, pois meu problema será sanado com o remédio. Estou voltando a sentir alguns arrepios como antes, acho que eu estava com muito pouca serotonina, que agora está sendo recuperanda.

        17. LuDiasBH Autor do post

          Victor

          Existem excelentes médicos no setor público. Muitos aqui buscam-nos. Não há porque ficar pagando consultas caras, se pode ter um médico público. Também acho que o antidepressivo irá sanar seu problema de insônia. Continue otimista, pois isso é de suma importância. Vejo que você é mesmo POP!

          Abraços,

          Lu

        18. Victor

          Lu, peço desculpas por incomodar tanto, eu sei que não entende de anabolizantes mas isso de eu ficar meio com medo de dormir e, quando quase pegar no sono eu despertar, tem a ver com TAG, mesmo? É que as vezes fico na paranoia, achando que algo alterou, e não vai ter mais volta por causa daquelas porcarias. Fico procurando doença. Peço desculpas por ficar enchendo tanto com isso, mas vou continuar POP. Ainda que estou tomando o oxalato de escitalopram.Tive impressão hoje de ter tido alguma alucinação ou talvez um pequeno pânico. Essa fase de adaptação é muito ruim,chego a ter medo de ficar esquisofrênico.

        19. LuDiasBH Autor do post

          Victor

          Esqueça a história dos anabolizantes. O importante é que já se encontra em tratamento. Esse seu medo de quase dormir e despertar assustado tem a ver com a TAG, sim. Você já sabe que no início do tratamento a pessoa pode se sentir pior do que antes de começá-lo, mas isso passa, vindo a fase boa. É preciso apenas ter paciência. Pode ser que você tenha tido um pouco de alucinação ou um pequeno pânico, pois isso pode acontecer na fase inicial com o antidepressivo. E você não irá ficar esquizofrênico… Pode ficar sossegado quanto a isso. Continue POP e escreva quantas vezes sentir vontade.

          Abraços,

          Lu

        20. Victor

          Lu, tenho sentido aumentado minha ansiedade. Às vezes parece que vai ser impossível solucionar meu sono, aí começo a pensar besteiras. Você acha que vale a pena eu passar no psiquiatra e pedir um ansiolítico, pelo menos nessa fase só pra dormir? Será que faz efeito, mesmo eu estando tanto tempo sem dormir? Estou muito aflito.

        21. LuDiasBH Autor do post

          Victor

          Acalme-se, menininho, você ainda se encontra na fase inicial do tratamento. Já que o antidepressivo não está lhe trazendo sono, e você está há muito tempo sem dormir, seria bom pedir ao psiquiatra um ansiolítico, sim. Converse com ele, assim que puder. Não precisa ficar aflito. Tudo isso irá passar.

          Abraços,

          Lu

        22. Victor

          Lu!

          Ontem eu saí com a minha namorada e me fez muito bem! Eu peguei no sono algumas vezes porque eu tive sonhos curtinhos, mas ainda aquela insônia, mas agora que estou lendo isso, eu vou ficar mais tranquilo. Percebi que se eu ficar em casa é pior.

          Lu eu só tenho a agradecer por isso, acho que nem o ansiolítico eu vou pedir. Vou ser firme e aguardar, porque ontem foi o décimo dia. Muito obrigado por me tranquilizar!

        23. LuDiasBH Autor do post

          Victor

          Peça a receita do ansiolítico apenas para tê-la com você. E só tome quando realmente sentir necessidade. Veja que está ficando cada vez melhor. Sair de casa faz um bem danado, além de repassar confiança. Passe o endereço do blog para sua namorada e amigos. Existem outras categorias legais (Cinema, Música, Pintura, Vida Saudável…). Ajude-me na divulgação deste espaço.

          Abraços,

          Lu

        24. Victor

          Olá, Lu!

          Sim, vou fazer isso mesmo,pois é verdade que temos que viver a vida, porque se ficar parado. Eu estava com medo de infartar ou ter AVC, por não estar dormindo corretamente, mas já me disseram que isso não acontece. Essa TAG deixa a gente muito medroso, mas estou superando muito bem isso. Pode deixar Lu, vou mostrar para os meus amigos o blog, sim, e vou olhar outros tópicos também, e ajudar com essa divulgação, pois tem me ajudado muito.

        25. LuDiasBH Autor do post

          Victor

          Muito obrigada por ajudar na divulgação do blog. Você é mesmo especial.

          Abraços,

          Lu

        26. Victor

          Olá, Lu!
          Estou passando aqui para dizer que estou bem melhor, já me sinto mais alegre e com mais vontade de viver, graças a Deus. Será que é normal as fezes ficarem meio claras no começo do tratamento?

          Abraços

        27. LuDiasBH Autor do post

          Victor

          Que notícias boas! Como lhe disse, tudo é questão de tempo. Quanto às fezes, não existe nada a ver com o antidepressivo, uma vez que você não se encontra com diarreia. A cor das fezes está ligada ao que você come. Tome açaí e veja como elas saem pretinhas. Portanto, continue traquilo!

          Abraços,

          Lu

        28. Victor

          Lu!
          Pensei que poderia ser algo relacionado ao fígado, mas estou bem mais tranquilo,feliz e brincalhão como eu sempre fui, e isso me deixa muito contente.

          Super abraço!

        29. Josi

          Victor

          Eu estou tomando alprazolan, deu muito certo. Tenta ver com seu médico, como a Lu disse, pelo menos por um tempo.

        30. Victor

          Olá, Josi!

          Muito obrigado pela dica, eu vou pedir para o médico pra ver o que ele diz.

        31. Tatiana

          Lu

          Estou tomando escitalopram para ansiedade, meu médico cortou o café devido à cafeína, será que tem problema de tomar café descafeinado? E quem toma escitalopram será que pode tomar a vacina da febre amarela?

          Beijos

        32. LuDiasBH Autor do post

          Tatiana

          A cafeína é realmente um poderoso estimulante. Você pode, sim, substituir pelo café descafeinado. Saiba que a cafeína também está presente em refrigerantes ditos “colas”, sem falar no excesso de açúcar que contêm. Quanto à vacina, não vejo problema algum. Ainda assim, você deverá avisar na hora em que for tomá-la. Eles sempre perguntam quais são os medicamentos que a pessoa faz uso.

          Abraços,

          Lu

        33. ESTJ

          Olá, Victor!

          Tenho 20 anos e também sofro com ansiedade e com noites mal dormidas. Assim como você, tomo o Escitalopram de 20mg. Esse início é bem chatinho mesmo! Senti também uma piora no meu sono. Não chego a acordar assustado como você, mas chego a acordar frequentemente durante a noite e quando acordo de vez, na manhã, estou acabado. Imagino o que você está passando! Passei umas três semanas dormindo mal e tendo uma rotina pesada. Eu já não estava a aguentando mais, felizmente, meu sono deu uma leve melhorada! Eu iniciei com o Escitalopram 10 mg, mas como não vinha controlando minha ansiedade, o neurologista aumentou a dose para 20 mg (tive que passar novamente pela etapa de efeitos colaterais, mas bem menos intensa do que quando iniciei o tratamento com o Escitalopram).

          Meu sono ainda não está legal, mas ultimamente venho sentindo uma leve melhora na sua qualidade (nesses últimos dias, estava dormindo direto sem interrupções, apenas nessa noite voltei a acordar de madrugada). A psicóloga com a qual me consulto, ensinou-me algumas técnicas de respiração, para ajudar a relaxar o corpo e a mente antes de dormir. Ela falou que o meu problema com o sono deve ser porque sou muito agitado e preocupado com tudo. Já que minha mente não “desliga” antes de dormir, não consigo dormir bem e entrar no sono profundo, fazendo com que eu acorde várias vezes durante a noite. Venho praticando as técnicas de respiração, mas por hora, não tive muito êxito. Tente pesquisar na Internet algumas e pratique também!

          Irei para uma consulta com um psiquiatra daqui a uma semana. Vou relatar sobre esse meu problema com o sono e ver o que ele diz. Comentarei aqui a resposta dele (se ele passará algum remédio pra me ajudar nisso ou alguma outra orientação). Melhoras e continue sendo POP, como nossa amiga Lu sempre pede!

          Abraços!

        34. Victor

          Olá, ESTJ!

          Tudo bem? Poxa, sério? Eu ainda estou na segunda semana. Então o caso é ser persistente mesmo. O meu maior medo mesmo é de morrer devido estar dormindo muito pouco, mas pelo que eu vi, isso não acontece. Percebo que se eu ocupo minha mente também isso ajuda. Não vou desistir, vou continuar pois creio que logo meu sono irá se normalizar. Em relação à ansiedade, eu estou muito mais tranquilo. De vez em quando ficam aqueles pensamentos de doenças e ta, que todo mundo que tem TAG possui. Mas como vou continuar sendo POP, creio que meu sono irá se normalizar. Agradeço sua atenção!

          Um grande abraço!

      2. Leila

        Oi, Lu, tudo bem?

        Cá estou na minha caminhada… Ainda estou no começo da segunda semana de duloxetina + bup. Meus sintomas diminuíram de intensidade, principalmente a ansiedade. Mas a depressão, por menos intensa que seja me incomoda bastante. Eu sempre fui uma pessoa extrovertida, que se alegra com as pequenas coisas da vida. E agora, não sentir bem-estar, prazer, ou outro sentimento bom, principalmente quando estou com minha filha, é algo que tenho dificuldade em lidar. É fato, que já estive pior, até indiferente a tudo, mas mesmo assim, não vejo a hora de melhorar totalmente. Quando o coração aperta, além de estar sempre em contato com os profissionais que estão cuidando de mim, que têm sido extremamente atenciosos e pacientes, lembro de ser POP, sobretudo otimista, mas é bem dolorido para mim estar assim.

        Ao acordar, também é chatinho, porque logo percebo que ainda não estou bem, que ainda não voltei ao meu normal e isso também dói. O psiquiatra disse que no primeiro mês devo sentir uma melhora de uns 60%, mas que a remissão dos sintomas, em geral, só depois disso mesmo. Então o jeito é esperar e tentar não mergulhar em todos os sentimentos desconfortáveis para não piorar a situação, mas confesso que às vezes mergulho tanto que me atrapalho e acho que não vou melhorar, mas é claro que vou voltar a ser a Leila de sempre, não é mesmo?

        Bem, mais uma vez, obrigada por este espaço! Estou torcendo não só por mim, mas por todos que estão por aqui!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Leila

          Eu sei como é, minha amiguinha, pois venho de uma família materna altamente depressiva, e eu também fui herdeira dessa dona “deprê” (maravilhosa herança). Tomo antidepressivo desde a minha adolescência. Já passei por inúmeros, pois, com o tempo, eles vão perdendo o efeito. O mais importante nesta minha caminhada foi tomar consciência de que o antidepressivo é apenas metade do meu tratamento. Demorei para chegar a isso. Entendi que a outra parte cabe a mim, mudando certas posturas, visão de mundo, preocupando-me com um dia de cada vez. Quando pensamentos ruins atravessam minha mente, eu os enxoto e busco logo fazer outra coisa (ler, escrever, conversar com alguém ao telefone, ouvir música…). O mais importante foi o fato de eu aprender a deliciar-me com as pequenas coisas, pois acredito que a felicidade é uma soma de pequeninos momentos. Hoje, por exemplo, recebi uma encomenda que havia comprado via internet. Um vidro do produto veio aberto e, em consequência, melecou tudo. Imeditamente liguei para a empresa. A atendente foi tão gentil, mas tão gentil, que me fez ganhar a tarde. E assim vou vivendo um dia após o outro. Aprendi a tomar as rédeas dos meus caminhos.

          Amiguinha, através de seus comentários, eu percebo o quanto é inteligente, lúcida e sensata. Assim sendo, terá mais facilidade em racionalizar e elaborar melhor esses momentos vividos, ajudando a si mesma a superar essa fase. Não mergulhe na profundidade desses sentimentos desconfortáveis. Desconstrua-os! Releia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Saiba que sempre poderá contar comigo e com os amigos deste espaço. Um abraço para sua filhotinha.

          Grande abraço,

          Lu

        2. Leila

          Oi, Lu!

          Hoje é o meu 17º dia de duloxetina e desde sexta tenho me sentido melhor – o que corresponde com a previsão que você sempre dá de duas a três semanas de adaptação à medicação 🙂 . Sendo que na quarta estive no psiquiatra aos prantos, me sentindo um caso perdido. Mas ele foi assertivo e percebeu que meu humor estava melhorando e não mexeu na medicação. Hoje enviei uma mensagem para ele relatando minha melhora e perguntei se ainda oscilaria. Ele me disse que a melhora é oscilante, mas progressiva e que eu devo me sentir melhor a cada semana.

          Bem, por melhor eu quero dizer que os sintomas físicos da ansiedade e as sensações depressivas (falta de sentido na vida, falta de apetite, falta de interesse e prazer, etc) estão menos intensos e já me sinto mais ‘dentro da casinha’. Acho que cheguei naquela fase que você sempre cita como o momento em que enxergamos uma ‘luz no fim do túnel’. O melhor é voltar a me sentir bem na companhia dos que amo! Isso não tem preço!

          Espero continuar assim, mas sei que qualquer coisa posso continuar contando com minha rede de apoio que inclui este cantinho tão especial! Obrigada por todas as suas palavras acolhedoras, continuarei vindo aqui para atualizar minha recuperação! Que Deus te abençoe por dedicar tanto tempo para apoiar quem está precisando!

          Abraços

          Leila

        3. LuDiasBH Autor do post

          Leila

          Você ainda está atravessando a fase inicial do tratamento e já se depara com melhoras, o que é muito bom. Embora possa haver oscilações, como disse seu médico, a tendência agora é que os efeitos adversos sumam, dando lugar aos bons. A compreensão de como se dá a caminhada rumo ao tratamento de nossos transtornos mentais permite-nos caminhar com mais calma e otimismo. Estou muito feliz com o que ora nos relata. Uma outra coisa que não podemos nos esquecer é de que continuaremos humanos (ainda bem), sujeitos a altos e baixo em nossa vida, pois somos detentores de emoções. O importante é que, com a mente em equilíbrio, podermos trabalhá-las melhor, tornando as soluções mais fáceis de serem buscadas. Seria um mal impensável se os antidepressivos tirassem a nossa capacidade de ter emoções, impossibilitando-nos de sofrer ou de nos alegrarmos com todas as fases da vida. Quando penso nisso, sempre me vem à mente a série Mad Max (filmes). Ainda somos humanos!

          Ana, você é uma pessoa muito fofinha, extremamente carinhosa e já faz parte deste cantinho. Queremos tê-la sempre conosco, mesmo quando já estiver toda banhada pela luz fora do “fim do túnel”… risos. Conheça também outras categorias deste nosso site. Gostaria muito de contar com sua presença, sempre.

          Abraços,

          Lu

    2. Maria

      Lu, tomei esse oxalato por dois dias e não me dei bem. Na terça quando fui ao psiquiatra e contei que não me dei bem, ele mudou para fluoxetina e disse para eu começar a tomar as gotinhas: 5 por oito dias até chegar em 20. Será que faz mal? Devo esperar quinze dias pra começar?

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Maria

        É preciso tomar, pelo menos, durante três semanas, tempo em que passam os efeitos ruins do medicamento e aparecem os bons. Com dois dias apenas era para você ficar péssima, mesmo, pior do que antes de iniciar o tratamento. Penso que deveria ir a outro psiquiatra, falar de seus problemas, inclusive sobre a sua intenção de engravidar. E somente aí daria início ao uso do novo medicamento. Confesso que estou achando estranho o comportamento de seu médico, por não ter levado em conta os efeitos adversos do antidepressivo, no início do tratamento.

        Beijos,

        Lu

        Responder
  49. Paulo

    Lu,

    Amanhã tenho consulta com o meu psiquiatra. Da última vez optamos por aumentar a dose de 10 mg para 15mg e eu ainda alterei o horário de tomá-lo de manhã para a noite. Não senti nenhuma melhora significativa. Ao acordar de manhã estou menos indisposto, mas ainda sem vontade nenhuma de ir trabalhar. Comecei tomar o Escitalopram em dezembro, depois da troca da Sertralina que tomei de maio a dezembro do ano passado. Será que ainda estamos em um período de adaptação? Afinal, cada organismo é único e reagimos diferentemente a cada medicação. Será que valeria a pena tentarmos trocar por uma outra droga? O que eu queria, de verdade, era somente atenuar o sofrimento. Sei que não tenho cura e sim controle. Por vezes estive bem, outras estive mal, mas sempre o barco levando… Vejamos o que ele acha!

    Adoro seu blog! Eu me sinto no cantinho do conforto.

    Abraços,

    Paulo

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Paulo

      Eu gostaria de saber quando se deu o aumento da dosagem para 15 mg, pois alguns organismos reagem ao aumento dessa, como se a pessoa estivesse iniciando o tratamento, ainda que os sintomas sejam mais fracos. Portanto, se essa mudança ainda não completou, pelo menos, 30 dias, você pode ainda se encontrar no período de adaptação. E, como disse: “Afinal, cada organismo é único e reagimos diferentemente a cada medicação.”. Se contudo já tiver ultrapassado esse tempo, poderá conversar com seu médico sobre a possibilidade de mudar de droga, embora haja casos em que o corpo leva até três meses para se adequar ao medicamento.

      Paulo, você nem imagina o quanto tenho torcido para que encontre um medicamento que atenue o seu sofrimento! Sei o quanto é um guerreiro POP, um exemplo de vida para todos nós neste espaço. Embora não saiba, essa sua garra de sempre estar conduzindo o barco, quer chova ou faça sol, tem servido de exemplo para muitos que já pensaram em desistir do tratamento. Hoje mesmo respondi a um comentário em que a leitora diz que os exemplos encontrados no blog serviram para que ela não desistisse do antidepressivo, encontrando-se bem melhor.

      Eu também adoro sua presença aqui, grande companheiro! Você é também luz e força na caminhada de todos nós, filhos e filhas dos transtornos mentais. Assim como as ondas do oceano, nós vamos seguindo com nosso barco. E isso é o que conta! Não deixe de trazer-me informações após a consulta.

      Um abraço bem apertado,

      Lu

      Responder
  50. Daniela

    Oi, Lu!
    Desde o final do ano passado descobri que estava com síndrome do pânico. Tinha crises, corria para hospital achando que estava passando mal e não era nada, até que descobri a síndrome. Encontrei uma neurologista maravilhosa que me receitou o escilex 10 mg. O início do tratamento foi muito difícil, mas pra minha sorte entrei em seu blog, e fui lendo alguns relatos e me sentindo bem mais tranquila com os efeitos do remédio. Não desisti do tratamento e hoje estou há quase 2 meses sem ter crise nenhuma de pânico. Voltei a fazer tudo que não fazia antes, a ter mais ânimo pra vida e pensar menos no medo. Ás vezes, é claro que ainda sinto alguns efeitos fraquinhos do remédio, como a ânsia de vomito, um pouquinho de dor de cabeça, mas minha neurologista já me tranquilizou, dizendo que isso é normal e até o final do tratamento temos que aguentar firmes e fortes. Queria muito lhe agradecer pelas postagens, pois me deu bastante força pra não desistir do tratamento no início.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Daniela

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, fico muito feliz ao saber que nós pudemos ajudá-la no tratamento, pois é este o objetivo deste espaço. É fato que muitas pessoas desistem do tratamento por falta de informação. Tentamos dar a quem, aqui chega, um pouco de confiança e equilíbrio emocional para enfrentar os efeitos adversos, até que a luz surja no fim do túnel. Você é uma das nossas garotas POPs. Seu comentário trará muita força para quem chegará aqui pela primeira vez.

      Daniela, é importante saber que o antidepressivo não nos deixa imunes aos problemas do dia a dia, mas dá-nos equilíbrio para trabalhar com os mesmos, sem nos deixar levar pelo excesso de emotividade. Em assim sendo, continuamos tendo alguns incômodos, como dor de cabeça e desânimo, que muitas vezes nem estão ligados ao medicamento, mas ao fato de termos uma máquina humana. Ainda bem!

      E sou eu quem lhe agradece por confiar no site e honrar-nos com suas visitas. Continue conosco, repassando otimismo para nossos companheirinhos de luta.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  51. Nena Carvalho

    Bom dia, faz uma semana que voltei a tomar 10 ml de oxalato de escitalopram pela manhã. Junto com ele estou tomando um suplemento 5 hidroxitriptofano de 50 ml manhã e tarde. Mas ainda sinto sudorese alta, falta de sono à noite e forte desânimo. Pensei em aumentar a dose do 5htp à tarde para 100 ml. O que acha?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Nena

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, você ainda se encontra na fase dos efeitos adversos, que devem desaparecer até a terceira semana de uso do medicamento, portanto, é normal ainda sentir tais desconfortos. Embora se trate de um suplemento, acho que deveria consultar primeiro seu médico, pois o equilíbrio é fundamental.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  52. Claudia

    Oi, Lu!
    Voltei para falar sobre o meu tratamento. Estou há 11 dias usando a fluoxetina 20 mg, em substituiçao ao oxalato, por causa da gravidez. A ansiedade continua, não como no início do tratamento, mas tem momentos que são muito difíceis. Tambem estou há 11 dias sem ansiolítico. Sexta fui em outra psiquiatra, a qual indicou o rivotril sublingual para emergência, cheguei a comprar, mas até o momento estou tentando não usar. Olha, há horas em que acho que não vou conseguir. Desde o início do tratamento ja se passaram 4 meses, que pra mim pareceram uma eternidade. Tive 2 meses e pouco de melhora gradativa, mas ainda não tinha atingido a estabilidade, quando tive que começar a desmamar o ansiolítico, e depois cortei de uma vez. Agora tenho que ser ainda mais forte que antes, pois tenho que pensar no bebê. Espero que um dia tudo isso passe e eu volte a ser a pessoa saudável mentalmente que fui até os 34 anos…

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cláudia

      Ainda é muito pouco o tempo de uso da fluoxetina, talvez seja por isso que ainda não esteja se sentindo bem, pois a mudança de um antidepressivo para outro costuma trazer efeitos adversos. Nesses casos, minha amiguinha, a palavra chave-chave é “paciência”. Quando voltar à psiquiatra pergunte-lhe sobre a possibilidade de tomar um ansiolítico fitoterápico (valeriana, por exemplo). Faça uso de chás de camomila, erva-cidreira e melissa, que são calmantes.

      Amiguinha, o bebê vale todo o sacrifício. Ele lhe dará forças para passar por tudo isso, como acontece com muitas mamães. Logo estará com um lindo bebê no colo. E voltará a ser saudável como antes. Por enquanto, seja POP, muito POP, bastante POP!

      Beijos,

      Lu

      Responder
  53. Camila

    Olá, Lu!
    Fiquei muito feliz em encontrar-te, pois, como muitos aqui, tenho muitos receios com os possíveis efeitos do escitalopram, embora há alguns anos já o tenha tomado, porém em circunstâncias e por motivos diferentes, mas me recordo que como qualquer outro antidepressivo que já tenha tomado, o início sempre foi realmente penoso :/ rs

    O fato é que desde meus 8 anos tenho crises de enxaqueca que se tornou crônica, já tentei tratar de diversas formas até hoje, mas o que se agregou com o tempo foram todos os outros sintomas, tratados pelo escitalopram, principalmente ansiedade e depressão. E o que me causou certa confusão, quando o psiquiatra me prescreveu, o maior problema e que mais me incomoda, e na verdade o procurei para isso, a insônia. Não durmo de forma alguma, já tomei diversos remédios. O único que me faz dormir é o zolpidem, porém, já não está fazendo efeito e estou numa dose não segura (tomo em média 6 comp) para conseguir dormir.

    Enfim, estou em dúvidas se o escitalopram vai me dar sono de noite ou de dia, como vejo na maioria dos relatos. E a questão da enxaqueca, que já tenho, ou até insônia. Se puder me esclarecer algumas dessas questões, assim como melhor horário para tomá-lo, serei muito grata.
    Beijos,

    Camila.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Camila

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se à vontade!

      Amiguinha, todos os antidepressivos trazem efeitos colaterais, sendo que algumas pessoas sofrem mais no início do tratamento, por terem um organismo mais sensível. Contudo, é sempre bom lembrar que os efeitos ruins desaparecem com cerca de duas a três semanas, normalmente, vindo o lado bom da medicação. O oxalato de escitalopram encontra-se entre os antidepressivos mais receitados, pois cobre uma gama maior de transtornos mentais. Conheço pessoas que lidam com a enxaqueca crônica, e sei que não é fácil. Penso eu que os efeitos adversos do oxalato de escitalopram não serão piores do que a sua dor de cabeça. Sem falar que esses serão transitórios. Portanto, não tenha preocupação. Seja POP (paciente, otimista e persistente)

      Camila, não é fácil lidar com a insônia, pois ela acaba comprometendo várias funções de nosso corpo, minando a nossa saúde emocional e física. Realmente é preciso buscar todos os caminhos. Você já tentou fitoterápicos, ioga, meditação, ou acunputura? O que a levou a uma insônia tão forte e constante? Realmente a dosagem de zolpidem está além dos limites. Altíssima!

      O oxalato de escitalopram pode agir de duas maneiras, levando a pessoa a dormir muito ou a ter insônia. Mas primeiro é necessário que se faça uso do medicamento, para saber qual será a reação do organismo. Quando acontece de a pessoa dormir muito com o remédio, aconselha-se tomá-lo durante a noite, para não interferir nos afazeres diários. Mas somente o médico poderá orientar na mudança de horário, se isso for necessário. Portanto, aconselho-a a tomá-lo no horário prescrito pelo psiquiatra, aguardar a reação e, se necessário, fazer a mudança, mas jamais tomando duas dosagens no mesmo dia. Se necessário, converse com seu médico ou venha aqui trocar ideia comigo. Quaisquer dúvidas que tenha, volte aqui.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  54. Monique Pietrafeza

    Oi, Lu!
    Adoro seus textos e ler tantos relatos aqui me deixam mais segura em relação ao uso do escitalopram. Comecei o tratamento ontem. Hoje acordei com o coração na boca… Uma batedeira absurda. Fiquei apavorada. Pensei que ia infartar. Fui tentando me controlar. Tomei 1/4 de Valium 10 e me acalmei. Coração voltou aos 80 e pouco. Pensei que era o remédio e não queria tomar mais. Mas lendo alguns relatos aqui vi que a ansiedade aumenta no início do tratamento e que é normal. Pra completar, estou entrando no meu ciclo menstrual e fico péssima nessa semana infernal. Tudo parece mil vezes pior do que já está. Minha mãe ja esta cansada com meus pitis (segundo ela), o que me faz eu sentir ainda pior, por deixá-la nervosa com a minha situação. Tenho muita fé em Deus que essa fase irá passar. E vou relatar aqui o meu dia a dia… Talvez ajude outras pessoas como eu, neurótica, a passar por isso! E fé, muita fé!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Monique

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família!

      Amiguinha, todos os antidepressivos trazem efeitos adversos, que podem ser mais fortes para algumas pessoas e menos para outras, tudo dependendo da reação do organismo de cada uma. É fato que o início do tratamento, na maioria das vezes, deixa a pessoa pior do que antes de dar início ao mesmo, mas saber que tudo isso é questão de tempo e que dias melhores virão é um incentivo para levá-lo adiante.

      Monique, os sintomas descritos por você fazem parte dos efeitos adversos, ainda assim, é sempre bom participá-los a seu médico. Leia o texto acima com bastante atenção, para saber quando deve procurar ajuda imediata. O uso de um ansiolítico no início do tratamento ajuda a aguentar a barra. A sua fase menstrual não deixa de interferir, também, deixando-a mais tensa. Seria bom que sua mãe lesse alguns textos para compreender melhor a sua situação. Assim, ela se sentiria mais tranquila. E é claro que tudo isso irá passar! Seja POP (paciente, otimista e persistente). Busque sempre mais informações de modo a ficar mais tranquilia. E sempre que precisar, venha aqui conversar conosco. Quero acompanhar o seu dia a dia.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  55. Alessandro Garcia

    Pessoal, boa-tarde!

    Às vezes parece que esquecemos de nossa vida habitual, antes das crises de pânico, ansiedade ou depressão, pois:
    – Já tínhamos dores de cabeça;
    – Ficávamos com dor no peito sob pressão;
    – Sentíamos a pele quente após pegar muito sol ou vento no rosto;
    – Nossa pressão desregulava quando nosso organismo não administrava bem o excesso de sódio e derivados;
    – Ficávamos gripados e ainda ficamos;
    – Temos náuseas por diversos motivos;
    – Ficamos tontos em diversas situações e…

    Após termos crise, nosso corpo continua o mesmo, porém, com uma cabecinha meio balançada por situações geradas pelo descontrole do medo.

    Vejam só, tive todos os sintomas descritos aqui durante a primeira semana do escitalopram.
    – Náuseas;
    – Falta de apetite;
    – Muito, muito, muito sono;
    – Fadiga extrema;
    – Confusão mental;
    – Diarréia e fezes amareladas;
    – Febre interna;
    – Dores no peito, estômago, fígado, pâncreas,
    – Dificuldade para soltar o jato urinário;
    – Dor de cabeça;
    – Formigamento;
    – Palpitação;
    – Vontade de fazer absolutamente nada… e etc.

    Porém, agora, 1 mês depois de começar o tratamento com o Escitalopram, sinto minha vida totalmente diferente… todas essas reações foram apenas contrapartidas do meu organismo para evitar a substância diferente que eu estava sendo obrigado a engolir todos os dias… Pensei em desistir inúmeras vezes, porém, fui forte e POP! Hoje, sinto apenas um zumbidinho no ouvido de quando em vez e um pouquinho de dor de cabeça. Estou voltando ao meu peso normal, após emagrecer mais de dez quilos, bem como eu nem sabia mais como era prazeroso sentir o gosto dos alimentos, comer com vontade, há anos, e agora me sinto realizado ao sentar à mesa e degustar as delícias do dia a dia.

    Levantar pela manhã dá uma preguicinha, mas 5 minutos depois vem aquela vontade de viver, curtir o dia, aproveitar as pessoas que amamos, trabalhar, batalhar por nós mesmos… É incontrolável querer viver e sentir-se feliz… Pois somos assim! Não somos felizes todos os dias, a vida nem teria graça se não fosse a tristeza, afinal, como saberíamos o que é felicidade!?

    Tudo está voltando ao normal, porém, melhor! Olhem bem e aguentem o começo do tratamento, tudo faz parte! Desejo a todos dias muito POPs e que Deus abencoe o coraçãozinho dessas famílias que lutam cada segundo do seu dia para se sentir bem!

    Um beijo no coração de todos!
    Lu! Você é o máximo!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Alessandro

      É isso aí, meu amiguinho, nós somos muito mais fortes do que pensamos. Não podemos nos deixar sucumbir por qualquer transtorno mental que bate à nossa porta. Está provado que o otimismo é o maior coadjuvante em qualquer tipo de tratamento. Os otimistas recuperam-se com muito mais facilidade.

      É verdade que todos nós já sentimos os desarranjos físicos listados por você, e sobrevivemos a eles. No caso dos transtornos mentais, o quadro complica um pouco mais, porque tudo isso tende a vir de uma só vez, minando todas as nossas forças e jogando-nos na lona, quando iniciamos o tratamento com o antidepressivo. Nosso corpo resiste bravamente à nova substância, como se dissesse: “A casa é minha e nenhum sujeitinho, vindo de não sei onde, manda no pedaço, querendo entrar à força”. Dá-se uma briga de foice, num salve-se quem puder. Mas nosso organismo também é muito “safadinho”, pois não demora muito para ficar no maior embeleco com a nova substância. Ambos ficam carne com unha, lé com cré. A ligação amorosa é tão grande que, se não houver um desmame, tendemos a pagar caro pelos reveses da separação. Tudo precisa ser feito com o maior jeitinho, para não provocar uma turbulência sentimental. É fato que alguns organismos são bem pirracentos, mais seletivos e metidos a biscoito de sebo. Fincam pé e não aceitam a união imposta, restando à vítima de seus destemperos buscar uma nova substância. Ainda assim, os tais reagem aos primeiros contatos físicos, ficando cheios de birra, só restando ao sofredor a alternativa de ser POP, até que os amásios optem pelo mais perfeito acasalamento. E, entre tapas e beijos salvam-se todos.

      Amiguinho, sinto-me feliz com as suas notícias. Que o seu lúcido e descontraído comentário sirva de exemplo para todos nós. E não suma, “safadinho”, agora que se encontra a todo vapor! Conheça também outras categorias do site.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Alessandro

        Lu!

        Amo vir aqui deixar notícias. Fico aguardando os efeitos para trazer boas novas! Espero que todos nos sintamos imensamente bem! Fiquei abobado com seu texto maravilhoso!

        Responder
    2. Amanda

      Olá, Alessandro!
      Que maravilhoso seu comentário, que me tranquilizou totalmente! É muito bom encontrar pessoas que nos entendem! Vou ser forte e continuar, assim que passar a fase de adaptação volto aqui pra contar minha experiência.

      Beijão e obrigada a todos!

      Responder
      1. Sabrina

        Lu, tudo bem?
        Venho aqui compartilhar mais um momento de luta travada, até ficar livre da ansiedade e da depressão. O médico quer que eu aumente meu oxalato pra 15 gotas, estou aumentando aos pouquinhos, tomando 12. A cada semana aumento uma gotinha. Ele passou Rivotril pra ajudar nessa jornada (10 gotas). O dia que eu tomo menos gotas de Rivotril por conta própria, a ansiedade volta 🙁 Isso é normal? Isso me desanima, parece que eu nunca vou conseguir largar o calmante. Ajude-me com seu conhecimento, Lu!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          A dosagem do medicamento deve ser de acordo com as necessidades de nosso organismo. E se ela não está de acordo, não há como melhorar. Se você não está seguindo a prescrição de seu médico, não tem como sentir melhoras. Não adianta aumentar uma gotinha por semana. Quanto ao rivotril, esse só deve ser tomado quando necessário, para que o organismo não se acostume demais. Seria muito melhor tomar as 15 gotas do oxalato de escitalopram do que tomar as 10 de rivotril. Pense nisso!

          Beijos,

          Lu

        2. Sabrina

          Entendo Lu, estou aumentando aos poucos pra não dar efeitos adversos novamente, mas vou chegar nas 15 gotas, conforme o médico prescreveu. A minha preocupação é que só sinto calma quando tomo o Rivotril, dando a falsa impressão que ele que resolve meu problema. A minha preocupação é não conseguir largar o calmante entende? Parece redundante o que eu digo, mas você não sabe o quanto é importante falar consigo. Me sinto bem ao desabafar aqui.

          Beijo

        3. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          A falta da dosagem correta pode ser a causa de estar necessitando tanto do rivotril. Possivelmente, se estivesse tomando a dosagem receitada pelo médico, já teria alcançado o efeito desejado, ficando livre de tais transtornos. Está bem claro para mim que precisa das 15 gotas do oxalato de escitalopram o mais rápido possível, para poder abrir mão do rivotril, assim que o medicamento fizer o efeito desejado. O rivotril deve ser descontinuado. Foi justamente por isso que seu médico pediu para aumentar a dose do oxalato de escitalopram. Não crie subterfúgios, amiguinha, encare as 15 gotas de uma vez e verá que os efeitos adversos não serão fortes como imagina. Veja nos comentários como são inúmeras as pessoas que têm as dosagens reformuladas. Comece amanhã já com as 15 gotas. Afinal, você é uma garota POP! E fale comigo sempre que sentir vontade.

          Beijos,

          Lu

    3. Josi

      Olá, Alessandro!

      Estou muito feliz com seu depoimento. Estou no meu 4° dia de Oxa. Se puder postar mais sobre seu tratamento, isso nos ajuda muito. Eu estabeleci uma meta pra mim mesma de não parar mais. Eu já tentei várias vezes, mas cheguei no meu limite de dor, por isso a insistência em retomar o tratamento e ficar boa.

      Que Deus continue nos dando forças!

      Responder
  56. Amanda

    Olá, Lu, tudo bem?
    Comecei hoje meu tratamento com o escitalopram, só a metade do remédio. Estou sentindo umas sensações estranhas, uns tremores, coração apertado, um peso na cabeça, sei lá… Muito estranho mesmo! Isso é normal? Passa com o uso continuo? Estou com medo de tomar amanhã de novo!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Amanda

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, todo antidepressivo traz efeitos colaterais, que passam em torno de duas a três semanas normalmente. Portanto, não se espante. Isso é mais do que normal. Releia o texto acima com atenção, para que saiba quando deve procurar ajuda médica. Não precisa ter medo e não interrompa o tratamento, pois cada retorno é ainda mais difícil. Leia também os comentários para sentir-se mais segura.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  57. Cláudia

    Oi, Lu!

    Fui à médica e, por causa das gravidez, ela realmente trocou o Exodus pela fluoxetina 20 mg. Eu estava em processo de desmame do frontal e ela trocou pelo rivotril, para ser usado apenas em casos de crise forte. Desde quinta só estou tomando a fluoxetina e estou péssima, quase voltei à fase inicial. Tenho pensamentos confusos, medo ansiedade generalizada. Por medo de fazer mal ao bebê, apesar de tudo evitei até o momento o rivotril. Mas confesso está muito difícil. Será que a fluoxetina vai mesmo me deixar melhor daqui alguns dias?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cláudia

      É assim mesmo, minha amiguinha, quando acontece a troca de um antidepressivo por outro, o organismo ressente. Até que ele se acostume, demanda cerca de duas a três semanas. Eu tomei fluoxetina durante muito tempo, só parei quando deixou de fazer efeito. Passada essa turbulência, você voltará a sentir-se bem de novo. Seja POP! Você dará conta do recado. Não desanime no meio da caminhada. Penso que o uso esporádico do rivotril não fará mal ao bebê, senão a médica não o teria receitado. Logo estará aqui dizendo que está ótima. Continue em contato conosco. E muita força!

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Cláudia

        Lu, obrigada, você não tem ideia de como suas palavras ajudam. Quando você fez a troca de antidepressivos sentiu algum efeito? Durou quanto tempo?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Cláudia

          Eu senti alguns efeitos adversos, mas fracos, porque meu organismo já estava acostumado a antidepressivos, pois meu transtorno depressivo é crônico. Faço uso desse tipo de medicamento desde a minha adolescência. Tomei fluoxetina durante uns seis anos, até que passou a não fazer mais efeito, havendo a mudança para o oxalato de escitalopram, que já tomo há uns quatro a cinco anos, e com o qual estou me dando muito bem. Você também irá ficar ótima, minha amiguinha!

          Abraços,

          Lu

      2. Maria

        Estou tendo crise de pânico . Aquele velho medo, pés gelados, tremedeira e dormência nas mãos e pés.Tenho de sair agora para o trabalho e não estou conseguindo sair.Tomei meio sub-lingual do rivotril e está passando. Estou só em casa e ninguém para me acompanhar. Mas vou sair,parece que estou melhorando. Só para relatar e desabafar com a Lu nosso anjo on line.

        Obrigada!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Maria

          Respire fundo e acalme-se. Faça isso umas seis vezes. Retorne a seu médico para ver o porquê de estar se sentindo assim, pois tais efeitos adversos só acontecem no início do tratamento, ou quando a dosagem está baixa ou quando o antidepressivo deixa de fazer efeito. Se não estiver se sentindo bem, evite sair sozinha. Ligue para alguém da família ou para uma pessoa amiga. Dê-me notícias mais tarde.

          Beijos,

          Lu

  58. Luciana

    Oi, Lu?

    Tenho 22 anos e sou separada, tenho 2 bebês pequenos, um de 5 e outra de 4. Desde adolescente tive sintomas de depressão e ansiedade, mas tudo piorou depois do nascimento do meu primeiro filho. Começou a tristeza e perdi o interesse por coisas que antes me deixavam feliz. Faz 3 anos da minha separação, superei, namoro um homem muito bom, mas a depressão e a ansiedade não passaram. Fiz uso primeiro de fluoxetina, mas nao deu certo, pois piorou minha ansiedade. Meu psiquiatra optou por trocar pelo sertralina. Fiz uso 3 meses, sem sucesso algum e muita enxaqueca. A dor era tanta que me deixava de cama. Passei a tomar oxalato de escitalopram, hoje faz duas semanas e não vejo melhora. Sinto como se meu peito fosse arrebentar, meu coração fica disparado demais, as crises de enxaqueca continuam e não sei mais o que fazer. Tive uma recaída forte e fui parar no pronto atendimento para ser sedada. Como não tenho boas condições, me encaminharam ao posto de saúde, para fazer tratamento psiquiátrico no hospital. A vontade de suicídio aumentou muito, não sei mais o que fazer, ou a quem recorrer. O médico do pronto atendimento, que é psiquiatra, disse que tudo indica, que tenho transtorno de bipolaridade, sendo por isso que os remédios não surtem efeito.

    Lu, me ajuda, me dá uma luz, será que um dia, vou conseguir seguir firme e forte, e feliz como eu era? Conseguirei retomar a vontade de viver? Tento ter fé, mas eu me sinto cada dia mais no fundo do poço, e tenho 2 pessoinhas que precisam de mim, desculpe pelo desabafo!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Luciana

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se como parte de nossa família.

      Amiguinha, realmente não é fácil ficar pulando de um antidepressivo para outro, mas isso faz parte de nosso tratamento. O médico precisa ir testando os medicamentos até saber qual se adapta melhor ao nosso organismo. Infelizmente ainda não existe um exame que permita analisar com segurança nosso quadro e saber qual o medicamento que melhor efeito fará para nós. Muitas pessoas fazem a mesma caminhada que você, basta ler aqui os comentários. E, quando pensam que estão no fundo do poço, chegam aqui cheias de alegria, porque o antidepressivo passou a mostrar os bons efeitos. Portanto, não se dasanime. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Pesquisas mostram que pessoas otimistas têm resultados positivos mais rápidos.

      Luciana, o que você descreve em seu comentário são os chamados efeitos adversos do oxalato de escitalopram, como relata este texto que você acabou de ler. Leia-o mais uma vez para saber quando é necessário buscar ajuda médica. É preciso ser forte para passar por essa turbulência, minha irmã guerreira. Se estiver insuportável, peça a seu médico um ansiolítico para ajudá-la a superar essa fase ruim. Fale-lhe dos pensamentos negativos que está tendo. E peça alguém para ficar sempre de olho em você, até passar essa fase. Lembre-se sempre que suas filhinhas precisam de você e que ninguém substitue uma mãe.

      Quanto ao médico do pronto-socorro, amiguinha, se o oxalato de escitalpram não fizer efeito dentro de um mês, volte a procurá-lo. Não são poucos os casos de bipolaridade existentes hoje. Ainda não é possível ter certeza absoluta de quando é ansiedade ou bipolaridade. Isso demanda um tempo de observação do paciente. Mas qualquer que seja o transtorno ele é tratável, isso que é importante.

      Luciana, você irá conseguir sair dessa crise, é ainda muito jovem e tem uma longa vida pela frente. A maioria de nós já passou por isso. Conseguirá ser feliz de novo, ao lado do homem que ama e de suas duas filhotinhas. O mercado está cheio de bons medicamentos para nos ajudar. Tenha paciência e fé. Há horas em que nos sentimos para baixo, é fato, mas é preciso levantar a cabeça e continuar firmes. Esse poço de que fala é temporário. Logo estará vendo a luz no fim do túnel. Em qualquer que seja o momento de angústia, pense em suas filhinhas. E saiba também que pode contar com a nossa família aqui. Venha todos os dias conversar conosco, não se sinta sozinha. Estarei aguardando seu retorno.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  59. Paulo

    Lu,

    Fui à psiquiatra hoje e relatei a ela a dificuldade horrível que tenho em acordar de manhã. Vou para o trabalho a reboque. Não consigo comer nada na parte da manhã. Isso já faz uns 20 anos. Desde adolescente. Quanto ao trabalho, sempre foi difícil para mim acordar de manhã e ir para qualquer trabalho. Já tive vários e acredito que o problema em si não é o trabalho. Como ela me disse, o problema é como eu “vejo” o trabalho. Talvez seja na minha relação com as atividades, eu aplique mais energia do que o necessário. Vamos fazer uma nova aposta antes de trocar de medicamento. Vou tomar o Oxalato de Escitalopram à noite para ver se algo melhora. Só resta agora começar a tomar e aguardar mais umas 2 semanas para perceber o efeito. Afinal, tudo em relação aos antidepressivos é, além de tentativa e erro, um pouco demorado para respostas. Falei também do Alprazolam, ela disse que quando tudo estabilizar vamos retirando, até porque a dose que tomo é bem pequena. Já que os remédios existem vamos usá-los para aliviar um pouco a tensão e melhorar a nossa qualidade de vida.

    Abraços,

    Paulo

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Paulo

      Tenho, assim como você, muita dificuldade em levantar-me cedo. Parece que meu relógio biológico só começa a funcionar depois das 10 horas. Em compensação, durmo muito tarde, normalmente depois das duas horas da madrugada. Também tenho dificuldades para comer nesse horário, limitando-me a um suco ou iogurte, mas nada que tenha que mastigar. Em relação ao trabalho, está na hora de levá-lo com mais leveza. Não é a nossa excessiva responsabilidade que nos torna melhores funcionários. O equilíbrio é sempre o fiel da balança.

      A mudança de horário do medicamento poderá melhorar, sim, pois irá se levantar com mais disposição. Quanto ao Alprazolam, com o acompanhamento médico, esse não lhe trará problema algum. Estarei aqui torcendo para que as mudanças façam efeito, pois navegar é preciso…

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Bruna

        Oi, Lu!
        Estou no segundo dia com êxodos; no primeiro dia senti vários desconfortos, e hoje estou muito enjoada e com tontura, dor de cabeça… Só melhora depois de 2 semanas?! Não consegui comer nada o dia todo!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Bruna

          É assim, mesmo, minha amiguinha. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente) para aturar tais desconfortos. Mas entre duas e três semanas eles terão passado. Lembre-se de que valerá a pena passar por isso, pois terá melhor qualidade de vida. Todos têm que aturar os efeitos adversos. Já que não consegue comer, tente tomar alimentos líquidos (sucos, sopas, chás, vitaminas, ovos levemente cozidos…). Não fique sem se alimentar, pois poderá perder muito peso. Faça um esforcinho e engula. Aguardo novas notícias.

          Beijos,

          Lu

  60. Cláudia

    OI Lu,

    Vim aqui pra dizer que estou grávida. Eu havia falado com minha psiquiatra e ela me disse que nesse caso iríamos trocar o oxalato pela fluoxetina. Pela sua experiência, você sabe me dizer se terei que dar um tempo pra abandonar um e iniciar outro? Será que vou demorar pelo menos duas semanas pra sentir os efeitos bons da fluoxetina, como foi com o oxalato? Tenho consulta com ela apenas no fim da semana que vem.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cláudia

      Parabéns, futura mamãe!

      Amiga, alguns médicos pedem para aguardar um tempo entre o uso de fluoxetiana e o de oxalato de escitalopram, ou vice-versa. Outros dizem que não é necessário. Penso que você deva seguir os conselhos de sua psiquiatra. Eu tomei a fluoxetina durante muitos anos, até que ela passou a não mais fazer efeito. Acho que não demorará a sentir os bons efeitos dessa. Dei-me muito bem com a dona Fluô.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  61. SANDRA

    Lu
    Fui receitada com o remédio oxalato de escitalopram, mas fiz uso de medicamento por 7 dias de alginac 1.000 e dipirona monoidratada 1 g. Depois de quanto tempo posso usar o oxalato de escitalopram?
    Obrigada!

    Sandra

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Sandra

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, pelo que eu saiba não há problema em tomar o oxalato de escitalopram em razão de ter tomado os medicamentos citados por você. Ainda assim, o ideal era que tivesse conversado com seu médico a respeito. O que a está levando a tomar um antidepressivo?

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Sandra

        Lu
        Fui receitada a tomar esse remédio por um neurologista, como estou com o pé quebrado, eu me esqueci de falar que tinha tomado aqueles remédios.

        Há 3 anos minha mãe foi diagnosticada com câncer de pulmão, vindo a falecer. Éramos 3 irmãs, e a minha irmã mais velha que na época tinha 35 anos, tinha convulsões e tomava o remédio Depakote, mas depois da morte da minha mãe suas crises ficaram frequentes. O médico dela introduziu o Lamitor e a junção dos dois deu a síndrome de Steven Johnson, em seu pior estágio. O estado dela foi pior que queimadura de terceiro grau no corpo todo por dentro e por fora, a pele dela necrosou e ela veio a falecer 10 meses depois da morte da minha mãe, e 10 dias após adquirir a síndrome.

        Desde a morte da minha mãe, eu comecei a suar no couro cabeludo e rosto, e depois da morte da minha irmã esse sintoma piorou muito. Chego a levantar de madrugada como se tivesse acabado de lavar o cabelo. Prancha não segura mais. Procurei vários demartoligistas e os mesmos disseram que era hiperidrose e que não tinha o que fazer, há a cirurgia que é em último caso, e o botox que tem que ficar fazendo de seis em seis meses, mas o convênio não cobre.
        Assim que a minha irmã faleceu, além da hiperidrose ter piorado muito, eu tive gastrite e falta de vitamina B12. Como eu fui a vários demartoligistas e as respostas sempre foram as mesmas, comecei a pesquisar de onde pode vir a hiperidrose, e em um dos sites que li falava que pode ser alguma coisa emocional e que o ideal era procurar um neurologista.

        O neurologista me receitou o oxalato de escitalopram. Eu cheguei em casa e fui ler sobre o remédio, e fui ter noção do que era pra depressão. O médico me explicou que todos esse fatos mexeram muito com meu organismo e isso pode ter causado a hiperidrose. O uso desse remédio iria melhorar esses sintomas. Se não tiver resultado positivo, ele me encaminhará para cirurgia, poque agora, além de eu suar na cabeça e rosto, está começando nas costas e pernas.
        Essa é a minha história. Outra coisa Lu, tenho medo de engordar. Esse remédio pode ir por esse caminho?

        Obrigada!

        Sandra

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Sandra

          Alguém já dizia que viver é um ato de coragem em razão das muitas dores pelas quais todos nós teremos que passar. Não há como evitar as perdas. Já nascemos fenecendo a cada dia. Uns deixam esta estação chamada Terra mais cedo, outros aguardam mais tempo, e outros partem mais tarde. O fato incontestável é que todos estão aqui de passagem. É por isso que não consigo entender a ganância, a ambição desmedida e a sede de poder que permeia a vida de muitos homens, como se eternos fossem.

          Amiguinha, sei que não é fácil, mas as perdas devem funcionar em nossa vida como experiência para tornarmo-nos seres humanos de melhor qualidade. Elas fazem aflorar a nossa compreensão de que somos meros passageiros do tempo. Assim sendo, temos que transformar nossa estadia neste planeta em algo gratificante, vivendo da melhor maneira possível. Penso que é isso que nos diriam nossos entes queridos que partiram, se pudessem nos aconselhar.

          Não resta dúvida de que sua hiperidrose é uma consequência de seu estado emocional. Na impossibilidade de eliminar todo o sofrimento que teve, através das lágrimas, seu corpo passou a “chorar” através de seus poros. Nosso organismo é sábio e sempre busca saídas para elimanar nossas dores condensadas. Acredito, sim, que o tratamento com antidepressivo irá resolver grande parte do problema, pois irá equilibrar seu organismo. Aliado a isso, deverá trabalhar também o seu estado emocional, cobrando menos de si e dos outros. Levando a vida com mais leveza. Vivendo um dia de cada vez. Buscando levantar seu ânimo. Acreditando que é preciso continuar navegando.

          Sandra, quanto a engordar, saiba que esse medicamento tanto pode fazer emagrecer como engordar, ou não fazer nenhuma coisa e nem outra. Tudo irá depender de seu organismo. E você só saberá após tomá-lo. Desde que perdi minha mãe, eu faço uso dele. Tirou-me o apetite e emagreci, no início. Hoje estou equilibrada. Se achar que está engordando, seu médico mudará para outro. Que não seja esse o seu temor. Inicie logo o tratamento.

          Minha doce amiga, lamento muito pela perda de sua mãe e irmã. Mas isso faz parte da vida. Continue caminhando e buscando ser feliz, como elas gostariam que fosse. Saiba que tem em mim uma amiga. Sempre que precisar, venha conversar comigo. Não se sinta só!

          Beijos,

          Lu

        2. Sandra

          Obrigada, Lu!
          Lindas palavras! Eu estou tentando a cada dia me reerguer e busco forças para continuar. Vou me tratar sim e a gente vai se falando.

          Beijos

        3. Sabrina

          Oi Lu!
          Sentindo minha falta ou não, estou aqui de novo. Na luta que para mim, está sendo longa, contra a ansiedade. Alguns a resolvem com alguns meses de antidepressivo, outros já precisam batalhar mais e tentar várias alternativas. O fato é que meu médico quer que eu aumente meu oxalato pra 15 gotas. Depois de 2 meses tomando 10 gotas, me sinto uma múmia: só tenho sono e cansaço. Parece que corro quarteirões todos os dias. E mais, o médico tirou o alprazolam e colocou o Rivotril, pois disse que este demora mais pra sair do sangue… A questão é: TÁ DIFÍCIL! Tratamento é longo e estou com medo de aumentar o oxalato… Por que será que estou com esse sono avassalador?

          Obrigada, amiguinha pacienciosa!

        4. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          É sempre um prazer recebê-la neste cantinho.

          Amiguinha, a luta é grande, mesmo, mas saiba que sempre haverá alguém lutando mais do que qualquer um de nós. O importante é caminhar em busca de qualidade de vida, como você vem fazendo. Com o tempo tudo irá chegando ao lugar. Continue POP! Quanto a aumentar o oxalato de escitalopram, não entendo o porquê de sua preocupação. Isso é normalíssimo! O médico precisa ir adequando a dosagem às necessidades do organismo. Quanto ao excesso de sono, esse podia estar ligado ao uso do alprazolam. Agora que passou a usar o rivotril, só faça uso desse medicamento quando sentir necessidade. Certo? Se o sono estiver ligado ao antidepressivo, veja a possibilidade de mudança de horário com seu médico, caso o tome de manhã. Aguardo novas notícias suas.

          Abraços,

          Lu

        5. LuDiasBH Autor do post

          Cassiane

          Seja bem vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinha, normalmente, o antidepressivo passa a mostrar seus bons efeitos após duas a três semanas, mas existem pessoas que necessitam de mais tempo, podendo ser esse o seu caso. Aguarde um mês, se não sentir efeito positivo nenhum, volte a seu médico e converse com ele. Pode ser que a dosagem esteja fraca. Mas não a aumente por conta própria. Só faça o que seu médico mandar.

          Um grande abraço,

          Lu

  62. Cláudia

    Oi, Lu!
    Como sabe, eu estava usando oxalato 10 mg e frontal 1 mg há 3 meses, e fui obtendo melhora progressiva, mas tive problemas ao desmamar o frontal. A psqiquiatra chegou à conclusão que a minha dose de 10 mg de oxalato estava insuficiente, e aumentou pra 15 mg, porém, o oxalato que eu tomava é o espran que só vende 10 mg, passei a tomar 1 e meio. Continuei minha melhora, com uma ou outra oscilação de angústia e depressão, mas bem suportável. Contudo, ao cortar os comprimidos, eu sempre perdia a outra metade que se despedaçava, então a médica sugeriu tomar o exodus já que esse tem 15 mg. Hoje tomo 0,5 mg do frontal e há 5 dias estou tomando exodus, porém senti 2 sintomas visíveis: mais sono e depressão. Essa depressão se alastra quase o dia todo, e eu estou achando que foi a mudança para o exodus. Será que pode ser esse o motivo de minha piora?
    Obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cláudia

      É muito difícil para eu avaliar tal questão, pois sempre compro o genérico e aquele que estiver com o preço mais em conta. E nunca senti a menor diferença. Além disso, você também está fazendo o desmame do frontal, o que pode estar interferindo em seu estado emocional. Nessa análise é preciso levar em conta vários fatores, para se chegar a uma conclusão acertada. Através dos comentários poderá ver que muitas são as pessoas que tomam exodus. O ideal é que aguarde mais alguns dias, para ver se seu organismo reage melhor, e, caso persista o problema, volte a conversar com sua médica. Certo?

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  63. Paulo

    Lu,

    Boa tarde!

    Quem tecla é o Paulo da Postagem sobre a Batalha Contra a Ansiedade. Hoje tive um início de dia péssimo. Minha esposa veio falar comigo que já não está mais aguentando ver o meu sofrimento, que desse jeito nosso casamento vai chegar ao fim, apesar de todo o amor que nós sentimos um pelo outro e pela nossa filhinha.

    Estou tomando o Escitalopram há cerca de 3 meses, entrando no 4º mês. Vim do uso da Sertralina, mas como achei que não estava melhorando eu e o médico resolvemos mudar para o Escitalopram e até fizemos um ajuste na dose para 15mg. No entanto, não estou vivenciando melhoras reais. Estou péssimo hoje. Minha esposa me disse o que eu já sabia: não estou tendo ânimo para nada. Minha cabeça fica a mil com preocupações e preocupações… Muitas vezes desnecessárias que me impedem de viver.

    Lu, já não aguento mais viver assim. São mais de 20 anos nesses altos e baixos, na verdade mais baixos do que altos. Estou sofrendo muito, muito, muito mesmo! Para sair da cama para ir trabalhar tem sido uma luta diária. Não posso sair do trabalho. Tenho meus compromissos. Sempre gostei muito do que eu faço. Além de tudo, já passei por vários trabalhos e o problema sempre é o mesmo comigo. Não acredito que seja o trabalho. Acredito que seja eu mesmo o problema. O que devo fazer? Trocar para uma nova medicação? Rever novamente a dosagem? Não sei o que fazer. Estou num mar sem norte, sem rumo e agora até sem esperanças. Abraços,

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Paulo

      Viver é um ato de coragem. Todas as pessoas não passam por este nosso planeta imunes ao sofrimento, venha ele de um jeito ou de outro. São inúmeras as doenças, as mais diferentes síndromes e os incontáveis transtornos mentais, sem falar nos problemas existenciais. Esta é a condição de um ser vivo. Não penso que nós, que vivenciamos os transtornos mentais, soframos mais do que aqueles que fazem tratamento para cêncer, diabetes, doenças renais (homodiálise), dentro outras. Nossa esperança é muito mais intensa, em razão dos avanços da Ciência no campo da saúde mental. A cada dia novos medicamentos são lançados no mercado. Chegará uma hora em que você acertará com um medicamento que venha a conter a sua ansiedade, transtorno que mais se avoluma em todo o mundo, ultrapassando a depressão. Se ler os comentários, poderá observar que não se encontra sozinho. Continuo batendo na tecla de que é preciso ter sabedoria para viver, dando conta apenas de um dia de cada vez, colocando de lado as preocupações (tão comuns aos ansiosos), pois elas nada resolvem, e fazendo brotar o otimismo. Em suma, é preciso viver com leveza, procurando olhar a vida sob a perspectiva da tolerância, principalmente para consigo mesmo. É preciso aceitação para eliminar a mortificação. Faz-se necessário lançar um olhar em derredor e ver que o sofrimento não é apenas um “privilégio” nosso. Contudo, temos a possibilidade de dar a ele a dimensão que quisermos. Isso fica por conta de cada um.

      Amiguinho, todos nós temos dias melhores e outros piores, ainda que não convivamos com os transtornos mentais. Essa gangorra é um elemento presente na vida humana, em razão, principalmente, de nossas emoções e desejos. Se pensamos, temos que aguentar as consequências de ter recebido a capacidade do discernimento, da reflexão. Os outros animais, nossos irmãozinhos de planeta, apenas gemem, mas nós questionamos e buscamos o melhor caminho para termos qualidade de vida. Nessa busca é preciso otimismo e compreensão. Tudo demanda um tempo, pois há organismos extremamente resistentes às medicações. No seu caso, talvez seja necessário passar por mais especialistas (neurologistas e psiquiatras). É sempre bom buscar mais de um diagnóstico. Compará-los. Eu sempre busco dois a três profissionais, em tudo que necessito fazer.

      Paulo, há uma senhora que está com o mesmo problema seu. Ela me escreve quase que diariamente aqui no site. No momento encontra-se de licença. Sua maior preocupação é o trabalho, pois não aceita nem pensar no fato de retornar a ele. Ela se mortifica todos os dias. E, como você, não pode perdê-lo. Compreendo perfeitamente o que acontece com vocês. Não é fácil trabalhar doente, levando nas costas uma carga pesada em demasia. E pior, o ansioso amplia tudo. As coisas para ele tomam dimensões estratosféricas. Ele não delimita responsabilidades. Pega as suas e as dos outros. E vai levando o fardo, cai aqui, cai acolá. O que fazer? Tomar consciência de que não é insubstituível e tampouco um super-homem. Essa consciência não é encontrada em nenhum medicamento, mas apenas numa tomada de postura. Dê no seu serviço o melhor de si, mas que esse melhor não o faça adoecer. Se isso acontece, é porque você está extrapolando os limites. O equilíbrio é o caminho mais sábio.

      Amigo, é claro que você aguenta! Nós, guerreiros POPs, não somos derrubados pelos altos e baixos da vida, pois temos ciência de que “navegar é preciso”, em qualquer que seja a corrente. Nossa bandeira traz um frase escrita: “Estava chorando porque não tinha sapato e encontrei um homem que não tinha pé.”. Veja se o fato de sair da cama não está ligado à dosagem do medicamento (para mais ou para menos) ou a uma depressão. Como disse, consulte outro profissional. Se necessário, pegue uma licença para tratamento. Opte sempre pelo lado positivo. Assim como gentileza atrai gentileza, pensamento positivo atrai coisas positivas.

      Paulo, há alguns anos, quando perdi minha mãe, tive uma crise de depressão braba. O pior era que eu me recusava a buscar ajuda médica. Continuava tomando um antidepressivo (fluoxetina) que não mais fazia efeito. Só ficava deitada. Virei um palito na magreza. Vivia de líquidos. Dormir era a minha válvula de escape. Depois de um ano, meu marido disse-me que se eu continuasse daquele jeito, ele iria me deixar, pois não aguentava mais me ver sofrer. Foi o mesmo que disse sua mulher. Não pense que ao dizer isso, ele estava me jogando de escanteio ou não me amava mais. A verdade é que estava sofrendo duplamente, sem saber mais o que fazer. Essa chamada de sua esposa é um jeito de fazê-lo acordar. Infelizmente, por mais que conviva com você, ela não tem a dimensão real da complexidade de sua doença. Só a tem quem já passou por isso. Eles querem nos ver bem, custe o que custar. Após a chamada do meu “husband”, fui a um novo psiquiatra, e passei a tomar o oxalato de escitalopram, que me acompanha até hoje. Tenho dias ruins? Claro que sim! Mas boto otismismo em cada momento de minha vida, sempre me lembrando do homem que não tinha pé.

      Sugiro, portanto, meu terno amigo, que você retorne a seu médico, exponha-lhe o que ora sente. A seguir, busque uma segunda e terceira avalição. Se possível, consulte-se também com um neurologista. Não se automedique e nem mude o medicamento por conta própria. Estarei no aguardo de novas notícias suas. Peça a sua mulher para dar uma lida nos comentários, para que ela conheça um pouco mais sobre os transtornos mentais.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Sabrina

        Lu!
        Até me emocionei ao ler o seu comentário para o Paulo! Quanto sofrimento né!

        Após ler o artigo que você me mandou, pude perceber que o anticoncepcional pode estar relacionado com a ansiedade, o que me deixou muito triste, pois antes de ter a primeira crise, eu tomava anticoncepcional e era feliz. Agora parei, minha pele ficou horrível, cheia de espinhas, cabelos oleosos e medo de engravidar.

        Olha, Lu, e mesmo tomando escitalopram há quase dois meses (dia 14) faz dois meses, eu tive uma bela recaída. Estou muito muito triste, já não sei o que pensar, me ajude.

        Obrigada

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          Ainda não apareceu nenhum antidepressivo mágico, capaz de eliminar todos os nossos problemas. E é bom que não apareça, senão o ser humano iria ficar mais prepotente do que é. Precisamos ter contato com a tristeza e com a dor, para conscientizarmo-nos de nossa pequenez diante da vida. Se desaparecer o pouco de humildade que ainda nos resta, logo dizimaremos uns aos outros, depois de termos desaparecido com as outras formas de vida. Em assim sendo, minha doce e terna amiguinha, as recaídas irão acontecer com todos nós. Já passei por inúmeras. Acho engraçado quando alguns leitores me perguntam quando irão ficar 100%. Esta porcentagem significa a perfeição, logo, isso jamais acontecerá. Nenhuma perfeição é plena. Tudo tem a possibilidade de melhorar ou piorar… risos.

          E que negócio é esse de ficar dizendo que está triste? Quando é que uma “merdinha” de recaída tira a força de uma guerreira POP? Sua pele voltará ao normal, assim como os cabelos. Quanto a engravidar, busque ser acompanhada por um bom profissional. Otimismo, minha amiga! Pense positivo! Apenas isso!

          Sabrina, não tem sido fácil a situação do Paulo, pois ele ainda não encontrou um medicamento que reduza a sua ansiedade. Vamos todos enviar-lhe pensamentos positivos.

          Beijos,

          Lu

        2. Sabrina

          Oi, Lu!
          Sempre fui uma pessoa muito humilde, até porque nem tenho motivos para ser orgulhosa, aliás ninguém tem, somos todos iguais e precisamos muito de Deus para nos sustentar. Só tenho uma opção: ser otimista. Sem mais espaço para outros pensamentos.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          Não me referi a você, minha querida, mas a toda a humanidade. Sei que você é uma fofura… O otimismo é a melhor saída. Navegar é preciso.

          Beijos,

          Lu

      2. Paulo

        Lu

        Obrigado pela resposta!

        Continuo na luta. Uns dias melhores, outros piores… Estou tomando 15 mg de Escitalopram. Estava tomando 1 comprimido de 10 mg da Eurofarma e 1/2 do Êxodus (que é sulcado). Desde que iniciei com o Êxodus não me senti muito bem. Comprei um cortador de comprimidos e estou tomando só o da Eurofarma e tenho me sentido melhor. Não sei se é psicológico, mas o fato é este. Quanto ao dia a dia, estou me acostumando com a idéia de que há mais de 20 anos eu não funciono bem na parte da manhã. Estou cogitando conversar com a psiquiatra na terça-feira para talvez trocar o horário do medicamento, tomá-lo à noite. Vamos avaliar. Vou relatar para ela também a dificuldade que ainda tenho para comer durante o dia. Para almoçar é uma luta. Já emagreci bastante. De fato, estava precisando emagrecer mesmo, mas agora já cheguei em um peso ideal. Menos que isso, não é saudável. Obrigado por se lembrar de mim! Na terça-feira terei consulta e postarei aqui os resultados da discussão.

        Abraços,

        Paulo

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Paulo

          É muito bom ter notícias suas. Estava preocupada com sua ausência.

          Amigo, é assim mesmo, em meio aos dias melhores e outros piores a gente vai remando, seguindo a corrente, pois assim fica melhor para levar o barco. Saiba que algumas pessoas dão-se melhor em certas partes do dia. Também tenho uma extrema dificuldade para levantar-me de manhã. Eu o faço a reboque das necessidades. Vou me sentindo melhor à medida que o dia adentra. Prefiro trabalhar até duas da madrugada a fazê-lo na parte da manhã. É possível que a troca de horário da medicação ajude-o. Mas não se esqueça, ao mudar o horário, de ficar um dia sem tomar o antidepressivo, para não incorrer em uma super dosagem, ou seja, não tome duas doses no mesmo dia. Quanto ao apetite, o oxalato de escitalopram pode aumentá-lo ou coibi-lo. Estou no segundo grupo. Mas, com o tempo, o organismo equilibra-se. Faça uma forcinha para comer. E não se esqueça de relatar a sua inapetência ao médico.

          Estarei aguardando os resultados da consulta.

          Abraços,

          Lu

    2. Lúcia

      Paulo

      Li seu comentário e achei-o meio parecido com o que estou passando. Gostaria de saber se você está tomando ainda o exodus e se está melhor.

      Abraços

      Responder
      1. Sii

        Olá amigos de caminhada!

        Quero dizer-lhes que há 6 meses estou tomando Exodus de 15 mg, pois fui diagnosticada com um grau moderado de ansiedade, sendo que a minha é situacional. No começo foi muito dificil dar o ponta pé inicial e tomar a medicação. Vim obter bons resultados depois de 4 meses, fiz terapia. A psicóloga que me acompanha já me deu alta, graças a Deus! A psiquiatra disse-me que começará meu desmame em setembro, fiquei imensamente feliz. Quero dizer-lhes que existem dias bons e ruins, e que não desistam, pois existe, sim, uma luz no fim do túnel!

        Lu, um grande beijo, pois você me ajudou muito nessa caminhada, que todos nós sabemos que não é fácil, sempre que pensava em desistir e me sentia ruim, lembrava que tinha que ser POP!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Sii

          Sinto-me feliz com tão boas notícias. Que o seu exemplo sirva para todos nós. É preciso ser POP, sempre, para usufruir dos bons resultados do tratamento. E não nos abandone. Venha sempre nos dizer como se encontra. Conheça também outras partes de nosso site.

          Beijos,

          Lu

        2. Sabrina

          Olá, Si!
          Li seu depoimento e fiquei com vontade de lhe fazer algumas perguntas. Nesses quatro meses iniciais de tratamento você teve recaídas? Ainda nesse período teve alternância de períodos de ansiedade e sono? O que a levou a ficar doente? Fico muito agradecida em responder minhas perguntas. Que bom saber que está melhor!

          Beijos

        3. Sii

          Olá, Sabrina!

          Respondendo sua pergunta sobre o que me levou a desenvolver a ansiedade…

          Sempre fui uma pessoa ansiosa, tinha um ritmo de vida e de repente mudei rápido demais. Eu me casei em 8 meses de namoro, 6 meses depois engravidei e passei a minha gestação toda com medo e fazendo várias pesquisas sobre microcefalia. Minha mãe briga muito, se mete muito na minha vida, sou muito cobrada no meu trabalho no financeiro e com auditoria de qualidade, minha irmã tem síndrome de bouderline e tentou suicídio dua vezes. A psiquiatra que me acompanha disse que as emoções da gente é como um copo d’água que transborda, e chega uma hora que o corpo não aguenta. E eu tenho a péssima mania de me preocupar muito com os problemas dos outros e trazê-los pra mim, e isso acaba me sobrecarregando. Passei três meses sem querer aceitar tratamento, até que tive que tomar a medicação, pois a ansiedade estava tão alta que apresentei síndrome do pânico por três vezes. Era tudo ou nada.

          Começei a tomar o oxalato de escitalopram após três meses sofrendo de ansiedade, sem querer comer, com diarreia, pensamentos acelerados e catastroficos, mas graças à Deus eles ficaram para trás, pois tudo é questão de tempo e de mudar a rotina de vida. Ao longo desses seis meses tomando a medicação sem falhar um dia sequer, começei a tomar 10 mg durante um mês, mas fui ao dentista e tive um crise terrível que perdurou por 1 semana, até que consegui falar com a médica que aumentou a dose para 15 mg. De lá pra cá, ao longo de 5 meses, só tive uma crise, quando fiz uma viagem com meu patrão, pois foi algo da noite pro dia, não tinha me preparado para viajar. A médica receitou também rivotril de 0,25 mg sublingual, o qual evito tomar, pois quanto menos remédios eu tomar, melhor. Tomei apenas 9 comprimidos ao longo de 6 meses. Não tomo e nunca tomei remedios para dormir, às vezes o sono demora vir, mas tento pensar em coisas boas. E uma hora ele chega…

          Estou a disposição para o que precisar, tenha fé, pois tudo é questão de tempo. Dê tempo ao tempo. Hoje é um dia, amanhã é outro. E assim a vida segue como uma correnteza de águas tranquilas!

          Beijos e seja POP!

        4. LuDiasBH Autor do post

          Sii

          Eu acho tão enriquecedor, quando vocês trocam experiências entre si… Fiquei emocionada!

          Beijos,

          Lu

    3. Edson

      Não pare de lutar, meus irmãos. Vejam no YouTube. Palestras do Dr Lair Ribeiro e Invandelio Sacritus sobre depressão. Eu faço uso do escitalopram. Mas também comecei a fazer uso de algumas dicas desses médicos, e está sendo bom. E que Deus, em nome de Jesus, possa operar um milagre em nossas vidas.

      Responder
  64. Marleide

    Oi Lu, tudo bem? Prazer em conhecer o seu site 🙂

    Fiz terapia por 7 anos mais ou menos e também já tomei fluoxetina e o oxalato de escitalopram em diferentes momentos. Hoje não tomo mais medicação (há um ano e meio mais ou menos). Sou uma pessoa ansiosa, e essa ansiedade reflete diretamente na minha saúde: gastrite, dores pelo corpo, taquicardia e numa fase muito ruim cheguei a ter uma convulsão, somada a outros problemas de saúde, agravados pelo estresse. O que percebi após o uso do oxalato (usei-o por um ano, parei por recomendação médica e depois de 2 anos voltei novamente, e fiquei por mais um ano e meio com ele) é que quando interrompi meu tratamento, sempre por orientação médica e gradualmente, ganhei muito peso. Sempre tive hábitos saudáveis e os mantive, mas após o uso do remédio parece que meu metabolismo desandou totalmente. Da primeira vez que parei com o remédio engordei 23kgs, com esforço consegui voltar ao meu peso normal. Depois de um tempo voltei ao remédio, e agora que parei de novo, engordei 15kgs. Já ouviu alguém dizer que teve essa mesma experiência? Já fiz checkups completos e não acusa nenhum outro problema de saúde, me sinto péssima 🙁

    Obrigada pela sua atenção. Beijos e fique com Deus.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Marleide

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, todos os antidepressivos trazem efeitos colaterais. Seguindo a regra geral, o oxalato de escitalopram também tem os seus. Um deles é o fato de levar a pessoa a engordar ou a emagrecer. No meu caso, quando iniciei o tratamento, não tinha apetite algum. Acabei perdendo peso. Atualmente meu organismo encontra-se equilibrado.

      Marleide, o interessante é que no seu caso, você ganhou peso ao parar de tomar o medicamento. As experiências apresentadas aqui são as de pessoas que engordaram enquanto tomavam o oxalato de escitalopram, tendo que fazer a mudança para outro antidepressivo. Ninguém nunca mencionou ter engordado após parar com o medicamento. No meu caso, o uso é contínuo, portanto, não sei como reagiria meu organismo, caso parasse de tomá-lo. Com você, ao que parece, ao parar com o medicamento, seu organismo dispara um gatilho que a leva a engordar. Responda-me:

      1- Enquanto tomava o medicamento, como era o seu apetite?
      2- Ao fazer uso do antidepressivo, você emagreceu?
      3- Como se alimenta atualmente?
      4- Por que, tendo o histórico de ter engordado muito, seu médico não lhe receitou outro antidepressivo?
      5- Não seria a ansiedade a fazê-la engordar?
      6- Se sua ansiedade continua intensa, por que parou de ser medicada?

      Aguardo resposta!

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Marleide

        Oi, Lu, boa-noite!

        Fiquei muito feliz em receber sua resposta. Vamos lá, seguem as respostas:

        1- Enquanto tomava o medicamento, como era o seu apetite?
        Eu tinha menos apetite no início do tratamento, mas nada muito relevante. Não tive enjoos nem problemas com o sono. Me lembro que das duas vezes em que tomei, 2 semanas após iniciar é que comecei a sentir mudanças.

        2- Ao fazer uso do antidepressivo, você emagreceu?
        Não emagreci durante o tratamento da primeira vez que tomei o Oxalato, minha alimentação sempre permaneceu normal. Eu sentia mais sede, e transpirava mais. Da segunda vez que comecei a tomá-lo, eu tinha ganho os 23 kg, estava fazendo dieta com acompanhamento de uma endocrinologista e exercícios físicos. Minha mente não estava bem e resolvi procurar meu psiquiatra e terapeuta novamente. Começamos novas sessões de terapia e introduzimos a medicação. A perda de peso acelerou. Fiquei feliz mas não associei a perda de peso diretamente com a medicação na época, imaginei que fosse o conjunto. Eu estava mais confiante em mim mesma e mais disposta.

        3- Como se alimenta atualmente?
        Atualmente tenho me alimentado até melhor do que há anos atrás. Algumas pessoas com quem moro tem restrição alimentar, então as refeições são bem naturais e saudáveis. Mas ainda assim não consigo perder peso nem com exercícios.

        4- Por que, tendo o histórico de ter engordado muito, seu médico não lhe receitou outro antidepressivo?
        Meu médico não levou em consideração que o peso fosse algum efeito colateral do remédio e considerava que ele (o oxalato) era o ideal para o meu caso.

        5- Não seria a ansiedade a fazê-la engordar?
        Sou muito ansiosa, mas minha ansiedade funciona meio diferente, rs. Eu não consigo comer direito quando estou muito agitada. Por conta desses grandes períodos sem me alimentar em crises de estresse, somados a noites mal dormidas, problemas pessoais e excesso de trabalho, tive um pico de hipoglicemia que me fez entrar em convulsão. Sofri uma perda na minha familia que me fez ficar muito mal, mesmo tomando remédio. Depois desse episódio, um neurologista chegou a questionar o uso do oxalato pois eu tinha histórico familiar de problemas neurológicos (epilepsia).

        6- Se sua ansiedade continua intensa, por que parou de ser medicada?
        Após o episodio da convulsão, estive em consulta com meu psiquiatra. Conversamos sobre os exames que o neurologista pediu e sobre a preocupação dele com meu histórico familiar. Meu psiquiatra me orientou a parar a medicação e ficar sem nenhuma. Isso tem quase um ano e meio. Fiquei bem por um tempo, mas passados uns 4 meses eu já estava engordando de novo, e não era pouco. Percebi que não era a comida, então comecei a correr, fazer academia, e nada. Não quero ficar escrava de medicação. Me sinto até culpada, pois algo que eu acreditava que estava ali pra me ajudar me causou outros problemas. Fico insegura de procurar por outro profissional que não me conheça e me interprete de forma errada. Foi então que encontrei seu site, vi pessoas comentando seus casos e me senti encorajada a escrever. Nunca encontrei algum caso parecido com o meu, fico perdida.
        Obrigada por me responder, mesmo!

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Marleide

          Pelo seu relato, concluo que o fato de ter engordado não está ligado ao oxalato de escitalopram, que tanto pode levar seu usuário a emagrecer como a engordar. Pelo que entendi, você ganhou peso quando não estava tomando o medicamento. Inclusive, ao passar a tomá-lo “A perda de peso acelerou.”. Isto significa que o uso do antidepressivo ajuda-a no controle de seu peso. Vejo também que não tem compulsão por comida, quando se encontra ansiosa, como faz a maioria. Parece-me que seu metabolismo anda meio desregulado. Uma consulta a um endocrinologista iria lhe fazer muito bem, pois poderá ser, inclusive, um problema de tireoide. Não vejo outro motivo para engordar, em razão de sua alimentação.

          Amiguinha, gostaria muitíssimo que se consultasse com um endocrinologista o mais rápido possível. Ele irá lhe pedir alguns exames, através dos quais será capaz de detectar a causa de seu problema. Além do mais, sua ansiedade pode estar relacionada ao mau funcionamento de sua tireoide, por exemplo. Somente depois da opinião desse profissional é que você deverá avaliar a possibilidade tomar antidepressivo ou não. Certo? Irei ficar na expectativa, torcendo por você.

          Grande abraço,

          Lu

        2. Marleide

          Oi, Lu!
          Agradeço sua opinião, eu gostaria muito que fosse algo que o exame tivesse apontado para mim. Eu já venho feito exames e acompanhamento médico, conforme eu coloquei na minha primeira mensagem ja fiz checkups completos, e estes são recentes.
          Abraços,

        3. LuDiasBH Autor do post

          Marleide

          Você já se consultou com um endocrinologista? Já fez exames relativos à tireoide? Eliminou a possibilidade de hipotiroidismo? Se já passou por isso e nada foi descoberto, terá mesmo que lidar com os antidepressivos e a psicoterapia. Seu caso é bem singular, requerendo muita paciência e profundidade em sua análise. Portanto, não deixe de buscar ajuda para sua saúde, ainda que a solução pareça distante. Quando menos esperar, esse gatilho que a faz engordar será descoberto.

          Abraços,

          Lu

  65. Alessandro Garcia

    Oi, Lu!

    Voltei!

    Estou no 16º dia do Êxodus, admito que não tem sido dias muito fáceis. É incrível, mas pela manhã não tenho muita vontade de sair da cama, até por que não tenho dormido bem nos últimos 3 dias, mas depois que ponho o pé no chão, vem aquela vontade de viver e seguir o dia. Não fui aproveitar o Carnaval este ano, sugeri a mim mesmo que deveria descansar um pouco e junto com meu companheiro, que me dá a maior força no dia a dia, assim o fiz. Apenas no feriado de terça-feira fomos à praia, afinal moramos no delicioso litoral catarinense. Eu tomei umas duas ou três cervejinhas, pois o médico me disse que poderia beber sem problemas, pois o excitalopran não reage com álcool, porém, acho que me preocupei demais com o fato de estar bebendo e depois de um tempo minha perna ficou vermelha do joelho pra baixo. Eu me assustei, fui ao banheiro e meu coração disparou, pronto! Aí eu fiquei mais tranquilo, por que sabia que se tratava da amiguinha TAG querendo tomar conta… Foi aí que eu disse, não! Fiz os exercícios de respiração por uns 20 segundos, deitado no sofá, e meu coração voltou ao normal, minha perna também. Dormi um pouquinho, acordei e assim continuei com o feriado… sem aquela vontade louca de ir ao hospital.

    Hoje me dei uma hora a mais de sono, mesmo que isso significasse um atraso para o meu trabalho, porém, não consegui dormir. Então me levantei e segui a vida! Estou em um dia de ansiedade aflorada… Mas ficarei aqui no escritório, firme e forte, mesmo com a minha cabeça dizendo que eu tenho algum problema. (TENHO FÉ! E SOU MAIS FORTE QUE ISSO). Espero que o Êxodus faça efeito logo, pois fui resistente até hoje a tomar o Alprazolan 0,5 mg, que também foi indicado pelo psiquiatra, para que eu tomasse somente em casos de crises fortes, mas prefiro esperar pelo meu amigão Excitalopran.

    As pessoas sentem umas agulhadinhas na cabeça de vez em quando? E algumas agulhadinhas no lado esquerdo e direito do abdômen de vez em quando?
    Comecei a sentir um pouco de formigação nas mãos e nos pés! Outra coisa, meus batimentos cardíacos estão bem mais estáveis, não estou mais tendo problemas com as fezes amarelas e nem dificuldades ao urinar… ESTOU PROSPERANDO, eu acho! (Risos).

    Apenas deixo aqui de novo o meu apoio para o pessoal que está nos primeiros dias do Excitalopran… NÃO DESISTAM! Ele inibe a fome mesmo (a minha já está voltando ao normal), causa diarréia, dá uma dorzinha de cabeça, deixa cansado… Mas tudo ISSO PASSA! SEMPRE PASSA! E o que vem depois é muito bom! Aguentem firme! Sejam POPs! Assim como nossa família!

    Um beijão no coração de todos!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Alessandro

      Vejo que sua animação é total. Eis o nosso garoto POP! E olhe que ainda se encontra na fase difícil do tratamento. É isso mesmo, meu amiguinho, pois as pessoas otimistas obtêm resultados mais rápidos. Nada como a aceitação e a busca por uma vida com qualidade.

      Descansar é também uma forma de curtir a vida, ainda mais quando se tem uma boa companhia. E embora alguns médicos digam que se pode beber, outros acham que não é bem assim. Penso que, em razão do transtorno mental, o ideal é manter o equilíbrio, bebendo o mínimo possível. Aliás, esse senhor “equilíbrio” deve estar presente em tudo que fazemos. Parabéns pelas “duas ou três cervejinhas”, estão dentro do limite (mas nada de litrões). Também acho que a sua preocupação por ter bebido influenciou no seu estado psicológico. O fiscal da censura interior estava de olho em você, menino. O que teve foi um início de crise do pânico, mas sua sabedoria cortou o barato da danadinha. Não revidá-la, ou seja, não opor resistência, enfraqueceu-a, dimimuindo seu tempo de duração. Bem diz um ditado que “quando um não quer, dois não brigam”. Você reagiu maravilhosamente. Está prosperando, mesmo!

      Alessandro, o oxalato de escitalopram faz algumas pessoas dormirem em demasia, enquanto joga outras na insônia. Peça a seu médico um remédio fitoterápico, à base de Valeriana officinalis, por exemplo, para ajudar no seu sono. Não se esqueça do banho tépido antes de deitar-se e do copo de leite morno. Evite também qualquer coisa que possar deixá-lo aceso antes de cair nos braços de Morfeu (diga para o amado não sentir ciúmes). Tevê, por exemplo, acende alguns e apaga outros. Veja qual é o seu caso.

      Amiguinho, todos nós, seres vivos, temos problemas. A diferença está no modo como reagimos a eles. Tudo depende da ótica de como são olhados. E se você não tomou o Alprazolam até hoje, no pico dos efeitos adversos, não o fará mais. O pior já está ficando para trás. Quanto às agulhadinhas, essas estão dentro dos efeitos adversos, ainda assim é bom participá-las a seu médico. O mesmo digo em relação à formigação. Releia com atenção o texto acima para informar-se melhor.

      Todos nós agradecemos o seu incentivo. Ser POP é o melhor caminho. Você é muito especial.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Sabrina

        Oi Lu! Lembra-se de mim?

        Eu melhorei um pouco, mas ainda tenho muitos questionamentos para fazer. Vou fazer um de cada vez para não confundir você.

        É fato que no período menstrual a tendência é ter uma piora, posso dizer isso por experiência própria. Não tomo nenhum anticoncepcional e das vezes que tentei começar a tomar tive crises de ansiedade. Saberia me dizer se há relação da doença TAG ou depressão com o uso do anticoncepcional? Alguma mulher relatou isso? De tentar usar o anticoncepcional ataca o pânico e a ansiedade?

        Obrigada, Lu!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          Lembro-me, sim, garota POP. É bom saber que melhorou. Continue fazendo direitinho o tratamento e não pare por conta própria.

          Amiguinha, ainda que uma mulher não tome antidepressivo, no período menstrual ela passa por mudanças em sua parte emocional, em razão da carga de hormônios que seu organismo recebe. Algumas reagem menos a esses e outras, mais, como acontece com você. A questão dos anticoncepcionais é bem complexa e vem demandando muitas pesquisas, sendo a maioria delas inconclusa. Alguns estudos já mostram que pode haver interferência, sim, dos anticoncepcionais nos transtornos mentais. Algumas mulheres, inclusive, relatam que tiveram a depressão aumentada e também a ansiedade. Para um melhor esclarecimento,leia o artigo:

          http://revistas.ufpr.br/psicologia/article/viewFile/3241/2602

          Beijos,

          Lu

      2. Mateus Ramos

        Oi, Lu!
        Tomo Escitalopram e também sinto uma espécie de agulhada indolor na cabeça, que dura alguns segundos e passa. Quando isso acontece parece que meus braços e pernas ficam fracos, mas pode ser porque essa sensação dá medo e parece que nunca é no mesmo lugar da cabeça.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Mateus

          Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinho, todos os antidepressivos trazem consigo efeitos adversos. As agulhadas são relatadas por muitos usuários. Ainda que possam passar dentro de duas a três semanas, você deverá comunicar tal efeito a seu médico, assim como a fraqueza que provocam em seus braços e pernas. Aguardo novas notícias suas.

          Abraços,

          Lu

  66. Andressa Prado

    Bom-dia, querida Lu!

    Conheci seu blog hoje e me identifiquei muito contigo.

    Tenho 27 (amanhã faço 28) e, quando eu tinha 16 anos, tive minha primeira crise de ansiedade generalizada. Fui diagnosticada com “frescura” pela minha mãe, e um médico me deu um calmante. Pra ajudar a entrar na minha deprê e crise existencial, um amigo meu se matou, o que até hoje me machuca ao lembrar-me.

    Os anos foram passando e a tristeza e a angústia apareciam às vezes, mas passavam logo. Aos 21 passei por uma crise de pânico terrível, uma depressão que ninguém entendia. Começou do nada. Pensei que eu fosse infartar. Tomei alprazolam, fluoxetina e citalopram por uns 6 meses, até que decidi não mais tomar remédios. Fui melhorando, com idas e vindas, com momentos de vontade de me jogar da janela intercalados com vontade máxima de viver. Após uma outra crise fudida de pânico, decidi procurar psicoterapia. Estou há quatro anos me tratando na terapia, o que me ajuda a vencer os problemas da vida.

    Sou uma pessoa ansiosa e nervosa ao extremo. Meu pai tem bipolaridade, minha avó é esquizofrênica e minha mãe é ligada no 220 todo o tempo. Logo eu não poderia ter saído ilesa hereditariamente, né? Ano passado passei por crises muito fortes de estresse e ansiedade, devido ao fim de casamento, troca de trabalho e TCC. Enfim, eu me formei semana passada! Todavia, meu coração ainda anda agitado, me dá um desespero, parece que vou infartar. Fui no meu cardiologista na semana passada, exames deram tudo certinho e então ele me receitou ESC pra controlar minha ansiedade. Comprei o remédio e tomei um comprimido. SANTO CRISTO! Eu fiquei uma zumbi. Queria me jogar do precipício e não tinha forças nem pra caminhar do quarto pro banheiro (ainda bem). Uma loucura. Então eu pensei: Puta merda, Andressa, você já passou por tanta coisa, pra que usar remédio agora? Decidi nem tomar o segundo. Passados seis dias após tomar o único comprimido, meu coração novamente acelerou ao dormir, tive sensação de angústia e medo de morrer.

    Então te pergunto: continuo só com a psicoterapia, modifico a alimentação, faço atividade física (vou começar a fazer dança de salão, dança cigana e corrida) e tomo chazinhos naturais ou insisto em tomar o ESC, que o cardiologista receitou pra controlar a ansiedade? Estou com medo de tomar e piorar o quadro. Durante o dia é tranquilo, mas é à noite que sinto mais angústia. Sei e já aceitei que sou uma pessoa ansiosa, nervosinha e catastrófica. Tenho constante medo de morrer, de perder minha mãe, de passar mal e não ter ninguém pra me salvar. No entanto, estou mudando a cada dia minha forma de pensar. Tenho vontade de fazer muita coisa. Só que eu queria pra ontem. Não sei o que eu faço!

    Abraço, minha flor

    Andressa

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Andressa

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, assim como você, tive os meus primeiros transtornos mentais ainda na adolescência. Quem nos dera que esses realmente tratassem de frescuras e fricotes… Mas temos que perdoar quem assim pensava (ou ainda pensa), pois faz muito pouco tempo que os problemas mentais começaram a ser desvendados. Era senso comum, entre os leigos, que a mente não adoecia, como se ela não fizesse parte do corpo, e funcionasse separadamente, como um organismo extraterrestre… risos. Infelizmente, apesar de a Ciência cada vez mais trazer novas informações sobre este campo, muitas pessoas ainda se encontram totalmente desinformadas. Só o tempo poderá mudá-las.

      Andressa, pelo seu quadro familiar era de esperar que viesse a ganhar tão “desditosa” herança. A morte do seu amigo foi apenas o gatilho para detonar seus problemas mentais. Mas o que fazemos nós com tais bens, amiguinha, senão tratá-los da melhor forma possível, de modo que possamos ter qualidade de vida? A minha deprê e eu somos íntimas, ela sabe mais da minha vida do que meu “husband” e, se eu não tiver cuidado, credito à infeliz todas as minhas falhas… Esperta que é, ela sussura para mim: “Epa, dona Lu, assuma seus erros, não os jogue em mim, pois minha sina já é muito pesada. Sei muito bem que seu comprimidinho diário deixa-a bem distante de mim. Portanto, não me faça de boba…”. E ela está certíssima, Dessinha. Se não tivermos cuidado, acabamos fazendo de nossos transtornos poderosas muletas, para desculpar-mo-nos de nossos erros conscientes.

      Como já deve ter lido nos comentários, todo antidepressivo traz efeitos adversos, mas que passam depois de um tempo de uso. Na fase inicial, a pessoa costuma ficar pior do que antes de iniciar o tratamento. É uma pena que os profissinais no assunto não repassam tal informação, deixando os pacientes serem pegos de surpresa. Parar por conta própria é uma infeliz ideia, pois as crises tendem a ficar mais fortes e mais difíceis de serem debeladas. A SP (síndrome do pânico) é um flagelo. Ninguém a merece. Até que a desejaria para os ladrões do dinheiro público. Imagine se tivessem uma crise dessas toda vez que botassem a mão no dinheiro do povo? Sobre a SP eu lhe enviarei um link para que a entenda melhor. Pensei que você fosse dizer para si mesma: “Puta merda, Andressa, você já passou por tanta coisa, e não dá conta de uma merdinha de remédio desse?”… risos. Seja POP garota!

      Quando o problema é crônico, amiga, o tratamento psicoterápico sozinho não resolve, pois trata-se de um processo químico e não meramente psicológico. O ideal é aliar as duas formas de tratamento. Sua ansiedade e nervosismo extremos precisam ser tratados com alopatia, para que não redundem em crises mais severas. O primeiro passo é a aceitação de que necessita de ajuda médica. A aceitação mina as resistências impostas por nós próprios, tornando o tratamento mais eficaz e menos doloroso. Ajuda-nos a lidar com os problemas diários, que estão sempre a exigir equilíbrio de nossa parte. Como tudo que acontece aos acometidos por transtornos mentais costuma ser ampliado pelas lentes de nossa emoções, não é possível ignorar que, para termos qualidade de vida, não podemos deixar nossa saúde à deriva, achando que o tempo irá resolver.

      Menininha, como disse antes, se o seu caso for crônico, apenas psicoterapia não resolve, tampouco mudança na alimentação e acréscimo de boas atividades. Isso é coadjuvante do tratamento. Se você tiver um problema no fígado, além de modificar a sua alimentação, também irá fazer um tratamento médico, não é mesmo? Penso que deveria seguir a orientação de seu cardiologista ou então a de um psiquiatra. O quadro não irá piorar, ao contrário, tende a modificar para melhor, pois essa deve ser a função do antidepressivo. Caso contrário não teria razão para ser usado. Ainda mais sabendo que é “… uma pessoa ansiosa, nervosinha e catastrófica.”. É preciso botar equilíbrio nesses seus 28 aninhos, pois não vale a pena carregar o fardo do sofrimento mental. Todos esses seus medos, comuns a todos os mortais, mas que em nós assumem uma forma monstruosa, martirizando-nos, irão ser reduzidos. Quanto à angústia, ela se mostra em horários diferentes para um e outro indivíduo. Ao ler os comentários, verá que alguns temem o amanhecer.

      Dessinha, viva apenas um dia de cada vez. Seja tolerante consigo e com os outros. Ponha leveza na sua existência. Tudo nesta vida é passageiro. O que conta não é a quantidade de coisas que faz ou fará, mas a qualidade das mesmas. O momento mais importante de nossa vida é o AGORA. O passado já se foi e o amanhã está por vir. De ambos depende sempre o AGORA, uma vez que o presente de hoje, amanhã será passado. A cada dia o seu quinhão.

      Receba o meu abraço pelo seu aniversário assim como o de toda a nossa família. Saiba que sempre encontrará aqui alguém para trocar ideias,

      Lu

      Responder
      1. Andressa Prado

        Lu, agradeço suas palavras!

        Minha terapeuta já tinha me falado para eu tomar um remédio para aliviar a ansiedade. Vou voltar a conversar com ela sobre isso. Único grande entrave que faz eu resistir em tomar medicamentos é que estou com projeto de engravidar (devo fazer uma inseminação por doador). Tentei engravidar por seis anos, descobri muitos problemas e meu ex marido nunca me apoiou ou entendeu meu sonho de ser mãe, por isso decidi me separar. Decidi ser mãe independente. Não cheguei a comentar com o cardiologista isso. Na real, eu nem tinha me dado conta que ele tinha me dado um antidepressivo, eu pensei que fosse algo mais leve.

        Agradeço o carinho!

        Beijão

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Andressa

          É necessário que você comunique a seu médico o seu desejo de engravidar. Ele verá o que fazer no seu caso. Se não conseguir engravidar, seguindo os passos propostos, adote uma criança, como fez uma minha amiga recentemente. Estou torcendo por você, amiguinha.

          Abraços,

          Lu

  67. Sandra Lima

    Olá, Lu!

    Tive uma crise de ansiedade em dezembro e procurei um psquiatra, pois já tive depressão pós-parto. Iniciei o tratamento com escitalopram de 10 mg. Faz 41 dias e ando tendo muita crise de choro. A verdade é que, quando estamos em depressão, qualquer coisa que temos achamos que é fruto dela. Será que essa crise pode ser TPM ou por conta do hormônio da tireoide que está desregulado? Fico confusa e às vezes coloco toda a culpa na depressão. Pode me ajudar? Quando tempo para ficar 100%?

    Beijo e obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Sandra

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, você não me disse há quanto tempo teve depressão pós-parto, mas o fato é que o transtorno depressivo costuma ser recorrente. Você fez muito bem ao procurar um psiquiatra, em razão de sua crise de ansiedade, pois, quanto mais cedo for medicada, mais rápido as crises desaparecerão. Você ainda se encontra no início do tratamento e pode ser que a sua dosagem precise ser reavaliada. Aconselho-a a voltar a seu médico e relatar-lhe o que ora sente. A tireioide desregulada e a tensão pré-menstrual interferem enormente no nosso equilíbrio emocional, sendo também necessário olhar essa parte. Pois nessa desordem física fica mesmo difícil saber o que é e o que não é relativo à depressão. Mas não deixe de voltar a seu psiquiatra, pois esse contato é muito importante na fase inicial (até uns três meses) de tratamento. Uma vez resolvida tais questões, seu equilíbrio emocional tende a melhorar cada vez mais. Não é possível mencionar um tempo, pois cada organismo reage de um jeito diferente. É preciso também saber se a sua dosagem não precisa ser aumentada. Mas fique tranquila, pois tudo irá dar certo. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Logo toda essa fase ruim terá passado.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  68. Joana

    Olá, Lu!
    Meu nome é Joana, tenho 18 anos e em janeiro de 2017 fui diagnosticada com estresse e possível Transtorno de Ansiedade. Nesse mesmo mês dei início ao tratamento. Tomei 1 comprimido de 10 mg, não me adaptei (senti aquela crise básica) e no segundo dia comecei com 5 mg. Tomei a medicação durante 29 dias. Retornei ao psiquiatra questionando a respeito da cabeça vaga, como se estivesse tonta, urticária nas mãos e pés, perda de apetite e etc. Ele deu a sugestão de trocarmos a medicação para a Fluoxetina ou então experimentarmos o desmame. Estou no terceiro dia sem a medicação, e com a supervisão de um neurologista, substitui o Oxalato por remédios fitoterápicos (Valeriana) além de chás e chocolate amargo. Apesar de estar há mais de 15 dias sem ter crise de ansiedade, ainda sinto a cabeça vazia, como se estivesse tonta, e etc. Gostaria de saber se isso é normal, se é efeito da medicação que ainda está no meu organismo.

    Desde já agradeço, abraços.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Joana

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, achei estranho o fato de você ter sido diagnosticada com “possível” Transtorno de Ansiedade, pois uma avaliação mais profunda de seu caso daria ao médico os caminhos para um diagnóstico mais apurado. Outra coisa que me surpreendeu foi o fato de você dizer que não se adaptou com o medicamento, após tomar “um” comprimido. Qualquer médico sabe que o paciente precisa de tempo para adaptar-se ao antidepressivo, qualquer que seja ele. Necessita de algumas semanas de administração do medicamento para apresentar uma melhora clínica. O início do tratamento é muito difícil, pois os transtornos adversos costumam deixar a pessoa pior do que antes de dar início ao mesmo. Mas, geralmente, eles passam entre duas a três semanas, embora haja pessoas que os tenha por mais tempo. Também não entendi o fato de você fazer o desmame, uma vez que ainda se encontra vitimada pelos transtornos mentais, a menos que seu caso trate-se apenas de estresse. Se assim for, os remédios fitoterápicos são ótimos, assim como o chocolate amargo.

      Joana, os antidepressivos são acumulativos. O oxalato de escitalopram ainda se encontra em seu organismo, o desmame não é tão rápido assim. É por isso que está se sentindo estranha. Não deixe de continuar em contato com seu médico, para que ele acompanhe suas reações e chegue a uma conclusão correta sobre seu caso. Estresse ou TAG? A partir daí é que terá um tratamento específico para seu caso. Caso sofra de TAG, terá que voltar aos antidepressivos. Mas fique tranquila, pois ao final tudo se arranjará.

      Gostaria que continuasse conversando conosco. Certo?

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Joana

        Lu
        Quando fui pela primeira vez ao psiquiatra, ele não disse qual era o meu diagnóstico. Apenas me medicou e eu, por ser nova no assunto, não me lembrei de questioná-lo. Algum tempo depois, resolvi pedir a opinião de um neurologista que, por coincidência, foi meu pediatra na infância e conhece meu histórico familiar. Segundo ele, eu tive um estresse por conta da perda de uma vaga na Universidade Federal. Afirmou que não achava a medicação prescrita pelo psiquiatra coerente. Discutimos sobre o desmame, os recursos fitoterápicos, alimentação e prática de exercícios físicos. A consulta com o neurologista foi no 15° dia de Oxalato e o meu retorno ao psiquiatra foi no 29° dia.

        Ao retornar ao psiquiatra, mais uma vez não questionei sobre o meu diagnóstico. O mesmo só sugeriu o desmame ou a troca da medicação. Infelizmente, conseguir consulta com esse psiquiatra é uma verdadeira luta pelo meu plano de saúde, pois levo meses para conseguir uma vaga. Fico sem saber o que fazer… Se dou continuidade ao desmame (visto que estou no 4° dia sem Oxalato) ou se inicio a Fluoxetina conforme o psiquiatra recomendou em caso de crise.

        Mais uma pergunta, se eu iniciasse o tratamento com a Fluoxetina, ela agiria da mesma forma que o Oxalato? Aumentando as crises de ansiedade nos primeiros dias e depois controlando-a?

        Abraços,
        Joana

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Joana

          Eu sei que você é ainda muito jovem, e os nossos médicos nem sempre nos repassam as explicações necessárias. Também tive ingresso no mundo dos transtornos mentais ainda na minha adolescência. Mas fique tranquila, aos poucos irá compreendendo melhor o processo e tudo se ajeitará. O seu caso também pode ser mais simples do que imagina.

          Amiguinha, ainda existem, de minha parte, algumas indagações, pois ainda não compreendi direito a sua situação:

          1- Se o seu neurologista não achou coerente a medicação do psiquiatra, por que você não seguiu sua orientação?
          2- Por que voltou ao psiquiatra, mesmo sabendo que seu neurologista não estava de acordo com a medicação?
          3- Em quem você realmente confia, no seu neurologista ou no psiquiatra?

          Joana, você terá que optar entre o tratamento sugerido pelo psiquiatra e o sugerido pelo neurologista. Não se pode, nesse caso, servir a dois senhores. Se achar que o segundo está com a razão, ao dizer que aconteceu consigo apenas uma crise de estresse em razão da luta por uma vaga na Universidade Federal, faça o desmame, conforme indicação dele e siga as suas instruções médicas. Mas, se por outro lado achar que seu caso necessita do uso do antidepressivo, deverá dar continuidade ao tratamento com o oxalato de escitalopram. Não se troca um antidepressivo por outro antes de um tempo de uso. É preciso esperar passar os efeitos adversos, que duram cerca de duas a três semanas, dependendo de cada organismo, para colher os bons resultados. O médico só troca o medicamento quando esse não é suportado pelo organismo e, depois que, passado o tempo esperado, esse não traz resultados. Se quiser, poderá buscar uma terceira opinião, procurando outro psiquiatra. O importante é que se sinta segura em seu tratamento.

          Pressinto que está angustiada e em dúvida sobre o que fazer. Veja o meu conselho:

          1- Prosseguiria com o desmame e seguiria a orientação do neurologista, pois o uso do antidepressivo só deve ser feito quando realmente houver necessidade. Não se pode tomá-lo por qualquer coisa, principalmente quando não se tem um diagnóstico abalizado. Pode ser que seu problema esteja restrito ao estresse.

          2- Se depois de um tempo tomando os medicamentos fitoterápicos, suas crises persistirem, volte a seu neurologista para reavaliar sua saúde mental. Ele também poderá lhe prescrever um antidepressivo e acompanhá-la no tratamento.

          Amiguinha, saiba também que alguns antidepressivos exigem um espaço de tempo no uso entre um e outro. Alguns médicos, como aconteceu comigo, pedem alguns dias entre a mudança da fluoxetina para o oxalato de escitalopram, ou vice-versa. Portanto, não pode ir mudando assim a bel-prazer. Sem falar que o acompanhamento médico no início do tratamento com antidepressivos é de suma importância. Certo?

          Abraços,

          Lu

  69. Adriana Faria

    Oi, Lu!
    Amanhã vou retirar minha vesícula e eu estou tomando ESC e Alprazolam para dormir, estou tratando estresse, pânico e depressão leve.
    Meu medo é tomar anestesia geral, o meu médico disse que não tem problema, mas hoje ainda não consegui tomar pelo medo de fazer mal.
    Sabe me responder se posso tomar meu antidepressivo?

    Obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Adriana

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, seu médico está correto. O antidepressivo não interage com a anestesia. Fique tranquila. Ainda assim, terá uma conversa com o anestesista, antes da cirurgia, tendo oportunidade de relatar-lhe os medicamentos que toma. Outra coisa, um dia só sem tomá-lo não faz diferença alguma, pois a substância do remédio é acumulativa. Pode tomar sem problemas.

      Adriana, desejo-lhe uma excelente cirurgia. Tudo irá dar certo. Quanto mais otimista for, melhores serão os resultados. Assim que puder, escreva-me dizendo como se encontra.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  70. Anne

    Oi, Lu!
    Hoje faz 75 dias de uso do Exodus, e me sinto em paz, tranquila. A diferença de quem eu era antes do remédio e de como sinto meu interior hoje com o uso é brutal. Não me sinto mais apavorada, em constante ansiedade, achando que algo terrível vai acontecer a todo momento. Tenho estado bem sossegada, eu me sinto outra pessoa com relação a quem eu era antes de começar o tratamento. Ainda tomo o clonazepan, pois o médico não me liberou dele, porém tomo apenas à noite, embora diversas vezes não sinta precisão de tomar, porém, tomo mesmo assim, porque não vou parar por conta própria.

    Você me ajudou muito no começo do tratamento, que foi um tanto quanto ruim, e te agradeço. Graças a Deus hoje em dia consigo me sentir bem, na maior parte dos dias, sem aquela afobação, medo, angústia, vontade de sair correndo e gritando por aí, coisa que antes eu sentia todos os dias. É claro que ainda sinto um pouco de ansiedade, agitação leve, um aperto no peito de vez em quando, mas nada comparado ao que sentia antes do uso do medicamento, porém acredito ser normal ainda sentir algo, pois ainda não chegou nos 90 dias, indicados para a “cura total”. Tenho sido sempre e pra sempre muito POP.

    Obrigada, beijo e abraço 🙂

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Anne

      Como é bom receber tão boas notícias. Sinto-me imensamente feliz ao saber que seus dias de intenso sofrimento passaram, e que já é possível ver luz vindo do fundo do túnel, inudando toda a sua vida. Você faz muito bem em seguir direitinho a prescrição médica, só parando a medicação quando ele assim determinar. Muitos o fazem por conta própria e têm que voltar ainda mais abatidos.

      Amiguinha, continue sendo POP! Seu comentário será de grande valia para muitos leitores, ainda no início do tratamento.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Anne

        Bom-dia, Andreia!

        Se você tiver um calmante (eu tenho o clonazepan) acredito que a primeira fase se torna menos pesada, mas se não tiver, meu conselho é, simplesmente aguente firme, pois VAI PASSAR. O que você deve ter em mente que é uma melhora “lenta e gradativa”, com algumas recaídas, ou não, tudo depende do seu organismo. Eu demorei um pouco pra me livrar totalmente dos efeitos colaterais e começar a sentir os bons efeitos, pois tudo é lento e gradativo. Até hoje ainda sinto leves sintomas, mas não me assusto, nem me apavoro, só penso que vai passar e vou ficar totalmente bem. Seja sempre POP, não só com relação ao remédio, mas sim com relação a sua vida toda. Eu apliquei isso na minha vida, e olha, tem dado certo, principalmente na parte otimista. Tenho buscado não me irritar com coisas bestas, com o que eu não posso mudar, buscado melhorar naquilo que posso mudar, e o principal, estou buscando sempre leveza na vida, na alma e olhar ao redor nas situações, que antes eu só tinha um foco. Por fim, mantenha sempre contato com seu psiquiatra e venha conversar conosco.

        Boa sorte! 🙂

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Anne

          Vocês estão sempre me surpreendendo. Seu comentário exala otimismo por todos os lados. É isso mesmo, minha garota POP. Continue incentivando as pessoas, pois isso lhes faz muito bem. Além de ser um ato carinhoso é também uma prova de sua generosidade.

          Beijos,

          Lu

  71. Lucas

    Lu
    Desde os 16 anos de idade tomo remédios para depressão, ansiedade, etc. Já tomei vários antidepressivos das mais variadas classes e até hoje (já estou com 19) não me adaptei com o medicamento para me reerguer. Muito pelo contrário, cada tentativa sem sucesso é como se me jogassem no fundo do poço para eu cavar mais fundo. Como explico para o meu psiquiatra que eu realmente não senti efeito algum? Na última consulta ele insinuou que eu podia estar “traficando” os tarja preta, pois sempre chego com questionamento a respeito de aumentar a dose para me acalmar/ou me dopar num dia de surto. Obrigado desde já.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lucas

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, não são poucas as pessoas que tomam antidepressivo desde a adolescência em razão de algum transtorno mental. Assim como você, também comecei muito cedo nesta caminhada. Realmente, dentro desses três anos de medicação já era para ter acertado com algum remédio para seu caso específico. Pelo que pressinto, você tem o organismo bem resistente a esse tipo de medicação. Ao que me parece, já passou por várias substâncias diferentes sem lograr resultado.

      Lucas, é fundamental a empatia e a confiança entre paciente e médico. Se seu psiquiatra não está acreditando em você, está na hora de buscar outro. É sempre bom obter uma segunda opinião. Abra-se com o médico, fale-lhe de sua trajetória, liste todos os antidepressivos que já tomou (leve por escrito) e relate-lhe com franqueza que cada fracasso joga-o ainda mais no fundo do poço.

      Amiguinho, ao que me parece, você é uma pessoa tímida, muito centrada em si, que dificilmente fala o que sente, sofrendo sozinho. Se assim for, está na hora de mudar seu ritmo de vida, procurando viver com mais leveza, apenas um dia de cada vez. Vou lhe enviar o link de alguns textos que irão ajudá-lo. E venha sempre conversar conosco.

      Gostaria que me respondesse:
      1- Quais antidepressivos já tomou?
      2- Qual toma atualmente e a dosagem?
      3- Sente os efeitos adversos desses medicamentos?
      4- Segue rigidamente a prescrição médica ou não?

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Thatiana

        Oi, Lu!

        Achei muito interessante o post e os comentários. Li quase todos, mas são muitos rsrs…

        Estou aqui pra tirar dúvidas quanto aos efeitos do escitalopram. Não sou a usuária, mas quero tentar entender os sintomas que a minha mãe está tendo e poder ajudá-la e também me acalmar. Confesso que não está sendo fácil vê-la num estado psicótico. Ela era uma pessoa cheia de vida, ativa e batalhadora até mais ou menos 1 ano atrás, mas, quando anunciei que iria me casar, ela iniciou uma tristeza. Casei-me em julho e ao chegar da lua de mel já percebi que ela não estava muito bem. Começou a não querer sair de casa e nem mais ir ao salão como de costume. Em dez passado, eu saí de casa e mudei-me de vez. Desde então seu quadro agravou, e iniciou uma ansiedade em alto grau. Ela não consegue mais fazer suas atividades de casa, etc.

        Há 37 dias fomos ao psiquiatra e iniciou a medicação do eficenthus 10 mg pela manhã e à noite rivotril 0,5mg (ela já tomava esse remédio escondida de 1 mg) ha 11 dias. O médico aumentou a dosagem do antidepressivo para 20 mg. Não percebi nenhuma melhora. Observo que ela continua inquieta, com pensamentos negativos, querendo sair de casa, ir embora, diz que não tem mais saída pra ela, que já morreu, que estamos perdendo nosso tempo. Nao fica quieta em um canto. Tenta fazer as coisas, mas se desespera. Enfim, todas essas expressões são bastantes desanimadoras pra nossa família, que estamos lutando por ela. Minha mãe tem 67 anos de idade e tenho medo de ter algo mais que só uma depressão. Porém me lembro que minha tia teve comportamento muito semelhante, inclusive minha mãe cuidou dela em nossa casa.

        Sinto que os sintomas têm piorado, é normal? Não seria o caso de mudar o remédio? Só teremos consulta dela em 14/03, confesso que estou ansiosa para ter minha mãe de volta.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Tathiana

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinha, eu sei o quanto está sofrendo ao ver sua mãe assim. Eu passei por isso durante muitos anos de minha vida. Primeiro foi minha avó, depois minha mãe, a seguir muitas tias… Venho de uma família em que a depressão é hereditária. Sou uma das herdeiras.

          A depressão de sua mãe pode ser traumática, ou seja, a sua saída de casa mexeu emocionalmente com ela, redundando num desequilíbrio emocional. Também pode ter sido o gatilho para disparar o transtorno que já carregava consigo, uma vez que você diz que sua tia (se irmã dela) já teve o mesmo problema. Se for o primeiro caso, o tratemento será curto, demandando cerca de seis meses. Caso seja o segundo, demandará mais tempo. O importante é que existem bons antidepressivos no mercado, como o oxalato de escitalopram, responsáveis por estabilizar a parte emocional da pessoa. É preciso ter calma, paciência e otimismo, ciente de que tudo passará.

          Thati, todo antidepressivo traz efeitos adversos. É normal a pessoa, no início do tratamento, sentir-se pior do que antes de começá-lo. Sua mãe encontra-se nessa fase turbulenta, ou seja, no período mais difícil, que para alguns demora um pouco mais. Faz-se necessário que a família tenha muita paciência com ela e observe de perto seu comportamento, buscando ajuda médica caso os sintomas sejam muito fortes. Nessa fase, ela não deve ser deixada sozinha. Saiba que sempre que se aumenta a dosagem, os efeitos ruins reaparecem, mas logo passam. Essa piora deveu-se a isso. Não se deve mudar o medicamento num período curto, pois é preciso avaliar primeiro o seu efeito no organismo, e isso demanda um certo tempo.

          Não se preocupe, amiga, sua mãe possui só a depressão, o que não é fácil, pois mexe com todo o seu organismo, levando a crer que ela tem um monte de enfermidades. O mais importante é que está sendo medicada. Será questão de tempo, para que ela retorne à vida de antes e você tenha sua mãe de volta. Uma de nossas participantes passou tudo isso que ora vive, também com a mãe. Não me lembro em qual texto escreveu. Ela se chama Érica. Pesquise aqui no site.

          Muita força, minha querida. E conte sempre conosco.

          Um grande abraço,

          Lu

        2. Thatiana

          Que bom esse canal de comunicação e interação. Lu, obrigada, você com certeza está ajudando muitas pessoas com a sua vivência e experiência. Fico grata como todos aqui, certamente.

          Essa foi a primeira crise dela e esperamos que seja a última. Essa tia é irmã dela que ela cuidou sim com depressão, e já está na 3ª recaída. Duas delas quem cuidou foi minha mãe, em nossa casa, porém ela nunca teve amor e atenção dos filhos, é uma pessoa sozinha. Nem acompanhamento psicológico. Que é o que estamos providenciando pra minha mãe. Já estava até pensando em mudar de médico caso ele não quisesse trocar o remédio dela, pois todos dias é um sintoma ou um delírio novo que ela desenvolve. E a melhora que é boa, nada.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Thatiana

          Agora é ter paciência e aguardar o resultado da medicação, pois isso demanda um certo tempo. Conte sempre conosco. Não se sinta sozinha nessa sua caminhada. Venha sempre conversar conosco.

          Abraços,

          Lu

  72. Alessandro Garcia

    Bom dia.

    Primeiramente, quero deixar claro que minha gratidão em achar este blog é imensa. Praticamente uma terapia.

    Meu probleminha de ansiedade se revelou em julho do ano passado, quando fui parar no hospital com todos aqueles sintomas, que já sabemos quais são e lá, nada identificado. Dali por diante, médico atrás de médico e exame atrás de exame… E nada.

    Fui diagnosticado com o TAG e me foi receitado o Donarem 50 mg, para uso noturno, 1 comprimido. Como qualquer ansioso, li a bula e comecei a entrar em pânico, não querendo mais tomar o medicamento. Porém, eu já fiz uso dele em 2014, quando visitei um psiquiatra por causa de minhas reações ansiosas, sem crises. Ele me receitou o Êxodus 10 mg (pela manhã) e o Donaren (50 mg) à noite. Depois dos 3 primeiros dias, eu via nuvens estreladas com um céu colorido cheio de vida e boas vibrações, e assim o foi. Porém, interrompi o tratamento 3 meses após, por conta própria… A grande enrascada de todos os atrapalhados que não sabem o que estão fazendo. Por este histórico,o clínico geral, quando tive essa crise em julho do ano passado, resolveu introduzir o Donaren 50 mg.

    Cansado de não melhorar muito, fui em busca de um psiquiatra na semana passada, e ele me recomendou o Êxodus 15 mg novamente. Fiquei bem receoso porque os efeitos colaterais são bem fortes e constantes. Os meus são: batimento cardíaco acelerado ao fazer movimentos fora da cama, falta de apetite (que hoje, no quinto comprimido está voltando aos poucos), insônia apenas no primeiro dia, mas fui resistente a tomar o alprazolan 5 mg, que ele receitou junto para usar apenas em casos de emergência… Porém, não julguei a falta de sono uma urgência e sim um processo de adaptação e assim, a partir do segundo dia eu voltei a dormir normalmente… Até demais. (Risos). Tenho bastante enjoo e ontem tive uma dor no peito enorme, porém, respirei, relaxei e passou…. E assim é… acredito que as coisas tendam a melhorar de hoje pra adiante.

    Para aqueles que acham muito caro o Êxodus, e eu também achei, existe a possibilidade de fazer um cadastro no site do medicamente e obter 30% de desconto, eu mesmo, paguei 70,00 reais por 1 caixa. Apenas para complementar… Minhas fezes estão amareladas, isso é normal com o Excitalopram?

    Desejo muito calma e tranquilidade a todos. Essa é uma fase de aprendizagem.

    Lu, você é maravilhosa e acho que não tens noção da dimensão do teu trabalho!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Alessandro

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, o número de pessoas diagnosticadas com TAG cresce a cada dia. Com o capitalismo selvagem que comanda o planeta, em que a competição e o lucro dão as cartas, não poderia ser de outra forma. Tudo isso é uma potente estufa para os transtornos mentais.

      Os problemas de ansiedade são os maiores responsáveis por levar as pessoas aos hospitais, sob o argumento de que estão tendo um ataque cardíaco. E aí vem um rol de exames, todos com resultados negativos. Ainda assim, é difícil de acreditar que não se tem nada, diante de crises tão severas. Demora um tempo para a pessoa conscientizar-se de que seu problema é bem outro. Imagino o que passou! O importante é que agora saberá com qual inimigo lutar.

      Como diz um amigo, “as bulas são bem cabulosas”, pois são obrigadas a registrar todo caso acontecido, ainda que ínfimo. Ao lê-las, não se pode levar tudo ao pé da letra. O importante é ficar atento aos efeitos adversos, recorrendo a elas quando necessário. Se acharmos que vamos ter tudo aquilo que elas preconizam, refugamos na hora… risos. Confesso que só leio quando surge algum efeito adverso, sempre optando pelo parecer médico em relação ao medicamento prescrito.

      Alessandro, o oxalato de escitalopram está entre os antidepressivos mais receitados na atualidade. Através dos comentários poderá observar o grande número de pessoas que faz uso desse medicamento, inclusive eu. Não sei se você tinha conhecimento de que não se deve parar com um antidepressivo por conta própria, uma vez que muitos médicos não informam isso. Muitas vezes a culpa é do profissional e não do usuário do remédio. O fato é que, por esse deslize, você teve a repetição de um novo episódio de crise, aprendendo com a própria experiência.

      Os efeitos ruins, citados por você, estão dentro do quadro proporcionado pelo medicamento, na fase inicial do tratamento. Normalmente, tais efeitos passam dentro de duas a três semanas. Nessa fase é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Logo, logo estará vendo “nuvens estreladas com um céu colorido cheio de vida e boas vibrações”. Quanto às fezes amareladas, algumas pessoas costumam ter diarreia, podendo ser essa a causa da mudança na cor de suas fezes. Observe, se continuar, converse com seu médico.

      Alessandro, agradeço-lhe a informação sobre como obter desconto no valor do remédio, que é realmente muito caro. Eu tenho optado sempre pela compra do mais barato. Também me sinto comovida com os elogios a mim dirigidos. Este espaço começou com um simples texto em que eu falava da minha depressão crônica, e logo tornou-se um fórum sobre o assunto. Saber que estou ajudando de alguma forma é muito compensador. Muito obrigada! Continue dividindo conosco essa sua caminhada. Será sempre um prazer recebê-lo aqui.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Alessandro Garcia

        Lu…

        Que delícia receber seu feedback. Estou preocupado sim com a cor das fezes, mas me mantenho calmo, pois de manhã estavam bem amareladas e agora à tarde já estão começando a passar para um amarelo mais escuro, então acho que vai normalizar. Quanto ao urinar, está meio normal ainda, apesar na demora para expelir, mas nada demais.

        Hoje estou no quinto dia e estou tendo um dia mais tranquilo. Consegui me alimentar melhor, a sudorese continua, mas nada incontrolável e as palpitações estão diminuindo. Estou bastante otimista, mas sou POP, assim como essa grande família aqui que se ajuda e muito! Hoje estou meio que me forçando a ter um dia normal, porém, sem cobranças…

        Um abraço, Lu!
        Obrigado mais uma vez!
        Que Deus ilumine seus passos divinamente!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Alessandro

          Pesquisas mostram que as pessoas otimistas obtêm resultados mais rápidos no tratamento. Os seus comentários, amigo, exalam confiança, força, coragem e a certeza de que dias melhores virão. O nosso estado de humor é fundamental na condução de nossa própria vida. Também sou como você, sempre procuro ver luz no fim do túnel. Aceito com a maior naturalidade o fato de que nossa mente adoece, pois, afinal, ela é parte de nosso corpo, e não um elemento extraterrestre, como pensam alguns. Ao final, a gente tira tudo de letra.

          Abraços,

          Lu

  73. Lucas Lira

    Bom-dia!
    Estava tomando o escitalopram de 10 mg e minha médica decidiu diminuir a dosagem para o 5mg, é normal voltar a ter alguns sintomas inicialmente?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lucas

      Seja bem-vindo à nossa família!

      Amiguinho, imagino que você se encontre na fase do desmame. É isso mesmo? Caso seja, a diminuição da dosagem deve ser lenta, para que o organismo não passe pelos efeitos ruins da abstinência. Sua médica é psiquiatra? Gostaria de obter mais informações suas.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Vanessa Silva

        Lu
        Comecei a fazer essa medicação no dia 26 de janeiro. No início senti muitas náuseas, passadas duas semanas esse sintoma desapareceu. Mas agora todos os dias de manhã tenho diarreia, será normal? Ontem não tomei a medicação porque não sei o que fazer? E também perdi um pouco de peso.

        Obrigada pela atenção!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Vanessa

          Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, a diarreia é um dos efeitos adversos do antidepressivo. Não pare de tomar o medicamento sem o consentimento médico. Ela irá passar. Compense tomando bastante líquido para não ficar desidratada. Se vir que a diarreia está aumentando, contate seu médico. Aproveite e leia os comentários, onde encontrará relatos sobre esse sintoma. O oxalato de escitalopram tanto pode levar a pessoa a perder peso como a ganhar. Também observe, se estiver emagrecendo muito, contate seu médico. Fique tranquila, pois tais transtornos são relativos ao medicamento.

          Beijos,

          Lu

        2. Vanessa Silva

          Olá, Lu!
          Muito obrigada pela sua resposta. Hoje estive a ler alguns comentários e vi que também quase não durmo, mas como isso já acontecia antes não liguei ao sintoma. A minha médica receitou-me o escitalopram, porque estava com ataques de pânico durante o sono. Tenho tido muitos pesadelos, a diarreia está a dar cabo de mim. Tenho o nariz entupido, espirros… Mas hoje depois de ler os comentários, voltei a tomar a medicação. Neste momento não consigo falar com a minha médica, porque estou fora do país.

          Muito obrigada pelo apoio.

          Beijinhos

        3. LuDiasBH Autor do post

          Vanessa

          O oxalato de escitalopram tem sido muito receitado pelos médicos no combate a vários transtornos mentais. Quanto aos efeitos adversos, leia com atenção o texto de seu comentário e saiba quando será necessário buscar ajuda médica. A maioria deles é comum, passando depois de duas a três semanas de uso do medicamento, portanto, fique tranquila.

          Você é portuguesa?

          Abraços,

          Lu

        4. Vanessa Silva

          Mais uma vez, muito obrigada, Lu, pelo acolhimento e respostas.
          Sou portuguesa!

          Beijinhos

  74. Marina

    Olá, Lu,
    Adorei seu blog, principalmente eu que vou entrar nesse mundo e tenho várias dúvidas.

    Ontem fui diagnosticada com transtorno de ansiedade e depressão. Devido a pressão de vestibular, 3 anos tentando Medicina e tudo, fui desenvolvendo isso. O médico me receitou o Deciprax 10 mg, mas estou com medo de tomar devido aos efeitos colaterais, principalmente o de engordar. O fato é que eu já como muito, devido a ansiedade. Será que eu vou passar a comer mais depois dá utilização do Deciprax? Quanto aos familiares (mãe e avó) elas não colaboram muito, só me põem pra baixo na maioria das vezes. Eu também tenho um namorado e tenho medo de que os efeitos colaterais me façam ficar distante dele. O que eu devo fazer diante disso tudo?

    Beijos no coração e obrigada desde já!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Marina

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, os embates da vida vêm contribuindo para que um grande número de pessoas em todo o mundo sejam diagnosticadas com os mais diferentes transtornos mentais, dentre eles os de ansiedade e depressão. O primeiro passo é reconhecer que precisa de ajuda. E isso você acabou de fazê-lo, agora é seguir direitinho o tratamento.

      Marina, é sabido que muitos antidepressivos têm como um de seus efeitos colaterais a possibilidade de engordar ou emagracer, dependendo de cada organismo. O oxalato de escitalopram tanto pode agir de um modo como de outro. Como saber? Apenas tomando o medicamento e avaliando seus efeitos adversos. Pode ser que você se encontre entre as pessoas que emagrecem. Pode ser que o antidepressivo, ao agir sobre sua ansiedade, acabe por desacelerar o apetite. Eu emagreci com essa substância. Quanto às pessoas com as quais convive, você não pode se importar com a postura delas, mas sim com sua saúde. Não adianta protelar o tratamento, pois isso só faz aumentar a intensidade de sua ansiedade, podendo resvalar para a síndrome de pânico, e aumentar o grau de sua ansiedade. E se seu namorado realmente gostar de você, ele será o primeiro a incentivá-la a fazer o tratamento. Em relação à sua mãe e avó, converse com elas sobre o momento que ora vive. Abra-se com elas. Peça-lhes para ler os comentários aqui, para tomarem conhecimento de como é a vida de quem passa por transtornos mentais. Muitas vezes as pessoas não possuem a menor noção disso. Acho que você deve iniciar o tratamento o mais rápido possível, não permitindo que as crises sejam fortalecidas. E qualquer problema venha aqui conversar conosco. Estaremos sempre de braços abertos.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  75. Sirlei

    É possível o LEXAPRO 10 mg fazer efeito no mesmo dia? Deixar a pessoa menos ansiosa, já sentir uma melhora?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Sirlei

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, é possível, sim, pois o antidepressivo pode agir de uma maneira diferente em cada pessoa. Nosso organismo é uma caixinha de surpresa.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Breno

        Boa-tarde, Lu,

        Estou tomando o oxalato de escitalopram junto com o cloridrato de venlafaxina, 20 mg e 75 mg respectivamente. Meu médico disse que eu só sentiria a melhora após duas semanas. Na primeira semana, eu tive alguns efeitos colaterais como diarréia e moleza. Já na segunda, que começou ontem, estou me sentindo agoniado, inquieto e estou tendo dificuldades para dormir. Esses remédios realmente levam esse prazo para agir? É normal essa agonia/inquietude? Obrigado!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Breno

          Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinho, através dos comentários aqui neste espaço, você encontrará muitas pessoas que estão tomando oxalato de escitalopram e cloridrato de venlafaxina. Os efeitos adversos que está sentindo são normais. No início do tratamento a pessoa sente-se pior do que antes de iniciá-lo. Esses efeitos ruins passam, normalmente, após a terceira semana, embora em algumas pessoas durem até um mês. O importante é ser POP (paciente, otimista e persistente). Não pare sem a permissão médica. Converse com seu médico para que ele lhe passe um ansiolítico para ajudá-lo nessa fase inicial. Fale-lhe também sobre a sua insônia, pois, dependendo do horário que toma os medicamentos, ele poderá mudá-los. Fique tranquilo, pois os bons resultados que aparecerão daqui a alguns dias compensarão o sofrimento de agora.

          Abraços,

          Lu

  76. Cláudia

    Oi, Lu!

    Iniciei com 10 mg de oxalato e 1 mg diário de frontal. Fui melhorando gradativamente, sem efeitos colaterais e após 2 meses iniciei o desmame do frontal, retirando 0.25 mg por semana. Na primeira semana não senti nada, mas na segunda senti os sintomas de angústia, ansiedade e depressão ameaçando voltar fortemente, com intensidade menor que no início do tratamento, claro. Voltei à psiquiatra, e ela aumentou a dosagem do oxalato pra 15 mg, e orientou que eu continuasse com 1 mg de frontal até que eu me sentisse segura para iniciar o desmame novamente. Isso faz 20 dias, mas ainda não me sinto preparada pra isso, inclusive essa semana me senti bem depressiva.

    Como quero engravidar, inclusive já estou tentando, fico preocupada em não conseguir desmamar o frontal e também acho que já deveria estar estabilizada, pois iniciei o tratamento em novembro. Essa depressão e insegurança com relação a tirar o frontal são normais nesse ponto do tratamento ou será que a dose do oxalato ainda está insuficiente pra mim? Tenho retorno com a médica no próximo mês.

    Obrigada pelo espaço, pois me faz muito bem poder falar aqui.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cláudia

      A orientação de sua psiquiatra está correta. Agora é preciso paciência para fazer o desmame. E procure não somatizar, achando que não dará conta de fazer o desmame do frontal. Todo mundo consegue e não será diferente com você. Penso eu que passou a tomar uma boa dosagem. Fique tranquila, pois tudo irá dar certo. Não se esqueça de dizer para sua médica que está querendo engravidar. É importante que ela saiba.

      É também prazeroso receber seus comentários. Volte sempre!

      Beijos,

      Lu

      Responder
  77. Patrícia

    Olá, Lu!

    Meu médico me receitou o Esc e tem uma semana que estou ensaiando para comprar… Meu principal problema é essa sensação de estrangulamento, bocejos e parece que não consigo respirar… Às vezes parece que não consigo soltar o ar. Sou muito agitada, falo até perder a voz, e se eu nao falo, sinto mais dores ainda. Vou da alegria à tristeza em segundos, me irrito facil, meu coração acelera, minhas mãos e braços formigam, parece que vou ter um ataque do coracão, medo de enlouquecer, de me perder na rua, até porque perco a memória. esqueco até quem sou. Eu tinha essas coisas a cada dois meses, mas agora sinto todos os dias. Não sei o que faço, compro ou não a medicação? Alguém tem as coisas que sinto, já tomou antidepressivo e deu certo?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Patrícia

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, você já deveria ter iniciado seu tratamento médico há muito tempo. Quanto mais postergá-lo, mais fortes e constantes serão suas crises. Antes eram a cada dois meses, agora acontecem todos os dias, e logo serão ininterruptas. Não brinque com sua saúde. Os sintomas de seus transtornos mentais já estão muito sérios. Além da ansiedade, você também me parece estar com o transtorno da bipolaridade. Ao buscar ajuda médica, deveria estar levando a sério o tratamento, e ainda nem comprou a medicação. Muitos aqui já passaram por tais transtornos e encontram-se bem ou ainda em tratamento. A finalidade do antidepressivo é dar estabilidade emocional ao nosso organismo, ao fazer com que nosso cérebro funcione melhor. Não tenha dúvidas.

      Pat, não brinque com sua saúde. Sua inconsequência poderá lhe trazer gravíssimos problemas, bem mais sérios do que os que ora vive. Aguardo um comentário seu, dizendo que já iniciou o tratamento.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Patrícia

        Obrigada, Lu! Vou iniciar, sim. Às vezes sinto que os médicos não me levam a sério e não sinto firmeza neles, acabo largando o tratamento. Mas vou fazer o máximo para ficar bem.

        Responder
  78. Tarci

    Olá, Lu!

    Tenho depressão persistente e transtorno de ansiedade,atualmente.Tomo escitalopran de 15 mg 2 comprimidos e Menelat, já faz uns 6 meses, até então estava muito bem, mas faz uma semana que não estou bem, me sinto triste. A vida de repente se tornou sem graça, e o pior é que não posso demostrar o que estou sentindo, pois já fiz minha mãe sofrer muito com minha doença. Finjo que estou bem, não sei o que está acontecendo, porque estou assim, se estou tomando os remédios direitinho. Só sei que não posso continuar assim. Durmo bem porque tomo o Menelat e ele induz o sono, mas não tenho vontade de fazer nada, tudo se tornou sem graça, minha volta pro meu psiquiatra ainda falta 10 dias.

    Um beijo, Lu!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Tarci

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, nós que sofremos de transtornos mentais temos altos e baixos, pois a maioria deles são recorrentes. Muitas vezes encontramo-nos ótimos e repentinamente há uma queda em nosso humor, o que nos deixa deprimidos. Há casos também em que é preciso mexer na dosagem do medicamento, pois essa se encontra aquém das necessidades do organismo. Noutros faz-se necessário até mesmo mudar de medicamento. Há casos também em que algum fato traumático acontece em nossa vida e desequilibra-nos durante um certo tempo. São muitas as variáveis que podem ocasionar essa queda de humor, levando-nos a uma tristeza profunda. Nesse caso, o ideal é que, ao retornar a seu psiquiatra, repasse-lhe tudo isso (anote para não se esquecer). Ele analisará suas queixas e verá qual será o melhor caminho a tomar.

      Tarci, fique tranquila, pois isso acontece com a maioria de nós, conforme poderá comprovar aqui nos comentários. O importante é que saiba que tudo irá passar. São fases com as quais temos que lidar de vez em quando. Nesses momentos, procure racionalizar, jamais se sentir como vítima, pois pesquisas científicas comprovam que as pessoas otimistas tendem a obter melhoras mais rapidamente. Sempre digo que precisamos ser POPs (pacientes, otimistas e persistentes) em nossa vida. Quanto mais você tiver conhecimento sobre seu transtorno de ansiedade, mais facilmente lidará com ela.

      Lindinha, eu entendo perfeitamente o fato de você querer esconder de sua mãe o seu problema, não querendo que ela sofra. Mas não se sinta só. Aqui neste espaço você acaba de encontrar uma segunda família. Venha sempre trocar ideia conosco. Jamais se sinta só. Vou lhe enviar uns links para leitura que irão ajudá-la. E enquanto não volta a seu médico, venha aqui diariamente deixar o seu desabafo. Certo?

      Grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Tarci

        Obrigada, Lu!
        Por acaso encontrei vocês, será uma forma de não me sentir tão só e tão anormal como me sinto. Vou voltar ao psiquiatra amanhã, espero que isso passe logo.
        Beijos

        Responder
  79. Broteus

    Lu

    Eu passei por uma síndrome de abstinência de benzodiazepinas em abril do ano passado. O motivo pelo qual tomei Sedoxil durante 6 anos foi minha síndrome de colon irritável, o que não adiantou muito. O meu psiquiatra receitou-me quetiapina e setralina para tratar os sintomas. Em setembro finalmente fiz o desmame e tirando umas ligeiras dores de cabeça passou rapidamente. Comecei a praticar desporto universitário (dois dias por semana), a fazer uma dieta e emagreci mais de 20kg. No Natal passado, quando entrei de férias por uma semana, decidi quebrar a minha dieta rígida, comi muitos doces e frituras, coisa que o meu estômago já não via há algum tempo. Comecei a sentir um desconforto no estômago, uma sensação de que queria arrotar mas não conseguia. Geralmente esta sensação desaparecia ao fim de algumas horas, mas neste caso demorou mais que um dia. Comecei a perder o controle e tomei um victan e tentei dormir, não consegui mas relaxei por duas horas. A partir daí comecei a sentir a minha garganta fechar, pressão no peito e dores nas costas. A minha médica de família mandou-me fazer análises de nutrientes essenciais, mas chegou à conclusão que seriam ataques de ansiedade. As análises ao sangue não acusaram quaisquer sinais de anemia e decidiu receitar-me novamente sertralina. Tentei ainda aguentar mais uns dia sem tomar nada para ver se passava… A sensação de garganta a fechar e pressão no peito desapareceu, mas sentia calafrios e náuseas. Decidi finalmente tomar um comprimido, mas fiquei muito mal disposto durante o dia e decidi voltar ao psiquiatra que me tratou a síndrome de abstinência. Ele me receitou escitalopram de 10mg. Assegurou-me que não eram benzodiazepinas, que não me afectava cognitivamente e não criaria um vício tão grande. Ele me disse que estes ataques de ansiedade, apesar de nunca os ter sentido na minha vida, exceto quando passei pela abstinência, era perfeitamente natural.

    Eu fiquei descansado e comecei a tomar esctalopram faz hoje 17 dias. Aproveitei as férias para começar natação, pois estava em casa e não teria desporto até voltar às aulas, mas amanhã elas recomeçam e vou continuar com a natação mais o desporto universitário. Durante a primeira semana, comecei com dores de cabeça nos lados superiores da face (nos dois lados da testa), calafrios, princípios de ataques de pânico, gases, diarreia e náuseas. Na segunda semana, tirando os gases, não senti quaisquer outros efeitos (fiquei super contente). Mas na sexta passada senti calafrios e dois ataques de pânico (coloquei a mão no coração e estava a bater depressa, as minhas ideias estavam a surgir depressa, quase como senão as controlasse). Deitei-me na cama e consegui acalmar-me. Desde então tenho sentido um aumento de ansiedade (não paro de tremer com as pernas, e fazer força com os dentes), gases, diarreia, dores de cabeça (nos dois lados da testa outra vez, um amigo que está a estudar enfermagem diz que é a parte da cabeça onde a ansiedade se encontra) e algum sono.

    Peço desculpa pelo texto grande mas queria explicar tudo antes de colocar algumas questões e/ou opiniões. Estes ataques de ansiedade podem ter sido causados por um ataque de hipoglicemia e ter descontrolado a minha cabeça? Ou será porque tinha uma vida ativa, com um organismo habituado a pouca energia (devido à dieta) e após o excesso de fritos e doces ficou com energia a mais? Se os efeitos secundários desapareceram durante a segunda semana, é normal voltarem no princípio da terceira semana? Quanto tempo realmente terei que sofrer com ansiedade a mais e possíveis ataques de pânico? Deveria voltar a consultar o meu psiquiatra por causa destes efeitos secundários? Quanto tempo leva realmente a começar a ver melhorias? Peço imensas desculpa pelo comentário enorme, mas como deu para ver a minha cabeça não tem descanso enquanto não tiver respostas. Abraços 🙂

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Broteus

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, todos os antidepressivos trazem efeitos adversos, incluindo o escitalopram. É sabido que o início do tratamento pode deixar a pessoa pior do que antes de iniciá-lo. Trata-se de uma luta de seu corpo na tentativa de rejeitar a nova substância. É uma fase realmente muito difícil, devendo ser acompanhada com atenção, pois alguns efeitos adversos necessitam de um retorno ao médico, que deverá avaliar a situação do paciente, adequando a dosagem, ou até mesmo suspendendo o medicamento. Essa fase ruim pode demorar entre duas a três semanas ou até mesmo um mês. Como você se encontra no 17º dia, significa que ainda se encontra no período de turbulência.

      Os sintomas ditos por você são inerentes aos efeitos nocivos do remédio, portanto, dentro do esperado, contudo, se a diarreia persistir faz-se necessário procurar seu médico, para que o corpo não venha a desidratar-se. Ele também poderá lhe passar um ansiolítico para ajudá-lo nessa fase ruim. Nessa fase inicial é comum os efeitos adversos diminuírem e reaparecerem, até que seu organismo adapte-se totalmente ao medicamento. Como já lhe disse anteriormente, tais sintomas começam a desaparecer na terceira semana, normalmente, mas pode ocorrer de demorar mais tempo, dependendo da reação do organismo de cada um. Seria bom contatar seu médico para falar-lhe sobre a diarreia, a tremura de pernas e de fazer força com os dentes e sobre o pensamento descontrolado.

      Broteus, não há nada para desculpar-se. Será sempre um prazer contar com a sua companhia. Nós formamos aqui uma grande família. Ninguém encontra-se só. Procure ficar tranquilo. Saiba que valerá a pena passar por tudo isso agora. Eu também sou usuária do oxalato de escitalopram e dou-me maravilhosamente bem. Faz mais de cinco anos que não tenho um ataque de pânico. Procure ficar o mais calmo possível. Leia os links que lhe enviarei. (Você é português?)

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Broteus

        Boa-noite, Lu!
        Os sintomas começaram a aliviar um bocado, apesar de ainda possuir a necessidade de abanar o joelho, quando estou sentado ou deitado. Ainda faço força com os dentes, mas penso que esteja melhor. Hoje senti uma náusea que ainda durou meia hora, mas passou. A diarreia desapareceu apesar de ainda existir moleza nas fezes. O problema real que agora possuo e realmente é desconfortável é o excesso de arrotos e de gazes. Vou muitas vezes à casa de banho com dores para apenas sair gás e o estômago faz barulhos esquisitos como quem tem fome e tem o estômago vazio quando eu comi uma gelatina uma hora antes e não é motivo para tal. Outro dos sintomas é falta de apetite mas ganho algum depois do exercício diário que faço. O que me assusta é que voltei à universidade e o pessoal realmente está me a achar muito magro, tenho medo que seja do medicamento mas por outro lado eu tenho mantido a minha dieta, comido sempre em intervalos de duas horas e meia e faço exercicio, posso apenas estar a imaginar coisas visto que quando tenho ataques de ansiedade eu penso que tenho todas as doenças menos ansiedade mas assusta ouvir isto dos colegas.

        Obrigado e desculpa pelo tamanho da resposta ou a maneira como foi explicita. Abraços. PS: Sou português sim 😛

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Broteus

          A tendência agora é você ter os sintomas amenizados até que desapareçam por completo, ou seja, a fase ruim está passando. Vá acompanhando a consistência de suas fezes, se a diarreia voltar, procure seu médico. Busque também se hidratar bastante. Soltar os gases presos é muito bom, pois evita dor. Tê-los presos que é problemático. Quanto à inapetência, pode acontecer, sim. O oxalato de escitalopram tanto pode levar a pessoa a comer excessivamente, levando-a a engordar, como pode eliminar sua vontade de ingerir alimentos, levando ao emagrecimento. Você, pelo visto, encontra-se no segundo grupo. O seu emagrecimento também pode estar relacionado à diarreia que teve. É preciso aguardar um tempo para ver se o seu apetite retornar. Se constatar que está a emagrecer em função do medicamento, não sendo esse seu desejo, comunique o fato a seu psiquiatra, que deverá mudar a medicação.

          Amigo, eu me encontro no rol dos que emagreceram com o oxalato de escitalopram, mas, depois de um tempo, meu organismo foi voltando ao normal. Hoje ainda como pouco, mas opto pela qualidade em relação à quantidade. Quanto ao fato de imaginar doenças, isso é muito comum, conforme poderá constatar nos depoimentos nos textos sobre o assunto. Muitos fazem um rol de exames, constatam que não têm nada de anormal, mas mesmo assim acham que estão doentes. Tudo criação da mente. Portanto, fique tranquilo.

          Não há nada para desculpar-se. Será sempre um prazer contar com sua presença. Aproveite e repasse o endereço deste nosso blog para seus amigos. Aqui eles poderão encontrar 30 categorias diferentes.

          Abraços,

          Lu

        2. Broteus

          Obrigado pela informação, Lu. Se a diarreia voltar a aparecer, eu irei comunicar ao meu psiquiatra. Apenas por curiosidade, tu disseste que há 5 anos que não tens ataques de pânico ou ansiedade, isso significa que ainda tomas a medicação? Não é suposto o antidepressivo perder seu efeito ao fim de 1 ano?

          Abraços

        3. LuDiasBH Autor do post

          Broteus

          Não é verdade que o antidepressivo tenha efeito apenas pelo período de um ano. Anteriormente eu havia tomado fluoxetina por um tempo enorme, cerca de seis a sete anos, até que passou a não fazer mais efeito. Agora tomo oxalato de escitalopram há cinco anos, e ainda na mesma dosagem. Fique tranquilo quanto a isso.

          Abraços,

          Lu

        4. Broteus

          Lu
          Obrigado pela informação, eu não sabia sobre a duração do efeito da medicação. A sensação no olho esquerdo não desapareceu, mas poderá nem ter nada a ver com a medicação, ou então tem a ver com a sinusite ou a dilatação da pupila. Falei com o meu psiquiatra, e ele me receitou um antipsicótico. Hoje comecei a fazer auto hipnose e fez me sentir realmente bem. A diarreia desapareceu finalmente, mas hoje estou com dores em um pequeno abdonimal, não sei se isso é normal nem sei se é efeito secundário do antipsicotico. Estou no 24º dia.

          Abraços

        5. LuDiasBH Autor do post

          Broteus

          Você está saindo da fase mais difícil do tratamento. Doravante a tendência é aparecerem os efeitos positivos, enquanto somem os negativos. Como entrou uma nova medicação no seu tratamento, é preciso aguardar para saber que efeitos adversos advêm desse. É importante que continue em contato com seu psiquiatra.

          Abraços,

          Lu

        6. Broteus

          Lu

          Hoje faz 4 semanas que comecei a tomar ESC 10 mg. Os sintomas de ansiedade já não se fazem sentir, mas ganhei uma nova coisa chamada de depressão, algo que era suposto desaparecer ao fim das 4 semanas no máximo. Para além da falta de libido, o que é normal, a minha vontade para fazer coisas é mínima. Cada dia que acordo fico com uma angústia pelo pensamento de que é mais um dia a sobreviver. Não tenho vontade de me matar, mas tenho aquela sensação de que apesar de ter medo de morrer, talvez não fosse o pior. É normal nesta fase do tratamento estar a sentir isto? Já tenho dias em que me sinto realmente bem, mas não é o dia todo. A minha consola e os meus jogos eram tudo para mim e agora estou com pouca vontade. Esforço-me todos os dias para colocar um sorriso, fazer exercício. Eu até já estraguei a minha dieta com doces, pois fazem me sentir bem por algum tempo. Saio da cama para me distrair com a consola mesmo que pouco e tento não ficar a pensar muito, especialmente com o meu hipocondrismo. Vejo que o medicamento diz que existe o risco de suicidio durante 3 meses de tratamento para crianças e menores de 24, eu tenho 25, e que devem ser acompanhados pelo seu médico. Será que é normal que mesmo que não me queira matar eu tenha que passar por mais 2 meses disto até ver resultados?

          Abraços 🙂

        7. LuDiasBH Autor do post

          Broteus

          Todos os sintomas descritos por você são normais, ou seja, fazem parte dos efeitos adversos do medicamento. Mas não se preocupe, logo eles passarão, vindo o resultado positivo. E esse medo de tomar atitudes impensadas é normal, meu amiguinho. Quanto ao risco de suicídio, nem pense nisso, pois quem questiona tal passobilidade jamais a executará. Trata-se de casos raríssimos. Através do texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM você saberá quando buscar ajuda médica. Como já faz quatro semanas de uso do antidepressivo, a tendência agora é ficar cada vez melhor. Continue POP (paciente, otimista e persistente) e logo estará bem. Procure desligar um pouco do tratamento, vivendo com mais leveza. Viva apenas um dia de cada vez. Não pré-ocupe a sua mente. Com 25 aninhos tem mais é que curtir a vida…

          Uma curiosidade: o que significa “consola”?

          Abraços,

          Lu

        8. Bruna

          Oi, Lu!

          Eu sou nova por aqui! Tenho 19 anos, e tive alguns ataques de pânico. Fui atrás de tratamento, sendo diagnosticada com ansiedade. Meu psciquiatra me receitou Eudok 10 mg (1 comprometido por dia). Comecei hoje a tomar, porém senti uma sensação muito estranha na minha cabeça, nas mãos e pés, e já fiquei mega nervosa, por conta de medo. Porém, depois de alguns minutos passou! Fico com medo de não estar dentro do normal, ou de ter alergia à medicação ou qualquer coisa do tipo, pois nunca tive reação a nenhuma medicação.

          Adorei o blog, já me confortou ler muito dos comentários!

          Abraço

        9. LuDiasBH Autor do post

          Bruna

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinha, a síndrome da ansiedade vem acontecendo até mesmo com crianças. E você agiu muito bem ao buscar ajuda médica, pois quanto mais cedo for medicada, melhor, pois corta o mal pela raiz. O oxalato de escitalopram é um dos antidepressivos mais receitados atualmente. A sensação estranha que sentiu faz parte dos efeitos adversos que se apresentam no início do tratamento, mas passam depois de duas a três semanas, normalmente. Não se preocupe. Nâo há porque ter medo, ainda que se sinta pior do que antes de dar início ao tratamento. Tudo está dentro do previsto. Leiam com atenção o texto acima, para saber quando realmente se preocupar. E continue em contato conosco. Não se sinta só!

          Beijos,

          Lu

        10. Broteus

          Obrigado, pela ajuda, LU, tem sido espetacular!

          “Consola” significa playstation 4, ou talvez em brasileiro significa videogame, não sei 😛 .

          Sim, já vejo melhorias apesar da fraqueza na perna esquerda, o que também pode ser do exercício físico ou apenas efeito secundário da medicação não registrado. Ainda sinto o coração a bater muito ou um arrepio ou outro, mas começo a notar a minha cabeça mais calma, o que é muito bom. Se a minha cabeça está calma, quando o antipsicótico começar a fazer efeito a sério, eu vou viver no paraíso. Tomo-o há 9 dias, e pelo que ouvi dizer também poderá levar algum tempo a fazer efeito :P.

          Apesar de a vontade ainda não ser a que era dantes e as manhãs ainda serem um bocado más (provavelmente porque o efeito do medicamento não chega lá ainda devido à toma apenas depois do almoço), eu já ando a jogar “videogames” e a distrair-me um bocado no dia a dia. Procurei ajuda na minha médica de familia e ela disse que ainda era muito cedo para o medicamento ter o efeito desejado, por isso deseja me paciência, pois logo vou me sentir melhor. Ela também disse que, visto que me sinto muito bem a partir das 6 da tarde até às 8 da noite, deve ser porque existe um pico de serotonina nessa hora pelo medicamento, mas que depois começa a aumentar o período em que me sinto assim o dia inteiro! Sempre tive uma imaginação muito fértil e ela hoje não sai ainda assim tão natural. Enfim, só queria reportar as melhoras.

          PS: Recomendo para quem sofre de ansiedade para tentar auto hipnose. Existe um vídeo muito bom no youtube e basta fazer diariamente para que ao fim de algum tempo não exista sequer a necessidade para medicamentos para esses sintomas. Não vou colocar links por motivos óbvios, mas procurem no youtube por “Auto-hipnose para diminuir a ansiedade | Hipnose | oHipnólogo” e logo logo vão se sentir melhor.

          Abraços

          Broteus

        11. LuDiasBH Autor do post

          Broteus

          Aqui nós usamos as palavras “videogame” e “playstation”, sendo a primeira a mais usada. Achei muito interessante o termo “consola”, imaginei que fosse um instrumento musical. Como é bela a nossa língua. Identifico se o leitor é brasileiro ou português (e também angolanos, moçambicanos…) apenas pelo modo de escrever.

          A sua melhora tem sido bem rápida, uma vez que toma o antidepressivo há apenas nove dias. Logo estará ótimo, pois a maioria só costuma sentir os bons efeitos após duas a três semanas. Não acho que a fraqueza numa única perna tenha a ver com a medicação. Pode estar ligada também a sua postura diante do computador ou “consola”. Concordo com a explicação de sua médica. Ela está correta.

          Amiguinho, a sua dica de auto-hipnose é ótima. Tenho a certeza de que muitos buscarão tal indicação.

          Um grande abraço,

          Lu

  80. Pedro André

    Oi, Lu!
    Tomo ESC 20 mg. Queria tomar kimera um produto aparentemente natural. Pode informar se tem alguma contra indicação ou interação que não permita?

    Obrigado

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Pedro André

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, a única coisa que sei sobre o Kimera é que ele é um termogênico. Para dizer-lhe a verdade, eu tenho um pé atrás com esse tipo de produto, pois muitos deles afetam o fígado. Não sei se já leu uma reportagem a respeito. Acho que deveria conversar com seu médico sobre o assunto. Leve a composição do produto para que ele o conheça.

      Volte depois para dizer-nos o que o médico lhe disse, pois outras pessoas devem ter essa mesma dúvida.

      Abraços,

      Lu

      Responder
    2. Pedro André

      Olá, Lu!
      Depois de consultar, minha médica proibiu-me determinantemente de tomar o Kimera. Fica o registro.

      Responder
    3. Tatiana

      André, fui diagnosticada, faz uma semana, com síndrome do pânico. O que desencadeou isso foi o uso de termogênico, eu tomava com indicação de nutricionista.

      Responder
  81. Bruna

    Olá, Lu!
    Comecei a tomar escitalopram faz 3 dias e estou tendo insônia, antes não tinha, será que é efeito colateral? Isso tende a passar? Obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Bruna

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, a insônia (ou o excesso de sono) é um dos efeitos adversos do oxalato de escitalopram. Caso esteja tomando o medicamento à noite, peça a seu médico para mudar o horário para a parte da manhã. Não se esqueça de que terá que falhar um dia, para começar num novo horário, evitando assim a super dosagem.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  82. LuDiasBH Autor do post

    Leidemilla

    Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

    Amiguinha, você não diz qual antidepressivo está tomando, mas qualquer que seja ele, os efeitos adversos são comuns, e aparecem no início do tratamento, como está acontecendo com você agora. Mas não se preocupe, pois, normalmente, dentro de duas a três semanas eles passarão, vindo a fase boa. Saiba que não se encontra sozinha. Poderá sempre contar conosco.

    Abraços,

    Lu

    Responder
    1. Sheyla Lima

      Lu!
      Acabei de sair de uma crise exatamente, como a primeira que tive no final do ano passado. Tosse, refluxo e depois taquicardia. Não sei se são sintomas da ansiedade, mas resolveu quando tomei um Rivotril 0,5, o famoso remédio da emergência. Já faz 26 dias que estou tomando o Escitalopran e estou vendo grandes progressos, passo a maioria dos dias super bem, às vezes sintos efeitos bem leves. Infelizmente hoje, sem motivo aparente, tive essa crise, mas acho que é comum já que tem pouco tempo que estou em tratamento. Bom ter esse espaço pra tirar dúvidas e dasabafar.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Sheyla

        Você ainda se encontra no início do tratamento, portanto, é natural que ainda sinta alguns efeitos adversos. Contudo, em relação ao refluxo, que muitas vezes ocasiona tosse, seria bom consultar um gastroenterologista. Pode ser que, ao tossir muito,acabou ficando nervosa. Não podemos jogar tudo na conta dos efeitos adversos. É preciso cuidar do corpo como um todo.

        Sheyla, é muito bom saber que você se encontra cada vez melhor, mostrando para as pessoas que vale a pena buscar ajuda médica.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Sheyla Lima

          Boa tarde, Lu!

          Hoje faz um mês e quatro dias que estou tomando o escitalopram. Posso dizer que praticamente não sinto mais os efeitos ruins do remédio. O que me preocupa na verdade, e eu não sei sei se é do remédio ou do transtorno de ansiedade, são as palpitações. Ontem tive mais uma crise. Estava tirando um cochilo no sofá à noite e acordei assustada, com o coração acelerado sem motivo aparente. Tenho medo de ter que passar episódios assim sempre. Li que o medicamento demora até 3 meses para sumir completamente com os sintomas da ansiedade, tenho tentado todos os dias ser “POP”, mas confesso que às vezes é bem difícil.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Sheyla

          Você está correta ao mencionar que “o medicamento demora até 3 meses para sumir completamente com os sintomas da ansiedade…”, pois cada organismo reage de uma maneira diferente. Ainda assim, você precisa comentar com seu médico sobre as palpitações. Pode ser que a dosagem tenha que ser mudada, pois a função do medicamento é trazer equilíbrio ao organismo. Quanto a ser POP, amiguinha, continue sendo assim, embora às vezes seja difícl.

          Abraços,

          Lu

  83. Luciano Autor do post

    Boa noite, Lu!

    Comecei a fazer o uso do medicamento ESC e não estou me sentindo bem, estou com a visão meia embaralhada, ânsia de vomito e uma sensação de que minha garganta encolheu, fechando para os alimentos. Tem apenas uma semana de uso desse medicamento. Alguém sabe se esse efeito do medicamento é normal?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Luciano

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, todo antidepressivo traz efeitos colaterais, sendo que alguns se encontram dentro da normalidade, mas outros não. O caso da visão embaralhada e a sensação de aperto na gargante merecem ser revistas por seu médico com uma urgência maior. Releia com atenção o texto acima.

      Aguardo notícias suas quanto a seu contato com o médico.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Josileine Janoti

        Oi, Lu!

        Já faz 23 dias que estou tomando o escitolopran de 10 mg e alprasolam, mas estou me sentindo muito mal, a cada dia que passa tenho esperança de melhoras mas, na verdade, parece que estou piorando. Será que devo voltar à psiquiatra, ou esperar mais um pouco, ela me deu medicação para dois meses.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Josileinte Janoti

          Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, você ainda se encontra na fase inicial do tratamento, quando a pessoa sente-se pior do que antes de começá-lo. Embora em algumas pessoas os efeitos adversos passem entre duas a três semanas, outras necessitam de um tempo maior, podendo esse ser o seu caso. Muitas podem precisar até mesmo de meses. O importante é que continue em contato com sua psiquiatra, informando-lhe sobre os sintomas ruins pelos quais está passando. Esse contato é fundamental no primeiro mês do tratamento. Se os efeitos adversos estão impossíveis de aguentar, ou se estão dentre aqueles que necessitam comunicar ao médico com certa urgência, como explica este artigo, você deve voltar, sim, à sua psiquiatra. Aproveite também para ler os comentários e inteirar-se melhor sobre o tratamento. Aguardo notícias suas.

          Abraços,

          Lu

    2. Lúcia

      Nossa Luciano, você obteve uma resposta do seu psiquiatra. Estou tomando há 5 dias e também estou com essa sensação, parece que tem um nódulo na minha garganta.

      Responder
  84. Andréia

    Oi, Lu!
    Sofro de síndrome do pânico e comecei a tomar o Esc há quatro dias e estou sentindo os efeitos colaterais. Estou pior, sinto os pés e mãos gelados, crises de pânico, falta de ar e muita ansiedade. Isso é normal? Tive um sono muito conturbado e sinto muito sono durante o dia. Já tomei fluoxetina e sertralina e não tive essas reações.

    Há quase 4 anos não tinha mais crises e agora elas voltaram. Fiquei frustrada! Li seus textos e me animei um pouco mais.
    Obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Andreia

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, a Síndrome do Pânico (SP) encontra-se entre os transtormos mentais mais comuns, estando muito ligado à ansiedade. Em relação aos efeitos adversos, esses são próprios dos antidepressivos, pois o corpo luta para não aceitar uma nova substância. Nessa fase difícil, que dura cerca de duas a três semanas, normalmente, a pessoa costuma ficar pior do que antes de iniciar o tratamento. Não se assuste, é assim mesmo, mas valerá a pena passar por tudo isso.

      Andréia, o nosso organismo reage diferentemente a cada substância, por isso sentiiu menos reação com a fluoxetina e com a sertralina. O oxalato de escitalopram é um dos antidepressivos mais usados atualmente, como poderá ver através dos comentários. Normalmente, os transtormos mentais são recorrentes, muitos desaparecem por um bom tempo e, quando menos se espera, algo aperta o gatilho, trazendo-o de volta. O importante é buscar ajuda médica, podando-o na raiz. Não veja isso como um motivo de frustração, mas como algo que precisa ser tratado. Como tenho dito, é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente), vivendo um dia de cada vez, da melhor forma possível.

      Vou lhe enviar uns links para ajudá-la a contornar o momento vivido.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Andréia

        Obrigada, Lu!

        Eu me senti acolhida por você e pelos demais. Tenho seguido suas dicas à risca e sei que vou melhorar. Obrigada de coração!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Alexsandra

          Enviei-lhe os links, mas o e-mail voltou. Seu e-mail deve estar incorreto, sua caixa cheia ou o problema é com o meu.

          Abraços,

          Lu

  85. Cláudia

    Oi, Lu,
    Como sabe, após 2 meses de início do meu tratamento indo muito bem, tive uma piora semana passada, mas com intensidade bem menor que no começo. Acreditei que foi pelo desmame do frontal, de 1 mg diário, pois em 2 semanas diminuí pra 0,5. A psiquiatra também acha que pode ter sido isso e reajustou a medicação. Desde terça estou tomando novamente 1 mg diário de frontal. Ela aumentou o oxalato de 10 pra 15 mg. Desde o primeiro dia já fiquei melhor, apenas com oscilações depressivas. Hoje fiquei um pouco pior, mas passou. Ainda não me sinto naquele estágio de melhora em que já estava, mas também não tive crises graves. Me pergunto, será que essas oscilações depressivas podem ser pelo aumento da dosagem do oxalato, ou porque eu piorei mesmo e ainda estou melhorando?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cláudia

      Há pessoas que sentem os efeitos adversos quando a dose é aumentada. Penso que suas oscilações são referentes à nova dosagem. Mas logo seu organismo irá se acostumar e você sentirá as melhoras. E, quando estiver melhor, o frontal pode ser retirado aos poucos, conforme orientação médica. Dois meses são um período muito pequeno quando se refere ao tratamento antidepressivo. A tendência é você ficar cada vez melhor. Não deixe de seguir direitinho a prescrição médica.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  86. Rafael

    Boa tarde Lu.

    Acabo de sair de um pico forte de ansiedade. Muita falta de ar, fraqueza nos braços e pernas e cabeça zonza, boca seca e tremor (aquela coisa de sempre). Quarta feira tenho consulta. Vou falar com meu médico sobre a dose do escitalopram, acho que tá muito alta 22,5 (tomo um comprimido e meio de 15 mg. Ontem fez um mês. Não aguento mais. Preciso ver os benefícios do remédio. Sei que a cada vez que se aumenta a dose dá um aumento da ansiedade. Ou vou pedir pra ele pra aumentar o Rivotril, por enquanto, para 1 mg, tomo só 0,5. O Rivotril não está dando conta de suprir a ansiedade causada pelo aumento da dose do escitalopram.

    Abraço amiga

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rafael

      Ontem eu estava lendo um livro sobre transtornos mentais, e li que muitos medicamentos, dependendo do organismo, podem levar até três meses para fazer efeito. Mas, é claro que, dependendo de nosso estado de saúde, não aguentamos esperar esse tempo. Conversar com seu psiquiatra é o melhor caminho para entender o porquê de ainda continuar com tais crises. E não se acanhe em fazer todas as perguntas que julgar necessárias, pois esse é um direito do paciente. Seu médico pode regularizar a dosagem do medicamento ou até mesmo mudar para outro. Enquanto isso, procure ficar o mais calmo possível. Tome bastante suco de maracujá para aliviar sua tensão, enquanto aguarda a consulta médica. E muita força, meu amiguinho, logo seu médico acertará na medicação ideal para você.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  87. Thaila

    Oi, Lu!
    Venho fazendo tratamento para transtorno de ansiedade há 6 meses com escitalopram de 10g, mas meu médico aumentou a dose para 15 mg, pois vinha apresentando alguns sintomas ansiosos no meu dia a dia. Gostaria de saber se com o aumento da dose vou sentir todos os efeitos colaterais sentidos no início do tratamento?

    Responder