OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA

Autoria de LuDiasBH

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É sabido que os antidepressivos não funcionam igualmente para todas as pessoas, variando substancialmente de uma para outra. Até mesmo nas reações adversas, podem ser percebidas diferenças. Há casos, por exemplo, em que algumas pessoas, fazendo uso de uma mesma substância ativa, perdem o apetite, emagrecendo, enquanto outras passam a comer sem limites, engordando. Portanto, quando alguém diz que o antidepressivo X ou Y não o beneficiou, pode estar coberto de razão. É por isso que é muito difícil o tratamento com tais medicamentos, pois o psiquiatra trabalha com hipóteses em relação ao paciente, ou seja, com erros e acertos. É o medicado quem irá definir seus avanços, se está melhorando ou não. É a descrição de seu estado físico e mental que irá dar o aval ao psiquiatra para continuar, aumentar, diminuir, ou mudar o antidepressivo.

O sumiço da SP (síndrome do pânico) é um dos resultados mais visíveis no tratamento com antidepressivos. A ansiedade e a depressão, contudo, são mais difíceis de serem combatidas, até mesmo pela visão que o paciente passa a ter sobre o próprio tratamento. Ingenuamente, imagina, na maioria das vezes, que ao tomar um antidepressivo, nunca mais terá ansiedade ou tristeza, pois está fazendo uso da pílula da felicidade. Esquece-se de que também se faz necessário mudar certos comportamentos, levar menos carga nos ombros, pautar a vida pela tolerância consigo e com os outros, aceitar o que não pode mudar, em suma, viver com mais leveza.

Embora tomemos um antidepressivo, o que melhora consideravelmente nossa qualidade de vida, continuamos humanos do mesmo jeito, com alegrias, tristezas, esperas, aborrecimentos, indignações, decepções, etc. O modo como tratamos essa gama de emoções é que faz toda a diferença. O antidepressivo funciona como um fator de equilíbrio das nossas emoções desenfreadas, fazendo com que nossos neurônios passem a funcionar dentro daquilo que denominamos “normalidade”, mas em hipótese alguma transforma-nos em seres divinos, acima do bem e do mal, habitantes de um paraíso imaginário. E, se alguém, ao tomar um medicamento tal, vê-se como um zumbi, desprovido de emoções boas e ruins, deve imediatamente voltar ao psiquiatra, pois encontra-se no vale das sombras.

Sou uma velha usuária de antidepressivos, caminhada que vem desde a minha adolescência. Venho de uma família de depressivos crônicos, pelo lado materno, herança deixada, desde a passagem de minha bisavó por este planeta, passando por minha avó, mãe, tias, um monte de primos, numa muito bem repartida herança. É fato que alguns parentes privilegiados fugiram à regra. A genética permitiu-lhes abrir mão de tal herança, legando-a, generosamente, a nós outros. Já passei por uma infinidade de antidepressivos dos mais variados laboratórios. Com alguns me fiz amante temporária, em razão das brigas de foice com o meu organismo. Com outros amásios convivi bons tempos, até que passaram a não me satisfazer mais (coisa da vida a dois). Atualmente encontro-me nos braços do oxalato de escitalopram. Confesso que temos formado um bom par, embora haja dias em que lhe viro a cara, ou seja, sinto-me deprimida com os reveses da vida. O que faço? Apenas exclamo: Obá! Continuo humana!

O que as pessoas precisam entender é que, junto com o tratamento psiquiátrico, faz-se necessário mudar caminhos, traçar novas rotas na busca pelo mais importante coadjuvante do tratamento químico: uma nova maneira de olhar e aceitar a vida. Confesso que, ao aliar uma busca pelo Caminho do Meio, ou seja, pelo equilíbrio de minhas emoções, eu encontrei o segundo remédio mais profícuo para a minha depressão. Parei de botar toda a responsabilidade no antidepressivo, para dividi-la comigo mesma. Em suma, tomei consciência de que a pílula da felicidade é ainda um mito, e que assim seja eternamente, pois o sofrimento é o sentimento que mexe visceralmente com o nosso âmago, tornando-nos realmente humanos. É dele que nasce a sensibilidade, a compaixão, a generosidade, a gratidão, a autopreservação, em suma, o amor à vida como um todo.

É bom que se saiba que não existe resultado 100% efetivo em relação a esse ou àquele antidepressivo, porque ninguém é 100% feliz neste nosso planeta chamado Terra. Só a certeza de nossa finitude é um soco no estômago. Existem algumas teorias que aludem a essa fugacidade a busca exagerada por riquezas e poder. Segundo elas, alguns, mais do que outros, não aceitam esta certeza que habita em cada um de nós, pobres mortais. E se agarram às coisas materiais e ao poder no sentido de preencher tal vazio e fugirem dessa certeza inquestionável. São pessoas perigosamente enfermas.

Aos meus companheiros de caminhada, fica a sugestão de que se tratem à vista de problemas mentais, procurando um psiquiatra de confiança. Mas, mais do que isso, que procurem também ser mais compassivos consigo e com os outros. Nossa caminhada pela Terra é tão veloz, para que carreguemos nos ombros pesados fardos Quanto mais leveza, mais descansados estaremos para ver a beleza que existe ao nosso derredor. Temos que deixar as sendas do materialismo doentio, que nos instiga a ver alegria apenas nos grandes favorecimentos, e alegrar-nos com pequenas coisas: com uma flor que se abre no jardim, um beija-flor que pousa na janela, um papo com alguém agradável na rua, um favor feito, uma comidinha gostosa, o cumprimento do vizinho, o roçar do gato e a festa do cão à chegada dos donos em casa, um banho refrescante, uma chuvarada, um pôr-do-sol, uma tarde de trovoadas, o contato com as pessoas queridas… Não esperem um tempo especial para se sentirem alegres, até que já não saibam mais sorrir. Comecem agora. Já!

Nota: na ilustração estão duas pinturas de Edvard Munch (Noite de Verão e Melancolia)

Leiam sobre o assunto:
CUIDADOS AO USAR OXALATO DE ESCITALOPRAM
DEPRESSÃO – ESPERANÇA, AINDA QUE TARDIA!
INFORMAÇÕES SOBRE OXALATO DE ESCITALOPRAM
A DEPRESSÃO PRECISA DE TRATAMENTO
A DEPRESSÃO NÃO ACEITA OU DÁ AMOR
SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO

175 comentários sobre “OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA

  1. Marcela

    Lu,
    Mais uma vez, gratidão! Tenho aprendido que o uso da medicação não é para anular os nossos sentidos. E sim apenas para tornar suportável os dias em que a tristeza profunda bate na nossa porta! Seguimos vivos! Que bom! Alegres, tristes… Amando, emocionando-se, decepcionando-se. Com toda a humanidade que vive em nós!

    Saudações fraternas!

    Marcela

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Marcela

      Os antidepressivos equilibram nossas emoções, para que possamos seguir em frente. O bom é que continuamos humanos!

      Abraços,

      Lu

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  2. Ana Lúcia Ávila

    Lu,

    Eu me considero uma mulher guerreira e forte, e jamais pensei que tivesse que tomar este tipo de medicamento, principalmente porque a minha mãe toma-o a vida inteira, mas devido a minha ansiedade, comecei ontem e me sinto uma zumbi, dormi muito…

    Li vários comentários aqui e vi que é normal e isto me da força e coragem para continuar. Que Deus nos ajude a superar esta fase, pois eu trabalho com vendas e não posso de forma alguma ficar neste estado grogue. De qualquer maneira entrarei sempre neste site para verificar se o que eu sinto é normal.

    Obrigada!

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Ana Lúcia

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se família!

      Amiguinha, os transtornos mentais não perdoam, mas ainda bem que existem remédios para ajudarem-nos a contê-los. Como a sua mãe já faz uso de antidepressivo, pode ser que seu caso seja hereditário. O bom é que você já procurou tratamento para sua ansiedade, pois, se ficar por conta do tempo, as crises só tendem a aumentar.

      É fato que sentirá transtornos adversos, mas eles logo passarão, e tempos melhores virão, trazendo-lhe melhor qualidade de vida. Digo que é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Não sei o horário que toma seu medicamento, mas, se for de manhã, peça a seu médico para mudar para a noite. Não faça essa mudança sem seu consentimento, pois não se pode tomar duas dosagens no mesmo dia, devendo ele a orientar.

      Aguardo notícias suas.

      Beijos,

      Lu

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  3. Sil

    Lu-boa, noite!
    Descobri seu site por acaso, e gostaria de lhe dar os parabéns pelo cuidado e carinho com que escreve seus textos e responde aos leitores, como eu, cheios de dúvidas…

    Eu tenho distimia, diagnosticada há cerca de dez anos, mas nunca consegui dar continuidade ao tratamento medicamentoso e psicoterápico necessário. E, quando finalmente decidi tomar a decisão de me cuidar, procurei um novo psiquiatra, que me indicou o Reconter. O problema é que, em virtude dos efeitos colaterais, eu novamente desisti… Hoje estou somente com a terapia cognitivo-comportamental. Foi bom ter lido que outras pessoas tiveram os mesmos efeitos terríveis, e mesmo assim, decidiram continuar. Acho que vou tentar mais uma vez.

    Um abraço!
    Sil

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Sil

      A fase inicial com o antidepressivo não é fácil, pois é um período, para a maioria, de intenso sofrimento. É preciso agarrar-se à certeza de que os efeitos adversos logo passarão, e os bons efeitos trarão vida nova à pessoa. Por isso, sempre digo que é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Cada parada significa um retrocesso em relação às crises, que se tornam mais agudas e constantes, e também acaba diminuindo a autoestima da pessoa, por não ter dado conta do tratamento. Como tem sido a terapia cognitivo-comportamental para você? Em que pontos sentiu melhoras? É possível, apenas com ela, abrir mão do medicamento? Por que quer “tentar outra vez”?

      Amiguinha, agradeço a generosidade de seus elogios. Ao escrever meu primeiro texto sobre o assunto, e responder a alguns leitores, percebi que eu os ajudava de alguma forma. Hoje, chego a responder mais de uma dezena de comentários diariamente, nos diferentes textos sobre SAÚDE MENTAL. E o faço com muito amor! Vocês são especiais e muito amorosos.

      Beijos,

      Lu

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      1. Sil

        Boa noite Lu,

        A TCC nos ajuda a identificar e modificar certos pensamentos automáticos, a partir de exercícios, leitura e conversa em consultório. Eu tenho percebido alguma melhoria em alguns aspectos, mas em outros, a evolução foi pouca ou zero. Segundo minha terapeuta, só a medicação ou só a terapia sozinhos não dão conta. No início, é preciso fazer um tratamento completo, unindo terapia e medicação. E é justamente com a medicação que tenho maior dificuldade 🙁

        Um beijo,

        Sil

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Sil

          Eu gosto da sinceridade de sua terapeuta, ao falar sobre a necessidade do medicamento, inforamação que muitos negam o máximo de tempo possível, para deter o paciente. Quanto ao fato de só a medicação sozinha dar ou não conta, isso vai depender do tipo de transtorno da pessoa. Eu, por exemplo, nunca fiz nenhum tipo de terapia, pois minha depressão é crônica. Se fosse traumática, a ajuda de um terapeuta seria de grande importância. No meu texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA, deixo claro que o antidepressivo não faz todo o trabalho, sendo necessário muitas mudanças pessoais.

          Grande abraço,

          Lu

    1. Si

      Oi, Lu!

      Há 4 meses venho sentindo os sintomas de uma ansiedade tremenda, sempre fui muito ansiosa e achava que era de mim mesma, mas como vieram muitas coisas, com o tempo ela foi aumentando. Depois que tive bebê, veio a responsabilidade em cuidar do filho, casa, marido, reforma em casa. Minha irmã tem transtorno de humor e sindrome do pânico, mas ela faz tratamento, eu me preocupei muito com ela também, só que acabei esquecendo de mim, e foi desencadenando um turbilhão de emoções as quais me deixam nervosa.

      O psiquiatra me receitou o escitalopram 10 mg com carbamazepina 200 mg, sendo que era pra eu tomar apenas uma banda, no caso 100 mg. Só que eu não tomei, com medo dos aintidepressivos, porque no começo a agente não quer aceitar que temos algum problema. Fui diagnosticada com ansiedade em grau já bem elevado. Tomei apenas um comprimido do escitalopram, fiquei muito mal no dia, com diarreia e boca seca e não conseguia comer nada. Larguei o tratamento. Passou um mês e os sintomas só pioravam. Fui no clínico geral e fiz uma bateria de exames e deu tudo normal, mas a pressão estava um pouquinho além do normal. Ele me passou o mesmo remédio que a psiquiatra havia me passado, o Escitalopram só que dessa vez sem o Carbamazepina, que eu li na bula é pra quem tem esquizofrenia.

      Resumindo aqui, estou há 3 dias tomando o Escitalopram, no primeiro dia foi horrível tenho pensamento muitos ruins em relação a minha filha, tenho até medo às vezes de ficar perto dela, de eu fazer algum mal inconsientemente. Meu marido não me deixa só com ela, estou com medo. Será que isso vai passar logo? Será se devo ir ao médico novamente? Estou tomando 5 mg durante 1 semana, depois vou pra 10 mg. De manhã quando acordo sinto como se não estivesse vivendo a realidade, sinto meu corpo esquentando por dentro. Me dê um conselho.

      Obrigada e beijos!

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Si

        Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

        Amiguinha, o número de pessoas que aqui chegam com TAG (transtorno da ansiedade generalizada) é enorme, portanto, não se sinta só. Mas, como poderá ver através dos comentários, após o tratamento, elas voltam a levar uma vida normal. É uma pena que tenha demorado para buscar ajuda médica, tendo sofrido tanto. O fato de sua irmã ter problemas mentais já era uma deixa para ver sua saúde. O importante é que agora encontra-se em tratamento e logo estará bem. Mas, por favor, não abandone a medicação, pois cada retorno traz um sofrimento maior ainda, com o agravamento das crises.

        Si, eu chamo os antidepressivos de “milagres dos tempos modernos”. Aqui mesmo no blog poderá ler como era a vida dos doentes mentais em épocas anteriores. Portanto, nós somos pessoas privilegiadas pelo progresso da medicina e só temos a agradecer e fazer uso daquilo que melhora a nossa qualidade de vida. Não podemos continuar carregando o estigma atrasado de que a doença mental é uma coisa do outro mundo. Toda e qualquer parte do corpo adoece, assim como o cérebro. Pensar o contrário é viver ainda na Idade Média. E a ansiedade, se não tratada, assim como outras síndromes, só tende a ficar cada vez mais severa, com crises que acabam levando a pessoa para o hospital, num vai e vem sem fim.

        Os efeitos adversos dos antidepressivos são mesmo muito difíceis. A pessoa realmente fica pior do que antes de iniciar o tratamento. Mas isso é passageiro. Dentro de cerca de três semanas os bons efeitos irão aparecendo, enquanto os ruins desaparecem. Em relação aos efeitos adversos, alguns são normais, mas outros exigem o contato com o médico. Vou lhe enviar links sobre o assunto. Siga a prescrição médica direitinho, e não aja por conta própria. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Não pare sem o consentimento do profissional.

        Os pensamentos ruins fazem parte dos efeitos adversos, assim como esse medo sem controles. Isso irá passar, tenha a certeza. Só será necessário voltar ao médico nos casos citados no texto que irei lhe enviar. Fique calma! Veja com seu médico, se ele não pode lhe passar um calmante. A imensa maioria passa por isso. Logo estará aqui trazendo boas notícias. Continue em contato conosco.

        Beijos,

        Lu

        Responder
        1. Si

          Oi Lu! Bom-dia!

          Estou tomando Escitalopram há 27 dias, tomei 5 mg durante 16 dias, depois aumentei pra 10 mg, conforme orientação da minha psiquiatra. O começo realmente foi muito ruim, muitos pensamentos negativos, e algumas outras reações adversas. Hoje eu me vi em uma situação a qual achava que não sentiria mais, devido já estar com quase um mês tomando a medicação, sem falhar um dia. Fui resolver uns problemas da empresa na qual trabalho e de repente me veio um medo muito grande, acho que tipo síndrome do pânico e um pouco de ansiedade. Fiquei com medo de passar mal lá no local, e saí de lá sem resolver o que devia. Sei que tenho que enfrentar meus medos. Minha dúvida é a seguinte: não era pra eu estar sentindo o efeito bom do remédio? Será que a médica tem que aumentar a dose? Me dê um conselho!
          Obrigada!

        2. LuDiasBH Autor do post

          Si

          Há pessoas que necessitam de um tempo maior para que o antidepressivo faça um efeito pleno. Você não tem ainda um mês de uso com a dosagem de 10 mg. Terá que aguardar mais tempo, para que o remédio acumule no seu organismo. Portanto, esse início de crise está dentro da normalidade. Acho eu que isso não é indicativo de aumento da dosagem. Aguarde mais alguns dias. Também é preciso fazer a sua parte. Releia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA, aqui no site. Continue em contato conosco.

          Beijos,

          Lu

        3. Sii

          Oi, Lu!

          Hoje estou com 50 dias exatos de tratamento pra TAG, até que estava me sentindo bem, mas de uma hora pra outra me veio um sentimento de angústia, desesperança, e um esquentamento no corpo, igual as reações adversas do início do tratamento. Estou sentindo isso há dois dias. Será que vai passar ou é preciso contactar o médico? Minha médica está de férias e meu retorno só será dia 03/01/17. Bate um medo tão grande dentro do peito e um aperto, medo de não ficar boa. Sei que tenho que ter pensamentos positivos, mas sou humana, e seres humanos sentem medo também.

          Queria que soubesse o quanto você é importante e nos dá forças para continuar com o tratamento.

          Beijos e obrigada por nos acompanhar nessa caminhada!

        4. LuDiasBH Autor do post

          Sii

          Antes de mais nada é preciso saber que o antidepressivo não retira nossas emoções. E como você bem diz, continuamos seres humanos. O objetivo dele é apenas o de equilibrá-las. O sentimento de angústia e desesperança irá fazer sempre parte de nossa vida, uma vez que pensamos, questionamos e refletimos, assim como também nos alegramos. Não há nada de errado nisso. Há dias em que também me encontro assim, mas não dou muita bola e acabo me esquecendo.

          Menininha medrosa, muitas pessoas demoram até três meses para que o organismo aceite totalmente o antidepressivo. Irá passar, sim. Procure desviar seus pensamentos para outros assuntos. Saia um pouco de casa, converse com amigos, leia, veja um filme, ouça música… Evite o pensamento fixo num mesmo assunto. Uma boa caminhada irá lhe fazer muito bem, caso não esteja a praticar exercícios físicos. Reaja, não somatize! Não há nenhum problema consigo. Deixe sua médica curtir as férias delas, coitada. Você irá ficar ótima. Onde anda a minha amiguinha POP? Estou com saudades dela!

          Sii, amanhã quero um comentário bem otimista seu. Estarei aguardando.

          Beijos,

          Lu

        5. Sii

          Oi, Lu!

          Obrigada por suas palavras! Estou sendo o mais POP possível. Só queria voltar a ser o que eu era antes, não sentia nada disso. Mas o que eu senti ontem é diferente do que eu sentia quando era normal. Um esquentamento no corpo, como os que eu sentia quando comecei a tomar a medicação, uma agonia muito ruim. Mas que passou… Vou tentar esquecê-la. E vamos viver o presente, pois o ontem já passou.

          Beijos

        6. LuDiasBH Autor do post

          Sii

          O importante é que se tratou de uma sensação passageira. Mas tenha cuidado para não tomar, sem perceber, o medicamento duas vezes ao dia, pois pode ocasionar efeitos assim. Quando não se lembrar de que tomou ou não, abstenha-se de tomar o antidepressivo naquele dia. Mas seu caso deve ter sido apenas uma indisposição passageira ou o princípio de uma virose. Se voltar a acontecer, lembre-se de relatá-la a seu médico.

          Abraços,

          Lu

  4. Vanessa

    Boa tarde Lu!
    Aqui estou conforme o combinado, para dizer como estou me saindo com o aumento da dosagem de Exodus 10 mg para 20 mg. Hoje foi o primeiro dia em que tomei o comprimido inteiro, nos dias anteriores estava tomando um pouco mais da metade. Embora eu já esteja tomando o medicamento com a dosagem de 10 mg há 6 meses, ainda não estava muito bem por conta acredito eu da dosagem estar fraca para mim, conforme disse na postagem anterior, havia melhorado em alguns aspectos mais ainda não estava bem. Confesso que ainda estou estranha, com alguns receios e um pouco ressabiada, acredito que essa seja a palavra.

    Acredito nunca ter falado antes, mas sou uma pastora da denominação evangélica Pentecostal, e confesso que isso me trouxe muito conflitos, que se eu fosse listar ficaria aqui até amanhã. Mas muitos desses conflitos o Senhor me ajudou a superar, e hoje estou me tratando devidamente, até porque sem o equilíbrio devido não seria capaz de cuidar de outras pessoas, e tenho a certeza de que foi o próprio Deus que capacitou os cientistas e médicos para nos trazer o bem estar que merecemos e precisamos. Sendo assim, estou seguindo com o meu tratamento rumo à vitória.

    Se existe algum pastor, evangelista, obreiro, diácono, bispo, apóstolo ou simplesmente membro de qualquer igreja, aqui neste grupo, o meu conselho é: trate-se! Cuide da sua saúde seja mental ou física, use medicamentos se for necessário e os use sem culpa. Existe um preconceito e uma ignorância no meio das igrejas em relação a este assunto, fato é que se você que é crente ignorar a importância dos médicos e medicamentos se negando a fazer o devido tratento e tentar se curar pela força do seu próprio braço, e estiver mentalmente desequilibrado, tenha a certeza que o inimigo encontrará muito mais facilidade em te derrotar do que se você estivesse tratado e equilibrado.

    Entendam que não estou dizendo para se entupirem de remédios e se esquecerem de Deus, simplesmente se tratem e continuem avançando na caminhada com Cristo que certamente na hora certa Ele fará o milagre em nossas vidas, e se não o fizer, Ele continuará sendo Deus e agradeçam por poderem seguir a vida com os medicamentos que o próprio Deus permitiu que existissem!
    Bem por hoje é só, obrigada Lu por este espaço e obrigada por me ajudar quando preciso!
    Deus abençoe a todos!

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      No trato com as doenças mentais é preciso muita paciência, pois os médicos trabalham com possibilidades, uma vez que não existem mecanismos para medir o grau do problema, em cada pessoa, assim como não é possível saber, de antemão, quem irá dar-se bem com esse ou aquele antidepressivo. Tudo é feito através de acertos e desacertos, até que o nosso organismo acerte com uma determinada substância e sua dosagem. Por isso, o tratamento mental é mais lento, exigindo maior compreensão do paciente. Penso eu que o primeiro passo é acreditar no tratamento, ou seja, ser POP (paciente, otimista e persistente). As pessoas otimistas tendem a obter resultados muito mais rápidos. Portanto, aconselho-a a não ficar muito focada no antidepressivo, procurando levar uma vida o mais normal possível. Acredite, eu só me lembro que tomo antidepressivo de manhã, quando tenho que ingeri-lo. Ele já faz parte de minha vida, assim como os remédios para hipertensão e diabetes fazem parte da vida de outras pessoas. Eu o aceito dentro da maior normalidade.

      Se Deus deu ao homem inteligência é porque queria que ele fizesse descobertas para melhorar a vida da humanidade. Muitos aqui neste espaço, inclusive eu, se vivessem na Idade Média, estariam em sanatórios, manicômios ou soltos nas estradas (veja artigos no blog sobre o assunto). Portanto, só temos a agradecer pelos caminhos trilhados pela ciência. Benditos sejam todos os homens que lutam para minorar o sofrimento humano. Negar isso é negar a presença do divino no homem.

      Vanessa, a responsabilidade dos dirigentes de igreja com seus fiéis não pode interferir no campo médico. Tive uma experiência desagradável, quando certo pastor interferiu no tratamento de uma pessoa com probelmas mentais, que frequentava este espaço, levando-a a abandonar o medicamento. Com seu sumiço, entrei em contato com a família, que me relatou que o moço, num surto, tirou a própria vida. A família entrou na justiça contra a igreja em questão. Sou de acordo que cada um de nós deve-se ater àquilo sobre o qual conhece, ou seja, cada qual no seu quadrado. Sei, portanto, como é o preconceito sobre o assunto no meio evangélico. Há uma outra pastora que comenta no blog e que também faz uso de antidepressivo. Nada mais do que normal, pois toda e qualquer parte de nosso corpo adoece, então porque ter preconceito contra o cérebro. Se somos feitos à imagem e semelhança de Deus, ele está presente em cada átomo de nosso corpo, portanto, não há como ignorar suas diversas partes.

      Amiga, o seu depoimento é muito importante para os leitores evangélicos, pois traz uma visão moderna de mundo, mostrando que o homem é um todo e como um todo deve ser tratado tanto física quanto espiritualmente. Parabéns!

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Vanessa

        Amém, Lu!
        Concordo com cada palavra.
        Infelizmente já havia lido em um dos comentários, onde você descreveu essa triste história dessa pessoa que teve a infelicidade de se deparar e mais que isso, se aconselhar com um “pastor” irresponsável e despreparado culminando então em tal desgraça. Realmente é muito triste e decepcionante para nós pastores nos depararmos com situações como essas.

        Oro a Deus para que haja um preparo e mais responsabilidade da parte de um líder espiritual, pois existem muitos fiéis ingênuos, carentes e ignorantes de informações, onde muitas vezes se dirigem ao pastor sem esperança alguma, como se a igreja fosse sua última chance de conseguir sair da situação em que se encontra, seja ela qual for, e é aí que muitas vezes está o perigo… É aí que o líder espiritual acaba de desgraçar a vida da pessoa ou o ajuda a enxergar um caminho redentivo!

        Mas o meu alerta e conselho já deixei aqui registrado: se tratem sem culpa! Podem ter certeza que essa é a vontade de Deus para nossas vidas!

        Beijos, Lu!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Vanessa

          Minha esperança é que cada vez mais pessoas que tenham uma visão de mundo mais aberta, como você, possam estar à frente das igrejas, como guias espirituais, pois como diz: “Um líder espiritual pode acabar de desgraçar a vida da pessoa ou a ajudar a enxergar um caminho redentivo!”. Agradeço muitíssimo o seu alerta, pois ele poderá salvar pessoas.Tem sido muito bom contar com a sua presença, minha amiga.

          Abraços,

          Lu

          Abraços,

          Lu

  5. Vanessa Felicio

    Lu! Tudo bem, linda?

    Não sei se vai se lembrar de mim. Em janeiro entrei em contato com você, dizendo que infelizmente tive que voltar a tomar antidepressivos.

    Comecei a tomar Exodus de 10mg, e deveria ter voltado ao psiquiatra após 30 dias, porém, por falta de dinheiro não pude voltar, afinal as consultas não são nada baratas. O médico continuou me fornecendo as receitas e eu fui tomando, passaram-se 6 meses e o doutor não quis mais me fornecer as receitas, pois disse que precisava me reavaliar. Realmente eu precisava mesmo voltar, pois ainda não estou me sentindo 100%, melhorei em alguns aspectos mais ainda sinto a doença me incomodando.

    Fiz um esforço e voltei para uma nova consulta, e o doutor aumentou a minha dose para 20 mg. Confesso que fiquei um pouco chateada, mesmo sabendo que ele faria isso, não queria ter que aumentasse.

    Meu pai foi comprar a medicação para mim e acabou comprando o genérico do Exodus, o oxalato de escitalopram de 20 mg da Medley, por ser mais barato. Mandei mensagem para o médico dizendo, mas ele simplesmente ficou irado, dizendo que não trabalha com medicamentos genéricos, ainda mais da Medley, que é o pior, disse que a farmácia errou, pois não poderia me vender o genérico do genérico, ou seja, o Exodus já é o genérico do Lexapro. Disse que espera que eu não piore tomado o genérico por ser mais fraco.

    Conclusão: estou com o medicamento genérico aqui em casa e não sei o que fazer. Me ajude Lu, por favor.
    Um grande beijo!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      Fico feliz que tenha aparecido. Normalmente as pessoas, quando melhoram, somem… risos.

      Amiguinha, estou estupefata com o comportamento de seu médico. Hoje, as pessoas sempre optam pelo mais barato. Eu mesma tomo o da Medley e dou-me muito bem. A maioria dos médicos nem passam o nome fantasia do remédio, mas apenas o da substância principal: oxalato de escitalopram. Lembro-me da máfia de certos profissionais, que até ganham presentes dos laboratórios, por indicar um determinado nome fantasia. Espero que esse não seja o caso do seu médico. Mas isso é realmente preocupante.

      O Lexapro é o original, ou seja, o importado da Dinamarca, o primeiro que saiu, contudo, agora quase todos os laboratórios já trabalham com a mesma substância (oxalato de escitalopram), o que tornou o medicamento mais barato. Assim foi com o Prozac (fluoxetina), quando foi lançado. Certos médicos só queriam que se comprasse esse, mas hoje ninguém nem mais se lembra do nome.

      Minha amiga, se achar que seu médico não lhe agrada, procure outro profissional. A gente tem que buscar o medicamento que se encontra com preço melhor. Tomo o da Medley (normalmente o que tem o preço melhor, e é um bom laboratório) há muito tempo, e confesso-lhe que não sinto diferença alguma em relação aos demais. Algumas pessoas até mandam manipular a substância.

      Mais uma vez volto a dizer-lhe que existe uma máfia branca ligada a certos laboratórios, que deles recebem prêmios e viagens. Inclusive isso já saiu em reportagens. Em hipótese alguma ponho em cheque a idoneidade de seu profissional, só achei estranho o comportamento dele.

      Vanessa, tome tranquilamente o medicamento da Medley e verá que não existe diferença alguma. Veja nos comentários, quantas pessoas tomam o antidepressivo do refiro laboratório. Não se deixe amedrontar. Estou lhe dizendo isso porque faço uso desse mesmo antidepressivo, vindo do mesmo laboratório. Comece logo a tomar, para que não sinta os efeitos da abstinência.

      Volte a escrever-me.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Vanessa Felicio

        Obrigada, Lu, por me acalmar.
        Confesso que fiquei receiosa, comprei a caixa, mas tomei só metade do comprimido. Agora no final da tarde fiquei com muita dor de cabeça, só na testa, e acabei atribuindo ao medicamento por ser de outro laboratório e por eu nunca ter dor de cabeça. Achei muito estranho ter essa dor justamente no dia em que tomei o genérico. Outra dúvida que gostaria de compartilhar com você, é que ele aumentou a dose de 10 mg para 20 mg direto, será que não vou sentir esse aumento?
        Lu me desculpe, mas preciso desabafar mesmo que essas dúvidas pareçam besteiras.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Vanessa

          Nenhuma dúvida é besteira. Se as temos é porque precisamos de resposta. Você teve dor de cabeça em razão da tensão que teve, sem saber se devia tomar ou não o medicamento. Não se deixe levar pelo terrorismo de seu médico… risos. Se ele acha que o remédio é fraco, aí é que ele não lhe traria problema algum. A dor de cabeça na testa está ligada à tensão. Quando ficamos tensos, nossos músculos passam-nos a impressão de estarem retesados, hirtos ou repuxados. E foi isso que aconteceu com você. Não tem absolutamente nada a ver com o remédio, ainda mais por ser genérico… risos. Eu já lhe disse que faço uso desse. Portanto, tire de sua cabeça essa ideia, e não se deixe sofrer em função das palavras destemperadas de seu médico. Acredite em mim.

          Aumentar a dosagem de um antidepressivo é muito comum. Não há nada de anormal nisso. Leia os comentários para ver o que dizem as pessoas. Eu também já tomei 20 mg, mas, com a minha melhora acentuada, depois de um tempo voltei para 10 mg. Como está muito apreensiva, tome 10 mg (metade) durante uma semana e depois passe para 20 mg. Procure ficar calma, bem tranquilinha. Lembre-se de que o “medo” é um sentimento muito ruim, que nos impede de ir para a frente. Ele precisa ganhar um freio, senão acaba mandando em nossa vida. E, sobretudo, agradeça por viver numa época em que pode contar com antidepressivos cada vez mais modernos, o que lhe possibilita melhor qualidade de vida.

          Tenho a certeza de que logo estará me contando como está se dando bem com o medicamento. Avante, garota POP! Eu confio em sua sabedoria!

          Beijos,

          Lu

        2. Vanessa Felicio

          Obrigada, Lu!
          Não tenho nem palavras para agradecer a Deus por este blog e pela sua devoção e carinho com aqueles que precisam de um apoio para um momento difícil da vida!
          Um grande bjo em seu coração e amanhã passo por aqui para dar notícias!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Vanessa

          Nada a agradecer. Aguardo-a, para obter informações de como está passando.

          Beijos,

          Lu

  6. Aline

    Bom dia!
    Comecei hoje a medicação com o oxalato de escitalopram e senti super estranha, parecia que ia ter pânico e me senti variando os sentidos, mas pelo que percebo isso é normal. O problema é que sou professora de período integral e trabalho em outras cidades; daqui 15 dias volto ao trabalho e não sei se esse remédio vai me permitir pegar estrada. Penso em não prosseguir o tratamento por conta disso. Help!

    Abraços, Aline

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Aline

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, como já percebeu através dos comentários, os antidepressivos possuem efeitos adversos que duram, em sua maioria, duas semanas. E é isso o que está sentindo, mas tenha a certeza de que irão passar. Aconselho-a a não parar o tratamento, a não ser por ordem médica, pois se o fizer suas crises voltarão ainda mais agudas. Você não diz o porquê de estar usando o remédio. Quanto ao trabalho, ao que me parece, você dirige, e isso realmente não será possível se ainda estiver sentindo os efeitos adversos. Converse com seu médico, exponha o problema para ele e peça-lhe mais 15 dias de licença, vencidos os 15. Irei lhe passar o link de alguns textos que podem trazer-lhe mais informações.

      Abraços,

      Lu

      Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Edu

      Muito obrigada pela sua visita e comentário. Será um prazer tê-lo como nosso leitor.Temos muitos outros textos com esta mesma temática.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  7. Fernanda

    Oi, Lu!
    Ontem eu estava procurando algo sobre Escitalopram e achei seu blog. Gostei muito! Estou tomando esse remédio há 10 dias e a ansiedade e depressão aumentaram. Parece que é efeito colateral do remédio, que passa depois de 2 semanas. Mas está terrível conviver com isso, tem um turbilhão de coisas ruins dentro de mim, sem contar a fraqueza física. Tomara que passe logo e que dê tudo certo, pois minha vida está parada (trabalho, estudos, amor, dinheiro) por causa dessa depressão e eu preciso retomá-la logo, e sentir vontade de viver de novo. Ainda bem que tenho meus pais.

    Obrigada.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Fernanda

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, as primeiras semanas com o antidepressivo são duras de aguentar. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Realmente a pessoa piora nas duas primeiras semanas. Normalmente, ao entrar na terceira semana, os efeitos bons começam a aparecer. Vale o sofrimento, pois a melhora na qualidade de vida é muito grande. Essa fase ruim logo irá passar e você poderá continuar a sua vida como antes. Não pare jamais, sem o consentimento médico, uma vez que o retorno à medicação torna-se mais difícil, com crises mais fortes. Saiba que aqui também encontrará muitos amigos. Continue em contato conosco.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Sara

        Olá, queridos!

        Este espaço e a leitura muito me ajudaram durante o processo do meu tratamento.
        Há dois anos fui diagnosticada com crises de ansiedade, tive ataques de pânico. Sofri muito no início, pois não sabia o que tinha. Achava que ia ficar louca, ia esquecer de tudo, minha família, amigos, trabalho. E que não ia mais levar uma vida normal, sair de casa, nem trabalhar mais. Tinha um medo terrível. Fui a vários médicos, fiz repetidos exames, sempre achava que tinha algo no coração, que ia ter um infarto, que precisava ser socorrida… É assim mesmo com alguém que tem ataques de pânico? Enfim, eu comecei o tratamento com o oxalato de escitalopram. Aí sim, o bicho pegou! No início, fiquei pior, calafrios, o coração acelerava, tonturas, perdi vários quilos, porque não tinha fome. Com o passar do tempo fui ficando bem, mas de vez em quando ainda tinha umas sensações ruins. Durante o tratamento, os sintomas de ansiedade e pânico foram estabilizados, mas sempre senti tonturas e vertigens com este medicamento, mesmo depois de quase dois anos tomando. Isso é normal?

        Agora, meu médico está me dando alta do tratamento, pois estou bem. Mas tem um probleminha, estou me sentindo horrível! Ele pediu para diminuir a dose de 10 para 5mg e fiquei assim por dois meses. No início do mês de março, comecei a retirar, conforme orientação médica: um dia tomar, no outro não, um dia tomar, dois dias não e assim por diante. Agora estou no sexto dia sem tomar, mas com sensações horríveis, muita dor no corpo, como se estivesse exausta, cabeça pesada, corpo todo tenso, como se meus músculos estivessem contraídos, muita inquietude, principalmente para dormir. Às vezes tenho crises de choro e irritação, uma sensação de não estar no mundo real… Será que vou ter que voltar a tomar? Alguém já passou por isso ao retirar o escitalopram? Será que vai passar com o tempo? Estou ficando desanimada, eu estava me sentindo tão bem. Que Deus nos dê animo e forças para suportamos os obstáculos que tenhamos que enfrentar.

        Sara, seu e-mail está incorreto. Não pude lhe mandar os textos. Conserte-o, por favor.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Sara

          Embora nos leia sempre, imagino que seja este o seu primeiro comentário. De qualquer forma, sinta-se em casa.

          Amiguinha, o sofrimento relativo às doenças mentais é, principalmente, advindo de nossa falta de conhecimento. No decorrer de séculos e séculos, elas foram muito estigmatizadas, sempre aliadas à loucura, pois a Ciência quase nada sabia nesse campo. Mas agora, as coisas vêm mudando. Há muitas informações que, infelizmente, ainda não são do conhecimento de todos. Por isso, muitas pessoas passam por um longo sofrimento, quando podiam eliminá-lo assim que aparecesse, conforme seu próprio relato. Mesmo os psiquiatras e neurologistas, em sua grande maioria, ainda não dão ao paciente todas as informações necessárias, ao receitar um antidepressivo.

          A SP (síndrome do pânico) funciona assim mesmo, trazendo os sintomas citados por você. Também fui acometida por essa senhora. Vou lhe passar o link de um artigo em que a descrevo, via e-mail. Ela traz embutida em si a apavorante sensação de medo, que, se não tratada, torna-se cada vez mais intensa, a ponto de enjaular a pessoa dentro de casa, onde ela se sente segura ao lado dos seus.

          Sara, é mais do que normal que tenhamos sensações ruins vez ou outra, pois continuamos humanos, com dias bons e outros nem tanto. Quanto às tonturas e vertigens, imagino que deva ter contado a seu médico, pois não deveria, depois de tanto tempo, sentir tais efeitos, uma vez que a função do antidepressivo é também elimar tais sintomas. Faço uso da mesma substância que você.

          Como venho explicando, não existem exames que possam detectar se vamos ficar bem ou não com a retirada do antidepressivo. O médico avalia de acordo com o nosso estado emocional. Acontece muito de a pessoa retirar o medicamento e, após um tempo, seu médico dar continuidade ao mesmo, pois ela não ficou bem sem ele. Portanto, você se encontra num período de experiência. Veja se aguenta ficar pelo menos uma semana sem o antidepressivo e avalie como se sente. Caso perceba que os sintomas de antes estejam voltando, remarque uma consulta com seu médico. Juntos, os dois tomarão a melhor decisão sobre o tratamento. Não se aflija, é assim mesmo que acontece com todos nós. Algumas pessoas precisam tomar o medicamento por mais tempo, outras por um tempo menor e algumas outras, eternamente. Faço parte do último grupo… risos. Nada de desânimo, pois afinal você é uma garota POP (paciente, otimista e determinada). Aguardo notícias suas.

          Grande beijo,

          Lu

    2. Renata

      Oi, Fernanda!

      Que bom que está compartilhando conosco sua sensação. Como a Lu disse, somos humanas e por isso reagimos ao que está ao nosso redor. Só não podemos deixar de nos incomodar quando a situação não está bem. Lido muito com pessoas que ficam depressivas pelos reveses da vida e estou procurando conhecer melhor tudo isso, para que possamos nos ajudar como sociedade.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Renata

        A dificuldade é que muitas pessoas, ao tomarem um antidepressivo, acham que não mais terão tristezas, chateações, raivas, etc. E não é bem assim. Não existe ainda a pílula da felicidade. O antidepressivo apenas nos equilibra para que possamos tomar decisões com o maior nível de racionalidade possível. Ele não nos transforma em robôs ou nos transforma em omissos. Sua função é a de dar-nos equilíbrio “quando a situação não está bem”, para escolhermos o melhor modo de tratar o problema. Viver é um ato de coragem. Vivem melhor as pessoas que buscam o equilíbrio, como nos ensina o Budismo com o seu célebre Caminho do Meio.

        Obrigada por participar, trazendo tão importante contribuição.

        Abraços,

        Lu

        Responder
  8. Rosana

    Oi, Lu!
    Conforme falamos há alguns dias, retornei ao médico e ele mudou a medicação, passou de fluexetina para sertralina. Vou tomar a primeira dose agora à noite, e por três dias apenas uma cápsula, após esse período será uma de manhã e outra à noite. Espero que dê certo, ainda não sei qual a diferença entre estes medicamentos pois ainda não pesquisei.

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rosana

      Ambos são antidepressivos, mas com substâncias diferentes. Eu já tomei fluoxetina, mas tive que mudar, depois de muito tempo, pois ela deixou de fazer efeito para mim. Não se esqueça de que todo antidepressivo tem efeitos adversos, que depois passam. Estou torcendo por você. Continue nos informando como se encontra.

      Abraços,

      Lu

      Responder
    2. Aliane Isis

      Olá, Lu!

      Estou passando por um momento particularmente terrível com o remédio. Fui diagnosticada com sindrome do pânico e TAG faz 5 dias, o mesmo diagnóstico de um ano atrás. Desde pequena tenho sofrido com distúrbios de medo, que fugiu do meu controle e acabei adoecendo de vez.

      Na primeira vez em que fui diagnosticada, a psiquiatra pediu para começar com o escitalopram 10,mg e rivotril para possíveis crises. Porém, eu mesma cortei o medicamento. Durante os 3 primeiros meses foi tudo bem, acabei não me importando com a falta da medicação e com as ansiedades que tive anteriormente, porém devido a acontecimentos desagradáveis e opressores, todos os sintomas retornaram bem piores. Procurei um psiquiatra o mais rapido possível, esclareci tudo e ele pediu pra euvoltar com o medicamento.

      No segundo dia, eu tive um forte episódio de ataque de pânico. Não consegui me controlar, minha mãe e meu marido me ajudaram no episódio, mas foi realmente perturbador. No dia seguinte tive uma pequena crise no ônibus, mas consegui me controlar logo falando com minha mãe ao telefone. Porém nao conseguia dormir com o medo agoniante. O problema é que os efeitos em mim pioraram. As contrações musculares no estômago e pelo corpo todo continuam. Fora isso estou com a boca seca e amarga, confusão mental e visão ruim. Vejo as coisas tremulando ou em visão dupla ou girando… Poderia me dizer se é normal? Estou com muito medo de ter a tal síndrome rara de distúrbios e isso está me afetando. As contrações musculares sao fortes mas a maioria indolor. Percebi que acabo fechando minha mão de tanto medo e pressionando o maxilar. Isso é terrível, mas a maioria das coisas eu tinha anterior ao medicamento, até mesmo as contrações musculares e pouquíssimas vezes distúrbios visuais. Poderia ser os sintomas do meu diagnóstico e o medo, ou posso estar tendo uma reação negativa ao medicamento? Eu estou sentindo bastante coisa, além disso, mas isso é o que mais me preocupa no momento.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Aliane

        Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

        Amiguinha, é uma pena que não tenha recebido tratamento desde pequena. E pior é o fato de ter sido medicada e não ter levado o tratamento a sério, paralizando-o sem o consentimento médico. Pesquisas comprovam que essas crises, quando não tratadas, voltam cada vez mais fortes e por qualquer motivo ou até mesmo por motivo aparente algum. Mas o importante mesmo é o fato de que agora retomou o tratamento psiquiátrico. Ponha juízo nessa sua cabecinha e não o pare por conta própria.

        Aliane, o início do tratamento com antidepressivo, seja ele qual for, é sempre muito sofrido. A pessoa realmente fica pior do que estava antes, pois o organismo teima em não aceitar uma substância desconhecida. Mas, após duas a três semanas, os efeitos ruins vão desaparecendo e os bons surgindo. Fique tranquila quanto a isso. Todos os sintomas relatados por você são inerentes a essa fase inicial. Eu sempre digo que nesse momento é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Essas crises de pânico irão passar e os efeitos adversos irão sumir. Procure também controlar os pensamentos ruins, agora que sabe que próprios do início do tratamento (veja comentários aqui no blog). Você está usando um excelente e moderno antidepressivo, um dos mais receitados pelos médicos. Eu mesma faço uso dele (oxalato de escitalopram) e nunca mais tive crise de pânico. É preciso ter muita paciência e força de vontade nessas primeiras semanas. Fique tranquila, esses sintomas são normais. Leia o texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM para obter mais informações. Além disso, poderá vir aqui conversar conosco sempre que precisar. Não se sinta só.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Fabíola

          Nossa, Lu, sinto tudo que ela sente. Minha cabeça não para de girar, não consigo me concentrar em nada, na verdade já estava assim, mas agora piorou essa semana. Não quero ficar correndo ao pronto socorro toda da vez que sentir algo. Esse site me ajudou muito nesses 2 dias. Por favor Lu, faça um grupo para ajudarmos uns aos outros.
          Obrigada.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Fabíola

          Realmente, nas duas semanas iniciais à medicação, a pessoa sente-se pior do que antes, como poderá ver através dos comentários. Mas isso logo irá passar. Vale a pena passar por todo esse sofrimento, pois são o prenúncio de dias melhores. Fique tranquila. Quanto a fazer grupo, é aqui que concentra o nosso, uma vez que o assunto demanda muita responsabilidade nas respostas. Além do mais, não faço parte de nenhuma rede social e não tenho “zapzap”, pois, além de não me sobrar tempo, já que minhas respostas são longas, prefiro me dedicar aqui aos que me escrevem. Se ler os comentários, verá como as pessoas são interativas e legais.

          Amiguinha, aproveite e leia os textos sobre saúde mental, cujos links ficam abaixo deste texto.

          Abraços,

          Lu

  9. Gabi

    Adoro seu site, Lu.
    Gostaria que você falasse sobre a distimia e depressão dupla. Tenho 30 anos e fui diagnosticada por dois médicos diferentes e comecei o tratamento, há alguns dias, com 3 tipos de medicamentos. Mas temo não melhorar porque sempre fui triste, irritadiça e mal humorada desde criança, dizem que é minha personalidade. Tenho medo de não melhorar também, porque sei as causas da minha depressão profunda, que ao longo da vida já tive 4 vezes. É por causa de um problema que não tem cura, não tem solução e eu me desespero, tento aceitar, tento ser forte, mas com o tempo o desespero ganha e dá lugar a desesperança. Sei que além do tratamento medicamentoso também preciso aceitar o que não posso mudar, mas a tristeza me consome e paralisa toda minha vontade.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Gabi

      A distimia, também conhecida por transtorno distímico, é uma depressão leve. A pessoa não sente prazer em nada ou vontade de divertir-se, trazendo sempre consigo um sentimento de negatividade. Apesar de leve, esse tipo de depressão dura bem mais tempo do que se se tratasse de uma depressão severa. Sem falar que o indivíduo leva muito mais tempo para procurar ajuda. Prova disso é o seu depoimento: “Mas temo não melhorar porque sempre fui triste, irritadiça e mal humorada desde criança, dizem que é minha personalidade.”. Aqui você deixa bem claro a sua negatividade e o fato de ter levado muito tempo para procurar ajuda.

      Amiguinha, há um provérbio muito sábio que diz: “O que não tem remédio, remediado está.”. Se o problema não tem cura em hipótese alguma, o melhor mesmo é passar a ignorá-lo e tocar a vida para frente. Procure viver um dia de cada vez, da melhor maneira possível. Ao tomar conhecimento da real causa dessa tristeza que a acabrunha, você possui todos os meios para arrancá-la pela raiz. A aceitação é sempre o melhor caminho. É esta a vida a que temos e é nela que precisamos trabalhar em busca da felicidade. Pense nisto.

      Será sempre um motivo de prazer contar com sua presença neste blog. Você faz parte de nossa família.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  10. Nay

    Olá, Lu!

    Gostei muito de seus comentários sobre esses transtornos. Depois de muitas investigações médicas, foi detectado que tenho TAG e o transtorno de pânico. Comecei a tomar o alprazolan indicado pelo cardiologista, por um período, o que me ajudou, mas tenho tido muitos altos e baixos nas emoções. Estou indo ao psiquiatra, que me receitou o oxolato de escitalopram, não suspendeu o alprazolam ainda, pois disse que meu organismo está acostumado com ele, sendo melhor o outro começar a fazer efeito pra retirar o alprazolan. Faz duas semanas que estou fazendo uso do novo medicamento, mas não tenho visto resultado, e os sintomas têm sido bem frequentes, me deixando muito desanimada. Sou cristã e minha fé tem me ajudado a não desistir. Sei que Deus tem uma vida brilhante pra mim e vou continuar nesta luta. Fico mais aliviada em saber que existem pessoas que também passam por isso, e que conseguiram vencer, ou que estão vivendo uma vida mais tranquila, sem medos, angústias, pavores etc. Que coisa horrivel é viver assim! Nunca me imaginei viver tal situação, mas já estou vivendo, peço a Deus que me ajude a vencer, pois sei que os remédios é um meio de ajuda.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Nay

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, duas semanas é um período muito pequeno para sentir os sintomas positivos do oxalato de escitalopram, que normalmente começam a aparecer após a terceira semana, ou mais um pouco. Portanto, fique tranquila, pois eles ainda virão. Agora você se encontra na fase crítica, quando os sintomas adversos são muito fortes. É preciso ter muita paciência e esperar que eles passem. Realmente é grande o número de pessoas que passam pelo mesmo que você, bastando ler os comentários aqui.

      Nay, nós nunca imaginamos que certas coisas aconteçam conosco, mas, como somos humanos, não há como correr. O caminho mais sábio é enfrentar os problemas de frente, buscando ajuda quando necessária. A finalidade dos antidepressivos é oferecer-nos uma vida com qualidade, mas é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Logo terá superado tudo isso. Melhores dias virão. Venha sempre nos visitar e falar como vai a sua saúde.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Nay

        Obrigada, Lu, pelas palavras.
        Ler comentários de quem realmente entende e sente a mesma dor ajuda muito. Hoje mesmo tive uma crise, acordei muito ansiosa. Estou pra me mudar pra uma nova casa, vim morar no fundo da casa de minha sogra num momento de muita crise, mas que não sabia o que eu tinha de verdade.
        Enquanto procurava a casa nova me sentia bem, mas agora, que as coisas estão perto de acontecer, tenho medo da mudança, de ter um crise sozinha. Lendo os comentários fiquei muito animada em saber que esse medicamento pode me ajudar.Tenho buscado muito principalmente a ajuda de DEUS, ele tem sido meu maior consolo nos momentos mais críticos. Queria saber sobre a libido, a minha é quase zero, rs. Procuro algum médico pra me receitar alguma coisa, ou espero o organismo voltar ao normal?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Nay

          O oxalato de escitalopram tem sido muito receitado pelos médicos. É um remédio moderno que tem trazido muitos bons resultados. Como todo antidepressivo, ele mexe com a libido, sim. Porém, com o uso, o seu organismo irá voltando ao normal. Não se preocupe! Ao retornar a seu médico, poderá lhe falar sobre isso. Converse com seu marido e explique-lhe que se trata de uma reação passageira do remédio usado em seu tratamento. Peça-lhe paciência e compreensão. Tenho a certeza de que ele está mais preocupado com a sua saúde.

          Amiguinha, quando mudar para a sua nova casa, já estará bem, pois o oxalato passa a agir, normalmente, após a terceira semana. Logo, não se preocupe com isso. Pense apenas em fazer seu tratamento da melhor forma possível. Busque também fazer algum tipo de exercício físico (caminhada, natação…), pois alivia a ansiedade. Certo?

          Abraços,

          lu

        2. Nay

          Lu
          Às vezes parece insuportável, porque as reações do corpo e da mente são incontroláveis. Qualquer dor que eu sinta já penso que estou morrendo, já fico em pânico. Há dias que dá pra suportar em outros tenho recaídas que me deixam sem razão. Com fé em Deus, quando me mudar, estarei bem melhor e não terei mais essas crises que tanto me incomodam, esses pensamentos negativos, quero viver com plenitude e não com medo do amanhã, sem saber se vou estar bem ou não.
          Mais uma vez obrigada.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Nay

          Quando você se mudar, o oxalato de escitalopram já estará fazendo efeito, tranquilizando-a. Procure se acalmar e não ficar assustada com qualquer coisa. Lembre-se que sua mente está por demais criativa. Evite os pensamentos ruins desviando-se deles, fazendo outras coisas de que gosta. Todos nós aqui já passamos por isso.

          Lindinha, procure fazer algum tipo de exercício, como lhe falei antes. Outra coisa, sempre que se lembrar, evite o internetês (pq, vc, que, ñ, tbm, etc), pois o programa não aceita e dá tudo como errado. Tenho que consertar um por um, algumas pessoas também não o entendem. Certo?

          Abraços,

          Lu

        4. Daniele Fernandez

          Boa tarde, Lu.
          Estou há quase um mês tomando o oxalato, já relatei aqui na primeira semana o quanto foi difícil aceitar o tratamento e também a adaptação ao remédio. Graças a Deus isso foi só na primeira semana, depois disso consegui voltar ao trabalho e agora para a faculdade. Estou fazendo uso do alprazolam, porém o médico me pediu que começasse o desmame, e assim estou fazendo. O oxalato já fez efeito, já não tenho mais crises e nem medo de ter uma nova crise. No início fiquei um pouco apática, porém da semana passada pra cá, estou sentindo um desânimo fora do comum, me sinto triste e venho pensando muito nas coisas que fizeram desencadear o transtorno. Você acha que isso pode ser efeito do remédio?

          Obrigada

        5. LuDiasBH Autor do post

          Daniele

          Não entendi muito bem o seu desmame. Nele está também o oxalato de escitalopram? Se estava se sentindo bem antes, não há como ser efeito do remédio. Talvez seja resultado do desmame. Fico feliz que tenha voltado ao trabalho e à faculdade e, sobretudo, tenha se livrado daquele medo horrível. Não seria bom buscar também uma terapia? Aguardo mais explicações.

          Beijos,

          Lu

        6. Daniele Fernandez

          Lu
          O desmame é do alprazolam. Estou tomando meio comprimido um dia sim e outro não. Já faço terapia, mas acredito que no meu caso não esteja surtindo tanto efeito. Segundo o médico, vou tomar o oxalato por maia dois meses, depois vou fazer o retorno pra ver por quanto tempo mais terei que tomar.
          Obrigada mais uma vez.

        7. LuDiasBH Autor do post

          Daniele

          Agora eu entendi. O oxalato de escitalopram é um dos antidepressivos mais receitados. Muita gente que comenta aqui toma esse medicamento, inclusive eu. E dou-me muito bem. Realmente não há como precisar o tempo que deverá tomá-lo, pois vai depender muito da reação de seu organismo. O tempo não importa, mas a sua melhora. Continue otimista e persistente. Não desanime. Sempre que sentir vontade, venha aqui conversar conosco.

          Abraços,

          Lu

        8. Daniele Fernandez

          Lu

          Muito obrigada!
          É muito bom ver seu empenho em nos acolher, a gente que tem esse problema fica tão sensível, né? Este blog é de grande ajuda.
          Vou lhe mantendo informada sobre o tratamento.

          Obrigada

        9. LuDiasBH Autor do post

          Daniele

          Será sempre um prazer receber a sua visita. Já passei por isso, e sei o quanto é importante conversar sobre o assunto com quem nos compreende. Leia também outros textos, aqui no blog, com a mesma temática.

          Abraços,

          Lu

  11. HADILTON

    Olá,

    Estou fazendo uso do ESC há um mês, e me sentindo bem melhor após o uso. Fico na dúvida se poderia tomar umas taças de vinho eventualmente.

    Obrigado,

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Hadilton

      Seja bem-vindo ao nosso blog. Sinta-se em casa.

      Danadinho, já está sentindo falta do líquido de Baco! Eu também adoro vinho! Embora se diga que o oxalato de escitalopram não interage com o álcool, eu penso que é preciso cautela. Você não disse quantas taças pretende tomar… risos. Eu tomo, eventualmente, um taça durante o almoço e outra no jantar, ou duas taças de uma só vez, sempre com o estômago cheio e com muita água, acompanhando.

      Grande abraço,

      Lu

      Responder
  12. Beatriz Autor do post

    Olá! Ótimo o seu blog, esclarece muitas dúvidas.

    Nunca gostei de antidepressivo, mas final do ano passado perdi meu pai, e com 3 meses perdi minha cachorrinha que estava há 14 anos comigo, além de outros rompimentos. Moro só, sou introspectiva demais, e muitas vezes sinto tristeza, irritaçao, ansiedade, falta de sono. O médico receitou ESC,associado ao frontal ou rivotril. A primeira semana me senti bem, mas agora na segunda estou pior. Me ajude, por favor! Será que devo deixar o ESC?
    Abraços!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Beatriz

      É um grande prazer recebê-la em nossa família. Agora você não mais se sentirá só, pois nós nos encontramos aqui, sempre dispostos a ajudar, embora não tenhamos todas as respostas, mas em contrapartida, temos muito carinho com os que aqui chegam.

      Amiguinha, é mais do que natural que esteja passando por uma fase de “tristeza, irritação, ansiedade, falta de sono” depois de tantas perdas. Chega um momento em que nosso corpo pede arrego, pois a carga é mais pesado do que ele pode aguentar. Quando digo corpo, incluo também a mente (o cérebro) que com ele forma um todo. Pode se tratar de um momento passageiro e que, com alguns meses de tratamento, você retoma o seu equilíbrio de antes. O importante é que busque ajuda médica, para que as crises não se agravem. A finalidade do antidepressivo é proporcionar-nos uma melhor qualidade de vida.

      Beatriz, todo antidepressivo apresenta efeitos adversos no início do tratamento. Infelizmente os médicos pecam por não informar isso aos pacientes. Muitas vezes, as pessoas sentem pior do que antes de começar a tomá-lo. Contudo, após duas a três semanas de uso, os efeitos ruins vão passando e os bons chegando. Portanto, não se apavore. Mantenha a calma. Sempre digo que é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). E jamais pare o tratamento sem o aval de seu médico, pois as crises tendem a ficar piores. Você não deve parar de tomar o oxalato de escitalopram. Se os efeitos adversos estiverem duros de aguentar, entre em contato com seu médico. No primeiro mês é muito importante a interação entre médico e paciente. Procure aqui no blog por um texto chamado INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM, que poderá alertá-la quanto aos efeitos ruins que aparecem no início do tratamento e, quando deve ter urgência na procura médica. Você não disse o que está sentindo para considerar-se “pior”. De qualquer forma, encontra-se na zona de turbulência do tratamento, que exige muita calma e maestria do piloto.

      Como você mora só e sente que é uma pessoa muito introspectiva, venha sempre aqui conversar conosco. O nosso blog possui 32 tipos de assuntos diferentes. Veja o que mais a agrada. Tenho a certeza de que irá gostar.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
    2. Luciana

      Querida, hoje passei no médico. Uso o escitalopran de 10 há 8 meses, e esse médico suspendeu e entrou com parmelor de 50 mg. Eu li na bula e estou com medo de tomar, pois tenho glaucoma, só q ele não perguntou se eu tinha algo. Ele pediu para retornar em duas semanas. Estou na dúvida se continuo com escitalopran até retorno, ou, se tomo esse parmelor, mesmo sabendo que não posso. Me ajude por favor.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Luciana

        Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

        Amiguinha, sempre que for ao médico, não espere que ele lhe pergunte o que tem, pois, atualmente, com essas consultas compartimentadas (médico de coração, de rins, de fígado, etc) e rápidas, o profissional não se preocupa em ter uma visão geral do paciente. Leve a sua listinha para se lembrar do que tem que falar com ele, que sofre disso e daquilo, e não se esqueça de acrescentar o nome dos remédios que toma.

        Luciana, porque ele resolveu passar para o pamelor? Você não estava dando bem com o escitalopram? ( segundo a bula: Por causa de sua atividade anticolinérgica, Pamelor deve ser usado com muita cautela em pacientes que têm glaucoma…). Assim sendo, eu a aconselho a entrar em contato com o médico ou secretária dele (via telefone ou e-mail) falando sobre sua preocupação. Jamais tome algo sobre o qual tenha dúvidas. Se não conseguir ter uma resposta, continue com o escitalopram até o retorno com ele. Certo?

        Um grande abraço,

        Lu

        Responder
  13. Claudia Cristi

    Oi, Lu!
    Entrei no seu blog pesquisando a palavra escitalopran. Gostei muito dos seus textos e principalmente da delicadeza e sensibilidade com que responde e como todos escrevem e desabafam seus problemas. Parabéns!

    Minha mãe começou em outubro o tratamento com Reconter, 10mg. Passou muito mal tomando meio nomprimido. O médico indicou mais 15 dias tomando meio e depois passar para um inteiro, mas ela não consegue, sente um sono como se estivesse bêbada ou dopada. Não consegue parar em pé e só dorme. Por conta própria ela continua tomando meio. Será a metade suficiente? O que pode acontecer?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cláudia

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa para desabafar, perguntar, interagir.

      Amiguinha, os antidepressivos podem agir de maneira diferente em cada organismo. Algumas pessoas ficam insones, outras dormem em demasia, algumas têm o apetite aguçado, outras perdem totalmente a fome, e por aí vai. Mas esses sintomas adversos tendem a passar, normalmene, após a segunda semana de uso, vindo então os efeitos positivos. Alguns médicos passam algum outro remédio (ansiolítico) como coadjuvante no tratamento. Sua mãe toma algum outro? Se ela começou em outubro, não era para estar com tanto sono assim. Pelo visto, não houve um retorno ao psiquiatra para lhe falar sobre o excesso de sono.

      Amiguinha, essa soneira não é normal pelo tempo de uso que ela já tem do remédio. Aconselho-a a levá-la ao psiquiatra o mais rápido que puder, para que ele faça uma avaliação do tratamento. Pode ser que a dose esteja excessiva. Nesse caso, é bom que não passe para um comprimido inteiro sem antes ter conversado com o médico.

      Fico aguardando novas notícias.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Cláudia Cristi

        Lu, obrigada pla atenção.

        Ela só toma essa medicação. Voltamos segunda-feira ao médico, relatamos o que vinha acontecendo e ele mudou o horário da medicação para a noite. Ela também tem apineia e deixou de usar o aparelho para dormir. Pode ser que a qualidade do sono esteja pior e isso seja a causa desse sono todo, também. Vamos acompanhar e ela fará nova polissonografia também. Tomara que fique bem desse sono, porque dá tristeza e desânimo, pois vinha mostrando visivelmente estar melhor.

        Lu, mais uma vez obrigada por seu blog maravilhoso, que é um alento para as pessoas que passam por momentos tão difíceis e sofridos e encontram aqui atenção, carinho e respeito. Minha admiração e carinho.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Cláudia

          Foi ótima essa volta ao médico. A mudança de horário fará uma grande mudança. Aqui no blog há casos de pessoas que também tiveram excesso de sono e melhoraram ao mudar para a noite. Quanto à pineia, realmente reflete imensamente na qualidade do sono. Isso também pode ser uma causa. Será importante o exame de polissonografia. Tanto o sono em demasia quanto a sua ausência são ruins para o organismo, o que nos mostra que o equilíbrio é a chave de tudo. Mas não se preocupe, ela irá ficar boa.

          Lindinha, sou eu quem agradece a confiança depositada em “nosso” blog. Sei que, em se tratando de doenças e transtornos mentais, é muitas vezes difícil encontrar quem esteja disposto a ouvir-nos com atenção, sem ver no problema um estigma. E é exatamente este o nosso papel aqui no blog: ouvir, compreender, respeitar e estimular a pessoa a buscar melhoria na sua qualidade de vida.

          Beijos,

          Lu

  14. Natália

    Oi Lu!

    Primeiramente preciso lhe parabenizar pelos artigos. A sua dedicaçao em ajudar as pessoas é admirável! Os seus textos foram os únicos que me acalmaram, pois na internet esse assunto é sempre tratado com muito terror, pela maioria dos blogs, deixando quem sofre do problema ainda pior.

    Bom, estou passando por duas fases de adaptaçao: A do remédio e a da aceitaçao comigo mesma do problema.
    Perdi um animal de estimaçao muito querido no começo deste mês e desde entao minha “panela de pressao” estourou. Sempre fui ansiosa e medrosa, mas desde o fato tudo fugiu do controle. O animal ficou doente e se foi muito rápido e isso desencadeou em mim um medo enorme de doença. Consequentemente comecei a sentir alguns sintomas físicos como tontura, náuseas, dor de cabeça e diarreia. Após ir várias vezes ao hospital e fazer vários exames que não indicaram nada físico, fui encaminhada para o psiquiatra, que me receitou o oxalato de escitalopran. Hoje é apenas o terceiro dia que estou tomando e sei que preciso respeitar o tempo de adaptaçao. O problema é justamente a ansiedade de querer ficar boa logo, pois sempre fui muito alegre e nunca havia passado por algo parecido.

    Gostei de ler que você se adaptou ao escitalopran. Espero que comigo ocorra o mesmo, pois, por enquanto, a sensaçao ruim parece ter piorado e dá a impressão que nunca vai passar… Enfim, meu comentário nao é bem uma pergunta. Apenas quis me juntar ao time e desabafar! Compartilhar e dar mais força!

    Beijos e novamente parabéns!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Natália

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, sempre aprendi que os problemas possuem a dimensão que damos a eles. É o prisma pelo qual olhamos a nossa vida é que a torna melhor ou pior. A escolha fica por conta de cada um. Em relação aos problemas mentais, desde adolescente aprendi a conviver com eles e, sobretudo, a aceitá-los. Não no sentido de cruzar os braços numa atitude simplista ou omissa, mas admitir que os tenho, e que terei uma vida muito boa, se essa consciência levar-me à busca de tratamento e a um conhecimento maior de mim mesma como ser humano. Penso que o primeiro passo para resolver qualque problema é admitir que ele existe. Fora disso é chover no molhado, pois não se combate o inadimissível.

      Em relação às doenças e transtornos mentais, o ponto de partida é a firme convicção de que o cérebro também adoece, assim como o fígado, o coração, os rins, etc. Partindo daí é fácil aceitar nossos contratempos, assim como quem lida com a diabetes, a hipertensão, o câncer, etc. O segundo ponto é aceitar que não somos seres divinais, logo, estamos sujeitos aos desajuste de nosso corpo, como qualquer outra pessoa. Nunca questionei o fato de ser depressiva, pois está dentro do contexto de minha humanidade. Jamais me fiz de “coitadinha” ou vi meu caso como um bicho-de-sete-cabeças. Ao contrário, gosto de rir de meus supostos “chiliques”, escrevendo sobre eles. Foi exatamente um texto assim, chamado ESCITALOPRAM OU FLUOXETINA que, ao ser postado, transformou-se num fórum, tamanho tem sido o número de acessos e comentários, vindos de todas as partes do Brasil e também de outros países de língua portuguesa. E com isso ganhei uma família POP (paciente, otimista, persistente) maravilhosa, em que seus membros ajudam-se mutuamente. E assim vamos tendo uns dias bons, outros nem tanto, como acontece com qualquer mortal.

      Natália, compreendo a sua dor. Também crio gatinhos (dois no momento). A perda de cada um deixa-me, por uns dias, na pior. Choro muito. Aos poucos vou aceitando a finitude da vida, e compreendendo que não há como lutar contra ela. Eu prefiro que um bichinho morra rapidamente, a vê-lo sofrer por dias a fio. Tudo tem seu tempo, amiguinha, e nossos animaizinhos de estimação não fogem à regra. Aceitação é a palavra mágica para aquilo que não podemos mudar. O importante foi o amor que lhe dedicou. Bote outro no lugar e faça o mesmo.

      Amiguinha, há momentos em que nosso equilíbrio emocional mingua, trazendo-nos inúmeros desconfortos. No que diz respeito à sua depressão, ela parece ter sido ocasionada pelo trauma da perda. O antidepressivo irá ajudá-la a equlibrar-se, funcionando como suporte emocional para esse seu momento de extrema fragilidade. A depressão traumática é uma das mais fáceis de serem tratadas. Não demorará muito para que seu médico suspensa o antidepressivo, ao contrário da minha que é crônica. Portanto, fique tranquila! Logo estará ótima.

      Lindinha, quero alertá-la quanto aos efeitos adversos do início do tratamento. Embora pareça que você tenha ficado pior, dentro de duas a três semanas eles desaparecem, surgindo os bons, que irão lhe oferecer uma melhor qualidade de vida. Não desista! Seja POP! Aguente o período de turbulência com a postura de uma batalhadora. Aqui no blog você encontrará mais textos sobre o nosso problema, inclusive quanto aos efeitos adversos do antidepressivo. Durante o período em que se encontrar na “zona de turbulência”, venha sempre conversar conosco. Não se sinta sozinha. Será um grande prazer tê-la no nosso time. Precisamos de pessoas otimistas, que olhem a vida com um extremado amor. Aqui não há espaço para os derrotistas, os amedrontadores e insensatos. Você poderá também interagir com os colegas, conversando com eles.

      Natália, obrigada pela generosidade em dar tantos créditos a este espaço, que é também um pedacinho de cada um de vocês. Ajude-nos a levá-lo às pessoas que precisam de ajuda neste campo. Conheça também outras categorias de nosso blog.

      Um grande beijo,

      Lu

      Responder
  15. Lilian

    Boa noite, Lu!

    Meu nome é Lilian e descobri que estou com depressão há dois dias… Que coisa horrível é essa! Uma vontade de não fazer nada, agitação, inquietação, tristeza! Estava em casa com minhas filhas pequenas e me deu um desespero, uma agonia… Liguei para minha mãe vir ficar comigo,igual uma criança, fui à psicóloga mas não tive a menor paciência de ficar lá falando. Procurei um psiquiatra e ele me receitou fluoxetina 20mg, 3 vezes ao dia, e 5 gotas de rovotril à noite, para que eu saia da crise, pois estou muito mal, sensação de que vou enlouquecer, que não faço parte deste mundo, porém o rivotril me deixa o dia todo morta, jogada na cama. É melhor eu tomar só a fluoxetina ou os dois juntos, mesmo? E essas sensações estranhas passam mesmo, porque tenho a impressão de que não vão passar nunca.
    Obrigada.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lílian

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa!

      Amiguinha, pelo que me descreveu, você teve uma crise de pânico. Mas fique tranquila porque essa sensação de morte iminente não é real. A Síndrome do Pânico vem afetando um grande número de pessoas. Ela dura alguns minutos e jamais leva a óbito, ainda que este mal-estar seja tenebroso para quem o sente. E quanto mais cedo iniciar o tratamento, mais cedo ficará livre dela. E lembre-se de que ao tomar um antidepressivo é preciso transformar-se numa mulher POP (paciente, otimista e persistente), pois as primeiras semanas são bem difíceis para a maioria das pessoas, até que cheguem os efeitos positivos do remédio.

      Lílian, há vários tipos de depressão. Pode ser que a sua seja passageira, e com alguns meses de tratamento possa abrir mão do remédio, mas isso com acompanhamento médico. O ideal nesses casos é procurar um psiquiatra, mesmo. Os outros tratamentos servem apenas como coadjuvantes. Quero alertá-la que, no início do tratamento, os efeitos adversos são terríveis, a pessoa parece ficar pior do que antes de tomar o antidepressivo. Mas depois de duas semanas, mais ou menos, os efeitos adversos vão desaparecendo, dando lugar aos bons. Nessa fase é preciso ser duas vezes POP. Se o rivotril está derrubando-a assim, diminua a quantidade de gotas e faça uma experiência. Também faz-se necessário que, em caso de efeitos adversos insuportáveis, procure seu médico e relate tudo. Esse contato é muito importante no primeiro mês.

      O rivotril é um coadjuvante no tratamento da Síndrome do Pânico, portanto, o ideal é que tome os dois, conforme a prescrição médica. Diminua as 5 gotas para 3 e observe se houve melhora. O que está sentindo também pode estar ligado aos efeitos adversos da fluoxetina (eu a tomei por muitos anos), que acontecem no início do tratamento, mas que passam após o período descrito acima. Essa sensação estranha irá passar, sim, pois essa é a função do depressivo, ou seja, oferecer ao paciente melhor qualidade de vida. Caso contrário não teria função alguma.

      Lindinha, volte sempre que quiser. Venha sempre me dizer como anda seu tratamento e desabafar.

      Beijo no coração,

      Lu

      Responder
  16. Juliana

    Lu, quais sintomas você sentia antes de tomar o Exodus? Teve alguma reação? Se sente melhor agora?

    O médico me receitou o de 10 mg. Não sei se começo a tomar agora ou só depois do carnaval, porque dia 06/02 vou viajar para a cidade de meus sogros e terei que passar uns 10 dias por lá. Estou apavorada, com medo de começar a tomar agor, e sentir as reações durante minha estadia lá, e ao mesmo tempo quero começar a tomar pra ver se me sinto melhor logo, e curtir o carnaval numa boa com meu marido. O que você me aconselha?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Eu tive minhas primeiras crises na adolescência, começando com o pânico. Já passei por inúmeros antidepressivos, sendo o penúltimo a fluoxetina. Com o tempo (anos de uso) ela deixou de fazer efeito, quando fui medicada com o oxalato de escitalopram. Sentia ansiedade, depressão, SP e mais um rosário coisas ruins. Hoje estou ótima, até dando suporte emocional para meus amiguinhos do blog… risos.

      Lindinha, você levanta um ponto importante, pois 95% das pessoas têm que lidar com os efeitos adversos iniciais, que podem durar até três semanas. E não são fáceis, pois a pessoa, muitas vezes, fica pior do que antes de tomar o remédio. É a luta do organismo para não aceitar a nova substância. Se puder aguentar, deixe para tomar após sua volta, pois pode não ter condições de curtir o Carnaval, trazendo preocupações para todos. Vá contornando com um ansiolítico (mas não beba) até chegar em casa, onde terá tranquilidade para iniciar seu tratamento. Portanto, bom Carnaval, e faça propanda de nosso blog em sua viagem.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Juliana

        Muito obrigada, Lu!
        Suas palavras me ajudaram muito agora. Vou seguir o que você me disse, e começar o tratamento quando voltar para casa. Qual ansiolítico você me indica para aguentar esses dias, alprazolam ou Olcadil?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Juliana

          Eu nunca tomei nenhum dos dois e não conheço suas reações. Há muitos anos que faço uso do bromazepam (o conhecido Lexotan), 3 mg, quando me sinto mais agitada ou insone. Não sinto nenhum efeito colateral. Acho-o bem fraquinho e nunca me viciei nele.

          Beijos,

          Lu

      2. Paula

        Boa-noite, Lu!
        Faço uso de antidepressivo há 11 anos. Você toma há quanto tempo? Não tem medo do antidepressivo causar uma doença secundária com o uso prolongado? Esse é o meu medo atual, ter alguma doença causada pelo antidepressivo, porque minha depressão é crônica.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Paula
          Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, também tenho depressão crônica, que se manifestou ainda na minha fase juvenil. Tomo antidepressivo, continuadamente, há mais de duas décadas. Não tenho medo nenhum, ao contrário, fico tranquila ao saber que ele pode me ajudar. Confesso que o tomo como se tomasse uma vitamina. Não acredito que seu uso possa causar alguma doença, mas a sua falta, sim, pois não teria equilíbrio para conduzir a minha vida. Que não seja esse o seu medo. Converse com o seu psiquiatra a respeito, para que possa tranquilizá-la.

          Beijos,

          Lu

        2. Paula

          Oi, Lu!
          Você faz uso de qual antidepressivo? Eu usei o clomipramina por 10 anos e agora faço uso do reconter (escitalopram). Você tem casos na família de pessoas que fazem uso prolongado de antidepressivos? Na minha há vários casos.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Paula

          Há cerca de quatro a cinco anos que faço uso do oxalatro de escitalopram. Na minha família, pela parte materna, existem inúmeras pessoas que fazem uso de antidepressivos. Muitos de nós sofrem depressão hereditária, portanto, não podemos abrir mão do antidepressivo. Eu o tomo desde a adolescência. Também tenho inúmeros amigos que fazem uso desse tipo de medicamento. O importante é que estamos tendo melhor qualidade de vida, não é mesmo?

          Abraços,

          Lu

  17. Vanessa

    Oi Lu, tudo bem?

    Estou há 3 semanas tomando Exodus, porém há apenas 1 semana e 2 dias que estou tomando o comprimido inteiro. Estou me sentindo melhor, mas sinto que ainda não estou gozando plenamente dos benefícios da medicação. Será por que estou tomando há apenas 1 semana e 3 dias a dosagem correta? Bom, queria também lhe perguntar se posso tomar dorflex e omeprazol mesmo tomando antidepressivo?
    Beijos!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      É por isso mesmo, pois a dosagem ainda está muito fraca. Fique tranquila, logo estará ótima. Pode tomar, sim, mas não abusive desses remédios. Há, inclusive, um texto do Dr. Telmo no blog, condenando o excesso de remédios como omeprazol que são tomados continuadamente. Opte por chá de camomila, erva-cidreira e erva-doce. Quanto ao dorflex, tome somente quando necessário. Não tome como preventivo.

      Beijos,

      Lu

      Responder
        1. Daniele Fernandez

          Boa tarde, Lu!

          Depois de muita resistência em aceitar tomar os remédios, decidi começar o tratamento logo. Iniciei com meio comprimido de exodus e o rivotril sublingual nas crises. De fato, as crises voltaram e piores, mais de uma vez por dia, a ponto de eu não conseguir ir trabalhar e nem sair na rua sozinha. Tomei o rivotril apenas duas vezes, e parece que ele não deu efeito nenhum. Fui ao psiquiatra que me tratou super mal e disse que isso é normal. Porém, meu cardiologista está me acompanhando, e falou para eu começar a tomar o exodus inteiro e alprazolam meio comprimido antes de dormir (esse medicamento foi passado pelo primeiro psiquiatra de que não gostei, que me tratou mal, já o rivotril foi pelo segundo psiquiatra).

          Comprei o alprazolam hoje e pretendo tomar como o cardiologista recomendou. Ele disse que pelos meus sintomas, tenho síndrome do pânico, já que não consigo ir trabalhar e nem sair sozinha, ele pediu para eu tomar por um mês, já que o desmame de alprazolam é mais fácil que o do rivotril. Não é fácil a adaptação desses remédios, parece q estou vivendo um pesadelo.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Daniele

          Quando se faz necessário o uso do antidepressivo, quanto mais cedo começar, melhor. Não adianta ficar sofrendo, quando temos meios para ter uma melhor qualidade de vida. Quanto aos médicos brutamontes, o melhor á fazer é descartá-los, pois o mercado está cheio de todo tipo. Se não tenho empatia com o profissional, procuro outro imediantamente e ainda lhe falo o porquê de procurá-lo, pois não gosto de ser maltratada. Sem falar que o doente mental é muito sensível e precisa de ajuda emocional. Você tem síndrome do pânico, sim. Os sintomas são os mesmos. O pesadelo vivido diz respeito apenas ao início do tratamento, quando os efeitos adversos chegam com toda força, até mesmo piorando nosso quadro. Após cerca de duas semanas eles vão desaparecendo e surgindo o lado positivo. E você vira uma nova pessoa. Portanto, seja POP (paciente, otimista e persistente). Volte para me contar como está indo com o novo antidepressivo.

          Beijos,

          Lu

  18. Carolini Passos

    Boa noite, Lu!
    Fui ao meu cardiologista, relatei sobre a tonteira que estava sentindo, ele falou, o que achei estranho, que não era devido ao desmame do remédio e sim uma possível labirintite, pois a dose que eu tomava era baixa (10mg) pra dar alguma reação com a parada do remédio, sendo que nunca senti tontura e comecei a sentir logo depois que parei com o remédio. Enfim, ele me passou mas uma caixa e disse pra tomar em dias alternados, comecei tomar ontem e hoje, já estou bem melhor. Junto com scitalax também tomei um labirin remédio para labirintite. Eu perguntei se era melhor um encaminhamento para um psiquiatra mas ele disse que não era necessário. Mesmo assim vou procurar um, sei que ele é cardiologista e um profissional, mas não exatamente para que estou precisando. Só comecei a me tratar com ele quando tinha crises de pânico e achava que estava tendo um infarto, até ele perceber que era de origem psicológica, mas mesmo assim não me encaminhou. Ainda agora tive uma crise, meu coração e ombro direito deu uma fisgada que durou 5 min, achei que iria morrer, em seguida passou, já não sentia isso faz tempo, esse medo, não sei se foi pela parada do remédio. Desculpa meu texto enorme, mas precisava desabafar.
    Obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Carol

      Seja lá qual for a dosagem, quem toma antidepressivo, ao parar, precisa passar pela desmame. O organismo encontra-se acostumado com uma substância que mexe com ele, quando se vê sem ela, ressente. É o mesmo que acontece com quem para de fumar. É o efeito da abstinência. Por isso o desmame deve ser orientado pelo médico, parando a pessoa aos poucos, para que não sofra com a supressão abrupta do medicamento. A dosagem de 10 mg não é pequena, como ela relatou. Como ele chegou à conclusão de que você está com uma “possível” labirintite? E já está tomando remédio sem ter certeza?

      Amiguinha, cada profissional deve trabalhar no seu campo. Assim sendo, aconselho-a a buscar um psiquiatra. Relate-lhe todo o seu histórico, o que está tomando, há quanto tempo, etc. Normalmente, os médicos não querem perder pacientes. Penso eu que, uma vez que seu problema não era cardíaco, ele deveria tê-la repassado para um psiquiatra. Tudo o que está sentindo tem a ver com a parada do remédio. Não se preocupe. Os dias alternados que o médico lhe receitou faz parte do desmame. Resta saber se você já está pronta para abrir mão do remédio. Veja isso com o psiquiatra, antes de acabar a caixa.

      Lindinha, escreva o quanto quiser. Desabafe sempre! E continue me dando notícias.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  19. Priscilla

    Oi, Lu!
    Eu tenho 23 anos, sempre tive uma vida ativa, trabalhando, estudando, gosto muito de sair pra tomar um chopp com meu noivo, enfim, tenho uma vida que algumas meninas da minha idade acham ser “ideal”. Porém as coisas estão perdendo a cor a partir do momento que tive um ataque de pânico: mãos frias, pés frios, visão embaçada, respiração alta, sensação de falência, um horror, mas passou. Fiquei uns meses bem, mas logo veio a recaída e junto com ela uma tristeza profunda, inclusive na TPM piora muito. Comecei a tomar Citalopram 20mg de manhã e Pimozida 1mg à noite há uma semana, a partir daí não durmo mais à noite, passo o dia com sono. Agora comecei a sentir ansiedade, ferroadas pelo corpo, inquietação e a maldita insônia. Será a fase de adaptação? Será que minha vida precisa mudar tanto assim? Estou insegura, com medo de perder o noivo, nunca mais vou poder tomar um chopinho com ele? Gostei muito do seu blog! Parabéns!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Priscilla

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, o ataque de pânico (síndrome do pânico) vem como um aviso indicativo de que algo em nosso cérebro não vai bem. A gente pode ter ansiedade, tristeza profunda, inatividade, mas só realmente busca o médico quando a SP dá as caras. Ela vem na maior bruteza, com a sensação de morte iminente. É quando saímos correndo em busca de ajuda. Apesar de horrível, ela parece funcionar como um telegrama da mente pedindo ajuda. E, se não tratada, a SP vai ficando cada vez mais constante e mais forte. Saiba que os problemas mentais não escolhem tipos de vida para aparecer. O mau funcionamento dos neurônios tanto pode acontecer com pessoas introspectivas ou extrospectivas. Você deveria ter procurado um psiquiatra logo na primeira crise.

      É fato que durante a TPM as coisas pioram ainda mais. É muito hormônio em ebulição. Você se encontra no início do tratamento, quando os sintomas pioram, aparecendo os efeitos adversos. Tudo o que está sentindo é normal, pois trata-se da fase de adaptação. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Normalmente, após duas semanas, os efeitos ruins vão diminuindo e os bons aparecendo. Tenha calma. Faça a sua parte no tratamento. A função do antidepressivo é oferecer-lhe uma melhor qualidade de vida. Logo estará ótima, podendo desfrutar as maravilhas da vida a dois com o seu noivo. Procure eliminar a palavra “medo” de sua vida, pois ela tem uma carga muito negativa. Quanto ao chopinho, um só não faz mal. Se a insônia persistir, converse com seu médico. Passando o período de adaptação, o corpo volta ao equilíbrio.

      Também gostei muito de sua presença aqui. Não suma!

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Priscilla

        Lu

        Dia 25 de janeiro, eu encontrei seu blog e deixei um comentário sobre como estava me sentindo por ter descoberto recentemente uma síndrome do pânico. Fiz algumas perguntas e inclusive você as respondeu com muito carinho. Estava sem chão, sem ânimo e com muito “medo do medo”. Eu estava no início do tratamento com citalopram e orap, passando por inúmeros efeitos adversos e com medo de que minha vida, que era tão boa, continuasse mudando para pior, porém como você mesma disse, procurei aguentar os efeitos, pois eles passariam e realmente passaram.

        As coisas normalizaram para mim, mas não nego que às vezes me sinto insegura diante de algumas situações, daí começo a pensar no pânico mas logo controlo. Procurei encontros de orações e relaxamento espiritual, arrumei um tempo pra mim e comecei a fazer as pazes com meus “fantasmas” interiores, creio que tudo tenha ajudado bastante. Cheguei à conclusão que precisava passar por isso, pois foi uma sacudida que a vida resolveu me dar, seja pra me tornar uma pessoa melhor, seja pra testar minhas forças, enfim, estou vivendo um dia após o outro e tentando ser o mais feliz possível!

        A mensagem que fica é a de força, fé e persistência, pois tratar-se é preciso, primeiro vem a tempestade depois o arco-íris.

        Um beijo e obrigada pela atenção, querida!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Priscilla

          O seu depoimento é fonte de luz para todos nós. Não são poucas as pessoas que me escrevem dizendo o quanto os depoimentos aqui encontrados foram importantes para que elas buscassem tratamento, aguentassem o período inicial dos efeitos adversos e acreditassem que poderiam ter uma vida de qualidade. Portanto, querida, agradeço em nome de todos a esperança que aqui dissemina.

          Você escreve: “As coisas normalizaram para mim, mas não nego que às vezes me sinto insegura diante de algumas situações, daí começo a pensar no pânico mas logo controlo.”

          Lindinha, quem não passa por períodos de insegurança, por mais sadio que se sinta? Viver, por si só, já é um ato de coragem. A insegurança, quando equilibrada, é necessária para nos ajudar a tomar a melhor decisão possível, avaliar pros e contras, buscar o melhor caminho… Somente os insensatos dizem que são “100%” seguros. E deles devemos fugir, pois são irresponsáveis, arrogantes e imaturos.

          Gostaria sempre de contar com a sua presença aqui.

          Beijos,

          Lu

  20. Carolini Passos

    Obrigada Lu
    Suas postagens são sempre muito boas, passam um alívio por saber que não estamos sozinhos nessa. Como disse no outro post, eu parei com o scitalax já faz 4 dias, mandei mensagem para meu cardiologista, pois estou sentindo muita tonteira, ele vai avaliar na segunda-feira, se devo ou não voltar ao medicamento, só gostaria de saber se é normal, quando deixamos o remédio, sentir essa sensação de tonteira, não sei nem explicar muito bem, eu não fico tonta de ver tudo rodando, mas é uma sensação como se fosse desmaiar, estou preocupada.

    Obrigada Lu
    Beijão

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Carolini

      Quando o desmame do remédio é feito abruptamente, o corpo reage fazendo aparecer os sintomas ruins de antes. Penso, inclusive, que a sua crise de pânicio foi em função da parada brusca com o antidepressivo. O desmame é feito diminuindo a dosagem, depois tomando um dia sim e outro não, etc, sob orientação médica. E, ao que me parece, você não fez isso. Assim sendo, é mais do que normal estar passando por isso agora, até que seu corpo acostume-se com a falta do oxalato de escitalopram. Portanto, fique tranquila e aguarde sua volta ao cardiologista. Por que não opta por um psiquiatra?

      Dê-me notícias!

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Carolini Passos

        Obrigada, Lu, vou fazer isso. Hoje estou sentindo muito mais tonteira, está insuportável, mas amanhã vou falar com ele, para ver se me encaminha para um psiquiatria, e te falo como foi.
        Bom domingo a todos!

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Carolini

          O mais importante é que mantenha a calma. Saiba que não é preciso encaminhamento para psiquiatra. Você mesma pode procurar o profissional. Continue dando-me notícias.

          Abraços,

          Lu

    2. Emanuel Nunes

      Olá!

      Meu nome Emanuel tenho 37 anos e estou tomando o escilatopram há 1 ano. O início do tratamento foi bastante complicado a ponto de pensar em interromper, mas é uma das poucas vezes em toda minha vida que consigo dar seguimento em um tratamento, pois na maioria das vezes acabo interrompendo por achar que não está fazendo resultado. Isso digo em tratamentos comuns como medicamentos para sinusite enxaquecas. Mas a minha doença era mental, comecei primeiro com pensamentos de morte, tinha a impressão que teria um ataque cardíaco a qualquer momento, crises de ansiedades eram frequentes, mas até o momento não sabia que era uma doença mental. Foi aí que pedi ajuda da minha família, porque não havia mais vontade de trabalhar, de levar a minha vida religiosa em frente, o medo era presente em quase tudo, dirigir já era difícil pensava que iria morrer em um acidente a qualquer momento.

      Mas tenho certeza que tenho um anjo da guarda que me proteje, porque fui ao médico no momento certo, primeiro ao cardiologista e neurologista. Após psicólogo mais ou menos umas 4 vezes, e fui entendendo o que poderia estar acontecendo, e finalmente ao psiquiatr que explicou o que estaria acontecendo. Foi aí que comecei o tratamento com escilatopram e notei a melhora depois de uns 45 dias. Os primeiros 15 dias foi um inferno. Achava que não estava fazendo efeito, pelo contrário estava pior, mas com o tempo e com o auxílio de meu médico consegui amenizar a situação. Então amigos, não desistam deste remédio que é um parceiro diário.

      Abraço

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Emanuel

        Antes de chegar a ter consciência de que precisa passar por um tratamento mental, a pessoa sofre muito, pois jamais imagina que sua mente possa estar precisando ser medicada. A nossa sociedade, por muito tempo, ignorou que o cérebro pudesse adoecer. Somente agora, com o avanço da Ciência neste campo é que as coisas estão mudando.

        Pelo que descreve, você começou com ataques de pânico. Noramalmente é essa a síndrome que leva a pessoa a buscar ajuda médica, pois a sensação de morte iminente é terrível. Tudo não passa de mera impressão, pois ninguém morre de SP (Síndrome do Pânico). Ela deixa a pessoa tão fragilizada, que essa passa a ter medo de quase tudo. Quanto ao escitalopram, ou qualquer outro antidepressivo, as primeiras semanas são terríveis, pois os sintomas realmente pioram. O organismo nega-se a receber a substância que lhe é estranha. Entranham numa briga de foice, para depois viverem como irmãos, unha com carne… risos.

        Amiguinho, parabéns por levar seu tratamento a sério. Desistir é ter que refazer o mesmo caminho depois, passando por atoleiros ainda maiores. A função do antidepressivo é oferecer-nos uma melhor qualidade de vida. Se isto não estiver acontecendo, é preciso cobrar do médico.

        Grande abraço,

        Lu

        Responder
  21. Camila Pessoa

    Oii Lu, tudo bem?

    Tenho 25 anos e a dois anos atrás comecei a tomar o scitalax. No final do ano passado parei de tomar e a agora tive uma recaída e comecei a tomar de novo! Como me casei há 4 meses, fiquei muito triste por ter tido essa recaída, e só penso como vai ser quando for engravidar…

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Camila

      Seja bem-vinda a este cantinho, onde formamos uma grande família.

      Lindinha, as recaídas são normais, pois muitas vezes precisamos de mais tempo com o antidepressivo. Realmente aconselha-se comunicar ao médico quando engravidar e estiver amamentando. O ideal é que nessa fase, a mulher não faça uso de antidepressivos. Mas, se for estritamente necessário, tem que haver um acompanhamento médico, devendo ela saber quais serão os riscos para o bebê. Espero que, ao engravidar, você possa abrir mão do remédio. Mas não se preocupe agora. Parabéns pelo casamento, desejo que seja muito feliz.

      Obrigada por sua presença no blog e comentário. Volte sempre.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  22. Tatiane

    Boa noite, Lu!
    A secretaria do meu médico ligou hoje e disse que é para eu continuar a tomar o propranolol. Ele disse que este medicamento não é necessariamente para pressão alta, mas que quem tem ela alterada ele auxilia, é para controlar os batimentos cardíacos. Dai só de pensar em tomá-lo hoje à noite já meu deu uma certa agonia. Minha irmã ficou brava comigo e disse que é o terceiro comprimido que eu tomo e se fosse dar alguma reação seria no primeiro. Lu, como é difícil controlar a cabecinha né? Mas confio em Deus e sei que vai dar tudo certo.
    Lu, uma ótima noite.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Tati

      Você precisa controlar esse seu medo de remédio e confiar mais no seu médico. Eu também havia lhe dito que o dito não era só para pressão. Sua irmã está certíssima. Além do mais, quando sentir que está bem, ele pode ser retirado. Precisa mesmo controlar essa cabecinha criativa. Já está dando tudo certo. Fique tranquila, siga sua vida com normalidade.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  23. Tatiane

    Bom dia, Lu!

    Tudo bem? Bom tive síndrome do pânico em 2005, quando fiz uso de Paroxetina 5 mg, durante 1 ano, e com o tempo meu médico foi diminuindo a dosagem, até que não precisei mais tomar. O fato é que a síndrome é recorrente, ou seja, vez ou outra ela volta. Achei que iria ter novamente, quando ganhei meu bebê, hoje com 1 ano e 7 meses, mas fui aguentando aos trancos e barrancos. Apenas sentia mais medo do que comumente, me agarrei a Deus com fé e devoção. Mas acredito que, como não somos máquinas, uma hora a gente “pifa”. E acredito que, como sou muito preocupada e levo as coisas bem certinho no meu serviço, comecei a encasquetar com as coisas. E com isso comecei a sentir falta de ar, dor no peito e uma sensação de estar sufocando, ao ponto de não conseguir comer direito, resultado: emagreci uns 4 kilos, como já era magra, fiquei mais magra ainda, e aqui no meu serviço o pessoal começou a tirar um certo sarro, o que me incomodou muito. Se não bastasse isso, conforme me estressava sentia meu coração disparar e de repente dava uma paradinha e voltava. Em pânico, claro, fui ao cardiologista, fiz eletrocardiograma e não deu nada, mas conforme a conversa fluía e ele me perguntava o que mais me estressava, e me dava uma taquicardia.. Ele disse que tenho taquicardia por ansiedade. Me receitou propranolol 40 mg e escitalopram 10 mg. O fato é que fui comprar e a atendente disse que o propranolol é para pressão alta, e o médico disse que é para controlar os batimentos cardíacos. Como tenho pressão baixa, já fiquei morrendo de medo de tomar, mas meu marido disse que o médico sabia das minhas condições, e ele não receitaria algo para me prejudicar. Hoje estou no segundo dia tomando os dois e as reações são horríveis. Esta noite não sabia se era reação do medicamento, ou se porque li a bendita BULA ou se eram as crises de pânico. Daqui a pouco vou ligar para meu cardiologista e ver se realmente este propranolol não faz mal por eu ter a pressão baixa e ter hipoglicemia.

    Desculpe estar desabafando Lu, mas é que em casa, como ninguém nunca teve isto, fica difícil conversar sobre o assunto, e na maioria das vezes fico quietinha no meu canto. E não posso me entregar assim, tão fácil a este problema novamente, pois agora tenho uma riqueza que depende dos meus cuidados (Luiz Felipe…meu filho que amo muito). Lu, você já ouviu falar no propranolol, será que realmente faz mal para quem tem pressão baixa? Dúvidas cruéis…

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Tatiane

      Minha querida, sinta-se em casa. Desabafe sempre que quiser. Este cantinho aqui é para isso mesmo. Somos uma família.

      Vamos começar pelo medicamento denominado porpranolol que, ao que me parece, é o que a está mais incomodando. Já eu ouvi falar desse remédio, sim, embora nunca o tenha tomado. Ele não é indicado apenas para hipertensão, mas também para “ARRITMIAS CARDÍACAS”, entre outros problemas de saúde. O seu marido tem toda a razão, pois seu cardiologista tem a obrigação de saber o que está receitando. Se você repassou para ele todas as suas condições de saúde, inclusive que tem hipoglicemia, nada tem a temer. Portanto, fique tranquila.

      Tati, há vários tipos de depressão, desde a causada por um trauma à crônica, sendo a última o meu caso. Alguns tipos são passageiros, outros recorrentes e há aqueles que são permanentes. É difícil para o especialista determinar em qual nos encaixamos, pois não existem exames que comprovem ainda o grau depressivo de uma pessoa. Daí o porquê de não sabermos exatamente por quanto tempo deve durar o nosso tratamento. Muitas vezes o médico acha que devemos pará-lo para depois perceber que deve ter continuidade. Foi muito importante parar o antidepressivo durante a gravidez e amamentação. Agora já pode voltar a tomá-lo, sem nenhum problema para o Felipe, se já tiver interrompido a amamantação.

      As sensações descritas por vocês estão ligadas à SP (síndrome do pânico). Além do escitalopram, um dos antidepressivos mais usados atualmente, faz-se necessário que você mude o seu movo de ver e viver a vida. Acredito eu que o remédio corresponde a 50% do tratamento, sendo os 50% responsabilidade nossa, conforme explico no texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Mudar o nosso comportamento diante do mundo é fundamental para uma vida de qualidade. O primeiro ponto é não colocar a nossa alegria nas mãos de ninguém, pois ela deve sempre vir de dentro para fora. O segundo é ter a consciência plena de que “ninguém muda ninguém”, a não ser que a própria pessoa o queira. Devemos centrar naquilo que é de nossa competência, sem jamais assumir a responsabilidade dos outros, ainda que nos incomode. Caso contrário estaremos criando todos os meios para sermos infelizes e doentes. Portanto, amiga, você precisa mudar o seu modo de lidar com as pessoas no seu trabalho, para que isso não afete sua saúde. Tampouco se importe com críticas relativas a seu corpo. Deixe que entrem por um ouvido e saiam por outro. Quanto mais importância der, mais abre espaço para que esse tipo de coisa aconteça. Tudo o que não podemos mudar, só nos resta aceitar da melhor forma possível.

      O início de um tratamento com antidepressivo é mesmo muito sofrido. Ficamos piores do que estávamos antes. Mas após duas semanas, aproximadamente, de uso, os efeitos ruins vão desaparecendo e os bons chegando. É por isso que precisamos ser POPs (pacientes, otimistas e persistentes). Tenho um texto no blog denominado INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM que vai alertá-la sobre os possíveis efeitos adversos, assim como quando será necessário contatar seu médico.

      Amiguinha, como você está se sentindo muito magra, quero alertá-la de que o oxalato de escitalopram tanto pode fazer engordar como emagrecer no início do tratamento, até que o corpo fique equilibrado com essa nova substância. Se perder o apetite, procure reforçar a sua alimentação, ainda que não sinta fome. Gostaria que lesse os comentários para se inteirar das reações negativas e efeitos positivos do remédio. Essa troca com os leitores será muito boa.

      Foi um grande prazer recebê-la. Volte para me dizer como anda seu tratamento.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Tatiane

        Oi Lu, bom dia!
        Obrigada por responder. Ontem liguei para meu médico para falar a respeito do propranolol, mas o mesmo está viajando, falei para secretária dele sobre os sintomas e sobre estar tomando o propranolol e minha pressão estar baixando mais, ela disse para não tomar, e ontem até ela conseguir falar com o médico. Então tomei só o escitalopram umas 22:00h,e depois de 20 minutos já estava com sono, dormi a noite toda e hoje estou super bem, graças a Deus. Também fui no Reiki ontem, o que me ajuda muito, é muito bom. Vou esperar a secretária ligar e ver o que ele me passa. Concordo com você quando fala que o remédio corresponde a 50% do tratamento, sendo os outros 50% por nossa conta, lembro quando descobri a síndrome do panico pela 1ª vez. O médico disse que, se eu não entrasse com 50% no tratamento, eu poderia tomar o antidepressivo que fosse, que não iria obter o resultado desejado. Então o jeito foi levar umas broncas dos pais, amigos e noivo (na época) para dar um UP na vida, pois percebi que quanto mais tinham “pena” de mim, mais ficava pra baixo. Às vezes sentia pena de mim mesma, mas graças a Deus tenho uma família que me ama e sei que estão preocupados comigo, confio em Deus e sei que vou sair dessa.
        Lu, o
        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Tati

          Essa consciência de que a sua participação no tratamento é de suma importância, fará com que sua melhora seja rápida. Quanto maior for a interação, mais rápidos serão os efeitos benéficos. Parabéns por sua atitude! Em relação ao propranolol, se se encontra receosa, o melhor mesmo é aguardar o parecer médico, ainda mais que está se sentindo bem. Provavelmente nem irá precisar dele.

          Um beijo no coração e venha sempre trazer notícias,

          Lu

    2. LuDiasBH Autor do post

      Tatiane

      Minha querida, sinta-se em casa. Desabafe sempre que quiser. Este cantinho aqui é para isso mesmo. Somos uma família.

      Vamos começar pelo medicamento denominado porpranolol que, ao que me parece, é o que a está mais incomodando. Já eu ouvi falar desse remédio, sim, embora nunca o tenha tomado. Ele não é indicado apenas para hipertensão, mas também para “ARRITMIAS CARDÍACAS”, entre outros problemas de saúde. O seu marido tem toda a razão, pois seu cardiologista tem a obrigação de saber o que está receitando. Se você repassou para ele todas as suas condições de saúde, inclusive que tem hipoglicemia, nada tem a temer. Portanto, fique tranquila.

      Tati, há vários tipos de depressão, desde a causada por um trauma à crônica, sendo a última o meu caso. Alguns tipos são passageiros, outros recorrentes e há aqueles que são permanentes. É difícil para o especialista determinar em qual nos encaixamos, pois não existem exames que comprovem ainda o grau depressivo de uma pessoa. Daí o porquê de não sabermos exatamente por quanto tempo deve durar o nosso tratamento. Muitas vezes o médico acha que devemos pará-lo para depois perceber que deve ter continuidade. Foi muito importante parar o antidepressivo durante a gravidez e amamentação. Agora já pode voltar a tomá-lo, sem nenhum problema para o Felipe, se já tiver interrompido a amamantação.

      As sensações descritas por vocês estão ligadas à SP (síndrome do pânico). Além do escitalopram, um dos antidepressivos mais usados atualmente, faz-se necessário que você mude o seu movo de ver e viver a vida. Acredito eu que o remédio corresponde a 50% do tratamento, sendo os 50% responsabilidade nossa, conforme explico no texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Mudar o nosso comportamento diante do mundo é fundamental para uma vida de qualidade. O primeiro ponto é não colocar a nossa alegria nas mãos de ninguém, pois ela deve sempre vir de dentro para fora. O segundo é ter a consciência plena de que “ninguém muda ninguém”, a não ser que a própria pessoa o queira. Devemos centrar naquilo que é de nossa competência, sem jamais assumir a responsabilidade dos outros, ainda que nos incomode. Caso contrário estaremos criando

      Responder
  24. Vanessa

    Oi Lu! Boa noite!
    Responda-me uma coisa, você sofre apenas com a depressão? Ou com algum transtorno? Ansiedade, Pânico, etc?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      Eu comecei tendo muita ansiedade, a seguir veio o pânico e, junto com ele, a depressão. O pânico desapareceu com os antidepressivos, a ansiedade equilibrou-se e a depressão fez morada. Mas com o uso de antidepressivos, minha vida tem sido como a de outra pessoa qualquer, com dias bons e outros nem tanto. Tenho trabalhado, sobretudo, a minha sensibilidade, para não me deixar atingir por qualquer coisa, pois sei que parte do tratamento diz respeito ao meu modo de ver e sentir a vida.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  25. Rui

    LU
    O seu texto é fabuloso. Eu também uso laurinine para dormir. O seu texto é luz para algumas pessoas, pois nós temos que fazer a nossa parte, não esperar que o antidepressivo faça milagres. Os antidepressivos devem ser acompanhados por um especialista.

    No livro “O Vale das Bonecas”, as bonecas eram as pílulas, a história é de três jovens do mundo do espetáculo, que pensavam que iam ficar sempre jovens, então tomavam pílulas para fugir às verdades da vida. O texto acorda as pessoas para a vida.

    Abraços Lu

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rui

      Muita gente fica esperando milagres dos antidepressivos, sem jamais fazer a própria parte. Ainda não surgiu a pílula da felicidade. As pessoas precisam saber que também são responsáveis pelo tratamento. Quanto ao livro, parece ser ótimo. Ainda há muita gente vivendo como esses jovens. É uma excelente leitura!

      Abraços,

      Lu

      Responder
  26. Vanessa

    Olá, Lu!

    Hoje foi meu sétimo dia de meio comprimido de Exodus 10mg, estou muito irritada com tudo, muito nervosa, querendo pegar um pelo pescoço, tolerância zero, sabe? Até comigo mesma está muito difícil, às vezes parece que isso nunca vai acabar. Você já sentiu aquela sensação de estar fora do mundo? Vivendo como que em um sonho? Confesso que estou um pouco cansada disso. A partir de amanhã, meu médico mandou que eu tomasse um comprimido inteiro, mais estou com medo.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      O seu avião continua em zona de turbulência, mas nada que assuste, minha linda. Aguente mais um pouquinho. Você só não me disse se o sonho é bom ou ruim… risos. Mas que isso não seja motivo de cansaço. Pense que outras pessoas estão sofrendo com problemas bem mais sérios, aparentemente sem solução. Quanto à dosagem de 05 mg, pode ser que esteja fraca. Eu tomo 10 mg. Penso que não deve tomar a dosagem prescrita pelo médico. Mas será a partir da terceira semana que sentirá os bons efeitos. Seu estado nervoso é normal. Seu médico não lhe receitou um ansiolítico, para tomar nessa fase? Converse com ele sobre essa possibilidade. Tome também um chazinho de camomila ou suco de maracujá, pois são bons calmantes.

      Continue me dando notícias!

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Vanessa

        Lu, o sonho não é o dos melhores não viu… Isso posso te garantir! Rs.

        Ele me receitou o Apraz, mas como o Exodus me deu muito sono, acabei não tomando. Eu não entendi direito, você me disse para eu continuar tomando meio comprido ao invés de começar a tomar inteiro? Antes de começar a tomar o Exodus, eu fiz um exame de labirintite porque estava com tonturas, e deu um pouco alterado mesmo, mais não muito. A médica mandou que eu tomasse Vertix por uma semana. Eu não tomei, pois li na bula que pode agravar o quadro depressivo para quem tem pré disposição. Acredito que as tonturas apareceram também por conta do meu estado emocional, pois demorei muito para voltar a me tratar. Ontem e hoje senti os meus ouvidos taparem um pouco, como se estivesse dentro de um túnel, sabe? Será que o antidepressivo deu uma piorada na “labirintite”?
        É só Deus viu, Lu…

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Vanessa

          Eu disse para você seguir a prescrição médica, ou seja, passar a tomar a dosagem que o psiquiatra mandou.

          O seu problema reduzia apenas à tontura? O que sentia que foi analisado como depressão, tendo lhe sido receitado Exodus? Também não deve ficar lendo a bula de remédio, pois pode acabar não tomando nenhum… risos. Além disso, uma semana é um prazo muito curto para trazer os efeitos ruins da depressão. Converse com seu médico psiquiatra sobre o resultado de seu exame de labirintite, para ver o que ele acha, se deve ou não tomar o remédio. Não me lembro de ter lido que o antidepressivo possa ter alguma correlação com a labirintite. Leia o texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM onde encontrará mais informações.

          Engraçado, o oxalato de escitalopram tira o meu sono e o apetite. Veja como cada organismo reage de um modo diferente. Amiguinha, tenho a certeza de que, passada essa fase de turbulências, você ficará ótima. Procure ficar tranquila e procure tomar bastante líquido.

          Grande abraço,

          Lu

        2. Vanessa

          Quem me dera meu sintoma fosse apenas as tonturas. Tive que retornar ao psiquiatra porque as crises de pânico estavam querendo retornar, a ansiedade e aquela sensação maldita de desrealização. Meu médico me receitou a venlafaxina novamente, que era a medicação que eu me tratei durante anos, até que eu engravidei e tive que parar. Só que depois que tomei a primeira cápsula, não tive coragem de tomar no dia seguinte. Pensei que ia me dar um treco…Uma sensação do inferno….Parecia que ia enlouquecer, e eu relutei muito para voltar a tomar a venlafaxina por conta do desmame. Pensei que ia morrer, tive diarréia por quase um mês, emagreci uns 5 Kilos. À época fui ao pronto socorro, achando que era virose, e o plantonista imbecil me receitou antibiótico, alegando que eu estava com infecção intestinal. Eu acordava de madrugada, sempre no mesmo horário, com o coração acelerado e com fogacho. Foi a pior fase da minha vida. Então você já pode imaginar a minha resistência em voltar a tomar essa medicação… Mas mediante meus sintomas acabei cedendo. Quando tomei a primeira cápsula desisti na hora.
          O médico me receitou então a sertralina, tomei e no segundo dia me deu uma crise serotonergênica tão forte, uma crise de ansiedade terrível, e desisti de tomar. Ele me receitou Exodus, meio comprimido, durante 1 semana e depois passar a tomá-lo inteiro, e junto com ele um comprimido de Apraz, mas como fiquei meio dopada só com o Exodus então não tomei o Apraz. Até o momento não me alterou a fome e nem o sono, apenas as tonturas (que já as tinha) um pouco de dor de cabeça, nos primeiros dias senti um pouco de arritmia, e diminuição dos batimentos cardíacos, e sono…nossa no final do dia foquei até meio boba, me parece que hoje está um pouco melhor. Há alguns anos atrás, eu me lembro que tomei Lexapro que me parece ser o Escitaloptam, e me tirou dessa situação, só não me lembro dos efeitos colaterais, pois era mais novinha e não me atentava para essas coisas, então essa está sendo uma nova experiência.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Vanessa

          Existem antidepressivos aos quais o nosso organismo não se adapta, e não adianta. Tem-se que mudar para outro. E o mais engraçado é que um remédio que se tomava antes, como foi o seu caso, passa a não mais ser aceito. A sertralina é um antidepressivo muito usado. Conheço muitas pessoas que o tomam, mas se teve uma crise tão aguda, o melhor mesmo foi ter mudado para um outro. O Exodus (oxalato de escitalopram) é um dos antidepressivos que apresentam menos efeitos adversos. É um dos mais receitados atualmente. No início é normal o aparecimento de certos sintomas ruins, mas à medida que o organismo vai se acostumando com ele, a pessoa vai ficando cada vez melhor. É preciso aguentar o tranco das primeiras semanas. O Lexapro tem a mesma substância do Exodus. O nome varia de um laboratório para outro. Continue firme. Para conhecer os efeitos possíveis, leia o texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM. Tenho a certeza de que continuará uma garota POP (paciente, otimista e persistente). Procure sempre manter a calma, sabendo que os efeitos ruins irão passar, aparecendo somente os bons.

          Um grande beijo,

          Lu

  27. Vanessa

    No olho do furacão é ótimo….
    Obrigada mesmo, Lu, por esse espaço, não tenho com quem dividir meus medos e dúvidas, claro além de Deus e meu pai, que desde adolescente tem a mesma coisa. Mas esse último já se encontra um pouco avançado em idade, e, por isso, hoje em dia me calo mais do que falo. Outrora meu velho foi um bom aliado e amigo em meio a um turbilhão de sentimentos e sintomas, se não fosse por ele, que já havia passado por tudo que eu, infelizmente, estava começando a passar, nem sei o que teria sido de mim. Meu marido é um fofo, porém sabemos mais do que ninguém que as pessoas de “fora”, que nunca tiveram a inusitada experiência de Tag/Pânico/Depressão, por mais compreensivas que forem, jamais entenderão o que se passa dentro de nós. Então nem me preocupo mais em tentar expor tais sensações e sentimentos para aqueles que não têm base nem histórico para entenderem.

    Daí o meu agradecimento por esse espaço e a sua tão generosa atenção e preocupação em estar sempre em contato com aqueles que estão precisando apenas de uma palavra amiga e de incentivo.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      Jamais imaginei ter um espaço assim, até o dia em que resolvi fazer um texto falando sobre minha deprê. E foi o maior sucesso. Choveram comentários e eu, como é meu costume, respondo a todos. O fato é que resultou nessa família maravilhosa que adquiri. E assim vamos nos ajudando mutuamente. Sei que posso fazer pouca coisa, mas estou sempre disposta a conversar, trocar ideias, levantar a autoestima… Sinto-me imensamente feliz ao saber que estou sendo útil. Muitos aqui chegam incompreendidos pelos que os rodeiam… Mas ao ter contato com a gente maravilhosa que aqui comenta, veem que não estão sós.

      Lindinha, não há nada a agradecer. Será sempre um grande prazer recebê-la aqui neste espaço. E qualquer amiga ou amigo que estiver passando por isso, traga para cá. Juntos nós somos fortes.

      Beijos,

      Lu

      Responder
    2. Vanessa

      Lu, fui reler a minha ultima postagem e vi que algumas palavras estão erradas por conta desse teclado “inteligente” do celular, mas espero que entenda!
      Esqueci de te perguntar, a medicação mudou muito a sua libido?

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Vanessa

        Não se preocupe com as palavras erradas. Sempre que possível eu as conserto, ainda mais quando se escreve do celular (não dou conta). Só peço que evite o “internetês” (tbm/vc/nd…), pois tenho que escrever as palavras por extenso, para que todas as pessoas entendam o comentário. Quanto à libido, houve queda,sim, mas com o tempo o organismo vai recuperando a capacidade de ser estimulado. Fique tranquila!

        Beijos,

        Lu

        Responder
    3. Daniele Fernandez

      Olá, Lu e Vanessa.
      Estou lendo os comentários de vocês, pois fui ao psiquiatra e ele me receitou exodus. Comecei a ter crises de ansiedade, um dia passei mal indo pra faculdade e depois de duas semanas comecei a ter crises diariamente. Cheguei a procurar um cardiologista, achando que poderia ser coração. Fiz os exames e, como estava tudo certo, fui encaminhada ao psiquiatra. Passei por um doutor que mal me fez perguntas. Só ele queria falar, e me receitou o exudos. Disse q o remédio só faria efeito depois de um mês. Caso as crises aparecessem, eu tinha que tomar um calmante chamado Frontal. Como não gostei do atendimento, procurei outro médico que também me receitou o exudos, e disse q em duas semanas faria efeito, e em casos de crise tomasse o Rivotril sublingual.

      O que acontece é que estou com muito medo de tomar o exudos, pois já não tenho mais crises há alguns dias, e tenho medo de tomar e ela voltar nessas primeiras semanas. Mas ao mesmo tempo, quero tomar pra evitar ter novas crises. Sei q cada organismo reage de uma forma, mas gostaria de saber mais sobre esse período de turbulência e se alguém já tomou esses remédios juntos. Eu já faço terapia há um ano, mas minha psicóloga nunca me disse que eu tinha depressão, apesar de me sentir muito triste e ter alguns sintomas (falo isso porque estudo psicologia, então entendo dos sintomas de vários transtornos). Ela só me disse q eu me mostrava ansiosa, mas nada a ponto de me encaminhar ao psiquiatra. Realmente estou com muito medo de tomar esse remédio. Me ajudem, por favor.

      Obrigada

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Daniele

        Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa!

        Amiguinha, você fez muito bem ao procurar outro médico, pois é preciso haver empatia entre profissional e paciente. Se todo mundo agisse assim, esses cascas-grossas aprenderiam a atender melhor seus clientes. Você fala em crises, mas não diz qual seja o tipo, imagino que sejam SP (síndrome do pânico). A ansiedade, se não tratada, acaba desembocando em crises cada vez mais agudas.

        Dani, a primeira coisa que devemos fazer é eliminar a palavra “medo” de nossa vida. Para nós, que portamos problemas mentais, ela é um grande fardo, que só vai se avolumando, caso não lhe coloquemos um freio. Se ler os comentários, verá que um monte de pessoas toma oxalato de escitalopram e rivotril. Esse último só deve ser tomado quando preciso for, na fase inicial do tratamento, em razão dos efeitos adversos, por exemplo.

        Faz-se necessário que você faça um estudo de suas crises para descobrir a origem dessas. Suponhamos que tenham origem num trauma, estresse ou em algum acontecimento que a perturbou. Se assim for, seria bom que aguardasse um novo retorno dessa, se houver, para iniciar o tratamento. Porém, se não encontra nenhum motivo aparente para a causa, tendo elas aparecido abruptamente, penso que deva dar início a seu tratamento, sem esperar que retornem, pois vêm cada vez mais agudas.

        Uma tristeza contínua é sempre sinônimo de que algo não vai bem. O equilíbrio está em sentir alegrias e tristezas. A maioria dos psicólogos é muito lenta em diagnósticos, quando os faz, e dificilmente envia a pessoa a um psiquiatra quando necessário. Existe uma certa animosidade entre as duas classes. Aqui são relatados inúmeros casos em que o paciente depois de passar por um psicólogo por um bom tempo, vendo suas crises só agravarem, buscam o psiquiatra por conta própria. Portanto, se já está há um ano com uma psicóloga e tudo continua como dantes, o melhor mesmo é a busca pelo psiquiatra. Se o seu tratamento faz-se necessário, quanto mais cedo iniciá-lo, menores serão os sofrimentos e mais rápidos os resultados.

        O oxalato de escitalopram é um excelente antidepressivo. Um dos mais receitados atualmente, tanto pela eficácia quanto pelo número menor de efeitos adversos. Eu sou usuária do mesmo e dou-me muito bem com o mesmo. Portanto, jogue fora seu medo infundado. A função dos antidepressivos e oferecer melhor qualidade de vida para as pessoas e não atormentá-las. Fique tranquila.

        Espero tê-la ajudado!

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Daniele Fernandez

          Lu
          Muito obrigada, eu me sinto melhor em saber que existe esse canal onde podemos trocar experiências, e no meu caso entender mais sobre o assunto.

          Sobre as crises, aparentemente começaram do nada, foi no final de novembro. Porém, em julho, saí de um relacionamento conturbado e o término foi de um jeito bem ruim, até hoje não aceito a forma que ocorreu,, apesar de aceitá-lo. Ainda guardo muita mágoa do meu ex. Por várias vezes questionei minha psicóloga se eu estava com depressão, porque todos os dias eu me lembro do ocorrido e choro, além de ficar desanimada, entre outras coisas. Ela dizia que não, que estava tudo muito recente. Quando as crises apareceram, ela disse que era ansiedade e o cardiologista disse que era síndrome do pânico. Já os psiquiatras disseram que é ansiedade. Eu não sei exatamente se o término do namoro foi o causador disso tudo. Quando eu falo crises, seria angústia, sensação de sufocamento, vontade de chorar e não conseguir, às vezes coração acelerado, formigamento nas mãos e na boca e estômago tipo embrulhado. Neste caso, como não tenho certeza do que causou isso, devo começar o tratamento agora ou esperar uma nova crise?

          Agradeço mais uma vez.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Dani

          Pelo que me contou, aparentemente o problema explodiu em razão do término conturbado de seu relacionamento. As coisas vão se acumulando até que explodem. Pode ser que você já fosse predisposta à depressão, sendo isso a gota d´água. Pelos sintomas que me expôs (sensação de sufocamento, coração acelerado, formigamento…), vejo aí crises de pânico, ou pelo menos um caminho para elas. A ansiedade não controlada desagua nessas crises. Mesmo que seja só ansiedade, é bom que já procure tratá-la, cortando o mal pela raiz.

          Amiguinha, essas crises acabam com o nosso equilíbrio, pois tiram-nos totalmente do eixo. Vamos ficando cada vez mais amedrontados, inseguros e sem chão. Se não tratadas, logo você estará até com medo de sair de casa e outras fobias. Sugiro que inicie o tratamento indicado pelo médico. Pode ser que seja necessário apenas uns seis meses de medicação. Aliado ao tratamento, gostaria que lesse o meu texto denominado OS DEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Ele mostra que os antidepressivos são apenas 50% do tratamento, o restante é de nossa inteira responsabilidade.

          Será sempre um prazer receber e responder seus comentários. Venha sempre!

          Abraços,

          Lu

        3. Juliana

          Lu, um neurologista me passou exodus sem ao menos conversar direito comigo e nem procurou saber a causa da minha ansiedade e tristeza. Antes de ir nesse neuro, fui em um clínico, que me receitou citalopram para tratar da ansiedade com indícios de depressão, mas esse tratamento só durou 2 meses pois não consegui aguentar os efeitos colaterais, e parei de tomar o remédio. Há 4 meses tive que mudar de cidade por causa do trabalho do meu marido, e não tive mais como continuar o tratamento com o clínico, e então recorri a este neuro que atende na minha atual cidade, que me passou o exodus, só que estou com muito medo de tomar e ter muitas reações.

        4. LuDiasBH Autor do post

          Juliana

          Há uma infinidade de antidepressivos no mercado, com substâncias diferenciadas. É muito comum a pessoa não se sentir bem com uma determinada, tendo que mudar para outra. E, no seu caso, não se tratava do período de adaptação, pois tomou por cerca de dois meses, tempo suficiente para ter passado os efeitos adversos do citalopram.

          O neuro “antiético” receitou-lhe um novo remédio, apenas baseando-se na consulta feita pelo clínico geral. Ele viu o remédio que tomou e apenas mudou para outro. São vergonhosas tais atitudes. Não daria para mudar para um psiquiatra?

          Amiguinha, o exodus (nome fantasia para o oxalato de escitalopram) é um dos remédios mais receitados atualmente, em razão dos poucos efeitos colaterais e por cobrir uma gama de sintomas, com uma resposta rápida. É o que tomo e com o qual eu me dou muito bem. Não tenha medo das reações adversas, pois todos eles possuem, em maior ou menor grau. Cada organismo reage de um jeito. Pode ser que nem sinta nada. Os efeitos adversos duram em torno de duas semanas. Após esse tempo eles vão desaparecendo e surgindo os bons. Gostaria de saber quantos miligramas ele lhe passou?

          Ju, fique tranquila, tudo irá dar certo.

          Beijos,

          Lu

  28. Vanessa

    Olá, Lu!
    Queria uma resposta e ajuda sua….
    Sabemos que quando estamos com as nossas patologias controladas com antidepressivos nós nos comportamos de uma maneira, e quando não estamos sendo tratados nosso comportamento é totalmente outro. Gostaria de saber quem somos nós então, no meu caso, por exemplo: eu sou a Vanessa sem o tratamento, ou sou a Vanessa quando estou tratada? Não sei se deu para me entender…

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      Eu lhe pergunto: como você era antes de ter a primeira crise? Se vivia dentro daquele padrão definido como “normalidade”, mas que foi quebrado com o surgimento de alguma doença, eu lhe digo que o antidepressivo tem por finalidade fazer com que a antiga Vanessa ressurja. Porém, se a Vanessa já nasceu portadora de certa patologia, o antidepressivo tem por finalidade fazer com uma nova Vanessa nasça, para que tenha melhor qualidade de vida. Conseguiu me entender? O importante, porém, é que a Vanessa atual seja feliz, dona de suas ações, comandando sua própria vida. E, se isso não estiver acontecendo, precisa rever seu tratamento com seu médico.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Vanessa

        Entendi, Lu!
        Na verdade nem me lembro como eu era antes de ter a minha primeira crise de pânico, eu a tive com uns 14 anos. Mas entendi sim e me ajudou muito! Li os textos sugeridos por você e achei sensacional!
        Obrigada!

        Beijos,

        Lu

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Vanessa

          Somos companheiras de jornada. Minha primeira crise também aconteceu na adolescência. Mas tenho me dado muito bem com antidepressivos. Levo uma vida super normal, buscando sempre o equilíbrio.

          Um grande abraço, minha querida,

          Lu

        2. Vanessa

          Está certo, Lu!
          Obrigada por tudo, estou no meu sexto dia de meio comprimido de Exodus, estarei mantendo contato sobre os resultados. Ontem me senti um pouco melhor, tenho sentido meus batimentos cardíacos um pouco mais baixo, e tontura no final na noite, mais espero que tudo isso passe logo.
          Você tem sido uma bela companheira!
          Beijos

        3. LuDiasBH Autor do post

          Vanessa

          Você ainda se encontra no olho do furacão… risos. Continue POP (paciente, otimista e persistente) que logo estará num porto seguro, sentindo-se ótima. E você tem sido uma guerreira maravilhosa.

          Abraços,

          Lu

  29. Jana

    Oi, Lu,

    Adorei o texto. Bela mensagem.
    Parabéns Lu, você é ótima com suas palavras. Elas são sempre escritas com muito amor e cuidado. Acredite, isso é uma dádiva.
    FELIZ ANO NOVO! Que Nossa Senhora ilumine o ano de 2016 na sua vida.

    Estou com dois meses de Exodus 10 mg, Topil e ansitec (esses dois eu já usava), ainda sinto os efeitos colaterais. Mas estou ótima. Mesmo com motivos para entrar no fundo do poço (Natal e Ano Novo sozinha e desempregada). Se o remédio ajuda? Ajuda muito, hoje no meu caso, 65% por cento. O restante deixo com os meus guias espirituais e a fé que alimenta a minha alma. Porque se não fosse essa menor porcentagem, eu já estaria em outro mundo.

    Muito amor a todos,

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Jana

      Minha querida, é muito bom saber que você já se encontra ótima, apesar dos reveses da vida. O importante é sentir-se bem consigo mesma, o resto a gente consegue com outros tipos de ajuda, como bem diz você. Sempre digo, que o Ano Novo precisa ser bom dentro da gente, pois relativamente ao tempo tudo é igual. Toda e qualquer mudança só pode existir de dentro para fora.

      Amiguinha, continue conosco, dividindo este espaço tão especial.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  30. Vanessa

    Lu, eu me esqueci de falar que notei minhas pupilas mais dilatadas depois do início do tratamento, isso é normal? Muita coisa eu nem levo muito em consideração, pois sei que é fruto da síndrome do pânico e da ansiedade. Fico em constante análise à procura de novos sintomas para ver se encontro algo de errado. Mas mesmo assim gostaria da sua opinião.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      Como lhe disse anteriormente, os antidepressivos apresentam certos sintomas ruins no início do tratamento, que irão passando com os dias. Você deve acompanhar tudo com interesse, sim, mas não com obsessão, pois aí não será capaz de trabalhar com o raciocínio lógico. Algumas pessoas sentem as pupilas dilatar no início (verá isso em INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM), mas logo vão voltando ao normal. Ainda assim, acho bom que informe seu médico sobre o fato. Procure ficar o mais tranquila possível, condição importante para a sua saúde e bom efeito do remédio.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  31. Vanessa

    Oi Lu!

    Gostei muito da sua página e tenho uma pergunta a fazer. Faço uso de antidepressivos desde o começo da minha adolescência, (posteriormente contarei minha história). Já tomei lexapro, proparoxetina, venlafaxina, este último tomei durante bastante tempo, há um ano e 9 meses parei, pois engravidei, e achei que seria capaz de viver uma vida tranquila sem remédios. Mas infelizmente apenas a minha boa vontade não foi o suficiente, aos poucos fui piorando e retornei ao psiquiatra, que me receitou a venlafaxina novamente. Tomei o primeiro comprimido e parecia que ia surtar já no primeiro dia. Não tive coragem de tomar o segundo. O psiquiatra prescreveu sertralina, meio comprimido de início. No primeiro dia percebi uma leve ansiedade mais foi tudo relativamente bem, no segundo dia tudo ok, até eu entrar para tomar banho à noite. Tive uma crise de ansiedade daquelas que todos nós bem conhecemos, não conseguia nem falar, organizar os meus pensamentos. Parei também de tomar. O médico mandou eu tomar Exodus (escitalopram 10mg) meio comprimido durante uma semana e depois aumentar para inteiro, junto com ele receutou aprazolam, um de dia e outro ao dormir. Ok no primeiro dia fiz isso, tomei meio de Exodus e um de alprazolam (0,25) fiquei grogue.
    No segundo dia não tomei o alprazolam de dia só à noite, deu uma melhorada, e hoje, terceiro dia, não tomei o calmante nem de dia e nem a noite, pois o Exodus por si só já me deu uma dopada (cá entre nós melhor ter o efeito dopada do que as crises serotogênicas que ninguém merece).
    A minha dúvida é saber se isso é normal. Se devo ficar tranquila ou me preocupar. Estou acordando mais calma, tomo o remédio meio dia, e percebo que ao longo da tarde vou ficando meio lesada, corpo meio pesado, sem vontade nem de falar. Hoje, no terceiro dia fiquei bem enjoada, mas no geral não tem afetado o meu apetite. E no final da noite senti dores de cabeça.

    Bom Lu, gostaria de saber o que acha, e se devo continuar a tomar a medicação sem problema. Sinto às vezes um pouco mais ansiosa, algumas oscilações, mais no todo estou relativamente bem.

    Obrigada Lu, aguardo resposta!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      Seja bem vinda à nossa família. Sinta-se em casa!

      Amiguinha, assim como você, em razão de uma depressão crônica, tomo antidepressivo desde a adolescência. Estamos juntas nesta caminhada. Parece-me que, no seu caso, faz-se necessário o uso contínuo de antidepressivo. Também já passei por muitos. Alguns não foram aceitos pelo meu organismo, outros deixaram de fazer efeito depois de alguns anos. Agora também uso o oxalato de escitalopram de 10 mg. E tenho me sentindo muito bem.

      Vanessa, deeve ficar tranquilíssima, pois está tomando um dos bons antidepressivos que se encontram no mercado. No início, é comum sentir-se até pior do que estava antes, tendo efeitos adversos como os citados por você, mas depois da segunda semana, esses efeitos ruins vão sumindo, ficando apenas os bons. E você se encontra na fase turbulenta. Precisa ser POP (paciente, otimista e persistente). Não pare a sua medicação. Tudo o que está sentindo é normal. Siga em frente. E elimine a palavra “medo” de sua vida.

      Amiguinha, gostaria que lesse dois textos aqui no blog, onde encontrará notificações muito importantes: INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM e OS ANTIDEPRESSSIVOS EM NOSSA VIDA. O primeiro diz respeito aos possíveis efeitos adversos pelos quais poderá passar, e, quando deverá procurar o médico. O segundo fala sobre o que você deve associar ao tratamento.

      Aguardo novas notícias suas.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Vanessa

        Lu, obrigada pela sua atenção!
        Confesso que não é fácil, gostaria de dormir e acordar já no vigésimo dia do tratamento… rs. Já passei por isso diversas vezes, mas nunca nos acostumamos a passar por situações ruins, não é mesmo? Só quero poder sentir a vida novamente, sentir amor pelas pessoas que me cercam, pois eu vivo como se fosse em um mundo paralelo, onde tudo se parece como um sonho, o que me impossibilita de sentir as coisas. Por esses e por outros sintomas tive que voltar a usar a medicação.

        Hoje é meu quarto dia com o Exodus, meio comprimido, espero ficar bem, pois tenho me sentido esquisita, essa é a palavra certa “esquisita”, mas antes de tomar o antidepressivo, eu também me sentia assim. Acredito valer a pena aguentar essa “leseira” e ver no que dá, sobretudo estou otimista, mesmo com receio. Tenho certeza que Deus vai me ajudar a ficar bem.

        Obrigada Lu, saiba que tem ajudado muitas pessoas com a sua atenção! Em breve darei notícias.

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Vanessa

          De que você ainda tem receio? Leia os comentários e veja quantas pessoas estão se sentindo melhor, após o uso do medicamento. Portanto, amiguinha, fique tranquila e siga com seu tratamento. Irá valer a pena, sim. Outra coisa, o remédio é somente 50% do tratamento, a outra parte é sua. Foi por isso que lhe pedi para ler o texto sobre OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Também não adianta jogar tudo nos braços de Deus, se não fizer a sua parte. Nós somos responsáveis por nosso tratamento. Temos que ter consciência disso e fazer a nossa parte.

          Aguardo notícias suas.

          Abraços,

          Lu

        2. Vanessa

          Sim é verdade, Lu! Sei que temos que fazer a nossa parte e estou me esforçando para fazer a minha, e tenho certeza que ficarei bem.
          Obrigada, vou mandando notícias!

        3. Maryane

          Oi, Vanessa, eu me identifico muito com os seus sintomas, você melhorou? Estou começando o tratamento agora e sinto que vivo em um outro mundo também, sem vivenciar os sentimentos.

  32. Patrícia

    Oi, Lu!

    Adorei seu texto.
    Gostaria de saber tua opinião sobre o Cymbalta. Há um ano e meio aproximadamente venho sentindo muitas dores. Bursite no quadril, artrose na coluna lombar, dores em várias juntas, etc. Já tomei muitos antiinflamatórios, fiz acupuntura , infiltração com corticoide e nada resolve.
    Meu reumatologista controla com exames de sangue e tomo fluoxetina mas não tenho melhora. Li muito sobre fibromialgia e sei que é bem complexo o diagnóstico. O fato é que essas dores estão interferindo muito no meu humor e não está legal. Uma amiga me falou muito bem do Cymbalta.
    Como tomo fluoxetina posso parar e tentar o tratamento com cymbalta? Tenho que esperar alguns dias, entre um e outro para iniciar ?
    Gostaria de tua opinião.

    Feliz 2016 e que seja um ano de muita saúde e paz.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Patrícia

      Eu não conheço o Cymbalta, e nem me lembro de alguém aqui que tenha falado sobre esse medicamento. Aconselho-a, porém, a conversar com seu médico, antes de mudar de remédio, pois ele vem acompanhando-a e é quem sabe o que é melhor para você. Não vá apenas por conselhos de amiga. Nem sempre o que é bom para um é bom para outro. Por favor, não tome antidepressivo sem o parecer médico. Quero que me escreva depois, dizendo o que ele lhe disse.

      Pat, no blog há um médico excelente que escreve sobre vários assuntos. Num dos textos, ele diz que o Yakult (leite fermentado) é excelente para a fibromialgia, devendo a pessoa tomar uns três a quatro frascos por dia. Há um artigo também sobre reumatismo, outro sobre anti-inflamatórios, etc. Vá no ÍNDICE GERAL do blog, e ao abrir, clique em VIDA SAUDÁVEL. Escolha os artigos de seu interesse.

      Você faz algum tipo de exercício (caminhada, hidroginástica, pilates…)? O exercício físico é muito bom para melhorar o estado geral do corpo. Eu sei que a dor tira toda a alegria da gente. Fiquei acamada uma semana, com dores no glúteo esquerdo, inflamação ocasionada por um movimento brusco. O uso de corticoides deve ser mínimo, realmente, assim como anti-inflamatórios.

      Aguardo seu novo comentário sobre o assunto.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Patrícia

        Obrigada, querida!
        Vou falar sim com meu médico e também vou ver os outros posts. Depois te conto aqui, ok?
        Beijão e parabéns pelo teu blog.

        Responder
  33. Jardilina

    Bom dia, Lu! Amei o texto.
    O meu psiquiatra me disso isso uma vez. A medicação é só uma parte do tratamento. Eu cheguei um dia pra ele e lhe disse: Doutor, eu hoje chorei, fiquei com raiva! E ele me respondeu: “Que ótimo que você tem sentimentos hahahaha!” Depois daquele dia vi que a medicação só nos tira do fundo do poço, quem sobe até a borda somos nós. O Citalopran está me ajudando demais, estou mais feliz, comunicativa. O único problema são uns quilinhos a mais que adquiri, mas isso nada que exercícios não resolva. Isso quando eu criar coragem pra fazer. Hahahaha.
    Obrigada, Lu.

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Jardilina

      Amiguinha, fico feliz ao saber que está indo bem com seu tratamento. É sempre bom receber comentários que mostram a melhoras, pois servem como incentivo para outras pessoas. Achei formidável a sua frase:

      “… a medicação só nos tira do fundo do poço, quem sobe até a borda somos nós.”. É exatamente isso. Quanto aos quilinhos, crie coragem e faça caminhadas. Com o tempo, o organismo também tende a equilibrar-se.

      Continue vindo aqui falar-nos de como anda sua saúde. Será sempre um prazer recebê-la.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  34. Derek

    Lu, não posso dizer que fiquei feliz sabendo do sofrimento de tanta gente – seus ancestrais – pelo que entendi.
    Há 36 anos fiz uma coisa importante, mas não condenável de nenhum ponto de vista que eu conheça, e em dois ou três dias estava me sentindo perdido, andava no bairro para o qual tinha mudado, desesperado, ia a uma praça sentava, chorava, ia a outra praça, chorava. Eu tinha 16 anos e não tinha vergonha de chorar. Hoje tenho menos ainda. Mas não tenho mais as lágrimas – embora sinta um desespero semelhante – não sei se sofro mais, ou menos, do que quando começou. Só percebi que havia possibilidade de alívio através de medicamentos, há uns 20 anos atrás, mas percebi também que os efeito colaterais eram inaceitáveis.

    Há cerca de 16 anos atrás percebi que meu comportamento (estava demonstrando meu desespero de forma muito mais clara do que através de lágrimas), iria me levar a perder minha liberdade – seria encarcerado num hospício. Não estava mais agressivo que a maioria dos homens, nem tinha alucinações, mas não conseguia controlar a manifestação de meu desespero. Então resolvi me submeter a um tratamento médico e tomar remédios todos os dias – e eu já sabia – que ia ficar com a potência sexual muito reduzida. Isso é inaceitável para muitos homens, e é inaceitável para mim. Escolhi entre perder a liberdade de ir e vir e o poder de ter prazer pleno com uma mulher. Então , vivo me torturando por estar impotente, mas cheio de desejos.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Derek

      Nosso cérebro é muito complexo. Muitas vezes, uma coisa que julgamos boba, serve para ativar o gatilho de emoções profundas, sem que a gente dê conta. E quando se é adolescente, as emoções são tão furiosas como tempestades no mar, pois ainda não sabemos como domá-las. Então vem o choro, que faz um bem danado, ao aliviar as nossas tensões. É uma pena que, quando adultos, passamos a chorar cada vez menos. Vamos ficando mais calejados e endurecidos com os acontecimentos que permeiam nossa vida. É difícil ser “gente grande”… risos.

      Amiguinho, alguns de nós, carregamos um certo desespero ao longo da vida, que pode estar ligado a diversos fatores, como doenças crônicas, o peso de fardos do passado, a não aceitação dos fatos como nos apresentam, a impotência para mudar o mundo, a carga das mágoas não perdoadas, os fracassos não aceitos, em suma, um mal-estar consigo próprio. Para isso, o antidepressivo funciona como meio caminho andado, tirando-nos do fundo do poço, mas para chegar à borda (como disse uma leitora), toda a responsabilidade é nossa.

      Derek, o desespero é no fundo uma insatisfação com a própria vida. É quando se perde a capacidade de alegrar-se com as pequenas coisas. É o entregar os pontos. Será que você não tem sido muito exigente consigo e com os que o rodeiam? Será que não botou de lado a sua própria humanidade e a dos outros? Será que não se esqueceu que a nossa humanidade torna-nos mais frágeis e passíveis de erros, mas nos faz mais generosos, afetivos e compassivos? Pense nisso, meu amado amigo.

      Você diz:
      “Escolhi entre perder a liberdade de ir e vir e o poder de ter prazer pleno com uma mulher. Então , vivo me torturando por estar impotente, mas cheio de desejos.”

      Ainda que não seja analista, pude perceber que para você tudo é oito ou oitenta, ou seja, não existe o conhecido Caminho do Meio, onde se encontra a coisa mais fantástica do mundo: o equilíbrio. É nele que mora os momentos mais saborosos da vida, permeados pelo estar de bem consigo e com o mundo. Leia um moço chamado Kalil Gibran, de preferência o livro O PROFETA (pode descer pela internet). Quanto à libido, é fato que os antidepressivos agem sobre ela, ao amainar todas as nossas emoções, contudo, à medida que o organismo acostuma-se com o remédio, ela vai voltando ao normal. E, ademais, o sexo está em toda a nossa pele. Há certos carinhos que compensam uma infinidade de coitos. Portanto, você pode conciliar muito bem remédio e sexo. Sem falar que o último está ligado ao nosso cotidiano. É impossível sentir-se acabrunhado, depressivo e ter sexo com qualidade. Está também se esquecendo de que a sua tristeza, o seu desespero é um fator que machuca muito a sua esposa. Tenho a certeza de que ela preferiria um marido mais feliz e menos “potente”, digamos assim. Você não faz ideia, amiguinho, de como a tristeza de quem amamos acaba por nos afetar. Ficamos um lixo. Quando vivi um período intenso de depressão, meu marido quase perdeu o juízo. Portanto, repense a sua necessidade de tomar remédio. Converse com ela, veja o seu parecer. Uma vida a dois deve ser sempre compartilhada. Busque sempre o equilíbrio, pois é nele que mora a sabedoria da vida.

      Obrigada por compartilhar aqui no blog seus sentimentos. É sempre um prazer tê-lo conosco.

      Um abraço bem apertado,

      Lu

      Responder
  35. Sofia

    Olá, Lu!

    Comentei aqui pela primeira vez há cerca de 2 meses. São 2 meses de uso de Escitalopram e até agora tenho-me sentido lindamente! Claro que de vez em quando, tenho os meus stresses (agora com o Natal e Ano Novo, foi um bocadinho complicado) mas aprendi a relativizar, a encarar as coisas de forma mais leve e descontraída, mais positivamente. Não sou perfeita, tenho os meus dias, tenho TPM, mas isso já não é um drama, é apenas um momento, depois passa. O medicamento é muito bom, mas é apenas metade do caminho, a outra metade, somos nós que fazemos 🙂
    Um excelente 2016 para você!

    Abraços de Portugal!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Sofia

      Estou maravilhada com suas palavras. É isso mesmo, minha lindinha, “O medicamento é apenas metade do caminho…”, pois o restante pertence a nós. Não podemos tirar o corpo fora dessa responsabilidade. Fico feliz ao saber que se encontra bem.

      Um outro abraço para Portugal, onde tenho leitores muito queridos.

      Lu

      Responder
  36. Edson Ferreira

    Suas palavras são sempre escritas com muito amor e com eficiente cuidado ao lidar com pessoas, quase sempre bastante sensíveis. Pude perceber não ser raro que nós, seus leitores recorramos a Deus para lhe agradecer, ou ainda para lembrar que a fé está em primeiro lugar. Esse texto de sua autoria vai de encontro a algo muito dignificante que é ter fé na própria vida, não somos mais, mas também não somos menos, o antidepressivo nos dá esse equilíbrio e funciona como importante coadjuvante no nosso dia a dia. Para terminar dedico a você esta frase atribuída a Santo Agostinho;
    “A fé e a razão caminham juntas, mas a fé vai mais longe”.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Edson

      Você realmente captou uma faceta minha: o cuidado em procurar sempre levar a pessoa para cima, aumentando-lhe a autoestima. Este cuidado eu tenho em todos os caminhos de minha vida. Minha mãe, que Deus a tenha, sempre ensinou a seus filhos: “Quando não tiverem algo de bom para falar com uma pessoa, então que fiquem calados.”. Também parto do pressuposto que a nossa autoestima é fundamental não apenas no nosso tratamento, mas também em todas as fases de nossa vida.

      Você traz aqui um belo pensamento do doutor da Igreja, Santo Agostinho: “A fé e a razão caminham juntas, mas a fé vai mais longe.” Não resta dúvida de que se trata de um pensamento profundo, pois essa fé é uma alavanca para a autoestima. E é exatamente essa fé que nos transforma em agentes de nossa própria vida.

      Abraços,

      Lu

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  37. Edward

    LuDias

    Seu texto é maravilhoso. Uma luz que traz muita esperança a todos que porventura possam ser atingidos pela depressão, pois nos ensina, basicamente, como enfrentar estes momentos difíceis em nossa vida.

    Já tive depressão. Porém, é importante que se diga que há graus desta doença. Felizmente, minha doença era mais frágil do que minha vontade de viver e de voltar a sonhar. E melhorei bastante. Percebo, em alguns momentos, que este diabo quer voltar e me dominar, mas resisto, buscando pensamentos melhores, tento até criar fantasias e acabo me safando deste sofrimento. Porém, há pessoas que chegam tão no fundo do poço que não querem mais viver. Parece que nem a família – a netinha que nasceu ainda há poucos meses – lhes comove, e trazem-lhes alguma alegria, alguma vontade de sorrir.

    Um bom psiquiatra e também um psicólogo são essenciais para o tratamento, além do carinho e dedicação dos familiares, que os devem tornear como sentimentos maravilhosos, que os podem despertar novamente para a vida. É importante que o deprimido, como você deixou muito bem colocado, enfrente a doença:

    “Aos meus companheiros de caminhada, fica a sugestão de que se tratem à vista de problemas mentais, procurando um psiquiatra de confiança. Mas, mais do que isso, que procurem também ser mais compassivos consigo e com os outros. Nossa caminhada pela Terra é tão veloz, para que carreguemos nos ombros pesados fardos Quanto mais leveza, mais descansados estaremos para ver a beleza que existe ao nosso derredor”

    De fato, Lu, o mais importante é o doente perceber que o mal está o cercando, e, que precisa esforçar-se para enfrentá-lo, com todas as forças que lhe restam, amparado e amado pelos familiares, fazendo diuturnamente o tratamento medicamentoso passado pelo psiquiatra. Este é o rumo. Obrigado por seu texto. Pode estar certa que me ajudou muito.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ed

      Há realmente vários tipos de depressão, desde o leve ao severo. Em todos, além do medicamento, é preciso a disposição para a luta, como você bem diz, sendo a pessoa cercada pelo amor de seus familiares. Felizmente, essa compreensão vem sendo cada vez maior. As pessoas estão compreendendo que a depressão é uma doença e que precisa ser tratada.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  38. Alexandra da Silva

    Lu
    Gostei muito do seu texto, Lu. Realmente você tem toda razão nada em relação aos 100% do tratamento. Temos que buscar o restante que falta. E que Deus a ilumine muito! Abraços!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Alexandra

      Você disse uma grande verdade: “temos que buscar o restante que falta”.
      Temos que assumir a nossa parte no tratamento.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  39. Eduarda

    É colocar Deus na frente e seguir o tratamento. Também uso exodus, e apesar de ter engordado, eu me sinto muito bem. Deus na frente, sempre!

    Responder
  40. Aline Andrade

    Boa tarde Lu,

    Tomo o EXODUS há exatamente 1 mês, até já comentei aqui outra vez, e cheguei a essa mesma conclusão. Logo que comecei a tomar estava esperando a cura para os meus problemas e na verdade não é bem assim né. Se eu estou procurando ajuda eu também preciso fazer a minha parte, o antidepressivo tira a gente do fundo do poço, mas cabe a nós tomar novas direções.

    Feliz 2016!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Aline

      É exatamente isto que você resumiu tão bem, minha querida.
      O antidepressivo faz apenas 50% do trabalho, o resto cabe a nós.

      Também lhe desejo um 2016 pleno de coisas boas.

      Abraços,

      Lu

      Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lourdes

      Muito obrigada, minha querida.
      Também lhe desejo um 2016 repleto de coisas boas.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  41. Celuta Dias Autor do post

    Muito bom o seu texto, Lu.
    Feliz 2016 e que Deus continue a nos iluminar, fazendo-nos ver a nossa humanidade e o quanto somos dependentes Dele.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Celuta

      Muito obrigada pelo carinho.
      Como somos POPs (pacientes, otimistas e persistentes), com a ajuda Dele estaremos cada vez melhor.
      Também lhe desejo um 2016 pleno de coisas boas, principalmente saúde.

      Abraços,

      Lu

      Responder

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