OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA

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Autoria de LuDiasBH

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É sabido que os antidepressivos não funcionam igualmente para todas as pessoas, variando substancialmente de uma para outra. Até mesmo nas reações adversas, podem ser percebidas diferenças. Há casos, por exemplo, em que algumas pessoas, fazendo uso de uma mesma substância ativa, perdem o apetite, emagrecendo, enquanto outras passam a comer sem limites, engordando. Portanto, quando alguém diz que o antidepressivo X ou Y não o beneficiou, pode estar coberto de razão. É por isso que é muito difícil o tratamento com tais medicamentos, pois o psiquiatra trabalha com hipóteses em relação ao paciente, ou seja, com erros e acertos. É o medicado quem irá definir seus avanços, se está melhorando ou não. É a descrição de seu estado físico e mental que irá dar o aval ao psiquiatra para continuar, aumentar, diminuir, ou mudar o antidepressivo.

O sumiço da SP (síndrome do pânico) é um dos resultados mais visíveis no tratamento com antidepressivos. A ansiedade e a depressão, contudo, são mais difíceis de serem combatidas, até mesmo pela visão que o paciente passa a ter sobre o próprio tratamento. Ingenuamente, imagina, na maioria das vezes, que ao tomar um antidepressivo, nunca mais terá ansiedade ou tristeza, pois está fazendo uso da pílula da felicidade. Esquece-se de que também se faz necessário mudar certos comportamentos, levar menos carga nos ombros, pautar a vida pela tolerância consigo e com os outros, aceitar o que não pode mudar, em suma, viver com mais leveza.

Embora tomemos um antidepressivo, o que melhora consideravelmente nossa qualidade de vida, continuamos humanos do mesmo jeito, com alegrias, tristezas, esperas, aborrecimentos, indignações, decepções, etc. O modo como tratamos essa gama de emoções é que faz toda a diferença. O antidepressivo funciona como um fator de equilíbrio das nossas emoções desenfreadas, fazendo com que nossos neurônios passem a funcionar dentro daquilo que denominamos “normalidade”, mas em hipótese alguma transforma-nos em seres divinos, acima do bem e do mal, habitantes de um paraíso imaginário. E, se alguém, ao tomar um medicamento tal, vê-se como um zumbi, desprovido de emoções boas e ruins, deve imediatamente voltar ao psiquiatra, pois encontra-se no vale das sombras.

Sou uma velha usuária de antidepressivos, caminhada que vem desde a minha adolescência. Venho de uma família de depressivos crônicos, pelo lado materno, herança deixada, desde a passagem de minha bisavó por este planeta, passando por minha avó, mãe, tias, um monte de primos, numa muito bem repartida herança. É fato que alguns parentes privilegiados fugiram à regra. A genética permitiu-lhes abrir mão de tal herança, legando-a, generosamente, a nós outros. Já passei por uma infinidade de antidepressivos dos mais variados laboratórios. Com alguns me fiz amante temporária, em razão das brigas de foice com o meu organismo. Com outros amásios convivi bons tempos, até que passaram a não me satisfazer mais (coisa da vida a dois). Atualmente encontro-me nos braços do oxalato de escitalopram. Confesso que temos formado um bom par, embora haja dias em que lhe viro a cara, ou seja, sinto-me deprimida com os reveses da vida. O que faço? Apenas exclamo: Obá! Continuo humana!

O que as pessoas precisam entender é que, junto com o tratamento psiquiátrico, faz-se necessário mudar caminhos, traçar novas rotas na busca pelo mais importante coadjuvante do tratamento químico: uma nova maneira de olhar e aceitar a vida. Confesso que, ao aliar uma busca pelo Caminho do Meio, ou seja, pelo equilíbrio de minhas emoções, eu encontrei o segundo remédio mais profícuo para a minha depressão. Parei de botar toda a responsabilidade no antidepressivo, para dividi-la comigo mesma. Em suma, tomei consciência de que a pílula da felicidade é ainda um mito, e que assim seja eternamente, pois o sofrimento é o sentimento que mexe visceralmente com o nosso âmago, tornando-nos realmente humanos. É dele que nasce a sensibilidade, a compaixão, a generosidade, a gratidão, a autopreservação, em suma, o amor à vida como um todo.

É bom que se saiba que não existe resultado 100% efetivo em relação a esse ou àquele antidepressivo, porque ninguém é 100% feliz neste nosso planeta chamado Terra. Só a certeza de nossa finitude é um soco no estômago. Existem algumas teorias que aludem a essa fugacidade a busca exagerada por riquezas e poder. Segundo elas, alguns, mais do que outros, não aceitam esta certeza que habita em cada um de nós, pobres mortais. E se agarram às coisas materiais e ao poder no sentido de preencher tal vazio e fugirem dessa certeza inquestionável. São pessoas perigosamente enfermas.

Aos meus companheiros de caminhada, fica a sugestão de que se tratem à vista de problemas mentais, procurando um psiquiatra de confiança. Mas, mais do que isso, que procurem também ser mais compassivos consigo e com os outros. Nossa caminhada pela Terra é tão veloz, para que carreguemos nos ombros pesados fardos Quanto mais leveza, mais descansados estaremos para ver a beleza que existe ao nosso derredor. Temos que deixar as sendas do materialismo doentio, que nos instiga a ver alegria apenas nos grandes favorecimentos, e alegrar-nos com pequenas coisas: com uma flor que se abre no jardim, um beija-flor que pousa na janela, um papo com alguém agradável na rua, um favor feito, uma comidinha gostosa, o cumprimento do vizinho, o roçar do gato e a festa do cão à chegada dos donos em casa, um banho refrescante, uma chuvarada, um pôr-do-sol, uma tarde de trovoadas, o contato com as pessoas queridas… Não esperem um tempo especial para se sentirem alegres, até que já não saibam mais sorrir. Comecem agora. Já!

Nota: na ilustração estão duas pinturas de Edvard Munch (Noite de Verão e Melancolia)

Atenção:

Caros leitores, em razão do excesso de comentários nesta postagem, o que vem dificultando a abertura da página, ela foi fechada para novos comentários. No entanto, vocês poderão ter acesso aos que aqui se encontram, mas, se quiserem deixar um comentário, devem se direcionar ao texto a seguir, clicando no link abaixo:

SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO

446 comentários sobre “OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA

  1. Wederson

    Lu e amigos do blog

    Feliz Ano Novo! DEUS abençoe a todos. Espero que este ano seja melhor muito melhor p todos nós, em especial para a Lu, nossa anfitriã.

    Beijos

    1. LuDiasBH Autor do post

      Wederson

      Direciono os mesmos votos para você e toda a sua família.

      Abraços,

      Lu

  2. Wederson

    Lu e amigos

    Hoje faz 15 dias que meu médico aumentou minha dose de esc de 10 mg p/ 20 mg e o Rivotril de 12 em 12 horas, mas de manhã, quando acordo e tomo o esc, já vêm os pigarros e a respiração rasa, que vão passando aos poucos. Ontem tomei só metade do Rivotril, pois estava sentindo um aperto no peito, meio esquisito. Estou tomando o Rivotril 1 hora depois do esc, à noite, quando chego do trabalho. E vêm aqueles pigarros. Será que é ansiedade? Estou tomando menos Rivotril, achando que esse aperto no peito poderia ser causado por ele, mas vou continuar tomando.

    Obrigado, Lu, por ser uma ajuda nessas horas. Espero que todos tenham passado um ótimo Natal e tenham um bom e próspero ano novo e que DEUS nos abençoe!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Wederson

      Embora eu ache que tais sintomas têm muito a ver com o seu emocional, acho bom que comente com seu médico sobre os pigarros que passa a sentir, logo após tomar o medicamento. Pode ser também um tipo de reação alérgica. Lembre-se de que é sempre necessário comunicar ao psiquiatra sobre quais são os efeitos adversos, para que ele possa analisá-los.

      Amiguinho, após aumentar a dosagem, os efeitos adversos costumam aparecer, como aconteceu consigo, estando a ansiedade ainda presente. Penso que desaparecerão após completar as três semanas. Procure ficar tranquilo. Também acho que o aperto no peito nada tem a ver com o rivotril, sendo apenas um efeito do aumento da dosagem. Procure fazer caminhada, um exercício físico muito bom para o corpo, pois traz um grande relaxamento.

      Agradeço-lhe os votos natalinos e os de Ano Novo. Você é muito gentil e atencioso! Tenho a certeza de que, em 2018, melhorará a sua qualidade de vida, pois para frente seguimos todos nós.

      Abraços,

      Lu

  3. Raquel Santos

    Olá, Lu!

    Por conta de depressão tomei esc 20 mg por 3 meses, mas neste mês diminui a dosagem para 10 mg com orientação médica e relato a todos aqui que estou muito bem. Olhar para trás e ver de onde consegui sair é uma coisa maravilhosa, só quem passa por esses problemas mentais pode realmente saber do que estou falando.

    Eu havia perdido a vontade de viver, passava 24 horas sobre a cama, chorava por nada, sentia que ia morrer a qualquer instante. É realmente desesperador passar por isso, mas busquei ajuda médica e com a medicação fui saindo desse quadro lamentável. Sofri pouco com as reações adversas da medicação(graças a Deus), rapidamente meu organismo reagiu ao tratamento e voltei a ter qualidade de vida.

    Consegui retomar todas as minhas atividades; o principal foi que passei a ter outro olhar sobre a vida, essa foi e é minha maior lição desse período. Acho que em breve ficarei livre do remédio, embora ache que se tivesse que tomá-lo para sempre não seria problema para mim, o importante é estar bem.

    Espero sinceramente que todos aqui que se encontram ainda nesse período turbulento, tenham força, pensem positivo, pois o tratamento é muito eficaz, alguns precisam mudar o remédio, alterar dosagem, mas é tudo pra ajustar com cada organismo. Não desistam nunca, em breve estarão bem como estou hoje.

    Agradeço a você, Lu, mais uma vez, por ser esse ser iluminado, que emana energia positiva a todos nós.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Raquel

      Alegra-me muito saber que já se encontra bem, depois de ter passado por tanta turbulência, como sou testemunha. Não foram dias fáceis, mas a guerreirinha POP deu a volta por cima, o que me deixa muito emocionada. O seu exemplo servirá para todos que aqui vêm, muitos deles desesperançados. Como nos ensina, há sempre luz no final do túnel. Seguir a orientação médica é fundamental. Quero destacar duas frases suas de grande importância:

      “Acho que em breve ficarei livre do remédio, embora ache que se tivesse que tomá-lo para sempre não seria problema para mim, o importante é estar bem.”

      “… o principal foi que passei a ter outro olhar sobre a vida, essa foi e é minha maior lição desse período.”

      Abraços,

      Lu

    2. Paula

      Lu

      Estou tendo crises de ansiedade fortíssimas, em outubro fui parar no hospital com pressão alta, taquicardia, a glicose subiu… passei muito mal. Achei que fosse infarto. Desde 3 meses pra cá, estou tomando remédio pra pressão e diabetes. A médica me passou o esc 10 mg. Ao qual tardei a tomar por medo das reações. Hoje, numa crise de ansiedade tomei 5 mg… senti sono, moleza e um surto de ansiedade fortíssimo. Eu surtei, pedi ajuda pra minha mãe. Delírios, cabeça agitada, pensamentos suicidas. Foi e está sendo terrível. Tomei hoje as 10h. Agora que me acalmei. Estou em pânico com este remédio. Nunca fui usuária de nenhum antidepressivo. Porém devido a problemas de desemprego familiares, desencadeei esta síndrome de ansiedade generalizada. Sei que o remédio me daria reações. Mas hoje beirei ao suicídio, me sentindo péssima. Triste ansiosa com medo de surtar de novo. Me ajudem. Devo parar o remédio?

      1. LuDiasBH Autor do post

        Paula

        Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

        Amiguinha, todo antidepressivo traz em seu bojo efeitos adversos. Algumas pessoas passam por eles com facilidade, enquanto outras ressentem mais. O importante é que se trata de um período curto de sofrimento, cerca de três semanas, normalmente, até que os bons efeitos comecem a aparecer. Depois disso vem a luz no fim do túnel, modificando profundamente nossa vida.

        Paula, o oxalato de escitalopram tem sido um dos antidepressivos mais receitados atualmente. Um grande número de pessoas aqui faz uso dele (inclusive eu). Quase todas passaram pelo mesmo que você ora vive. As reações adversas relatadas por você são normais no início do tratamento, mas elas passam. Não se preocupe. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Sei que tem sentido pior do que antes de tomar o medicamento. É assim mesmo. É o organismo reagindo a uma substância estranha. Depois ele se acostuma.

        Minha amiga, apenas aceite o tratamento. Quanto mais cedo iniciá-lo, mais rapidamente passará a ter qualidade de vida. Deixar de tomá-lo apenas retardará a melhoria de sua saúde mental. E chegará uma hora em que não poderá mais abrir mão do antidepressivo, pois os sintomas da ansiedade resvalarão para as crises de pânico. Corte o mal pela raiz. Siga a indicação médica.

        Eu sei como o desemprego e os problemas familiares afetam o nosso equilíbrio. Não são poucos os brasileiros que estão tendo que lidar com isso. A quadrilha que assaltou o poder não está nem aí para o povo. Não sei como o brasileiro ainda vai comemorar o Carnaval. Estamos todos sofrendo. Se há necessidade de tomar o antidepressivo, faça uso dele sem medo. Leia os comentários dos textos. Vou lhe passar uns links que a ajudarão. Conte sempre conosco. Não se sinta só!

        Beijos,

        Lu

  4. Arthur Autor do post

    Olá, Lu!

    Como você está se sentindo?

    Eu acordei hoje com vontade de ir ao banheiro, me senti estranho, desmaiei e acordei no chão. Talvez eu tenha quebrado o nariz. Liguei pra uma amiga e ela veio pra me levar ao hospital, mas a minha pressão baixava quando eu sentava, então prefiro esperar até à tarde pra fazer o Raio X.
    Vou ficar deitado, assistindo alguma coisa na TV pra curtir um pouco… rss.

    Minha mãe e minha amiga me encorajaram a parar o remédio e fazer tratamento natural. Um atendente de uma loja de produtos naturais me falou que cápsulas de erva de São João resolvem. Preciso tomar uma decisão (algo que sempre tive dificuldades em fazer). Agradeço por ser tão amorosa e querida comigo.

    1. Alessandro

      Olá, Arthur.

      Não se automedique mesmo em se tratando de um fitoterápico. A erva de São João possui efeitos colaterais que podem ser considerados graves e inclusive sob o aspecto da interação medicamentosa. Procure assistência médica especializada, de preferência um psiquiatra e cuide-se.
      Estimo melhoras para você!

      1. Artur Henrique

        Alessandro

        Fico agradecido pela sua preocupação e sugestão. Será que se sentir assim cansado é normal até 3 semanas de medicamentos?

        1. Thiago

          Artur Henrique

          Se ler meu post um pouco abaixo (Thiago) verá que estou no mesmo barco que você… No próximo sábado completará a terceira semana do meu tratamento com Deciprax 10 mg pela manhã e Rivotril 0,5, 1h antes de dormir e ainda não estou bem. Na maioria dos dias ainda estou um pouco irritado; às vezes vem aquela tristeza tentando tomar conta de mim, sem contar um tontura/fraqueza que incomoda demais!

          Essa semana estive bem na segunda, terça e quarta, mas hoje os sintomas voltaram. Como a Lu disse, acredito que seja uma briga de foice entre o remédio e nosso corpo, até nos estabilizarmos. Tenha mais paciência que tudo vai ficar bem! Uma coisa que tenho feito e que tem me ajudado a me acalmar é meditar… Faço um tipo de meditação que não tem nenhuma ligação com religião, sendo chamada “mindfulness”. Pesquise no youtube que você vai achar muita coisa legal. Tem um app chamado “Medite.se” que te ensina a meditar que é muito bom!

          Abraços!

        2. Alessandro

          Olá, Artur!

          Não sei se buscou ler meus depoimentos acerca dos motivos pelos quais hoje estou acometido por TEPT (Transtorno de Estresse Pós Traumático), mas o que importa é que tenha compreensão que estas drogas psiquiátricas são compostas por infindáveis princípios ativos, por sua vez, os transtornos psiquiátricos também são inúmeros, bastando uma simples pesquisa para compreender o quão complexo é a identificação da doença específica e que pode estar relacionada a outra(s) e a droga que efetivamente lhe trará os benefícios esperados.

          No meu caso, estou há mais de 5 meses diagnosticado com o TEPT e neste ínterim já foram 4 drogas completamente diferentes. Todas me trouxeram efeitos colaterais. Agora estou há mais de 25 dias usando o EFEXOR XR 75 mg e tais efeitos colaterais foram os mais fortes até então. Nos meus primeiros 10-15 dias me senti péssimo (enjoo fortíssimo só controlado com Vonalflash e dores de cabeça). Passados entre 15-23 dias não sentia basicamente mais nada, contudo há uns dois ou três dias voltei a sentir novamente o enjoo, mas não de forma tão violenta.

          Estou nas mãos de uma excepcional psiquiatra e psicóloga, às quais me entreguei numa confiança até então não sentida e isto tem me favorecido. Sei que tudo que estão fazendo está dentro dos melhores protocolos necessários. Como sei? Não sou médico, mas sentir que você não é só mais um paciente com problemas que paga a consulta, dá as costas e tchau, faz toda a diferença. Minhas consultas não duram menos de 1 hora. Até então passei por profissionais que mal me olhavam e com menos de 5 minutos eu já tinha uma prescrição medicamentosa em mãos e rumo à farmácia e até os próximos longos 30 dias. Abri mão do Plano de Saúde por não encontrar médicos pré dispostos como os que ora me assistem. Não estou generalizando de forma alguma, só não dei sorte até então.’

          Assim sendo, a orientação que tenho é quanto a persistir com meu antidepressivo, sobretudo por ser um dos mais eficientes para casos como o meu. Os efeitos colaterais passarão e voltarei a ter o ânimo e disposição que sempre tive. Procure conversar com um(a) bom psiquiatra, pergunte, não deixe pairar dúvida alguma sobre nada, questione sem dó nem piedade. Não se preocupe com a hora em que vai parar de usar, isto só vai te atrapalhar na melhora. Como a Lu bem disse, estas drogas atuais e modernas, utilizadas sob o controle de um profissional, não chegam a causar dependência. No momento adequado, o profissional saberá como gradativamente lhe retirar o remédio sem o perigo da abstinência. Eu mesmo cometi a sandice de interromper meu tratamento no início e sinceramente hoje vi o tamanho da bobagem que cometi. Fiquei muito pior do que quando tudo começou.

          Amigo, força, foco, persistência e fé serão seus aliados a sair dessa. Apegue-se a eles. Estamos por aqui!

          Abraços

        3. Artur

          Boa tarde, Alessandro!

          Eu estou pensando em visitar outro profissional para consultar uma segunda opinião médica. Minha consulta também foi rápida e com plano de saúde. Obrigado pelo seu depoimento.

          Abraços,

          Artur

        4. Alessandro

          Isso, Artur!

          Boa iniciativa. Feliz Natal para você e os demais aqui do site, em especial a Lu por toda sua dedicação e sensibilidade para com todos.

          Ótimo 2018 a todo(a)s!

    2. LuDiasBH Autor do post

      Arthur

      Senti-me preocupada ao saber que você quer parar o tratamento alopático e partir para o homeopático. Há muitos casos relatados aqui no site, em que as pessoas contam que partiram para a homeopatia, mas tiveram que retomar o tratamento alopático, principalmente pela demora dos remédios alopáticos para fazerem efeito.

      Amigo, muitas pessoas, erroneamente, acham que os remédios alopáticos não possuem contraindicação, o que é um grande engano. Para tomá-los, faz-se necessário passar por um médico homeopata, para que esse conheça a história do paciente, primeiro. Não os tome por “ouvir dizer”. Existem efeitos seríssimos.

      Mathias, antes de optar por um tratamento homeopático, gostaria que me descrevesse melhor o que sente, quando teve início, há quanto tempo está tomando o medicamento, etc. Enquanto isso, não pare a medicação. Relate a seu psiquiatra sobre seu desmaio.

      Abraços,

      Lu

      1. Artur Henrique

        Boa noite, Lu!

        Não sei por onde começar a contar o início de tudo. Sempre fui ansioso e desde criança tive depressão, porém senti uma boa melhora depois que fiz psicoterapia com respeito à depressão. Mas ainda falta alegria, sabe… não tenho aquela sede da vida como vejo vários amigos terem. Queria sentir mais, aproveitar mais. E a minha ansiedade faz eu pensar demais, viajar (em pensamentos) demais e ficar preocupado demais. Estou tendo dificuldades em ler porque não consigo me concentrar e também de lembrar das coisas. Quanto à memória, eu pensei que fosse um acidente que aconteceu no trabalho, porém os exames não apontaram dano físico.

        Eu estou um pouco assustado com os efeitos, com medo de criar dependência em relação ao antidepressivo e que daqui a pouco ter que aumentar a dose e tomar algo cada vez mais forte. Tenho ouvido falar de pessoas que, se ficam sem tomar 1 dia sem o o medicamento, começam a sentir tremedeiras. Eu gostaria de ter a possibilidade de parar, caso eu queira, sem ter consequências para minha saúde. Quando desmaiei e cai hoje, eu fraturei o nariz, então disseram pra eu ir a um cirurgião plástico, mas acho que antes irei ao otorrino pra dar uma olhada. Confesso estar com medo de isso acontecer quando eu não estiver em casa.

        Eu estava tomando erva de São João há poucos dias, daí tive retorno ao neurologista e ele me receitou Escilex 15mg e Piracetam 800 mg. Eu acho que ele poderia ter pedido pra tomar meio comprimido no início pelo menos, pro efeito não ser tão forte. O remédio homeopático não deveria ser melhor, visto que é natural e específico? Tenho um pouco de medo de ter tomado a decisão errada. Eu mudei o horário do remédio pra noite pra sentir esse cansaço enquanto durmo. O médico autorizou.

        Boa noite querida =)

        1. LuDiasBH Autor do post

          Artur

          Elimine a palavra “medo” de seu dia a dia, pois ela traz um efeito psicológico danoso à sua vida. O medo só é importante quando nos encontramos em perigo real, fora disso, tolhe o nosso eu, amordaçando-o (observe quantas frase negativas escreveu em seu comentário). Viver é um ato de coragem. Devemos estar preparados para conviver com os mais diferentes problemas que nos afiguram ao longo de nossa jornada. Imaginar que não travaremos contato com vários empecilhos ao longo de nossa jornada é pura ilusão, sem falar que são esses que nos fazem crescer como seres humanos, alavancando a nossa caminhada. Portanto, amiguinho, aprenda a enfrentar todos os obstáculos que surgirem, vendo-os como inerentes à vida humana. Não há ninguém que não passe por eles.

          Amigo, essa sua apatia em relação à vida chama-se “depressão”. Faz-se necessário domá-la antes que crie raízes duradouras e mais fortes. É ela que lhe tira a alegria de viver, adentrando-o no mundo de preocupações imaginárias, onde o sol se faz ausente. O tratamento tem o objetivo de equilibrar o funcionamento de seus neurônios e, portanto, tornar sua vida mais prazerosa.

          Não é verdade que a pessoa, ao fazer uso de antidepressivo, não possa ficar um dia sem o medicamento que tem efeito acumulativo. Nem todas fazem uso continuado, passando pelo desmame depois de certo tempo, conforme indicação médica. É sabido também que a depressão é recorrente. Ela pode desaparecer durante um longo tempo e depois voltar. Mas isso não importa. O importante é que tenha qualidade de vida agora.

          Você diz que gostaria de parar o tratamento quando pudesse. Se não se tratasse de uma doença química, como é o caso da depressão, mas de problemas meramente emocionais, aí sim, poderia parar quando quisesse. O fato, porém, meu amigo, é que, se não tratado, esse transtorno mental tende a tornar-se cada vez mais forte, angustiante e limitativo. Você não tem como interferir, como se fosse ajudado por um livro de autoajuda. Trata-se realmente de uma doença que se convencionou chamar de “transtorno mental”. E é ela que o torna tão inseguro diante da vida, com dificuldades para tomar decisão, incapaz de sentir a beleza do existir. Se tivesse uma doença coronária, pararia o tratamento quando bem quisesse? Tenho a certeza que não! Alguns se esquecem de que o cérebro é parte do corpo e que ele também adoece e precisa ser tratado.

          Artur, eu, pessoalmente, acho que a sua depressão e ansiedade devam ser tratadas com remédios alopáticos com o acompanhamento de um psiquiatra ou neurologista, mas, se você se encontra tão receoso, faça uso do homeopático e veja no que dá. Tire as suas próprias conclusões. Como já disse anteriormente, os fitoterápicos também possuem contraindicação. Se desejar tomá-los, passe primeiro por um médico homeopata.

          Abraços,

          Lu

        2. Artur Henrique

          Lu
          Eu estou pensando em continuar com o Escilex 15 mg. Mas por favor, me dê uma orientação: Como sei se esse é o melhor para o meu organismo? Ouço de algumas pessoas precisarem usar outro remédio, até encontrarem o certo, como o que eu entendi que aconteceu com o Alessandro.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Artur

          Cada caso é um caso. O nosso organismo possui a sua maneira própria de agir. Não há como dizer qual é o melhor antidepressivo para você, sem antes ter passado por ele. Eu me sinto muito bem com o oxalato de escitalopram. Pode ser que também aconteça o mesmo com você. Pare de se preocupar com o que pessoas sem nenhum conhecimento sobre transtornos mentais dizem a você. Siga a orientação de seu médico. O caso do Alessandro é totalmente diferente do seu. Leia o seu texto em DEPOIMENTOS.

          Abraços,

          Lu

  5. Alessandro

    Lu e demais amigo(a)s

    Estou no meu 5º mês de luta contra o Transtorno de Estresse Pôs Traumático. Como relatei em outras ocasiões, a busca pelo princípio ativo realmente “amigável” ao meu organismo parece ter finalmente se concretizado. Neste tempo todo usei sob prescrição médica 4 antidepressivos diferentes e 3 outras drogas para acabar com minha insônia.

    O EFEXOR XR 75 apesar de muito caro, por ser o original, consegui um bom desconto diretamente na Pfzer (56%)… vale muito a pena pesquisar esta questão. Seus efeitos colaterais em mim foram os mais fortes até então é duraram cerca de 29-25 dias. Hoje estou bem melhor. E sinceramente percebo que certas dificuldades mentais como o desânimo e tristeza profundas estão dando “tchau”. Continuo com o Alprazolan para a insônia em 1 mg, pois a dose inteira (2 mg) me traz um efeito rebote muito forte. Vou começar a reduzir esta droga, de forma já acertada com minha querida psiquiatra, a qual devo muito por toda sua atenção pra comigo, quando usarei 0,5 mg dentro de mais uma semaninha.

    Não tenho disposição para uma série de coisas que estava habituado afazer, como atividades físicas diárias. Mas como muito bem compreendido nas minhas longas consultas, “é um passo de cada vez e tudo a seu tempo sem me cobrar nada”. Estou de férias agora, longe do trabalho, onde tudo se desencadeou. Será um momento de viver minha família, buscar arrumar minhas gavetas mentais e deixar o passado recente no seu devido lugar. Tenho muito o que fazer. Uma longa vida a viver. Filhos lindos e amados para curtir e educar.

    Meus relatos de angústia, tristeza e desesperança ficam para trás e hoje espero muito, ao ver novos colegas por aqui pedindo ajuda e orientação, que eu possa com meu relato de sucesso e perseverança mostrar que tudo dá certo. Busquem tratamento adequado. Não desistam na primeira curva. Tudo nesta vida passa e ser POP é certeza de que vão conseguir!

    Abraços fraternos a todos.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Alessandro

      É muito gratificante saber que você está se recuperando cada vez mais, depois de ter passado por um estresse tão profundo. Quero destacar, em especial, o parágrafo de se seu comentário:

      “Meus relatos de angústia, tristeza e desesperança ficam para trás e hoje espero muito, ao ver novos colegas por aqui pedindo ajuda e orientação, que eu possa com meu relato de sucesso e perseverança mostrar que tudo dá certo. Busquem tratamento adequado. Não desistam na primeira curva. Tudo nesta vida passa e ser POP é certeza de que vão conseguir!”

      É isso aí, meu irmãozinho, nosso barco deve seguir sempre em frente, apesar das turbulências da navegação, sendo que a persistência, o otimismo e a paciência a nossa melhor carta náutica.

      Abraços,
      Lu

  6. Arthur Autor do post

    Bom dia!

    Encontrei seu blog e vi suas respostas aos comentários dos leitores. Você é psiquiatra? Eu gostaria de tirar algumas dúvidas.

    Fui a um Neurologista porque comecei a esquecer muitas coisas. Falei pra ele que sempre fui muito ansioso e ele acredita que os esquecimentos são devidos à ansiedade. A tomografia não apontou problemas físicos, porém o exame P300 sugere “disfunção nas áreas auditivas corticais relacionadas com o P300”. Então ele me receitou o Nootropil (Piracetam 800mg) e o Escilex 15 mg para ansiedade e depressão leve. Eu estou tomando há uns 4 dias mais ou menos, mas não tenho visto melhoras. Estou sentindo fome direto. Estou me sentindo cansado até mesmo de manhã.

    No 2º dia eu tive um momento em que estava mais energizado, mas no geral parece que estou mais abatido. Eu estou com um pouco de medo de o remédio me trazer consequências ruins e irreversíveis. Não quero virar um zumbi e não quero ficar dependente de remédios.

    Você acredita que o tratamento pode curar a ansiedade e depressão? Acha que terei que tomar a vida inteira? Não parece estar fazendo efeito positivo, estou com vontade de parar o tratamento.

    Att,

    Artur

    1. LuDiasBH Autor do post

      Arthur

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, eu não tenho nenhuma formação na área médica. Tudo que sei, aprendi na própria pele (venho de uma família de depressivos crônicos, pelo lado materno), através de leituras e pesquisas. O papel deste espaço é tentar levar equilíbrio emocional às pessoas com transtornos mentais, incentivando-as a fazer o tratamento direitinho. Seja POP (persistente, otimista e paciente).

      Arthur, todo antidepressivo traz efeitos adversos nas primeiras semanas de uso. É normal a pessoa ficar pior do que antes de iniciar o tratamento, pois é o período em que o organismo precisa se adaptar a uma nova substância. Trava-se de uma luta de foice. Mas tenha a certeza de que tudo isso irá passar em torno de três semanas. Fique tranquilo, não pare o tratamento, pois tende a ter crises ainda mais sérias. O esquecimento pode estar ligado ao estado de ansiedade, sendo necessário domá-lo para que não resvale para as crises de pânico.

      Dentre os efeitos do oxalato de escitalopram pode-se encontrar o aumento do apetite (assim como a inapetência). Se sentir que está engordando muito, comunique-se com seu médico. Quanto ao resultado do exame, muitas vezes, um exame sugere algo que, quando estudado, não corresponde à sugestão inicial.

      É muito importante que faça direitinho o tratamento. Não existem consequências ruins e nem irreversíveis em relação ao antidepressivo, pois se trata de um dos melhores e mais recomendados. Só não deve parar sem a anuência médica, pois a função do antidepressivo é combater a ansiedade e a depressão, caso contrário não teria razão para ser receitado. Tenha paciência e logo o efeito positivo aparecerá.

      Amigo, não se apegue ao preconceito dizendo: “Não quero virar um zumbi e não quero ficar dependente de remédios.”. Não somos nós quem determina o uso de medicamento, mas as nossas necessidades. Não há pessoas que tomam remédio para hipertensão (ou diabetes, por exemplo) a vida toda? Tenho certeza de que o seu uso será temporário, uma vez que se trata de uma ansiedade e uma depressão leves, mas, se não fosse, não haveria nenhum problema em tomar o medicamento durante a vida toda (como eu). Eu lhe pareço um zumbi?

      Um grande abraço,

      Lu

  7. Thiago

    Oi, Lu!

    Primeiro gostaria de parabenizá-la por este cantinho onde você consegue juntar e apoiar todos que sofrem desse mal que é a depressão! Suas respostas são muitas vezes inspiradoras e sempre que estou mal volto aqui para me apoiar…

    Há cerca de 4 meses comecei a ter crises fortes de ansiedade que acabaram me levando a um certo nível de pânico. Tudo começou com umas tonturas, cabeça tampada, zumbido, fraqueza… Comecei a procurar uns médicos e fazer exames e todos eles me diagnosticavam com ansiedade e me indicavam procurar um terapeuta. Fiz isso, mas minha psicóloga inicialmente foi contra remédios e me passou alguns Florais e me indicou meditação (Mindfulness). Como os sintomas foram aumentando, o medo do que estava acontecendo foi aumentando e ficando cada vez mais forte. Junto começou a vir uma tristeza, perdi a vontade de fazer minhas atividades diárias que sempre me deram prazer… Nesse meio tempo fui ficando cada vez mais irritado (principalmente no trabalho) a ponto de não conseguir ficar sentado em minha mesa devido as conversas paralelas no meu entorno… O auge foi um dia em que não consegui ficar no trabalho, peguei a lista de psiquiatras e fui no primeiro que podia me atender naquele dia.

    Ao chegar lá e contar meu caso, ele me diagnosticou com Depressão por ansiedade e me passou Deciprax 10mg pela manhã e Rivotril 0,5, 1h antes de dormir… Já voltei nele 1x (dia 14 passado) e relatei que ainda não estou bem. Na maioria dos dias ainda estou bem irritado e na maior parte do tempo com uma tristeza forte (principalmente no trabalho). São poucos os dias que me sinto razoavelmente bem (Ainda não me senti 100% nenhum dia)… Não está mais como naquele dia em que procurei ele, mas não consigo sair disso. Perguntei para o psiquiatra se não seria bom aumentar um pouco a dose e ele achou melhor não aumentar pelo menos por enquanto.

    Como você é bem “experiente” no assunto, gostaria da sua opinião a respeito… Demora muito pra gente se sentir melhor?

    Abraços a todos que estão nesse barco!
    PS: Sejamos POP! 😀

    1. LuDiasBH Autor do post

      Thiago

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, quando a depressão e a ansiedade tornam-se presentes, o melhor caminho é buscar o psiquiatra. Depois uma avaliação, ele direcionará o paciente para o caminho que julgar correto. Muitas vezes, engloba o tratamento psiquiátrico com a psicoterapia, principalmente quando se trata de um caso de transtorno mental traumático (decorrido em razão de um trauma). E quanto mais cedo iniciar o tratamento para corrigir os transtornos mentais, menor será a chance de sofrimento. A ansiedade, se não contida, sempre resvala para as crises de pânico. A tendência é fazer um monte de exames que não resultam em nada, pois o problema encontra-se no campo dos neurônios. Foi uma pena você não ter sido encaminhado para um psiquiatra, mas o importante é que agora encontra-se nas mãos de um. Tudo é questão de tempo para se sentir bem.

      Todo antidepressivo traz transtornos adversos, muitas vezes deixando a pessoa pior do que antes de iniciar o tratamento, mas eles passam, normalmente, em torno de três semanas, embora alguns organismos sejam mais resistentes, demandando mais tempo. Portanto, fique tranquilo, pois logo estará bem. Continue POP (persistente, otimista e paciente)!

      Thiago, faça uso do rivotril apenas na fase inicial. A partir daí, use-o apenas quando for realmente necessário, ou seja, quando se encontrar numa crise aguda. E não procure ficar bem 100%, pois aí deixaria de ser humano… risos. Ainda não existe a pílula da felicidade. Se a encontrar, não se esqueça de mim. Quanto ao aumento da dosagem, esse não pode ser feito abruptamente. O psiquiatra irá avaliando o resultado para ver se há necessidade. O processo é meio vagaroso, daí a necessidade de paciência. Vou lhe enviar uns links. Não deixe de lê-los. E continue enviando informações sobre seu tratamento.

      Abraços,

      Lu

      1. Thiago

        Oi, Lu!

        Mais uma vez muito obrigado pela atenção dada a a todos!!

        Vou conversar com o psiquiatra sobre o Rivotril na próxima consulta. De repente sugiro trocar pela Melatonina que já vi algumas pessoas usarem e terem bons resultados. Uma coisa que eu estou fazendo e que tenho gostado bastante é meditação! Mais especificamente a Mindfulness (https://www.iniciativamindfulness.com.br/oque)

        Se você, ou as pessoas que estão aqui com o mesmo problema que nós, tiver interesse, procure no Youtube por palestras do TED sobre meditação e os efeitos dela sobre nosso cérebro… Pode deixar que volto aqui para contar mais sobre o meu progresso.

        Abraços!

  8. Wagner

    Olá Lu,

    Fiz o tratamento com lexapro por quase 9 anos associado a psicoterapia por alguns anos. Estava super bem e resolvi esse ano fazer o desmame. Infelizmente dois meses após o desmame comecei sentir uma angústia enorme e ansiedade. Acho que o desmame foi rápido, três semanas, mas já vi relatos de médicos que tiram em duas. Voltei ao medicamento há dois meses, no primeiro mês com 10 mg, mas não estava surtindo muito efeito. Aumentou pra 20 mg a um mês.

    Ainda estou ansioso, mas já com melhoras. Estou realmente chateado, pois estava muito bem e agora estou passando pelo sofrimento de novo, embora saiba já como lidar com alguns deles. Vi em uma postagem sua que você tem tendência genética por parte de mãe. Eu tenho tendência genética por parte de pai. Meu irmão do meio também teve ansiedade. Vi em outra postagem sua que sua primeira depressão foi aos 20 anos. Penso então que você já havia tratado, fez desmame e voltou a ter novamente. Aconteceu isso ou me enganei? Acho que era melhor ter continuado com o remédio, mas às vezes fico pensando que fiz certo tentar parar pelo menos uma vez. O que você acha? Estou com medo de demorar a melhorar ou ficar ruim.

    Eu mudei para 20 mg faz pouco mais de um mês então o prazo de até três meses para fazer efeito recomeçou ok? Vi em uma postagem que pode usar um ansiolítico no período inicial. O período inicial seria durante todos os três meses? Pergunto isso, pois o médico só deixou eu usar 1 mg na primeira semana, Depois o.8, 0.5, 0.3,0,2 e 0,1 mg nas semanas seguintes. Era o Rivotril em gotas. Agora só posso usar emergencial se realmente precisar . Ele é conservador e eu também não gosto de recorrer ao Rivotril. Nos últimos dois anos, antes do desmame, só usei uma vez emergencial, mas no momento ainda estou sentindo uma forte ansiedade e de vez em quando angústia ao acordar ou depois de correr. Eu corro muito, acho que tenho que fazer mais leve. O que você acha? Posso usar quando sentir angústia?

    Às vezes a ansiedade é persistente e fica o dia todo mesmo com exercícios de respiração. Eu consigo controlar mas incomoda bastante. Acha que quando tiver assim é melhor tomar o Rivotril ou segurar a onda?

    Obrigado por manter este blog. As experiências dos que se tratam valem mais do que as opiniões dos médicos. E por sinal acho que vou trocar de profissional, pois depois do desmame fiquei muito aborrecido, pois acho que foi rápido. Eu não sei.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Wagner

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

      Quando tive a minha primeira crise de ansiedade e depressão, ela já veio com pânico. Depois de tomar o antidepressivo por um ano, houve a tentativa de retirá-lo, mas as crises retornaram ainda mais fortes. Voltei a um antidepressivo mais moderno, tomei-o por um bom tempo e houve de novo a tentativa de retirá-lo, mas em vão. Em virtude do meu histórico familiar, pelo lado materno, o médico e eu chegamos à conclusão de que meu caso era crônico. Se fosse retirado o medicamento, eu iria viver num eterno vai e vem, sofrendo à toa. Daí em diante passei a fazer uso contínuo. O antidepressivo já faz parte do meu ritual diário e eu agradeço aos céus pela sua existência. Não significa que virei zumbi, não mais tendo problemas. Tenho meus altos e baixos como qualquer ser humano, mas o medicamento me ajuda a estabilizar o meu estado emocional, ao reequilibrar meus hormônios.

      Wagner, o tempo do desmame está dentro do estabelecido. Não foi este o problema. Penso que esteja mais ligado à sua genética. Imagino que tenha voltado tomando uma dosagem ainda maior, pois isso acontece com muitas pessoa que retornam ao tratamento, uma vez que a dose anterior passa a não mais fazer efeito. O prazo mais comum para que o medicamento comece a trazer efeitos positivos gira em torno de três semanas, mas alguns organismos requerem mais tempo. Depois de um mês a melhora já deve ser visível e, após três, ela deve ser total.

      Não sou adepta do rivotril, pois, se tomado continuadamente, traz danos ao organismo, afetando, inclusive a memória. Só tentei tomá-lo uma vez, quando tive pesadelos tenebrosos, parando imediatamente. Sempre gostei do bromazepam. Eu considero como período inicial as primeiras três semanas e, após esse tempo, tome-o apenas esporadicamente, quando for realmente necessário. Seu médico está corretíssimo. Ele é bem sensato. Continue com ele. Busque tomar chá de camomila ou melissa várias vezes ao dia. Banhos mornos são também relaxantes. Quanto ao exercício, não abuse. O excesso de exercício físico é tão maléfico quanto a sua falta. Veja no blog (em VIDA SAUDÁVEL) o artigo de um médico sobre o assunto.

      Continue trazendo informações sobre seu tratamento.

      Abraços,

      Lu

  9. Alexandre

    Lu
    Fui diagnosticado com ansiedade e síndrome do pânico, às vezes sinto uma tristeza também, muitas dores nas pernas e a cabeça pesada com zumbidos no ouvido. O psiquiatra me receitou escitalopran 10 mg, estou tomando há 3 dias e me sentindo pior, falta de apetite, sonolência, crises de pânico. Gostaria de saber se isso é normal no início mesmo e se os sintomas físicos irão desaparecer no decorrer do tratamento.

    Obrigado!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Alexandre

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, todos os antidepressivos trazem efeitos adversos no início no tratamento. Eles perduram cerca de três semanas, para a maioria das pessoas, outras sentem até um mês. Não se preocupe, pois é normal, sim. Você se encontra no olho do furacão, quando o medicamento deixa a pessoa ainda pior, mas não se preocupe, pois isso logo passará. Nessa fase é preciso ter muita paciência. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Vou lhe passar uns links que o ajudarão a a compreender melhor.

      Abraços,

      Lu

  10. Wederson

    Lu
    Estava tomando esc 10 mg, há 42 dias, mas com muita ansiedade e respiração rasa, tosse, dor no peito, passei pelo meu médico que aumentou a dose para 15mg, durante 5 dias e depois de 20 mg. Estava tomando à noite e passei a tomar de manhã e Rivotril 0,5 à noite. Tomei 15 mg ontem e fiquei muito ansioso, com falta de ar, respiração rápida, aquela angústia no peito. Não tomei o Rivotril pois fiquei com medo de ficar dopado, estou trabalhando. Vou tomar à noite. Estou com medo me dá uma dica.

    Fiquem todos com DEUS!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Wederson

      Está dentro da normalidade sentir efeitos adversos, quando há aumento na dosagem, pois o organismo tem que fazer uma nova readaptação. Poderá tomar o rivotril, conforme indicação médica, nessa fase, para ajudá-lo a suportar os sintomas ruins. Assim que estiver estabilizado, retire-o. Não acho que ficará dopado com uma dosagem pequena. Experimente agora no final de semana e veja como será a reação. Não é preciso ter medo, pois somos guerreiros POPs. Quando atingir a dosagem de 20 mg do oxalato de escitalopram, tudo irá se normalizar. Fique tranquilo.

      Abraços,

      Lu

  11. Ligia

    Olá, Lu!

    Gostaria muito da sua ajuda… Desde abril venho sofrendo com tag, sintomas como taquicardia e falta de ar diariamente. Minha melhor amiga é médica e me receitou reconter 10 mg, estou tomando faz uns seis meses já, só que continuo com os sintomas que melhoram muito pouco. Estou pensando em ir ao psiquiatra, mas tenho vergonha… O que você acha? Como é a consulta com um psiquiatra? Será que não poso aumentar a dose sozinha? Não aguento mais esses sintomas que tanto me desgastam.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, se depois de seis meses continua sentindo os sintomas, significa que a dosagem ou o medicamento não estão a contento, devendo você procurar um psiquiatra o mais rápido possível.

      A consulta é muito simples, como com qualquer outra especialidade, ele apenas conversará com você indagando-lhe sobre o que sente. E você não deve aumentar a dose sozinha, pois pode ser que seu organismo não esteja se adaptando ao medicamento. Por que sente vergonha? Não entendi muito bem. Ainda que a médica sua amiga tenha receitado, o ideal é que procure um psiquiatra, caso ela não tenha tal especialidade, mas ela poderá, depois, continuar lhe dando as receitas. Aguardo notícias suas!

      Abraços,

      Lu

      1. Ligia

        Lu

        Obrigada por sua atenção… Se o médico aumentar a dose do reconter eu irei sentir novamente a piora da ansiedade? Quanto tempo dura? Acha que a dosagem pode estar baixa?

        1. LuDiasBH Autor do post

          Lígia

          Quando a dosagem do antidepressivo é aumentada, a maioria das pessoas sente os transtornos adversos, mas que logo passam. Não se preocupe com isso. Não há como eu avaliar se a sua dosagem está baixa, mas seu médico, com certeza, saberá. Confie nele.

          Abraços,

          Lu

  12. Raquel Santos

    Oi, Lu,
    Após três meses tomando esc 20 mg, minha médica reduziu para 10 mg. Gostaria de saber se sentirei alguma coisa com essa diminuição, tenho sentido o estômago enjoado e uma leve dor de cabeça, mas em relação ao psicológico estou muito bem, só esses detalhes. É normal isso?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Raquel

      Se a sua médica reduziu para 10 mg significa que você está se sentindo bem, havendo a possibilidade da retirada do medicamento. Quando a diminuição acontece com a orientação médica, essa passagem é muito tranquila. Caso venha a sentir os efeitos adversos, pode significar que precisa usar o remédio por mais tempo. Mas é preciso de um tempo maior para fazer tal avaliação. Fique tranquila e faça tudo direitinho. Apenas viva um dia de cada vez.

      Beijos,

      Lu

  13. Manuela

    Lu

    Já passei por várias crises de depressão, ansiedade e síndrome do pânico. A primeira crise de depressão aconteceu na minha adolescência, fiz uso de antidepressivos tricíclicos e muita terapia. Aos poucos melhorei. Depois, com o falecimento da minha nona, tive uma crise de ansiedade que levou à Síndrome de Pânico, passei a fazer tratamento com a Sertralina durante anos, com períodos de melhoras e até de retirada da medicação.

    Faço acompanhamento com psiquiatra e vendo meu quadro de TAG resolveu mudar a minha medicação para o escitalopram, iniciei com 10 mg, durante 4 meses, mas estou passando por uma fase de muita angústia, algumas pessoas doentes na família é muito trabalho, desencadeou numa crise de ansiedade e pensamentos negativos e obsessores. O psiquiatra resolveu aumentar a medicação para 15 mg, comecei a tomar há 9 dias, mas ainda estou angustiada, os pensamentos melhoraram, mas a ansiedade ainda persiste. O médico passou o Rivotril para caso de muita ansiedade, mas não tomei, não gosto de me apoiar no Rivotril. Queria saber sobre o aumento da dosagem, tempo de adaptação, eu me sinto melhor, mas ainda não estou no meu estado normal.

    Muito obrigada pela atenção. Amei os comentários, pois nos tranquilizam. Diferentes de outro lugares que postam coisas que nos deixam mais angustiados.

    Grande beijos a todos

    1. LuDiasBH Autor do post

      Manuela

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Assim como você, também tive a minha primeira crise de depressão na adolescência (venho de uma família, pelo lado materno, com depressão crônica). Portanto, a crise que teve com a morte de sua avó está dentro da normalidade, uma vez que tal transtorno já havia se apresentado antes, não se tratando de um fato traumático. E pelo que depreendo de suas explicações, a sua depressão é crônica, embora se mostre recorrente. Quanto à ansiedade, ela sempre acaba resvalando para a SP (síndrome do pânico).

      Amiguinha, o oxalato de escitalopram encontra-se entre os melhores e mais usados antidepressivos. É receitado pela grande maioria dos médicos. Eu mesma faço uso de tal medicação, com a qual tenho me dado muito bem. Saiba também que nós, depressivos, somos pessoas muito sensíveis. Temos uma visão de mundo bem diferente dos demais e nos condoemos com tudo que acontece. Não conseguimos ficar alheios ao que nos acontece e ao que acontece aos outros. Nós nos preocupamos com o mundo em sua totalidade. Isso tem muitos pontos bons, pois ser uma pessoa sensível é muito melhor do que ser indiferente e omissa, contudo, temos que trabalhar nossas emoções, para que não viremos um saco de pancadas da vida. A primeira lição a ser levada em conta é viver apenas um dia de cada vez, a segunda é seguir a oração de São Francisco (ver no Google). Essa angústia de que fala deve-se à inaceitabilidade do momento que vive. É preciso cultivar a tolerância consigo mesma e com os outros. Nada é exatamente como queremos. A vida é assim e não temos como mudá-la. Somos imperfeitos e limitados como seres humanos. Quando compreendemos isso, nossa visão muda em relação ao nosso comportamento e ao dos outros, não mais nos fazendo sofrer.

      Manuela, assim como você, também passo por momentos de angústia, ainda que temporários, pois coloco em prática a Oração de São Francisco. Agora, por exemplo, tem chovido muito em minha cidade, meu pensamento fica voltado para as milhares de pessoas sem teto espalhadas pelas ruas. Isso me traz angústia, mas tento trabalhar tal sentimento, conscientizando-me de que não consigo mudar o mundo e que não tenho responsabilidade sobre isso, mas que devo trabalhar contra tal injustiça dentro daquilo que posso fazer. Ficar só lamentando não leva a nada. Outro passo importante que dei foi aceitar o meu transtorno mental com naturalidade. Somos até grandes amigos… risos. Isso foi muito importante, eu diria, fundamental, para que eu aprendesse a lidar comigo e com os outros.

      Você diz: “ainda não estou no meu estado normal”. E eu me pergunto sobre o que é o “estado normal”? Viver é passar por inúmeros “estados”, isso porque temos uma coisinha chamada “sentimentos”. O máximo que podemos fazer é tentar ter equilíbrio em nossas ações e no modo de ver e sentir o mundo. Aí, sim, podemos dizer que não estamos em conflito, mas adaptados. O dia em tivermos 100% de normalidade, penso que teremos nos transformado em robôs. Eu não quero isso para mim, pois é a percepção de meus variados estados emocionais que me torna humana, faz com que eu procure ser alguém melhor e, consequentemente, possa ajudar os que se encontram à minha volta.

      Amiguinha, o uso do rivotril só deve ser feito no início do tratamento e em extrema necessidade. Você tem toda razão ao recusar uma muleta. Além disso, ele é nefasto à saúde, quando continuado. E toda vez que se aumenta a dosagem do antidepressivo deve-se esperar um tempo de adaptação do organismo, portanto é normal que se sinta angustiada, sem falar no excesso de trabalho e o fato de ter tantas pessoas doentes na família. Tenho certeza de que irá dar conta de tudo, pois nós, portadores de transtornos mentais, em razão de nossa constante luta, transformamo-nos em guerreiros que não se deixam abater facilmente. Somos tenazes lutadores. As doenças em família são inerentes ao transcorrer da vida. Todos passam por isso, mais cedo ou mais tarde.

      Manuela, percebo que você é uma mulher inteligente. Seja POP (persistente, otimista e paciente)! Logo tudo isso terá passado. Não se deixe abater. Busque preencher a sua vida. Tenha um “hobe” que a alegre. Isso é importante para evitar os pensamentos negativos e obsessores. Quando percebo que eles vão me assaltar, eu me ponho a escrever, ler, ouvir música, conversar com alguém… Tais pensamentos são como um rio de fortes correntezas, bastando apenas desviar seu trajeto, para que deixe o nosso caminho. Saiba que não se encontra só. Terá aqui no blog uma família terna, amorosa e compreensiva. Volte sempre!

      Beijos,

      Lu

      1. Manuela

        Obrigada pelas palavras e orientações, já havia lido todos os textos, mas os reli hoje.
        Gratidão.

        Beijos

  14. Juliana

    Bom dia, Lu
    Estou fazendo uso de escitalopram 15 mg há 40 dias. Estou me sentindo melhor, mas percebo que minhas mãos tremem constantemente. Isso é normal?!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Ainda que essa tremura nas mãos esteja dentro dos efeitos adversos, seria bom que, na próxima consulta, relatasse isso a seu médico para ele ver se a dosagem precisa ser mexida. Continue tomando o seu medicamento. Não pare.

      Abraços,

      Lu

  15. Raquel Santos

    Lu
    Meu esc 20 mg acaba amanhã, infelizmente minha consulta acontece dois dias depois. Uma amiga que toma exodus, me deu uma caixa da amostra grátis, sendo que a dosagem é de 10 mg. O que você me indica a fazer, tomo o dela,sendo dois comprimidos pra equivaler a minha dosagem ou passo dois dias sem tomar? Me ajude, Lu, realmente não sei como proceder.

    Obrigada e beijos a todos.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Raquel

      Poderá tomar os dois comprimidos dados pela amiga (10 mg + 10 mg). O importante é que a substância ativa seja o oxalato de escitalopram, não importando o laboratório. A dosagem deve sempre ser levada em conta.

      Abraços,

      Lu

  16. Cauê Barbosa

    Lu
    Tenho 21 anos e sofro de ataques de pânico e ansiedade psicossomática há mais ou menos 4 anos. O problema é que fui muito imaturo e nada responsável com meu tratamento. Faltava à psicóloga e abaixava a dose sozinho, pois achava que já estava bem para parar de tomar o medicamento.

    Eu sempre tive crises de pânico, mas, quando tomava a medicação, elas diminuíam e até desapareciam, mas por eu ter este hábito horrível de não tomar certo todos os dias e parar sozinho, isso me deixava cada vez mais ansioso e com crises. Fui parar no PA umas 4 vezes, achando que estava morrendo e depois, como todo ansioso e com pânico, fiz uns 20 eletrocardiogramas pra ter certeza que meu coração não tinha saído pela boca.

    Hoje, depois de ter parado sozinho o medicamento, a conta da irresponsabilidade me bateu no peito, depois de tomar 20 mg durante 4 meses. Eu me vejo no fundo do poço novamente, a ansiedade no teto e somatização com tudo, desde achar que eu posso ter um AVC a qualquer momento ou um infarto, clássico para quem tem pânico. Eu já passei por isso e consegui ser POP e vou conseguir novamente, saí do buraco umas 3 vezes.

    Ee eu não fosse irresponsável já estaria curado, agora é só eu parar de pensar besteira e recomeçar aos poucos, comecei com 10 mg há 3 semanas aumentei pra 20 de esc e hoje minha médica aumentou pra 25 mg. Está complicada a readaptação do meu organismo, o efeito rebote foi muito forte desta vez, mas estou tentando me acalmar e lembrar que eu vou melhorar. Logo, logo irei ficar melhor e poderei sair com a minha namorada e ficar no shopping comprando, pois hoje fico 10 min e tenho vontade de sair voando.

    Fica uma dica pro pessoal: por favor não parem o tratamento; quando achar que está melhor é o remédio fazendo efeito; aceite que tem um transtorno; a única pessoa que vai abaixar ou parar a medicação é o médico; tome o medicamento todos os santos dias, assim terá qualidade de vida; quando estiverem realmente seguros, se sentiram curados, não façam como eu fiz apanhei muito pra aprender!

    Adorei o blog, está me ajudando muito!

    Beijos, Lu e obrigado pelo apoio!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Cauê

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, realmente você incorreu em muitos erros ao parar o tratamento por conta própria. Isso, porém, ficou para trás, o importante agora é que tomou consciência das incorreções praticadas e está disposto a seguir tudo direitinho, conforme os pareceres de seu médico.

      Cauê, as suas advertências às pessoas são muito importantes, pois dizem respeito a quem viveu na própria pele os desajustes de um tratamento feito sem critério e que está disposto a seguir, doravante, tudo direitinho. Quantos aos transtornos adversos ocasionados pela readaptação, esses são mesmo muito chatos, mas você logo deixará o fundo do poço e sua vida voltará à normalidade, podendo ir ao shopping com a namorada. Quanto às crises de pânico, não ofereça resistência a elas. Quando surgir alguma, deite-se, relaxe bem o corpo e respire fundo e devagar, pois quanto mais resistência houver, mais forte ela se torna. Procure também desviar seu pensamento para algo agradável. Saiba também que é desnecessário ficar fazendo exames, pois tudo não passa de sintomas ocasionados pelo transtorno mental.

      Também adorei a sua presença neste espaço. Venha sempre conversar conosco.

      Abraços,

      Lu

  17. Drielly.M.F.

    Lu
    Meu marido tem 57 anos e foi diagnosticado com depressão psicótica. A psiquiatra receitou-lhe risperidona 1,5 mg ao dia e o antidepressivo recontar, sendo 5 gotas pela manhã. Já se passou quase um mês e ele passa o dia todo deitado, se diz indisposto e não quer sair de casa, e tem medo das pessoas.

    Gostaria de saber se isso é efeito do recontar. Agradeço desde já. Ando muito confusa, ansiosa pra levá-lo à próxima consulta, pois é muito angustiante lidar com uma pessoa que se encontra neste estado.

    Abraço.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Drielly

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, lidar com qualquer tipo de transtorno mental não é fácil, exigindo muita paciência tanto do paciente quanto das pessoas que o cercam, pois o resultado do tratamento não é imediato. Mas fique tranquila, pois tudo isso irá passar. Sempre digo que é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente).

      Os remédios receitados são muito bons. O oxalato de escitalopram é um dos mais indicados atualmente. Penso que o fato de seu marido ainda se encontrar indisposto deve-se à dosagem do reconter que está muito baixa. Leva mesmo um tempo, até que o médico encontre a dosagem ideal para cada paciente. Imagino que a psiquiatra irá aumentar a dose na próxima consulta. Repasse para ela todos os sintomas que ele continua sentindo, inclusive o medo de pessoas.

      Drielly, procure se acalmar, pois seu esposo precisará muito de você até se sentir melhor. Não fique confusa e nem ansiosa. Viva apena um dia de cada vez e vá fazendo as coisas na medida do possível. Compreenda que, de uma forma ou de outra, todos passam por contratempos na vida, sendo o equilíbrio a melhor forma de superá-los. Não coloque todo o fardo do mundo em suas costas. Veja o transtorno mental de seu marido como algo passível de acontecer a qualquer um. Dê-lhe carinho e força… Logo tudo isso terá ficado no passado. E sempre que necessitar, venha aqui conversar conosco.

      Abraços,

      Lu

      1. Drielly

        Lu
        Eu te agradeço imensamente pelo apoio, você foi um anjo enviado por Deus para me ajudar com suas palavras. É muito difícil ver meu marido nessa situação. Quarta feira vou à psiquiatra com ele e relatarei os sintomas. Obrigada de coração pela ajuda.

        Beijos

  18. Rafael

    Lu

    Tenho 31 anos. Faço tratamento para depressão desde 2009 e atualmente estava tomando Paroxetina 40 mg e Carbamazepina 400 mg, sendo que não consultava um psiquiatra há uns 2 anos e pegava as receitas dos remédios com o meu neurologista. Em janeiro deste ano perdi o meu avô e em julho minha avó que foi praticamente uma mãe pra mim. No mesmo dia em que enterrei a minha avó, quando cheguei à loja da família para trabalhar e ocupar a cabeça, estava o pessoal da imobiliária, pedindo o ponto de volta, a pedido do proprietário.

    Isto tudo gerou um grande estresse… Desde agosto sinto um desconforto no lado direito inferior da barriga. Consultei um clinico geral, urologista, proctologista, gastroenterologista e um cirurgião geral… Fiz vários exames de sangue, urina, ecografia, tomografia computadorizada e nada.

    Agora no dia 2 deste mês comecei a sentir uma forte dor abdominal abaixo do umbigo e dos dois lados, fui parar na emergência… Fiz uma videolaparoscopia e tudo normal… Consultei um gastroenterologista novamente fiz uma colonoscopia e tudo normal… O médico indicou a voltar a consultar um psiquiatra e disse que essa dor poderia ser psicossomática… É possível isso?

    As dores diminuíram bastante nos últimos dois dias e voltei ao psiquiatra na última segunda-feira e ele receitou Escitalopran 5 mg durante 10 dias e após 10 mg e também está eliminando a paroxetina 40 mg, diminuindo 10 mg a cada 10 dias, até parar.

    É possível existir uma dor psicológica tão forte?

    Muito obrigado,

  19. Raquel Santos

    Lu e amiguinhos.

    Estou há quase três meses tomando esc 20 mg. Retomei minha atividade normal, voltei ao trabalho, fui tão bem recebida por todos, pude ver o quanto sou amada.

    De fato o tratamento no início é muito difícil, mas passa e podemos colher os resultados positivos; continuo com acompanhamento com minha médica periodicamente pra avaliarmos o tratamento. Mas posso falar a todos que estou ótima. Mesmo com tudo que ocorreu este semestre comigo, ainda arranjei forças para concluir meu TCC de mais uma graduação. Sinto me vitoriosa por tal feito, pois foi o pior período que passei. Quem sofre desses distúrbios mentais sabe o quanto é desesperador, mas cá estou eu, contando a todos meu relato de superação.

    Acredito que nada seja em vão em nossa vida, aprendi muito com tudo isso que passei, a vida tornou se mais leve, mais colorida. Agradeço diariamente a oportunidade de estar viva. Problemas sempre surgirão, mas estarei firme e sempre confiante para superá-los

    Lu, você foi um anjo que Deus colocou em meu caminho no momento em que eu estava na escuridão, sem perspectiva de melhora. Suas palavras foram essenciais no meu tratamento, bem como o relatos das pessoas aqui do blog.

    Que Deus lhe ilumine sempre, que possa continuar ajudando a mais pessoas como eu. Você sempre estará em minhas orações.

    Abraços a todos e sejam POPs.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Raquel

      Estou muito feliz ao saber que continua cada vez melhor e que foi muito bem na faculdade. Você sempre foi uma guerreira e merece todos os louros desta vitória. Eu sou apenas um mero apoio. Nada mais do que isso.

      Amiguinha, gostaria de pedir-lhe para não sumir. Gosto da presença de vocês, pois podem ajudar outras pessoas, interagindo com elas e repassando-lhe força. Conto consigo! E continue POP!

      Beijos,

      Lu

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