SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO
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Autoria de LuDiasBH

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Dentre os transtornos de ansiedade está a cada vez mais conhecida Síndrome do Pânico (SP), que tem atemorizado as pessoas nas mais diferentes idades. De repente, a dita explode sem ser chamada, envolvendo sua vítima nos tentáculos do desespero e do medo, muitas vezes sem motivo algum, como se a pessoa torturada estivesse tendo um ataque cardíaco. A atrevida não respeita lugar ou ocasião. Se cisma de “baixar o santo”, não há reza que a faça mudar de trajeto. Acaba deixando o possuído totalmente amedrontado com a possibilidade de uma nova visita, gerando uma roda viva de tormento e terror. E pior, existem suspeitas de que, o fato de lembrar-se das crises de pânico tidas, pode gerar uma nova crise. O bom mesmo é jogar essa dama abusada no vale do esquecimento, jamais pensando nela.

A Síndrome do Pânico é também uma carcereira cruel e desleal, pois além de atormentar suas vítimas, ainda as aprisiona dentro de casa, numa aflitiva prisão domiciliar. É somente no próprio lar que as pessoas afligidas pela tirana sentem segurança, rodeadas pela família e paredes tão conhecidas. Imaginam as coitadas que a megera possa atacá-las, mal botem os pés na rua. Sozinhas e a céu aberto, elas julgam perder o controle, saírem correndo abiloladas, ou se espatifarem no chão, vitimadas por um infarto. Em razão disso, a Síndrome do Pânico afeta a vida de seus amedrontados servos tanto na escola, como no trabalho e nos passeios. Mas mesmo em suas moradias, os inocentes prisioneiros não se encontram a salvo, pois a opressora chega assim como o grande Zeus, conforme conta o mito da jovem e inocente Dânae.

E a dona Ciência, onde está que não põe um freio nessa criatura petulante, conhecida como Síndrome do Pânico? Verdade seja dita, é fato que ela tem trabalhado muito para combatê-la, mas ainda, coitada, nem sabe direito quais são as reais causas que levam a seu aparecimento. A Ciência enumera a genética, o estresse, o temperamento “destemperado”, propício ao estresse, e até mesmo o modo como a central de computação (cérebro) reage diante de certos acontecimentos. O mais difícil de entender, porém, é como essa fulana agarra suas vítimas, mesmo quando essas se encontram num “bem bom”, sem qualquer evidência de perigo. E, para maiores esclarecimentos, a dita gosta mais da proximidade com o “sexo frágil”, o que não significa que também não aprecie o contato com o “macho”.

O que se deve fazer para impedir uma visita tão indesejada? Alerta geral! Com ela não adianta botar a vassoura atrás da porta. Assim que houver indícios de que essa intrusa ronda por perto, deve-se procurar ajuda médica o mais rápido possível. Pois não adianta à vítima dar uma de valentona, uma vez que os ataques dessa “madama” são difíceis de controlar por conta própria, e a cada visita eles se tornam mais fortes e cruéis. Além do mais, se tal síndrome não for tratada, novas complicações podem surgir, comprometendo seriamente a qualidade de vida da pessoa, tanto no âmbito profissional quanto no social.

Para que as vítimas dessa aterradora figura possam ter um mínimo de alerta quanto à sua chegada, pois a mal-educada não envia aviso algum acerca de sua visita, saibam que ela poderá aparecer quando lhe der na telha, em qualquer horário do dia ou da noite, e em qualquer situação, até mesmo quando a pobre vítima encontrar-se na alcova, nos braços de Morfeu. Suas visitas, no entanto, não são longas, duram normalmente entre 10 e 20 minutos, que parecem eternos. Ela chega, dá o seu recado e pica a mula, deixando um rastro de impotência, medo e desespero atrás de si. Existem também casos em que alguns desses desalentarores sintomas cismam em delongar por uma hora ou mais, ainda que se bote sal no fogo.

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Nota: a ilustração é uma obra de  Munch – O GRITO

314 comentários sobre “SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO

  1. Maria Claudia

    Oi, Lu!

    A última vez te falei que estava tomando Bup e que me causou falta de emoções, então na consulta meu médico passou a Venlafaxina de 37,5 mg durante 1 mês e depois 75 mg. Ele disse que estava zerando meu tratamento e que não tinha data pra terminar, explicou que precisa entender como meu cérebro funciona, pois não tive boas respostas para um inibidor de dopamina e para um captador de serotonina (acho que é isso ou ao contrário, rs). Eu tomo a Venlafaxina pela manhã, e continuo com a Quet à noite.

    Os efeitos não estão sendo dos piores: dores de cabeça, certo tremor no início, tonteiras leves, visão um pouco turva, aumento de peso, alguns esquecimentos, pensamento meio confuso, sensação de aperto dentro da cabeça, mas nada de muito ruim. Já estou na dose de 75 mg por dia. Notei que continuo com sono, com desânimo, sem vontade e me sentindo exausta. Acordo com a sensação de que levei uma surra, com dores no corpo e principalmente na coluna. Isso acaba causando desânimo…

    A única coisa que notei de bom nos primeiros dias em que a dose foi aumentada, é que não senti mais ansiedade. As crises de choro cessaram, a angústia, o desespero, mas as emoções continuavam ali. Eu continuava sendo eu! Mas de uma semana pra cá a ansiedade parece querer voltar. Não fisicamente, mas mentalmente.

    Volto ao médico na primeira quinzena de junho e não sei se minha resposta está sendo o que ele esperava.
    Ah! E teve mais um efeito colateral, meus sonhos intuitivos, recados do meu inconsciente, sumiram. Só tenho sonhos sem nexo, confusos, sem pé nem cabeça. Confesso que isso me deixa frustrada. Fiz terapia junguiana durante um tempo, então sempre interpretei meus sonhos.

    Não tô nada feliz com essa troca de remédios e com o fato de que o desânimo não me larga. Sei que eu preciso fazer minha parte, a me ajudar, a me “empurrar”, mas não estou conseguindo.

    Saudades!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Maria Cláudia

      Existem organismos extremamente complexos que exigem um estudo mais elaborado do uso de medicamentos. O seu me parece ser um deles. Em casos assim é preciso muita paciência, persistência e otimismo. Infelizmente ainda não existem exames físicos que mostrem como o cérebro funciona diante deste ou daquele medicamento, embora haja muitas pesquisas caminhando para isso. Os médicos trabalham com erros e acertos. Não resta dúvida de que encontrará o melhor medicamento para o seu organismo. Não se desespere. O otimismo é a nossa melhor alavanca.

      Amiguinha, há muitos comentaristas aqui no blogue que tomam Venlafaxina e dizem se dar muito bem. Aguarde mais tempo para analisar o seu resultado. Quanto à ansiedade, procure trabalhá-la também com a meditação (temos um texto aqui sobre isso). Quanto aos sonhos, com o tempo eles se normalizarão, pois estão ainda sob a interferência do medicamento. Em tudo é preciso paciência.

      Estarei sempre torcendo por você. Sempre que precisar, bata aqui na nossa portinha virtual.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  2. Thaisa Nogueira

    Lu,
    primeiramente quero dizer que sou grata por você ser sempre tão solícita e amiga de todos, isso não tem preço! Gratidão em nome de todos!

    Estou tomando reconter(oxalato de escitalopram) 15 mg, há 45 dias. O início foi bem ruim, mas às vezes ainda sinto alguns sintomas físicos como taquicardia, e isso me leva a ter um medo de ter crises….piora na TPM. Você acha que ainda estou adaptando à dose com 45 dias já?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Thaisa

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, você não me disse qual o transtorno mental que a leva a tomar esse medicamento. Cada organismo tem o seu tempo próprio para adaptar-se ao medicamento, embora a maioria leve cerca de três semanas a um mês, há casos até de 90 dias. Você deverá voltar ao seu médico para que ele avalie a recepção do antidepressivo e inclusive da dosagem tomada. Pode ser que esteja baixa, possibilitando alguns sintomas ruins. Saiba também que o medicamento faz apenas 50% do tratamento, cabendo a outra parte à pessoa. Vou lhe enviar alguns liks de textos para ajudá-la. Continue em contato conosco.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  3. Mislania

    Oi, Lu!

    Há alguns meses comecei a sentir vários sintomas diferentes e fui muitas vezes para o hospital, achando que era taquicardia ou um derrame e muito medo de morrer. Sempre que eu era atendida, o médico falava que era estresse, mas esses sintomas começaram a ser frequentes, então procurei fazer exame do coração, procurei uma pneumologista porque eu sempre tinha minha respiração ruim. Os exames deram normais, então meu noivo começou a desconfiar que tudo isso era crise de ansiedade. Comecei a psicoterapia e a tomar o calmante PASALIX e me senti um pouco melhor. Mas “vira e mexe” as crises voltavam, então procurei novamente o médico e ele me passou ESCITALOPRAM. Nos primeiros dias senti uma angústia, tremores, algo como uma crise de ansiedade, mas logo passava, ainda estou no início, e estou tentando ser POP, e ficar boa logo.

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Mislania

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, conforme deve ter lido nos comentários, as crises de ansiedade, quando acompanhadas da Síndrome do Pânico apresentam sintomas semelhantes a um infarto. Não são poucos os que vão parar no hospital, onde fazem um rol de exames, dando tudo negativo. Embora a pessoa sinta um alívio com os resultados, o transtorno continua de modo que as crises se repetem, até que se comece a fazer o tratamento.

      Todo antidepressivo traz efeitos adversos que duram cerca de três semanas, mas após esse tempo os bons resultados começam a chegar. Nessa fase é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente), aguentando firme. Vou lhe indicar alguns textos que a ajudarão muito. Lembre-se também de que não se encontra sozinha. Volte sempre para nos dar notícia sobre como anda seu tratamento.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  4. Allan

    Olá, Lu!

    Estou tomando oxalato de escitalopram há 36 dias para ansiedade e estou ficando cada vez melhor. Confesso que há momentos em que meu pensamento fica acelerado, não sei se é por causa da dosagem de 10 mg. Os pensamentos negativos quase não existem, mas confesso que ainda tenho sensação de estar em um sonho, mas acredito que vai passar e logo estarei 100% ou o mais próximo disso!

    O começo é complicado mesmo, os primeiros 10 dias são terríveis, mas tudo vai voltando e aos poucos e a gente percebe que não estava bem fazia tempo. Segurando as pontas tudo dá certo.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Allan

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, depois de três semanas, os efeitos adversos desaparecem, embora algumas pessoas precisem de mais tempo. Quanto à sua dosagem, ela não está alta, sendo o que toma a maioria das pessoas. Os pensamentos negativos irão ficando cada vez mais espaçados até sumirem, mas saiba que todos nós temos tendência a ser mais pessimistas em certos dias, quer tenhamos transtornos mentais ou não. Os 100% buscados não existem, pois somos humanos e temos que conviver com os problemas e reveses da vida. A finalidade do antidepressivo é a de nos dar equilíbrio para resolvê-los. O começo é mesmo complicado, mas passada a tempestade começamos a ver luz no fim do túnel.

      Allan, continue direitinho o seu tratamento e só pare com o consentimento médico.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  5. Rene

    Olá, pessoal!

    Prossigo no tratamento para a denominada “crise de ansiedade” que estou vivendo desde o início desse ano. Muitas coisas têm me ajudado a superar este desafio, entre elas estão os ensinamentos do mestre Eckhart Tolle (autor do fundamental livro “O Poder do Agora”, Ed. Sextante ), caminhadas diárias e psicoterapia. Essa última comecei há um mês, pois percebi que apenas a medicação não estava sendo suficiente para trabalhar esta situação de vida. Desejo a todos muito entusiasmo, muita luz e muita presença nessa incrível jornada que é viver aqui e agora.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rene
      O mesmo desejo para você. Irei dar uma olhada no livro indicado. Parece muito bom. Muito obrigada!

      Beijos,

      Lu

      Responder
  6. Ana

    Lu
    Estou fazendo uso de escitalopram, 10 mg, pela segunda vez, tratando Tag. Estou com muito medo ainda. Sinto um incômodo no abdômen e estou apavorada! Me ajude!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ana

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, como você está tomando oxalato de escitalopram pela segunda vez, já sabe que no início do tratamento terá que passar pelos transtornos adversos que duram cerca de três semanas. Tal fase é mesmo angustiante, mas é preciso superá-la. Portanto, busque ficar tranquila e acreditar que logo começará a ficar bem. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Saiba que há muitas pessoas passando pelo mesmo que você. Vou lhe enviar uns links para ajudá-la.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  7. Henrique

    Lu!

    Eu tomei exodus durante 2 anos e meio, após crises de pânico, início de depressão e pensamentos horríveis, nesse período fui muito feliz mesmo, inclusive conheci uma pessoa maravilhosa e me casei. Tenho 24 anos e minha segurança era tanta que havia dias em que me esquecia da medicação.

    Minha psiquiatra e eu decidimos parar o medicamento gradativamente, mas após 10 dias de interromper o uso, tive crises de pânico e junto com vieram os pensamentos negativos de que jamais iria ficar bem. Como tinha medicamento em casa, fui orientado a voltar a tomá-lo no dia seguinte da crise.

    Hoje faz 6 dias que estou tomando e segunda vou começar com 20 mg. Estou tomando alprazolan pra controlar a ansiedade, mas meu medo de não ser feliz novamente é muito grande, pois modéstia a parte a minha vida é muito feliz, com tudo nos conformes, como trabalho por conta estou em casa neste período. Minha maior preocupação é o oxalato de escitalopram não fazer mais o mesmo efeito que antes, mesmo tendo ficado tão pouco tempo sem tomar e voltado em 10 dias. Sinto medo e estou ansioso que tudo possa dar errado!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Henrique

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família!

      Amiguinho, é muito comum a interrupção do tratamento achando que já se encontra bem, até que uma crise diz que é preciso dar continuidade ao mesmo. Isso acontece demais, pois não há um teste que nos prove que já não necessitamos mais do medicamento. Tanto o médico quanto o paciente trabalham com possibilidades. Não há nada de anormal nisso. Não são poucos os que vivenciam tal situação, como poderá ler nos comentários.

      Henrique, o retorno a qualquer antidepressivo traz efeitos adversos. O organismo, depois de se ver livre de tal substância, precisa de um novo tempo para adaptar-se a ela. É como se você estivesse iniciando o tratamento pela primeira vez. Esse desconforto dura cerca de três semanas, dependendo de cada organismo. Não se preocupe. O alprazolam é usado nessa fase para ajudar na contenção dos transtornos, depois deverá ser retirado.

      O “medo” faz parte da vida de todo ser humano como um meio de defesa, mas em nós, portadores de contornos adversos, ele se faz mais presente quando não estamos medicados ou na fase inicial do tratamento. Não dê atenção a ele. Mude o foco de seus pensamentos, quando ele aparecer. Faça algo diferente. Saiba que é unicamente fruto do momento que está vivendo e que a mensagem que passa é ilusória, mentirosa, sem nenhuma razão de ser. Eu sempre aconselho as pessoas a serem POPs (pacientes, otimistas e persistentes), vivendo apenas um dia de cada vez. Quem vive apenas o hoje não dá margem para esse monstrengo chamado “medo”. Faça isso, viva intensamente o hoje. Nada mais que isso e verá como o foco de seus pensamentos mudará. Tome a sua vida em suas mãos e não a entregue ao utópico destino.

      O efeito dos antidepressivos é prolongado. Eu já tomo oxalato de escitalopram há mais de cinco anos. Há casos em que o organismo não aceita esta ou aquela substância, quando o psiquiatra muda para outra. Há no mercado uma infinidade de antidepressivos cada vez mais modernos. Isso não é motivo de preocupação. Certo? Assim que passar esta fase de adaptação ao retorno do medicamento, tudo voltará a ser como antes. Você continuará feliz ao lado de sua amada, pois a nossa felicidade é feita de pequenos momentos e de agradecer por tudo que recebemos de bom. As pessoas cheias de gratidão produzem energia positiva que atrai mais energia positiva.

      Henrique, gostaria muito que lesse todos os artigos referentes aos transtornos mentais, presentes aqui no site, pois o conhecimento facilita o tratamento. Continue sempre em contato conosco. Quando se sentir precisando de ajuda venha para cá.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  8. Livia

    Oi, Lu!
    Como você sabe, eu já venho tomando escitalopram há 3 meses e meio, e há um mês aumentei a dose para 20 mg. Eu estava bem, mas desde ontem a ansiedade atacou. Hoje quase tive uma crise de pânico. Estou apavorada, com medo do remédio ter parado o efeito e da doença estar voltando. Só penso coisas negativas. Alguém passou por isso? Estou muito chateada e assustada!

    Beijos,

    Lívia

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lívia

      Acalme-se minha amiguinha POP. O antidepressivo jamais para de fazer efeito em tão pouco tempo. Tomo o oxalato de escitalopram há mais de cinco anos. Como aumentou a dosagem para 20 mg há apenas um mês, pode ser efeito do aumento da dosagem, pois algumas pessoas levam atém três meses para se adequar a uma mudança. Não se apavore, pois isso não é motivo para preocupação. Veja também se há algum problema que está a preocupá-la. Muitas vezes uma bobagem qualquer tira-nos do sério. Busque manter o equilíbrio e o otimismo. Quando suspeitar da possibilidade de ter uma crise, faça meditação e relaxe o máximo possível, sem oferecer nenhuma resistência. Caso ache que a tensão está aumentando, marque uma nova consulta com seu médico, mas lembre-se de que é preciso também mudar certos hábitos de vida. Muitos aqui já passaram por essas crises, como mostram os comentários.

      Amanhã irei postar um texto sobre os pensamentos negativos e espero que ajude a todos. Continue em contato conosco. Não se sinta só. Aguardo novas notícias suas.

      Responder
      1. Livia

        Querida Lu,

        Obrigada por sempre me acalmar. As minhas crises de pânico vêm com um desespero tão grande, que tenho medo sempre de cometer um desatino. Hoje, pra tentar tirar minha cabeça do momento, entrei no seu blog e te escrevi. Mas me deu uma tristeza muito profunda.

        Até dois dias atrás eu estava ótima! Vinha sentindo uma melhora tão grande que nem sei explicar. E essa crise de ansiedade me assustou muito. Me deu a sensação que a doença está voltando… você sabe que tenho uma viagem pra ir morar e trabalhar fora, e eu comecei a somatizar tudo, que não vou melhorar, que eu posso adoecer lá fora sozinha, e virou uma bola de neve dentro de mim. Até agora estou com aperto no peito e um nó na garganta.

        Enfim, comparo muito as situações. Antes da cirurgia, com a duloxetina, eu tinha 100% de resultado. Depois da cirurgia, mesmo associando o escitalopram com a duloxetina, não vejo isso. E fico procurando os 100%. A verdade é que não sei lidar com as crises. O estado de desespero em que fico me causa muito medo.

        Por último, a minha maior preocupação é não conseguir trabalhar. Ter que me afastar do trabalho. E sem contar que eu tenho vergonha dos transtornos mentais que tenho, então também me sinto mal pelo pessoal do trabalho ficar sabendo… sei que não é algo certo, mas as pessoas são tão pouco compreensivas neste assunto, e eu sinto vergonha de assumir a doença.

        Enfim, obrigada pela sua resposta tão prontamente. E, mais uma vez, seu blog me ajudou. Enquanto eu escrevia fui capaz de controlar a crise de pânico por desfocar dela. Obrigada por tudo, Lu. Espero, em breve, te trazer notícias melhores!

        Beijos,

        Livia

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        1. LuDiasBH Autor do post

          Lívia

          Você agiu corretamente ao tentar desfocar-se da crise. É exatamente isso que deve ser feito. Quando se oferece resistência, a crise torna-se mais forte. O fato de deitar-se, ouvir uma música, pensar em algo diferente ou escrever (como fez) é sempre a melhor saída. Depois que se toma consciência de que se trata apenas de uma crise de pânico, é preciso ir aprendendo a driblá-la. Mesmo eu, depois de anos e anos de oxalato de escitalopram, lá de vez em quando percebo que ela quer me fazer uma visita. Embora seja acessíveis aos meus visitantes, sou obrigada a bater a porta na cara desta senhora… risos. Lembro-me que da última vez em que ela quis dar a cara, eu fui bater papo com a vizinha (sem tocar no assunto). Poucos minutos depois, nem mais me lembrava do ocorrido.

          Esse desespero tem a dimensão do seu medo, pois é por ele alimentado. Quando não se pode lutar contra o inimigo num determinado momento, alia-se a ele. Passe, portanto, a diminuir a importância que dá a essa senhora indesejável. Diga-lhe: “Não vem que não tem! Já conheço todas as suas manhas”. Verá que ela passa a perder a sua importância e, consequentemente, vai perdendo a sua intensidade, pois, como disse, ela se alimenta de nosso pavor.

          Amiguinha, o nosso tratamento é assim mesmo, com altos e baixos. Precisamos aceitar isso. Haverá dias em que estaremos para baixo, como acontece com qualquer ser humano, independentemente de possuir uma síndrome mental ou não. Não pense que eu não passe por isso. Estava para baixo no final de semana (sinto-me abatida com os dias escuros e nublados). Fiquei o domingo praticamente deitada, vendo filmes. Na segunda-feira, levantei-me, tomei um banho da cabeça aos pés e retomei meus afazeres. Como vê, nossa luta é constante. E isso é bom, pois não nos acomodamos.

          Lívia, não busque por 100% de resultados. Isso é irreal, pois somos humanos. Aprenda a aceitar suas melhoras, ainda que oscilantes. Agradeça por cada dia vivido. Quando houver uma recaída, acredite que melhoras virão. Não jogue toda a sua esperança nos medicamentos. Também é necessário adquirir um novo olhar em relação ao transtorno, buscando e descobrindo saídas. Não faça dele uma muleta, mas um estímulo para o seu crescimento, pois o bastão da vida é seu. Não estou lhe falando de filosofia barata, mas de como eu ajo diariamente.

          O transtorno mental não é incapacitante. Isso só acontece quando não é tratado. Prova disso é a minha vida produtiva de revisora e escritora. Ri muito de um comentário de um amiguinho adolescente que, segundo disse, ao ver que eu era uma pessoa “normal” ganhou coragem para tomar o antidepressivo… hahahaha. Achei ótimo! Quanto à vergonha, ela irá sendo superada com o tempo. Não se preocupe com isso. No momento ideal você saberá falar sobre seu transtono. Tudo tem o seu tempo. Vai ver que a metade de seus colegas faz uso de antidepressivos… risos… inclusive o chefe.

          Lívia, viva apenas um dia de cada vez. Por que trazer para o presente as preocupações de uma viagem que ainda se encontra distante? Viva bem agora, aprendendo a domar suas emoções, trabalhando com o seu equilíbrio mental e tal problema não existirá no futuro. Para que buscar um fardo que não tem condições de carregar? Isso é uma forma de masoquismo. Veja o comentário de um dos nossos amiguinhos, com este mesmo problema seu, e cujo trabalho exige viagens constantes para o exterior. Agora mesmo voltou do México. Portanto, amiguinha, vamos combinar de viver apenas o hoje. Certo? Que tal escrever um diário para depois transformar em livro? Prometo fazer a revisão como presente. E olhe que você escreve muito bem!

          Um beijo no coração,

          Lu

  9. Vanessa Autor do post

    Lu
    Entro sempre no seu blog pelo Google e gostaria de tirar uma dúvida, se possível. Eu tomei durante dois meses o escitalopram manipulado, só que como não sabia que tinha que voltar uns dias antes na consulta para pegar a receita novamente fiquei um mês sem tomar o remédio. Você acha que se eu começar a tomá-lo agora vou passar por aquela fase ruim de novo?

    Desde já obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, os antidepressivos não podem ser comprados sem receita médica. Assim que a sua caixinha estiver acabando, deverá providenciar uma nova receita que qualquer médico (inclusive clínico geral) poderá lhe dar. Leve sempre a receita anterior e apresente-a. Pode ser até num Posto de Saúde.

      O retorno ao uso do antidepressivo depois de um tempo sem tomá-lo pode ocasionar, sim, transtornos adversos em algumas pessoas, mas, como o período que ficou sem tomá-lo é pequeno, pode ser que não sinta nada. De qualquer forma, como ainda não teve alta do medicamento, deverá voltar a fazer uso dele o mais rápido possível, para que não venha a ter uma crise. Certo?

      Grande abraço,

      Lu

      Responder
  10. Luiza Alves Mignot

    Lu

    Passando aqui para dar notícias sobre o meu tratamento e agradecer (sempre!) o seu carinho e apoio com todos, sem dúvidas o seu blog me ajudou muito e sempre que puder darei uma passadinha aqui para compartilhar e poder ajudar também.

    Estou indo para o 3º mês de tratamento com o Escitalopram e me sentindo outra pessoa. Minha vida ganhou mais sentido, e diferente de antes, quando estava com um imenso vazio, uma ingratidão com tudo e uma ansiedade desenfreada, hoje, sinto-me grata por cada respirada e cada dia vivido.

    Sou formada em Direito e apesar das pressões por todos os lados para que eu passe no Exame da Ordem e em concurso, eu não me sinto mais desesperada e ansiosa com o amanhã. Fiz o Exame da Ordem nesse domingo e não passei, fiquei triste, porém, já estou pronta pra continuar estudando e inclusive vou começar a fazer concursos, apesar de ter decepcionado bastante as pessoas em minha volta.

    Parece que nada mais me abala num nível grande (antes qualquer mínimo problema me fazia querer deixar de respirar). Por isso, eu aconselho a todos que estão passando pelo mesmo ou algo parecido: NÃO DESISTAM! Sejam POP! A vida tem muito a nos proporcionar e estar vivo é um milagre (apesar dos tantos males do mundo).

    Um grande beijo da Lu pra Lu!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Luiza

      Como é bom saber que está levando a vida à frente tal como deve ser: viver apenas um dia de cada vez. Parabéns por não mais se preocupar com a opinião dos outros e caminhar dentro do seu próprio ritmo. É assim que deve ser! O Exame para a Ordem você poderá fazer um sem conta de vezes, não sendo motivo algum de desânimo não ter passado agora. O principal “exame” é saber se você se encontra bem consigo mesma. Todo o resto não passa de complemento. Há muito tempo que que o tal QI (quociente intelectual) foi substituído pelo QE (quociente emocional). E é nesse caminho que devemos levar a nossa vida.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  11. Rebeca Peixoto

    Oi, Lu,
    espero que esteja tudo em paz com todos vocês! Venho aqui novamente buscar uma informação, já que sempre recebi apoio neste querido blog. Faço uso do escitalopram e precisei extrair um dente, portanto estou tomando antibiótico (amoxilina) e desde então sinto uma coisa muito ruim, uma fadiga, falta de vontade de tudo, assim como quando tinha minhas crises de pânico ou fobia social. Você teria alguma informação sobre o efeito desse remédio, se há interação? Eu estava me sentindo tão bem, ativa … Agora fico só deitada, morrendo de sono. Estou com medo do efeito do remédio. Obrigada desde já.

    Beijos no coração!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rebeca

      Eu nunca ouvi falar que houvesse interação entre o oxalato de escitalopram e antibióticos. Inclusive faço uso desse mesmo medicamento e, ao fazer transplante de um dente, também tomei antibiótico, sem ter qualquer problema. Penso que pode ficar tranquila quanto a isso.

      Dê-me notícias suas.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  12. Elaine Chapani

    Oi, Lu,
    tenho síndrome do pânico há três anos, eu me tratei e achei que estava curada. Parei com os remédios e depois de uma crise voltei a me tratar. Há três meses estou tomando escitalopram, estava muito bem, mas esses dias tive uma crise, quer dizer acho que foi uma crise, fui parar na emergência do hospital. Acharam que era infarto, a pressão subiu e os batimento foram para 140. O primeiro eletro deu alterado, mas os outros que fiz não deu nada, mas estava com dor no peito.

    Depois de tantos remédios, senti um gelo subindo pelas pernas e quando chegou na cabeça começou a queimar os olhos e a garganta. Será que é pânico? Será que o remédio parou de fazer efeito? Faz 5 dias hoje e ainda sinto essa dor no peito e uma angústia. Medo de dar de novo.

    Será que vai passar? O que devo fazer?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Elaine Chapani

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, fique tranquila, pois todas as pessoas acometidas pela síndrome do pânico correm para o hospital achando que estão tendo um ataque cardíaco, uma vez que os sintomas são bem parecidos. Você fez os exames e esses mostraram que está tudo bem, portanto, não há o que temer. Mesmo o primeiro exame que deu alterado, pode ter sido em função de sua crise de pânico. Essa dor no peito pode ser, também, consequência do próprio transtorno mental que também traz no seu bojo alterações físicas, assim como pode estar aliada à sua angústia.

      Elaine, tudo o que me disse leva a crer que tenha tido um forte ataque de pânico (leia os comentários e veja como é comum isso acontecer). O nosso organismo, com o tempo, vai se acostumando, sim, com o antidepressivo. Já passei por muitos (tomo oxalato de escitalopram atualmente), mas como o seu ainda se encontra muito recente, pode ser que a dosagem esteja baixa. O melhor a fazer é retornar ao seu psiquiatra e conversar com ele. Fique tranquila, pois logo estará bem. É comum também carregar esse “medo” de a crise aparecer de novo. Todos passam por essa situação. Se ela reaparecer, apenas se deite e procure relaxar. Não ofereça resistência. Vá respirando fundo e calmamente…

      Amiguinha, você não se encontra só. Agora tem uma grande família. Venha todo dia para cá. Estamos ao seu lado. Nada de angústia… Vou lhe passar uns textos que quero que leia. Eles irão ajudá-la muito.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Samuel

        Olá, Lu!

        Estou lendo os depoimentos aqui há mais de uma hora.

        Tive uma síndrome do pânico quando dormia, na noite do meu aniversário. Cheguei a desmaiar rapidamente com a pressão 8/5. Fiz todos os exames e tudo deu normal. Fui ao psiquiatra e iniciei o tratamento com ESC. O meu psiquiatra me orientou a tomar gradativamente. Ele me receitou também 0.25 de aprazolam, porém, meio comprimido de manhã e meio a noite. No momento alcancei 5 gotas do ESC, com mínimo efeito colateral. Porém à noite, quando tomo o alprazolam, começo dormindo bem e no meio da noite já acho que é de manhã e ainda são três horas. Imagino que o aprazolam esteja me deixando sozinho no meio da noite.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Samuel

          Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinho, é muito importante ler todas as informações relativas ao seu transtorno mental, pois quanto mais bem informado, melhor compreenderá e se tratará. Além do mais, saberá que não se encontra sozinho.

          Você não me disse quando iniciou o tratamento, mas pelo que já leu, sabe que demanda alguns dias, após iniciá-lo, para que seu organismo encontre o equilíbrio. O oxalato de escitalopram é um antidepressivo que vem sendo muito receitado pelos médicos, obtendo as pessoas uma boa resposta. Quanto ao alprazolam que funciona como um ansiolítico, deve ser tomado apenas na fase inicial do tratamento. Assim que passar a fase difícil é bom ir diminuindo a dosagem até parar completamente. Este medicamento não pode ser tomado por muito tempo, porque vicia e traz outros problemas. Penso que o fato de acordar no meio da madrugada deve-se ao oxalato de escitalopram. Assim que atingir a dosagem total indicada pelo psiquiatra, tendo passado pelos efeitos colaterais, o seu sono voltará com qualidade. Neste momento é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente).

          Samuel, venha sempre conversar conosco acerca de como anda o seu tratamento. Estamos torcendo por você.

          Abraços,

          Lu

        2. Samuel

          Obrigado, Lu!

          Admiro seu empenho e atenção a todos. O aprazolam, eu estou tomando a metade da menor dose que existe. Sigo meticulosamente as orientações do psiquiatra.

          Deus abençoe a todos.

  13. Lucas

    Lu
    Conheci seu site esta tarde quando estava procurando por informações sobre o escitalopram que estou tomando, me identifiquei muito com as histórias e comentários de todos aqui, fiquei na dúvida se deveria ou não compartilhar minha experiência com vocês também, até que agora resolvi falar um pouco, afinal, talvez ajude alguém passando pelas mesmas situações.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lucas

      Transformei seu comentário num texto que será publicado na página principal em DEPOIMENTOS. Deixarei lá a minha resposta, após sua publicação.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  14. Eugênio Autor do post

    Lu

    Desde meus 18 anos sofro de pânico, ansiedade e depressão severa. Passei por vários médicos e usei várias medicações e, quando me senti bem, achando que estava curado, abandonei a medicação por conta própria e aí vieram, após 2 anos, crises mais fortes. Hoje só consigo andar se tomar rivotril e as crises não passam. Procurei ajuda e devido os efeitos colaterais perdi o emprego, vida social e sexual. Hoje estou com 49 anos e os problemas só vêm aumentando devido à idade ou me deixando de lado para cuidar de meus pais idosos. Ganhei hipertensão, colesterol , triglicerídeos, ácido úrico e pré diabetes. Jesus! São muitas medicações e sei que se a cabeça não está bem o resto só tende a piorar.

    Apesar de estar tomando remédios e fazendo dieta para os problemas acima mencionados, resolvi também cuidar da cabeça (pânico, ansiedade e depressão ) e me receitaram escitalopram 15 mg a começar com meio comprimido. Meu medo é acrescentar mais um medicamento diante de todos os outros. O médico disse que sem problemas. Preciso me reencontrar mentalmente e fisicamente para cuidar de meus pais. Estou desesperado, sem apoio, sem poder simplesmente exercer tarefas fáceis para os que não tem esses problemas como ex: escovar dentes, tomar banho, fazer barba, enfrentar fila sem que a maldita ansiedade me deixe fazer. Desculpe texto grande. Tentei resumir o máximo.

    Beijos e luz a todos!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Eugênio

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, lidar com os transtornos mentais não é fácil para ninguém, mas podemos começar aceitando que necessitamos de tratamento. Este é o maior e mais importante passo. Todo o resto é questão de tempo. O que tem atrapalhado as pessoas vitimadas por tais transtornos é a falta de informação. Um problema que avança em todo o mundo, que chegará a ocupar o pódio de número 1 até 2030 merecia maior divulgação por parte dos governantes, sendo veiculado em toda a mídia. Por isso, muitos paralisam o tratamento sem um parecer médico, enquanto a maioria não busca ajuda médica, achando se tratar apenas de uma tristeza passageira. Somente quando as crises passam a incapacitar o doente é que a ajuda médica é buscada, depois de muito sofrimento desnecessário. E os médicos também pecam ao não explicar direitinho aos pacientes, dando-lhes informações de suma importância sobre essa doença. Aqui neste espaço tentamos suprir estas falhas, dando um pouco de suporte emocional e informações aos que aqui chegam diariamente.

      Ao que me parece, você procurou ajuda médica, ficou bom, parou com a medicação e somente agora retorna ao tratamento. Como não possível mexer no passado, quero cumprimentá-lo pela busca de tratamento. Parabéns! Ninguém merece viver sofrendo, quando pode encontrar ajuda. Vida para frente. É muito importante cuidar da cabeça, pois se ela não vai bem todo o resto desanda. A depressão (quase sempre recorrente) traz em seu bojo uma série de doenças. Por isso, precisa ser tratada com urgência.

      Amigo, não há porque ter medo de tomar o antidepressivo. Ele lhe fará muito bem, oferecendo-lhe melhor qualidade de vida. Somos um batalhão a tomá-lo. Se o seu médico diz que não há interação com outros medicamentos que toma, não há porque ter receio. Não se assuste com os transtornos iniciais que duram cerca de três semanas. Eles são normais. Depois verá a luz no final do túnel. O oxalato de escitalopram é um dos antidepressivos mais receitados em todo o mundo (eu mesma faço uso dele). Pode tomá-lo sem medo. Gostaria que nos escrevesse sempre falando como anda seu tratamento.

      Eugênio, você não se encontra mais sem apoio, porque nós, seus novos amigos, estamos aqui. Nós estaremos aqui todos os dias, prontos para ouvi-lo. Essa apatia e incapacidade de fazer as coisa são provenientes de sua depressão. Ao conter a ansiedade, verá como as coisas irão melhorar. Vá com calma. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Muitos aqui chegam em estado pior que o seu e hoje já se encontram bem, após o tratamento. Melhorando a cabeça (o processador do corpo) tudo irá melhorar, a começar pelo rol de doenças citadas por você, muitas delas oriundas de seu transtorno mental. Muitos não têm ideia do quanto a depressão incapacita o doente.

      Amigo, em qualquer que seja a nossa idade, faz-se necessário dedicarmos um tempo a nós mesmos. Só podemos cuidar dos outros na medida em que nos amamos e cuidamos de nós. Fora disso é impossível, pois, se estivermos murchos por dentro, nossos afetos também serão tristes e vazios. Além disso você está muito jovem (é um gatinho… risos), cheio de amor para dar e com um espaço imenso para ser preenchido. Os seus cuidados com seus pais merecem aplausos, mas tenho a certeza de que eles também querem vê-lo feliz.

      Eugênio, quando escrever aqui, não se preocupe em resumir. Deixe a sua alma ditar, pois isso alivia o coração. Mais uma vez quero lhe dizer que não se encontra só. É um de nós. E todos nós já o amamos. Caiu aqui… é afeto de todo lado… risos. As pessoas são muito afetivas e generosas. Escreva quantas vezes quiser e o quanto sentir vontade.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  15. Elaine

    Oi, Lu e pessoal,

    faz um tempinho que eu não escrevi aqui, mas estou sempre lendo os novos comentários.

    Vou contar um pouco do que tem acontecido comigo depois de sete meses de tratamento com o escitalopram. O remédio perdeu totalmente o efeito sobre meu organismo,comecei a sentir tudo de novo, as crises voltaram tão ou mais fortes que antes, uma canseira sem limites, já faz três meses que tenho formigamento e choque nos pés e nas pernas, perdi 13 quilos, passei do manequim 42 para o 36, desenvolvi um transtorno alimentar, não consigo comer (como às vezes uma refeição o dia todo), não sei mais o que fazer, comecei a perder os movimentos das pernas, agora ando arrastando uma das pernas e o médico só sabe dizer que é estresse.

    Agora comecei a tomar o velija, faz uns cinco dias e tenho me sentido muito mal. Acordo vomitando, tenho crises, só ontem tive mais de quinze, meu peito dói e não consigo respirar direito, fico tossindo pra que o ar volte. As coisas não tem sido fáceis, continuo lutando contra tudo isso. Esse ano pode ser meu ano de formatura, estou tentando não deixar que isso me atrapalhe, mas alguns dias vou pra faculdade e não consigo ficar até o final das aulas e tenho que vir pra casa.

    A cobrança das pessoas pra que a gente melhore é o pior, como se fosse mágica e tudo pudesse sumir, não é tão fácil assim, bem se fosse. Tem dias que fico perdida, a tontura me deixa aérea, pensamento longe, olhar distante, parece que não estou aqui. No final das contas fico no aguardo pra ver o que vai acontecer, continuo com fé que Deus vai me ajudar. Queria saber se alguém aqui toma velija e quais são os sintomas mais comuns, porque estou meio assustada com tantas crises e essa dor no peito.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Elaine

      Minha querida, é normal que, após um determinado tempo, nosso organismo se acostume com a substância principal do antidepressivo usado. Isso me aconteceu muitas vezes, inclusive quando eu tomava fluoxetina, antes de passar para o oxalato de escitalopram. Quando isso acontece e a dosagem encontra-se baixa, o médico costuma aumentá-la, mas, quando já se encontra alta, ele precisa mudar para outro antidepressivo, muitas vezes usando até mesmo dois medicamentos. Portanto, isso não é motivo para ficar assustada. O bom é que, com um novo antidepressivo poderá não ter esta predisposição para emagrecer (algumas pessoas emagrecem e outras engordam com o oxalato de escitalopram), recuperando os quilos perdidos (com esse também existem as duas probabilidades: engordar ou emagrecer), mas não se esqueça que deve se esforçar, fazendo a sua parte na alimentação. Se não come, aos transtornos adversos causados pelo medicamento se juntarão outros mais, inclusive anemia profunda. Peça seu médico para lhe passar um complemento alimentar. Existem muitos no mercado, como a conhecida Sustagem. Pode também tomar um estimulante do apetite, não fique sem se alimentar.

      Embora o estresse de formatura não seja fácil, trazendo muitos problemas de saúde, é bom estar atenta aos problemas mentais, pois os problemas descritos por você são mais sérios. Posso perceber através de seu comentário que não se encontra satisfeita com seu psiquiatra. Que tal procurar um segundo para ter mais informações? Se não está achando o profissional competente para cuidar de seu quadro, não tarde em buscar outro. A maioria das pessoas faz isso. É preciso olhar o que está acontecendo com sua perna (não sei a sua idade, mas pode ser osteoartrite). Os transtornos mentais podem nos transformar em farrapos humanos, quando não tratados devidamente. Estarei aguardando a sua ida a um novo psiquiatra.

      Amiguinha, não ligue para a cobrança das pessoas. Ninguém fica doente porque quer. É tudo muito doloroso, já falamos sobre isso em alguns textos aqui neste espaço. O que não pode é ficar parada sem buscar apoio médico. No meu entendimento você se encontra num profundo quadro depressivo, o chamado “transtorno depressivo maior”. Confie em Deus, mas trabalhe para que sua melhora aconteça. A fé (sem a sua obra) não tem valia alguma. Quanto ao novo medicamento, trata-se de um antidepressivo (cloridrato de duloxetina), também muito usado. Você poderá ler mais sobre o mesmo, inclusive sobre os efeitos adversos em https://www.bulario.com/velija/

      Elaine, por que não nos procurou há mais tempo? Não sofra calada, menininha! Quero notícias suas sempre, até ficar boa.

      Grande abraço,

      Lu

      Responder
    2. Dudu

      Lu

      Tomo escitalopram desde 2007.

      Depois de ler o livro sobre a máfia dos remédios, concluí que talvez nunca consiga parar, porque ao contrário do que pensava, vicia e é quase impossível parar e que cria a doença pela qual a pessoa está tratando. Já tomei quase todos que existem desde o ano de 2000 e não me sinto melhor ou pior que antes da primeira vez q tomei. Agora fazer o desmame e tentar parar é uma tarefa quase impossível porque no caso o antidepressivo muda a estrutura do cérebro. Sinto-me num beco sem saída ao ter iniciado o uso de antidepressivo. Faixa preta já me livrei há uns 9 anos e era um estresse na minha vida! Vivia cansada e com sono. Durante muito tempo me achei estável com o escitalopram porque achava que faltava serotonina no cérebro. Hj já acho que estou tolerante a ele. Tentei trocar e fiquei muito ruim. Nem sei mais o que fazer em relação a tudo isto. Não me sinto mais bem e também sou uma múmia emocional.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Dudu

        Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

        Amiguinha, caminhando os Transtornos Depressivos para ocuparem o primeiro lugar no pódio até 2030 e estando hoje entre as doenças com maior incidência, a literatura médica tem sido cada vez mais especializada no assunto. Não se trata de um faz de conta, como muitos imaginam. A depressão é uma doença seriíssima, pois traz no seu bojo muitas outras, além de poder levar o doente ao suicídio, sendo hoje uma das maiores causas de tal comportamento fatal. Portanto, quero alertá-la para certas leituras no que diz respeito aos transtornos mentais, pois, o alerta da associação médica mundial, atualmente, é para que o profissional não minimize os sintomas, fazendo com que o paciente ache que se trate de algo à toa, mas que o trate com a maior seriedade possível.

        Dudu, eu posso lhe falar de cadeira sobre transtornos mentais, pois a depressão é hereditária em minha família pelo lado materno, vindo, até onde se sabe, desde minha bisavó. Para ser mais direta acerca da minha árvore genealógica, essa herança passou por minha avó, minha mãe, chegando até mim. Isto sem falar nos inúmeros tios e primos. Para você ter uma ideia, minha amiga, perdi uma tia há três anos por ter se recusado a viver, numa espécie de suicídio lento: recusava comer, tomar medicamento, sair da cama… Também tive um primo que cometeu suicídio. Todos depressivos. Por isso é preciso ter muito cuidado com o que lê acerca do assunto, buscando apenas fontes sérias, amparadas por pesquisas médicas.

        Os antidepressivos foram uma luz no fim do túnel para as vítimas de transtornos mentais. Quem não acredita, basta ler como viviam essas pessoas em tempos atrás, sendo chamadas de loucas e, muitas vezes, jogadas em verdadeiros depósitos humanos, os manicômios e sanatórios (ver artigo aqui no blog: A LOUCURA NA IDADE MÉDIA). Também já passei por um sem conta de antidepressivos. Sempre que um perde o efeito, pois o organismo se acostuma, passo para outro. Em contrapartida, levo uma vida normal, sou produtiva (escritora) e tento ajudar outras pessoas que também sofrem com o mau funcionamento dos neurônios. É fato que a Ciência ainda não encontrou uma resposta exata para o problema, pois são muitos os fatores que conduzem às doenças depressivas, contudo, não podemos negar que a vida de um paciente depressivo hoje é infinitamente melhor do que em tempos atrás. Isso é inegável.

        A máfia dos remédios existe,sim. Todos sabem disso, pois já foi denunciada várias vezes, assim como foram denunciados laboratórios e médicos. Em razão disso, é preciso buscar profissionais sérios, comprometidos com o paciente. O que não se pode é colocar todos na mesma gamela. Há um profissional muito sério no mercado com livros sobre os transtornos mentais: Dr. Augusto Cury (seus livros estão em todas as livrarias e custam muito pouco) que dá excelentes informações.

        Dudu, não é por existir a máfia dos remédios que podemos abrir mão dos medicamentos. Nosso cérebro adoece assim como qualquer outro órgão de nosso corpo. Se seu rim ou coração está doente, você deixaria de tomar remédios por que leu sobre a máfia dos remédios? Claro que não! A negação das doenças mentais já ficou num passado remoto. Quanto ao medicamento faixa preta (ansiolítico), ele deve ser tomado com cuidado e por um curto espaço de tempo, pois realmente vicia, mas as pesquisas médicas negam que o antidepressivo vicie. Tanto é fato que eles perdem o efeito, mudando a pessoa para outro com uma substância totalmente diferente (são inúmeras as substâncias com que são feitos). Outro fator que nos prova isso é que, muitas pessoas tratam o transtorno, fazem o desmame e ficam anos e anos sem o medicamento, mas, como tais doenças são reincidentes na maioria dos casos, acabam voltando ao tratamento. Outra coisa, o antidepressivo não muda a estrutura do cérebro, mas apenas contribui para o rearranjo dos neurônios que estavam trabalhando mal. Apenas isso. O mesmo acontece com qualquer órgão corporal que esteja funcionando mal, ao receber o medicamento.

        Amiguinha, se ainda não encontrou uma reposta eficaz para o seu tratamento, aconselho-a a buscar um bom profissional, repassar para ele, além do que sente, sua preocupação com os medicamentos. Talvez seu tratamento também precise estar atrelado à psicoterapia. A função dos antidepressivos é nos permitir uma vida com qualidade e não nos transformar em múmias. Há alguma coisa errada com o seu tratamento. Saiba também que o início com qualquer antidepressivo traz crises sérias, mas que passam após cerca de três semanas. Busque outro especialista o mais rápido possível. No que precisar, estaremos aqui. Poderá contar conosco.

        Leia: A LOUCURA NA IDADE MÉDIA
        Um grande abraço,

        Lu

        Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Resende

      Seu comentário foi transformado num texto para ser postado na página principal. Respondê-lo-ei lá.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  16. Rene

    Oi, Lu e pessoal!

    Hoje venho em um tom de desabafo. Estou há 40 dias tomando. Tenho poucos efeitos colaterais físicos a essa altura, que incluem boca seca, taquicardia, dormência na perna e braço do lado esquerdo, bocejos, nó na garganta, pressão no peito, desconfortos no sistema digestivo, pressão na cabeça, tensão muscular (nuca, pernas, às vezes no pé esquerdo). No nível das emoções, ainda sinto alguma instabilidade, ansiedade, pensamentos negativos, às vezes angústia, sensação de que vou perder o controle, por assim dizer. Como disse em outras postagens, cada vez sinto menos esses efeitos. Tem dias que eles não aparecem. Mas em outros, aparecem um pouco mais fortes. Às vezes é difícil de lidar. Na semana passada tive uma crise, depois de tempos sem ter nenhuma. Não foi tão forte, mas fiquei um pouco assustado com a intensidade. Fiz o exercícios que conheço de respiração, fiquei a testemunhar os meus pensamentos e assim foi passando. Mas tive que tomar um lorazepam pra dormir. Ontem tive o início de uma crise, que foi bem menor que anterior. Estava com a respiração alta (peito cheio de ar), com dificuldade de engolir e a boca foi ficando muito seca, o coração foi acelerando. E tinha passado o dia super bem, tranquilo, nada de exaltações. Confesso que nesses momentos, ainda sinto uma certa frustração, mas tento relembrar da chave da superação da crise que é justamente a aceitação do momento como ele é. Sem isso, não dá nem pra começar. Começo a amarrar mil histórias do meu passado remoto, surgem lembranças ruins, traumas recentes e passados, e tudo se torna, automaticamente, uma grande armadilha mental. É preciso ter paciência mesmo. Estar alerta sempre. E confiar na vida.

    Desejo a todos que passam por essa e outras experiências muita coragem, pois sei que todos nós estamos conseguindo superar essas situações tão desafiadoras, mesmo que seja só um pouquinho, a cada momento.

    Paz no coração de todos vocês!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rene

      A conclusão a que chego é que a sua dosagem de cloridrato de escitalopram (10 mg) está muito baixa para o seu caso, incapaz de conter os sintomas de seu transtorno. Talvez seja por isso que as crises de ansiedade não estejam sendo contidas. Você deverá voltar ao seu psiquiatra, repassar para ele tudo o que está sentindo (leve escrito para não se esquecer). Essas oscilações são normais no início do tratamento, pois alguns organismos levam um tempo maior para se adequarem à dosagem necessária. É preciso continuar tendo paciência, otimismo e persistência. Estarei aguardando novas notícias. Não deixe de retornar ao seu médico.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  17. Alexandra Carvalho

    Querida Lu,

    Já não sou marinheira de primeira viagem, nem aqui no Vírus da Arte, nem nesta ‘dança’ da depressão e dos transtornos de ansiedade/pânico, mas, por esta altura, os meus comentários já se devem ter perdido nas areias do tempo.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Alexandra

      Seu comentário está sendo preparado para ser postado como texto, na página principal do blog.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  18. Rene

    Lu e pessoal!

    Hoje completei 30 dias tomando 10 mg do oxalato de escitalopram. Dos sintomas adversos que tive ainda restam alguns, em menor intensidade, como bocejos (não é sono), sensação de nó na garganta (uns dias mais, outros menos) e algumas cismas que estão diminuindo. Também sinto desconforto no estômago, que afeta um pouco o sistema digestivo. Acordo algumas vezes um pouco acelerado, com muitos pensamentos, mas vai passando. A ansiedade ainda aparece, embora menor e por menos tempo, mas não tenho tido crises. Enfim, tenho uns dias melhores que outros, mas sinto melhora geral.

    Relatei isso ao psiquiatra nessa semana e ele me sugeriu dividir o comprimido de 10 mg em duas partes, tomar metade de manhã e outra à noite, na tentativa de reduzir os efeitos causados pelo aumento da dosagem.

    Lu, na sua experiência, você acha que vale a pena tentar isso? Ou é melhor deixar como está e aguardar mais uns dias pra ver se passa? Só tenho receio de, ao tomar à noite, prejudicar mais o sono. O que você acha?

    Obrigado sempre pela sua atenção e generosidade!

    Um abraço!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rene

      Se a sua melhora tem sido progressiva e os efeitos adversos regressivos, penso que deveria esperar mais uma ou duas semanas tomando o medicamento como está. Sem falar que ao tomar apenas uma vez ao dia, você corre o risco de não se esquecer. Caso persistam os efeitos ruins e estejam a incomodá-lo, experimente a sugestão médica. Sugiro que também tome três ou mais xícaras de chá (camomila, erva-cidreira, erva-doce ou melissa) ao dia, pois além de funcionarem como calmantes, também agem no sistema digestivo. Ao deitar-se, tome um copo de leite morno, pois ajuda no sono.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  19. Crisneide Autor do post

    Lu,
    estive no psiquiatra hoje depois de 15 dias tomando o Esc e sem ver resultado de melhora. Ele mudou pra depois do café, tomar 1 e depois do almoço outro,totalizando 20 mg e na hora de me deitar tomar zolpidem. Quando tiver com pânico tomar rivotril de 0,25. Você conhece esse zolpidem e o rivotril, pois pra mim são novos e estou meio assustada.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Crisneide

      O oxalato de escitalopram é um antidepressivo muito receitado pelos médicos atualmente. É normal o fato de ainda não estar sentindo melhoras, pois ela acontece, normalmente, após três semanas de uso do medicamento. É preciso um pouco mais de paciência. Quanto ao zolpidem, trata-se de um remédio para insônia e o rivotril é um ansiolítico para as crises. Assim que estiver se sentindo melhor, seu médico deverá suspender o rivotril. Pode tomá-los sem susto, pois muita gente aqui faz uso dos mesmos.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  20. Sirlei Autor do post

    Oi, Lu!

    Eu nunca tinha tido depressão, mas em agosto passado comecei a ficar mal com tristeza, uma agonia, vontade de só dormir,parece que nada mais tinha sentido. Depois de uns 2 meses fui no médico e ele me encaminhou para um psiquiatra que me passou uns remédios. Hoje tomo esc de 20 mg e deve de 50 mg, mas mesmo assim ainda não me sinto bem, parece que isso nunca vai passar. Há 4 meses melhorei um pouco, mas ainda não estou bem… continuo triste.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Sirlei

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se bem neste cantinho.

      Amiguinha, convivendo com a depressão desde a minha adolescência e vindo de uma família portadora de tal síndrome, sei muito bem como se sente. Saiba, contudo, que além dos medicamentos (precisamos aprender a conviver com tal transtorno, como fazem as pessoas com problemas diabéticos, cardíacos, tireoidianos, de lúpus, etc.). Os medicamentos são responsáveis 50% pela nossa melhora, mas a outra parte cabe a nós.

      Sirlei, as pessoas depressivas (como nós) são extremamente sensíveis de modo que, além do transtorno ainda têm dificuldades em lidar com a vida, pois tudo as agride. O que passa despercebido àqueles que não têm esse problema, a elas é visível, machucando-as, mas em compensação são as mais artísticas. Você poderá ver tal exemplo nos grandes gênios como Van Gogh, Munch, Lautrec e muitos outros (ver a história deles aqui no site).

      O que necessitamos, amiguinha, além dos medicamentos, é aprender a lidar com a vida de um jeito que não nos machuquemos tanto. Não podemos continuar sendo uma esponja que absorve a maldade do mundo, pois somos impotentes diante de tanta danação. Temos que convergir essa nossa dor e consequente tristeza para algo que nos traga alegria. No meu caso, passei a escrever e faço trabalho de voluntariado, além de estar sempre fazendo uma reflexão sobre o meu modo de agir diante das coisas que me entristecem (ver texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA).

      Sirlei, a depressão é recorrente (quando não é traumática, ou seja, ocasionada por um trauma), mas tais períodos ruins passam, sim, contudo, precisamos mudar o nosso modo de viver e sentir a vida. A primeira coisa é esquecer o passado e não ficar pensando no futuro, vivendo apenas o presente, mas um dia de cada vez. O que nos importa é o hoje e é nele que temos que investir. Necessitamos, sobretudo, de tornar nosso fardo mais leve, não levando tudo a ferro e fogo, sendo mais tolerantes com os outros e com nós mesmos. Precisamos olhar com olhos de ternura as pequenas coisas e não sermos tão exigentes e perfeccionistas, o que nos traz um grande vazio diante de nossa impotência para mudar as coisas.

      Sirlei, saiba que somos muitos nesta caminhada. Você não se encontra só. Terá aqui uma carinhosa família. Venha sempre nos visitar e falar de seu dia a dia. Será um motivo de grande alegria tê-la ao nosso lado. Juntos, somos fortes! Aguardo seu retorno.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Dea

        Oi, Lu!

        Somente agora descobri e aceitei essa doença como hereditária e estou tentando me tratar. Até então era uma super mãe e advogada “arretada” que hoje “baixou sua bola”com tantos episódios de surtos que passam para a esfera física: ondas de calor intensas e sentidas sempre num momento de nervosismo com algo externo, dores em ambas as mãos, hipertensão, secura na boca, extremo cansaço sem esforço, intolerância no dia a dia e insônia crônica vivida desde a adolescência…

        Neste seu texto eu me identifiquei muito. Só não comecei as consultas com o psicólogo porque não encontrei um que atendesse o plano. Fui pela primeira vez ao psiquiatra há 15 dias, mas sem sucesso (nada conversou nem se interessou por meu caso, se limitando a receitar luvox que sequer tive coragem de comprar devido aos diversos comentários lidos na net). Enfim, penso que já foi um avanço para mim, aceitar-me como doente e ter encontrado esse seu site bem específico mais ainda.

        Obrigada pelo esclarecimento benéfico ao meu problema (irritabilidade, hiper sensibilidade à vida, dores físicas sem diagnósticos, falta de ar repentina, dificuldade de expressar o pensamento, medo do futuro, desânimo, necessidade de aprovação, sentimento repentino de inferioridade, muito choro, abandono a minha profissão de advocacia exercida há 30 anos).
        Encontrei um “cantinho” como você mesma diz.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Dea

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, diz um velho ditado que, quando a vida nos oferece um limão, dele devemos fazer uma limonada. É importante que você tenha aceitado o seu transtorno mental, pois este é o primeiro passo para a eficácia do tratamento. Saiba que você continua sendo uma mãe “arretada” e com a bola para cima, apesar das crises de pânico. Sempre digo que somos guerreiros e guerreiras POPs para aguentar todos esses reveses. Não somos de deixar a peteca cair. Podemos até curvar, mas como o pequeno bambu da fábula, voltamos a ficar de pé, qualquer que seja o vendaval.

          Realmente existem alguns médicos que são uma merda, nada acrescentando à nossa vida. O bom é que podemos jogá-los no esquecimento e partir em busca de um melhor, pois existem aos montes. Penso que antes de fazer uma terapia deverá passar por um psiquiatra, apesar do desencanto com o primeiro. Alguns comentaristas aqui dizem tomar luvox, mas eu nada conheço sobre este medicamento.

          Dea, não se sinta só, pois nós formamos uma grande família em que uns ajudam os outros. Tenho a certeza de que logo estará bem. O que não pode é ignorar o tratamento, pois as crises só tendem a ficar mais agressivas. Você já ficou tempo demais sem buscar ajuda médica. O importante agora é estabilizar o seu emocional. Conte conosco! Aguardo mais notícias suas.

          Abraços,

          Lu

  21. Iza Santos

    Lu

    Estava procurando respostas sobre o Esc e encontrei o seu site. Li muitos comentários e respostas, mas ainda assim a minha preocupação continua.

    Estou incluída no rol das ansiosas. Por causa de uma gastrite enantematosa persistente que tenho há anos e refluxo gastroesofágico, o gastro me encaminhou ao psiquiatra, achando que a ansiedade estava agravando e impedindo a cura da gastrite.

    O psiquiatra receitou metade de um comprimido de Esc 10mg, ao almoço por 15 dias e Zolpidem 1 hora antes de dormir. Eu já tomava o Zolpidem receitado pelo clínico. Hoje foi o quinto dia que tomei o Esc e estou passando muito mal, a ponto de pensar seriamente em abandonar o tratamento. Muito enjoo, aperto no peito, cansaço, dores nas pernas e falta de ar. Tanto que não consegui almoçar. Vi muitos relatos de pessoas que tomam Rivotril para amenizar os efeitos colaterais do Esc. Quero saber se posso tomar Rivotril 0,5 mg à tarde, quando os sintomas são mais fortes e o Zolpidem na hora de dormir.

    Tenho hipotireoidismo e a endocrinologista já me receitou o Rivotril para situações de emergência. Há alguma interação negativa entre esses medicamentos? Esc, Rivotril e Zolpidem. Quero muito continuar o tratamento, mas tomo conta de casa e de dois filhos e com esses sintomas não estou conseguindo dar conta do trabalho. E sinto muita fome, já que não consegui almoçar. Me oriente, por favor.

    Obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Iza

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, todos os antidepressivos trazem efeitos adversos na primeira fase do tratamento, mas esses passam em torno de três semanas, normalmente, de acordo com o organismo de cada pessoa. Você se encontra na fase inicial do tratamento, no período turbulento de adaptação do organismo, quando os efeitos adversos aparecem. Não se assuste, pois eles desaparecerão! Procure aguentar firme, mas não deixe de comunicar a seu psiquiatra os sintomas que achar que estão fora da normalidade (vou lhe enviar um texto sobre o assunto).

      Iza, também concordo que a ansiedade esteja agindo negativamente no seu tratamento gástrico, pois ela acomete principalmente o sistema digestivo. Você não deve tomar o rivotril sem a autorização do psiquiatra. Entre em contato com ele e exponha seu problema. Somente o especialista que acompanha o paciente e conhece seu histórico poderá adicionar ou retirar medicamentos.

      Não pare o seu tratamento, pois as crises tendem a ficarem mais fortes, resvalando para a Síndrome do Pânico. Quanto mais cedo domar sua ansiedade, melhor. Alie a seu tratamento chás (camomila, erva-doce, melissa, erva-cidreira), tomando três xícaras ao dia.

      Continue sempre em contato conosco. Não se sinta só. Aguardo novas notícias suas.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  22. Leandro

    Lu

    Tomo ESC e me sinto muito melhor, porém tenho uma única situação que me perturba por conta da Síndrome do Pânico: viajar de avião, não pelo fato de voar, mas sim de estar lá e não haver um escape se eu passar mal. No meu caso são dores de barriga desesperadoras. E o maior problema é que meu trabalho exige muitas viagens internacionais. Voce sugere que antes de embarcar eu faça uso de um alprazolan ou rivotril ou diazepan, por exemplo. Acha que me ajudaria nesses casos?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Leandro

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, quase todos nós que vivenciamos a Síndrome do Pânico passamos por esse tormento que é o medo de voar, ver-se fechados dentro de um espaço em que não vemos a saída. Eu também sinto isso, além de ter fobia de lugares fechados. Houve períodos em minha vida em que até uma sala de cinema, elevadores e mesmo a possibilidade de me encontrar em casa com as portas fechadas, sem as chaves nas portas, destravavam o gatilho do meu pânico. Confesso-lhe que dentre os muitos antidepressivos tomados, o oxalato de escitalopram foi o que mais me trouxe resultados positivos. Atualmente, logo que entro no avião, o temor vai se acalmando, enquanto eu procuro me distrair com outras coisas (conversar, ver filmes, ler…). E é claro que antes tomo um comprimidinho de bromazepam para me relaxar.

      Leandro, se esse temor ainda é muito forte, sugiro que converse com seu médico, pois pode ser que a dosagem do antidepressivo esteja muito baixa, pois não era para ter essas dores de barriga desesperadoras. Aliado a isso, procure fazer um trabalho de racionalização, lembrando-se de que o avião se encontra entre os meios mais seguros de transportes… Quantas pessoas também estão viajando de avião naquele momento, nas mais diferentes partes do mundo… Como é bom conhecer países diferentes… Travar conhecimento com pessoas… Conhecer outras culturas… Que seu trabalho é maravilhoso, muitos gostariam de estar em seu lugar… Que não pode deixar a SP tomar o controle de sua vida… E assim por diante.

      Como disse anteriormente, sempre tomo um diazepam para eu me relaxar nessas ocasiões. Faz muita diferença, sim… Ajudaria muito, se você tomasse. Quero que, após a sua próxima viagem (onde será?), volte aqui para me contar como foi. E saiba que milhares e milhares e milhares de pessoas passam por esse problema… risos, inclusive esta que lhe escreve. Depois de acalmada, passo a amar a viagem…

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Leandro

        Oi, Lu!

        Aqui vai…rs. Domingo estou indo para o México, uma semana lá… rs. Parece que estava adivinhando. Se não aparecer nenhum noticiário dizendo que um doido pulou do avião, volto aqui pra dizer como foi…rs.

        Beijão

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Leandro

          Que maravilha! É um dos países que tenho vontade de conhecer, pois o mexicano é muito parecido com o brasileiro em seu modo de ser. Quando chegar lá, se possível, diga-me como foi a viagem. Não se esqueça de colocar em prática a nossa conversa e o bromazepam… risos. Faça propaganda do virusdaarte.net por lá, mas nada de pular do avião para dar ibope… risos. Lembre-se de que conhecer outras culturas é tudo de bom… Se encontrar o Luiz Miguel (cantor) por lá, diga-lhe que gosto muito de sua voz, mas que precisa aprender a gritar menos… Hahahahaha!

          Será uma viagem maravilhosa, tenho a certeza disso! Afinal, você é um garoto POP (paciente, otimista e persistente). Estarei torcendo por você.

          Abraços,

          Lu

        2. Leandro

          Oi, Lu!

          Foi tudo maravilhoso! Tanto no trabalho quanto nos passeios. Confesso que em um dos jantares com o pessoal da empresa foi um pouco desconfortável. Lugar apertado, sem escape, tipo numa montanha, parece doideira, porque o lugar era lindo e não aproveitei, pois as minhas anteninhas ficavam sempre alerta. No voo de ida tive que tomar um alprazolam, na verdade de tanto medo, tomei dois. O que aconteceu? Não vi filme, não jantei, não tomei café, fui acordado por duas aeromoças e o avião vazio. Seria cômico se não fosse mais ou menos trágico… kkkkk.

          Bom, esse ano tenho mais duas viagens marcadas pra lá. O bicho papão foi superado, acho que as outras vão ser melhores. Obrigado por tudo. Queria te mandar uma foto de lá. Não sei como… rs

          Grande abraço!

          PS: não pulei do avião e nem apareci nos jornais!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Leandro

          É bom saber que foi tudo muito bem em sua viagem ao México, embora ali tenha chegado com a barriga vazia… risos. Você e o amigo alprazolam dormiram muito. Vixe Maria! O importante é que conseguiu botar um freio na sua fobia (você a nocauteou) e dado conta de seus afazeres naquele país, dando um grande passo à frente no seu transtorno fóbico. Houve uma época em que eu não entrava nem em elevador… risos. Hoje amo viajar de avião.

          Estou feliz por você. Quando chegarem as outras viagens, avise-nos, pois queremos acompanhar todo o seu progresso. O site tem o meu e-mail à direita, dentro de um pequeno quadro. Quero fotos das outras viagens… risos. Que bom que não pulou do avião e nem saiu nos jornais! Vixe Maria! Cruz credo três vezes!

          Um grande abraço,

          Lu

  23. Cristineide Aparecida Autor do post

    Lu e amigos

    Sou nova aqui, que bom que encontrei este cantinho. Estou no sexto dia do esc 10 mg. A médica receitou para eu tomar à tarde. Durante o dia fico sonolenta e à noite tenho insônia . Estou muito inquieta e irritada e às vezes com pânico, perdi o apetite e sinto-me fraca .

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cristineide

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa!

      Amiguinha, todo antidepressivo apresenta efeitos adversos nas primeiras semanas de uso, portanto, é normal que se sinta inquieta e irritada. Você ainda se encontra no período de adaptação ao medicamento, o que normalmente dura três semanas.

      Cris, já que está sonolenta durante o dia e insone à noite, pergunte a sua médica se poderá passar a tomar a medicação à noite. Não faça isso por conta própria, pois será necessário pular um dia sem tomar, senão a dosagem ficará muito alta. Esse medicamento em algumas pessoas leva à perda do apetite, mas não fique sem comer. Procure tomar sucos, chás e vitaminas. Com o tempo seu apetite irá voltar.

      Continue em contato conosco.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  24. Rene

    Oi, Lu!

    Estou há 19 dias tomando o oxalato de escitalopram 10 mg (Deciprax) para crise de ansiedade. Já fazia tratamento para insônia, com Loredon e Zolpidem. Tenho tomado Olcadil 1 mg nesse início de tratamento com o escitalopram, pois ainda sinto ansiedade, às vezes mais forte, que acredito ser parte dos efeitos adversos. Aliás, descobri e confirmei com o laboratório responsável que o Olcadil não está sendo fabricado temporariamente e está esgotado em muitos lugares. Talvez eu tenha que utilizar um medicamento similar, pois ainda sinto ansiedade forte. Fica o aviso para quem usa Olcadil.

    O que também tem me ajudado muito nessa fase é estar conscientemente e com aceitação plena. Ou seja, aceitar esse momento como ele é, pois acredito ser o primeiro passo para transformações realmente positivas. Por exemplo: assim que comecei a sentir melhoras, cheguei a pensar “pronto, agora acabou! Já estou praticamente bom! Não vou ter mais nada!”. Depois disso, tive crises brandas, sensações desagradáveis ou estranhas, possivelmente por causa dos efeitos do próprio remédio, e isso me gerou uma frustração, um desânimo. Então percebi que embora eu queira melhorar logo, não devo lidar com isso como um gol a ser marcado ou uma meta a ser alcançada, com um prazo determinado. E isso não quer dizer que não acredito que vou ficar bem. Pelo contrário: eu sei que estou ficando melhor a cada momento, sei que os efeitos adversos do remédio estão passando.

    Percebi que quanto mais eu aceito cada momento como ele é, com atenção nos momentos de bem-estar, melhor eu vivo, tendo mais qualidade de vida. Enfim, estou entendendo que a aceitação é uma chave para superar a própria ansiedade. E vamos seguindo POPs!

    Obrigado pelo espaço, Lu, sempre!

    Um grande abraço!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rene

      Sinto-me muito contente quando leio um depoimento otimista como seu, ainda que se encontre lidando com os transtornos adversos ocasionados pelo antidepressivo. É essa consciência de que tudo está melhorando e que é preciso dar mais ênfase aos momentos de melhora do que aos das crises passageiras que o impulsiona para cima. No tratamento é assim: o pessimista só fica a lamentar, enquanto o otimista vê luz nos pequenos e bons momentos.

      Amiguinho, seu comentário deve ser lido com atenção por todos que aqui veem, por isso, eu coloco em destaque a parte abaixo:

      “Então percebi que embora eu queira melhorar logo, não devo lidar com isso como um gol a ser marcado ou uma meta a ser alcançada, com um prazo determinado. E isso não quer dizer que não acredito que vou ficar bem. Pelo contrário: eu sei que estou ficando melhor a cada momento, sei que os efeitos adversos do remédio estão passando.”

      A aceitação é mesmo a mais importante das chaves:

      “Percebi que quanto mais eu aceito cada momento como ele é, com atenção nos momentos de bem-estar, melhor eu vivo, tendo mais qualidade de vida. Enfim, estou entendendo que a aceitação é uma chave para superar a própria ansiedade.”

      Grande abraço,

      Lu

      Responder
  25. Marina

    Lu

    Faz 6 meses desde que finalizei o tratamento de SP e parei de tomar o escitalopram 10 mg ao dia. Quando fui diagnosticada, meu desespero era tão grande que procurei muitas saídas para que aquela ansiedade e medo de morrer acabasse da noite pro dia, mas, quando conheci este blog cheguei a mandar minha história e pedir conselhos. Você sempre me respondeu com palavras de apoio e conselhos em cima das minhas dúvidas. Naquela época, o medo de morrer, a agitação , as paranoias e tudo mais estavam presentes fortemente, mas com o tempo a medicação ajudou, a leitura sobre o que eu tinha ajudou, minha aceitação, os métodos de respiração (que faço até hoje) e muita muita fé…

    Não digo que estou curada, pois o meu estado mental jamais será o mesmo, isso também é uma coisa boa, pois aprendi a me controlar, a me conhecer, a saber que as piores fases da vida tem fim, que todo esforço será compensado, que a vida é um eterno aprendizado e a força que nos fez “cair” será transformada para nos fazer levantar.

    Amigos, acreditem, tudo ficará bem de algum jeito! Aguentem firme, pois há dias péssimos e dias ótimos, mais isso acontece com todos, essa é a vida… não desistam nunca!

    Obrigada, Lu, pelo apoio!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Marina

      Como é bom saber que aquela fase difícil ficou para trás. Daqui para frente você só tende a melhorar mais e mais. Você aborda uma grande verdade ao dizer que:

      “… aprendi a me controlar, a me conhecer, a saber que as piores fases da vida tem fim, que todo esforço será compensado, que a vida é um eterno aprendizado e a força que nos fez cair será transformada para nos fazer levantar”.

      Fica a sua mensagem otimista para todos que aqui chegam. Espero que esteja sempre aqui conosco.

      Beijo no coração,

      Lu

      Responder
    2. Rene

      Marina

      Gostaria de agradecer pelo seu comentário, pois é muito importante, principalmente para quem está iniciando o tratamento agora, como eu. Fico mais confiante de que tudo irá dar certo! Sucesso pra você!

      Um abraço!

      Responder
  26. Vanessa Pegorin

    Lu

    Estava passeando pela net e achei seu blog e comecei a ler, pois são coisas que passo no meu dia a dia. Há mais de 3 anos fui diagnosticada com SP. Comecei o tratamento com o Pondera, mais visto que ele tira a libido, meu médico me receitou Duloxetkna, o qual tomei até semana passada. Estou com uma compulsão alimentar terrível e de 2016 pra cá engordei 23kgs. Como por pura ansiedade, para me satisfazer e o pior MAIS DOCES. Por isso, decidi trocar de médico e eu que tomava uma medicação passei a tomar 3. Esse médico novo me receitou ESC, BUP e DEKAPOTE. Faz 3 dias que estou tomando, mas tenho medo de tomar remédios. Não sei mais o que fazer, não sei se paro de tomar alguma dessas mediações, se troco novamente de médico. Sinceramente já não sei mais o que fazer.

    Beijos e um ótimo final de semana!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, todos os antidepressivos, no início do tratamento, possuem efeitos adversos(cada organismo reage de um modo diferente), mas, com o passar da fase inicial, esses tendem a desaparecer. Dentre tais efeitos estão a diminuição da libido e o ganho ou perda de peso. Já existem estudos (em relação aos antidepressivos) no sentido de eliminar tais efeitos ruins. Tudo é questão de tempo. No momento, o que se deve levar em conta é o medicamento (ou medicamentos) que melhor se adapta ao seu organismo.

      Vanessa, é preciso realmente cortar sua ansiedade de modo a inibir essa sua compulsão alimentar. Tomar os medicamentos indicados por seu psiquiatra causam menos “medo” do que o excesso de peso que pode resvalar para a obesidade mórbida, detonando a sua saúde. É preciso que confie em seu psiquiatra. Não pare com a medicação, pois cada ruptura só faz aumentar os transtornos mentais, levando a crises severas. Se ler os comentários (são vários textos) verá que, dependendo do caso, faz-se necessário aliar um medicamento a outros para obter efeitos mais consistentes e mais rapidamente. Não há nada de anormal nisso. Você não deve trocar de médico mais, pois é preciso seguir adiante com a medicação indicada para que ela faça efeito. À medida que os resultados bons forem chegando, seu psiquiatra irá retirando os medicamentos que não forem mais necessários.

      Não é preciso ter receio, minha amiguinha. Seja POP (paciente, otimista e persistente) e logo passará por essa fase ruim. Enquanto isso, continue em contato conosco. Gostaria muito de acompanhar seu progresso. Saiba que não se encontra só. Fale deste espaço para seus amigos.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Vanessa Pegorin

        Lu!

        Obrigada por suas palavras! Realmente preciso confiar mais no médico. Na minha cabeça acho que estou tomando muito remédio e aí terei que tomar par a vida toda. Hoje mesmo estou muito ansiosa. Ele disse que posso tomar no máximo até 4 gotinhas de clonazepam para dormir dormir, se for preciso. Hoje faz 5 dias que estou tomando as medicações.

        Obrigada é um grande abraço!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Vanessa

          Não se preocupe com o tempo que levará tomando os medicamentos, pois isso varia de pessoa para pessoa. O importante é que fique bem com o tratamento. Parabéns por ter completado cinco dias. Sinto que você é também uma guerreirinha. Continue! Estamos todos torcendo por você.

          Beijos,

          Lu

    1. LuDiasBH Autor do post

      Wenderson

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, todos os antidepressivos, no início do tratamento, possuem efeitos adversos(cada organismo reage de um modo diferente), mas, com o passar da fase inicial, esses tendem a desaparecer.

      Veja parte desta pesquisa:

      “Em pesquisas clínicas controladas as reações adversas mais comumente observadas e associadas ao uso de cloridrato de paroxetina foram náusea, sonolência, sudorese, tremor, astenia, boca seca, insônia, disfunção sexual (incluindo impotência e distúrbios de ejaculação), vertigem, constipação, vômito, diarréia e apetite diminuído. A maioria destas reações adversas pode diminuir em intensidade e freqüência com a continuação do tratamento e, em geral, não causam a interrupção do tratamento.”

      Como vê, ter as mãos suadas (transpiração) está dentro da normalidade, contudo, é sempre muito bom relatar ao psiquiatra, na fase inicial do tratamento, quais os sintomas adversos que sente.

      Wanderson, continue em contato conosco em relação ao seu tratamento.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  27. Rene

    Oi, Lu!

    Completei 2 semanas tomando as 10 mg do oxalato de escitalopram, pela manhã. Tenho me sentido melhor, na maior parte do dia. As sensações físicas que descrevi em outros comentários, atenuaram bastante, e muitas delas quase não sinto mais. O que ainda ocorre, geralmente mais pro final da tarde e à noite, é alguma ansiedade, às vezes mais, às vezes menos. Também ainda sou surpreendido por alguns pensamentos de preocupação ou medo, mas consigo identificá-los e deixá-los passar muitas das vezes, pois sei que não representam uma realidade de fato, são apenas sensações. Não preciso nem “concordar” com esses pensamentos, ainda que eles venham.

    Ainda sinto um pouco de dificuldade de ficar assistindo TV, por exemplo. Dá uma certa confusão, cansaço mental. Mas também é algo que oscila e tem melhorado aos poucos, ultimamente. O que tem me ajudado muito é aplicar técnicas que me tragam para o momento presente, o “aqui e agora”. Volto a atenção para a minha respiração, acompanhando o ar entrar e sair. Se surge um pensamento ou sensação desagradável, tento trazer a atenção novamente para a respiração, que faço um pouco mais lenta e puxada pelo movimento do diafragma. Tem me ajudado bastante.Enfim, tenho visto que estão acontecendo os avanços, momento a momento. Há momento difíceis, mas eles passam mesmo.

    Peço ao pessoal que está começando o tratamento, não desanime! O começo é mais exigente, mas a gente vai melhorando com certeza.

    Lu, obrigado pelo espaço e pela atenção! Não tem preço 😉

    Um grande abraço!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rene

      É muito bom receber notícias suas, pois trazem sempre palavras de incentivo a todos que passam pelo mesmo processo. Tenho a certeza de que você caminha para se sentir cada vez melhor. É normal que ainda esteja sentindo os efeitos adversos, uma vez que ainda se encontra dentro da fase de turbulência. Tudo isso não tardará a passar. As técnicas respiratórias são ótimas.

      Quando à TV, eu tenho me afastado dela, pois não me tem feito bem. Muita gente, mesmo quem não tem transtorno mental, assim tem feito. Não dá para receber em nossa mente tanto lixo. Nossa TV aberta é da pior qualidade, sem falar que é extremamente parcial. Você não perderá nada se afastando dela. Também deve ter cuidado com as chamadas redes sociais. Muitas pessoas estão ficando lelé da cuca e bitoladas. Dê mais espaço para livros e filmes. Certo? Nós, vitimados pelos transtornos mentais, precisamos de uma vida tranquila e leve, vivendo um dia de cada vez.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  28. Maria Claudia

    Lu!

    Estava olhando os comentários e vi que você teve recomendação do seu médico para se afastar de noticiários devido à política suja de nosso país. Meu médico na última consulta, falou que o Face é a rede da discórdia! Minha terapeuta falou também que preciso encontrar prazer em outras coisas, sair desse mundo virtual cheio de opiniões absurdas, que tanto me incomodam e me irritam, porque não tem me agregado nada.

    Pessoas a favor de armamentos, de mais violência, de ditadura, de tortura, de desrespeito com o próximo. E eu não faço parte dessa turma, acho tudo isso absurdo demais. E como convivo com política desde criança por conta do meu pai, aprendi muito.
    Ler sua resposta para o Renato, foi uma sincronicidade do que preciso fazer, de que estou no caminho certo.

    As opiniões diversas de hoje, maltratam quem pensa no próximo…

    Abraços

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Maria Cláudia

      Vivemos uma época muito difícil, quando os valores éticos parecem não mais contar. É tanto desrespeito, principalmente por parte daqueles que deveriam dar o exemplo, pois são os dirigentes da nação, que temos a vontade de viver como toupeiras. E quem é comprometida com o social sofre mais ainda, é verdade. Foi em razão disso que tive que me afastar dos noticiários televisivos, pois estava sendo muito afetada. Comecei a dormir mal e a ter crises de depressão, ainda mais por termos uma mídia muito parcial, sem nenhum crédito. Hoje busco notícias em lugares específicos (247, blog do Nassif, blog do Eduardo Magalhães, do Paulo Henrique Amorim e do Euler). Deletei os demais espaços.

      Amiguinha, não sou afeita às redes sociais, até porque tomam muito tempo. Não gosto de “grupo de família” ou disso e daquilo. Acho uma xaropada. Prefiro um bom livro ou filme, pois irei realmente me enriquecer. Mesmo o “zap”, abro-o uma vez por semana. Haja paciência! As pessoas estão ficando cada vez mais emburrecidas com tanto lixo. Precisamos fazer a reciclagem… risos. Dê uma boa pausa à sua mente e opte apenas por aquilo que lhe acrescente algo de bom.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Maria Claudia

        Oi, Lu!

        Você disse tudo, as opiniões dos insensatos nos maltratam muito! E ver que muitas pessoas defendem a desigualdade, a violência, perda de direitos básicos… me deixa muito angustiada. Vou deixar de lado também, porque concordo com o que você disse. Um bom livro, um filme, dar uma caminhada, apreciar uma paisagem enriquecem muito mais. O que eu notei também é que me “viciei” nisso (redes sociais). Achava bobagem até enxergar que eu estava nessa situação. Estou deixando rede social de lado e olhando mais pra mim, até porque necessito desse carinho comigo mesma.

        Beijo grande!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Maria Cláudia

          Precisamos direcionar nossa atenção para nós mesmos, pois cada um de nós é a pessoa mais importante para si mesmo. Se não nos amarmos, quem fará isso por nós? Além disso, amiguinha, nós, que temos transtornos mentais, necessitamos nos precaver, pois somos bem mais fragilizados que os outros.Temos que nos distanciar de pessoas e de fatos que nos aborrecem e desagregam. O que não quer dizer que tenhamos que nos transformar em pessoas omissas, sem compromisso com a nossa realidade. Dar uma parada com as redes sociais é uma boa pedida, porque evita o efeito viciante. Faça isso, mesmo!

          Beijos,

          Lu

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