SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO

Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria de LuDiasBH

ogrito

Dentre os transtornos de ansiedade está a cada vez mais conhecida Síndrome do Pânico (SP), que tem atemorizado as pessoas nas mais diferentes idades. De repente, a dita explode sem ser chamada, envolvendo sua vítima nos tentáculos do desespero e do medo, muitas vezes sem motivo algum, como se a pessoa torturada estivesse tendo um ataque cardíaco. A atrevida não respeita lugar ou ocasião. Se cisma de “baixar o santo”, não há reza que a faça mudar de trajeto. Acaba deixando o possuído totalmente amedrontado com a possibilidade de uma nova visita, gerando uma roda viva de tormento e terror. E pior, existem suspeitas de que, o fato de lembrar-se das crises de pânico tidas, pode gerar uma nova crise. O bom mesmo é jogar essa dama abusada no vale do esquecimento, jamais pensando nela.

A Síndrome do Pânico é também uma carcereira cruel e desleal, pois além de atormentar suas vítimas, ainda as aprisiona dentro de casa, numa aflitiva prisão domiciliar. É somente no próprio lar que as pessoas afligidas pela tirana sentem segurança, rodeadas pela família e paredes tão conhecidas. Imaginam as coitadas que a megera possa atacá-las, mal botem os pés na rua. Sozinhas e a céu aberto, elas julgam perder o controle, saírem correndo abiloladas, ou se espatifarem no chão, vitimadas por um infarto. Em razão disso, a Síndrome do Pânico afeta a vida de seus amedrontados servos tanto na escola, como no trabalho e nos passeios. Mas mesmo em suas moradias, os inocentes prisioneiros não se encontram a salvo, pois a opressora chega assim como o grande Zeus, conforme conta o mito da jovem e inocente Dânae.

E a dona Ciência, onde está que não põe um freio nessa criatura petulante, conhecida como Síndrome do Pânico? Verdade seja dita, é fato que ela tem trabalhado muito para combatê-la, mas ainda, coitada, nem sabe direito quais são as reais causas que levam a seu aparecimento. A Ciência enumera a genética, o estresse, o temperamento “destemperado”, propício ao estresse, e até mesmo o modo como a central de computação (cérebro) reage diante de certos acontecimentos. O mais difícil de entender, porém, é como essa fulana agarra suas vítimas, mesmo quando essas se encontram num “bem bom”, sem qualquer evidência de perigo. E, para maiores esclarecimentos, a dita gosta mais da proximidade com o “sexo frágil”, o que não significa que também não aprecie o contato com o “macho”.

O que se deve fazer para impedir uma visita tão indesejada? Alerta geral! Com ela não adianta botar a vassoura atrás da porta. Assim que houver indícios de que essa intrusa ronda por perto, deve-se procurar ajuda médica o mais rápido possível. Pois não adianta à vítima dar uma de valentona, uma vez que os ataques dessa “madama” são difíceis de controlar por conta própria, e a cada visita eles se tornam mais fortes e cruéis. Além do mais, se tal síndrome não for tratada, novas complicações podem surgir, comprometendo seriamente a qualidade de vida da pessoa, tanto no âmbito profissional quanto no social.

Para que as vítimas dessa aterradora figura possam ter um mínimo de alerta quanto à sua chegada, pois a mal-educada não envia aviso algum acerca de sua visita, saibam que ela poderá aparecer quando lhe der na telha, em qualquer horário do dia ou da noite, e em qualquer situação, até mesmo quando a pobre vítima encontrar-se na alcova, nos braços de Morfeu. Suas visitas, no entanto, não são longas, duram normalmente entre 10 e 20 minutos, que parecem eternos. Ela chega, dá o seu recado e pica a mula, deixando um rastro de impotência, medo e desespero atrás de si. Existem também casos em que alguns desses desalentarores sintomas cismam em delongar por uma hora ou mais, ainda que se bote sal no fogo.

Leiam sobre o assunto:
CUIDADOS AO USAR OXALATO DE ESCITALOPRAM
DEPRESSÃO – ESPERANÇA, AINDA QUE TARDIA!
INFORMAÇÕES SOBRE OXALATO DE ESCITALOPRAM
A DEPRESSÃO PRECISA DE TRATAMENTO
A DEPRESSÃO NÃO ACEITA OU DÁ AMOR

Nota: a ilustração é uma obra de  Munch – O GRITO

574 thoughts on “SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO

  1. Ramon

    Lu

    Há algum tempo sofro com crises de pânico, mas não entendia muito bem do que se tratava. Chegava ao pronto socorro muito mal, até que fui atendido por uma doutora que estava estudando psiquiatria e pediu que eu procure um psiquiatra. Acabei procurando e descobri o transtorno do pânico e ansiedade.

    Iniciei meu tratamento em dezembro/18 do ano passado com ESCITALOPRAM. Não tive reações fortes, passou-se 1 mês e eu estava super bem, as crises tinham cessado, ou vez ou outra tinha alguma coisa, mas em relação as crises constantes que tinha estava muito bem.

    Sinta o meu problema: Eu me sentindo bem, decidi por conta própria deixar de tomar as medições (há cerca de 1 mês) e essas semanas foram as piores da minha vida, estive quase todos os dias no pronto socorro, sendo medicado, com muita angústia, coração acelerado, pressão alta e aquela sensação de morte. Consegui um encaixe com a psiquiatra e estou iniciando meu tratamento novamente. Hoje é meu 2º dia tomando medicação, porém desta vez estou sentindo muito os efeitos colaterais… tontura, enjoo, inquietação, falta de apetite, moleza… Pesquisando na internet sobre os sintomas que estava sentindo achei essa página e comecei ler os comentários e de verdade me sinto tranquilo, encontrei pessoas que sentem o mesmo que eu, que têm efeitos iguais aos meus e o mais importante: pessoas que passaram por tudo isso, foram POP e estão bem hoje.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ramon

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, infelizmente os médicos não alertam os pacientes sobre o perigo de parar abruptamente o tratamento, sem o consentimento deles. A culpa não foi sua. Trata-se na verdade de falta de orientação médica. Agora que sabe, tenho a certeza de que não fará mais isso, pois a recaída tende a ser muito sofrida.

      É muito comum a pessoa voltar a usar uma determinada substância (antidepressivo), parar e, ao retornar a ela, sentir os efeitos adversos com mais intensidade. Todos os sintomas falados dizem respeito aos efeitos adversos. Mas não se preocupe, você irá superar essa fase ruim que normalmente dura cerca de três semanas. Vou lhe enviar links de alguns textos que irão ajudá-lo muito. Continue POP (paciente, otimista e persistente) e logo estará bem. Continue em contato comigo e não se sinta só, pois este cantinho tem por objetivo ajudar as pessoas com transtornos mentais. Fale dele para que estiver passando por isso.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  2. Danilo Pinho

    Lu

    Tenho síndrome do pânico. Fazia acompanhamento de 3 em 3 meses. Minha última dosagem a tomar o remédio foi exitalopram 10 mg e alprazolam 0,4 mg. Há 3 meses tirei essa medicação por conta própria, achando que já conseguia viver sem ela. Estou sentindo que o pânico está voltando. Não tão forte, mas está. Posso voltar a tomar a mesma dosagem de quando parei?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Danilo Pinho

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, o antidepressivo jamais deve ser retirado sem o parecer médico, lembre-se disso. Infelizmente a SP (Síndrome do Pânico) pode desaparecer por um tempo e depois retornar, devendo a pessoa voltar ao medicamento. O ideal é que você fosse ao psiquiatra para avaliar seu quadro, mas, na impossibilidade, poderá voltar à dosagem que tomava antes. Aconselho-o a usar o alprazolam somente quando for extremamente necessário, pois esse remédio causa dependência e outros problemas à saúde. O ideal é não usá-lo. Lembre-se também de que poderá ter transtornos adversos ao retornar ao medicamento, mais isso logo passará. O importante é ser POP (paciente, otimista e persistente).

      Volte para dizer como foi o retorno ao medicamento.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  3. Edu Silva

    Lu

    Sempre fui uma pessoa ansiosa. Hoje estou com 37 anos e desde os 22 minha ansiedade é muito forte. Fiz tratamentos com vários neurologistas e nunca descobriram nada de sério.

    Eu sinto muita pressão do lado direito da cabeça. Nos últimos meses a ansiedade está quase insuportável. Procurei um psiquiatra que, após uma longa conversa me diagnosticou com TAG e me receitou Escitalopram. Faz 4 dias que estou tomando 5mg. Não está sendo nada fácil, parece que a ansiedade deu uma aumentada. Estou suando e ainda mais agitado, mas vou seguir firme pois os depoimentos são bem animadores.

    Abraços

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Edu Silva

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, a ansiedade quando excessiva é realmente uma doença que precisa ser tratada antes que leve a pessoa a ser acometida por outros males. O diagnóstico das doenças mentais são sempre difíceis, mesmo. Talvez seja por isso que o seu tenha demorado tanto. A pressão de seu lado direito, sem que tenha encontrado nada nos exames que fez, é um indicativo do alto grau de ansiedade em que se encontra. Mas não se preocupe mais com isso, uma vez que seu psiquiatra diagnosticou-o com TAG. Agora é fazer o tratamento direitinho para ter uma vida com qualidade.

      Todo antidepressivo traz efeitos adversos no início do tratamento. Trata-se do organismo tentando se defender de uma substância estranha a ele. Algumas pessoas sentem mais, passando inclusive a sentirem-se piores do que antes de dar início à medicação. Contudo, após cerca de três semanas tudo isso passa, surgindo os bons efeitos. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Eu mesma uso o oxalato de escitalopram há cerca de quatro anos e sinto-me muito bem. Não se assuste, tudo irá dar certo e sua vida melhorará imensamente.

      Não se sinta só. Continue me contando como anda seu tratamento.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  4. Cris Costa

    Lu,

    quanto tempo eu pensei que até você não estava mais conversando e nos ajudando. Eu estava bem até um mês atrás,aAté minha mãe ficar doente e precisar de uma cirurgia de cataratas. A operação é muito cara e temos que esperar pelo posto de saúde. Estou com crises de ansiedade, muito desânimo e medo. Só não entendo o porquê, se estou tomando a medicação certinha. Às vezes tomo revotril de dia para amenizar os sintomas apesar de eu ter me tornado dependente desse remédio, infelizmente. Fico sonolenta e então achei melhor não tomar. Amanhã tenho consulta com a psiquiatra que me trata faz 8 anos.O que será que ela vai fazer: trocar o remédio, aumentar a dose? Olha o tamanho da ansiedade. Estou com medo Lu, tenho netas lindas que precisam de mim e uma filha que cobra minha presença.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cris

      Eu nunca me esqueço de vocês. Tenho a maior preocupação em responder cada comentário. Às vezes, em razão do excesso de trabalho, costumo atrasar um pouco, mas nunca deixo sem resposta, minha linda.

      Amiguinha, a ansiedade excessiva é uma grande inimiga, pois é capaz de encher a nossa cabeça com coisas pequenas que se transformam em monstrengos. Postarei um texto muito bom sobre o assunto amanhã. Não deixe de ler. Quando à cirurgia de catarata de sua mãe, não há motivo para preocupações, pois ela pode esperar. A catarata aparece com a idade e uma raspagem resolve o problema. Fique tranquila.

      Cris, é comum, depois de um determinado tempo, o antidepressivo acostumar-se com o nosso organismo. Quando isso acontece o psiquiatra tanto pode aumentar a dosagem ou mudar para outro medicamento. Ele fará uma avaliação e optará por aquilo que for melhor. Isso já me aconteceu inúmeras vezes. Quanto ao rivotril, aconselho-a a usá-lo só quando for extremamente necessário, pois, a longo tempo, esse remédio faz mal, inclusive provocando esquecimento.

      Saiba, amiguinha, que sua filha e suas netinhas irão continuar tendo você. Expulse os pensamentos ruins e fixe-se nas coisas boas. Aguardo o resultado de sua consulta. Não deixe de contar-me como foi.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  5. Cris Costa

    Lu,

    faz faz tempo que tomo exodus. Minha minha mãe ficou doente e me sinto ansiosa e triste, mas isto faz parte da vida, não é? Espero que isso não tenha nada a ver com depressão.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cris

      Ainda que tomemos antidepressivo, nossas emoções continuam conosco. O medicamento apenas nos ajuda a equilibrá-las. É natural que você se sinta ansiosa e triste com a doença de sua mãe. Não se preocupe. Se necessário, volte ao seu psiquiatra, pois talvez um aumento na dosagem possa ajudá-la mais nessa fase ruim que atravessa.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  6. WR

    Lu

    É sempre bom voltar boas notícias!

    Faz dias (cinco dias) que aumentei a dose, após o retorno médico. A medica pediu para aumentar 10 mg, entretanto aumentei 5 mg e obtive melhoras sem efeitos colaterais (por enquanto), ou seja, estou com 35mg de Paroxetina, caso me senta mal de novo, jogo a dose para os 40 mg, (espero que não precise). O ruim de tudo isso é saber controlar a dose, pois os comprimidos vêm com 20mg de fábrica.

    A depressão está controlada, mas não entendo o porquê tive aquela recaída que me fez voltar às pressas ao médico. Não sei se foi algo psicológico que me fez ter aquela recaída ou era necessário aumentar a dose como de fato foi feito. Ainda sou novo neste mundo depressivo e tudo acaba me assustando, pois não sei se é normal esses altos e baixos, mesmo usando a medicação e, por isso, sempre venho aqui pedir opiniões de pessoas mais experientes nessa patologia.

    O falecido BOECHAT disse em uma entrevista que quem tem depressão acaba conhecendo o inferno, pois ele também tinha essa doença. Ele estava certo, Deus que me livre dizer isso. Graças a Deus existem esses remédios, pois sem eles não sei como seriam. Há dias em que levantar da cama é um sacrifício, mas de fato é o que a doença quer.

    Ainda bem, graças ao bom Deus, consigo fazer tudo que sempre fiz, entretanto, o preço nem sempre é fácil.

    Boa sorte a todos!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      WR

      O nosso organismo, depois de um tempo, acostuma com o antidepressivo, deixando esse de fazer o efeito desejado. O que o médico faz é aumentar a dosagem, mas quando isso não mais efeito, o jeito é mudar para um outro medicamento. O que aconteceu no seu caso é que a dosagem usada não estava mais fazendo efeito. Quanto ao controle da dose, quando se tem comprimido, você poderá comprar na farmácia há um fracionador de comprimidos.

      Amiguinho, o levantar-se de manhã é a parte pior do dia para quase todas as pessoas que lidam com a depressão, mas à medida que o dia vai passando, a melhora vai chegando. E quando os dias são chuvosos ou nublados essa sensação existencial é ainda maior. Por isso, nos países nórdicos (seis meses de sol e seis meses sem), a depressão é praticamente uma epidemia. O sol é nosso aliado. E assim como você, sempre digo: benditos sejam os antidepressivos…

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. WR

        LU

        Não sei se foi um estado de desânimo emocional ou a necessidade de aumentar a medicação como de fato foi feito. Irei à farmácia comprar esse dosador.

        Levantar-se tona um grande sacrifício e, como você disse, ao longo do dia isso vai passando e o dia vai ficando agradável. Espero ter um bom relacionamento com esse medicamento e que ele fique até o final ou tempo necessário, pois trocá-lo exigiriam novos sacrifícios. Minha vida é muito corrida assim como a de muitos por aqui e não posso parar, pois tenho filhos e esposa que dependem de mim. Se eu parar eles param juntos. Não é fácil, mas me sinto feliz em estar bem e o remédio ter voltado a agir, (GRAÇAS A DEUS).

        Quando parei pela primeira vez no trabalho, devido a essa doença tive, tive que falar para o meu superior o que estava acontecendo e após isso vi que as coisas mudaram, pois a depressão é vista com maus olhos para quem não a tem. Não posso mais faltar para fazer novos testes de medicação, pois no começo isso derruba, nos primeiros dias lembro-me que fiquei umas ou duas semanas sem reação alguma, parecendo um ZUMBI.

        Sem saúde não somos nada e por mais que eu tenha bastante tempo de casa, acabei me sentindo ameaçado no meu trabalho por ter essa doença. Voltar a estudar e procurar algo estável, pois sem saúde e sem emprego a situação pode piorar.

        Grande abraço!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          WR

          Ainda existe muita incompreensão no que diz respeito aos transtornos mentais. Os dirigentes e a mídia deveriam trabalhar melhor este assunto, a fim de desmistificá-lo, pois trata-se de um assunto de extrema importância, uma vez que essas doenças crescem em todo o mundo.

          Muitas vezes nós, portadores de depressão, tendemos a creditar a ela todos os nossos desânimos, o que nem sempre é verdade, principalmente vivendo num país desequilibrado e que não nos passa nenhuma forma de segurança. Todos vivemos em constante interrogação sobre o que pode acontecer em nossa vida e isso traz muitos danos à nossa saúde. Estou acompanhando agora a tal reforma da Previdência que privilegia os ricos e arregaça os trabalhadores e desfavorecidos. Essa insegurança traz grandes danos à nossa saúde. Portanto, nem tudo que acontece com o nosso emocional está ligado meramente à depressão. E realmente, nestes tempos de “salve-se quem puder” todo cuidado é pouco no emprego.

          Amiguinho, saber que você vem melhorando cada vez mais é um ótima notícia. Continue POP. Quanto ao dosador, ele é para partir comprimidos. Aguardo novas notícias.

          Abraços,

          Lu

  7. Tereza Rayol Autor do post

    Lu

    Realmente aquelas dores abdominais terríveis que eu sentia eram mesmo tudo obra da tag e da depressão. Foi muito difícil, pois eram dores insuportáveis e vinham se entendendo desde novembro até metade de janeiro deste ano.Fiz exames que descartaram doenças de abdome e isso me deixou mais calma.

    Hoje me sinto um pouco melhor apesar dos demorados 7 meses pra sair da fase crítica, mas creio que as coisas não saiam do zero devido aos transtornos da vida que enfrentei durante o retorno do tratamento… um agravante após outro.

    Fui a outra psiquiatra e ela me disse que um segundo episódio da doença e bem mais dificil de tratar, leva mais tempo pra remir os sintomas. Ainda sinto algumas coisas, sim, mas não tanto como antes. Já saio de casa sem me sentir tão mal, consigo ficar em alguns locais por mais tempo, porém ainda ando acompanhada. Cheguei a pensar na troca da medicação, mas resolvi insistir e acreditar e está dando certo. Espero melhorar ainda mais até conseguir recuperar minha vida e ter a independência que eu tinha antes.

    Agradeço a Deus, em primeiro lugar , e a você, Lu, por sua disposição em nos ajudar neste cantinho abençoado que visito todos os dias. Aos amigos que sofrem do mesmo mal tenho a dizer que perseverem, a melhora pode vir logo assim como pode também demorar, mas ela vem. Não desistam e de forma alguma abandonem o tratamento.

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Tereza

      Tudo irá ficar bem, conforme você mesma diz aos nossos companheiros de luta:

      “Aos amigos que sofrem do mesmo mal tenho a dizer que perseverem, a melhora pode vir logo assim como pode também demorar, mas ela vem. Não desistam e de forma alguma abandonem o tratamento.”

      Continue escrevendo e contando-nos como está indo seu tratamento.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  8. Tereza Rayol

    Lu

    Aquela dor abdominal que eu senti nos meses de novembro, dezembro e até início de janeiro deste ano e que eu me queixei pra você era psicossomática, tudo obra da depressão e tag. Posso dizer que depois de 7 meses de uso do meu antidepressivo já estou vendo uma pequena melhora. Fui a uma outra psiquiatra e ela me disse que um segundo episódio de depressão é bem mais delicado de tratar, pois parece ser mais resistente e leva mais tempo pra melhorar.

    Ainda sinto mal-estar e desânimo às vezes, mas não como antes. Já consegui sair sem me sentir mal, mas ainda não saio só, mas sinto que já avancei um pouco graças a Deus e a este cantinho que todo dia visito, pois também me ajuda muito a ter paciência e crer que é possível virar o jogo a nosso favor.

    Obrigada por tudo!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Tereza

      Sinto-me feliz ao receber boas notícias suas. É assim mesmo, minha amiguinha, a batalha vai dando seus frutos aos poucos. O importante é manter-se POP (paciente, otimista e persistente). Sei o que é depressão, pois essa é uma herança em minha família materna. Essa doença atinge cada vez mais um número maior de pessoas em todo o mundo e são muitas as razões para isso, além da causa hereditária, o homem vem perdendo o contato com as coisas simples da vida.

      Amiguinha, nós, depressivos, temos que ter consciência de nossa capacidade para criar doenças psicossomáticas, pois nossa mente é por demais fantasiosa. Quando elas aparecem, o melhor a fazer é buscar um médico e fazer os exames pedidos, a fim de tirarmos qualquer tipo de preocupação da cuca. Quanto a uma segunda crise de depressão sua médica está certa, pois até o antidepressivo demora a fazer efeito. Nossa luta é diária, minha amiguinha, mas temos força para isso.

      Tereza, nesse mundo louco em que vivemos, dominado pelo TER em vez do SER, o desânimo e a tristeza vêm sendo comuns na vida das pessoas. Isso para nós depressivos, portadores de muita sensibilidade, pesa muito mais. Portanto, é necessário que sempre busquemos racionalizar os acontecimentos de modo a não nos deixarem para baixo. Isso é para mim uma luta diária, minha querida. Temos que desenvolver uma teia protetora em torno de nós, fortalecer nossas raízes, fazer o que está ao nosso alcance e seguir adiante sem medo, pois nós temos esta força.

      Obrigada por visitar este cantinho. Você já faz parte dele.

      Abraços,

      Lu

      Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      WR

      Muito obrigada pela sua confiança, contudo, eu vejo o “zap” a cada dez dias, pois acho que toma muito o tempo da pessoa e o meu é muito corrido. O comentário aqui no blogue ainda é o lugar com maior visibilidade, pois estou sempre checando o espaço. Às vezes pode demorar um pouquinho em razão dos muitos comentários que chegam no dia. Espero que tenha melhorado.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  9. WR

    Lu

    Hoje é o terceiro dia em que estou mal e desanimado. Estava tão bem que não estou acreditando que isso possa estar acontecendo. Perdi o apetite e voltei a ficar impaciente, coisas que não estavam acontecendo. Marquei às pressas uma consulta com a psiquiatra. Faz uns vinte dias que aumentei a dosagem. Será que esses efeitos estão aparecendo agora? Ou será que que ela vai aumentar a dose? Estou muito chateado, pois estava tão bem que essa recaída me deixou triste demais. Uso a paroxetina há dois meses, será que essa medicação não está sendo mais aceita em meu organismo? Queria uma opinião. Obrigado!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      WR

      Você já sabe que o antidepressivo leva cerca de três semanas para mostrar seus efeitos benéficos, normalmente. Quando se aumenta a dosagem para uma quantidade bem maior, como foi o seu caso, os efeitos adversos aparecem. O organismo reage como se fosse a primeira vez que o medicamento estivesse sendo usado e são necessárias cerca de três semanas para desaparecerem tais sintomas. Portanto, é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Você já está saindo dessa fase ruim. Fique tranquilo, não se trata de inaceitação do organismo, mas de adaptação. Tudo de que precisa é confiança e otimismo.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. WR

        Lu

        Fui à psiquiatra e ela me disse que pode ser a marca do remédio, pois tomo genérico. Tantas pessoas tomam genérico achei estranho ela dizer isso, enfim o que ela quis passar custa mais de R$100,00, mas no final ela decidiu aumentar a dose de: 30 mg para 40 mg e manter o genérico.

        Ela falou sobre um estabilizador de humor, mas também não quis me dar agora. Estou muito chateado, pois essa medicação e essa dosagem vinham me fazendo muito bem. Vamos começar a nova dose e seja o que DEUS quiser. Comentou também de terapia, mas já fiz e não gostei, vamos ver se acho algum terapeuta bom, pois ela disse que terapia é legal por falar de “dores”.

        Obrigado

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          WR

          Eu não acredito nessa diferença entre medicamento original e genérico, pois sempre tomo genérico (no início tomava o original) e não vejo diferença alguma, pois tem o preço mais em conta. Em relação ao medicamento que você toma, pode ler nos comentários sobre pessoas que tomam o genérico. Basta lembrar a história da fluoxetina no início, quando o original vinha com o nome de Prozac, nome esse que ninguém mais leva em conta, mas que certos médicos exigiam que se comprasse o original. Quanto ao aumento da dosagem, eu esperaria mais alguns dias (30) para ver se os efeitos colaterais passariam antes de passar para uma nova dose. Se não ocorresse a melhora, usaria a indicada.

          Existem estabilizadores da emoção que são fitoterápicos, comprados até sem receita. Por que não vai a um médico homeopata para que ele veja isso? Quanto à terapia, ela poderá fazer toda a diferença, ao tratar problemas emocionais enraizados em nossa mente. Um bom terapeuta faz toda a diferença. Tente de novo! E juntando tudo isso, não se esqueça de ser POP. Volte a ler o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Abraços,

          Lu

  10. Girlane Autor do post

    Lu

    Conheci seu blog hoje fazendo uma pesquisa sobre o escitalopram e acompanhei os comentários das pessoas que fazem o uso dele. Faço uso do ESC de 10 mg por indicação da minha ginecologista, pois, como entrei na menopausa precoce, estava praticamente em depressão com tantas mudanças que aconteceram na minha vida, no meu casamento, enfim, não conseguia me adaptar. Faz 4 meses que uso um comprimido pela manhã, melhorei no caso da depressão, mas eu já sou uma pessoa bem agitada, super elétrica e percebi que depois que comecei a usar esse medicamento fiquei ainda mais elétrica, e ansiosa. É normal isso? Será que um dia essa agitação irá melhorar?

    Abraços
    Girlane

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Girlane

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Muitas vezes faz-se necessário agregar ao antidepressivo um segundo medicamento. Como você é uma pessoa ansiosa e percebeu que sua ansiedade ficou ainda pior após a medicação com o oxalato de escitalopram, aconselho-a a buscar um psiquiatra que poderá ver com mais precisão o seu caso. Talvez seja necessário até o uso de psicoterapia. Saiba que para sua agitação haverá jeito, sim, portanto, não deixe de buscar um especialista. Aguardo notícias suas!

      Abraços,

      Lu

      Responder
  11. WR

    Lu

    Aumentei a dose da PAROXETINA, conforme orientação médica. Nos primeiros dias tive alguns efeitos colaterais, mas passaram-se os efeitos e vieram os benefícios, entretanto, venho tendo desânimos e ficando com medo de ficar com falta de ar, coisas que não havia vindo sentido, pergunta: isso é normal? Ter algumas crises faz parte do tratamento? Ou tenho que relatar os sintomas para a médica? Essas recaídas acontecem ao aumentar a dose, pois sempre que reclamamos vem uma dose mais elevada da medicação? Queria saber se é normal essas recaídas, pois sou novato nesse mundo de antidepressivos e suas surpresas.

    Obrigado!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      WR

      É normal, sim, sentir efeitos adversos ao aumentar a dose do antidepressivo, mas eles não tardarão a passar. Fique tranquilo! Contudo, se não passarem dentro de três semanas, seria bom conversar com a sua médica. O medo de ficar com falta de ar é algo que precisa superar. Procure racionalizar, dizendo para si mesmo que se trata apenas de invenções de sua mente e, portanto, não devem ser levadas em conta.

      Abraços,

      Lu

      Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *