SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO

Autoria de LuDiasBH

ogrito

Dentre os transtornos de ansiedade está a cada vez mais conhecida Síndrome do Pânico (SP), que tem atemorizado as pessoas nas mais diferentes idades. De repente, a dita explode sem ser chamada, envolvendo sua vítima nos tentáculos do desespero e do medo, muitas vezes sem motivo algum, como se a pessoa torturada estivesse tendo um ataque cardíaco. A atrevida não respeita lugar ou ocasião. Se cisma de “baixar o santo”, não há reza que a faça mudar de trajeto. Acaba deixando o possuído totalmente amedrontado com a possibilidade de uma nova visita, gerando uma roda viva de tormento e terror. E pior, existem suspeitas de que, o fato de lembrar-se das crises de pânico tidas, pode gerar uma nova crise. O bom mesmo é jogar essa dama abusada no vale do esquecimento, jamais pensando nela.

A Síndrome do Pânico é também uma carcereira cruel e desleal, pois além de atormentar suas vítimas, ainda as aprisiona dentro de casa, numa aflitiva prisão domiciliar. É somente no próprio lar que as pessoas afligidas pela tirana sentem segurança, rodeadas pela família e paredes tão conhecidas. Imaginam as coitadas que a megera possa atacá-las, mal botem os pés na rua. Sozinhas e a céu aberto, elas julgam perder o controle, saírem correndo abiloladas, ou se espatifarem no chão, vitimadas por um infarto. Em razão disso, a Síndrome do Pânico afeta a vida de seus amedrontados servos tanto na escola, como no trabalho e nos passeios. Mas mesmo em suas moradias, os inocentes prisioneiros não se encontram a salvo, pois a opressora chega assim como o grande Zeus, conforme conta o mito da jovem e inocente Dânae.

E a dona Ciência, onde está que não põe um freio nessa criatura petulante, conhecida como Síndrome do Pânico? Verdade seja dita, é fato que ela tem trabalhado muito para combatê-la, mas ainda, coitada, nem sabe direito quais são as reais causas que levam a seu aparecimento. A Ciência enumera a genética, o estresse, o temperamento “destemperado”, propício ao estresse, e até mesmo o modo como a central de computação (cérebro) reage diante de certos acontecimentos. O mais difícil de entender, porém, é como essa fulana agarra suas vítimas, mesmo quando essas se encontram num “bem bom”, sem qualquer evidência de perigo. E, para maiores esclarecimentos, a dita gosta mais da proximidade com o “sexo frágil”, o que não significa que também não aprecie o contato com o “macho”.

O que se deve fazer para impedir uma visita tão indesejada? Alerta geral! Com ela não adianta botar a vassoura atrás da porta. Assim que houver indícios de que essa intrusa ronda por perto, deve-se procurar ajuda médica o mais rápido possível. Pois não adianta à vítima dar uma de valentona, uma vez que os ataques dessa “madama” são difíceis de controlar por conta própria, e a cada visita eles se tornam mais fortes e cruéis. Além do mais, se tal síndrome não for tratada, novas complicações podem surgir, comprometendo seriamente a qualidade de vida da pessoa, tanto no âmbito profissional quanto no social.

Para que as vítimas dessa aterradora figura possam ter um mínimo de alerta quanto à sua chegada, pois a mal-educada não envia aviso algum acerca de sua visita, saibam que ela poderá aparecer quando lhe der na telha, em qualquer horário do dia ou da noite, e em qualquer situação, até mesmo quando a pobre vítima encontrar-se na alcova, nos braços de Morfeu. Suas visitas, no entanto, não são longas, duram normalmente entre 10 e 20 minutos, que parecem eternos. Ela chega, dá o seu recado e pica a mula, deixando um rastro de impotência, medo e desespero atrás de si. Existem também casos em que alguns desses desalentarores sintomas cismam em delongar por uma hora ou mais, ainda que se bote sal no fogo.

Nota: para obterem esclarecimentos médicos, convido os leitores a lerem o artigo:
Síndrome do pânico – Causas, Sintomas e Tratamentos …
Leiam também: Munch – O GRITO

102 comentários sobre “SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO

  1. Allan

    Olá, Lu!

    As perguntas que você me fez são ótimas. Talvez meu caso seja um pouco diferente da maioria aqui relatados.

    Eu me diagnosticaria como tendo depressão leve. Dia ou outro, desde de a minha adolescência, me sentia triste por nem sempre alcançar meus objetivos. Essa tristeza, pouco durava e não interferia em nada na minha vida.

    Em Julho desde ano, depois de muito tempo e após uma “bebedeira”, a tristeza voltou. No auge da minha ignorância, achei que se tomasse uns comprimidos do meu pai (antidepressivo “cloridrato de cloripramida”), junto com álcool, me sentiria bem para curtir o fim da noite. Foi o maior erro que cometi. No outro dia, logo de manhã, já comecei a sentir os sintomas. Visão turva, sensação de desmaio, palpitações, mãos frias e suadas. Fui ao hospital, onde me fizeram fluidoterapia. Voltei para casa e passei o fim de semana bem. Na terça-feira, 2 dias após ter tomado esse coquetel, alcool e antidepressivo, indo trabalhar, descendo do carro, senti todos os sintomas novamente. Como estava sozinho, longe do hospital e com insegurança de dirigir, parei no posto de saúde do bairro, onde novamente me fizeram fluidoterapia e me deram um comprimido de Diazepam (só soube que me deram isso semana passada, pois fui pedir meu prontuário e lá constava a medicação me deram no dia). Voltei pra casa bem, mas extremamente sonolento. Dormi até o outro dia e mesmo assim continuei cansado, tanto que não fui trabalhar. Quando minha mãe chegou em casa e me viu na cama, achou melhor irmos novamente ao posto passar por uma consulta de emergência.
    Lá fui atendido por uma médica plantonista, que cobre a falta dos médicos fixos do posto. Super mal humorada e mal educada. Fui sincero e disse que os sintomas apareceram logo após a ingestão do álcool e do antidepressivo, e apenas com essas informações ela fechou o diagnóstico como crise de ansiedade e me receitou o “bendito” Alprazolam 2mg. Apenas me disse para tomar um comprimido ao me deitar, se achasse que era forte, tomar apenas 1/2, e procurar um Psiquiatra. Saí de lá, passei na farmácia e depois no CAPS da minha cidade. Só tinha vaga para consulta depois de 1 mês,

    Nos primeiros 15 dias, com medo, tomei apenas meio. Me senti bem. Nunca tive problema para dormir, mas tomando esse remédio o sono vinha mais rápido. Meu apetite aumentou e tudo corria bem até que, um dia, senti os sintomas de “ansiedade” novamente, bem mais fracos mas, me senti incomodado ao ponto de seguir a risca a prescrição médica e passei a tomar 1 comprimido de 2mg.

    Percebi que minha memória estava bem fraca. Senti também que minha percepção do dia a dia tinha mudado. Era como se eu estivesse lá apenas fisicamente, trabalhando, mas totalmente desligado emocionalmente de tudo.

    Passei com o psiquiatra que mal me ouviu e receitou Alprazolam 0.25mg e ESC 10mg. Disse à ele que ainda tinham muitos comprimidos do Alprazolam 2mg que a outra médica havia me passado e ele me orientou a tomá-los e quando acabasse comprasse os dois medicamentos que havia me passado.

    No fim de semana antes do retorno a aula, teve um churrasco da faculdade. Mesmo não lendo a bula, ou procurado informações a respeito do remédia, sabia que não era indicado beber tomando a medicação. Tomei na sexta a noite, fui para churrasco no sábado, passei o dia bem, mas a noite noite que mesmo muito cansado, estava com dificuldade em dormir. Acordava de 15 em 15 minutos. No domingo amanheci bem ruim. Diarreia, náuseas e aquele sensação de “estou aqui mas não estou” minha dobrado. Domingo fui novamente ao churrasco, mesmo ruim, me forcei a parecer bem e tomei umas duas latas de cerveja e fui-me embora. Novamente à noite, tive dificuldade com o sono e, na segunda feira, todos os sintomas se agravaram, me fazendo voltar a tomar a medicação porém, na dosagem de 1/2 comprido. Daí pra frente LuH, só piorei. Na quarta feira cheguei a conclusão de que era o remédio que me fazia mal e parei de toma-lo. Quinta e sexta, fiquei bem ruim, mas no sábado fui melhorando. Esses três dias não consegui dormi por 1 minuto se quer. No domingo, não aguentando mais, tomei novamente 1/2 comprimido. Segunda feira, como era de se esperar ruim de novo. Fui ao CAPS falar com o psiquiatra, que não me atendeu, mas pediu para dizer que o remédio não causava nada aquilo. Disse para eu voltar a tomar e procura-lo na sexta. Foi o que fiz. Passei a semana mal, no quarto deitado, e sexta feira fui falar com ele. Mal me escutou, só pediu para parar de vez de tomar o Alprazolam, me deu uma caixa de ESC e pediu para voltar dentro de 1 mês.

    Contei tudo que havia acontecido ao meu pai, onde ele me orientou a parar com tudo e procurar por Psicoterapia. Foi isso. De lá pra cá, melhorei muito, muito mesmo, mas ainda não me sinto 100%. Acredito que desde o começo dei azar nos profissionais que me atenderam. Quando tenho essas crises, por mais raras que elas tenham ficado, penso em voltar ao médico, mas acho que ele não vai me escutar e simplesmente me dará remédios para me deixar dopado.

    O psicólogo que me atende hoje foi o único que foi atrás das informações que passei e chegou a conclusão de que o que eu sinto hoje é de fato abstinência. Ele me disse que a dosagem do remédio foi alta, que não foi me passado as orientações corretas na forma de uso dele, que foi leviano. Me diz também que irá passar por completo todo esse mal estar. É nisso que tenho me apoiado quando ocorre as crises, que irá passar por si só.

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Allan

      Todos os seres humanos possuem características próprias quanto à maneira de ser. Algumas lhes são agregadas pela existência, mas outras já nascem com cada um, fazendo parte da personalidade. Eu, por exemplo, nunca fui uma pessoa esfuziante. Ao contrário, sou contida, até mesmo nos gestos corporais. Também carrego comigo uma certa tristeza, talvez pelo fato de eu ser muito sensível em relação à humanidade, à flora e à fauna, ou seja, ao planeta Terra como um todo. Se eu vir alguém judiar de um bichinho, fico numa profunda tristeza, como se a dor fizesse parte de mim. Se arrancam uma árvore, cortam-me o coração. Sei que serei sempre assim, tal comportamento faz parte de minha personalidade.

      Quanto aos objetivos, procuro dar sempre o melhor de mim, mas buscando viver um dia de cada vez. Não jogo nenhum peso no passado ou no futuro. O que sou hoje determinará o meu passado (o presente é um passado a caminho) e o meu futuro. Os objetivos vão sendo edificados com base no nosso crescimento emocional, muito mais do que com o intelectual. E a palavra chave é equilíbrio. Jamais permita que o excesso de ambição tolde o seu dia.

      Amiguinho, se a sua depressão é leve, a psicoterapia irá resolvê-la. Talvez se trate de uma passagem mal resolvida de sua vida, que precisa ser revista, digerida, analisada. Saiba que estarei torcendo por você. E não deixe de sempre nos trazer notícias.

      Um abraço carinhoso,

      Lu

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  2. Debora

    Gostaria de relatar que o famoso BUP, remédio que estou usando há 1 mês, me deu uma enorme irritabilidade. Ter um filho autista não é muito fácil, mas garanto que cuidá-lo tomada por uma irritabilidade incontrolável torna 1000000 vezes pior. Estou na peregrinação por um remédio que me deixe menos triste, letárgica, frustrada e com menos apetite. Desculpem o desabafo. Só queria dizer, de fato, que o tal bup não é esta maravilha que falam por aí.
    Abraços

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Débora

      Estava com saudades suas, mocinha! Espero que o filhotinho esteja cada vez mais fofo.

      Lindinha, se o senhor Bup está a deixá-la irritada, procure seu psiquiatra e converse com ele. O uso de um tranquilizante (existem ótimos fitoterápicos) conjuntamente com o antidepressivo poderá ajudá-la muito, principalmente na fase inicial. Quanto à letargia e à frustração, somente você poderá trabalhar isso. Comece vivendo um dia de cada vez. Nenhuma mudança acontecerá se não vier de dentro para fora. E se você não quiser. Lembre-se do texto “Os Antidepressivos em nossa Vida”. Não existe a pílula da felicidade. A aceitação é o primeiro degrau de nossas mudanças pessoais. Você está fazendo algum tipo de terapia?

      Beijos,

      Lu

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        1. LuDiasBH Autor do post

          Débora

          Que bom, minha amiguinha, pois unindo o tratamento com a psicoterapia, os resultados serão imediatos. Também amo sua presença aqui.

          Beijos,

          Lu

      1. Paula

        Oi, Lu! O meu psiquiatra me passou Orap 1 mg. Conhece? Ele falou que é para tirar os medos da minha cabeça. O que me preocupa um pouco é que na bula diz pra não usar junto com antidepressivo e eu faço uso do reconter (escitalopram), mas ele é o médico e falou pra eu tomar. Eu uso o Orap pela manhã e o reconter à noite. Tem quatro dias que estou usando e o meu medo já diminuiu um pouco.

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        1. LuDiasBH Autor do post

          Paula

          Não conhecia este medicamento, mas dei uma olhada na bula, agora. Realmente lá está escrito: “É contraindicado o uso concomitante de Orap com inibidores da recaptação de serotonina tais como: sertralina, paroxetina, citalopram e escitalopram.”. Pode ser que se refira ao uso no mesmo horário e não em horários diferentes. De qualquer forma, se isso a está preocupando, procure seu médico e converse com ele. Fale-lhe sobre a observação que leu na bula e sobre sua preocupação. Não guarde dúvidas. O médico deve esclarecer todas as indagações do paciente. O bom é que você já está se sentindo melhor. Depois me conte como foi a conversa.

          Beijos,

          Lu

  3. Allan

    Boa-noite, Lu!
    Passando para dizer que continuo acompanhando seu blog e mandando energias positivas para você e para as pessoas que aqui postam.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Allan

      Fiquei preocupada com sua ausência. No seu penúltimo comentário, você escreveu: “Se não se importar, gostaria de ir relatando aqui minhas melhoras e pioras pelo efeito da abstinência do remédio”. Isso foi em 10/09 deste ano, mas repentinamente sumiu. Não deu mais notícias. Saber que se encontra bem deixou-me bem tranquila.

      Abraços,

      Lu

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      1. Allan

        Boa-tarde, Lu!

        Peço que desculpe a ausência dos meus relatos sobre o efeito de abstinência do Alprazolam. Achei que tentando esquecer que havia passado por essa fase, a melhora seria mais rápida. De certa forma, devo confessar que, desde meu último comentário, no dia 10/09, minhas melhoras foram significativas, ainda mais pelo fato de que, nesta data, faziam apenas 9 dias que eu estava sem tomar o “Bendito”. De lá pra cá, alguns efeitos psicólogos foram desaparecendo um por um, como por exemplo a insônia. Hoje consigo dormir uma noite inteira de sono sem precisar de medicamento algum, nem mesmo a Valeriana, que tanto me ajudou nos primeiros dias após deixar o remédio.

        Aquele sonolência que sentia durante o dia, como se estivesse extremamente dopado, diminuiu quase que por completo. Ela só me incomoda mesmo em determinados horários (depois do almoço e jantar). O sono é tanto que se faz necessário fechar os olhos por 30 minutos. Nunca tinha sentido isso antes. Tinha aquela “preguicinha” gostosa depois do almoço, que logo passava, e me deixava terminar o resto do dia bem, mas, agora eu não consigo ficar com olhos abertos. Às vezes sinto dores e formigamentos nos membros, principalmente nos pés, mas nada que não seja tolerável.

        Notei também que meu organismo ficou bem intolerante ao álcool. Depois de muito tempo, hoje resolvi tomar uma lata de cerveja que estava na geladeira, o que não foi uma boa ideia. Minutos depois, tive uma crise que me obrigou a ir me deitar por uma duas horas, mas agora já estou bem, cansado (quando a crise vem, parece que corri quilômetros sem beber água), mas bem.

        O fato é que, depois de 2 meses sem remédio, a Síndrome do Pânico, não me deixou por completo. Ao menos uma vez por semana, todos aqueles horríveis sintomas voltam a me assombrar. Duram menos tempo e têm menor intensidade. Acredito eu que logo eles sumirão por completo, afinal, à cada dia que passa me sinto melhor. Mesmo passando por uma fase de estresse (provas finais da faculdade, cachorrinha bem doente e etc), venho levando o dia da melhor forma possível e consigo me deitar à noite com aquele sentimento de “dever do dia cumprido” e fazer planos para o futuro.

        Continuo indo ao Psicoterapeuta a cada 15 dias. Gosto de ir lá. Conversar com alguém imparcial, que não te julga, é muito bom. No mais, o resumo desse tempo todo que não postei é que, dando tempo ao tempo, tudo melhorou. Não me recuperei 100 % no prazo que eu achei que fosse acontecer, mas eu tenho certeza que nos próximos meses isso acontecerá gradualmente.

        Continuo acompanhando o seu blog Lu, que além do tópico “Saúde Mental” tem tantos outros interessantes também. Sempre que leio a mensagem de alguém que posta aqui, com as mesmas dúvidas e aflições que eu tinha lá atrás, fico meio que “feliz”, porque aqui, eles serão bem recebidos por você.

        Obrigado Lu!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Allan

          Estou muito feliz com as boas notícias que me traz. Maravilha! Agora você é super POP! Seu depoimento servirá de incentivo a muitos leitores. Adoro sentir essa positividade nas pessoas. Os otimistas estão sempre um passo à frente dos demais.

          Amiguinho, você parou de usar o medicamento após fazer uso dele por quanto tempo? Foi por orientação médica? Foi orientado no que fazer para passar pelo desmame? Estou lhe perguntando porque fala em “abstinência” e não em “desmame”.

          Você escreveu: “O fato é que, depois de 2 meses sem remédio, a Síndrome do Pânico, não me deixou por completo. Ao menos uma vez por semana, todos aqueles horríveis sintomas voltam a me assombrar. Duram menos tempo e têm menor intensidade.”.

          Allan, não era para estar lidando mais com a SP, após deixar a medicação. Muitas vezes a pessoa para antes do tempo necessário, tendo que voltar ao tratamento. Essas crises também podem ser em razão do período estressante que está vivendo. Mas, de qualquer forma, fique atento, se começar a senti-las com mais intensidade e constância, não deixe de procurar seu psiquiatra. Pode ser que seu organismo exija mais um pouco de tempo em relação ao tratamento. Sou chata, não?

          Amiguinho, essa sonolência depois do almoço é levada a sério em muitos países, com a tradicional “sesta”. E estendê-la ao jantar também faz bem à saúde. Ajuda na digestão. Como é bom dormir! Quanto ao álcool, aguarde um tempo maior para voltar a experimentá-lo. Não force seu organismo.

          Agradeço o seu carinho para comigo e o meu blog. Leia também a categoria ARTE DE VIVER, que é muito especial. Melhoras para a sua cachorrinha. Também estive com meu gatinho Luan (vulgo Lulu) hospitalizado por oito dias, mas ele já se encontra ótimo, aprontando todas. E boas provas.

          Um grande abraço,

          Lu

  4. Paula Autor do post

    Lu, bom-dia!

    Desde os meus 20 anos, que sei que o que tenho é depressão. Mas de um ano pra cá, tenho a impressão que estou com pânico, porque, como te informei anteriormente, tenho pavor da doença glaucoma. E li e leio o tempo todos várias coisas na internet informando que o uso prolongado de antidepressivos pode causar glaucoma, que o efeito colateral de alguns psicotrópicos pode desencadear um glaucoma. Li o caso de uma mulher contada por um suposto médico que chegou ao hospital com fortes dores na vista e, quando foram medir a pressão intra ocular dela estava muito alta, e ela estava em tratamento com o escitalopram que é o medicamento que nós tomamos. O medico informou que o glaucoma foi causado pelo escitalopram. Li também o caso de uma pessoa perguntando a um médico sobre mitos e verdades. A pergunta da pessoa foi: Antidepressivos dão glaucoma? E o médico respondeu que sim. Essas coisas me deixam com muito medo, porque eu não tenho glaucoma, mas não quero ter por causa de um remédio. Acho inaceitável que a depressão é uma doença que nos prejudicar em outras coisas, termos outras doenças porque temos que tratar uma depressão. Sera possível que a medicina tão avançada não consegue fazer medicamentos de uso continuo para tratar depressão sem causar outras doenças? Isso parece pré- histórico. Sabe Lu, na internet tem vários textos comparando os efeitos ruins pra vista dos antidepressivos com os corticoides. E os corticoides são medicamentos que realmente causam glaucoma, isso os médicos afirmam. E fica na minha cabeça, Lu, a pergunta será que também o antidepressivo não causa? Eu já fui a mais de 5 psiquiatras, mais de 5 neurologistas, já fui a oftalmologistas e meu esposo foi ate em clínica especializada em glaucoma tirar essa dúvida. Todos os médicos afirmaram que antidepressivos não causam glaucoma. Que o alerta é para quem já tem a doença, que nesse caso pode prejudicar.

    Lu somos usuárias crônicas de antidepressivos e por nós te peço um enorme favor: na sua próxima consulta com o seu psiquiatra ou oftalmologista, faz a ele essa pergunta. Quem não tem glaucoma e nenhuma característica de glaucoma pode ter pelo uso do antidepressivo? Espero que tenha uma resposta positiva dos médicos e por favor me repasse essa resposta, pois preciso disso para sobreviver a esse medo. Minha avó por parte de pai teve um glaucoma por causa de uma catarata muito grande que não tratou. E entrou em depressão profunda e morreu em apenas um mês. Após ficar cega a vida dela acabou, não quero isso pra mim, não quero isso pra gente, para nós usuários crônicos. Desculpa o desabafo e conto com sua ajuda e pode contar comigo também.

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Paula

      Este seu comentário é importante, porque pode servir para outras pessoas, que carregam esse mesmo medo infundado que você.

      Amiguinha, você ficou traumatizada com a cegueira de sua avó, fator que mexeu intensamente com seu sistema emocional. E, em contrapartida, esse seu medo incontrolável vem sendo repassado para a sua saúde mental, trazendo-lhe vários problemas, inclusive no uso de antidepressivos para tratar sua depressão. Portanto, faz-se necessário que você trate esse trauma, recorrendo à terapia. Não pode deixar que ele crie mais raízes e seja fortalecido, a ponto de interferir tanto em sua vida. Se não tratar agora, ele irá se ramificar, trazendo-lhe problemas ainda mais sérios. Converse com seu psiquiatra, abra-se com ele, fale abertamente desse trauma com o qual está vivendo, e peça-lhe para indicar-lhe um bom terapeuta, uma vez que não está dando conta de resolvê-lo sozinha.

      Paula, a terapia irá ser de suma importância para você e será o único caminho para ajudá-la, uma vez que já foi a inúmeros psiquiatras, neurologistas e oftamologistas, sem acreditar em nenhum deles. Qualquer coisa que eu lhe diga também não será aceita. Não porque você não queira, mas pelo fato de estar passando por um momento traumático que exige de um acompanhamento mais sério. No momento, você está propensa a acreditar somente nas informações da internet, abrindo mão das explicações de profissionais sérios com os quais têm consultado, mesmo sabendo que 80% do que se lê na internet não merece crédito, e que não se pode trocar a presença de um médico pela consulta do Dr. Google. O seu problema vem se agravando, seu medo vem se transformando em pânico. É preciso conter isso antes que atinja um grau que será impossível suportar, tendo que partir para a internação. Ponha um ponto final nessas leituras, sem nenhum fundo científico, que você nem sabe quem as escreveu e que não citam fontes. Saiba que a internet é um território livre, onde cada um escreve o que bem quer. Não existe ainda qualquer cerceamento para as muitas mentiras que nela são expostas. Consulte apenas sites que tenham credibilidade.

      Paula, tomo antidepressivo desde a minha adolescência, faça consulta oftalmológica todo ano (uso óculos para perto) e nunca tive abolutamente nada. Minha pressão ocular é normal. Minha mãe usou antidepressivo até os 89 anos, quando faleceu, fazia exame de vista anualmente, e jamais teve glaucoma. Também conversei com meu psiquiatra sobre seu caso e ele me disse que nunca ouvira falar sobre isso. Ainda relatou o que eu já lhe disse: “Os laboratórios são obrigados a colocar na bula do medicamento qualquer efeito colateral já acontecido, ainda que seja insignificante, sob o risco de pagar pesada multa, ser tirado do mercado e ressarcir as vítimas pelos danos não constantes na bula”. Veja o caso de um medicamento chamado “talidomida”. Outra coisa muito importante, que você precisa saber: os antidepressivos não possuem corticóides. Mais uma vez: os antidepressivos não possuem corticóides. Veja neste link para que servem os corticóides: https://www.tuasaude.com/corticoides/

      As pessoas que possuem glaucoma devem fazer o acompanhamento, sim, independente do medicamento usado, principalmente colírios com corticóides. E mesmo quem não tem esse problema deve fazer anualmente uma consulta oftalmológica, principalmente se for idoso e diabético.

      Paula, gostaria que você acesse o link abaixo do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia), onde poderá ver que não existe nenuma alusão aos antidepressivos em relação ao glaucoma, e olhe que se trata de um dos principais órgãos sobre o assunto, no Brasil.

      http://www.cbo.net.br/novo/publico-geral/tudosobreoglaucoma.php

      Amiguinha, vença esse seu medo infundando, acredite nas pessoas sérias com quem consulta, e tome seu antidepressivo sem nenhum medo. Faça isso por você mesma. Espero tê-la ajudado. Mantenha-se em contato comigo, para dizer como anda sua saúde.

      Abraços,

      Lu

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      1. Paula

        Oi, Lu!
        Na verdade a morte da minha avó não foi um trauma pra mim. Não éramos tão ligadas. Minha avó faleceu faz 13 anos. Passei dez anos da minha vida bem, nunca pensei em glaucoma, nunca li bula. Só que de um ano pra cá, que fui ler a bula do antidepressivo que tomava, o Anafranil, que troquei pelo Reconter por esse motivo. Li na bula do Anafranil que em casos raros causa glaucoma. A partir daí comecei a procurar na Internet sobre relação de antidepressivos com glaucoma, e achei várias coisas que me deixaram assustada. O que me assustou não foi o falecimento da minha avó, e sim me imaginar cega como ela. Como te falei minha avó, que teve glaucoma, nunca usou antidepressivos.

        Referente ao antidepressivo não ter corticoide, sei que não tem. O que diz na Internet é o antidepressivo e o corticoide causam mal à vista. Mas vou seguir seus conselhos e parar de ver o dr Google. Já fui a vários médicos e todos falaram que não causa. Referente a pre-disposição ao glaucoma, perguntei isso ao oftalmologista. Ele me informou que seria uma pessoa que tem o ângulo da vista fechado, geralmente são ocidentais e também pessoas que já tem a pressão intraocular alta.

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        1. LuDiasBH Autor do post

          Paula

          Pensei que você tivesse uma ligação muito próxima com sua avó, para que esse medo tomasse conta de você tão fortemente. O que a traumatizou foi o fato de ela ter ficado cega. Tomei Anafranil durante anos. Dava-me muito bem com o medicamento.

          Amiguinha, você realmente precisa parar de ficar consultando o Dr. Google, pois isso está lhe trazendo uma grande aflição, desequilibrando o seu emocional. Sem falar que nada acrescenta à sua vida. Seus médicos são as pessoas mais aptas para informá-la. Siga a orientação deles. Caso contrário isso acabará gerando uma paranóia em sua cabecinha, capaz de levá-la à internação hospitalar. Você precisa aprender confiar em fontes seguras, para que sua vida possa fluir. Certo?

          Abraços,

          Lu

    2. Debora

      Lu
      Espero que não seja verdade. Muitas pessoas que amo dependem deste medicamento. Você leu só sobre o esc? Algum outro antidepressivo ambém “pode” causar glaucoma? Eu tomei o esc por 6 meses e parei. Sempre relatei aqui que sou do tipo da deprimida letárgica, sem ânimo e vontade pra nada (iniciei o esc porque me deu depressão pós parto: filho prematuro, foi pra uti, não amamentei, etc. Tudo isto me frustrou e frusta até hoje). Depois de ficar 3 meses sem remédio algum, o que só me piorou, recebi o diagnóstico de autismo para meu filho. Não deu outra, desmoronei mais ainda. Me sinto um lixo inútil, como mãe! Procurei um psiquiatra espírita. Gostei de conversar com ele e amei o remédio q ele me passou: cloridrato de buprobiona. Me sinto menos letárgica, mas a culpa, quanto ao meu filho, não passa.

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      1. LuDiasBH Autor do post

        Débora

        Já estava com saudades suas, menina!

        Lindinha, você leu que a nossa amiguinha foi a cinco psiquiatras, cinco neurologistas e oftalmologistas. E todos negaram a veracidade de tal fato. O problema é que ela se encontra traumatizada com a perda da avó, e transferiu para o remédio a responsabilidade, trata-se de um tipo de negação da morte. Absolutamente nada a ver com o medicamento. Conversei com meu psiquiatra que negou tal efeito. Além do mais, o oxalato de escitalopram é dos antidepressivos mais vendidos no Brasil e no mundo. Você não tem noção como é difícil para o sistema de saúde estadunidense aprovar um medicamento. Portanto, não pense mais nisso!

        Débora, há vários graus de autismo. Tenho uma grande amiga que tem um irmão autista. E deve haver muita gente em minha família com tal problema, mas que não foi diagnosticado. Muitas vezes, você convive com um autista sem perceber. Quando meu primo ganhou um bebê com a Síndrome de Down, ele ficou triste, até que uma enfermeira deu-lhe os parabéns por “ter um anjo em sua vida”. Hoje é o único filho que tem ao lado, já com 18 anos, os demais tomaram seu rumo e não dão a mínima para a família. Portanto, minha amiga, há sempre janelas a serem abertas, em qualquer que seja a situação, basta apenas que o coração esteja cheio de amor e todo o resto ajeita-se.

        Amiga, achar que a culpa de seu filho ter nascido com autismo é sua, não passa de prepotência de sua parte. Ou seja, trata-se de uma vaidade boba, como se você tivesse controle sobre a vida. Poderia estar assim, se de alguma forma tivesse contribuído para isso, como as mães que bebem bebidas alcóolicas e fumam durante a gravidez, trazendo muitos problemas para seus bebês. Mas tenho a certeza de que foi uma futura mamãe muito responsável. Portanto, levante sua autoestima e ame muito seu filho. Trata-se de um anjinho em sua vida. A sua tristeza, o seu desgosto e inaceitação atingem-no, pois a relação entre mãe e filho é umbilical. Crie um ambiente de muito amor para ele. Aceite… Aceite… Aceite… Assim os outros farão o mesmo. Lembre-se que, ao se culpar, estará criando uma barreira emocional entre você e seu filho. E ele só precisa de ser amado. Jogue essa culpa fora, preencha o lugar com carinho, amor, compreensão e zelo. Tenho a certeza de que você é uma pessoa inteligente.

        Lindinha, conte sempre comigo. Não se sinta só. Venha conversar conosco.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Debora

          Luzinha, agradeço a Deus por ter você nos auxiliando. Suas colocações são certeiras! O grau de autismo do meu filho é leve. Eu quero que ele seja feliz e inteligente, pois assim ele saberá viver neste mundo velho. Não sei se é possível um autista ser feliz e inteligente mas, agora, cabe a mim e a ele descobrir.

          Beijos

        2. LuDiasBH Autor do post

          Débora

          Minha amiga, esta é a postura correta que deverá ter. É claro que ele poderá ser feliz. Sabia que muitos autistas trabalham, sem que seus colegas saibam que o são. Portanto, minha querida, faça o que tem de ser feito, permita que ele e você sejam felizes.

          Beijos,

          Lu

  5. Allan

    Boa Tarde Lu!

    Seu blog, para mim, funciona como “terapia”. Além dos tópicos relacionados à saúde mental, tem outros tantos que nos ajudam a distrair e pensar positivo. Acessar seu blog já virou uma espécia de hábito saudável para mim.

    Em relação a minha descontinuação do Alprazolam 2 mg continua em lento progresso. Os efeitos físicos quase não sinto, porém os psicológicos ainda insistem em permanecer. Estou nesses últimos dias na fase do “medo”.Sinto medo de tudo. Medo de dormir e não acordar mais, medo de ficar tonto e desmaiar, medo de perder meus familiares, medo de ficar doente e até mesmo medo do medo. Incrível o que cérebro pode fazer, não?!

    Fico meio triste em saber que certos médicos tratam distúrbio mentais de uma forma tão leviana e desapontado por estar passando por essa fase tão difícil pelo simples fato dos médicos não acreditarem em mim, ao relatar pela a primeira vez os sintomas que sentia. Acredito que, por mais semelhantes que os casos se apresentem em si, cada caso deve ser analisado de forma individual e com todo cuidado nos medicamentos prescritos.

    No mais, tento deixar esses pensamentos de lado e continuar sendo POP em todos os momentos dos meus dias. Se não se importar, gostaria de ir relatando aqui minhas melhoras e pioras pelo efeito da abstinência do remédio.

    Bom final de semana, Lu!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Allan

      Meu terno amiguinho, eu agradeço muito suas palavras generosas relativas ao blog. Elas me dão um grande incentivo para continuar pesquisando e procurando trazer artigos relativos à saúde e outros que acrescentem conhecimento às pessoas que aqui chegam. Saber que você tem o hábito de acessá-lo diariamente é um motivo de muita satisfação para mim. Muito obrigada!

      Allan, ainda que o progresso seja lento, o importante é que ele está acontecendo. Cada organismo tem o seu tempo. Não se preocupe com isso. Siga tomando o chá de camomila, o banho tépido e o leite morno. Quanto a certos médicos, meu amiguinho, é realmente lamentável que ponham o resultado financeiro em primeiro plano, usando um tempo diminuto para a consulta, e esquecendo-se do juramento que fizeram durante a formatura. Mas incompetentes e insensíveis existem em todas as profissões. Benditos sejam aqueles que fogem dessa ganância desenfreada, pois são eles que tornam o mundo melhor. Os incompetentes e dinheiristas jamais sentirão o que é ser feliz na profissão abraçada. Merecem pena! O importante é que você se encontra em tratamento, caminhando para uma vida com qualidade, ciente de que não se encontra só nessa caminhada. Estamos todos juntos. E daremos nossas mãos, sempre!

      Amiguinho, o “medo”, quando dentro dos parâmetros da normalidade, é bem-vindo, pois age como uma emoção protetora diante daquilo que aparenta perigo. Ele só passa a ser nocivo quando extrapola a realidade, como se vivêssemos num filme de ficção (Alien). Quando chega a isso, precisamos botar um cabresto nele, de modo que não tome as rédeas de nossa vida. Quando isso me passa pela cabeça, ainda que seja como um relâmpago, eu digo: “Vamos parar por aí! Não venha, pois não encontrará campo fértil em meu cérebro, pois quem tem o comando dele sou eu!”. E não é que essa emoção boba (quando nos maltrata) vira éter!

      Allan, eu tenho dito que o antidepressivo faz 50% do trabalho, mas a outra parte cabe a nós. Mas como? Racionalizando! Quando esse “medo” tentar habitar seu cérebro, simplesmente desligue o canal, como faz com a TV, e sintonize em outro. Relembre um passeio que fez, um bom filme a que assistiu, uma namorada que teve, uma aula inesquecível, as coisas boas que fez no dia (até aquele momento), um jogo do seu time, etc. É você quem tem o comando, meu querido. Não o repasse para uma ficção inoportuna. Saiba que todos os seres humanos possuem pensamentos ruins, nos quais questionam a vida e a morte. A diferença está no modo como lidam com eles.

      Meu amigo, faça um joguinho com esse “senhor indesejável”. Troque o “medo de dormir” pela felicidade de estar na sua cama aconchegante, cheirosa (jogo colônia na minha, antes de dormir), rodeado pelas coisas de que gosta. Imagine como será o novo dia: chuvoso, ensolarado, nublado… E sinta-se feliz por aguardá-lo. Procure ficar tonto, e até mesmo desmaiar, mas de alegria, ao ouvir suas músicas prediletas, ao ver um bom filme, ao fazer algo interessante, ao relembrar uma conversa legal que teve durante o dia… Troque o “medo de perder seus familiares”, pela alegria de listá-los (mentalmente), começando pelos que são mais importantes em sua vida. Pense em como poderá dizer-lhes o quanto significam para você. Enumere também as pessoas especiais que encontrou durante o dia. Troque o “ter medo de ficar doente” pela alegria de ter um corpo perfeito, apesar das limitações inerentes a nós, mortais comuns. Agradeça a cada parte de seu corpo pelo trabalho executado naquele dia. E transforme o “medo do medo” em coisa à toa, sem nenhuma significância, dando-lhe um olé, um xô. Pense em como é maravilhoso viver um dia de cada vez! Agradeça, agradeça, agradeça!

      Meu doce amigo POP, este cantinho é seu. Será um prazer acompanhá-lo nesta caminhada. Quero que todos vocês, leitores deste espaço, usem-no para expressarem-se como e quando quiserem. Certo? Releia OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  6. Allan

    Boa tarde, Luh!

    Passei pelo psiquiatra na sexta feira e, graças a Deus, ele me pediu para deixar de tomar o Alprazolam 2 mg. Mesmo ele não tendo me pedido para fazer o “desmame”, me senti mais aliviado. Esse remédio estava me fazendo muito mal. A síndrome de abstinência começou logo no sábado, com todos aqueles sintomas desagradáveis. O meu fim de semana foi bastante difícil. Noites em claro (insônia), e hospital, durante o dia, tomando soro.

    Hoje parece que os efeitos diminuíram significamente. Consegui comer e até mesmo dirigir. Tenho fé que dentro de umas duas semanas os sintomas tenham desaparecido por completo, principalmente a insônia. Sinto que meu corpo está precisando de uma boa noite de sono para se recuperar, mas está difícil. O único medicamento que eu estou fazendo uso, é a Valeriana, que me ajuda, mesmo que pouco, a ter alguns minutos de sono por noite.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Allan

      O organismo humano é muito complexo. Embora sejamos aparentemente iguais, a reação aos medicamentos pode ser a mais diversa possível. É por isso que se faz necessário acompanhar com atenção os efeitos que um remédio causa em nós. Não é porque A tomou e deu certo que B irá sentir a mesma coisa. Nisso reside o perigo da automedicação. Se as reações adversas perduram mais do que o esperado, é preciso que o médico dê o seu parecer, baseando-se nas queixas do paciente e, se necessário, mudando a dosagem ou até mesmo o medicamento, pois muitas vezes ele possui hipersensibilidade a uma das substâncias constantes no remédio.

      Amiguinho, imagino como foi o seu fim de semana, com a parada abrupta do tranquilizante. A tendência dos efeitos ruins é diminuírem cada vez mais. Tome bastante líquido para eliminar qualquer vestígio do remédio. E assim que começar a dormir bem, tudo voltará ao normal. A Valeriana é um ótimo fitoterápico.

      Allan, antes de deitar-se tome um banho tépido e um copo de leite morno. Ponha uma musiquinha bem baixinho, de preferência clássica, durma a meia-luz ou no escuro. Outra coisa, não veja tevê ou leia uma hora antes de deitar-se, evitando qualquer coisa que o deixe aceso. E durante o dia tome, pelo menos, seis xícaras de chá de camomila.

      Quero notícias suas amanhã. Uma boa noite de sono para você, meu amiguinho.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Allan

        Boa tarde, Lu!

        Quero agradecer pelos conselhos. Nessas duas últimas noites, segui a risca o que me recomendou e me ajudou bastante. Dormi melhor e por mais horas seguidas. Sinto que estou melhorando a cada dia. Ontem senti um pouco de ansiedade no período da tarde, mas logo controlei mudando o pensamento de lugar. Como eu moro em um sítio, tem bastante coisa para fazer no terreno, que acabam por me distrair.

        Tenho um pouco de dificuldade em ficar no computador. Parece que a claridade da tela me incomoda um tanto que me deixa um pouco zonzo. O mesmo acontece quando estou na faculdade olhando no Data Show. Comparado aos primeiros dias, estou bem melhor agora. Segunda feira tenho outra consulta com uma psicóloga. Fui lá essa semana e me senti muito bem conversando com ela. Semana que vem voltarei ao trabalho. Estou animado com isso.

        No mais, continuo com fé em Deus que essa abstinência logo passará por completo, e vejo que essa fase da minha vida, por mais difícil que possa ter sido, me serviu de aprendizado.

        Obrigado, Lu!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Allan

          Que notícias maravilhosas! Doravante só virão melhoras. É isso mesmo, amiguinho, tudo que nos acontece, quando somos sábios, transformamos em aprendizado. O primeiro passo é olhar com normalidade os nossos problemas mentais. Eles terão a dimensão que dermos a eles. O otimismo é o melhor dos tônicos, quando aliado ao tratamento médico, ou seja, a consciência de que precisamos ser medicados. O antidepressivo faz a sua parte, mas cabe a nós fazer a nossa (ver texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA), pois não existe medicamento mágico. Sinto que você é uma pessoa muito inteligente e responsável, e isso não será um problema. Continue sendo POP.

          Amiguinho, gostaria muito que conhecesse outras partes do meu blog (ver ÍNDICE GERAL). Para o problema da claridade da tela há uma maneira de torná-la menos intensa, se precisar de ajuda, diga-me. Que tal conhecer um pouco mais sobre uma categoria chamada ARTE DE VIVER? Você irá gostar muito.

          Outra coisa, danadinho, não vá me abandonar, pois é o que mais acontece quando as pessoas veem-se melhores, pois poderá consultar outras 32 categorias. E é claro que fica uma saudade grande dos que por aqui passaram e sumiram, pois todos tornam parte de minha vida.

          Abraços,

          Lu

  7. Maria Flor

    Lu
    Nunca tinha visitado um blog tão bacana!
    Adorei o espaço e pude ver que não sou “maluca” e que existem muitas pessoas que também sofrem com crises de ansiedade. Tomei valdoxan por 5 meses, melhorei e parei aos poucos… Comecei a sentir tudo de novo, pensando em retomar o tratamento. Fico triste por não ter controle, por sentir medo do medo, por ter medo de pensamentos negativos. Eita mal da vida agitada.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Maria Flor

      É um prazer recebê-la junto a nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, não são poucas as pessoas que estão em constante luta contra os problemas mentais, e isso em todas as faixas de idade. Mas a notícia boa é que a Ciência avança cada vez mais nesse campo, trazendo para o mercado bons medicamentos, capazes de oferecerem-nos uma vida com melhor qualidade. Vivemos uma época bem diferente daquela em que viveram nossos antepassados.

      Florzinha, penso que a TAG (Síndrome da Ansiedade Generalizada) é um dos problemas mais levantados aqui neste espaço. São inúmeras as pessoas em tratatamento. Portanto, você não é “maluca” e tampouco encontra-se só. Existem alguns casos em que o tratamento precisa ser mais demorado, como me parece ser o seu. Ao voltar ao medicamento, tudo irá melhorar. A função do antidepressivo é equilibrar o nosso organismo, botar para fora esse medo desenfreado e sem motivo que toma conta de nossa vida, eliminar os nossos bobos pensamentos negativos, fruto de nossa mente em desequilíbrio. E para isso é preciso que você seja POP (paciente, otimista e persistente).

      Linda Flor, aconselho-a a retornar a seu psiquiatra (jamais tome remédio por conta própria), para que retome o tratamento o mais rápido possível. Seria bom que também lesse os comentários aqui para ver como a nossa família é grande. Para mim é uma grande alegria que tenha se sentido bem neste espaço, pois ele existe para vocês colocarem para fora seus sentimentos, quaisquer que sejam eles. Podem interagir com os colegas, etc. Aqui não existe censura, mas muito amor para ser doado. Aguardo seu retorno, Maria Flor. Fale de nosso espaço para outras pessoas que também estejam precisando.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  8. Antonio Paulo Trevizan

    Tenho 72 anos, desde os 20 anos convivo com sintomas caracteríscos da síndrome do pânico. Não concordo com o diagnóstico, pois difere em muito dos relatados com frequência. Gostaria, se possível, relatar com mais detalhes este aprisionamento de 52 anos.

    Atenciosamente,

    Antonio Paulo Trevizan

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Antônio Paulo

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, será um prazer receber o seu relato, depois de tantos anos de experiência sei que tem muito a dizer-nos. Também sofri com essa síndrome, mas depois de estar tomando oxalato de escitalopram, nunca mais a tive, e isso há cerca de cinco anos. Aguardo seu relato.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  9. Ricardo

    Boa noite, Lu!
    Novamente volto ao seu fascinante blog para lhe pedir alguns conselhos, se possível. Eu iniciei o tratamento com o Escitalopram 10 mg há 27 dias e no início senti todos aqueles efeitos colaterais indesejados, mas que aos poucos foram diminuindo. No entanto, passados 20 dias da medicação, senti que ainda estava tendo incômodos relacionados à ansiedade e ao pânico, especialmente no começo da noite, sintomas esses que se estendiam até a madrugada, de modo que, para conseguir dormir, passei a tomar o Alprazolam 0,5mg todas as noites. Diante desse quadro, resolvi voltar ao psiquiatra e ele disse que aumentou a dose do remédio para 15 mg e, conjuntamente, tomar metade de um comprimido de Alprazolam durante o dia e outro comprimido inteiro a noite. Hoje faz 04 dias que comecei a tomar essa nova dose, porém tenho sentido muitos incômodos, principalmente falta de ar e aperto no peito, o que faz com que eu fique mais ansioso ainda e tenha que tomar o calmante para conseguir ficar bem. Confesso que tenho muita resistência em ficar tomando calmante e acho que, por isso, esse período de adaptação tem sido tão difícil para mim. Queria saber se, quando você iniciou o tratamento, logo encontrou a dose certa ou precisou fazer algum ajuste? E tem como saber se o corpo está ou não se adaptando bem à medicação?

    Obrigado e um grande abraço!!

    Ricardo

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ricardo

      Eu já passei por inúmeros antidepressivos. Com alguns não me adaptei, com outros tive que aumentar a dosagem, após um tempo de uso, e com outros acertei em cheio. O que está acontecendo consigo é perfeitamente normal. É o acompanhamento dos sintomas do paciente que permite ao médico avaliar o seu tratamento, pois não existem exames específicos. Por isso é tão difícil no início, até acertar no remédio e na dosagem corretos. Se os incômodos ainda o estavam aborrecendo, significa que a dosagem estava baixa. O psiquiatra agiu corretamente ao aumentá-la. E, muitas pessoas, ao ter a dosagem aumentada, voltam a passar pelos efeitos adversos, durante algum tempo, mas logo elas se livram deles. O uso do ansiolítico nessa fase é importante, porque ajuda a diminuir os efeitos colaterais. Assim que estiver bem, ele poderá ser retirado. Também tomei ansiolítico. E sempre mantenho uma caixa comigo, para tomar quando se fizer necessário. Para saber se o corpo está se adaptando à medicação é preciso aguardar um tempo, até que os efeitos adversos passem. Continue POP (otimista, persistente e paciente). Logo estará ótimo. Procure ficar tranquilo, pois essa fase ruim já está passando. Continue em contato conosco.

      Abraços,

      Lu

      Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Ricardo

          Nada a agradecer, amiguinho. Volte sempre para dar-me notícias suas.

          Abraços,

          Lu

    2. Raíssa

      Olá, pessoal!

      Estou precisando de uma ajuda de vocês! Há aproximadamente duas semanas não consigo dormir direito. Fui ao clínico geral, e ele me receitou fluoxetina 20g de manhã e 1 comprimido de calmante à noite. Não estava conseguindo dormir da mesma forma, mesmo tomando inúmeros chás. Fui então ao psiquiatra. Ela me receitou aprazolan 5mg, também acho que não está adiantando muito. Contudo, penso ser ansiedade e depressão. Perante isso, estou com dúvidas em retomar a fluoxetina que tomei apenas uns cinco dias, mas tenho medo que ela tenha perdido o efeito.

      Desde já, obrigada, pessoal!
      Abraços,

      Raíssa.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Raíssa

        Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

        Amiguinha, a primeira coisa que os médicos pelos quais passou deveriam ter lhe dito é que o antidepressivo precisa de um tempo para fazer efeito. E que nas semanas iniciais a pessoa fica pior do que estava antes de começar o tratamento, pois aparecem os efeitos adversos. Mas esses efeitos duram cerca de duas a três semanas, e depois começam a aparecer os resultados positivos. E também que a pessoa precisa ser POP (paciente, otimista e persistente). Não há mágicas no tratamento. Não funciona como tomar um comprimido para dor.

        O que pude deduzir de seu comentário é que não está deixando o medicamento agir. Mas a culpa não é sua, mas dos profissionais que não explicam nada ao paciente. Portanto, minha querida, você se encontra na fase brava do tratamento, mas ela irá passar e os bons efeitos vão aparecer. Deverá seguir direitinho a prescrição médica. Não se automedique.

        A leitura dos comentários poderá ajudá-la. Volte para dizer-me com está indo.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Raíssa

          Obrigada, Lu!
          Tenho mais uma dúvida. Os meus olhos, todo o meu corpo não para de palpitar, parecendo que se mexe sozinho. Isso começou depois que comecei a tomar os medicamentos, inclusive os chás. Não entendo, pois a médica disse ser stress e isso acontece quando estou usando tais medicamentos. Isso é normal? Costuma passar?

          Obrigada, Lu!
          Abraços

        2. LuDiasBH Autor do post

          Raíssa

          Se isso começou após iniciar o tratamento com o antidepressivo, pode ser que seja sintomas adversos do remédio, mas que passam depois de um determinado tempo de uso do mesmo. Fique observando como está, se achar que só estão piorando, volte à sua médica. Dê uma olhada na bula e veja se tais sintomas podem aparecer como efeitos adversos. Leia também os textos que lhe indiquei. Quanto aos chás, se forem naturais, não ocasionam nada disso. Procure ficar tranquila. Volte para dizer-me se melhorou.

          Abraços,

          Lu

  10. Carlos Dilinski

    Olá, Lu!
    Meu nome é Carlos e também sou mais um a tomar medicamentos para SP. Tomo desde 2003 uma fórmula ao dia e outra à noite. Neste ano de 2016 começou a voltar os sintomas, mesmo tomando os remédios. Aí meu psiquiatra aumentou a dose de fluoxetina para 17 mg e acrescentou o Escitalopram com 5 mg. Vamos ver se terei bons resultados.

    Adorei este canal.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Carlos

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, a SP parece alastrar-se mais e mais. Não são poucas as pessoas que a possuem. Ainda bem que a Ciência vem evoluindo cada vez mais neste campo, possibilitando-nos melhor qualidade de vida.

      Carlos, depois de um tempo, o nosso organismo acostuma-se com o medicamento, sendo necessário aumentar a dosagem ou mudar para outro. Antes de tomar o oxalato de escitalopram, eu tomei fluoxetina durante muitos anos, até ela deixar de fazer efeito, quando passei a sentir os sitomas de antes. Agora encontro-me bem.

      Você terá bons resultados, sim. E eu adorei a sua participação. Conheça também outras categorias do blog. Volte para me dar notícias.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Carlos Dilinski

        Oi, Lu,
        Você colocou em uma resposta, que não se misturam fluoxetina com escitalopram. Será que vou me sentir bem sem grandes efeitos colaterais?
        Abraços

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Carlos

          Quando eu mudei da fluoxetina para o oxalato de escitalopram, meu psiquiatra exigiu que eu ficasse 15 dias sem tomar o segundo, para que o meu organismo eliminasse a fluoxetina. Contudo, venho me surpreendendo ao ver os dois receitados concomitantemente. Talvez iniciando um deles com a dosagem bem baixa não haja problemas. Ainda assim, gostaria que você conversasse com seu médico, perguntando-lhe se não há incompatibilidade entre os dois medicamentos. Inclusive, penso eu, que basta tomar apenas um deles, pois o efeito é similar.

          Pesquisando na internet, encontrei uma pergunta de uma pessoa, possivelmente depressiva, e a resposta de um profissional, referente ao assunto em questão, que repasso:

          Pergunta:
          “Estou fazendo tratamento com o medicamento Exodus (oxalato de escitalopram), há mais de 4 semanas, tomo de manhã, como sempre faço. Só que hoje estou me sentindo bem pra baixo, pior que nos outros dias, será que posso tomar um comprimido de fluoxetina agora? O psiquiatra não me receitou, mas tenho em casa. Ou isso pode me causar algum problema por já ter tomado o escitalopram? Obrigada.”

          Resposta
          “Não pode de forma alguma. Se você toma dois antidepressivos da mesma classe farmacológica (fluoxetina e escitalopram) que recaptura serotonina, pode lhe gerar um problema chamado síndrome serotoninérgica, que dá palpitações no coração, náusea, vômito, inquietação, altera sua pressão arterial e outros problemas. Não use fluoxetina junto com escitalopram! Se você está para baixo, avalie se algo aconteceu que a deixou triste (se sim, logo passa), ou volte ao consultório para reavaliar a dose do escitalopram.”. (Fonte: http://br.answers.yahoo.com/question)

          Aguardo resposta sua após conversar com seu médico.

          Abraços,

          Lu

      2. Cláudia S. Pinheiro

        Lu, amiguinha!
        Só uma dúvida, podem ser administrados os dois (Fluoxetina + oxalato de escitalopram)?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Cláudia

          Como respondi ao Carlos, quando eu mudei da fluoxetina para o oxalato de escitalopram, meu psiquiatra exigiu que eu ficasse 15 dias sem tomar o segundo, para que o meu organismo eliminasse a fluoxetina. Contudo, venho me surpreendendo ao ver os dois receitados concomitantemente. Sugiro que se pergunte ao psiquiatra se não há risco ao tomar os dois juntos.

          Pesquisando na internet, encontrei uma pergunta de uma pessoa, possivelmente depressiva, e a resposta de um profissional, referente ao assunto em questão, que repasso:

          Pergunta:
          “Estou fazendo tratamento com o medicamento Exodus (oxalato de escitalopram), há mais de 4 semanas, tomo de manhã, como sempre faço. Só que hoje estou me sentindo bem pra baixo, pior que nos outros dias, será que posso tomar um comprimido de fluoxetina agora? O psiquiatra não me receitou, mas tenho em casa. Ou isso pode me causar algum problema por já ter tomado o escitalopram? Obrigada.”

          Resposta
          “Não pode de forma alguma. Se você toma dois antidepressivos da mesma classe farmacológica (fluoxetina e escitalopram) que recaptura serotonina, pode lhe gerar um problema chamado síndrome serotoninérgica, que dá palpitações no coração, náusea, vômito, inquietação, altera sua pressão arterial e outros problemas. Não use fluoxetina junto com escitalopram! Se você está para baixo, avalie se algo aconteceu que a deixou triste (se sim, logo passa), ou volte ao consultório para reavaliar a dose do escitalopram.”. (Fonte: http://br.answers.yahoo.com/question)

  11. Jéssica

    Olá, Lu!
    Achei seu blog em uma busca por melhores informações sobre oxalato de escitalopram, e acabei me encaminhando para este texto. Minha luta se iniciou em 2013, quando, grávida, comecei com alguns sintomas que foram titulados por SP, e de lá pra cá venho tratando. Busquei médico de várias especialidades, acreditando que eu tinha, ou tenho um problema sério de saúde, que vou morrer a qualquer momento. Fiz vários exames principalmente cardiológicos e nada constou, apenas descobri que tenho esofagite eosinofílica algo assim.

    Desde então não consegui mais trabalhar, não consegui curtir minha gestação, minha vida social se remiu e os pânicos cada vez mais fortes e protagonistas em meu dia a dia, lembrando que tudo se inciou com dores fortes no peito. Toda vez que saio é um tormento, então evito, pois começo a sentir me mal e o medo se apodera de mim. Acho que meu subconsciente não aceita isso e ainda acredita que tenho algo orgânico, fisiológico que a qualquer momento vai tirar minha vida

    Faço utilização do oxalato de escitalopram, iniciei agora e por conta própria tomo clonazepam 2mg, quando a crise ataca. Bom, espero retornar aqui e dizer o quanto melhorei ou fui curada.
    ótimo site parabéns!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Jéssica

      Seja bem-vinda a este espaço. Sinta-se em família.

      Amiguinha, a SP é realmente terrível. Somente quem já passou, ou ainda passa por isso sabe o tormento que é. O meu debute no rol dos doentes mentais, ainda na adolescência, deu-se com a visita dessa senhora indesejável, que nem pediu licença para entrar. Imagine o que é uma adolescente passando por isso! Um verdadeiro horror! Contudo, os nossos maravilhosos pesquisadores vêm colocando no mercado remédios cada vez mais modernos que, se não acabam totalmente com a síndrome, colocam-na no cabresto. E a vida tem sido cada vez melhor para nós, portadores de transtorno mentais. Benditos sejam eles!

      Antes de tomar o oxalato de escitalopram, eu tomava fluoxetina. Vi que estava perdendo o efeito, quando tive ameaça da SP. O meu médico então fez a mudança para um mais novo (oxalato de escitalopram), com o qual me dou muito bem. Há mais de quatro anos que não tenho uma crise de pânico. Você irá se dar muito bem com ele. Mas tenha paciência, pois é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente).

      As pessoas vitimadas pela SP do pânico começam o tratamento pelo cardiologista… risos. Também passei pelo mesmo, como tantas outras aqui. A gente acha que está nas últimas e que possui uma doença gravíssima. Sei de gente que até fez testamento… risos. O maior sofrimento é para aquelas, ao que me parece você se encontra no rol, que não acreditam que o problema é meramente mental, e ficam criando uma porção de doenças imaginárias.

      O medo que você sente, ao sair, é normal, pois ninguém merece uma crise de pânico. Também sentia o mesmo. Era um caramujo. O excesso de ansiedade, com medo de ter uma crise, redundava numa, como num efeito cascata. O bromazepam era a minha muleta. Hoje estou “boazuda”, viajo para toda parte, muitas vezes sozinha. Só faço uso do ansiolítico esporadicamente, princialmente quando a insônia bate ou algum acontecimento deixa-me angustiada.

      Jéssica, o primeiro passo é aceitar que o problema é unicamente mental. O segundo é buscar ajuda. O terceiro é tomar direitinho o antidepressivo, com alegria, mantendo contato com o psiquiatra no início do tratamento. E jamais pare por conta própria, pois as crises tendem a piorar. Saiba também que, no início do tratamento, você poderá se sentir pior ainda, mas depois de duas a três semanas, os efeitos adversos vão desaparecendo e os bons surgindo. E será uma nova pessoa. Continue em contato conosco.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Jéssica Gomes

        Lu
        Obrigada por ter respondido. Em breve retorno aqui nos comentários pra contar como tem sido esta minha nova fase com o oxalato de escitalopram e minha adaptação com a SP sem recorrências, quem sabe.

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Jéssica

          Nada a agradecer, minha querida. Não suma!

          Abraços,

          Lu

  12. Anelise

    Olá! Adorei o blog.
    Queria saber se o uso do Escitalopram 10 mg causa sono excessivo a alguém de vocês?! Estou tomando por cerca de um ano, e o sono que sinto é absurdo! Além do mais, o ‘desmame’ é muito complicado? Tentei parar no começo deste ano, alternando dia sim e dia não, entretanto, após uns 15 dias, tive uma crise de ansiedade durante uma prova da faculdade 🙁 não me sinto a mesma, não consigo sair sem ter um rivotril na bolsa, é triste isso 🙁

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Anelise

      Seja bem-vinda a este espaço. Sinta-se em família.

      Amiguinha, os antidepressivos não agem igualmente para todas as pessoas. O oxalato de escitalopram traz uma soneira danada para certas pessoas e insônia para outras. Você não diz o horário que toma a medicação. Se for de manhã, converse com seu médico para mudá-lo para a noite. Mas não faça isso por conta própria, para não tomar uma dosagem muito grande. Ao mudar o horário, faz-se necessário ficar um dia sem tomar o remédio, recomeçando no dia seguinte, no horário definido.

      Você não deve parar o tratamento sem uma avaliação médica. Somente o profissional deverá lhe dizer quando e como parar. Caso contrário poderá ter suas crises ainda mais agressivas, como lhe aconteceu. Ao que me parece, também tem (ou teve) crise de pânico, pois é ela que nos deixa amedrontados, sempre temendo que ela possa voltar.

      Vou lhe passar uns links de assuntos para ajudá-la a compreender melhor o que lhe acontece.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Anelise

        Olá, Lu!
        Meu horário é após o almoço, ali pelas 12:30hs. O sono realmente é excessivo, o que me levou a pedir ao médico para diminuir. Quando comecei o desmame foi por orientação dele mesmo, não parei por conta própria. Mas, caso sentisse algo, deveria voltar a tomar todos os dias, como acabei voltando a fazer. A crise “forte” que tive, foi há uns 15, 20 dias, após começar a alternar os dias de tomar a medicação. Voltei a tomar todos os dias, entretanto, as “sequelas” permaneceram por longos dias. O medo de tudo e de todos, medo de sair, medo de passar mal e tudo mais…

        No momento estou bem, tenho lido bastante sobre o assunto, acho que entender o que acontece com o nosso corpo e a mente nos ajuda a lidar com o “problema”. Ficarei feliz em ver os links! Continue com o blog, teu trabalho é incrível e com certeza ajuda muita gente!
        Beijo 🙂

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Anelise

          Agora que você retomou a medicação irá ficar tudo bem. A crise que sentiu era indicativa de que ainda não estava na hora de parar. Nâo mais precisa sentir medo. O conhecimento é mesmo muito importante. Continue sempre POP.

          Beijos,

          Lu

  13. Cintia Daniela

    Sofro com a SP faz 18 anos. Eu me tratei no início com fluoxetina e frontal. Agora as crises ficaram mais fortes, ainda mais com a perda da minha mãe, que teve infarto. Hoje a psiquiatra passou espran e ansitec para controlar. Essa é a terceira semana, comecei a sentir melhoras. Mas como é difícil aguentar essas crises. Tenho ainda medos absurdos que me rondam. Queria muito que os sintomas sumissem pra sempre.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cíntia

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      A Síndrome do Pânico acaba com a paz de qualquer um. Por isso é necessário mantê-la sempre sobre controle. Quem toma antidepressivo tem que estar preparado para mudar, quando o medicamento passa a não mais fazer efeito. Como você, eu também sofro da SP há muitos anos. Já passei por muitos antidepressivos. O penúltimo foi a fluoxetina. Agora tomo o oxalato de escitalopram, com o qual estou me dando muito bem, que é um nome fantasia da mesma substância. Tem sido um dos remédios mais receitados pelos médicos. Desde que comecei a tomá-lo, há cerca de quatro anos, nunca mais tive crises. O mesmo irá acontecer com você. Fique tranquila, pois os sintomas irão desaparecer. Vou lhe passar uns links com textos sobre o assunto, que irão ajudá-la. Volte sempre para me dizer como está.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  14. Claudia

    Olá, Lu!
    Bom um cantinho assim para a troca de experiências, e sabermos que não estamos sozinhos. Fui diagnosticada com a SP há 1 ano, iniciei logo o tratamento com escitalopram e terapia. No início foram desconfortáveis as reações, mas logo deram lugar ao alívio. Em um prazo de 4 meses, ja não sentia mais nada. Há aproximadamente 1 mês, voltei a ter as sensações da SP. Estou fazendo uso da fluoxetina desta vez, sem efeitos desagradáveis, mas ainda não me livrei dos desconfortos (físicos e psicológicos). Sinto-me depressiva, mas sigo firme, já que sabemos que o efeito chega sim com o tempo.
    Abraços, Lu, e obrigada pela atenção.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cláudia

      É um prazer recebê-la neste cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, a SP é um aviso de que a nossa ansiedade está em descontrole. Tive minhas primeiras crises na adolescência. Passei por vários antidepressivos, pois à medida que o organismo acostumava-se, era necessário mudar para outro. O penúltimo tomado foi a fluoxetina, com a qual me dei muito bem. Depois começou a não fazer efeito. Então passei a ser medicada com o oxalato de escitalopram, que é muito eficiente.

      Claudia, os desconfortos irão passar. Fique tranquila. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). E jamais pare sem o consentimento médico, pois as crises tendem a ficar piores. Continue nos dando notícias de sua saúde.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  15. TATI

    Olá, Lu!
    Encontrei o blog quando estava a procura pelos sintomas causados pelo uso do Lexapro. Em 2011 tive uma leve síndrome do pânico causada pelo estresse do trabalho, tratei por 4 meses com lexapro de 10 mg e logo nas primeiras semanas já obtive melhoras. Fui diminuindo a dose de acordo com a orientação médica até que me vi completamente livre da medicação e dessa doença que nos aprisiona dentro de nós mesmos.

    No final de 2015 voltei a ter pequenas crises de pânico novamente. No começo conseguia controlar sozinha sem o uso de medicação, mas passei por diversos momentos de estresse intenso e a síndrome do pânico se instalou de vez em minha vida. Comecei a ter crises quase todos os dias, independente do dia, local ou hora em que estava. O psiquiatra me receitou escilex 10 mg de manhã e à noite rivotril de 0,5 mg. Não tive nenhum efeito colateral e percebi melhoras nas duas primeiras semanas, mas passados 02 meses do uso do escilex junto com rivotril tive uma crise dentro do cinema. Mantive o escilex e retornei ao psiquiatra que então decidiu trocar o escilex pelo Lexapro de 10 mg e suspendeu o uso do Rivotril.

    Após o início do uso do Lexapro tive alguns sintomas como sede em excesso, cansaço, fadiga, diarreia, batimento cardíacos alterados, já com o uso do Lexapro de 10 mg tive três crises, mas os efeitos colaterais dimunuiram; retornei ao psiquiatra que aumentou a dose de 10 mg de Lexapro para 15 mg, e recomendou tratamento com psicólogo para maior eficácia. Com o aumento da dose os efeitos colaterais retornaram, com muita dor na panturrilha, boca seca, cansaço, fadiga, desânimo, batimentos cardíacos alterados, mas apesar desses efeitos colaterais me sinto bem, estou no terceiro dia do aumento da dose, tenho avaliação com o psicólogo dia 16/05 e volto aqui para relatar outros sintomas e como me sinto com a medicação.

    Acho importante compartilhar tudo isso que sentimos, para que juntos possamos buscar viver melhor e vencer esse mal que tanto nos maltrata.

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Tati

      Seja bem-vinda! Sinta-se em casa.

      Amiguinha, a síndrome do pânico costuma ser recorrente. Desaparece por um tempo e depois retorna. Muitas vezes é necessário um tratamento mais prolongado. O importante quando ela começa é procurar tratamento médico, para que as crises não fiquem cada vez mais sérias. A troca de medicamento é muito comum, pois cada organismo pode ter uma reação diferente. O aumento da dose costuma retomar os efeitos colaterais, mas que logo irão passar (com muita dor na panturrilha, boca seca, cansaço, fadiga, desânimo, batimentos cardíacos alterados). Fique tranquila. Aguardamos sua presença aqui, para contar como andam as coisas.

      Beijos,

      Lu

      Responder
    2. Jackson Rocha

      Olá, Lu!
      Tenho 18 anos e estou tratando de SP há um mês e um pouquinho. Estou encarando a SP com bastante receio, evito falar sobre ou demonstrar essa minha fragilidade. Estou fazendo uso de um ansiolítico e indo me consultar com uma psicóloga. Comecei a ter ataques de pânico no trabalho no final de dezembro 2015, e só procurei ajuda agora, quando não conseguia viver mais. Eu vi este site no Google e entrei pra olhar o que você falava sobre a síndrome do pânico. Li os comentários das outras pessoas e me vi em muitas situações compartilhadas aqui.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Jackson

        Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

        Amiguinho, eu tive as minhas primeiras crises de pânico tão nova quanto você. Realmente não é fácil lidar com algo totalmente desconhecido para nós. Contudo, você se encontra numa posição melhor do que a minha, à época, quando os medicamentos inerentes aos problemas mentais ainda eram muito escassos. Hoje, a ciência avança cada vez mais neste campo. Todo ano chegam novos remédios ao mercado, possibilitando-nos uma vida imensamente melhor. Portanto, não se preocupe. Tive a minha última crise há cerca de cinco anos, quando o antidepressivo que tomava começou a não mais fazer efeito. Hoje me encontro ótima, totalmente livre da companhia dessa senhora desagradável.

        O ideal é buscar tratamento assim que a SP mostra as caras. Ela é o resultado de uma intensa ansiedade que precisa ser tratada. O ansiolítico não é suficiente para tratar a SP. Faz-se necessário a ajuda de antidepressivos, portanto, aconselho-o a buscar um psiquiatra. A psicoterapia não resolve o problema, pois esse descontrole mental não é de origem traumática. Imagino que ela tenha aparecido em sua vida sem motivo algum aparente. O problema é químico, pois está no funcionamento dos neurônios. Somente será resolvido com medicamentos específicos, receitados pelo psiquiatra ou neurologista. E quanto mais cedo iniciar o tratamento, melhor, caso contrário as crises tendem a ficar cada vez mais fortes e constantes.

        Jackson, não pense que a SP é uma coisa do outro mundo. Ela, apesar de terrível, é mais comum do que você imagina. O antidepressivo irá livrá-lo desse mal-estar, oferecendo-lhe tranquilidade, ao eliminar o medo de ter uma nova crise. Outra coisa, ela não mata. Quando tiver crises, não ofereça resistência. Respire fundo e deixe que ela passe. Quanto maior for a luta, mais forte é a crise. E não se esqueça de marcar um psiquiatra, pois a psicóloga não resolverá o problema. Espero que me traga mais notícias.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Jackson Rocha

          Olá, Lu!
          Eu fui ao psiquiatra e ele me passou o ansiolítico. Na primeira consulta eu estava muito nervoso por estar vivendo isso, sem entender. E posso ter deixado algumas informações passar. Agora estou mais calmo e na próxima consulta irei me comunicar melhor e ter um entendimento melhor. Passo aqui às vezes, desde que conheci o site, e leio alguns comentários, e tento entender melhor sobre isso.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Jackson

          Fico feliz que esteja melhor. Quando retornar ao psiquiatra, fale tudo direitinho sobre o que sente. Talvez seja apenas uma fase passageira. O importante é que continue sendo medicado. Quanto mais se informar, melhor, pois o conhecimento liberta-nos, e impede-nos de ficar imaginando coisas inexistentes.

          Dê-me sempre notícias suas.

          Abraços,

          Lu

  16. Ariane

    Bom dia!
    Estava procurando na internet relatos de que tem ansiedadee achei este blog muito bom. Eu já tive algumas crises de ansiedade, mas por preconceito não queria ir ao médico. Fui há 9 anos atrás, tomei fluoxetina e melhorei, mas agora que estou pensando em casar e construir nossa casa, não estou me sentindo bem. Hoje será o terceiro dia de meio comprimido, e parece que tudo vai piorar. Espero relatar melhorias aqui no blog.
    Até mais!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ariane

      Seja bem vinda a este cantininho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, você pode estar ansiosa em relação à nova vida que irá levar. Essa ansiedade pode ser passageira. Acalme-se. Você não me disse qual é o antidepressivo que está tomando e qual é a dosagem. Aguardo mais informações.

      Beijos,

      Lu

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Ariane

        Oi, Lu!
        Estou tomando ROXETIN, meio comprimido, mas parece que pioraram as sensações… Às vezes fica tudo bem, mas àss vezes não.
        Sempre que tenho que tomar uma decisão, ou tenho algum desafio acontece isso.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Ariane

          Os momentos de tomada de decisão são difíceis para todos nós. O Roxetin (paroxetina) é um antidepressivo e, como os os outros, também traz efeitos adversos. É preciso ter garra para esperar que esses efeitos ruins passem e os bons cheguem. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Sei também que é uma guerreira, assim como nós outros. Força, minha amiguinha!

          Beijos,

          Lu

  17. Ana Rosa

    Oi, Lu!
    Pesquisando sobre a síndrome do pânico achei você. Há três anos estou em tratamento com fluoxetina 30 mg e 0,50 d alprazolam. Minha médica é uma neurologista que consulto desde o começo das crises. Às vezes me sinto bem às vezes não, acho que devo procurar um psiquiatra? Pois só vou na neurologista pra pegar a receita.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ana Rosa

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, a psiquiatria é uma parte da medicina que trata especificamente os problemas mentais. Acho que seria bom consultar um, pelo menos para ter uma visão diferente de seu problema. Eu já tomei a fluoxetina durante muito tempo. Agora faço uso do oxalato de escitalopram, com o qual tenho me dado muito bem. Meu médico é um psiquiatra. Há muitos anos não tenho síndrome do pânico. Que sintomas sente, quando não se encontra “muito bem”?

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Ana Rosa

        Oi, Lu!
        Não tenho mais crises de pânico desde que comecei o tratamento, mas tem dias que sinto dores no peito, desânimo, dor de cabeca e é uma luta pra levantar da cama. Não sou a mesma pessoa de antes das crises. Sinto falta de mim; era social, gostava de estar com amigos tomar uma cerveja. Hoje não tenho mais prazer nisso. Gosto de ficar em casa, evito as pessoas. Somente pessoas mais chegadas como marido, filha.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Ana Rosa

          Assim que o antidepressivo for fazendo efeito, tudo isso irá passando, e sua vida melhorará sensivelmente. Tenha paciência. Não desanime. Tudo tem seu tempo. Você irá se encontrar.

          Um grande abraço,

          Lu

  18. Pérola

    Olá!
    Sem dúvidas o texto trata realmente da grande questão: “O medo de sentir medo.” Infelizmente para mim essa frase é marcante, pois já atrapalha minha vida há 10 anos. Atenção: não quero com esse dado desencorajar ninguém, afinal cada caso é um caso, e cada guerreiro sabe o tamanho de sua força. A frase esteve na minha vida assim como por muitas vezes consegui superá-la e viver momentos maravilhosos! Fazia uso de outros medicamentos, mas agora estou na junção de Escitalopram 15mg + Clo 25 mg e na expectativa de tirar para sempre a palavra “medo” da minha vida!!

    Beijos Guerreiros!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Pérola

      Estava sumida, menina! Apesar da imensa quantidade de pessoas que passam por aqui, lembro-me com muito carinho de todos vocês. Fico feliz que tenha aparecido. E, como sempre, a mesma guerreira!. Pessoas como você não são desencorajadas nunca. A junção que agora permeia sua vida parece boa. Eu gosto muito do oxalato de escitalopram. Continue nos informando como anda sua saúde.

      Um beijo no coração, sem “medo” de ser feliz!

      Lu

      Responder
  19. Deby

    Também passo por isso, medo do medo, medo de sentir tudo aquilo novamente. Hoje tomo exodos faz dois meses, mas ainda sinto medo de sentir aquelas sensações que eu sentia quando a noite ia chegando.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Deby

      Devemos eliminar a palavra “medo” de nossa vida, pois ela é muito negativa. Para viver é preciso coragem e seguir sempre adiante.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Deby

        Bom dia, Lu!
        Ainda tomo o exodos, agora 15 mg… Mas ainda não me sinto a Débora de antes de começar tudo isso…

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Deby

          Acalme-se, minha lindinha, tudo tem seu tempo. Também trate de fazer a sua parte. Releia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Beijos,

          Lu

        2. Tati

          Olá, Lu e amigos!

          Estou de volta …. Da última vez passei aqui para compartilhar minha história e a medicação que tomo. Ainda estou tomando lexapro de 15mg eestou bem, Ele é o mais caro do princípio ativo, mas todos dizem que é o melhor, então continuo. Não tive mais nenhum ataque de pânico, as reações ao medicamento passaram um pouco não sinto tanta dores nas pernas, os batimentos cardíacos estão menos acelerados e a sede em excesso sumiu. Consigo fazer coisas que antes me trariam um ataque, mas tento ao máximo controlar a mente para que situações normais não me deixem mal. Estou fazendo terapia e isso tem me ajudado muito, desabafar sobre as situações que me causam medo e tentar identificar porque tenho os ataques é essencial para tentar evitá-los ao máximo. Ainda temo medo de ter medo, mas desvio os meus pensamentos para coisas que me alegram para tentar levar uma vida normal. Não tenho mais vergonha de dizer para as pessoas que tenho síndrome do pânico e que faço acompanhamento com o psiquiatra e terapia. Muitos ainda não entendem e acham isso uma frescura, fraqueza ou ainda loucura, mas isso não me importa, quero estar bem comigo, e é fácil julgar sem entender realmente ao fundo a doença, mas não escondo mais. As pessoas precisam ser menos preconceituosas.

          Não percam a esperança, amigos, tenham fé, acreditem no medicamento, mas acima de tudo acreditem em si mesmo. Cada um é dono de seus pensamentos, procurem fazer atividades que desviem e atenção para coisas boas, como exercícios físicos, caridades, alguma religião, ir a palestras motivacionais, etc. É difícil, mas podemos aprender a conviver e a vencer essa doença terrível que nos atormenta.

          Vamos em frente, FÉ SEMPRE!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Tati

          Que notícias maravilhosas! É muito bom saber que você se encontra cada vez melhor. Suas palavras são também um incentivo para os companheiros de luta. Gosto muito quando alguém volta aqui para falar de seu progresso. Outro ponto importante é dizer que venceu a barreira de falar o que está sentindo, contribuindo assim para que o estigam da doença mental caia por terra. Parabéns!

          Amiguinha, como digo no meu texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA, o antidepressivo faz apenas 50% do tratamento, o resto fica por conta do usuário. Quanto ao Lexapro, esse é realmente o mais caro, e é, digamos assim, o original. Eu, particularmente, não acredito que seja diferente de outros produzidos em bons laboratórios. O mesmo aconteceu com a fluoxetina, quando era produzida com o nome de Prozac. Os médicos exigiam que somente o Prozac fosse comprado. Hoje, eles receitam qualquer um com seu nome fantasia. No início eu tomei o Lexapro, depois passei a tomar o que se encontra com o melhor preço no mercado. Não sinto diferença alguma. Além do mais, sei que existe uma máfia entre certos médicos e certos laboratórios.

          Agradecemos o seu retorno e suas palavras de estímulo.

          Abraços,

          Lu

  20. HADILTON

    Estou já no terceiro mês fazendo uso do ESC, e me sinto tão bem que penso em parar ou baixar a dose para 10 mg. Tenho retorno com minha médica dia 18/04 e estou ansioso com o que ela vai dizer a respeito.

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Hadilton

      Alegra-me muito o fato de encontrar-se tão bem. Valeu o sofrimento pelo qual passou. Contudo, em hipótes alguma pare por conta própria, pois a volta seria ainda mais sofrida e os sintomas mais agressivos. Siga direitinho o que a médica disser.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Hadilton

        Oi Lu,
        Nao a conheço, mas você me parece uma pessoa extremamente simpática e agradável.

        Voltei à médica e a orientação é não desmamar já. Vou continuar com ESC 10 mg e aos poucos vamos diminuindo a dose. Vou seguir corretamente as orientações.

        Obrigado, querida.

        Hadilton

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Hadilton

          Sou eu quem tem o prazer de receber leitores e comentaristas simpáticos, educados e sensíveis. Sou tratada sempre com muito carinho. Portanto, a privilegiada sou eu.

          Ótimo, continue seguindo as prescrições médicas. Ela mais do que ninguém sabe como o seu organismo está se comportando com o antidepressivo. Confie! E não suma!

          Abraços,

          Lu

    1. LuDiasBH Autor do post

      Liziane

      Não é moleza, mesmo! É preciso ser duro na queda… risos. Mas à medida que se toma conhecimento das causas, a gente passa a dominar a síndrome do pânico com menos amedrontamento.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  21. Rosava

    Lu, texto maravilhoso e verdadeiro.
    A primeira vez que tive SP, eu estava para completar uma idade fechada, próxima aos 30. Do nada, eu comecei a passar mal, sentada na mesa da empresa; depois a situação só piorou. Na época, não se falava tanto em depressão e SP, então não sabia o que era. Tudo o que eu queria era correr pra casa quando tinha crises. Como não era tão “popular”, ninguém me disse que deveria ir ao psiquiatra. Tomei remédios homeopáticos, fiz ioga, lutei durante uns 3 anos. Melhorei. Mas ainda tinha sintomas fracos. Perto de completar idade fechada, outra vez, aos 48 anos, tive outra crise violentíssima. Aí, com mais informações, fui ao psiquiatra, tomei vários antidepressivos, até acertar com o Exodus, o qual parei de tomar há um ano. Ainda tenho medo de voltar, mas parece que a “bruxa” está sob controle.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rosava

      Imagino o seu sofrimento, ao vivenciar algo totalmente desconhecido, sem saber que rumo tomar. Segundo o Prof. Hermógenes, em seu livro “Ioga para nervosos”, as pessoas procuravam-no, dizendo que sentiam uma “coisa”. Por muito tempo a SP foi chamada de “coisa”.

      Amiguinha, a gente nunca sabe quando essa abusada irá atacar. Ela é traiçoeira como uma naja. É mesmo uma “bruxa” da pior qualidade, pois volta cada vez mais endiabrada… risos. Qualquer coisa, oxalato de escitalopram nela!

      Muito obrigada por sua visita e comentário.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  22. Bê Amador

    Lu

    Texto perfeito e maravilhoso. Cansei de procurar o motivo das minhas crises. Já que sempre fui uma pessoa destemida. Não compreendia o motivo da minha grande fragilidade. Até que convidei a danada SP em suas visitas inesperadas a sentar e conversar comigo. Percebi que todas as vezes que tentava enfrentá-la e mandá-la embora, ela me vencia e com isso a frustração de mais uma vez ter perdido para ela, me deixava mais com medo ainda.Tomo hoje apenas 15 mg de Esc. E não tomo há anos nenhum ansiolítico. Posso lhe dizer que mesmo com ela sob os meus pés, às vezes a danada resolve, muito suavemente, dar o ar da graça… E aí convido-a novamente pra se achegar… E não sei porque ela simplesmente desaparece… Enfrentar a danada, só lhe dá forças para que retorne cada vez mais forte! Nao dê bola… Mude o foco e o pensamento para as coisas da vida que você mais gosta. Nao tenha medo de você mesmo. O voltar para dentro de si mesmo é a sua própria libertação… E lembre-se você está sozinho, não porque as coisas ou as pessoas que gostaria de ter lhe faz sentir impotente. É porque você está sentindo medo e falta de conhecer e estar com a melhor pessoa do mundo: você!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa!

      Querida, você, em seu comentário de extrema lucidez, atinge o cerne da questão ao dizer:

      “Percebi que todas as vezes que tentava enfrentá-la e mandá-la embora, ela me vencia e com isso a frustração de mais uma vez ter perdido para ela, deixava-me mais com medo ainda.”.

      Quanto mais resistência colocamos no enfentamento com a crise de pânico, mais ela se fortalece, alimentando-se de nosso medo. E, consequentemente, tornamo-nos mais fragilizados e impotentes. Quanto mais revoltosa ela chegar, mais suave deve ser a nossa acolhida. Envergonhada, ela bota o rabinho entre as pernas e cai fora. Outro comportamento interessante é “mudar o foco”, como dito por você. Assim, sem lhe dar atenção, ela vai se dissipando, “como nuvem passageira”.

      Bê, você diz que “… voltar para dentro de si mesmo é a própria libertação.”. É verdade! Temos que começar levantando a nossa autoestima, sentindo bem na nossa própria companhia, pois cada um de nós é a pessoa mais importante do mundo, para si mesma. Essa valorização do “eu”, sem resvalar para o egocentrismo, é muito importante para fazer de nós pessoas felizes com aquilo que somos e temos, aqui e agora, vivendo da melhor maneira possível, um dia de cada vez. Essa é, sem dúvida, a maneira mais sábia no enfrentamento dos reveses da vida.

      Lindinha, senti imensa alegria ao receber o seu comentário. Será um grande prazer contar sempre com a sua presença querida e suas sábias palavras.

      Um beijo no coração,

      Lu

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  23. HADILTON

    Estou tomando o ESC, o efeito começa a surgir a partir da segunda semana. Muitos desistem do tratamento, porque não alcançam resultado imediato. Fiquei em casa por 10 dias, sufocamento, suor, tremedeira, medo e tristeza. Já voltei ao trabalho e me sinto muito bem. Outra coisa: caminhadas, exercícios físicos e muita fé. ESPERO TER AJUDADO.

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Hadilton

      Hoje só estou recebendo boas notícias. A sua é a terceira.
      Os que desistem, porque procuram resultados imediatos, voltam com crises mais agudas. É preciso ter paciência, persistência e otimismo para seguir à frente. Parabéns pela caminhada. E volte sempre para trazer ânimo para os que ainda se encontram no início da jornada.

      Abraços,

      Lu

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    2. Debora

      Eu estou tomando o esc. Ele me acalma, mas meu problema é depressão pós parto, frustrações devido a muitos problemas que eu e meu filho passamos: prematuridade, não amamentar, cálculos renais, dor física e psicológica. Sou a depressiva letárgica, parece que com o esc fico mais letárgica ainda. Alguém conhece e já fez uso de algum medicamento que deixe mais animada? Amo este cantinho.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Débora

        Ao que me parece, a sua depressão é traumática. Em casos assim faz-se necessário, além da medicação, uma psicoterapia para ajudá-la a lidar com tais problemas. É fundamental que mude a sua maneira de olhar a vida, atendo-se ao fato de que existem problemas bem maiores do que o seu, e que a sua saúde emocional é fundamental para o seu bem-estar e convivência com a família. Não estaria você vitimizando demais a situação? Não está na hora de dar a volta por cima e dar sentido à vida? Se fica apática, prostrada, ao tomar o antidepressivo, converse com seu médico, pois pode ser que a dosagem esteja alta. Existem, sim, medicamentos que dão mais vitalidade, mas somente seu médico poderá lhe receitar. Mas o importante mesmo é mudar a sua maneira de lidar com os problemas, não os agigantando. Leia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

        Amiguinha, o Dr. Telmo escreveu um ótimo texto, postado aqui no blog, que se chama NA VIDA TUDO PASSA! TUDO MUDA! Leia-o, pois lhe fará muito bem. Espero notícias, pois eu também adoro a sua presença e comentários.

        Beijos,

        Lu

        Responder
        1. Debora

          Queria poder ter você como terapeuta… rsrsrs. Eu não admito errar ou falhar! E por eu ter “falhado” como mãe, ao menos ao meu ver deturpado, eu fico me sentindo um lixo. Eu preciso mudar, preciso mesmo, é urgente. Amo este cantinho. Obrigada.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Débora

          Todos nós trabalhamos com erros e acertos na vida. É assim que aprendemos. Não existe uma cartilha de comportamento. Muitas coisas só aprendemos ao senti-las na pele. Não aceitar nossas próprias falhas é negar nossa humanidade e, portanto, falta de humildade. À medida que envelhecemos, nossos acertos vão superando nossos erros. Assim é a vida para todo ser humano. Não há como negar isso. Portanto, apele pela sua humildade, aceite aquilo em que ache que falhou, retome-o e faça tudo diferente. Lembre-se também que a depressão é responsável por ampliar “n” vezes nossos desacertos. Ela tolda a nossa visão é não nos permite enxergar a vida com sabedoria. Não deixe que ela guie seus passos. Se você não fosse uma mãe maravilhosa, não estaria questionando a sua suposta “falha”. Nossa vida é o presente. O passado não nos pertence mais e o futuro ainda está por vir. Vivendo bem o presente, você já está preparando seu porvir. Apegar-se ao passado é, na verdade, um meio de não buscar mudanças. Não aceite isso. Comece a sua vida hoje, agora…

          Eu sou a sua terapeuta virtual… risos. Este cantinho é de todos vocês que aqui vêm. Procure também conhecer outras partes deste blog. Há coisas lindas. Indico-lhe a categoria que se chama ARTE DE VIVER.

          Um grande abraço,

          Lu

  24. Debora

    Minha irmã sofre este tormento desde os 10 anos. Eu nunca compreendi a gravidade, até passar e estar enfrentando a depressão pós parto. Ela tem crises horríveis, batimentos acelerados (170) e acha que vai morrer, sente falta de ar… É horrível. Ouvi falar que terapia ajuda mais que remédios neste caso. Obrigada pelo post.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Débora

      Sua irmã já procurou tratamento médico? A terapia também ajuda, mas, penso eu, que ela deve ser feita juntamente com o uso do antidepressivo, até que as crises desapareçam, pois podem redundar em problemas maiores. Gostaria que acessasse os link abaixo do texto, que trazem toda a explicação médica necessária.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Debora

        Oi, Lu!
        Minha irmã tomava citalopram e agora está tomando o esc, mesmo que eu, e estamos melhorando. O remédio deu super certo para minha deprê.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Débora

          Que bom saber que vocês duas estão se dando bem com o antidepressivo. Maravilha!

          Beijos,

          Lu

      2. Goreth Santos

        Olá, Lu!
        Faz 10 anos que tenho crises de pânico, horríveis. O coração acelera muito, sinto uma forte quentura no corpo, falta de ar, penso que vou apagar. Resolvi procurar um cardiologista, fiz os exames, deram normais, e ele me passou para o psiquiatra, que me receitou oxalato. Estou hoje com 8 dias de uso do medicamento. Nos 6 primeiros, eu tomei uma banda de 10 mg e agora estou tomando de 10 mg. As crises nos 6 primeiros dias eram constantes e horríveis. Pensei que eu iria morrer, mas agora no 8º dia já estou sentindo melhora, confio em Deus que vai dar tudo certo!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Goreth

          É um prazer recebê-la aqui neste cantinho. Sinta-se em casa!

          Amiguinha, não sei como você aguentou ficar 10 anos sem tratamento. Deve ter sofrido horrores. O importante é que agora está medicada, já se encontrando bem melhor. A Síndrome do Pânico é realmente um terror. Só quem a tem sabe realmente o que é. E cada vez mais aumenta o número de pessoas com a SP. Ainda bem que já existem muitos remédios no mercado, para conter essa senhora malcriada.

          Goreth, eu vou lhe repassar uns link, por e-mail, para que conheça melhor esta síndrome e o antidepressivo que está tomando. Não deixe de ler. O conhecimento torna mais fácil nosso tratamento.

          Venha sempre aqui para contar-nos como vai o seu tratamento. Vai dar tudo certo, sim. E você passará a ter uma vida com mais qualidade.

          Abraços,

          Lu

        2. Hadiltom

          Ok, Lu,
          É importante os médicos sempre deixar claro aos pacientes que o remédio nao tem efeito imediato. Muita gente desiste achando que é igual a aspirina, tomou passou a dor de cabeça. No meu caso o efeito começou efetivamente após 12 dias.
          Beijos

        3. LuDiasBH Autor do post

          Hadilton

          É verdade! Você está certíssimo. A explicação deve ser completa, inclusive quanto aos efeitos adversos e aos problemas de abistinência, caso se pare sem levar em conta o desmame. São informações muito necessárias, que o profissional não deveria deixar de dar.

          Abraços,

          Lu

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