ESCRAVIDÃO BRANCA NO BRASIL – REVOLTA DE IBICABA

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Autoria de Beto Pimentel

 ipiracicaba

Meu nome é Heinrich Schlittler. Nasci do Cantão de Glarus na Suíça, em plena primavera de 1829, numa casa modesta de um vilarejo de onde se avista os Alpes. Meu pai era alfaiate, profissão que herdara do seu avô, ofício no qual eu também era aprendiz, desde os meus 14 anos. Fui educado dentro dos padrões e da ética da religião presbiteriana. O nosso racionalismo com relação ao convívio social é a capacidade protestante de associação para fins do interesse comum. É precisamente essa qualidade que possibilita a associação de pessoas para ir além do convívio familiar, sem que haja conflito ou confusão entre as relações afetivas e com as de interesse. Nossa norma moral pressupõe que, antes de obedecer aos homens, devemos obedecer a Deus. Assim, nossa sociedade encontra harmonia, pois permite que as relações sejam entre iguais, em contraponto com as relações entre pessoas de um modelo puramente hierarquizado.

A Suíça passava por uma profunda crise econômica associada ao uma explosão demográfica. Uma praga, conhecida com “a doença da batata”, alastrou-se pelas plantações reduzindo em mais de 50% das colheitas deste tubérculo, nosso principal alimento naquela época. Devido à escassez de alimentos e recursos para importá-los de outras regiões, passávamos fome. A situação obrigou muitos jovens, desempregados, soldados que voltavam das intermináveis guerras da Europa a procurarem uma saída na emigração para outros países. A propaganda de então falava de um novo eldorado: o Brasil, onde havia muita comida, terra em abundância e grandes oportunidades. Formamos um grupo e viajamos com destino à terra prometida. Deste grupo composto por 87 pessoas somente 13 conheciam e tinham trabalhado em atividades agrícolas. Os demais eram operários de fábricas, sapateiros, carpinteiros, pedreiros, pintor, mestre-escola e alfaiate como eu. Enfim, não tínhamos muitas alternativas, e o governo de certa forma nos incentivava a emigrar.

Do porto de Santos partimos para o nosso destino: a Fazenda Ibicaba, situada Limeira no Estado de São Paulo, de propriedade do senador Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, cuja empresa levava o seu nome. O senador Vergueiro foi quem promoveu a vinda de imigrantes suíços para o Brasil, mas era contra as colônias de povoamento com doação das terras aos imigrantes, alegando que esse procedimento não atendia às necessidades do Império – que na época estava em busca de mão de obra livre para substituir a escrava. As estradas no Brasil eram poucas e muito precárias. Quando chovia muito a situação piorava ainda mais, tornando certos trechos intransitáveis. A nossa viagem até a fazenda Ibicaba durou quase um mês e foi muito penosa, principalmente para as mulheres, mais idosos e as crianças.

A fim de viabilizar o cultivo nas suas fazendas de café, o senador estabeleceu um sistema de parceria, através de contrato firmando através de um agente no país de origem dos imigrantes. Esse documento estabelecia o número de pés de café que recaia sobre a responsabilidade de cada família imigrante. Ao finalizar a colheita, os lucros auferidos com a venda das sacas de café seriam divididos entre os imigrantes e o proprietário da fazenda. No entanto, o contrato incluía uma série de exigências que indicavam a exploração da mão de obra, clausulas típicas de uma época na qual os trabalhadores braçais não contavam com nenhum tipo de garantia, e estavam sob o jugo dos grandes proprietários de terras.

O regime de semiescravidão ficava evidente no compromisso de cada família imigrante em pagar os custos da sua viagem com um acréscimo de juros à taxa de 6% ao ano. Adicionalmente, os imigrantes contratados pelo senador ficavam responsáveis por cuidar de cafezais localizados em áreas de baixa produtividade, e só podiam comprar gêneros alimentícios fornecidos pela própria fazenda, aumentando por um longo período os vínculos com o proprietário. Através desse contrato, nós, imigrantes, fomos reduzidos a uma condição similar a dos escravos negros. Esses últimos mantinham-se cativos pela força do seu dono, enquanto que nós havíamos perdido a liberdade pela obrigação jurídica totalmente desigual entre as partes.

O nosso grupo era integrado por um mestre-escola, Thomaz Davatz, que tinha como missão oficial enviar à Suíça um relatório acerca das condições de vida e trabalho na colônia, que servisse de orientação às autoridades suíças quanto à política de emigração. Também ministrava aulas e realizava cerimônias religiosas nos cultos protestantes.

Não demorou muito tempo para percebemos os problemas do dia a dia no “novo eldorado”. O clima quente, os insetos, os desconforto causado por uma cultura tão diferente da nossa, na qual a educação e a discrição nos cultos presbiterianos eram fatores prioritários, contrastando com o modo inculto de viver dos brasileiros da época. Dia após dia, o nosso entusiasmo inicial com a nova terra ia diminuindo e percebíamos que estávamos numa terra onde não se respeitavam os contratos firmados.

Em virtude das arbitrariedades e da interpretação pessoal da lei pelos proprietários e os seus prepostos, havíamos nos tornado tão escravos como os próprios negros. Não demoraria muito para começarem as agressões corporais, já nos castigavam com multas, prisões, restrições de liberdade, etc. No seu livro (1) Davatz acrescenta:

“Será exagero entender que os colonos estão sujeitos a novas formas de escravidão? Os próprios filhos de certo fazendeiro não hesitaram em apoiar essa convicção, dizendo que ‘os colonos eram os escravos brancos (de seu pai), e os pretos seus escravos negros’. E outro fazendeiro enunciou a mesma crença, quando declarou abertamente aos seus colonos: ‘comprei-os ao Sr. Vergueiro. Os senhores me pertencem.”(1)

Em virtude de a situação ter se tornado insuportável, Thomaz Davatz conseguiu, através de manobras inteligentes – já que toda correspondência era censurada pelo todo poderoso senador Vergueiro – enviar um relatório ao cônsul suíço no Rio de Janeiro, uma carta destinada às autoridades suíças explicando a situação dos colonos, denunciando o engodo representado pelo sistema de parceria. Exposto ao público e, portanto ao senador Vergueiro, Thomaz Davatz foi chamado, na manhã de 24 de dezembro de 1856, à sede da fazenda Ibicaba para dar explicações – através de um intérprete, pois só falava alemão. Nessas circunstâncias, totalmente descontentes com a dura realidade em que vivíamos e ainda muito mais com o pagamento do primeiro ano trabalhado, decidimos reagir em apoio ao mestre-escola. No levante armado somente dois tiros foram disparados sem que houvesse mortes, mas a repercussão foi tamanha que as autoridades suíças proibiram novas emigrações e acabou fazendo com que o Império do Brasil viesse a remodelar as relações entre grandes propriedades e os imigrantes.

Thomaz Davatz voltou para a Suíça, já com a saúde bastante abalada. Mas muitos de nós permanecemos no Brasil, na esperança de nos tornarmos pequenos proprietários de terras ou praticarmos livremente os nossos ofícios. Casei com Christine Beck, que conheci na viagem da Suíça ao Brasil e, no ano de 1877 em que escrevo essas memórias, já temos seis filhos brasileiros e vemos que o nosso trabalho e cultura influenciaram positivamente o futuro do país que escolhemos para viver.

Nota: Histórias contadas por minha avó e tias paternas, descendentes de Heinrich Schlittler, tataravô do autor.

Ref.: DAVATZ, Thomas Memórias de um colono no Brasil. Trad., prefácio e notas: Sérgio Buarque de Holanda. São Paulo: Livraria Martins.

17 pensou em “ESCRAVIDÃO BRANCA NO BRASIL – REVOLTA DE IBICABA

  1. CARLOS PIMENTEL

    Sandra,

    Conheci o meu bisavô, pai da minha avó paterna, Heinrich Schlittler, ainda criança em Rio Claro. Ele faleceu em 1958 aos 98 anos de idade. Quando pesquisei nossos antecedentes, cheguei até o meu trisavô cujo nome também era Heinrich Schlittler. Já estive na Suíça onde não consegui maiores informações. Acredito que sou descendente do irmão do seu trisavô. Boa sorte na sua pesquisa.

    Abraços,

    Carlos Alberto Pimentel

    Responder
    1. Sandra Regina Herbst

      Carlos

      Estive em Rio Claro atrás das certidões de óbito de meu trisavô, Daniel Sclittler e de nascimento da minha bisavó, Margarida Schlittler, nada encontrei. Fui também ao cartório de Limeira, encontrei e tirei uma cópia do seguinte documento: João Schlittler, natural da Alemanha ( acho que não) falecido em Araraquara, aos 30 anos; filiação ignorada, residência ignorada; Data do falecimento 27/06/1888; declarante, Hugo Becker; causa da morte, hepatite, sepultado no cemitério evangélico. Não diz se deixou ou não filhos. Tenho também a certidão de óbito de meu tetravô, Daniel Schlittler, da minha tetravó, Margaretha Schlittler, da minha bisavó, Margarida Schlittler, inclusive do tio trisavô, Gaspar Schlittler, pois ele tem como filha uma Margarida que, pela idade, poderia ser minha bisavó, nascida em 1881/82. Não sei se todos os filhos do Tio trisavô Gaspar eram dele mesmo, ou se ele pegou os filhos do meu trisavô Daniel para criar quando da morte dele.

      O declarante de todos os óbitos da família, até a sua própria morte, foi o tio Gaspar, inclusive a da minha bisavó. Não sei para onde eles foram depois de Ibicaba, pois seria necessário saber onde o tetravô Daniel estabeleceu residência e foi morar após saírem de lá. As crianças (meu trisavô, tio Gaspar e uma das meninas) eram muito novas, bebês na realidade, pois chegaram em 1855 e a revolta foi em 1856, as crianças tinham entre 3 e 5 anos, no máximo. Os outros filhos nasceram no Brasil, só não sei onde, embora no registro de casamento e óbito da minha bisavó esteja escrito que ela é natural deste Estado/SP… só não diz a cidade. Não sei se ajuda, pois talvez vocês tenham mais material que eu. Caso alguém se interesse, disponibilizo o cartório no qual encontrei.

      Minha bisavó e meu bisavô morreram muito cedo. Ele em 1912, deixando meu avô com 8 anos e ela, Margarida Schlittler, em 1916. Sei que ela não é filha legítima do tio Gaspar, pois na certidão dela constam os nomes de Daniel Schlittler e Maria Schlittler, como pais. É muito Daniel e muita Margarida em todas as suas variações e, do lado Alemão, Herbst, uma profusão de Ferdinandos e Carolinas. Estou buscando para consertar o nome da minha mãe e do meu avô, incluindo a minha bisavó em sua certidão de casamento. Estou amando conhecer a história de nossa família. Prazer em conhecer você. ( Acho que o Primo Heinrich era irmão do João/ Johannes (eles abrasileiravam o nome na caradura. Se for verdade, é possível que você consiga localizar em Araraquara).

      Responder
      1. Carlos A Pimentel

        Olá, Sandra.

        Meu tataravô é citado na obra de Thomas Davatz. O problema é que o nome Heinrich Schlittler se repete ate o meu bisavô , cujo nome era Henrique Schlittler. Os registros de imigrantes no Século IXX aqui no Brasil eram muito precários ou se perderam no tempo. Por exemplo, a família da minha mãe é da Alemanha e nas minhas pesquisas cheguei só ao meu bisavô, oriundo da região de Hesse. Boa sorte.

        Responder
        1. Sandra Regina Herbst

          Carlos,
          meu trisavô não tinha irmãos com esse nome, mas tinha primos. Vou dar uma olhada no embarque. Meu trisavô chamava-se Daniel e tinha por irmãos, Gaspar e Frederico, sendo que o Frederico nasceu em Minas Gerais. Eles chegaram muito novinhos. O nome do meu tetravô era Daniel Schlittler, como meu Trisavô (não citei as meninas aqui). Meu trisavô chegou aqui bebê, com 3 anos e tio Gaspar, com 2 anos. Meu Tetravô, Daniel, também é citado no livro do Davatz. Estou escrevendo a História desde o Glaurus. Parte da família foi para Teófilo Otoni, em MG. Creio que esta certidão que tenho de um rapaz que faleceu aos 30 anos de nome João, deva ser filho de um deles. A certidão era do cartório de Limeira, mas ele era de Araraquara. Pasme, quem apresentou como declarante, foi um Becke/Beck, coincide com sua história. Tente ver em Araraquara.

        2. Carlos A Pimentel

          Olá, Sandra.

          Minha trisavó chama-se Christine Becker. Minha avó paterna sempre se referia a ela e ao fato de ser prima da grande atriz Cacilda Becker.

          Boa sorte nas suas pesquisas.

  2. Jacson Roberto Schlittler

    Olá, Beto!
    Vejo que você tem bastante informação sobre a família Schlittler.Você teria informação se alguns descendentes vieram ao Rio Grande do Sul na época dos fatos citados acima? Desde já agradeço.

    Abraço

    Responder
    1. Carlos Alberto Pimentel

      Olá, Jacson!

      As minhas informações restringem à minha família de Rio Claro, SP. Fico feliz por terem ido também ao Rio Grande. Caso encontre algo a respeito, eu lhe informo.

      Responder
  3. Sonia Maria Zumkeller

    Prezado Beto
    Adorei encontrar seu texto durante as minhas pesquisas . Sou descendente de PHILIPP ZUMKELLER, que juntamente com seus antepassados também participou da Revolta dos Parceiros de Ibicaba. Estou tentando traçar o caminho por ele percorrido depois de março de 1857, até chegar a São Paulo. Fiquei encantada e curiosa com a foto que ilustra o texto acima, pois talvez o meu antepassado esteja retratado na mesma. Qual a fonte desta foto e será que teria alguma anotação sobre as pessoas retratadas?

    Obrigada,

    Sonia Maria Zumkeller.

    Responder
    1. Carlos A Pimentel

      Prezada Sonia,

      Fico feliz que tenha gostado deste artigo. Conhecer as origens ajuda a entender melhor o que somos e assim poder transmitir nossos valores éticos, morais e filosofia de vida aos nossos filhos e netos. Você pode acessar as fotos acima e outras em vários sites da Internet.
      Por exemplo:http://www.suicosdobrasil.com.br/thomasdavatz.html

      Fahren Sie mit Ihrer Forschung und Ihrem Erfolg im Jahr 2018 fort

      Responder
  4. Mário Mendonça

    Prezado Beto

    Até hoje somos uma nação escravista, oligárquica e elitista, e quando aparece alguém para combater essas aberrações, é removido sem dó nem piedade, pelos “bárbaros” que comandam nosso país. Os nórdicos, “apesar de seu passado”, aprenderam a se respeitar, um dia chegaremos lá, mas sem conciliação de classes!

    Abração

    Mário Mendonça

    Responder
  5. Beto

    Lu,

    O sofrimentos dos imigrantes suiços aqui relatada é somente uma pequena parte daquilo que aconteceu com os imigrantes aqui em SãoPaulo. A leitura do livro de mestre escola Thomaz Davatz nos traz situações nas quais eles submetidos pelo capataz do Senador Vergueiro, em função das moradias precárias (taperas) da fazenda Ibicaba e condiçoes de trabalho, eram piores que a dos escravos negros. Recomendo a leitura do livro. A situação dos imigrantes japoneses também não foi muito diferente.

    Abraços,

    Beto

    Responder
    1. Deborah

      Beto

      Meu tataravô Daniel Schlittler e seu tataravô Heinrich Schlittler são primos! Eles são de Niederurnen, no Cantão de Glarus. Eles viajaram juntos da Suíça para Fazenda Ibicaba. Meu bisavô Gaspar Schlittler foi viver em São Paulo depois. Muito obrigada por dividir esta parte da nossa história!

      Um grande abraço,

      Deborah Schlittler

      Responder
      1. Carlos Alberto Pimentel

        Olá Deborah

        Obrigado pela informação. Agora entendi a relação entre o meu tataravô, e Daniel e o Gaspar! Era a parte que faltava no quebra-cabeça. O meu bisavô, Henrique Schlittler, viveu em Rio Claro – SP e morava na casa da sua filha, minha avó paterna. Eu o conheci, pois faleceu aos 97 anos em 1958, quando eu era criança. A propósito, estive na Suíça em setembro de 2016. Os suíços da nossa família ainda estão “concentrados” no Cantão de Glarus. Apesar de Niederrurnen distar apenas 100 Km de Zurich, não houve tempo para visitar essa pequena cidade de onde vieram os nossos tataravós. Eu agradeço o feedback.

        Responder
        1. Deborah

          Que fascinate tudo isso! Acabei de ler alguns trechos do livro do Thomas Davatz que fala da participação tão importante dos irmãos Johannes & Heinrich Schlittler na Revolta de Ibicaba, junto com Daniel Schlittler. Sua árvore genealógica seria assim?
          Heinrich Schlittler x Christine Beck (Tataravós) — Henrique Schlittler (Bisavô de Rio Claro, SP) — Avó Paterna Schlittler x Avô Pimentel — Pai Pimentel — Carlos Alberto “Beto” Pimentel.

          Vocês continuam em Rio Claro? Estarei indo em breve à Niederurnen e se tudo der certo vou tentar encontrar com um historiador Schlittler que, com certeza, vai gostar muito de saber mais sobre os descendente de Henrinch Schlittler.

          Muito obrigada!
          Deborah

        2. Carlos Alberto Pimentel

          Deborah, boa-tarde!

          Alguns descendentes ainda residem em Rio Claro. O nome da minha tataravó a Família Beck está correto. A grande atriz Cacilda Beck era prima da minha avó – lembro dos comentários dela na minha infância. Quando voltar da Suíça, agradeço alguma informação complementar sobre a nossa família. Se tiver tempo, vá visitar o Museo Einstein em Berna. Também é uma fonte interessante da saga dos suíços e vale a pena.

          Grato

        3. Sandra Regina Herbst

          Sou descendente de Daniel Schlittler, casado com Maria Schlittler e irmão de Gaspar, Barbara, Frederico, Elisa e Margarida, pais de minha Bisavó, Margarida Schlittler Herbst, casada com meu bisavô, Paulo Geraldo Herbst. Estou com muita dificuldade em localizar a cidade de origem de minha bisavó, Margarida. Quando ela se casou com meu bisavô, no cartório de Santa Cecília, em SP, aos 21 anos, os pais eram dados por falecidos e, na sua morte, em 1916, o declarante foi o Sr Gaspar Schlittler. O Daniel, meu bisavô, assim como Gaspar, chegaram bebês ainda ao Brasil, portanto não participaram da Revolta de Ibicaba, parece que apenas nosso antepassado, pais deles, Daniel, Kasper, Melchior e mais outros membros mais velhos é que participaram.

          Depois de Ibicaba, não soube mais de meu trisavô, nem das origens da minha bisavó (cidade). Notei que muitos dos filhos do Sr Gaspar têm a mesma idade. Seria possível que meu trisavô tenha falecido e o Sr Gaspar adotado seus filhos? Hoje, estarei no cartório de Rio Claro para ver se descubro algo e depois vou até Limeira buscar uma certidão. Se precisarem de alguma informação, que eventualmente eu tenha, embora acredite ser difícil ter mais que vocês, posso disponibilizar. Grata por compartilhar sua história, que é também a nossa história.

          Obrigada pela ajuda, Debora.

  6. LuDiasBH

    Beto

    Eu não tinha a noção dos dissabores pelos quais passavam os imigrantes que aqui aportavam.
    Como eram culturalmente mais bem preparados do que os que aqui viviam, sempre imaginei que já chegassem aqui com um certo prestígio.
    Vejo, porém, que as coisas não eram assim.

    Já não deve ser fácil deixar o próprio país em busca de outro totalmente desconhecido, com costumes bem diferentes, imagine ainda ser maltratado.
    Por aí, dá para imaginar a situação dos escravos negros e por quais sofrimentos passavam.

    O poder, a ganância e o pressuposto da superioridade faziam com que homens como o senador Nicolau Pereira de Campos Vergueiro fosse tão arrogante.

    Parabéns por nos trazer parte da história de seus antepassados.

    Abraços,

    Lu

    Responder

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