Arquivo da categoria: Corpo e Mente

Filosofias e conjunto de práticas físicas, psíquicas e ritualísticas que buscam um estado de harmonia e equilíbrio físico e mental.

FENG SHUI – IMPORTÂNCIA DE DOAR

Autoria de LuDiasBH

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Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não haveria pobreza no mundo e ninguém morreria de fome. (Gandhi)

Há riqueza bastante no mundo para as necessidades do homem, mas não para a sua ambição. (Gandhi)

Se já desfrutamos de certo objeto ou se dele fazemos pouco caso, permitamos então que ele faça um novo caminho, sem medo ou desculpa. Pouco importa quem nos deu, ou se foi herança de família, ou por quanto tempo nós o temos, pois ele ficará um dia para trás, quer queiramos ou não, quando deste planeta nós nos ausentarmos. E para quem não sabe, segundo a filosofia milenar do Feng Shui, podemos ser afetados negativamente, ao fazer associações pessoais com os objetos, pois esses emitem energia, poluindo não apenas a nossa mente, como o ambiente em que vivemos.

Quando alguém morre na família, nada mais sábio e humano do que doar as suas roupas e objetos pessoais para quem esteja precisando. Os mortos não necessitam de coisas materiais. Tampouco devemos vender objetos usados e de pouco valor, pois o preço insignificante que acharemos por eles jamais compensará os fluidos positivos que o beneficiado enviará ao doador. Quanto mais doamos, mais recebemos, pois toda ação enseja uma reação. Sem falar que toda avareza é atraso de vida, é doença crônica da alma, é um nítido raio-X da mesquinhez da vida interior da pessoa.

Doar o que se tem em excesso ou aquilo que não mais é usado não é uma ode ao consumismo, mas uma forma de descarregar os fardos, quer sejam eles espirituais ou materiais. O entulho que é feito em nosso lar ou em nosso escritório é tão oneroso para a nossa saúde, quanto o que é feito em nossa mente. Sem falar que nada pode ser tão prazeroso, como saber que algo que nos serviu, pode servir a outrem, deixando espaço livre para uma nova aquisição, se necessária. Nossa casa é um altar onde habita o nosso corpo. E este altar não pode estar tão acumulado de velharias de modo a impedir que as graças do absoluto por ele fluam. Isso sem falar que toda desordem material é um reflexo da desordem mental. Também precisamos ensinar nossas crianças a desfazerem-se dos brinquedos e roupas que não mais usam.

O Feng Shui ensina que, após dois anos sem usarmos uma determinada coisa, provavelmente nunca a usaremos, e o melhor a fazer será nos despojarmos dela, livrando-nos de uma energia parada, estagnada num canto qualquer, que some serve de atraso para a nossa vida. Pelo menos os antigos egípcios, ao acumular riquezas, acreditavam que as levavam consigo após a morte, para desfrutarem numa outra vida. Mas nós, em pleno século XXI, sabemos que deste planeta nada levaremos, a não ser o bem que aqui fizermos.

Sem dúvida alguma, uma das piores formas de apego é aquele voltado para as coisas materiais. A pessoa vê-se refém de objetos inanimados, como se esses fizessem parte de seu corpo ou como se os divinizasse. Tal atitude doentia impede que ela se desfaça de coisas já sem uso, de modo que possam servir a outrem. Na verdade, somos apenas zeladores temporários dos objetos que passam pela nossa vida. A matéria nada mais é que energia em transição. Mal e mal somos donos de nosso corpo, sujeito às doenças e às armadilhas do tempo. O espírito pode ser indestrutível, mas a parte humana é comprovadamente transitória.

Aproveite um fim de semana ou feriado, ou até mesmo suas férias, e livre-se de um monte de bugigangas que entulham seu guarda-roupa, seus armários, sua casa – sua vida. Deixe espaço para que a energia positiva possa fluir intensamente. Deixe que as coisas cheguem e partam na mais perfeita naturalidade, assim como acontece com todos os seres vivos. E harmoniosa será a sua a existência. É preciso aprender a viver com leveza, adotando a filosofia de que “menos é sempre mais”.

Nota: assistam ao programa (TV fechada) denominado ACUMULADORES COMPULSIVOS.

ELIMINE O MEDO DE VIVER

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Você já percebeu como o mundo está repleto de pessoas com medo? Medos e angústias estão mais presentes na vida das pessoas do que imaginamos. Muita gente vive em um estado de apreensão constante, como se viver fosse um peso a ser carregado dia após dia. Viver preocupado e inseguro não pode ser uma opção de vida. Se for seu caso, comece a combatê-lo a partir de agora.

Não podemos confundir o medo criado por nós com o medo real, como quando se está em situações de risco de vida. Claro que se tem medo de uma arma apontada. Isso é normal! O que não se pode deixar é que a insegurança tome conta, através de medos infundados que paralisam e engessam. O medo de não suportar as dificuldades à frente. Clarice Lispector falou sobre o tema: “… o medo de viver, o medo de respirar. Com urgência, preciso lutar, porque esse medo me amarra mais do que o medo da morte. É um crime contra mim mesmo. Estou com saudade do meu anterior clima de aventura e minha estimulante inquietação…”.

Quando o medo está presente, você fecha todas as portas, pois a insegurança faz com que a solidão seja mais suportável do que o enfrentamento da vida real. Não se pode ir para as situações, achando que tudo já deu errado. Pode até ocorrer. Nem sempre tudo vai sair conforme queremos. Mas temos de tentar. Não se esconda!

O medo, aquela emoção natural de cuidado, de proteção, de atenção com o que pode apresentar riscos, atualmente está se transformando em uma paranoia sem limites. Já não se distingue a realidade da fantasia. São adultos pedindo ajuda a psicólogos para adquirir coragem de ir à festa da empresa, porque têm medo de que algo dê errado. Um chefe assustado pode interpretar o interesse do funcionário em participar de um congresso, como um sinal de que ele está procurando outro emprego ou, até mesmo, de que queira tomar o seu lugar. O medo faz com que a gente interprete fatos simples, como se fossem inimigos reais. Viver inseguro tornou-se um estilo de vida.

Nossas perdas trazem um medo iminente e até inconsciente. Ninguém quer perder saúde, pessoas amadas, posição social, confiança, etc. Quem vence recebe um status simbólico de sucesso, de perfeição, de êxito. Mas o que está por trás dos dramas, derrotas, desencontros existenciais, enfim, no enfrentamento de nossos medos é o que nos impulsiona para o amadurecimento e para a evolução.

Viver com medo não é viver. É sobreviver. Viver implica em correr riscos. Implica na possibilidade de nos expormos à rejeição e à perda. Implica, sobretudo, na possibilidade de experimentar emoções intensas. E isso é o que dá cor à vida de cada um, independentemente do seu percurso. Faça sua parte. Doe-se sem medo. Você tem o que mostrar. Descubra-se.

A alegria evita mil males e prolonga a vida. (William Shakespeare)

Nota: imagem copiada de www.radiorainhadapaz.com.br

FELICIDADE X INFELICIDADE

 Autoria de LuDiasBH

A felicidade e a infelicidade são mestras que a natureza usa para nos educar. (Stefan Klein)

Ao analisarmos a afirmação acima do filósofo e biofísico Stefan Klein, concluímos que se trata de uma grande verdade. Apesar de ser uma mestra indesejável, a infelicidade é sem dúvida a mais contundente, pois mexe com as entranhas de nosso ser. Ainda que seja pensamento comum o fato de que só se aprende com a dor, a felicidade é também uma mestra, uma vez que age como um incentivo ao predispor-nos a escolher aquilo que faz bem ao nosso corpo, direcionando o nosso comportamento. Contudo, enquanto a infelicidade chega sem ser convidada, a felicidade precisa ser conquistada dia a dia, incessantemente.

Essas duas incansáveis conselheiras fazem-se presentes por vias diferentes. A infelicidade exprime-se através do medo, da raiva, da tristeza, do arrependimento e de outros sentimentos que não nos são aprazíveis. Contudo, tem por objetivo proteger-nos dos perigos do mundo exterior e também de nossos próprios impulsos. A felicidade, por sua vez, manifesta-se através de sentimentos agradáveis e tem como meta condicionar-nos a buscar aquilo que sadiamente nos faz bem. O mais interessante é que até mesmo os animais estão programados – assim como os seres humanos – a agir da mesma forma. Observe como seu animalzinho doméstico aproxima-se de quem o acaricia e foge daquele que o aborrece ou maltrata. Contudo, a capacidade de prever situações é o diferencial entre humanos e bichos. Enquanto os segundos só aprendem através da experimentação, os primeiros não precisam vivenciar situações para obterem conclusões, podendo buscá-las em diferentes fontes.

O capitalismo selvagem – fruto de nosso tempo – repassa-nos a ilusão de que a felicidade é produto das circunstâncias, algo fortuito, impossível de ser conquistado. Noutras vezes tenta induzir-nos a pensar que quanto mais coisas e poder tivermos, mais felizes seremos. A verdade é bem outra e disso os gregos da Grécia antiga já tinham conhecimento. Eles relacionavam a felicidade a atitudes corretas. Aristóteles – filósofo grego que viveu antes de Cristo – já dizia: “A felicidade é consequência de uma atitude”, ou seja, de acordo com as possibilidades e oportunidades que nos são oferecidas, devemos buscar fazer sempre o melhor, pois é aí que se encontra o segredo do êxito e da ventura. Tampouco devemos colocar o nosso bem-estar nas mãos de quem quer que seja, uma vez que ninguém é responsável pela nossa infelicidade, senão nós mesmos. O controle de nossa vida está na mão de cada um de nós.

Voltando aos filósofos antigos, eles partiram da premissa de que “a felicidade é consequência de uma atitude” e chegaram a duas premissas:

  1. Se a felicidade é resultante da plena realização das possibilidades humanas, logo existirão regras de aplicação geral que podem ser usadas com o objetivo de obtê-la, uma vez que os seres humanos são semelhantes.
  2. Se levarmos tais regras em consideração, seremos capazes de aprender a ser felizes.

Assim, uma vez que o ser humano possui vontade própria, poderá trabalhar suas atitudes, a fim de escapulir da servidão de seus humores azedos e do ambiente – muitas vezes hostil – em que se encontra inserido. A felicidade não está atrelada à acumulação de bens, à posição social ou ao  poder, como alguns imaginam. Ela tampouco se resume a um mero prazer. A felicidade é um processo contínuo e permanente de realização de nossas possibilidades na busca, sobretudo, pelo nosso crescimento interior. É um estado de espírito que pode e deve ser trabalhado permanentemente. Poderemos começar freando os impulsos – esses senhores mandões tão presentes em nossa vida.

Ainda que a Ciência dê-nos a conhecer – cada vez mais – como funciona a nossa mente, a essência do pensamento da antiga filosofia no que tange à felicidade continua correta, embora alguns termos possam ter sido mudados, como por exemplo: aquilo que os antigos pensadores chamavam de “virtude” e de “realização plena do organismo” é conhecido hoje como “estado ideal do organismo” a ser conseguido. A neurobiologia (campo da biologia que trata do sistema nervoso nos seus aspectos morfológicos, funcionais e patológicos) deixa claro que os sentimentos positivos não são produtos do acaso ou frutos do destino, mas da maneira como encaramos o dia a dia, ou seja, do modo como vemos e vivemos a vida. Portanto, devemos persegui-los a fim de conquistar a felicidade plena.

Vejamos mais alguns pensamentos de Aristóteles sobre o assunto:

  • Cada um é feliz na medida em que faz e cumpre a sua missão. A felicidade só resulta do cultivo da virtude. A felicidade é para quem se basta a si próprio.
  • A felicidade não se encontra nos bens exteriores. Felicidade é ter algo o que fazer, ter algo a que amar e algo a que esperar…
  • Ninguém é dono da sua felicidade senão você mesmo, por isso, não entregue a sua alegria, a sua paz, a sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém.
  • A felicidade é o sentido e o propósito da vida, o único objetivo e a finalidade da existência humana. A felicidade consiste em fazer o bem.

Fonte de pesquisa
A Fórmula da Felicidade/ Stefan Klein/ Editora Sextante

SENTIMENTOS POSITIVOS E NEGATIVOS

Autoria de LuDiasBH

Geralmente os sentimentos negativos são percebidos de modo mais intenso do que os positivos. (Stefan Klein)

 Os sentimentos positivos indicam-nos o que devemos fazer, enquanto os negativos advertem-nos sobre o que precisamos evitar. (Stefan Klein)

Em cada aspecto de nossa vida, por mais simples que ela seja, lá se encontra a natureza – força ativa que estabeleceu e conserva a ordem natural de tudo quanto existe, força criadora universal –  a educar-nos. Basta que paremos para pensar que tudo que contribui para manter a nossa vida é tido como algo bom: beber, comer, fazer sexo, dormir, sociabilizar, etc. E quanto maior for a nossa carência em relação a uma dessas ações, mais prazeroso será o nosso bem-estar ao executá-las. Existe comida mais gostosa do que aquela que consumimos quando nos encontramos famintos? Há sono mais profundo e reparador do que o que nos acomete quando nos encontramos exauridos pelo cansaço? E que deliciosa é a água sorvida quando nos encontramos sedentos! Por que isso acontece? A natureza, no intuito de proteger-nos, leva-nos a escolher o que faz bem ao nosso corpo, usando o prazer como chamariz.  

Embora a dor – qualquer que seja a sua causa – tire qualquer um do sério, pois tamanho é o desprazer que oferece, não passa de uma mensageira valiosa da natureza, avisando que algo não está em conformidade com o esperado no que diz respeito ao funcionamento do nosso corpo. E quanto menor for a atenção que tal emissária vier a receber, mais ela se avolumará e atormentará, até que o dono do corpo busque ajuda para refreá-la, até que a causa seja descoberta e tratada. Os paliativos possuem um tempo, pois se não buscada a origem da dor, ela retornará ainda mais severa, raivosa e cruel.

Muitas vezes nós nos perguntamos sobre o porquê de lembrarmo-nos mais daquilo que nos fez sofrer, enquanto nos esquecemos facilmente do que nos tornou felizes. Os sentimentos negativos são quase sempre mais imperiosos, veementes e impetuosos. As tragédias comovem bem mais do que as comédias fazem rir. Os humoristas alegam que fazer humor é extremamente difícil. Então, o que leva a humanidade a preferir a tragédia? A resposta está na biologia humana. Os sentimentos negativos – responsáveis por fazerem nossos ancestrais viver em permanente vigilância frente ao perigo constante – permaneceram ao longo da evolução humana, chegando aos nossos dias. Vivemos muito mais tempo temendo o perigo do que buscando a felicidade.  Existe até um conselho que era muito conhecido pelos mais antigos: “Devemos sempre pensar no mal, pois o bem a qualquer hora que chegar será bem-vindo”. Eis a prova de como preferimos a tragédia.

O prazer só existe porque há o conhecimento do desprazer. Um não ganha vida sem o conhecimento do outro. E é exatamente este contraste que garante a vitalidade do organismo, possibilitando-o a funcionar da melhor maneira possível, apesar dos percalços inerentes à vida de todos os humanos. Ainda que empiricamente, todos nós temos conhecimento sobre aquilo que nos faz mal ou que nos faz bem. A natureza é sábia. Se tomarmos outro caminho é por conta e risco nosso, mas lá na frente pagaremos o preço devido.  A Lei da Causa e efeito age em nossa vida com toda intensidade.

Obs.: não confundir “sentimentos negativos” com “pensamentos negativos”.

Fonte de pesquisa
A Fórmula da Felicidade/ Stefan Klein/ Editora Sextante

EMOÇÕES X SENTIMENTOS

Autoria de LuDiasBH

É bom escutar os sentimentos. Mas nem sempre é aconselhável segui-los cegamente. (Stefan Klein)

 As emoções ocorrem no teatro do corpo. Os sentimentos ocorrem no teatro da mente.  (Antônio Damásio)

 Enquanto os animais têm que obedecer ao que dizem suas emoções, nós somos capazes de decidir contra os nossos próprios sentimentos. (Stefen Klein)

 Embora consideremos no nosso linguajar diário as palavras sentimento e emoção como tendo igual significado, a verdade não é bem essa, pois nomeiam coisas bem diferentes. Enquanto a emoção é inconsciente e corresponde a uma resposta automática do corpo a determinada situação, o sentimento é consciente, é aquilo que vivenciamos quando percebemos a emoção de forma consciente. As emoções são passageiras, enquanto os sentimentos exigem que o cérebro receba sinais do corpo e seja capaz de processá-los, podendo gerar cicatrizes profundas, dependo do modo como o indivíduo lida com eles.

As pessoas que não se deixam guiar cegamente por suas emoções – contrariando os sentimentos provocados por elas – estão mais aptas ao sucesso, pois interagem melhor com os outros, ao não tomar tudo ao pé da letra, como algo pessoal. É fato que não se trata de uma tarefa fácil, pois se faz necessário trazer os impulsos sob a rédea curta. Para contê-los é preciso que se tenha ciência deles, uma vez que é impossível lidar com aquilo que não se conhece. Indivíduos existem, por exemplo, que chamam a si mesmos de sinceros ou francos, quando na verdade mostram um comportamento impulsivo, resvalando para a grosseria. Eles não conseguem domar seus impulsos porque não veem sua suposta “franqueza” como algo ruim e, sim, como algo positivo. Assim, vão tocando o barco, ferindo uns e outros, sem noção alguma do que fazem.  Portanto, quando nossos sentimentos não se encontram sob o escrutínio da razão, tornamo-nos pessoas inflexíveis, insensatas e não aptas ao convívio com os diferentes.

As emoções (reações do corpo) dão vida aos sentimentos, portanto, elas vêm antes dos sentimentos. Para que isso aconteça, o cérebro precisa receber sinais do corpo a fim de processá-los. Sem que isso ocorra, torna-se é impossível ter consciência de qualquer tipo de emoção, o que reforça a certeza de que nossa mente não se localiza apenas no cérebro, sendo totalmente corpórea (corpo e mente são unos). O filósofo e biofísico Stefan Klein explica que “Um espírito sem a matéria não seria capaz de sentir alegria ou tristeza”, porque não possui o corpo que seria o responsável pelo envio dos sinais ao cérebro. Contudo, ainda segundo ele, “Quem experimentou as reações corporais suficientemente consegue até simulá-las inconscientemente”, e conclui que: “Assim como a fantasia consegue produzir uma imagem mental, o hipotálamo é capaz de simular impulsos que, na realidade, nem está recebendo”, como nas vezes em que nos sentimos mal-estar só de nos lembrarmos de um determinado acontecimento que já ficou no passado, mas que nos causou forte emoção.

As nossas emoções, por serem reações inconscientes e instintivas que se processam em nosso corpo, tendem a ser visíveis, pois produzem alterações que podem ser compreendidas através da comunicação não verbalizada, ou seja, conhecidas apenas pelos sinais emitidos pelo corpo que denuncia nosso estado emocional. Elas também são passageiras, voltando o corpo ao equilíbrio de antes, uma vez que o indivíduo delas toma ciência. Os sentimentos, por sua vez, por se tratar de algo interiorizado e vivenciado de forma consciente, são duradouros e muitas vezes fáceis de serem escondidos. Pessoas há que não esquecem um aborrecimento nem que a vaca tussa e carregam-no como um pesado fardo nas costas. Entretanto, existem aquelas que se encontram num estágio mais elevado de espiritualidade, não se deixando seduzir pelos sentimentos. Racionaliza-os e passa uma borracha em tudo, dando o dito (ou acontecido) por não dito (ou acontecido). Sua saúde agradece!

O ideal é que busquemos a compreensão de como nos comportamos diante desse ou daquele tipo de emoção, pois, assim, tornamo-nos senhores de nós mesmos, sendo capazes de manter o nosso equilíbrio emocional. Na medida em que racionalizamos ou minimizamos as interferências internas ou externas que nos levam a um determinado tipo de emoção, vamos enfraquecendo-a. Não podemos permitir que os sentimentos – advindos das emoções – sejam nossos senhores. Suponhamos que você seja uma pessoa que sai do sério quando lhe fazem uma crítica negativa. Se mudar o seu comportamento em relação a isso – fazendo ouvidos moucos, por exemplo, ou até mesmo concluindo que precisa mudar –, isso não mais lhe causará uma emoção conturbadora e, em consequência, não criará sentimentos que irão afetar negativamente a sua vida, interferindo no funcionamento de seu corpo.

Fonte de pesquisa
A Fórmula da Felicidade/ Stefan Klein/ Editora Sextante

COMO DESENVOLVER A INTUIÇÃO

Autoria de LuDiasBH

A mente intuitiva é um dom sagrado e a mente racional é uma serva fiel. Contudo, criamos uma sociedade que cultua o serva e se esquece do dom. (Albert Einstein)

 A intuição é um jeito de saber algo sem passar pelo processo de raciocínio consciente. Saber sem saber como você sabe. Chegar a uma conclusão sem um motivo lógico. (Lior Suchard)

 A intuição – “faísca” poderosa ou “insight” – continua sendo um enigma para a Ciência, pois concede o entendimento da realidade numa fração de segundos, sem que para isso haja a intervenção da lógica ou da análise, o que demonstra que nossa mente continua sendo uma caixinha de surpresas, uma vez que não temos ciência do imenso poder que ela detém. Quem nunca disse: “Tive um palpite…” ou “Agi com o meu instinto…” ou ainda “Meu sexto sentido alertou-me…”? Tais expressões nada mais são do que uma referência à própria percepção.

Todas as pessoas nascem com intuição. Algumas a possuem bem desenvolvida, outras a ignoram, e outras tantas precisam de treinamento para percebê-la. A vivência extremamente voltada para o racional vem tornando a humanidade indiferente a esta faculdade. Por serem desprovidas de preconceitos e abertas ao novo, as crianças são extremamente intuitivas ao nascer, contudo, à medida que vão crescendo, na convivência com uma sociedade racionalista, voltada mais para o palpável, apregoando que “isso ou aquilo não passa de coincidência”, elas passam a ignorar a intuição, embotando, assim, a capacidade intuitiva que traziam consigo.

O mentalista judeu Lior Suchard vê a intuição como um complemento dos cinco sentidos (tato, visão, audição, paladar e audição). Ele cita como exemplo uma observação feita após o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, quando um grande número de pessoas desistiu de viajar nos dois aviões que atingiram as Torres Gêmeas e no que caiu sobre o Pentágono. Os dois primeiros tiveram 74% e 81% dos seus assentos vazios, enquanto o terceiro conduzia apenas 64 passageiros, embora tivesse assentos para 289, ou seja, 78% dos assentos encontravam-se vazios. Ele acha que muitas das pessoas que cancelaram a viagem podem ter sido movidas pela intuição.

A faculdade intuitiva pode ser trabalhada e ampliada através da meditação e de outras técnicas que lidam com a plasticidade do cérebro (yoga, unibiótica, neuróbica, prática da observação, visualização dos detalhes de uma pintura ou paisagem, etc.) e da confiança em si mesmo. Suchard ensina que, quanto mais contato o indivíduo tiver com essa faculdade, mais ela se tornará plena. Ele também fornece algumas dicas para o seu reconhecimento e desenvolvimento.

  • Acredita na sua capacidade intuitiva e leve-a a sério.
  • Pratique a meditação diariamente, durante alguns minutos, a fim de aprender a ouvir a voz da intuição.
  • Observe situações e padrões com números recorrentes.
  • Passe a anotar as “coincidências”, pois as coisas não acontecem sem um motivo.
  • Evite funcionar no piloto automático, preste sempre atenção no que faz.
  • Observe suas ações e examine com atenção suas decisões e escolhas. Atente-se para quando teve um “pressentimento”, mas não o levou em conta.
  • Lembre-se de que o corpo possui uma linguagem própria. Aprenda a decodificá-la. Observe sua energia ao encontrar certas pessoas (ela sobe ou desce?)
  • Observe sua energia durante suas escolhas – seu nível pode aumentar ou diminuir. Com base nisso poderá optar pela escolha certa.
  • Procure se lembrar de seus sonhos, eles podem estar querendo lhe dizer algo.
  • Ao decidir entre uma coisa ou outra, procure fazer perguntas à sua intuição.
  • Faça testes com sua intuição. Comece com coisas simples (roupa, comida, etc.).
  • Mantenha-se alerta para distinguir quando sua intuição levou-o a tomar uma decisão e quando não contou com o seu auxílio.
  • Tenha paciência ao esperar os resultados de suas escolhas baseando-se na sua intuição. Lembre-se de que tal prática demanda tempo e exercício.
  • Leia também: A INTUIÇÃO EXISTE!

Nota: se você gosta de livros que falam sobre a mente, sugiro:

  1. Como Ler Mentes/ Lior Suchard
  2. Blink – A Decisão num Picar de Olhos/ Malcolm Gladwell
  3. Rápido e Devagar: duas formas de pensar/ Daniel Kahneman
  4. O Animal Social/ Elliot Aronson
  5. Incógnito: As vidas secretas do cérebro/ David Eagleman
  6. Inteligência emocional (Daniel Goleman)
  7. Seus Pontos Fracos (Wayne Dyer)
  8. O Homem que Confundiu a sua Mulher com um Chapéu (Oliver Sacks)
  9. O que nos faz Felizes: O futuro nem sempre é o que imaginamos (Daniel Gilbert)
  10. A Arte de não Amargar a Vida (Rafael Santandreu)
  11. O Poder do Hábito (Charles Duhigg)

Fonte de pesquisa
A Fórmula da Felicidade/ Stefan Klein/ Editora Sextante