Matisse – NU AZUL III

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Os Nus Azuis de Henri Matisse dizem respeito a uma série de guaches recortados, todos nus femininos, criados pelo artista entre 1952 e 1954. Fazem parte das obras do final de sua vida.

Com a saúde debilitada, com dificuldade de locomoção, o pintor parou de pintar e começou a trabalhar com recortes de papel, ajudado por seus assistentes. Os Nus Azuis são conhecidos como recortes.

O Nu Azul III é composto por várias peças azuis coloridas, com um espaço entre elas. O espaço claro, usado como fundo, é o responsável por dar a forma à figura, ao se incorporar aos blocos azuis, produzindo um efeito ótico que mostra o nu na sua totalidade.

Na sua série de quatro Nus Azuis, Matisse usou a pose que mais gostava: pernas entrelaçadas e braço direito levantado, tocando a cabeça, enquanto o esquerdo desce ao longo do corpo. Para chegar a este resultado, retratando a figura humana através de recortes em grandes murais, Matisse encheu um caderno com esboços. Acabou criando uma figura abstrata e simplificada como a que vemos acima.

Ficha técnica:
Nome: Nu Azul III
Ano: 1952
Técnica: guache recortado
Dimensões: 112 x 73,5 cm
Localização: Museu Nacional de Arte Moderna, Paris, França

Fontes de pesquisa:
Matisse/ Coleção Folha
wikipaintings.org/en/henri-matisse/blue-nude-iii-1952

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Matisse – LUXO I

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Composição é a arte de arranjar de modo decorativo os diversos elementos, à vontade do pintor, para expressar seus sentimentos. (Matisse)

Em sua composição Luxo I, Matisse apresenta três alegres e enormes banhistas numa praia litorânea, com mar de águas verdes e montanhas marrom e lilás,  céu azul e nuvens esbranquiçadas. O tema da pintura é o lazer e o prazer, numa busca pela mística Idade do Ouro, onde deuses, natureza e homens viviam num estado de pureza e harmonia.

Uma monumental figura feminina, à esquerda da composição, de pé, sobre uma toalha, tem o aspecto de uma escultura. A figura de cócoras, reduzida a um sinuoso arabesco, enxuga-lhe os pés. A terceira das figuras com um buquê de flores nas mãos parece correr.

As linhas curvas e as cores quentes são predominantes na composição.

O pintor realizou duas versões da obra: Luxo I e Luxo II, sendo a primeira de cunho realista e a segunda decorativa. Observem o esboço da composição.

Ficha técnica
Ano: 1907
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 210 x 138 cm
Localização: Museu Nacional de Arte Moderna, Paris, França

Fontes de pesquisa
Matisse/ Abril Coleções
Matisse/ Coleção Folha

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SUJEIRA NOS ALIMENTOS PROCESSADOS

Autoria do Dr. Telmo Diniz gluten1

Estava lendo algumas reportagens e uma (da “Folha de S. Paulo”) me chamou especial atenção: a Anvisa está regulamentando a quantidade de sujeira nos alimentos e bebidas. Para meu espanto, pois, para mim, não haveria sujeira alguma nos alimentos já processados, embalados e prontos para o consumo. Porém, a norma serve para regulamentar a quantidade máxima “tolerada” de sujeiras que ingerimos.

A normatização do tema pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aponta limites máximos de “matérias estranhas macroscópicas e microscópicas”, como fragmentos de insetos – menos de baratas, formigas e moscas – e pelos de rato, aceitos em produtos como geleias e achocolatados. Hoje, não há limites de tolerância. Sem esses parâmetros, as vigilâncias apontam dificuldade na aplicação de medidas sanitárias, alvo recorrente de ações judiciais.

Para a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação, a medida representa um aprimoramento da legislação atual, garantindo a padronização dos limites de tolerância máximos e a segurança alimentar da população, criando normas mais rígidas se comparada aos demais países. Relatório da Anvisa cita legislações internacionais e estudo do FDA (que regula o setor de medicamentos e alimentos nos EUA) sobre “falhas naturais ou inevitáveis” em alimentos.

Alguns exemplos de sujeira tolerável são um fragmento de pelo de rato para cada 100g de tomate; 25 fragmentos de insetos para cada 100g de geleia de frutas; 60 fragmentos de insetos para cada 25g de café moído e torrado; cinco insetos inteiros, mortos (é claro!) para cada 25g de chá de camomila; um fragmento de pelo de roedor para cada 50g de canela em pó etc.

Desde 2013,outro relatório divulgado também pela Anvisa dava conta da presença de agrotóxicos em frutas, legumes e verduras. As amostras apresentavam resultados considerados insatisfatórios pela agência – 36% continham essas substâncias em 2011, e 29% em 2012. Segundo o estudo, nestes casos, os alimentos continham níveis de substâncias tóxicas superiores ao limite imposto no Brasil ou, ainda, compostos químicos que nunca foram registrados para uso no país.

Agora, além de alimentos com agrotóxicos, nos deparamos com alimentos que podem ter uma quantidade máxima de insetos. Para os especialistas da área, “o cultivo, colheita e processamento de matérias-primas totalmente livres de tais falhas é economicamente inviável”. Leia-se, então, o seguinte: a produção de alimentos em escala não é possível sem a adição de agrotóxicos e sem uma pitada de insetos. É o fim! Para quem pode, o ideal seria comprar frutas e verduras orgânicos e evitar o consumo de tais alimentos processados.

Nota: imagem copiada de lenitamunhoz.wordpress.com

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Matisse – HARMONIA EM VERMELHO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Um único tom não é nada em termos de cor; dois tons são um acorde, são a vida. (Henri Matisse)

Harmonia em Vermelho é uma refinada e elegante composição de Henri Matisse. É também conhecida como Toalha de Mesa, Mesa Posta, Quarto Vermelho e A Mesa de Jantar. Embora haja a presença de uma criada arrumando a mesa, o que se destaca na tela e fica impressa na mente do observador é a predominância da cor vermelha.

A princípio, a composisção era baseada em tons de azul (Abril Coleções) ou verde (Taschen) que substituia o vermelho, mas depois de pronta e pendurada na parede de seu estúdio, Matisse não gostou do efeito, não achando a composição “bastante decorativa”, não havendo contraste com a paisagem que se via da janela. A tela foi então refeita com o vermelho, e seu resultado agradou bastante o artista, ao reduzir todos os planos a uma dimensão única.

A parede e a mesa vermelhas são delimitadas por uma fina linha preta. Há na composição uma corajosa composição das cores primárias: vermelha, amarela e azul, acrescidas do verde, cor secundária. Duas cadeiras estão em volta da enorme mesa. O marco da janela introduz o observador no jardim, onde se vê uma pequena casa e um céu azulado.

O motivo principal da composição é formado pelo jogo entre o desenho do papel de parede, o pano da toalha da mesa e os objetos sobre ela. Até mesmo a figura humana e a paisagem lá fora estão desenhadas e pintadas de modo a se integrarem às flores do papel de parede.

Ficha técnica
Ano: 1908
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 180 x 220 cm
Localização: Museu Hermitage, São Petersburgo, Rússia

Fontes de pesquisa
História da arte/ E.H. Gombrich
Matisse/ Coleção Folha
Matisse/ Abril Coleções
Matisse/ Taschen

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ÍNDIA – DEFECANDO A CÉU ABERTO

Autoria de Lu Dias Carvalho def.

Para quem chega à Índia pela primeira vez surpreende-se com as condições higiênicas de suas cidades, que se encontram entre as piores do mundo, ainda que o mantra ali seja a “pureza”, daí a razão de tantas castas e a vida miserável dos “intocáveis”. É realmente um estranho paradoxo! Além do mais, como um país tão decantado pelo crescimento de sua economia global ainda leva uma vida medieval no quesito higiene? Por que ainda existem centenas de milhares de pessoas defecando nas ruas com a maior naturalidade? Por que não possuem banheiros em casa? Segundo o censo de 2011, mais da metade da população indiana não possui banheiros no domicílio. É muito traseiro nu visto a céu aberto e cocô espalhado pelo país. Enquanto isso, o celular está presente até mesmo entre os “sadhus”, os chamados “homens santos”, que dizem viver na pobreza absoluta.

Os indianos esvaziam seus intestinos ao ar livre sem nenhum constrangimento. A própria cultura hinduísta, que apregoa a “pureza” aos quatro cantos do país, contribui para que a Índia torne-se um banheiro público a céu aberto. O hinduísmo, que tem os excrementos humanos como “impuros”, não aceita que banheiros sejam feitos dentro de casa, para não “poluir” o ambiente. Assim, no segundo país mais populoso do mundo, a coisa fica deveras complicada com tal tabu. O que nós ocidentais não conseguimos entender é a preocupação tão grande que essa gente tem com a “pureza” do corpo, enquanto convive com a imundície que jaz fora das casas, com montanhas e montanhas de sujeiras espalhadas pelas ruas. Se nas grandes cidades é assim, imaginemos nos povoados. Somente os “intocáveis” podem ter contato com o lixo. Enquanto isso…

Em razão da pregação moralista dirigida às mulheres, que não podem se expor como fazem os homens nas ruas, encostados aos muros, na beira dos trilhos, nas margens dos rios e nas praias, elas acabam sendo as maiores vítimas, ao terem que realizar suas necessidades fisiológicas. Precisam esperar o cair da noite para encontrar um lugar oculto onde possam esvaziar intestinos e bexiga, correndo risco de perderem a saúde, por segurarem tanto tempo suas necessidades fisiológicas e também o de serem estupradas, risco comuníssimo na Índia, principalmente se forem de pele clara.

Muitas cidades indianas não possuem esgotos tratados, que por sua vez são despejados nos rios, lagos e mares. Além disso, as chuvas das mansões, que acontecem entre junho e setembro, alagam cidades e vilarejos, contaminando tudo, virando literalmente um “mar de bosta” junto à urina de ratos, provocando um número alarmante de doenças, dentre as quais está a leptospirose, responsável por um número incalculável de mortes.

O que vemos na Índia é a hipocrisia de uma sociedade que divide sua gente numa pirâmide casteísta, de acordo com o grau de “pureza”, enquanto a imundície grassa solta pelas ruas do país. Sem falar na crítica que fazem a nós ocidentais, por usarmos o papel higiênico, assim como o uso da mão esquerda para tocar nos alimentos. Talvez não saibam que aqui usamos água e sabão. Enquanto lá…

 Nota: imagem copiada do blog Indi(a)gestão

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Matisse – ALEGRIA DE VIVER

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Alegria de Viver, obra de Matisse, é uma ode à harmonia entre o homem e a natureza, uma volta à idade do ouro, única maneira de deixar de lado o cotidiano estressante e encontrar a paz tão almejada.

Várias cenas estão presentes na composição: mulher e garoto tocando flauta, amantes beijando-se, uma dança, etc. Tudo transcorre na mais absoluta calma e harmonia, no contato com a natureza.

Segundo os historiadores, Les Demoiselles de Pablo Picasso foi uma resposta a esta pintura de Matisse, pois o pintor espanhol e o francês mantinham certa rivalidade, ainda que se mostrassem bons amigos.

Ficha técnica
Ano: 1905-1906
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 175 x 241 cm
Localização: Barnes Foudation, Merion, EUA

Fontes de Pesquisa
Matisse/ Abril Coleções
Matisse/ Coleção Folhas

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