Teste – O BERÇO DA CIVILIZAÇÃO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A Mesopotâmia é tida como o berço da civilização. Trata-se de uma região de interesse histórico e geográfico para todo o mundo. Em suas terras de origem vulcânica, as primeiras sociedades caçadoras tornaram-se agrícolas. Foi ali que, a partir de 5.000 anos a.C, brotaram os primeiros vilarejos agrícolas que, posteriormente, transformaram-se em cidades e metrópoles, originando  algumas das primeiras civilizações. A Babilônia, cidade-estado da antiga Mesopotâmia, foi um grande centro de aprendizado, principalmente de ciências, matemática e astronomia. A região é ocupada hoje pelo Iraque e terras vizinhas.

1.      A Mesopotâmia, considerada o berço da civilização, ficava entre os rios:

a)      Tigres e Eufrates;
b)      Nilo e Sena;
c)      Danúbio e Reno;
d)      Nilo e Eufrates.

2.     A palavra “civilização” origina-se do latim “civis” e significa:

a)       nascimento da civilidade;
b)      cidadão de uma metrópole;
c)      sociedade estruturada;
d)     cidadão do mundo.

3.     Na antiga Babilônia, o animal que simbolizava o poder real era:

a)      o escaravelho;
b)      a lebre;
c)      o leão;
d)      o escorpião.

4.     Templo babilônio antigo em forma de torre piramidal, com plataformas recuadas              e sucessivas, degraus externos e santuário no topo:

a)      adega;
b)      pirâmides;
c)      zigurate;
d)     edifício.

5.      As leis e os costumes da Babilônia foram unificados pelo rei:

a)      Nabucodonosor;
b)      Hamurabi;
c)      Alexandre, o Grande;
d)     Alexandre, o Grande.

6.      A Torre da Babilônia é interpretada no Antigo Testamento como símbolo:

a)      do poder;
b)      do orgulho;
c)      da ascensão;
d)     do declínio.

7.      Na Babilônia, as figuras foram substituídas pela escrita:

a)      gótica;
b)      hieroglífica;
c)      cuneiforme;
d)     arábica.

8.      O historiador grego que declarou: “A Babilônia é tão esplêndida que nenhuma
cidade na Terra pode ser comparada a ela” foi:

a)      Heródoto;
b)      Trucídides;
c)      Xenofonte;
d)      Platão.

9.      Elementos da cidade da Babilônia que se encontravam entre as sete maravilhas do mundo antigo:

a)      zigurates e palácios;
b)      muros e jardins;
c)      lagos e canais;
d)     canais e zigurates.

10.  As obras de artes mais importante dos babilônios são animais produzidos sobre
tijolos esmaltados policrômicos. A ilustração acima faz parte do adorno do Portão de
Ishtar, entrada da Babilônia. A criatura possui partes de:

a)      pássaro, elefante e leão;
b)      serpente, leão e crocodilo;
c)      leão, pássaro e serpente;
d)     pássaro, serpente, crocodilo;

Gabarito
1a/ 2b/ 3c/ 4c/ 5b/ 6a/ 7c/ 8a/ 9b/ 10c

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Goya – SUA VIDA PESSOAL

Autoria de Lu Dias Carvalho esposa de goya

Goya casou-se aos 27 anos em Madri com María Joseja Bayeu, irmã de seu amigo e mestre Francisco Bayeu. No ano seguinte em Zaragoza nasceu o primeiro rebento do casal, Antonio Juan Ramón. E um ano depois, mudou-se para Madri com sua esposa e filho, indo morar na residência do cunhado Francisco. Eusébio Ramón, o segundo filho do casal, morreu logo depois de ser batizado. E, para infelicidade de Goya e María Josefa, os outros três filhos: Vicente Anastacio, María del Pilar, Dionisia e Francisco de Paula Antonio Benito tiveram o mesmo fim do segundo irmão.

Apesar das tragédias sucessivas em relação à morte dos filhos, Goya e sua esposa começaram a melhorar de vida, a ponto de poderem mudar para uma casa alugada. Mas aos 32 anos de idade Goya apresentou os primeiros sinais de uma estranha doença que viria a deixá-lo surdo. Após vencer um concurso para decorar o retábulo de uma importante igreja em Madri, o pintor recebeu a triste notícia da morte do pai. E logo depois morreria sua filha Hermenegilda Franscica Paula, antes mesmo de ser batizada, fatos que lhe trouxeram uma grande tristeza. Dois anos depois, nasceria Francisco Javier Pedro, acabando com o infortúnio do casal.

 A doença que levou Goya à surdez não foi identificada na época, mas estudos posteriores levaram a crer que ele fora acometido pela sífilis, mas atualmente acredita-se que se tratava de saturnismo, ou seja, uma intoxicação causada pelos sais de chumbo das pinturas usadas  à época.

 Goya pintou retratos para os duques de Alba. Quando a duquesa Caetana de Alba ficou viúva, ele se mostrou apaixonado por ela. Um mês após a morte de seu marido, passou com a duquesa uma longa temporada. Alguns acreditam que ela foi modelo de um de seus quadros mais famosos: A Maja Nua. Quando estava com 61 anos de idade, morreu sua esposa Josefa Bayeu. Para ser governanta do filho foi contratada Leocadia Zorilla de Weiss, que havia sido abandonada pelo marido e denunciada como “infiel” e outras depreciações. Ela se tornou amante de Goya, vindo a ter com ele Rosario Weiss, futura pintora.

 Ao sentir que o rei Fernando VII, as autoridades civis e as chamadas Juntas da Fé estavam perseguindo os liberais, Goya, acompanhado de Leocadia, Rosario e um filho posterior de Leocadia, viajou sob autorização do rei para um balneário na França, com o pretexto de melhorar sua saúde. Mas ele foi para Bordéus, França, onde se exilou voluntariamente. Faleceu aos 82 anos de idade. Seu amigo Moratin fala sobre sua chegada à França:

 “Goya chegou surdo, velho, desajeitado e fraco, sem saber uma palavra em francês e sem nenhum serviçal, mas contentíssimo e ansioso para ver o mundo.”.

 Nota:  o retrato de sua esposa María Joseja Bayeu ilustra o texto.

 Fontes de pesquisa
Goya/ Abril Coleções
Goya/ Coleção Folha
Goya/ Editora Manole Ltda.

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PERY RIBEIRO INTERPRETA TAIGUARA

Autoria de Edward Chaddad

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Era necessário fazer o resgate desse notável compositor e poeta, pois Taiguara não foi somente um grande músico e compositor, foi também um admirável intérprete, instrumentista e arranjador. E isto foi feito por Peri Ribeiro, filho de Dalva de Oliveira e Herivelto Martins,  que não só herdou os olhoverdes da mãe, mas a voz e interpretação maravilhosas. Peri foi um dos cantores mais espetaculares da música brasileira e, em 1999, gravou várias das composições e interpretações de Taiguara,  dando nome ao CD de  Tributo a Taiguara.

Taiguara foi um poeta, que não podemos olvidar, no nível dos nossos mais expressivos literatos. Um poeta que ficou calado por décadas, censurado em mais de cem composições,  pela Ditadura Militar, no Brasil. Infelizmente, a mídia  se omitiu na divulgação de suas numerosas músicas, cada uma mais bela do que a outra, como Amanda, Hoje, Universo no Teu Corpo, Viagem, Teu Sonho Não Acabou e tantas outras, que gerações de brasileiros deixaram de ouvi-las e conhecê-las. Porém, uma destas músicas gravadas por Peri Ribeiro, chama a atenção toda especial, merecendo o destaque que faço, neste texto.

Ela se chama Coisas, música  – poesia maravilhosa –  que já estava passando despercebida, raramente divulgada, mas que Peri Ribeiro a  tornou inesquecível, seja pelos versos, seja pela melodia, seja pela sua invejável interpretação. Trata-se de uma das melhores composições de Taiguara e a melhor interpretação de Peri Ribeiro, e um dos seus grandes sucessos.

Vale a pena, pois, ouvir e conhecer seus versos maravilhosos, composição do notável Taiguara,  na voz e interpretação impressionante de Peri Ribeiro:

COISAS

Coisas dentro em mim
Estão dizendo que estou vivo.
Coisas que eu perdi
E agora encontro em você.

Dentro de você há um
Mundo livre que eu preciso,
Um rumo aberto em teu sorriso,
Há uma viagem pra ficar,
Pra não voltar.

Ontem nos jornais,
Eu vi que o amor está morrendo.
Hoje percebi que o mundo apenas esqueceu.

Basta olhar pra ti pra ver
Como eu vi o meu amor nascer,
Quando olhei pra mim
E só vi você.

Nota: vale a pena ouvir, clicando no link abaixo.
https://www.youtube.com/watch?v=XcJWkBpBnDE

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NÃO JOGUE O BEBÊ FORA…

Autoria de Lu Dias Carvalho tina12

Confesso que por muito tempo não compreendi o significado da expressão Não jogue o bebê fora junto com a água. Mas recentemente veio a luz que me clareou as ideias. Imagino que muitos leitores também não conhecem o significado, pois, no mundo contemporâneo, aprendemos que as crianças são colocadas em primeiro lugar, mas não era bem isso que acontecia antigamente.

Temos conhecimento de que nos séculos XVI e XVII, a higiene não era levada a sério, em razão das muitas superstições, sendo a água, elemento essencial para a higienização do ser humano na sua vida diária, considerada como maléfica à saúde. Assim sendo, os banhos eram esporádicos. E, quando tomados, a água quente, posta numa enorme tina de madeira, era destinada a toda a família, sem nenhuma troca. Virgem Maria, que horror! E ainda era preciso obedecer a certo ritual:

O primeiro a tomar banho na água limpinha, ainda virgem, era privilégio do chefe da família, o senhor todo poderoso do lar. Ele se esbaldava na tina, deixando ali todo o seu bodum. Vinham a seguir, os demais homens da família, obedecendo a ordem da idade, sendo os mais velhos os primeiros. Após esses, seguiam-se as mulheres, também obedecendo a idade, as mais velhas, primeiro. As crianças, coitadinhas, eram as últimas. Mas o leitor não faz a mínima ideia do que era reservado aos anjinhos.

Imagine, meu caro amigo, como era o caldo preto e seboso que sobrava para as crianças, depois de ter passado aqueles  indivíduos malcheirosos por aquela água, vindos de muitos dias sem banho, quiçá meses, durante o inverno. Melhor seria que os bebês ficassem como estavam. A situação era tão preta que era possível perder um dos anjinhos dentro daquele caldeirão de xixi, chulé, bunda suja e coisa e tal. Era preciso muito cuidado para que um bebê não fosse jogado fora, junto com a água suja, sem que os criados perecebessem. Daí nasceu a expressão “Don’t throw the baby out with the bath water.”, ou seja, “Não jogue o bebê fora junto com a água do banho.”.

Ufa! Não era fácil ser criança naqueles tempos!

Nota: imagem copiada de sannitas.blogspot.com

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Mestres da Pintura – GOYA

Autoria de Lu Dias Carvalhogoya

Na natureza, a cor não existe ao mesmo tempo que a linha (…) Deem-me um carvão e lhes farei um quadro. (Goya)

Goya é um fenômeno extraordinário. É o artista que a opinião universal qualifica como revolucionário, o renovador audaz, cujos arrojos de conceito e de técnica serviram mais tarde como exemplo e modelo, nunca tornado obsoletos, a sucessores dispersos nos ambientes mais longínquos e livres ao longo de um século e meio de mudanças de gosto, de renovações de escolas. (Eugenio D`Ors)

O pintor Francisco José de Goya y Lucientes (1746-1828), filho de José Goya, dourador de retábulos, e de Engravia Lucientes, foi um dos grandes nomes da pintura espanhola, ao lado de Diego Velasquez. A família de Goya pertencia à classe média baixa, o que significava que levava uma vida de dificuldades, com seis bocas para alimentar, sendo que os dois filhos mais novos morreram ainda pequenos.

Ainda muito novo, Goya deu início à sua formação artística, frequentando uma escola de desenhos, onde ficou conhecendo o pintor José Luzán, representante do estilo Barroco, que o levou a copiar os trabalhos mais importantes dos grandes mestres do passado. Aos doze anos de idade tornou-se seu aluno, estudando com ele durante quatro anos. Através de seu mestre ficou conhecendo os irmãos pintores Francisco, que foi seu mestre, Ramón e Manuel Bayeu. Goya foi aluno de Francisco Bayeu quando tinha 16 anos. Nessa época ele pintou uma das obras importantes de sua carreira: Tobias e o Anjo. Veio a tornar-se depois cunhado dos pintores citados.

O sonho do adolescente Goya era se aperfeiçoar na arte da pintura em Madri, e ali entrar em contato com a corte espanhola. Por isso, aos 17 anos, ele deixou a cidade de Zaragoza em direção à capital do reino, e um ano depois já estava de volta à sua cidade. Mas com suas idas constantes a Madri, Goya, que se hospedava no ateliê de Francisco Bayeu, acabou conhecendo o pintor Mengs que gozava de grande prestígio na corte de Carlos III.

O pintor espanhol queria muito estudar na Itália. Para conseguir seu intento, estava sempre presente nos concursos para as bolsas da Academia de San Fernando, sem jamais lograr êxito, o que o levou a fazer a viagem com seus próprios recursos. Na Itália, obteve menção honrosa num concurso realizado pela Academia de Parma. No ano seguinte, ele estava de volta à sua cidade, onde abriu um ateliê. Ao realizar uma série de murais intitulada Vida da Virgem, Goya teve a sua genialidade reconhecida.

Ao casar-se com a irmã de seu amigo e mestre Francisco Bayeu, Goya teve abertas para si as portas da corte, concretizando seu antigo sonho. Foi morar em Madri com a esposa, na mesma casa do cunhado Francisco que muito o ajudou em seus novos contatos. Em Madri ele foi trabalhar na Real Fábrica de Tapeçaria que tinha a seção pictórica sob a direção do cunhado Francisco Bayeu e do pintor Mariano Salvador Maella. Ali recebeu várias encomendas do futuro Carlos IV e de sua esposa María Luisa, príncipes das Astúrias. Viria depois a ser nomeado pintor oficial da fábrica, continuando a receber inúmeras encomendas. Também deu início à atividade de retratista, pintando várias personagens da nobreza.

O fato de ter vencido o concurso para decorar o retábulo da igreja de San Francisco, El Grande, em Madri, foi uma grande alegria para o pintor. Goya tornou-se um dos pintores mais importantes da Espanha, mal dando conta das inúmeras encomendas da nobreza, das instituições eclesiásticas e civis que recebia, além de ser vice-diretor de pintura e professor da Academia San Fernando. Em consequência disso era convidado pela nobreza para festas e caçadas. Sua situação financeira ia se tornando cada vez melhor. Foi a seguir, juntamente com seu cunhado Francisco Bayeu, nomeado pintor real. Goya chegou a citar, em carta, para seu amigo Francisco Zapater: “Dos reis para baixo, todos me conhecem.”.

Quando viajou a Cadiz, Goya contraiu uma doença devastadora que quase o matou, sendo inclusive impossibilitado de viajar antes de recuperar-se lentamente. Em consequência da doença, o pintor ficou totalmente surdo e com a saúde fragilizada. O trauma advindo do isolamento do mundo dos sons teve um efeito catártico sobre sua obra, liberando sua criatividade sombria, que pode ser vista, em especial, nas suas Pinturas Negras.

Em sua fase negra ele criou uma série de 84 gravuras denominada Os Caprichos. Na série fazia severas críticas à sociedade, combatendo a ignorância e as crendices; criou cenas fantásticas, cenas de pesadelos e cenas violentas, difíceis de serem compreendidas. Como consequência, foi denunciado no Tribunal da Inquisição, fato contornado através de sua boa relação com a nobreza. Numa carta ao seu amigo Zapater, Goya desabafa:

“… para ocupar a mente mortificada pelas reflexões sobre meus males e para recompensar as graves despesas que eles me custaram, pus-me a pintar um grupo de quadros de gabinete, em que o capricho e a invenção podem ter livre passagem.”.

Goya assumiu o cargo de diretor de pintura da Academia de San Fernando, após a morte de seu cunhado Francisco Bayeu. Mas acabou deixando tal função, inconformado com a falta de liberdade criativa da instituição. E a falta de amizade entre Goya e o monarca Fernando VII, que gostava de retratos meticulosamente elaborados, fez com que o pintor não mais recebesse encomendas reais. Goya fez uma série de 80 gravuras, denominada Os Desastres da Guerra e outras séries como: Os Disparates ou Os Provérbios, Os Caprichos, etc. Na sua série Pinturas Negras ele antecipa em meio século o movimento surrealista.

Como podemos observar através de sua trajetória, Goya era ligado à nobreza e à burguesia de sua época, mas sem jamais adotar uma pintura aduladora. O seu espírito estava em consonância com os ideais democráticos e com os reformistas iluminados, com os quais convivia. Basta observar sua obra, uma das mais livres expressões da arte, onde ele se posiciona contra o tradicionalismo obstinado da sociedade espanhola, o antiliberalismo do rei Fernando VII, a Revolução Francesa e as guerras napoleônicas.

 Nota:  autorretrato do pintor ilustra o texto

 Fontes de Pesquisa
Goya/ Abril Coleções
Goya/ Coleção Folha
Goya/ Editora Manole LTDA.

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FESTAS – NOZES E CASTANHAS

Autoria do Dr. Telmo Diniz noz

Durante as festas de fim de ano, época das gôndolas nos supermercados cheias de oleaginosas, classe de alimento que inclui as castanhas, as nozes e amêndoas. Se você gosta de comer oleaginosas, saiba que esse hábito pode estar cortando o seu risco de morte prematura por comer um punhado delas todos os dias.

Uma nova pesquisa, liderada pelo Cancer Institute, descobriu que as pessoas, que comiam uma porção de oleaginosas por dia, reduziam em até 20% o risco de morte por qualquer causa nas três décadas seguintes, em comparação com aqueles que não ingeriam estes alimentos.

Os resultados foram publicados na edição de novembro no “New England Journal of Medicine”. O estudo incluiu 76 mil mulheres e cerca de 42 mil homens, durante 30 anos. Importante frisar que nenhum deles tinha histórico de doença cardíaca, AVC ou câncer no inicio do estudo. Durante os 30 anos de acompanhamento, morreram cerca de 16 mil mulheres e 11 mil homens. Quando os pesquisadores compararam pessoas que comeram oleaginosas com aquelas que nunca incluíam esses alimentos na dieta, eles descobriram uma expressiva diferença no risco de morte por qualquer causa no decorrer dos 30 anos.

Aqueles que faziam esse lanche uma vez por semana tiveram um risco 11% menor de morte, enquanto as pessoas que comiam duas a quatro porções por semana sofreram uma queda de 13% no risco. A amostragem de quem comeu todos os dias mostra que foram diminuídas as chances de mortalidade em 20%. Comer mais oleaginosas também foi associado a um menor risco de morte especificamente por câncer, doenças cardíacas e doenças respiratórias. O estudo também revela que quem consome regularmente estes alimentos vive mais tempo e melhor.

No decorrer do estudo já era sabido que as oleaginosas são ricas em ácidos graxos insaturados (mais conhecidos por ômega), fibras, vitaminas, minerais e substâncias antioxidantes. Pesquisas anteriores já haviam relacionado o consumo delas a um menor risco de doença cardíaca, bem como redução do colesterol alto. Também foi verificado que as pessoas que comiam nozes tendiam a ser mais saudáveis, tinham menores taxas de obesidade, melhores taxas de colesterol, menor tendência ao diabetes e menor circunferência abdominal.

Portanto, se você pretende ampliar seu tempo de vida com mais saúde, faça uso destes alimentos diariamente e não só agora nas festas de final de ano. As oleaginosas têm propriedades como alimento funcional. Que significa, em última instância, que são consideradas como nutracêuticos, ou seja, tem propriedades como um “medicamento nutricional”.
Um bom Natal e um Feliz Ano Novo a todos!

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