Autoria do Dr. Telmo Diniz
Há muita gente que abre mão de comer pipoca por acreditar que ela engorda muito e prejudica a saúde, devido ao alto teor de gordura e sal associados ao preparo. A confusão reside no fato de como ela é feita. O problema não está no milho, mas, sim, nos ingredientes. Diversos estudos têm demonstrado os benefícios associados ao consumo do milho estourado.
Uma publicação científica do Journal of the American Dietetic Associaton, Estados Unidos, dá conta de que uma porção de pipoca oferece mais de 70% da recomendação diária de cereais integrais. Fácil de encontrar, o grão é um dos poucos cereais totalmente integrais e sem nenhum tipo de processamento industrial disponível no mercado, mais nutritivo que os cereais de caixa, barrinhas e até mesmo a granola.
Em outro trabalho realizado na Universidade de Scranton, também nos Estados Unidos, descobriu-se que ela reúne uma quantidade maior de certos antioxidantes do que algumas frutas e verduras. De acordo com os nutricionistas do estudo, uma porção de pipoca fornece 15% da taxa diária de polifenóis (antioxidantes) recomendada para um adulto. Não trato aqui de substituirmos a pipoca em desfavor das frutas e outros vegetais, mas, sim, que o milho estourado poderá ser de grande utilidade no nosso cotidiano. Claro que preparado da forma correta.
Em relação às fibras, a pipoca tem uma quantidade cinco vezes maior dessa substância do que uma mesma porção de alface. Com isso, ela dá um empurrão e tanto no funcionamento do intestino. Claro que não podemos esquecer que para um bom trânsito intestinal é necessário hidratação do corpo (água, sucos, etc). O refrigerante, normalmente, companheiro assíduo da pipoca em vários eventos, não é boa opção nem nutricional e nem para hidratação.
A pipoca vendida nos cinemas não é nem de longe a melhor opção para quem quer se manter saudável e em forma. Segundo um estudo americano do Center for Science in the Public Interest, um “baldão de pipoca” tem cerca de 75% de todas as calorias necessárias para um dia inteiro. Da mesma forma, a versão industrializada para micro-ondas também é melhor ser deixada de lado. Em ambos os casos, os vilões são os altos teores de gordura e de sal.
Por todas essas razões, o melhor é lançar mão de opções de preparo mais saudáveis. No método tradicional (panela e fogão), para cada xícara de pipoca coloque uma colher de sopa de óleo de milho (esqueça a manteiga e margarinas, pois são fontes de gorduras saturadas e trans). Na opção micro-ondas, colocar meia xícara de milho de pipoca em um saco de pão. Faça uma boa vedação e aguarde os estouros. Por fim, existem pipoqueiras elétricas que não precisam de óleo para estourar o milho. Muito prático. Feita dessa forma, a pipoca é um alimento saudável e saboroso. Bom para o funcionamento intestinal e no combate aos radicais livres, conhecidos inimigos do envelhecimento precoce e das doenças cardiovasculares.
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