O CRISTO PANTOCRATOR

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Autoria de Matias José Ribeiro

IMAGEM DAS MAIS SIGNIFICATIVAS PARA A FÉ CRISTÃ

“O Cristo Pantocrator”, de Wilma Steagall De Tommaso, lançamento da editora Paulus, leva o leitor a uma fascinante aventura pela história da arte no cristianismo. No livro, “o mundo que [se] cria é o mundo das representações de Cristo como Senhor do Mundo, mais especificamente, o famoso ícone bizantino do Cristo Pantocrator.” (Luiz Felipe Pondé)

No Brasil só os iniciados sabem o que é o “Cristo Pantocrator”, o tipo iconográfico mais propagado e um dos mais significativos para a fé cristã, aquele que apresenta Jesus Cristo como Mestre Soberano de todas as coisas. Da mesma forma, raros são os que fazem distinção entre “arte sacra” e “arte religiosa”. Entre nós, é como se fosse tudo uma coisa só.

  “O Cristo Pantocrator: Da origem às igrejas no Brasil na obra de Cláudio Pastro”, livro escrito pela pesquisadora Wilma Steagall De Tommaso, agora lançado pela Paulus, lança fortes luzes sobre essa questão. Em sua narrativa, a autora remonta às origens mais antigas da Igreja e do cristianismo. Percorre mais de dois mil anos de história para traçar um amplo apanhado de tudo que permeia as histórias da religião e da arte cristãs – até chegar ao Brasil contemporâneo através de análise da obra de Cláudio Pastro (1947-2016), o maior artista sacro brasileiro, aquele que, já nos anos 1980, realizava “Pantocrators” no Brasil.

 Com elevado rigor científico e precisão teológico-histórica, Wilma De Tommaso revela o significado do tipo iconográfico “Cristo Pantocrator” e sua função como arte sacra litúrgica. Ao mesmo tempo, explicita os diferentes caminhos que levaram à dicotomia “arte sacra” e “arte religiosa”. Conta que, em determinado momento da história, houve certo “esquecimento” do “Pantocrator” do tipo bizantino ou românico – que retrata Cristo como verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. Este foi sendo substituído, na arte das igrejas do Ocidente, pela imagem do “Cristo Servo Sofredor”, o crucificado, tendência que se disseminou a partir do período renascentista e chegou ao Brasil através do barroco e do rococó, no período colonial.  Por outro lado, acrescenta a autora, desde o final do século XIX a arte do ícone vem despertando em todo o mundo um interesse cada vez maior. Inclusive, mais recentemente, também no Brasil.

 “O Cristo Pantocrator”, de Wilma Steagall De Tommaso, está estruturado em cinco partes: “A gênese da arte cristã”, “A arte românica”, “O Pantocrator”, “Da Contrarreforma Católica ao Concílio Vaticano II” e “Um Pantocrator brasileiro: a obra de Cláudio Pastro”.

 A obra tem prefácio de Luiz Felipe Pondé e texto de apresentação pelo Padre Valeriano dos Santos Costa. São substanciosas 296 páginas, ilustradas por 60 imagens e complementadas por centenas de notas explicativas, extensa bibliografia de referência e um utilíssimo glossário.

Informações sobre o livro:

Título: O Cristo Pantocrator: Da origem às igrejas no Brasil, na obra de Cláudio Pastro
Autor: Wilma Steagall De Tommaso
Prefácio: Luiz Felipe Pondé
Apresentação: Pe. Valeriano dos Santos Costa
Editora: Paulus

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