Autoria de Lu Dias Carvalho
Se chapeleiro era quem fazia chapéus, chapeleira não era seu feminino, mas a caixa onde o objeto era mantido com todo cuidado. Chapelaria era o lugar específico onde eram vendidos e o ato de cumprimentar tirando o chapéu recebia o nome de chapelada. Toda casa comercial ou não, assim como repartições públicas, possuíam um móvel chamado porta-chapéus, onde descasava o artigo, por um tempo determinado, pois não se podia usar tal ornamento no interior desses locais, sob pena de ferir a etiqueta. Em filmes antigos é possível ver as madamas carregando suas caixas com chapéu. Eles eram dos mais diferentes tipos, seguindo a moda de cada época.
O fato é que houve um tempo em que todas as pessoas usavam chapéus, desde as mais humildes às grã-finas. A foto acima foi tirada em Nova York, em 1939. É impossível visualizar ali alguém que esteja sem chapéu. O que me faz imaginar como tinham serviço os chapeleiros. Também imagino que a queda de cabelo deveria ser uma constante, principalmente nos homens, pois seus chapéus cobriam toda a cabeça, ao contrário dos das mulheres. Os pobres fios capilares ficavam sempre sufocados por tal adorno, reclamando por um pouco de sol ou por uma brisa. Como tudo muda!
Fonte da fotografia:
http://noticiastln.com/23-fotos-historicas-muy-raras-que-te-dejaran-sin-palabras/
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