Teste – JACQUES-LOUIS DAVID

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O artista francês Jacques-Louis David (1748-1825) tem seu nome inserido no rol dos grandes gênios da pintura, sendo o nome mais conhecido dentre os pintores franceses do período neoclássico. Também é conhecido por sua complexa personalidade e por ter participado de uma famosa revolução.

1- A revolução da qual o artista Jacques-Louis David participou foi a:

a) Revolução Francesa.
b) Revolução Russa.
c) Revolução Chinesa.
d) Revolução Japonesa.

2- A obra acima do pintor retrata um acontecimento real e recebeu o nome de:

a) O Juramento dos Horácios.
b) Andrômaca Junto ao Corpo de Heitor.
c) A Morte de Marat.
d) O Rapto das Sabinas.

3- A personagem apresentada na composição era:

a) músico e político.
b) advogado e político.
c) médico e advogado.
d) cientista e médico.

4- Esta tela foi pintada no ano de 1793, portanto, pertence ao século (basta somar 17+1 para chegar ao século correto. Se fosse 1700, ou seja terminando em 00, não se somava nada):

a) 15
b) 16
c) 17
d) 18

5- O fato de o personagem ter sido morto dentro de uma banheira foi porque:

a) ele estava tomando banho.
b) o corpo foi jogado no local.
c) possuía uma doença de pele.
d) ali se encontrava escondido.

6- A arma usada pela assassina Charlotte Coubert foi:

a) um revólver.
b) uma faca.
c) uma corda.
d) um machado.

7- O personagem traz na mão esquerda:

a) a data da morte e o bilhete da assassina.
b) a carta que escrevia ao amigo David.
c) ordens de execução para os conspiradores.
d) pedido de perdão para a assassina.

8- A marca da facada está presente em uma das partes do corpo do revolucionário. Qual seria?

a) Barriga
b) Braço direito
c) Peito
d) Pescoço

9- O pintor Jacques-Louis David, ao pintar o amigo morto, tomou a seguinte medida:

a) Mostrar bastante sangue escorrendo pelo corpo.
b) Deixar à vista os objetos usados por ele.
c) Apresentar uma composição forte e realística.
d) Evidenciar a pobreza do personagem.

10- Depois de morto o revolucionário da composição:

a) transformou-se num ícone da revolução.
b) foi esquecido por seus companheiros.
c) teve o corpo retalhado em praça pública.
d) teve o corpo roubado pelos inimigos.

Obs.: Veja o estudo desta obra:
David – A MORTE DE MARAT

Gabarito
1a / 2c/ 3d/ 4d/ 5c/ 6b/ 7a/ 8c/ 9c/ 10a

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KAMA SUTRA – EXISTE UMA POSIÇÃO IDEAL?

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Muitos ensinamentos têm existido ao longo dos tempos, com o objetivo de levar ao gozo supremo do sexo. O Kama Sutra, ou Kamassutra, é o mais antigo e conhecido deles. Mas nós, que vivemos numa época bem distante de seu aparecimento, e em um país onde temos muitas informações sobre o assunto, sabemos que a satisfação sexual passa por caminhos bem diversos daqueles que nos ensinam os Kama Sutras da vida.

No hinduísmo, os prazeres da carne são enaltecidos, quando usufruídos pela nobreza, sem, contudo, deixar de mostrar a primazia do macho. Em contrapartida, o cristianismo tomou um caminho inverso, em que o sexo passou a ser tabu, sendo visto como “pecado” tudo aquilo que se relaciona ao corpo material. E, como sabemos, os extremos são sempre muito perigosos, quaisquer que sejam eles.

Em qualquer tempo ou em qualquer crença, os sarcofóbicos (aqueles que temem a carne) são muito mais perigosos que os sarcofílicos (aqueles que são amantes da carne), pois é da intolerância que nascem todas as mazelas do espírito. Sabiamente disse Tomás de Aquino: “Os pecados do espírito são muito mais graves do que os pecados da carne”, contrapondo-se ao credo cristão, que usou a negação do sexo como poder de salvação.

O sexo demanda muito mais que um amontoado de regras para se tornar prazeroso. Bem mais que um número elevado de piruetas. Sem falar que a teoria nem sempre corresponde à prática. Existem erros abissais entre ambas. Bem mais importante do que dominar “n” posições, é saber qual é a posição real que um e outro ocupam dentro do coração, em admiração, respeito e carinho, sem fugir do contexto de um mundo tão pluralístico em que vivemos.

Essencial é o conhecimento que se tem do próprio corpo, assim como a sensibilidade em perceber os próprios limites e compreender e respeitar os limites do outro. Somente nessa posição se é capaz de viver o prazer da química corporal, sem se preocupar em ser malabarista. A própria natureza se incumbe de ensinar o resto, pois um beijo de quem nos completa vale mais do que uma noite, em que os nossos sentidos navegam por mares desconhecidos, mas sem florescer, na companhia de quem não nos acrescenta um décimo de côvado. Pois, junto com aquele que nos é especial, não temos a necessidade de recorrer a qualquer tipo de manual. O corpo tem a sua própria linguagem. E fiquem certos de que ela é bastante sábia para nos guiar, bastando para isso que tenhamos sensibilidade.

Pode-se, ser um “expert” na arte do amor sem, contudo, ser amado. O amor carnal e espiritual entre duas pessoas ultrapassam os limites do natural. Muitas vezes, nem mesmo sabemos o porquê de amarmos uma pessoa em vez de outra. São mistérios! O grande poeta indiano, Rabindranath Tagore, mostra-nos, em um de seus poemas, a magia do amor romântico:

“Diz-me se isto é verdade, minha amada, diz-me se é verdade.
Quando estes olhos fulguram, as negras nuvens em teu peito dão tempestuosa resposta.
É verdade que os meus lábios são doces como o botão do primeiro amor consciente?
Permanecem em mim recordações dos passados meses de maio?
Estremece a terra em cantos ao toque de meus pés, como se harpa fora?
É então verdade que gotas de orvalho vem dos olhos da noite quando sou visto, e luz a da manhã se alegra quando envolve meu corpo?
Que quando afinal me encontrasse o teu longo desejo achou paz em minha fala, em meus lábios, em meus olhos, em meus cabelos?
É então verdade que o mistério do Infinito se estampa no pequenino espaço da minha fronte?
Diz-me, amor, é verdade tudo isto?”

Nota: Imagem copiada de http://portalaltos.com.br

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MEU PAI – UM EXEMPLO DE VIDA

Autoria de Luiz Cruz

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Meu pai, Antônio Faustino da Cruz, ou Antonio Joanito, como era conhecido pelos velhos amigos, nasceu em 1919, em Tiradentes, e faleceu no dia 5 de julho de 2014, em São João del Rei. Foi uma das figuras mais queridas de Tiradentes, em sua história contemporânea, testemunho de diversos fatos e da revitalização da cidade. Dono de memória privilegiada, conhecia cada família local e também do povoado de Bichinho, onde tinha muitos amigos. Gostava de anotar tudo, com letra desenhada e traço impecável. Tinha o hábito da leitura diária. Trabalhou como vendedor, barbeiro, servente, carteiro. Foi enfermeiro prático, voluntário, e, através dessa atividade, salvou muitas vidas.

Na tenra idade de cinco anos, ele vendeu pastel no cinema e teatro, atualmente Museu Casa Padre Toledo, circulando com um pequeno balaio, antes e durante as sessões. Não conhecia os números, mas recebia ajuda para lidar com o dinheiro. O ganho era revertido para a família numerosa. Aos seis anos, tornou-se coroinha, ajudando nas missas. Acompanhou o padre José Bernardino em muitas jornadas, tanto na zona urbana de Tiradentes quanto na rural. O transporte usado era o cavalo da paróquia, denominado Aventureiro. Ia à garupa. Tornou-se sineiro da Matriz de Santo Antônio. Trabalhou no Hotel São José, onde muitos dos hóspedes eram tuberculosos que vinham se tratar no Balneário de Águas Santas. Com a transferência do hotel para São João del Rei, ele o acompanhou. Ali, trabalhou como entregador de mantimentos e servente de pedreiro, juntamente com seu pai, Joanito. Os dois iam e voltavam a pé.

Aos doze anos, meu pai foi enviado à Barbacena para fazer um curso de auxiliar de enfermagem e, ao retornar, assumiu a antiga função de cuidar dos enfermos de Tiradentes e do povoado de Bichinho. Circulava por todos os cantos a pé ou de bicicleta, aplicando injeção e ministrando outros medicamentos, após seu trabalho. Aprendeu o ofício de barbeiro e teve um salão durante longos anos. Cuidava dos presos da Antiga Cadeia de Tiradentes, barbeando-os e lhes aplicando medicação, quando necessário. Foi tentar a vida no Rio de Janeiro, onde teve dificuldade para encontrar trabalho. Tornou-se vendedor de doces. Ao retornar, continuou com suas atividades anteriores, tanto em Tiradentes quanto em Bichinho. E, ao cuidar do senhor Vicente José da Costa, o Vicente Firmino, quando doente, e o visitar durante bom tempo, acabou se casando com sua filha mais velha, Antônia Augusta, a Dona Nica. O casal teve doze filhos, dos quais sobreviveram dez. Moraram em diversos locais até comprar uma casa na Rua Direita, onde nasceram alguns filhos e a família vive há mais de meio século. Enquanto os filhos dormiam, o casal tecia colares e pulseiras em prata, trabalhando até a exaustão, o que rendia um complemento orçamentário para a família.

Meu pai tornou-se funcionário dos Correios e Telégrafos, fazendo o serviço sozinho, recebendo e entregando a mala diariamente na estação. Tudo chegava e saia via trem. Entregava as correspondências e tinha cuidado especial com os telegramas. Entrou na política e foi eleito vice-prefeito, experiência partidária ímpar em sua vida. Ao se aposentar dos correios, reabriu seu salão de barbearia, onde ainda trabalhou vários anos. Paralelamente, fazia colchetes (fechos) para pulseiras e colares e também bolinhas para os terços. Adorava futebol, não perdendo uma partida do Aimorés Futebol Clube ou do Grêmio Esportivo, times rivais. Foi fidelíssimo aos amigos. Era chamado pela comunidade de Vitoriano Veloso como “o médico do Bichinho”. Tanto lá quanto em Tiradentes fez diversos partos. Além da saúde física, também cuidava da espiritualidade. Preparou muitos enfermos para a passagem desta para a outra vida. Concedeu extrema-unção. Banhou e barbeou defuntos. Muitas vezes foi a pé a São João del Rei comprar um caixão, trazendo-o nas costas, para fazer um enterro, propiciando um mínimo de dignidade a muitos conterrâneos.

Em sua casa, na Rua Direita, meu pai teve uma farmácia. Distribuía remédios aos doentes. Comprava grandes vidros de comprimidos atendendo aos que o procuravam, dia e noite, pedindo socorro e medicamento. Tornou-se Ministro Extraordinário da Eucaristia, levando a comunhão aos enfermos, bem como a palavra de Fé e Esperança. Participou de quase todos os Jubileus da Santíssima Trindade, ajudando a coletar as intenções das missas, apresentando-as ao iniciar as celebrações. Anualmente, ele preparava os santos protetores do ano, com sua bela caligrafia, e os distribuía nas primeiras missas de cada ano. Ao final das missas, de que participava, puxava a sua oração preferida: Alma de Cristo.

O dia que meu pai considerava mais importante era o de Corpus Christi. Para celebrá-lo, colocava seu terno branco e se revestia de alegria. Passava o ano todo picando papel branco para enfeitar a rua para a procissão do “Corpo de Deus”, celebração que considerava ser o evento mais importante da Igreja Católica. Devoto fervoroso de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, tinha sua imagem em frente a sua cama. Diariamente, rezava três terços. Foi ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida muitas vezes, de onde sempre trazia uma imagem sacra diferente. Gostava de receber visitas e apresentar aos turistas o seu quarto, com seus quadros de santos e imagens. Circulava por lugares inusitados, onde havia amigos. Adorava contar os casos antigos de Tiradentes aos visitantes. No seio de sua família, soube trilhar o cotidiano, utilizando seu sentido mais refinado, a audição. Ouviu cada um com seus problemas. Sempre teve uma palavra e uma oração para ajudar. Nunca deu ordem, apenas orientou e ofereceu seus ombros para o consolo.

Meu pai sempre foi um homem doente. Passou por diversas cirurgias. Sentia prazer em circular pelos quartos do hospital, visitando e rezando com os enfermos. Preparou-se para partir! Em sua última noite no Hospital Nossa Senhora das Mercês dizia que tinha uma viagem marcada. Arrancou os equipamentos e queria se levantar para a viagem. Após orações, acalmou-se. Dormiu e acordou melhor, tomou café, conversou. Depois passou mal, teve duas paradas cardiorrespiratórias e partiu. Iria completar noventa e cinco anos. Teve uma vida longa, com uma vasta história. Como um dos muitos exemplos deixados por ele, a solidariedade humana é, sem dúvida, o mais forte. Ele foi solidário a muitas pessoas e famílias nos momentos de tristeza e de dor. Soube, como poucos, amenizar o sofrimento físico e levar o conforto espiritual, através da palavra de Deus.

Adeus, meu saudoso pai! Seu exemplo é a maior herança deixada para seus filhos.

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Mestres da Pintura – PABLO PICASSO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Pablo Picasso é o mais famoso artista do século 20. Sua versatilidade, originalidade, inventividade, longevidade e realização prolífica deixaram um legado incomparável ao de qualquer outro mestre moderno (Daved Gariff)

Picasso iniciou sua longa luta para representar cabeças, rostos e corpos de homens e mulheres na composição (…) a alma das pessoas não o interessa, para ele a realidade da vida está na cabeça, no rosto, no corpo. (Gertrude Stein)

Os diversos estilos que utilizei na minha arte não devem ser considerados nem uma evolução nem etapas rumo a um ideal desconhecido. Tudo que fiz foi sempre para o presente e com a esperança de que permanecerá no presente. (Pablo Picasso)

O espanhol Pablo Ruiz Picasso (1881-1973) nasceu em Málaga, na Espanha. Era filho de José Ruiz Basco e Maria Picasso y Lopez. Começou a desenhar aos sete anos de idade, sob a supervisão de seu pai, professor de desenho. A seguir, sua família mudou-se para La Coruña. Aos 14 anos, ele foi para Barcelona com a família, vindo a estudar na Escola de Belas Artes, firmando-se como pintor.

Picasso fez sua primeira viagem a Paris em 1900, quando já estava com 19 anos. No ano seguinte, deu início à sua chamada “Fase Azul”, após o suicídio do seu amigo Carlos Casagemas. Em Paris, ele foi morar no conhecido bairro boêmio de Montmartre, onde começou a pintar temas circenses, dando início à “Fase Rosa”, época em que ficou conhecendo os irmãos Gertrude e Leon Stein, colecionadores norte-americanos, com os quais manteve grande amizade. Também travou conhecimento com o pintor Matisse, dentre outros artistas.

Foi em Gosol, na Catalunha, que Picasso deu os seus primeiros passos em direção ao cubismo. Após tomar contato com a pintura primitivista de Cézanne, pintou As Senhoritas de Avingnon, prenúncio do estilo cubista, época em que ficou conhecendo o pintor Georges Braque, com quem estudou o novo estilo revolucionário. Entre 1909 e 1912, ele trabalhou como o Cubismo Analítico e o Sintético. Nove anos depois, iniciou sua fase neoclássica. Em 1937, pintou sua obra mais famosa, Guernica.

Picasso permaneceu na França durante a ocupação nazista, quando outros artistas, como seu conterrâneo Salvador Dalí, deixaram o país. Filiou-se ao partido Comunista, vindo depois a se discordar de suas diretrizes. Ao deixar Paris, para morar na região francesa de Madri, passou a trabalhar com cerâmica, e também deu início à série da releitura dos grandes mestres. Morreu em 1973, aos 92 anos de idade e foi sepultado na França.

Em seu trabalho, Picasso foi influenciado pelos pintores espanhóis: El Greco, Diego Velázquez e Francisco Goya, e pelos franceses: Edouardo Manet, Paul Cézanne, Henri de Toulouse-Lautred e Georges Braque, assim como pela arte da África, Oceania e Espanha. Serviu de inspiração para o Cubismo Órfico, Futurismo, Cinema Cubista, Piet Mondrian, Gertrude Stein, Georges Braque e William de Kooning. Braque e Picasso influenciaram-se mutuamente. Além da pintura, ele também trabalhou com escultura, artes gráficas, cerâmica e design.

Fontes de Pesquisa:
Picasso / Editora Abril
Picasso / Folha Coleções
Picasso / Girassol
Os Pintores Mais Influentes do Mundo / Girassol

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ÍNDIA – AS VIÚVAS INDIANAS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Sem um homem ao seu lado, uma mulher não tem respeito na sociedade indiana. Isso é parte da cultura patriarcal. (Militante de movimento em favor das viúvas)

Vocês dizem que é seu costume incinerar as viúvas. Pois muito bem. Nós também temos um costume: quando homens queimam uma mulher viva, passamos uma corda em volta do pescoço deles e os enforcamos. Construam sua pira funerária; pois ao lado dela meus carpinteiros construirão um patíbulo. Vocês podem seguir seu costume. E nós seguiremos o nosso. ( Charles Napier, comandante em chefe do Exército britânico na Índia, diante das queixas do povo sobre a abolição do sati)

Ainda hoje, em muitas regiões da Índia, a viúva carrega um fardo doloroso, pois além de ser vista como um peso para a família, é também olhada como sexualmente perigosa. A família do marido morto usa de todas as artimanhas para tomar as propriedades deixadas por esse, sem assumir a responsabilidade de sustentar sua viúva, que, muitas vezes, é queimada para que possam roubar seus dotes.

Como é rodeada por uma gama de preconceitos e superstições, a viúva não consegue trabalho e acaba tendo que viver nas chamadas Casas de Viúvas, que nada mais são que velhos prédios despencando, onde são obrigadas a viver pelo resto da vida, uma vez que a absoluta maioria não é aceita dentro da família. Para se submeter à “purificação”, a viúva precisa deixar qualquer tipo de contato com os prazeres da vida e viver em sofrimento. Dentre as regras que deve seguir, estão:

  1. dormir no chão;
  2. repetir canções e orações durante 6 horas diárias;
  3. não comer frituras (consideradas alimentos quentes que induzem ao sexo);
  4. mendigar à beira do rio Ganges (onde se calcula que existam milhares delas).
  5. viver em completa pobreza; desempregada, sem acesso aos meios de produção, sem educação formal e sofrendo por superstições, que ainda estão bastante enraizadas, na cultura indiana.

Em razão das privações a que estão submetidas, a morte de mulheres viúvas chega a ser 85% maior que a das mulheres casadas. E o mundo nem se dá conta disso. Mesmo que um ato político, em 1956, tenha estabelecido, que as viúvas devem ser consideradas iguais a todas as mulheres, a tradição continua falando mais alto.

Quando se torna viúva, a mulher tem as pulseiras quebradas, o cabelo raspado, desfaz de suas roupas e é obrigada a usar um sári branco, para diferenciá-la das outras mulheres, uma vez que se tornou um pária (impura) e não pode ter contato com outras mulheres, que não sejam viúvas como ela, e tampouco com crianças.

Mesmo tendo que se sujeitar às péssimas condições das chamadas Casas de Viúvas, muitas preferem viver nelas, a ficar com a família do ex-marido, pois, quando aceitas,  são constantemente violentadas sexualmente, além de serem humilhadas e maltratadas fisicamente pelos membros da família, tratadas como escravas.

As Casas de Viúvas tem sido um complicador para o governo indiano. Na verdade, não passam de empreendimentos mercenários, pois existem denúncias de que, apesar das mulheres viverem em completa miséria, os administradores ganham muito dinheiro, pedindo ajuda financeira e vendendo os serviços sexuais das jovens viúvas.

Antigamente, quando o marido morria, a viúva era obrigada a cometer o sati, ou seja, imolarem-se na mesma pira funerária do esposo. Isso ainda costuma existir em certos vilarejos indianos. Quando o governo inglês aboliu tal prática na Índia, ouviu muitas reclamações por parte dos homens. Leiam a resposta que Charles Napier, comandante-chefe do exército britânico na Índia deu aos reclamantes:

– Vocês dizem que é costume incinerar viúvas junto com seus maridos. Pois muito bem! Nós também temos um costume quando homens queimam uma mulher viva: passamos uma corda em volta ao pescoço deles e os enforcamos. Construam sua pira funerária ao lado dela e meus carpinteiros construirão um patíbulo. Vocês podem seguir seus costume. E nós seguiremos o nosso.

Não podemos estabelecer fronteiras para denunciar as mazelas da humanidade. As nossas preocupações devem ter um cunho humanista, de modo que cada indivíduo seja visto apenas como um elemento da raça humana, com seus direitos e deveres. Digno do respeito de todos. Portanto, na luta pelo cumprimento dos direitos humanos, não podemos deixar de inserir as viúvas indianas, vítimas do mais brutal preconceito.

Nota: Imagem copiada de http://tudosuperinteressante.blogspot.com.br

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FENG SHUI – EMOCIONAL, MENTAL E ESPIRITUAL

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O Feng Shui tem nos mostrado a importância da organização na nossa vida exterior. Mas há também desordens nos campos emocional mental e espiritual, que devem ser cuidadosamente trabalhados e organizados. Vejamos alguns casos:

1. Pare de se Preocupar.
A preocupação é uma total perda de tempo. A própria palavra já traz em si o seu significado: pre-ocupar, ocupar antes do tempo. Ela absorve a nossa energia mental, impede-nos de avaliar as coisas com clareza e não resolve nada. Ao contrário, faz com que as coisas deem errado em razão de nossa ansiedade.

 2. Pare de Criticar e Julgar
O que criticamos e julgamos nos outros, muitas vezes está dentro de nós, sem que o percebamos. Trata-se de uma insegurança interior. Muitos acham que rebaixando as pessoas, imediatamente colocam-se acima delas. Sem falar no erro em que incorremos, ao julgar alguém sob um prisma errado, ou sob aparências que não correspondem à verdade dos fatos. A crítica e o julgamento apressados são como inúteis setas envenenadas. Fazem mal apenas a quem delas faz uso.

3. Pare de se Lamentar
Miséria atrai miséria, desordem atrai desordem, sem falar que as pessoas passam a nos evitar, se somos queixosos, porque lhes corroemos a energia positiva. Ninguém gosta de ficar perto de alguém que fica lamuriando o tempo todo, fazendo-se de vítima. Agradeçamos por tudo de bom que recebemos diariamente.  Se pararmos para refletir, veremos que temos muito mais a agradecer.

4. Interrompa a Tagarelice Menta
Evitemos ficar pensando o tempo todo na mesma coisa, como se fôssemos animais ruminantes no trato com o seu alimento. Aprendamos a nos desligar e relaxar, pois a tagarelice improdutiva e repetitiva nada tem a nos acrescentar. As pessoas que falam muito, tendem a buscar a atenção só para si, como se fosse o centro do mundo. Essa postura é, muitas vezes, um meio de encobrir o seu sentimento de inferioridade.

5. Ponha os Relacionamentos em Ordem
O fato de termos relacionamentos mal resolvidos em nossa vida, diminui imensamente o nosso nível de energia. Precisamos nos certificar de que eles nos fazem bem e nos passam boas energias, onde quer que estejamos. Se a presença de alguém nos faz mal, o melhor é o distanciamento. Ninguém é obrigado a aturar o outro em detrimento de sua saúde.

 6. Mágoas
É uma das piores formas de desordem emocional. Olhemos para dentro de nós e vejamos quem devemos perdoar. Muitas doenças têm as suas raízes ligadas à mágoa. Ao perdoarmos, tiramos tal nódoa do pensamento e nos tornamos livres. Essa tarefa é árdua, pois vivemos num mundo em que a gratidão parece não ter mais lugar. Mesmo que não venhamos a conviver com a pessoa, que nos causou certo sofrimento, devemos perdoá-la, pois isso só faz bem a nós mesmos.

 7. Livre-se dos Amigos não Confiáveis
Pessoas com as quais sentimos dificuldade de falar ou, que drenam a nossa energia, não podem estar no rol de nossos amigos. São indivíduos negativos que nos fazem mal. Escolhamos os indivíduos com os quais queremos nos juntar. Não nos obriguemos a conviver com elas, num relacionamento próximo. Pessoas não confiáveis são vampiros sugadores da energia alheia, e nós sentimos, quando indivíduos seriamente negativos são incompatíveis com o nosso campo energético. Não forcemos a barra.

 8. Afaste-se de Certos Relacionamentos
Muitas vezes é necessário, que nos afastemos de pessoas com as quais pensávamos ter um relacionamento significativo. Isso acontece porque nossas vidas tomaram rumos diferentes ou, porque elas nunca foram compatíveis conosco. E assim, cada um tornou uma desordem na vida do outro. Teremos a chance de mudar tudo e fazer um novo recomeço ao nos afastarmos.

 9. Livre-se da Couraça Emocional
O excesso de acessórios que usamos é um meio de nos sentirmos vestidos. Uma pessoa com excesso de joias age, inconscientemente, como alguém que não quer que os outros possam ir além de sua couraça exterior, ficando apenas na parte externa. Ao arrumarmos nossa desordem, seja lá de que tipo for, reduziremos, sem perceber, a quantidade de coisas que vestimos, pois nos sentimos mais confiantes em deixar o nosso “eu” ser visto, como um todo.

Fonte de pesquisa:
Arrume a sua Bagunça com o FENG SHUI…/ Karen Kingston

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