ÍNDIA – BRASILEIRAS, ACAUTELAI-VOS!

Autoria de Lu Dias Carvalho
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Adaptar-se a uma nova cultura, talvez seja uma das tarefas mais difíceis para o ser humano. Seus valores são revirados de cabeça para baixo. E, se não fez a opção por vontade própria ou se não encontra um objetivo para minorar o sofrimento, a cabeça dança. Portanto, minha cara amiga predisposta a viver na Índia ou em qualquer outro país, antes de tomar uma decisão definitiva, é preciso colocar os neurônios em funcionamento, medindo os prós e os contras, para ver se tem peito para enfrentar as vicissitudes que encontrará pelo caminho.

Em relação à Índia, muitas pessoas deixam-se levar por reportagens com artistas e gente da elite, narrando suas visitas àquele país, mostrando só glamour. Esquecem-se de que esses indivíduos não habitam o mesmo mundo dos mortais comuns, pois lhes são oferecidos pedaços do paraíso (spas de alto luxo), deixando-os distantes de todas as mazelas do país visitado, apenas tendo acesso ao que é de melhor. E o fato de um país ter uma cultura milenar, não significa que esteja à frente de outros na história da humanidade. O Código de Manu é milenar. A Declaração dos Direitos Humanos é bebezinho. Que escolha você faria entre os dois?

A inaceitabilidade das famílias indianas em relação às mulheres estrangeiras é real, não apenas ficção novelística, como muitas mulheres pensam, quando começam a ter contatos amorosos com indianos. O difícil convívio entre sogras e noras (incluindo as noras indianas) é outra realidade visível e constrangedora, é abertamente mostrada pelas novelas indianas. E pior, não há meio de botar a sogra de lado, pois a vivência do filho com a família é estreita, isso quando não vivem na mesma casa.

Apesar de adentrar no mundo da tecnologia de ponta, a visão indiana sobre o papel da mulher é retrógrada e inconcebível para nós ocidentais. Ela nem ao menos pode ser tocada na rua pelo marido, sob o risco de o casal ser preso por atentado ao pudor. O grande hiato, entre homens e mulheres, com a subjugação dessas, não é figura de retórica. É realidade, mesmo! A dicotomia entre Oriente x Ocidente é abissal, principalmente quando se trata de casamentos e direitos das mulheres, ou melhor, a falta destes.

Na Índia, existem classificados de casamento, como aqui existem pessoas oferecendo diferentes formas de serviço. E o mais estupendo é que os anúncios são divididos por castas, obedecendo rigorosamente o espaço de cada uma no jornal. Assim como procuramos uma moradia por bairro nos classificados, assim se busca um marido nas bandas de lá. E, como não poderia deixar de ser, o dote é o salvo-conduto para um bom achado.

A avidez pelo dote ainda é soberana, de modo que sogras e maridos, muitas vezes, unem-se para assassinar a nora. E, como a mulher não deve arrastar o sári pelo mercado, mas queimar a barriga no fogão, as tragédias deliberadas ocorrem mais na cozinha. Ali, a nora indesejada recebe um banho de querosene e uma tocha de fogo, no chamado acidente “à beira do fogão”. Para os familiares, vizinhos e mídia, tudo não passa de um acidente, segundo o mantra dos autores do delito. E de tanto contarem a mentira, com o poder que nela é investido, que ninguém ousa duvidar, muito menos a polícia. Ficando o “viúvo” livre para arranjar uma nova vítima, acompanhada de um novo e bom dote, é claro. Quanto mais pobre for a vítima do fogão, menos clamor por justiça é ouvido. Ademais, a justiça do país possui coisas mais importantes a fazer do que se preocupar com centenas desses casos, que pipocam todos os dias, pensam as autoridades.

Uma estrangeira na Índia não recebe o respeito devido. É julgada pela roupa em si, pelo fato de não arrastar um sári. É vista como uma mulher à procura de homens, trocando em miúdos, prostituta. O assédio a ela é muito grande. Por isso, uma firanghi nunca deve sair desacompanhada. O que acontece à mulher num país onde ela não goza do respeito dos homens? É agredida e vítima de estupro. Não sendo à toa, que a Índia encabece os mais altos índices de agressão e estupro contra mulheres, quer estrangeiras ou indianas (principalmente mulheres dalits).

A chamada “mão boba” está presente em quase todos os lugares do país. Portanto, é bom não cair na propalada “docilidade” do homem indiano, por se tratar de uma cultura que valoriza o machismo. Até mesmo o fato de a mulher pegar uma condução sozinha leva-a a correr sérios riscos, assim como encarar homens na rua é indicativo de “mulher fácil”. Em meio a aglomerações, a mulher deve sempre cruzar os braços diante do peito, protegendo os seios, além de desviar o seu olhar do olhar dos homens. E o spray de pimenta costuma ser uma boa arma contra os indesejados agressores.

É bom que se diga que os budistas não possuem a mesma visão dos hinduístas. Inclusive, não aceitam a discriminação de castas, como já vimos em textos anteriores. Infelizmente, a porcentagem de budistas é muito pequena, em relação aos devotos do hinduísmo, maioria absoluta na Índia. Portanto, minha cara amiga, antes de se apaixonar por um indiano, procure primeiro conhecer sua futura sogra. Será ela quem dirigirá a sua vida. Na dúvida, opte por alguém de seu país, que tenha os mesmos costumes que você. Outro passo importante é consultar o blog Indi(a)gestão da brasileira Sandra Duarte, casada com um indiano e radicada na Índia, para conhecer a verdade nua e crua.

Leiam o artigo:
ÍNDIA – GOLPE DA UNIÃO COM ESTRANGEIRAS

Nota:
Algumas informações, encontradas neste texto, foram tiradas da reportagem da jornalista Florência Costa/ Marie Claire/ nº 218.

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FENG SHUI EM NOSSA VIDA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O Feng Shui, arte oriental milenar de equilibrar e harmonizar o fluxo das energias naturais no ambiente, criando efeitos benéficos em nossa vida, tem cada vez mais encontrado solo fértil no Ocidente, a ponto de serem poucas as pessoas que nunca ouviram falar sobre esta arte.

Trata-se da harmonia entre o mundo físico observável e o etéreo, não observável. Todo espaço possui uma determinada energia, deixando rastros de tudo que ali acontece, sem que ao menos saibamos. As paredes, os móveis e tudo ali contido registram impressões eletromagnéticas sutis. E quanto mais dramáticos tiverem sido os fatos passados no ambiente, mais enraizadas ficam suas energias.

O Feng Shui abrange áreas inusitadas, como a que diz respeito à bagunça em nossa vida, e, que funciona como um obstáculo para o fluxo de energia que o ambiente deveria receber, e ainda nos passa uma sensação desencorajadora de sujeira e mal-estar. E o mais desconsolável é que todo esse desconforto agrega-se às pessoas que frequentam tal lugar. Por isso, alguns indivíduos sentem tanta dificuldade em se sintonizar com determinados ambientes. Mas basta colocar ordem no espaço para que essa energia negativa estagnada desapareça. Então vamos eliminar a bagunça de nosso ambiente e de nossa vida, começando pela “limpeza do espaço” onde vivemos, pois é preciso viver num local, onde as energias boas fluem, de modo que o mesmo aconteça em nossa vida.

Segundo Karen Kingston, existem três tipos de causas principais para a estagnação de energia abordadas pela Limpeza do Espaço:

  • Sujeira física – poeira, pó, lixo, gordura, gosmas, incrustações, vômitos, papéis velhos, etc. A energia de baixo nível vai se acumulando ao redor da sujeita.
  • A energia anterior – os registros de energia (boa ou má) que vão se acumulando ao longo dos tempos pelos que ali passaram. E o pior é que não as conseguimos ver, mas apenas senti-las. Se não se limpar essa energia, situações anteriores tendem a se repetir.
  • A desordem – todo tipo de bagunça cria obstáculos ao fluxo da boa energia no ambiente. O que afeta diretamente os usuários do espaço.

É importante que todos compreendam o quanto é benéfica a limpeza de um ambiente. Portanto, é papo furado essa de que “eu conheço a minha bagunça e sei onde tudo está.”.

Quem não se sente bem num ambiente limpo, arejado, cheirando a mirra, lavanda, erva-doce ou alecrim? Temos vontade de ali permanecer indefinidamente. Isto porque desordem é energia estagnada. E todos nós sabemos que tudo que fica parado por muito tempo cria mofo, amarela e apodrece. O nosso planeta exige fluidez.

A desordem exterior é sempre uma amostragem do que está acontecendo conosco interiormente, pois exterior e interior influenciam-se mutuamente.  À sujeira vão ajuntando outros refugos numa atração descontrolável. E assim reproduz a energia negativa. Não podemos nos esquecer de que o ambiente que nos envolve é um reflexo de nossa mente.

Nota: Imagem copiada de http://potencialgestante.com.br/tag/bagunca/

Fonte de pesquisa:
Arrume a sua bagunça com o Feng Shui e … / Karen Kingston/ Editora Pensamento.

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Picasso – VELHO GUITARRISTA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O Velho Guitarrista é outra das composições tocantes de Pablo Picasso, retratando o momento de vida do pintor que, à época, levava uma vida de dificuldades extremas, compartilhando com o amigo Max Jacob um quarto e uma cama, usada em turnos. O primeiro dormia de dia e o segundo à noite.

É nessa época que Picasso trabalhou na sua “fase azul”, cor da tristeza, da desesperança e da solidão, tomando como modelo pessoas humildes e deserdadas da sorte, como os loucos, cafetinas, bebedora de absinto, mendigos, etc.

A figura que toca a sua guitarra mostra-se prostrada. Seu corpo é grande e desarticulado. A ossatura é longa e afiada. A cabeça curva-se, sem cair sobre o ombro. Seus olhos fechados não olham para a guitarra, como se ele se sentisse muito cansado. Suas pernas desajeitadas cruzam-se uma sobre a outra. O velho instrumento parece ser tudo que o velho guitarrista possui na vida. Somente a guitarra possui formas arredondas na composição.

Excetuando a guitarra, tudo no quadro é azul. A figura alongada remete-nos à pintura de El Greco.

Ficha técnica
Ano: 1903
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 121 x 92 cm
Localização: The Art Institute, Chicago, EUA

Fonte de pesquisa
Picasso/ Abril Coleções

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ÍNDIA – BOMBAIM OU MUMBAI

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Bombaim ou Mumbai é a capital do estado de Maharashtra e também a maior cidade da Índia. É a capital comercial e do entretenimento, que abriga instituições financeiras importantes. A sua região metropolitana é a sexta maior do mundo. Possui um porto natural e profundo, pelo qual passam metade do tráfego de passageiros da Índia e grande quantidade de carga.

A velha Bombaim é uma cidade suja e pútrida, superlotada de vida, ainda que muitas delas cambaleantes, com o seu calor abafante, trazendo o medo de sufocamento para os turistas de primeira viagem. Em suas ruas, a sujeira e o cheiro de bodum misturam-se com o barulho, a poluição e a violência. Os sem teto esparram-se pelas calçadas ou chão de suas ruas. Ali, eles dormem enfileirados, uns encostados aos outros, de modo a aquecerem os corpos tiritantes de frio. A fileira democrática é composta por homens, mulheres, idosos, crianças e bebês. Precisam se levantar bem cedo, quando as lojas e casas são abertas, para cederem lugar aos transeuntes e animais, e para não correrem o risco de serem espezinhados duplamente pela vida. Espreguiçam-se, como uma forma de afugentar a dormência dos membros, que ficaram numa mesma posição por um longo tempo, na luta contra o frio gélido da madrugada.

A miséria é visível em todos os lugares. Até mesmo nos carros de luxo, quando os desvalidos tentam enfiar, através das janelas de vidro, suas mãos esqueléticas, imaginando que ali possa estar um turista bem aquinhoado e de bom coração. Os que têm dificuldade em movimentar-se, como os leprosos e paralíticos, ficam num ponto visível das calçadas, de modo que os deuses façam com que lhes joguem alguns centavos de rúpia na caneca. Roupas dependuradas nas janelas e varais externos, como cortinas abertas aos olhos do mundo, uma prova de incivilidade para muitos turistas, podem ser vistas por todos os lados.

Os homens ainda cultivam o hábito de esvaziarem a bexiga nas paredes dos prédios públicos ou junto a um poste mais escondido. Aliado a isso, muitos transeuntes mascam o paan, (mistura em que entram a folha de bétele, tabaco e o fruto da areca), cuspindo nas calçadas um sumo gosmento e vermelho parecido com sangue.

É costume um turista deparar-se com incenso queimando dentro de um táxi, dirigido por um hindu. Os deuses sobrepõem-se ao passageiro (embora não paguem a corrida), mesmo que esse tenha alergia ao produto. Resta-lhe rezar para que a fumaça não o escolha como destino e que a viagem seja curta. Ao chegar ao hotel, poderá tomar um lassi (uma bebida espumante de iogurte batido com fruta), para afugentar o cheiro que lhe impregnou os sentidos.

As mulheres de Bombaim, tanto nas castas ricas quanto nas pobres, são subservientes a seus homens, de modo que tudo que há de melhor na casa, cabe a eles, assim como as melhores poções. Em segundo lugar, vêm os parentes idosos e depois os filhos. Com a diferença de que nas classes baixas, cabe a elas a parte que sobra e, quando sobra. Sendo comum limpar a gordura da panela com um pedaço de pão, para aumentar a sobra.

Os pivetes e assaltantes são partes da cidade. Pois não é de se esperar que, num lugar onde alastra a fome, possam conviver em harmonia a riqueza e miséria. O mundo da seda e do ouro também possui janelas de vidro frágeis, de modo que os desamparados atiram nelas sua raiva e revolta. A vida dos bem aquinhoados, portanto, é um convite constante à violência dos esquecidos. Principalmente quando os primeiros chamam os segundos de “preguiçosos e imundos”, e ainda dizem que eles fazem filhos como coelhos e, por isso, não podem amá-los, tamanha é a quantidade. E jogam nisso a causa da penúria em que vivem. A indigência ali é tão deplorável que, segundo alguns, nada resta aos famintos de tudo, senão aleijar seus filhos para que as pessoas (principalmente os turistas) sintam pena deles e assim os impeça de morrer de inanição.

Bombaim é uma cidade dos mais profundos paradoxos. Passa do sonho ao pesadelo num piscar de olhos.  Nela está Dharavi, a maior favela da Ásia, assim com o majestoso Clube de Críquete da Índia, onde se encontram os milionários. Arranha-céus luxuosos beijam os pés dos deuses, enquanto favelas acinzentadas são a poeira dos pés de Brahma e levam ao inferno. É ao mesmo tempo a terra natal de um dos grandes maestros de renome mundial, Zubin Metha, e a do menino Ragu, que foi cegado por seus pais ao nascer, para que salvasse a vida da família, recebendo, por piedade, esmolas na rua. E assim caminha a Índia.

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FENG SHUI – O YIN E O YANG

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O símbolo chinês do Yin e do Yang é um círculo dividido por uma curva simétrica. Uma das metades é clara, a outra é escura. A parte clara representa a energia do Yang e a escura simboliza a força do Yin. Elas têm o formato de uma lágrima, fina em uma das pontas e arredondada na outra. Elas se encaixam perfeitamente de forma que, na extremidade em que o Yang é mais grosso, o Yin está começando. Se você seguir a curva, o Yin atinge o seu apogeu no local em que o Yang é mínimo. Em qualquer ponto da curva, ambos estão em equilíbrio. Dentro de cada uma das metades existe um pequeno círculo, parecido com uma semente redonda, mostrando que o Yang gera o Yin e vice-versa. (Mestre Lam Ram Chuen/ Lam Kai Sin)

O Feng Shui é uma filosofia chinesa milenar que trata das relações do indivíduo com o ambiente, deixando bem claro que essas relações são estreitas e profundas. Pois assim com deixamos nossas marcas em tudo que nos cerca, da mesma forma os ambientes afetam-nos e muito. Se todos disso tivessem consciência, certamente tratariam-nos com mais carinho.

Segundo o Feng Shui, existem múltiplas formas de energia no Cosmo, com diferentes padrões, influências e interações. Conhecê-las e as empregar nos ambientes que nos cercam é uma maneira de melhorarmos nossa saúde corporal e mental. Assim como as mudanças sutis, que ocorrem na atmosfera, afetam o nosso humor, alguns lugares fazem-nos sentir irritados, enquanto em outros ficamos sonolentos ou bocejamos, e alguns outros nos trazem uma sensação de bem-estar e paz. Isto porque todos nós reagimos de uma forma ou de outra ao ambiente onde nos encontramos.

Como sabemos, tudo no Universo é dinâmico. A energia está constantemente fluindo, renovando-se e se transformando. E nós somos parte desta energia, por isso, sofremos todos os processos desta mudança constante. A nossa noção de movimento é muito limitada, pois nossos sentidos só captam as formas mais visíveis de movimento, enquanto as formas, através das quais funciona a energia, passam-nos despercebidas, dando-nos a falsa sensação de permanência das coisas.

É necessário que nos preocupemos com os ambientes onde passamos parte de nossa vida. O contínuo movimento da energia não significa que nossa vida deva se resvalar para o caos, bastando, para isso, que nos previnamos contra as energias negativas, distanciando-nos delas e procurando o equilíbrio entre os elementos que compõem qualquer ambiente, onde nos inserimos, pois “matéria” e “energia” não são elementos separados, segundo a visão milenar de tal filosofia.

O Feng Shui é, portanto, o estudo da energia, tendo as suas bases fundamentadas em um conhecimento profundo de como ela age em nossa vida, e o que devemos fazer para aproveitá-la da melhor maneira possível. Esta filosofia milenar nasceu com os primeiros cientistas naturais chineses, quando esses começaram a observar como as forças (energia) agiam sobre a Natureza e, posteriormente, como poderiam empregá-las na vida humana, de modo a levar-lhe harmonia através do conhecimento da complexidade das interações entre as forças visíveis e invisíveis.

O conhecimento do Yin e do Yang é fundamental para o emprego do Feng Shui, pois ambos, embora opostos, funcionam em permanente equilíbrio. Ex.: Dia (Yang) e noite (Yin) possuem energias diferenciadas, no entanto, são inseparáveis. Com o passar do tempo, o que era noite transforma-se em dia, ou o que era dia transforma-se em noite. O que era Yang é agora Yin, e vice-versa. Ambos trabalham na busca do equilíbrio.

Tudo na nossa vida deve ser visto como uma constante interação entre o Yang e o Yin. Mas o que significa tais palavras? Tudo o que se encontra numa posição superior, ou que é forte ou brilhante é Yang: céu, cabeça e o topo de todas as coisas, o sol, o fogo, etc. O que se encontra numa posição inferior, ou que é mole ou profundo é Yin: Terra, nossos pés e a parte inferior de todas as coisas, céu noturno, água, etc. O Yin não pode existir sem o Yang e vice-versa. Existe uma relação dinâmica de interação, interdependência e transformação entre eles.

O Yin e o Yang se alternam perpetuamente entre o movimento e a estática, trabalhando e descansando. (O Livro do Equilíbrio e da Harmonia)

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Picasso – AS SUAS MUITAS MULHERES

Autoria de Lu Dias Carvalhopicasso1

O genial Pablo Ruiz Picasso, além de ser conhecido como revolucionário, visionário e vanguardista, foi também famoso pelo número de mulheres que amou.

Quando o artista morava no bairro boêmio de Montmartre, em Paris, e estava com 23 anos de idade, ficou conhecendo a modelo Fernande Olivier, que viria a se tornar sua primeira companheira. Os dois viveram juntos durante sete anos. O motivo que levou à separação foi a descoberta de que sua companheira havia tido um caso extraconjugal. Embora muitas vezes se mostrasse infiel, o artista não tolerou o fato de ter sido traído, deixando evidente o machismo da época, ainda presente em nossos dias.

Tempos depois, Picasso entrou em contato com Marcelle Humbert, conhecida pelo nome de Eva Gouel, que era amante do pintor Marcoussis. O pintor e Marcelle começaram a ter um relacionamento amoroso. Ele a chamava de “Ma Jolie” (Minha Linda). Mas ela morreu vitimada pela tuberculose, deixando Picasso muito abatido emocionalmente. O casal viveu junto cerca de quatro anos. É importante notar que, aqui, ele aceita uma mulher que trai o seu homem.

No ano seguinte à morte de Eva, Picasso recebeu uma proposta do poeta Jean Cocteau para trabalhar numa produção do Ballet Russo, de Sergei Diaghilev. E foi aí que ficou conhecendo a bailarina russa Olga Koklova. Quando o grupo de balé foi se apresentar na América do Sul, Olga e Picasso optaram por ficar na França. Os dois  casaram-se em Paris. A russa, além de bela, era extremamente ambiciosa, chegada ao convencionalismo e ao luxo. O casal teve um filho, Pablo. Mas a vida do artista junto a Olga tornou-se difícil, pois ela preferia a vida social à arte do marido.

Nove anos após o casamento com Olga, Picasso conheceu Marie-Thérèse Walter, que tinha apenas 17 anos. Apaixonou-se pela garota tomando-a como amante, enquanto seguia casado com a bailarina russa. O relacionamento foi ocultado até o nascimento de Maria Concepción (Maya), fruto dos amantes. E, para complicar mais ainda a vida do pintor, Fernande Olivier, sua primeira companheira, publicou o livro Picasso e Seus Amigos. O artista tentou impedir que esse fosse publicado, para não piorar seu relacionamento com a esposa Olga. O casamento com a russa acabou em 1937, após 19 anos.

Um ano após o fim de seu casamento com Olga Koklova, e ainda se relacionando com a amante Marie-Thérèse, Picasso travou conhecimento com a fotógrafa e intelectual de esquerda, de origem croata, Doara Maar, que se transformou em sua nova amante, que passou a ser a sua modelo preferida. Anos depois, passou a viver com Françoise Gilot, enquanto ia se distanciando de Marie-Térèse e Doara Maar. Com Françoise teve dois filhos: Claude e Paloma. Oito anos depois, iniciou um romance com Geneviève Laporte, uma garota de apenas 22 anos. Assim que soube da nova relação do companheiro, Françoise Gilot abandonou-o.

Picasso já estava com um novo affair, um ano depois. Dessa vez tratava-se da divorciada, mãe de uma filha, Jaqueline Roque. Casaram-se sete anos depois. Jaqueline foi uma esposa dedicada e enfermeira na velhice do pintor. Treze anos após a morte de Picasso, Jacqueline acabou se suicidando. Quando Picasso estava com 83 anos de idade, Françoise Gilot, uma de suas últimas amantes lançou o livro Life With Picasso (1964), em que o mostrava como um velho devasso.

Depois de possuir tantas mulheres, resta a dúvida de quem Picasso realmente amou? Ou será que amou todas elas?

Nota: retrato de Olga Koklova pintado por Picasso.

Fonte de Pesquisa:
Picasso / Coleção Folha

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