Teste – A ÚLTIMA CEIA

Autoria de Lu Dias Carvalhoceia

A palavra arte antigamente estava ligada à capacidade técnica que uma pessoa tinha para produzir um determinado objeto, ou para exercer certa atividade. Podemos destacar, por exemplo, os ferreiros, os ourives, os sapateiros, assim como os poetas ou escultores como responsáveis por determinada ocupação. As artes, ligadas à produção de objetos úteis, com o passar dos tempos, recebeu o nome de “ofício”. Antes mesmo de aprender a falar, o homem já se expressava através das imagens, gravadas ou pintadas rudimentarmente nas paredes das cavernas. Para se compreender uma obra de arte é preciso entender um pouco de sua história, onde entram o emissor, a mensagem, o código, o meio, o receptor, o contexto e a função. No teste de hoje, vamos estudar o quadro de A Última Ceia.

  1. O emissor é o responsável por comunicar alguma coisa. No caso aqui trata-se de:

a)      Michelangelo Buonarroti
b)      Leonardo da Vinci
c)      Sandro Botticelli
d)     Fra Angelico

  1. A mensagem é aquilo que se quer comunicar. Em A Última Ceia diz respeito:

a)      ao número de apóstolos.
b)      a um episódio da vida de Jesus Cristo.
c)      à técnica usada pelo pintor.
d)     ao local onde o quadro foi pintado.

  1. O código é o sistema de sinais usados pelo emissor para fazer a comunicação. No caso aqui trata-se de uma pintura:

a)      Gótica.
b)      Moderna.
c)      Expressionista.
d)     Renascentista.

  1. O meio é o elemento usado para fazer a transmissão da mensagem. Aqui é:

a)      a parede de uma igreja italiana.
b)      o mural de um palácio espanhol.
c)      a parede de um refeitório de um convento.
d)     o mural da biblioteca de Alexandria.

  1. O receptor é aquele que recebe a mensagem. Em se tratando de A Última Ceia são, atualmente, todos aqueles que visitam o afresco no Refeitório de Santa Maria dele Grazie em:

a)      Paris, França.
b)      Milão, Itália.
c)      Madrid, Espanha.
d)     Moscou, Rússia.

  1. O contexto refere-se à época em que se deu a comunicação. No caso da obra em estudo, aconteceu na época da família Sforza, quando as cortes disputavam os serviços dos pintores:

a)      mais famosos.
b)      ligados à nobreza.
c)      vindos do exterior.
d)     da cultura greco-romana.

  1. A função refere-se ao objetivo de quem transmite a mensagem. Naquela época, a pintura cristã tinha um objetivo único:

a)      Enaltecer a pintura clássica.
b)      Educar as pessoas na fé.
c)      Ensinar os rudimentos da arte.
d)     Enfeitar as igrejas.

  1. Técnica empregada na pintura: mista com predominância da têmpera e óleo sobre duas camadas de preparação de gesso aplicadas sobre o reboco (estuque). A nova técnica de pintura de afresco experimentada pelo artista contribuiu para:

a)      a degradação da obra.
b)      a conservação da obra.
c)      a deslocação da obra.
d)     destacar as figuras da obra.

  1. A disposição dos apóstolos em grupos de três em volta de Cristo não é aleatória, mas obedece a uma sequência de divisões que enseja diversos focos narrativos, com seus corpos em diferentes posturas, apresentando fisionomias diversas. Judas está presente, da esquerda para a direita (sob o ângulo de quem está diante da pintura) no:

a)      primeiro grupo.
b)      segundo grupo.
c)      terceiro grupo.
d)     quarto grupo.

  1. Já se lamentava em 1517 os danos sofridos pela pintura. A partir do século 18 A Última Ceia passou por constantes restauros. Somente as restaurações documentadas foram oito, no mínimo. A última teve a duração de 22 anos, encerrando-se no ano de:

a)1999
b)2009
c)1989
d)1979

Obs.: Informe-se mais sobre esta famosa obra:
Da Vinci – A ÚLTIMA CEIA

Gabarito
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PORQUE NÃO COMO CARNE…

Autoria de Glória Drummond

galo   boia

Morro de dó das galinhas! Há muito deixei de comer sua carne branca e sofrida. Espremidinhas nas granjas ao ponto de ocupar o espaço de um papel sufit… nunca dormem, não têm prazer algum. Botam e botam, com luz intensa nos  olhos. Quando galeto, logo vai para o abate. Nascem de chocadeiras e vão passando na esteira nazista da seleção: ao menor defeitinho ou fragilidade e o pintinho é empurrado para um latão. Vai virar farinha… Os que trabalham nas granjas, no abate, não acham que são seres vivos! Que se a gente criar, vira um dócil  e inteligente bicho de estimação!  Tem até madame que compra caixa de pintinhos para dar de presente aos convidados das suas pestinhas que aniversariam, como se fossem brinquedos de plástico.

As caipiras,  pelo menos ao entregar seu pescoço à faca ou ao destroncamento, tiveram antes uma vida razoável…  Mesmo assim, se me convidam para comer um franguinho e vejo pescoço, asas, moelas, coração, peito, tudo num caldo que pode ser sangue coagulado  (o famoso molho pardo), perco a fome. Sinto mal. Até  carne de peixe não me apetece mais. Não faço distinção entre carne vermelha e carne branca. É tudo carne, exige sofrimento. É cadáver que ingerimos. Ferro, proteínas? Tiro-as de outras fontes. Breve vou eliminar os lácteos e ovos. Questão de consciência alimentar. Em nome da gastronomia, já  imaginaram o que fazem com os  gansos, cujo fígado vira o tal fois gras,  tanta a comida que lhes enfiam goela adentro? E finesse à parte, que gosto horrível tem essa iguaria!

Caviar, nem pensar. Imagine eu comendo óvulos de “peixa”? Nem quando fui à Rússia. Há muito estou às portas do  veganismo (vegetarianismo xiita), mas sem terrorismo, e  cada vez mais saudável. Minha esperança é que um  dia o homem  deixe de comer carne, acabar com a natureza   criando bois verdes (Ah! Esta Friboi do Toni Ramos e do Roberto Carlos!) para os gringos e aqueles churrascos chiques ou bregas de feriados, domingos e comemorações. Nos frigoríficos correm rios de sangue, adrenalina. O espetáculo é tão deprimente (já viu?),  tanta é a dor, o medo dos que vão morrer,  que os abatedouros ficam longe das cidades, das nossas vistas,  ao ponto de as crianças  não saberem de onde vem a carne maquilada que comem. Um dia perguntei a  uma delas de onde vinham os  alimentos. Quanto cheguei à carne, o menino disse: “Vem de um  pé de carne, tia !” Depois que lhe expliquei, disse : “Carne, pá mim , não!”

Qualquer um que não fechasse seus olhos e consciência para a realidade  do abate, diria o mesmo.  Não é sem dor que os animais são abatidos. A sociedade do lucro, consumo é selvagem. Não perde tempo e dinheiro, quando mata milhares de animais todos os dias. Eles são esfolados ainda vivos, Se duvida, vá ver. Tanto que o nome antigo era matadouro. Nem o  cavalo, esse animal que sempre acompanhou o  homem no processo civilizatório, não escapa dos abatedouros. Antes de morrer  cortam-lhe  parte das pernas para o sangue escorrer, numa espécie de sauna, eliminando a cor escura da sua carne.  Há açougues só de carne de cavalo! Os que apreciam essa  suada “iguaria”, dizem: “Não comem cachorro na China, não matam golfinhos a paulada no Japão, Noruega?” Eu poderia acrescentar : Não há bichanos, esses seres esculturais, telepáticos, meio bruxos, sendo caçados  para  tamborim  ou  churrasco?

Não suporto o cheiro da mais asséptica e decorada casa de carnes.  Sinto uma espécie de energia desprendendo daquelas carnes penduradas, dos comedores de carne disputando picanha, filés, bofes… Algo que beira a  um filme de terror.

A comemoração do nascimento de Jesus exige rios de sangue embebedamento de perus. E lembre-se: o Tender,  tão bonitinho,  dourado,  cheio de cravos, mel… é carne!  Leitoinhas-bebês, com maçã na boca, estiveram  dependuradas, tão branquinhas,  nas casas de carne. O choro dos dóceis carneirinhos, que sangraram de cabeça para baixo até morrer, não sensibiliza. Você  leu que  o Filho de Deus se alimentou de carne em  alguma passagem bíblica?  Não! e não lerá nunca! Ele aboliu os   sacrifícios de sangue do Velho Testamento.  A  multiplicação dos peixes?  Foi pensando na plebe ignara e rude. A dieta básica de Jesus, dizem,  era:  frutas,  cereais, vinho, mel, legumes e verduras   da  região. Como sei disto?  Ora, lendo! Um pesquisador de dietas, nutrição, autor de uma tese sobre alimentação, presumiu. Depois Jesus, como Sócrates, nada deixou escrito. E por que, lhe atribuem (ou a Deus) a permissão para comer nossos  irmãos, os animais?

Leonardo Da Vinci disse que no dia em que o homem conhecer a natureza dos animais, terá vergonha do seu passado de escravização, maus tratos, abandono,  sangue  derramado. Quando virá este dia? Vão passar Luas e Luas… Talvez um século. Vivemos num planeta  atrasado. Comer carne atrasa ainda  mais  o processo de evolução da própria humanidade. O que fazer com tantos animais? Eles não seriam  tantos, se não fossem criados como mercadoria. A natureza é sábia no seu processo de  equilíbrio.   Se os primeiros hominídeos viveram da caça é porque não dominavam as técnicas da agricultura, pastoreio e seus caninos eram imensos, diferentes  dos nossos.

Quem  sabe se  respeitando aqueles que não têm voz e direitos não  aprendemos  e  vivenciar  o respeito ao self (o  si mesmo), aos outros, e às  minorias ?

 Nota: Galo Morto (séc. XVII), de Gabriel Metsu e O Boi Esquartejado (1655), de Rembrandt

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Rom Mueck – OBRAS QUE QUASE FALAM

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Enquanto essa corrente artística é vista com justificada reserva, por ter um pé firmemente fincado no comercial, o escultor australiano ganhou respeito por não apenas imprimir sensibilidade e expressão à figura perfeita, mas por ser capaz de, por meio dela, provocar emoções e inquietações que, ao menos em um primeiro momento, é difícil ao observador articular palavras. (Revista Veja)

As peças de Mueck se comunicam tanto com o público menos familiarizado com a arte, pela verossimilhança com a pessoa real, quanto com os iniciados, pela proposta de subverter o que seria a simples reprodução de uma figura humana. (Agnaldo Farias)

Ron Mueck é um escultor australiano, cujas obras só faltam falar de tão realistas que são. Somente o tamanho permite ao observador perceber que não são humanas ou que os objetos não fazem parte do cotidiano. Nos seus trabalhos são levados em conta detalhes que poderiam parecer insignificantes e, por isso, cada peça pode levar até um ano para ser concluída. Suas figuras nunca são de tamanho normal. Ou elas são monumentais ou menores do que as reais, onde a perfeição dos detalhes alia-se à força da expressão.

O artista começou a vida trabalhando com marionetes e fazendo modelos para filmes televisivos. Depois trabalhou em Londres (Inglaterra) para a indústria da publicidade. A partir daí passou a produzir esculturas realistas, impressionando o mundo com a sua habilidade, sendo capaz de reproduzir os mínimos detalhes do corpo humano. Na pele de silicone, ele reproduz poro por poro, fio por fio de cabelo, cada marca… Estreou apresentando um cadáver nu sobre um tablado, onde não deixava escapar um só dos detalhes. Tratava-se do corpo de seu pai falecido, feito em resina. A sua escultura Boy 1999, com cinco metros de altura, fez parte da Bienal de Veneza. Outra de suas esculturas famosas é Jovem, um garoto negro, com 65 cm, levantando a sua camisa branca, manchada de sangue, para olhar um corte no seu tronco.

Como em toda corrente que desponta no mundo das artes, os escultores do hiper-realismo, movimento surgido em 1960, não são aceitos por toda a crítica. Parte dela acha que o trabalho conta mais com a habilidade manual do que com a inspiração, logo, não se trata de arte. Se por isso ou por aquilo, o fato é que as exposições de Ron Mueck vêm ganhando um público cada vez maior, por onde passa.

O artista possui até agora um número pequeno de obras: 40 esculturas, não só porque suas peças demandam um tempo considerável, mas por só ter começado sua vida artística aos 38 anos. Segundo seu principal assistente, Charlie Clarke, seu trabalho é todo feito com as mãos, sem a utilização de computadores. Será mesmo?

Sua exposição, com apenas 9 obras, encontra-se na cidade do Rio de Janeiro, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde permanecerá até o dia 20 de junho. Sua obra presente mais conhecida é Máscara II, feita com base no rosto adormecido do escultor. Em meio às obras expostas, três são inéditas, feitas exclusivamente para as exposições da América Latina. São elas: Mulher com as Compras, Jovem Casal e Casal debaixo do Guarda-Sol. O Rio de Janeiro será a única cidade brasileira a sediar a exposição do artista australiano. Vejam no Google as obras do artista.

Fontes de pesquisa:
Revista Veja/ 19 de março de 2014
http://oglobo.globo.com/cultura
http://guia.uol.com.br/rio-de-janeiro/exposicoes

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VOCÊ CONHECE A GOJI BERRY?

Autoria do Dr. Telmo Diniz resi12

Fruta do sul da Ásia, mais especificamente China, Tibete e Índia, ela chegou ao Brasil com a promessa de ajudar a emagrecer, combater doenças e até melhorar a potência sexual. Trata-se da goji berry, usada na medicina tradicional chinesa e cultivada há mais de 600 anos. A frutinha é mais facilmente encontrada por aqui na forma desidratada.

A goji berry tem potente ação antioxidante e alta concentração de vitamina C, que chega a ser 50 vezes maior que a da laranja. Sabemos que todas as “berries” fazem bem à saúde, pois contêm alta concentração de carotenoides (são todas de coloração vermelha). Já foram citadas neste site o blueberry (mais conhecido como mirtilo), o raspberry (a nossa framboesa), o cranberry, o strawberry (nosso morango) e o açaí (ou açaí berry).

Um estudo, publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”, em 2008, com 72 pacientes com risco para doenças cardiovasculares, mostrou o efeito protetor da fruta. Os voluntários consumiram porções moderadas da goji berry por oito semanas e tiveram melhora na pressão arterial e diminuição do “colesterol ruim”. A goji berry possui uma grande quantidade de nutrientes antioxidantes. Por isso, ela é considerada um superalimento. Nela, encontramos 18 aminoácidos, elevadas concentrações de vitamina A (beta-caroteno), B1, B2, B6 e vitamina E. É a fruta com maior quantidade de vitamina C, rica em ferro, polissacarídeos e fitoquímicos, ficando os destaques para a luteína e zeaxantina.

Benefícios da fruta:

  • Melhora da imunidade;
  •  auxilia no aumento do nível de energia das pessoas;
  •  melhora a capacidade de concentração;
  • ajuda em quadros de fadiga e estresse;
  • ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares e diabetes, devido ao seu poder antioxidante;
  • ajuda nos casos e também na prevenção da degeneração macular senil, devido à presença da luteína;
  • tem ação anticancerígena pela presença de carotenoides. Esses mesmos carotenoides também melhoram o aspecto da pele.
  • ajuda na melhora do humor e bem-estar, devido à presença do aminoácido tryptofano, que é o precursor da serotonina.

Mas tome cuidado com as falsas promessas de que seu consumo ajuda a emagrecer. Não há nenhum estudo citando este fato.

Para que consiga alcançar seu efeito medicinal, a dosagem diária recomendada é de 15g a 45g, ou 120 ml de seu suco. A fruta pode ser misturada a outras frutas, saladas, sucos e iogurtes. Por se tratar de uma fruta importada, a versão in natura não é encontrada facilmente. É possível achar a goji berry desidratada em lojas e empórios de produtos naturais (pode ser encontrada no Mercado Central de BH) e em cápsulas, em farmácias de manipulação. Seu uso como suplemento em cápsulas deve ter acompanhamento médico e/ou nutricional.

Nota: imagem copiada da Página de CAROL MORAIS

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Manet – O BAR NO FOLIES-BERGÈRE

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição O Bar no Folie-Bergère tem como figura central uma garçonete no balcão do café-concerto parisiense, um dos bares mais famosos da Europa, com suas luzes, espelhos, mulheres e galantes frequentadores. O Folies-Bergère foi também o principal local de prostituição de luxo em Paris, para onde convergiam turistas de toda a Europa, reforçando o mito de uma Paris “capital do mundo”.

A modelo é realmente uma garçonete do referido café-concerto, mas todo o cenário foi composto no ateliê de Manet. Seu olhar possivelmente se dirige a um cliente à sua frente, conforme mostra o reflexo no espelho, ao fundo. Ela veste o uniforme do local. Sua pele é branca e rosada. Não há emoção no rosto da jovem, que parece distante e cansada, ao se escorar no balcão, o que reforça a sensação de solidão e de anonimato, típicos das grandes metrópoles. Ela traz no decote um ramalhete de flores.

Atrás da garçonete, um imenso espelho cobre o fundo do local, sendo possível observar, através do mesmo, o reflexo de um número de dança, um homem com chapéu e grande bigode olhando para a garçonete e uma sala cheia de clientes e luzes. À esquerda da tela, na extremidade superior, um acrobata tem parte de sua imagem refletida no espelho, com suas sapatilhas verdes.

Atrás do balcão, através do espelho, é possível ver os clientes do local. Alguns assistem ao show, enquanto outros conversam entre si. A maioria dos homens e mulheres usam roupas escuras, acompanhadas de luvas e chapéus. Manet encontra-se ao lado da moça de branco, Méry Laurent.

O balcão, cujo tampo é de mármore, tem à esquerda algumas garrafas de champanhe com a tampa envolta em papel dourado, e cerveja. À direita, encontram-se garrafas de vinho e licores. À esquerda da garçonete, há uma fruteira de vidro com tangerinas brilhantes e um copo de cristal com flores. Segundo os críticos, esta é uma das mais belas representações de uma natureza-morta.

Manet não estava interessado na reprodução exata do local, interessando-se mais pelo efeito pictórico, por isso, quase tudo no quadro é aparência, ilusão, como é a vida em tais locais. A figura central é a garçonete.

Esta tela é considerada pelos críticos como um dos trabalhos mais completos do artista e foi pintada um ano antes de sua morte, quando ele já se encontrava gravemente doente.

Fontes de pesquisa:
Manet/ Abril Coleções
Os pintores mais influentes do mundo/ Girasssol
Los secretos de las obras de arte/ Taschen

Ficha técnica
Ano: 1881/1882
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 96 x 130 cm
Localização: Courtland Institute, Londres, Inglaterra

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Grünewald – O RETÁBULO DE ISENHEIM

Autoria de Lu Dias Carvalhocruz1234

Esta obra figura num seleto grupo de realizações criativas nas artes, cujo impacto e inspiração a elevam a um nível especial de distinção. (David Gariff)

O Retábulo de Isenheim, de Grünewald, foi pintado para os moribundos. (Dr, Jeffrey C. Smith, historiador de arte)

 E quando chegou a sexta hora, houve escuridão sobre toda a terra até a nona hora. (Marcos, 15:33)

O Retábulo de Isenheim, a mais famosa obra do pintor alemão Matthias Grünewald, é uma obra gigantesca, composta por nove painéis, que se encaixam e cobrem o altar. Foi encomendado para ornamentar o altar-mor da igreja do monastério do hospital de Santo Antônio, situada próxima à cidade de Isenheim, na Alsácia. Na sua primeira parte,  apresenta São Sebastião (era invocado como protetor contra a peste) e Santo Antônio (padroeiro da ordem religiosa que dirigia o hospital e mosteiro) nas laterais, a crucificação está no centro e Cristo morto, embaixo.

Os monges do mosteiro cuidavam dos doentes com peste e doenças de pele, como o ergotismo. E o quadro de Grünewald, cuja obra e tema foram direcionados para os doentes, tinha como objetivo conformá-los, mostrando-lhes o corpo de Jesus, também consumido por feridas. Pensavam que ao verem o corpo de Cristo cheio de ulcerações e retorcido pela dor, os enfermos seriam consolados, pois assim como Jesus, que ressuscitou, eles também ganhariam uma nova vida.

O painel central do retábulo mostra os horrores pelos quais Jesus passou, ao ser crucificado. Trata-se de uma cena lancinante, jamais mostrada por um artista, antes ou depois de Grünewald. Cristo agonizante, desfigurado, com seu corpo torturado e a cabeça pendente, está ladeado por Maria, sua mãe, Maria Madalena, São João Evangelista, São João Batista e um cordeirinho.

O mártir traz na cabeça a coroa de espinhos, cujas garras rasgam a sua pele, numa indescritível tortura . Sua pele é de uma palidez quase cinza, contrastando com o sangue vermelho que jorra das feridas. Seus músculos e tendões estão entesados, como se estivessem deslocados, e os dedos rígidos. Os pés estão quebrados. Suas mãos, pregadas na madeira com grossos pregos, crispam em agonia, exprimindo a sua profunda dor física e anseio espiritual. Há uma ligeira curvatura nos braços da cruz, que passa a impressão de que se deu em razão do corpo decaído de Jesus.

Uma placa com inscrição latina identifica o personagem que se encontra na cruz. Como Jesus não tinha crime algum, escreveram INRI que significa: “Jesus de Nazaré, o rei dos judeus

Maria, com trajes brancos de viúva, é amparada por  São João Evangelista, a quem Jesus pediu para cuidar de sua mãe. Apesar de seu intenso sofrimento, ela parece aceitar a doação de seu filho amado à humanidade. O santo tem a sua cabeça  semelhante a de Cristo. Ambos estão com a boca entreaberta e a cabeça baixa e pendida para a direita.

Maria Madalena, ajoelhada diante da cruz, tem as mãos contorcidas e os dedos levantados, em atitude de súplica, numa grande semelhança com os dedos de Cristo. Está revoltada com que fizeram a Jesus. À frente dela está um pequeno pote de unguento para passar no corpo torturado do Mestre.

São João Batista está de pé, à esquerda de Jesus crucificado. Ele tem na mão esquerda o livro das Escrituras, que se cumprirão com a morte do Salvador. E com a direita aponta para Jesus com um gesto firme e imperativo. O santo diz (texto acima de seu braço direito): “Convém que Ele cresça e que eu diminua” (Evangelho de S. João, III, 30)

Um cordeirinho, entre Cristo e o santo, carrega uma pequenina cruz, e derrama seu sangue dentro do Cálice da Comunhão. Ele simboliza o Cristo que é sacrificado para salvar a humanidade, o Cordeiro de Deus, imolado pelos pecados do homem.

A paisagem noturna reforça o sofrimento dos personagens, aliando-se à força expressiva das atitudes e gestos, e a força penetrante da cor e dos contrastes cromáticos. O painel é único, segundo a avaliação dos mais renomados críticos de arte. As figuras diferem em tamanho, variando de acordo com a importância de cada uma na composição.

O Retábulo de Isenheim tem três faces. A primeira apresenta a Crucificação, estando Cristo ladeado por Santo Antônio e São Sebastião e abaixo  mostra o sepultamento de Cristo. Os painéis eram deixados abertos de acordo com o ano litúrgico.

Ficha técnica:
Data: 152 – 1516
Técnica: têmpera e óleo sobre tábua
Dimensões: 269  x 307 cm
Localização: Museu de Unterlinden de Colmar, Alsácia, França

Curiosidades:

  • Retábulo é uma construção de madeira, de mármore, ou de outro material, com lavores, que fica por trás e/ou acima do altar e que, normalmente, encerra um ou mais painéis pintados ou em baixo-relevo.
  • Os retábulos eram, em geral, obras criadas com muitas cenas e o ponto principal de devoção, em locais de culto espiritual.

Fontes de pesquisa:
A história da arte/ E.H. Gombrich
Os pintores mais influentes…/ Girassol
501 grandes artistas/ Sextante
Renascimento/ Taschen
Arte em detalhes/ Publifolha
Arte/ Publifolha

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