TESTE – O MUNDO ANIMAL

Autoria de Lu Dias Carvalho bosta

Os cientistas não conseguem calcular com exatidão o número de espécie de seres vivos que habitam o nosso planeta. A diversidade biológica é muito grande, porém, estima-se que haja em torno de 10 a 15 milhões de espécies da fauna, flora e microrganismos. Deste total, de 5 a 8 milhões seriam insetos, 400 mil seriam plantas, 60 mil seriam animais vertebrados, 5 mil mamíferos e 10 mil aves.

Com a redução das florestas e o tráfico de animais silvestres, muitas espécies de animais estão entrando em extinção. Governos de diversos países e sociedades protetoras de animais têm investido recursos para evitar tal violência.. As últimas pesquisas apontam que milhares de espécies animais foram extintas nos últimos cem anos. Muitas destas espécies jamais serão conhecidas por gerações futuras. Sabemos que muitas delas poderiam revelar ao homem informações importantes sobre o meio ambiente e até mesmo a cura para determinados tipos de doenças. (http://www.suapesquisa.com/animais/)

Testando seus conhecimentos:

1)      O macho da espécie produz as “canções” mais longas e mais complexas do mundo, que podem durar até 30 minutos e serem ouvidas pelas fêmeas a mais de 160 km de distância:

a)      Baleia–jubarte
b)      Tubarão–baleia
c)      Baleia–azul

2)      Esse animal possui os órgãos olfativos muito desenvolvidos. É capaz de perceber cheiros melhor do que qualquer outro animal aquático.

a)      Golfinho
b)      Baleia
c)      Tubarão

3)      Trata-se do animal que possui a audição mais aguçada dentre todos os animais da Terra:

a)      Morcego
b)      Avestruz
c)      Cachalote

4)      É o maior animal terrestre. Acredita-se que o maior espécime registrado chegou a pesar duas toneladas.

a)      Hipopótamo africano
b)      Tigre asiático
c)      Elefante africano

5)      Trata-se do maior animal aquático, do maior mamífero vivo e, provavelmente, do maior animal que já existiu:

a)      Peixe boi
b)      Baleia azul
c)      Crocodilo marinho

6)      A maior ave existente pode alcançar 2,7 m de altura:

a)      Peru
b)      Ema
c)      Avestruz

7)      São os insetos corredores mais velozes, podendo correr 5 Km/h:

a)      Baratas
b)      Cupins
c)      Formigas

8)      Trata-se do animal terrestre mais rápido que existe:

a)      Leopardo
b)      Guepardo
c)      Pantera

9)      É o animal mais famoso por sua longevidade:

a)      A tartaruga
b)      O elefante
c)      O crocodilo

10)  No século XX, centenas de espécies se extinguiram por causa da ação predatória do homem. Dentre elas se encontra:

a)      Pomba – de – espelho
b)      Condor – da – Califórnia
c)      Ararinha – azul

Avaliando seus conhecimentos:
(Respostas corretas: 1. a/ 2.c/ 3.a/ 4.c/ 5.b/ 6.c/ 7.a/ 8.b/ 9.a/ 10.c)

Excelente: entre 08 e 10 pontos
Bom: entre 07 e 05 pontos
Fraco: entre zero e 04 pontos

Nota: imagem copiada de jblog.com.br

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Marchinha de Carnaval – LINDA LOURINHA

Autoria de Edward Chaddad carn.1

Na década de trinta, Lamartine Babo e Braguinha, esse também conhecido como João de Barro, foram os dois grandes compositores das marchinhas carnavalescas.

No último texto que fiz sobre marchinhas de Carnaval, discorri sobre Lamartine Babo e suas composições: O Teu Cabelo Não Nega e Linda Morena, dois grandes sucessos do Carnaval brasileiro, respectivamente, dos anos de 1931 e 1932.

Recordemos que, em 1932, Lamartine tentou se redimir de versos preconceituosos feitos em O Teu Cabelo Não Nega (1931) e o fez de forma magnífica, compondo uma marchinha maravilhosa, Linda Morena, em que faz uma verdadeira declaração de amor:

“Linda morena, morena,
Morena que me faz penar.
A lua cheia que tanto brilha
Não brilha tanto quanto o teu olhar.”

Com o bom êxito de Linda Morena,  um dos grandes sucessos do Carnaval de 1932, Braguinha aproveitou-se do tema e, no Carnaval de 1933,  compôs também outra pérola da nossa música, agora homenageando as loirinhas.

LINDA LOURINHA
(Composição de Braguinha)

Lourinha, lourinha,
Dos olhos claros de cristal,
Desta vez em vez da moreninha,
Serás a rainha de meu carnaval!
Loura boneca,
Que vens de outra terra,
Que vens da Inglaterra,
Que vens de Paris,
Quero te dar
O meu amor mais
Do que o sol ardente
Deste meu país!

Linda loirinha,
Tens o olhar tão claro
Deste azul tão raro
Como um céu de anil,
Mas as tuas faces
Vão ficar morenas
Como as das pequenas
Deste meu Brasil!

Para ouvirem a música, acessem o link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=S5jk0fG3vfE

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Marchinha Carnavalesca – LINDA MORENA

Autoria de Edward Chaddad carn.

Lamartine foi de fato um compositor excelente – que deixou um legado sensacional, lembrado quase que diariamente em todos os meios de comunicação, pois tantos foram os seus sucessos, que restaram indeléveis na memória de nosso povo. Entre eles, por exemplo, encontra-se o inesquecível No Rancho Fundo. Quem não conhece?

Embora, na época, O Teu Cabelo Não Nega tenha sido um notável sucesso, a letra traz um verso preconceituoso: “mas como a cor não pega, mulata…”. Por este motivo, apenas menciono esta marchinha de carnaval, para situá-la em um tempo vergonhoso de nossa história, onde o preconceito racial era aceito com normalidade. Realmente, com muita sutileza, de forma quase imperceptível, apenas suscetível às pessoas mais sensíveis e preocupadas com a intolerância racial, o verso traz a lume o racismo existente na época, em relação aos negros, que há algumas décadas haviam se libertado da escravidão, que vergonhosamente existiu em nosso país, durante muito tempo. Racismo esse que, de forma violenta, alastrou-se até a década de cinquenta, quando começou, de fato, a ceder, embora ainda, imperdoavelmente, exista em nosso meio, ferindo a dignidade humana.

No finalzinho da década de quarenta e início dos anos cinquenta do século passado, ainda menino, lembro-me que, na minha pacata cidade, aos sábados e domingos, o trânsito era fechado no quarteirão central, para a reunião da população, evitando o incômodo oriundo da passagem de veículos. Os jovens frequentavam aquele local, na sua grande maioria, para flertar, em busca de namoros e encontros, sendo que eles se posicionavam na pista e as moças nas calçadas. Pois bem: havia uma calçada, mais curta, à direita de quem desce a via pública, para os negros e outra, à esquerda, muito mais larga, para os brancos. Essa situação era respeitada e tida como “quase” natural, o que hoje nos chocaria de forma drástica. Ainda me recordo de que havia um clube, simples e rude, para os negros e outro, com muito luxo, para os brancos. No clube dos brancos, os negros eram impedidos de entrar, mas os brancos tinham todo o direito, embora o evitassem, de ingressar naquele destinado aos negros.

Situação curiosa ocorria nos bailes de Carnaval, quando na segunda-feira, como uma tradição, ou talvez um sinal de arrefecimento do preconceito, era comum que os negros, em determinada hora do baile, saíssem de seu clube, em bloco, e entrassem todos no baile dos brancos, dançando todos juntos, por uma hora aproximadamente. Era um momento de trégua para o preconceito, mas um momento de rara beleza, quando era esquecido o horrível sentimento preconceituoso, e todos se sentiam irmãos, seres humanos, igualmente. Depois, os negros se retiravam e retornavam ao seu clube. Portanto, o verso de Lamartine Babo e dos Irmãos Valença, à época, foi tomado com muita naturalidade – embora hoje nos choque e até nos revolte.

Eram também comuns, à época, frases terríveis, que não as irei relacionar aqui, por respeito aos nossos irmãos negros, que sofreram muito com o preconceito e o racismo intoleráveis. Essas frases eram ditas com naturalidade, como se fossem normais e nelas não houvesse nenhuma ofensa. Mas a partir da década de cinquenta, o preconceito começou a ceder, embora ainda, vergonhosamente, exista em nosso meio.

Se era assim no começo da década de cinquenta, imaginem os leitores o que rolava nos anos trinta. E esses versos preconceituosos e odiosos: “como a cor não pega”, feitos no Carnaval de 1931, foram cantados, renita-se, infelizmente, com muita naturalidade. Na verdade, na composição desta música, também participaram os Irmãos Valença, o que não diminui a pisada na bola de Lamartine Babo. Mas no ano seguinte, em 1932, Lamartine, acredito eu, tentou contornar a situação e se redimir deste trágico erro que marcou sua carreira artística. E fez uma nova marchinha, um novo e retumbante sucesso.

A marchinha, agora com versos muito ternos e afetuosos, afastando a palavra “mulata”, utilizada, indubitavelmente, de forma pejorativa e vulgar em 1931, para tratá-la carinhosamente, como “morena”. Simplesmente, Linda Morena. E foi uma marcha carnavalesca que estourou nas paradas de sucesso, no Carnaval de 1932.

Vejam que maravilha:

LINDA MORENA
(Lamartine Babo, 1932)

Linda morena, morena,
Morena que me faz penar.
A lua cheia que tanto brilha
Não brilha tanto quanto o teu olhar.
Tu és morena, uma ótima pequena,
Não há branco que não perca até o juízo.
Onde tu passas
Sai às vezes bofetão,
Toda gente faz questão
Do teu sorriso.
Teu coração é uma espécie de pensão,
De pensão familiar à beira-mar.

Nota: ouçam a música: https://www.youtube.com/watch?v=Uvs4MKNHBjs

Nota: conheçam mais sobre a vida do compositor em:
Raízes da MPB – LAMARTINE BABO

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OS LIVROS E O HOMEM

Autoria de Lu Dias Carvalho

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 O livro é um instrumento cultural que libera informação, sons, imagens, sentimentos e ideias através do tempo e do espaço. (Martin Claret)

Existem fatos muito interessantes sobre a história do livro. Comecemos pela definição dada pela UNESCO, na década de 60: “Livro é uma publicação impressa, não periódica, que consta no mínimo de 49 páginas, sem contar com as capas”. Observem que a palavra “impressa” não mais condiz com o nosso tempo, depois da internet, com a chegada do e-book.

O homem começou a escrever em fibras vegetais, placas de barro, pergaminhos, tecido, etc. As bibliotecas daquela época estavam cheias de textos gravados em tabuinhas de barro cozido.  Hoje, esta maravilha chamada “livro” está espalhada pelo mundo todo, transmitindo fatos, acontecimentos históricos, tratados, códigos, conhecimento científico, entretenimento, etc. Como mercadoria, ele pode ser vendido, trocado, comprado e emprestado. O livro, em muitos aspectos, retrata a época histórica e cultural em que foi escrito. E é de suma importância para os historiadores que virão depois, no estudo da sociedade de um determinado tempo.

No início, o escritor vivia em contato direto com seus leitores, uma vez que o número de letrados era muito pequeno. Isso até o século XV. Mesmo assim, os analfabetos foram muito importantes para a transmissão oral da cultura. Com o reflorescimento do comércio europeu, em fins do século XIV, burgueses e comerciantes viram nos livros um grande filão. O analfabetismo foi decrescendo e o número de escritores aumentando. Até então, as obras que eram escritas ora em latim, ora em grego, passaram a ser escritas em outras línguas. E a população letrada foi aumentando.

Gutenberg surge como o deus das letras, com o seu sistema de impressão na Europa, dinamizando a fabricação de livros. Em 50 anos, foram impressos cerca de vinte milhões deles, quando a população beirava a cem milhões de habitantes. Como percebemos, a imensa maioria continuava analfabeta. Mas nem por isso podemos tirar o mérito de Gutenberg na história da palavra impressa.

A princípio, os temas favoritos eram, sobretudo, obras religiosas, anedotas, novelas, receitas e manuais técnicos. Somente no século XIX houve um aumento relativo no número de leitores, principalmente na Inglaterra e na França, com os preços mais acessíveis, mesmo para os livros de escritores famosos. O livro passou a ser visto como símbolo de liberdade, conseguida através de conquistas culturais. Nos outros países, tal aumento aconteceu apenas com o término da Primeira Guerra Mundial (1918), com as primeiras grandes tiragens, prevalecendo os romances, novelas e textos didáticos. Até 1950, somente os livros de bolso eram destinados às pessoas de baixo poder aquisitivo.

Apesar dos avanços da tecnologia no século XXI, a palavra escrita dificilmente deixará de ser uma das mais importantes heranças culturais da humanidade.

Nota:  Imagem copiada de http://vanessinhafigueiredo.com

Fonte de pesquisa:
A história do livro – A Obra-Prima de Cada Autor/ Martin Claret/ Editora Martin Claret

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Gauguin – DE ONDE VIEMOS? …

Autoria de Lu Dias Carvalho prop123

Gauguin deseja fazer desta obra seu último testamento filosófico, a sua suma antes da tentativa de suicídio. ((Perry T. Rathbone)

O ídolo não aparece em minha pintura como explanação literária, mas como estátua; talvez seja menos uma estátua do que o símbolo da vida animal; e também menos animal, desde que fundido com a natureza, segundo meu sonho, diante de minha cabana. Ele governa nossas almas primitivas, é a imaginária consolação do nosso sofrimento, vagos e ignorantes que somos sobre o mistério de nossa origem e destino. (Gauguin)

A composição de Gauguin De Onde Viemos? O que Somos? Para Onde Vamos? trata-se de sua maior pintura, possuindo quase 4 metros de base. É muitas vezes tida como sua obra-prima. Ele a realizou quando vivia um momento de grande angústia, tendo inclusive pensado em se matar em razão das dificuldades pelas quais passava, sem dinheiro até para comprar seu material de pintura, sem saúde e pela falta de reconhecimento de seu trabalho. Mas, antes de dar fim a sua vida, queria pintar um “grande quadro”, como relatou ao seu amigo Daniel Monfreid. A obra foi concluída em um mês, tendo o pintor trabalhado sem praticamente parar, durante esse período. Gauguin inspirou-se no Taiti para compor a sua obra. Ele disse sobre ela: “Antes de morrer, coloco aqui toda a minha energia, numa paixão cheia de sofrimento, e numa visão tão clara e sem correções, que a maturidade precoce desaparece e a vida floresce”.

No fundo da composição existe a predominância dos tons verdes. Sobre eles o artista espalhou vários personagens nativos. Alguns deles apresentam-se nus, outros seminus e alguns vestidos de corpo inteiro. A vegetação é pintada com fortes tons azuis e verdes, enquanto as figuras humanas são coloridas com cores claras. As árvores, com suas formas sinuosas e as figuras sólidas, compõem o paraíso tropical tão desejado pelo pintor, num misto de realidade e imaginação.

Um bebê dorme no chão, tendo ao seu lado três jovens que descansam. Seria a representação da vida simples e sem preocupações do paraíso. No centro da composição um jovem de corpo bem proporcionado e ereto retira uma fruta de uma árvore. O amarelo brilhante de seu corpo contrasta-se com os verdes e azuis do fundo da tela. Talvez o pintor tenha feito aqui uma alusão ao Jardim do Éden. As duas mulheres ao fundo, com o corpo todo coberto, representam a sabedoria.

A senhora idosa, com sua pele escura, destoa da vivacidade da mulher jovem ao seu lado. Na sombra ela parece estar olhando para o passado, enquanto  aguarda o fim de seus dias na Terra. A ave ao seu lado pode representar o desconhecido que a aguarda após a morte. No primeiro plano, na parte esquerda da composição, uma garota come uma fruta, enquanto dois gatinhos brincam ao seu lado. Assim como o rapaz colhendo a fruta, esta cena retrata a vida cotidiana.

A divindade presente na parte esquerda do quadro, toda em azul, simboliza o mundo do além. Ela traz os braços para cima e relembra as crenças primitivas, sendo tida por muitos como a deusa polinésia Hina que, além de representar a Mãe Terra, simboliza também a morte e a ressurreição.

O ciclo da vida é visto na pintura da direita para a esquerda, fugindo à habitualidade, pois está de acordo com a convenção oriental de leitura, iniciada da direita para a esquerda. O bebê e a anciã encontram-se nos dois extremos da tela, assim como acontece na linha da vida. Como se pode deduzir através do título da obra que se encontra na margem superior esquerda da tela, escrito em francês, as figuras estão dispostas de forma a representar o ciclo da vida:

  • o bebê dormindo (o início);
  • o jovem colhendo uma fruta (o meio);
  • a senhora idosa perto de uma ave (o fim).

No diagrama de Gauguin o quadro está assim explicado:

  • à direita (De onde Viemos) – as mulheres, as crianças, o cachorro e os símbolos da primavera representam o início da vida (De onde viemos);
  • no centro (Que Somos) – o homem se pergunta sobre o sentido da existência e procura alcançar o fruto da árvore do conhecimento;
  • à esquerda (Para aonde Vamos) – uma velha próxima da morte simboliza o final da vida. O pássaro é um aviso sobre a futilidade das palavras;
  • as duas figuras perto da árvore da sabedoria , envoltas em vestes escuras, simbolizam a tristeza trazida pelo próprio conhecimento;
  • os seres simples entregam-se à alegria de viver , numa natureza virgem que poderia ser um paraíso na acepção humana.

Curiosidade
Passando por um período precário, sem dinheiro, o pintor usou um tecido barato de saco como tela para sua composição. Nela também estão presentes elementos de outros quadros do pintor que a considera como sendo a sua obra-prima, ou seja, uma síntese de suas pinturas e sua visão do mundo. Após a conclusão da tela, Gauguin fez uma tentativa frustrada de suicídio ao tomar arsênico. Vomitou e foi levado para o hospital, onde conseguiu se recuperar, voltando à calma interior. Ele sempre pretendeu mostrar que “a natureza não é um instrumento do homem, mas sua parceira”.

Ficha técnica
Ano: 1897
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 139 x 374,5 cm
Localização: Museum of Fine Arts, Boston, EUA

Fontes de pesquisa
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
Gauguin/ Coleção Folha
Gaugin/ Abril Coleções
Gauguin/ ArtBook
Gauguin/ Taschen
Grandes Pinturas/ Publifolha

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OS INDIANOS

Autoria Lu Dias Carvalho indi

É perigoso generalizar sobre um país com mais de um bilhão de pessoas, divididas em milhares de castas, com sete religiões e mais de vinte línguas oficiais. (Florência Costa)

É incrível como certos assuntos fascinam os leitores. E um deles, aqui no blog, refere-se à cultura indiana de um modo geral. São inúmeros os comentários e e-mails recebidos, em que leitores querem obter informações sobre a Índia e seu povo. Muitos deles são oriundos dos relacionamentos virtuais entre brasileiras e indianos (o que gerou o post: O GOLPE DO CASAMENTO COM ESTRANGEIRAS). Existem no Vírus da Arte & Cia. mais de 80 artigos sobre o tema, escritos por ocasião da novela “Caminhos para as Índias”, que angariaram quase um milhão de acessos, num blog em que eu escrevia anteriormente.

Dentre os muitos livros interessantes que tenho lido sobre a Índia e seu povo, e olhe que não são poucos, está a obra Os Indianos, da escritora Florência Costa, que morou naquele país durante seis anos, de 2006 a 2012, como correspondente do jornal “O Globo”. Portanto, aqueles, que querem conhecer o país mais a fundo, encontrarão muitas respostas no livro Os Indianos, que possui uma linguagem fácil e cativante, que seduz e encanta o leitor, sem deixar de mostrar o paradoxo que é aquele país. Já na introdução de seu livro, a escritora  põe às claras aquilo que o leitor irá encontrar ao longo da leitura:

A Índia é espiritual e material.
Pacífica e violenta.
Rica e pobre.
Antiga e moderna.
Cultiva a democracia, mas mantém as castas.

Criou o Kama Sutra, mas veta beijos nos filmes de Bollywood.

A corrida desenfreada pelo enriquecimento criou um leque de máfias que atuam nas mais variadas áreas, como mineração, mercado imobiliário, terras e querosene.

Há mais celulares entre a população do que banheiros em suas casas.

A família continua sendo a instituição mais importante, mas o conservadorismo comportamental dos últimos séculos começa a ser rasgado.

Os jovens abraçam o amor, malvisto pelos tradicionalistas, mas só se casam se tiverem a aprovação dos pais.

A paz democrática é ameaçada de vez em quando por grupos radicais religiosos, que acendem a fogueira do comunalismo.

E arremata falando sobre o ciclo emocional vivido pelo estrangeiro naquele país:

A primeira fase é de tremendo entusiasmo: tudo na Índia parece maravilhoso.
Na segunda, nem tudo é maravilhoso.
Na terceira, tudo é abominável.
Não necessariamente as fases acontecem nessa ordem. Durante os seis anos em que morei na Índia, as três fases do ciclo se renovaram constantemente.

Se apenas pinçando alguns pontos na introdução, fui capaz de repassar aos leitores inúmeras informações, imaginem a riqueza de conteúdo que traz Os Indianos. Li, gostei e recomendo.

Ficha da obra:
Nome da obra: Os Indianos
Autora: Florência Costa
Ano: 2012
Editora: Contexto
e-mail: www.editoracontexto.com.br

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