SOBRE HOMENS E MULHERES

Autoria de Lu Dias Carvalho map1

A mulher possui uma percepção bem mais aguçada do que o homem, sendo mais atenta aos pequenos detalhes. Ela tem mais facilidade em ler os sinais da linguagem corporal e compará-los com os sinais verbais, identificando as contradições que por acaso possam estar ocorrendo. É a tão conhecida percepção feminina.

O homem, por sua vez, possui uma visão mais globalizada das coisas, é mais sistêmico. Nasce daí a dificuldade que o sexo viril possui para enganar a companheira. Uma manchinha de batom que passaria despercebida aos olhos dele, aparece como uma mancha de óleo no litoral, para ela.

Estudos científicos comprovam que em relação à capacidade de comunicação, a maioria das mulheres é bem superior ao homem. Elas chegam a usar entre 14 e 16 áreas cerebrais, enquanto eles ficam na bagatela de 4 a 6. Mas isto é uma humilhação das grandes. Coitadinho do macho, ele parece tão incompleto!

A mulher média tem a possibilidade de trabalhar com três assuntos não correlacionados e usa cinco tons vocais diferentes, para passar para outro assunto e ressaltar aspectos de uma questão. Percebem os sinais por meio do subconsciente. É o que fazem a quiromante e seus congêneres, deixando muitas pessoas boquiabertas quando, na verdade, trata-se de um processo de observação aguda do comportamento corporal do cliente, adicionado ao entendimento da natureza humana e ao conhecimento de probabilidades estatísticas. É a chamada “leitura a frio”.

As pesquisas também apontam que a maioria das pessoas tidas como “paranormais”, pertencem ao sexo feminino, portanto, muito cuidado com sua mulher, senhor marmanjo, pois não conhece a capacidade da máquina cerebral que possui dentro de sua casa. Largue dessa mania de subestimar o poder da fêmea que está ao seu lado.

Deixando de lado a separação entre machos e fêmeas, vamos ao comum a ambos os sexos.Você saberia dizer, ao cruzar os braços sobre o peito, se foi o direito colocado sobre o esquerdo, ou vice-versa? Possivelmente estará entre os 70% daqueles que cruzam o braço esquerdo sobre o direito. Pesquisadores do comportamento humano descobriram que alguns sinais não verbais podem ser inatos, aprendidos, transferidos geneticamente ou apreendidos por algum outro meio.

O mais interessante é que são os mesmos, os sinais básicos da linguagem corporal, em culturas totalmente diferentes. A maioria dos homens, no planeta, enfia, primeiramente, o braço direito no paletó, ao vesti-lo, enquanto as mulheres, na sua maioria, usam o esquerdo. Os primeiros usam o hemisfério esquerdo do cérebro e elas, o direito.

Sinais comuns em todo o mundo:

1 – o sorriso, para indicar felicidade;
2 – sobrancelhas franzidas, para indicar tristeza, preocupação ou raiva;
3 – mover a cabeça para baixo, para indicar consentimento;
4 – balançar a cabeça de um lado para o outro, para indicar negação,etc.

Não podemos nos esquecer de que alguns gestos possuem significados diferentes, de acordo com a cultura desta ou daquela civilização. E são muitas as gafes acontecidas mundo afora, em razão de se colocar os gestuais de cada povo no mesmo caldeirão. Por isto, é muito bom que passemos a observar as culturas, dentro de suas diversidades.

Fontes de pesquisa:
1 – Desvendando os Segredos da Linguagem Corporal/ Allan e Barbara Pease
2 – O corpo Fala/ Pierre Weil e Roland Topankow

Views: 18

ÍNDIA – CASAMENTOS REFORÇAM CASTAS

Autoria de Lu Dias Carvalho cas

A esperança é a palavra-chave que impulsiona o ser humano. É a mola mestra de sua vida. O muro de arrimo que o sustenta diante das tragédias do cotidiano. Quem vive sem esperança já está morto para o mundo e para si, aguardando apenas o exalar do último suspiro.

A falta de esperança, ou melhor, a privação dessa, remete-me ao sistema de castas indiano, em que a vida da pessoa é predeterminada pelo seu nascimento. Na Índia, as pessoas não levam a sério as leis, exceto as que regem o casteísmo (ainda que proibido pela constituição do país), que são cumpridas ao pé da letra da tradição. Enquanto a religião cristã apregoa que todos os homens são iguais, o hinduísmo proclama que eles são desiguais, ou seja, uns são melhores do que outros, sendo os de castas inferiores obrigados a servir aqueles de castas superiores.

Relembrando o passado de nosso país, deparamo-nos com os coronéis sem divisa, senhores de tudo e de todos. Mas com o avançar dos tempos, e à medida que o nosso povo foi se tornando mais ciente de seus direitos, tal aberração caiu por terra, embora ainda se encontre tais anomalias nos lugares mais pobres do país, onde a população é mais dependente e tem menos estudo. E, por incrível que possa parecer, os coronéis ali são, na sua grande maioria, políticos, aqueles mesmos que deveriam zelar por manter a justiça e a igualdade entre os brasileiros.

Voltando à pirâmide casteísta indiana, parece coisa extraterrena que parte de um mesmo povo possa ser “invisível”, ainda que multidões espalhem-se pelas vias públicas, abarrotando calçadas, estações de trem e portas de templos, muitas vezes fazendo ali mesmo suas próprias necessidades fisiológicas. Já que os olhos estão cegos, não daria para sentir, pelo menos, o fedor advindo da cegueira e da indiferença? Refiro-me, principalmente, à situação dos dalits (intocáveis).

Considero um milagre o fato de a Índia estar despertando como uma potência econômica. Onde o país está jogando a “poeira” levantada pelos pés de Brahma, ou seja, os dalits, é uma indagação que faço? O simples ato de nascer naquele país pode representar o “Abre-te, Sésamo!” ou o “Fecha-te Sésamo!”, não importando o que aconteça ao longo da vida do indivíduo. Sua sorte está selada para sempre. Daí as excentricidades encontradas: podem ser vistos brâmanes (casta que fica no topo da pirâmide) pedreiros e faxineiros, assim como dalits que são advogados, professores, etc. Mas não se iluda o leitor, tais exemplos ainda fazem parte das exceções.

Apesar do tempo, as castas continuam firmes como a Muralha da China, portanto, senhorita donzela brasileira, não se apaixone antes de conhecer a casta do indivíduo de seus encantos, pois são exatamente os casamentos arranjados que perpetuam e fortalecem a pirâmide casteísta. Firanghi, pense mil vezes antes de entregar seu coração a um indiano, pois a “mami” e o “baldi” já escolheram a futura nora, levando em conta o sobrenome e a lugar de nascimento da moça. E, se ainda duvida, dê uma olhada nos classificados dos jornais do país, na parte de anúncios matrimoniais, que são divididos em castas e subcastas. Caso contrário, você é uma ulu.

Nota: imagem copiada de fotos.noticias.bol.uol.com.br

Views: 20

Teste – O UNIVERSO

Autoria de Lu Dias Carvalho uni

Dentre as teorias existentes sobre a criação do Universo, a mais aceita é a que diz que ele se formou a partir de uma enorme explosão cósmica e, que continua se expandindo até os dias de hoje.

1)      A teoria que atesta a criação do universo chama-se:

a)      Modificada Mercalli
b)      Escala Ritcher
c)      Big Bang

2)      As estrelas não se distribuem uniformemente pelo Universo. Elas fazem parte de um conjunto de:

a)      Sóis
b)      Galáxias
c)      Planetas

3)      A galáxia onde se situa o planeta Terra recebeu o nome de:

a)      Via Láctea
b)      Ganimedes
c)      Andrômeda

4)      As estrelas originam-se de nuvens giratórias de poeira cósmica e gás chamadas nebulosas. A estrela mais próxima da terra chama-se:

a)      Sol
b)      Fobos
c)      Titânia

5)      A palavra planeta remete ao grego “planétes”, que significa “andarilho”, pois vistos da Terra, os planetas parecem se mover de forma errática. O maior planeta do Sistema Solar e o menor são respectivamente:

a)      Júpiter e Mercúrio
b)      Plutão e Terra
c)      Vênus e Marte

6)      A formação de nossa Lua aconteceu quando os detritos de uma colisão entre a Terra e um asteroide de passagem se fundiram. Uma das influências da gravidade da Lua diz respeito:

a)      aos dias
b)      às marés
c)      às noites

7)   O Sistema Solar é coberto de detritos sólidos que restaram da formação dos planetas. Os fragmentos que entram na atmosfera terrestre e se tornam incandescentes são chamados de:

a)      Cometas
b)      Meteoritos
c)      Meteoros

8) Cometas e asteroides percorrem órbitas em torno do sol, enquanto os meteoritos atingem o solo. O meteorito mais pesado (60 toneladas) que se tem conhecimento caiu no(a):

a)      México
b)      Namíbia
c)      Argentina

9)      Aqui da Terra, nós vemos apenas o lado da Lua que reflete a luz solar. E, à medida que ela gira em torno de nosso planeta, vemos diferentes partes dessa mesma face. Quando essa sua face torna-se toda visível, ela é chamada de Lua:

a)      Nova
b)      Crescente
c)      Cheia

10 – Ele não é mais considerado um planeta, pois é muito pequeno e bastante leve para ser considerado como tal. Agora pertence a uma categoria denominada “Planeta Anão”:

d)     Mercúrio
e)      Plutão
f)       Vênus

Avaliando seus conhecimentos:
(Respostas corretas: 1.c / 2.b/ 3.a / 4.a/ 5.a/ 6.b/ 7.c/ 8.b/ 9.c/ 10.b)

Excelente: entre 08 e 10 pontos
Bom: entre 07 e 05 pontos
Fraco: entre zero a 04 pontos

Fonte de pesquisa:
Superenciclopédia Ilustrada/Seleções
Vejam o vídeo: http://007blog.net/novo-planeta-no-sistema-solar/

Nota: imagem copiada de astronomy-universo.blogspot.com

Views: 17

A VIDA IMORTAL DE HENRIETTA LACKS

Autoria de Lu Dias Carvalho

henrila

O blog VÍRUS DA ARTE & CIA. homenageia todas as mulheres do mundo na homenagem que presta a Henrietta Lacks.

Foram cultivados 50 milhões de toneladas de minhas células que, se enfileiradas, poderiam dar volta à Terra por três vezes. (Henrietta Lacks)

Se todas as minhas células, reproduzidas ao longo de seis décadas, se juntassem, teriam massa e volume suficientes para construir 1 bilhão daquela que fui eu um dia. (Henrietta Lacks)

Meu nome terreno é Henrietta Lacks, negra, pobre e descendente de cultivadores de tabaco. Diziam os conhecidos que eu era a mais bonita das filhas da família Lacks. Ainda adolescente, casei-me com David, meu primo-irmão, fato comum no meu povoado, onde quase todos eram parentes. Trabalhávamos para uma rica família branca. Para fugirmos do preconceito que nos fustigava e de uma vida insossa e sem esperanças, David e eu nos mudamos para uma cidade grande. A vida lá também foi cheia de dificuldades e o preconceito também existia, mas, pelo menos, tínhamos a esperança de construir uma vida mais alicerçada para receber a nossa prole.

Fui uma boa esposa e uma jovem e dedicada mãe. Tive três filhos e duas filhas, dentre eles Elzie, a mais velha, minha menina doentinha, que tanto precisava de mim. Mas fui obrigada a abandoná-los muito cedo, de modo que a minha Elzie foi à minha procura, quatro anos mais tarde, depois de ser jogada num hospício exclusivo para negros. Só Deus sabe o que passaram meus filhos, ainda pequeninos, com o vazio da minha ausência. Sei que o meu amor foi substituído por uma infância de agressões, abuso sexual, miséria, abandono e assassinato. Minhas pobres crianças! Por que uma mãe deve ter filhos, se não os pode criar? Melhor seria ter nascido estéril.

Em 1951, aos 31 anos e na flor da idade, como diziam as pessoas da época, fui dizimada por um câncer no colo do útero, uma bola de carne intumescente que me sugava a vida. Pesava, na época, minguados 49 quilos, carcomida pela doença. Os tumores, comprimindo os meus rins, levaram-me à morte por septicemia – o envenenamento do sangue. Como veem, meus caros leitores, a vida não me ofereceu muito. Mas é a partir de minha morte que minha história começa. Peço que abram o coração para ouvirem a voz do meu espírito.

O hospital, onde tentei burlar a morte, trabalhava com uma famosa faculdade de medicina. E era em seus laboratórios que trabalhava o incansável pesquisador George Gey, ainda nos seus 50 anos. Tentava arduamente conservar e reproduzir tecidos humanos em laboratórios. As células coletadas acabavam sempre morrendo, depois de se reproduzir umas poucas vezes, para tristeza de Gey. Não foram poucas as vezes em que o desencanto toldou sua esperança. Mas ele continuava perseverante em seu trabalho. Queria salvar vidas.

Meu corpo cedeu a George Gey um pequeno pedaço do tumor que me ceifou a vida. Suas células cancerígenas, ao serem cultivadas em laboratório, expandiram-se numa velocidade espantosa. E foram batizadas com o nome de HeLa. Observem que se referem às duas primeiras sílabas do meu nome. Elas se tornaram de suma importância para o mundo das pesquisas científicas. Foram e são responsáveis pelo avanço da medicina, possibilitando descobertas inestimáveis para a humanidade. Mas também trouxeram lucros exorbitantes para os laboratórios que, até os dias de hoje, as reproduzem e comercializam. Elas têm sido produzidas em escala industrial e contabilizam mais de 60.000 artigos científicos publicados, no momento, ao longo dos 60 anos após a minha partida. Dizem que basta entrar na internet, para encomendar uma amostra de minhas células e recebê-las pelo correio. Contudo, minha família continuou vivendo numa miséria impossível de ser descrita. Ninguém se preocupou em ajudá-la, embora ganhassem rios de dinheiro com as células de sua genitora.

Dias atrás, assombrei-me com a informação de que, se todas as minhas células, reproduzidas ao longo de seis décadas, se juntassem, teriam massa e volume suficientes para construir 1 bilhão daquela que fui eu um dia. Traduzindo em números, foram cultivados 50 milhões de toneladas de minhas células que, se enfileiradas, poderiam dar volta à Terra por três vezes. Mesmo não tendo ressuscitado, como prega meu credo, eu me tornei imortal. Mas poucos souberam disso, e ainda são poucos a saber.

É fato que Gey e eu nunca nos encontramos. Tampouco me pediu permissão ou eu lha dei para que fizesse pesquisas com partes de meu corpo doente. Nem sequer fui informada da subtração de uma pequena parte de minhas células cancerosas. Não que elas tivessem qualquer importância para mim, ao contrário. Mas seria bom ser respeitada ainda que à beira da morte. Eu teria morrido feliz, se soubesse que a minha vida teve sentido, embora tenha sido tão passageira. Somente 22 anos após a minha partida, meus filhos tomaram ciência dos fatos. E de uma maneira cruel.

Sinto-me agora em paz, ao saber que milhões de pessoas se beneficiaram com as células HeLas, que contribuíram para os avanços científicos na área médica, sendo responsáveis pela vacina contra a poliomelite, a vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV), e os testes feitos com o vírus HIV, em busca de uma vacina, e, principalmente, por se encontrar na base da pesquisa do câncer. Minhas células já foram clonadas, hibridizadas com plantas, expostas à radioatividade e levadas ao espaço para verificar seu crescimento na falta de gravidade.

Contudo, lamento profundamente a indiferença com que as instituições científicas trataram minha família. Meus filhos nunca foram informados de que uma pequena parte do corpo da mãe continuava viva, multiplicando-se velozmente nos laboratórios. Somente nos anos 70, os fatos chegaram até eles por vias informais. Tempos depois, a divulgação dos fatos foi de uma crueldade impensável em relação aos meus entes queridos. Eu passei a ser coisa. Meramente coisa. Deixei de ser sujeito para me transformar em objeto. Minha família sofreu muito. A família dos heróis de guerra, por muito menos, são condecoradas e recebem ajuda do governo. E a minha era extremamente pobre e negra. Eram os tempos da sordidez da segregação racial. Prontuários médicos referentes ao meu tratamento foram publicados sem que minha família tivesse autorizado qualquer consulta a esses. Tornei-me patrimônio nacional, não como pessoa, mas como número. Quando pediram à minha filha Deborah para doar sangue, ela pensou que estavam preocupados com sua saúde e queriam verificar se ela teria o mesmo câncer que me matou. Na verdade, tratava-se de mais pesquisas. Queriam o DNA dos meus para fazer o mapeamento genético de minhas células.

A pobreza foi uma constante na vida de minha família. Sempre fomos pobres e sem instrução. Talvez, por isso, nunca nos levaram a sério. Meu filho mais novo, Zakariyya, cumpriu pena por assassinato. Minha filha Deborah tornou-se uma mulher simplória e extremamente sofrida. Chegou a pensar que havia uma vila inteira na Inglaterra, povoada com clones de sua pobre mãe. Em 2009, minha pequena Deborah morreu vitimada por um ataque cardíaco.

Um livro com a minha história foi publicado com o título A Vida Imortal de Henrietta Lakes, com bastante sucesso, já tendo recebido vários prêmios. Como diz o velho adágio: “Antes tarde do que nunca”. Dizem que é uma reparação a mim, pelo que representei para a medicina. Um esforço para me arrancar do anonimato em que sempre vivi. Gostei, em especial, da passagem em que meu filho Zakaryyah, acompanhado por sua irmã Deborah, ao visitar o laboratório Johns Hopkins, surpreendeu-se com a cor de minhas células e perguntou:

– Por que elas não são pretas, se minha mãe era uma mulher negra?

Fiquei comovida com a observação de Deborah ao vê-las:

– Como elas são bonitas!

Obs.:
Apenas os dados referentes à vida de Henrietta Lacks, incluindo sua doença e sua família foram coletados e postados no meu texto. Fiquei profundamente comovida com sua história e resolvi apresentá-la a meus leitores, usando a primeira pessoa, o que não acontece no livro. Portanto, o restante do texto não corresponde ao livro. Provém de minha imaginação.

Nota: Imagem copiada de http://scienceblogs.com.br

Sugestão de leitura:
A Vida Imortal de Henrietta Lacks/ Rebecca Scott
Tradução de Ivo Korytowski
Companhia das Letras

Views: 40

CUIDADOS AO USAR ESCITALOPRAM OU FLUOXETINA

Autoria de Lu Dias Carvalho

carn.12

Nós, as vítimas dos descontroles mentais, vemo-nos muitas vezes à deriva, num mar de antidepressivos, sem saber qual rumo tomar, ou melhor, que rotas darão à nossa vida os médicos, em especial os psiquiatras, na maioria das vezes com suas consultas relâmpagos, nas quais mal damos conta de abrir a boca. E se pouco ou nada indagam de nós ou de quem nos acompanha, aí a vaca vai para o brejo, e melhor seria ter buscado um curandeiro, jogador de búzios ou ledor de sorte.

Normalmente quando buscamos um psiquiatra, já chegamos ao seu consultório com a serotonina lá embaixo e, consequentemente, com o estado de humor no fundo do poço. Não somos capazes de prestar muita atenção no que o especialista diz-nos, e muito menos somos capazes de dizer aquilo que ele deixou de nos perguntar. Se já nos encontramos tão fragilizados, faz-se necessário que o profissional retire de nós o maior número de informações possível, como se fora um dedicado detetive. Este é o seu papel. Esta é a sua função. Deixar o paciente à deriva é de uma judiação imensurável.

O artigo de hoje tem justamente a finalidade de alertar o leitor, vitimado por uma doença mental, ou o acompanhante desse, no sentido de ter mais cuidado durante a consulta psiquiátrica, principalmente quando se tem contato com o profissional pela primeira vez. É preciso estar atento às informações repassadas, e também às explicações pedidas, pois um esclarecimento que deixa de ser dado, ou compreendido, pode trazer sérios problemas, sendo um deles a síndrome serotoninérgica.

Saiba, caro leitor, que a síndrome serotoninérgica é um problema sério que vem se repetindo com bastante frequência, cujos principais sintomas são os distúrbios neuromusculares, mudança do estado mental e hiperatividade autonômica, sendo que os casos mais sérios são os derivados da combinação de duas ou mais substâncias medicamentosas. No caso dos antidepressivos, faz-se necessário, muitas vezes, um tempo entre o antigo remédio tomado e o novo. Esse tempo deve ser recomendado pelo especialista consultado, levando em conta a interação medicamentosa. E se ele se esqueceu de mencionar, pergunte-lhe a respeito. Não leve dúvidas para casa.

O namorado de uma amiga, após tomar cloridrato de fluoxetina (forma genérica do Prozac), indicado por um cardiologista, durante um período de 50 dias, sem nenhuma pausa foi instado a tomar oxalato de escitalopram (forma genérica do Lexapro), receitado por um psiquiatra. Segundo minha amiga, em nenhum momento o psiquiatra alertou o paciente sobre a necessidade de esperar 15 dias para iniciar a nova medicação. Ao contrário, liberou-o para já começar no dia seguinte. O resultado está nos dizeres dela: Infelizmente, nos últimos dias, meu namorado só tem piorado. Está mal humorado, irritado, frio, distante, desesperançoso, sem forças até mesmo para trabalhar.”.

Pesquisando na internet, encontrei uma pergunta de uma pessoa, possivelmente depressiva, e a resposta de um profissional, referente ao assunto em questão, que repasso ao leitor:

Pergunta:
Estou fazendo tratamento com o medicamento Exodus (oxalato de escitalopram), há mais de 4 semanas, tomo de manhã, como sempre faço. Só que hoje estou me sentindo bem pra baixo, pior que nos outros dias, será que posso tomar um comprimido de fluoxetina agora? O psiquiatra não me receitou, mas tenho em casa. Ou isso pode me causar algum problema por já ter tomado o escitalopram? Obrigada.

Resposta
Não pode de forma alguma. Se você toma dois antidepressivos da mesma classe farmacológica (fluoxetina e escitalopram) que recaptura serotonina, pode lhe gerar um problema chamado síndrome serotoninérgica, que dá palpitações no coração, náusea, vômito, inquietação, altera sua pressão arterial e outros problemas. Não use fluoxetina junto com escitalopram! Se você está para baixo, avalie se algo aconteceu que a deixou triste (se sim, logo passa), ou volte ao consultório para reavaliar a dose do escitalopram. (Fonte: http://br.answers.yahoo.com/question)

Como a nossa vida passou a andar com extrema rapidez, o mesmo esperamos dos remédios. Queremos obter respostas rápidas e eficazes. Mas com os antidepressivos a resposta não é tão veloz assim. Segundo informações médicas, é necessário que tomemos o remédio pelo menos durante três semanas, sem falharmos um dia sequer, para que sintamos o seu efeito positivo. E se ao final de seis semanas, não sentirmos nenhuma modificação benéfica, resta-nos retornar ao psiquiatra para uma reavaliação. Ele nos dirá se os sintomas colaterais que estamos sentindo são normais, ou não; se devemos prosseguir com o medicamento ou passar para um novo. Mas não se esqueça de informar ao médico sobre o medicamento que está tomando e de perguntar-lhe por quanto tempo deve esperar para tomar o outro receitado.

Atenção:

Caros leitores, em razão do excesso de comentários nesta postagem, o que vem dificultando a abertura da página, ela foi fechada para novos comentários. Se quiserem deixar um comentário, devem se direcionar ao texto a seguir, clicando no link abaixo:

  OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA

Views: 95

Marchinha – PRAÇA ONZE

Autoria de Edward Chaddad cas1234

A Praça Onze, nos idos de 1930, era um local lindo, honrando as tradições culturais e de beleza do Rio de Janeiro. Nele, as primeiras escolas de samba se reuniram e desfilavam na Cidade Maravilhosa.

A Praça Onze acabou desaparecendo com a construção da Avenida Presidente Vargas, mas, na época, como protesto, Herivelto Martins compôs junto com o mineiro Grande Otelo, a Praça Onze, música que passou fazer parte da história do povo carioca.

Esta música foi gravada pelo Trio de Ouro, com Castro Barbosa e o regional de Benedito Lacerda, e se tornou um dos grandes sucessos do compositor e do Trio de Ouro, onde cantavam Herivelto, Dalva de Oliveira e Nilo Chagas. Foi um estouro, um sucesso no carnaval de 1942.

Vejam a letra desse maravilhoso samba de protesto, mas sobretudo sublime, eternizado pelo Trio de Ouro, e ouça a música, clicando no link.

PRAÇA ONZE

Vão acabar com a Praça Onze,
Não vai haver mais Escola de Samba, não vai.
Chora o tamborim,
Chora o morro inteiro,
Favela, Salgueiro,
Mangueira, Estação Primeira.
Guardai os vossos pandeiros, guardai,
Porque a Escola de Samba não sai.
Adeus minha Praça Onze,
Já sabemos que vais desaparecer,
Leva contigo, a nossa recordação,
Eternamente gravada em nosso coração.
E algum dia, nova praça nós teremos,
E o teu passado,
Cantaremos!

Vídeo de autoria de Jarbas Agnelli, onde aparece a imagem da Praça Onze, quando existia. Foi feito para exposição A Imagem do Som do Samba – Produção pela AD Studio:
http://youtu.be/lxKlvgBRiWE

Ana Costa e Pedro Paulista Malta
http://youtu.be/A_s8-40UPoA

Views: 10