ÍNDIA – O FOGO SAGRADO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Os rituais hindus vão muito além do que imagina a nossa vã filosofia. Quando pensávamos que nada mais tínhamos para descobrir, eis que surge o Casamento Gandara: um casamento indissolúvel, realizado diante das chamas do fogo sagrado.

Primitivamente, os indianos possuíram uma literatura sagrada intimamente ligada à sua religião. Os primeiros livros dessa literatura são os Vedas (conjunto de textos sagrados), que descrevem e celebram os deuses de então:

  • Agni – deus do fogo: do fogo doméstico, do fogo celeste, do sol, do fogo das nuvens, do raio,
  • Indra – o deus da atmosfera, análogo ao Zeus dos gregos,
  • Soma – a lua, etc.

Agni, portanto, é o deus do fogo sagrado na cultura védica, importante em quase todos os rituais religiosos, pois os hindus acreditam que, sem o fogo, não pode haver vida. O deus Agni está presente em vários hinos dos Vedas.

O fogo é um dos quatro elementos que regem o planeta (Fogo, Água Ar e Terra), sendo considerado um símbolo sagrado na maioria das religiões, incluindo o Hinduísmo, Cristianismo, Judaísmo, Islamismo, Xintoísmo e Wicca. Quase todos os rituais religiosos são realizados na presença desse elemento, seja em forma de fogueiras, ou mesmo simplesmente representado por uma vela, possuindo um misticismo, que envolve quase todas as crenças.

Nas religiões neopagãs, como é o caso do Druidismo, da Wicca e da Asatru, também existe a crença na existência de cinco elementos constituintes do Universo, sendo eles o Fogo, a Água, o Ar, a Terra e Akasha, sendo este último a manifestação da energia divina.

 A Índia é o país dos rituais, assim como os demais países do Oriente. E o mais engraçado é que poucas pessoas conhecem a origem desse ritualismo, mas dele fazendo parte sem ter um mínimo de noção. Agem, na maioria das vezes, por mero condicionamento. Dentre tantos rituais, está o casamento, pois goza de grande prestígio dentro da tradição hinduísta.

A família representa um pequeno núcleo do Estado. Sendo que tudo é feito no sentido de fazê-la prosperar. Sem a família, nenhum de seus membros consegue apoio, pois ela age em conjunto. A família é o pilar da sociedade hindu. Quando o filho casa, a esposa acompanha-o para morar com sua família. Quem casa um filho, ganha uma filha e quem casa uma filha, perde-a para a família do esposo. Mesmo dentro do hinduísmo, existem muitos rituais relativos ao casamento, variando de região para região, cultura e costumes étnicos.

Nota: Imagem copiada de http://valeriareis.blogspot.com.br

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Tarsila – PESCADOR

Autoria de Lu Dias Carvalho

Tarsila123   (Faça o curso gratuito de História da Arte, acessando: ÍNDICE – HISTÓRIA DA ARTE)

Quando esteve na Rússia, acompanhada de seu companheiro Osório César, Tarsila do Amaral fez uma exposição no Museu de Artes Ocidentais, situado em Moscou, apresentando 18 de suas obras. Oportunidade em que o museu acabou adquirindo sua composição Pescador por uma quantia bem considerável. De Moscou a sua obra foi para o Museu Hermitage em São Petersburgo/Rússia.

A obra intitulada O Pescador é um festival harmonioso de cores, onde predominam as formas retangulares e ovaladas. As pedras dentro do lago possuem tons lilases e rosados. O pescador — única figura humana presente na composição — está sentado sobre uma pedra lilás, já tendo pescado seu peixe. À frente dele está um pé de caraguatá e, logo atrás, uma pequena moita verde. O lago é calmo e suas águas são bem azuis. Trata-se de uma paisagem genuinamente brasileira.

Nove casinhas com suas janelas fechadas estão presentes na composição. Atrás delas é possível ver folhas de bananeiras e copas de árvores. Atrás dos troncos eretos de sete palmeiras estão as montanhas azuladas.

Ficha técnica
Ano: 1925
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 66 x 75 cm
Localização: Acervo do Museu Hermitage, São Petersburgo, Rússia

Fonte de pesquisa
Tarsila do Amaral/ Coleção Folha

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NIHON – BASHI

Autoria de Lu Dias Carvalho

 oki3A estampa acima faz parte da série Representações de 53 Locais Famosos – Nihon-bashi, do artista japonês Hiroshige.

A série de estampas refere-se às estações situadas ao longo da estrada Tôkaidô (Estrada do mar do Leste) que une Quioto a Edo (antigo nome da cidade de Tóquio).

A estampa mostra a movimentada ponte Nihon, na cidade de Edo, que era cortada por vários afluentes, e que hoje se encontram drenados. Às margens do rio Sumida estão várias coberturas que recebiam os cereais, funcionando como postos de cobrança de impostos dos comerciantes da cidade. Os impostos eram pagos em grãos, vindos de várias partes, e tinham por objetivo sustentar a burocracia samurai.

Três dos barcos que trafegam em torno da ponte  trazem mantimentos, enquanto os demais parecem levar e trazer passageiros. Várias pessoas transitam pela ponte, num vai e vem incessante. Mais adiante, é possível ver uma segunda ponte. À direita, situam-se vários silos, onde são guardados os grãos.

Ao fundo está a cidade de Edo, em meio a árvores, e , mais adiante, o conhecido Monte Fugi. O céu apresenta-se cheio de nuvens.

Ficha técnica
Artista: Utagawa Iroshige (1797 – 1858)
Dimensão: 34,3 x 22,4 cm
Data: c.1854

Fontes de pesquisa
O Japão / Editora Globo
Ukiyo-e / Instituto Moreira Salles

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ÍNDIA – PARADOXO DE LUXO E MISÉRIA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A Índia tem povoado os nossos sonhos desde a infância, quando estudamos a descoberta casual de nosso país, pois os portugueses estavam atrás dos caminhos para a Índia e não de um novo continente. Tanto é que a palavra índio, que designa os primitivos habitantes do continente americano, também conhecidos por silvícolas, veio da palavra Índia. O nosso intrépido Pedro Álvares Cabral, com tanta sede de aportar no continente indiano em busca de suas especiarias, nem percebeu que pisava em outras terras. E assim herdamos a paixão pela Índia desde a nossa mais tenra idade. Tornamo-nos íntimos e encantados com aquele país.

Na Índia real existem dois países: a Índia da Luz e a Índia da Escuridão. E é sobre essa última que falaremos agora, uma vez que a primeira é conhecida além da conta, a ponto de fazer sombra sobre a segunda.

A Índia da Escuridão é aquela que mergulha no Rio Ganges e de lá sai com a boca cheia de fezes, de palha, vê partes de corpos humanos encharcados, búfalos em decomposição, além de ser banhada por sete diferentes ácidos industriais, e ser coberta por um cheiro de carne em putrefação. É aquela em que as pessoas nas aldeias ainda não sabem quantos anos têm. E em que as liteiras de bambu transportam o cadáver embrulhado num pano de cor de açafrão, cuja cremação é de acordo com o montante de achas de lenha que se pode pagar. No ponto em que as águas do Rio Ganges tocam as margens, nessa Índia, debaixo das plataformas, onde as toras ficam empilhadas, há um grande lamaçal pardo, cheio de guirlandas de jasmim, pedaços de tecidos, pétalas de flores, ossos enegrecidos pelo fogo, cães fuçando por toda parte.

Na Índia da Escuridão vivem os condutores de riquixás, proibidos de circular nos bairros luxuosos de Nova Delhi, na Índia da Luz, para não impressionar os estrangeiros ricos, dando-lhes uma má impressão sobre o país. Esses homens são, na verdade, bestas de carga humana, que mal se aguentam de pé, pois muitos estão vitimados pela tuberculose ou avitaminose. Nessa parte da Índia é possível encontrar uma criação de porcos. Quem o faz é tido como a escória da escória, o nitrato do cocô do cavalo do bandido. Os salários pagos aos funcionários públicos são baixíssimos, de modo que, para seguir a tradição, as famílias endividam-se ao ter que pagar o dote para casar suas filhas. Como resultado, os membros da família da noiva são obrigados a trabalhar para o senhor emprestador como servos, tirando, inclusive, os filhos da escola, para aumentar a mão de obra. Fato que acontece em todas as categorias pobres, ocasionando muitos assassinatos e revolta, quando o dote não é pago. Não se perdoa uma dívida naquele pedaço da Índia.

As meninas não são desejadas na Índia da Escuridão. Para tanto, basta um empurrão num poço aberto, uma lata de querosene e um fósforo ou a venda para um bordel. E a família não tem que se preocupar com dotes. Por isso, a Índia pulula de homens em busca de mulheres. Ficar grávida é uma desonra para a família. Mas é fácil resolver o problema. Bastam apenas uns chutes rápidos na barriga da devassa ou jogar a pequena vítima nas águas do Ganges, que tudo cura e santifica. A Índia da Escuridão busca água na torneira comunitária, enfrentando filas enormes e muita agressão na disputa por um espaço para que possa encher o seu pote. Sem falar nas filas para o uso do banheiro comunitário, pois não há como controlar o intestino, de modo a evitar as péssimas condições do local, onde se deve ficar de cócoras para defecar. E ainda é preciso fazer malabarismo para caminhar pelo pouco espaço, onde ficam os excrementos humanos, que os moradores das favelas deixam no chão de barro do banheiro comunitário ou nas ruas próximas.

Ao fedor encontrado na Índia da Escuridão ajuntam-se centenas de moscas, fazendo revirar o estômago de qualquer um, apesar de as mulheres intocáveis (dalit) receberem algumas miseráveis rúpias dos moradores das favelas, para recolherem montes de fezes, diariamente. Elas nunca dão conta do serviço, pois os corpos dos seres humanos expelem tudo que não desejam, principalmente quando comandados pela diarreia. As mulheres intocáveis ficam de cócoras, posição muito comum àqueles que não podem se assentar em cadeiras ou sofás, enquanto vão varrendo montanhas de excrementos para dentro de seus cestos de vime, forrados com jornal, sem luvas e descalças. Apesar de viverem nas favelas, a grande maioria dos moradores, pertencentes às sub-castas ou castas baixas, sente-se superiores aos intocáveis. Usa para com eles do mesmo desprezo despendido pelas castas ricas. Ali, nem a miséria irmana. Na Índia da Escuridão, a miséria é ainda mais visível durante a luz do dia, quando é possível ver as valas a céu aberto, com seu cheiro forte e podre, os homens magérrimos de boca aberta, deitados nas calçadas, o estupor da embriaguez carregada por muitos, os barracos rotos, desalinhados, com tetos remendados de placa de zinco, os casebres desalinhados de estrutura de papelão, lata e lona, em meio à imundície, à bruma de poluição e ao bodum.

Nessa parte da Índia, o espetáculo da pobreza diz muito mais que os filmes de Bollywood e tem personagens reais, que nunca mudam de papel: as crianças com suas pernas de palito correndo pelas ruas, idosos curvados sob o peso da canequinha em que recebe a esmola, pessoas fazendo suas necessidades fisiológicas nas ruas, aleijados nos mais diferentes estilos, corpos carcomidos pela lepra e por uma infinidade de doenças não tratadas, olhos famintos e mãos cadavéricas tentando penetrar nos carros que param nos semáforos em busca de esmolas. Aí também vivem milhões de crianças, menores de quinze anos, casadas ou viúvas. Vêm ao mundo diariamente dezenas de milhares de crianças, sendo que grande parte delas jamais chegará aos cinco anos de idade ou jamais conhecerá a Índia da Luz. Na Índia da Escuridão, ainda se acredita que o celular corrói o cérebro humano, encolhe os testículos e seca o sêmen. E os shoppings não aceitam a entrada de pobres.

A Índia da Luz já é muito conhecida por todos nós, a ponto de nos embotar a noção de realidade. É a Índia das quatro mais importantes castas, do Taj Mahal, dos marajás, dos palácios e templos, dos grandes comerciantes, do desenvolvimento tecnológico, da bomba atômica, de Ganesha e Lakshmi, das peças trabalhadas em ouro e onde a corrupção vive à solta, enquanto a outra…

Nota: Imagem copiada de http://blogs.odiario.com

Fonte de pesquisa:
O Tigre Branco/ Aravind Adiga
O Sári Vermelho/ Javier Moro

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O TEMPLO ZENKÔJI…

Autoria de Lu Dias Carvalho

 oki345A estampa O Templo Zenkôji da Travessia de Kaeaguchi faz parte da  série 100 Vistas Famosas do Edo, de Iroshige, sendo muito conhecida. Nela se encontram as estampas de vistas mais apreciadas do artista. A série é assim dividida:

• 42 estampas para a primavera
• 30 estampas para o verão
• 26 estampas para o outono
• 20 estampas para o inverno

A estampa em questão  mostra o templo de Zenkôji, à direita, e a barca que faz a travessia dos adeptos e visitantes, no lado inferior direito. Ela ruma para o lado esquerdo, onde se encontram três pessoas, de costas para o templo. Uma delas carrega uma vara no ombro, com objetos nas pontas.

Seis carregadores de troncos de árvore abatida, ainda com a casca (toros), navegam pelo rio. De um deles é possível ver apenas uma parte da embarcação. A margem do rio é rica em vegetação.

Zenkõji é um templo budista fundado entre 664 e 670, em Nagano, no Japão. É o segundo  segundo em tamanho, sendo Tôdai-ji o primeiro.

Ficha técnica
Artista: Utagawa Iroshige (1797 – 1858)
Dimensão: 34,3 x 21,8 cm
Data: c.1856

Fontes de pesquisa
O Japão / Editora Globo
Ukiyo-e / Instituto Moreira Salles

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ÍNDIA – DIWALI: A FESTA DAS LUZES

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O Diwali é um festival, originalmente hindu, com muita simbologia difícil de ser explicada, portanto, para facilitar, é sintetizado como a Festa das Luzes. Seu significado metafórico é o da iluminação da alma e da mente, de maneira que o mal e a ignorância sejam banidos da vida de cada um. A origem do Diwali é bem remota. Segundo alguns historiadores, esse festival nasceu na Índia antiga, na época das grandes colheitas. Outros acreditam que seja a celebração da união entre Visnhu e Lakshmi.  Os inúmeros significados chegam a variar de região por região, de acordo com suas lendas. O Diwali, também conhecido por Deepvwali, é celebrado pelos indianos que vivem fora do país. É festejado em outras religiões como o Jainismo, o Sikhismo e o Budismo e em outros países, como no Nepal.

As casas são esmeradamente limpas, recebendo muitas luzes e incenso, ficando maravilhosamente iluminadas. São limpas e decoradas para o dia e iluminadas à noite com lamparinas de óleo. Familiares e amigos trocam presentes e doces. Em toda a Índia há fogos de artifício e muita festa.As luzes e as lâmpadas significam a vitória do mal sobre o bem, dentro de cada ser humano. Esse festival traz a unidade entre as famílias e as pessoas de modo geral (Pelo menos enquanto dura!). Toda a inimizade é esquecida. As pessoas abraçam-se umas às outras, cheias de amor. Dizem que as vibrações produzidas pelo Diwali, que enchem a atmosfera, são poderosas o suficiente para produzir mudanças no coração de todo homem e toda mulher neste mundo. Nesse dia, os hindus do norte da Índia abrem seus livros de contas e rezam pedindo sucesso e prosperidade para o ano que está chegando. Todos esperam que a plenitude da iluminação interior seja realizada. E que a suprema luz das luzes ilumine o entendimento de cada um, assim como possa adquirir a saúde espiritual e que haja prosperidade tanto no plano material quanto no espiritual.

O Festival das Luzes de Lakshmi homenageia a deusa Lakshmi como esposa de Vishnu, o sustentador do universo para os hindus. Marca também o início de um novo ano. Muitos acreditam que, nesse período, a deusa Lakshmi traz prosperidade ao mundo todo. Nessas noites, as esposas hindus dançam, em particular, para seus maridos. Lanternas de óleo são acesas por toda parte e pratos típicos são servidos. É uma temporada de boa sorte e prosperidade. Celebrado uma vez ao ano, no festival, as pessoas devem usar roupas novas, dividir os doces e estourar rojões e fogos de artifício, comemorando a destruição das forças do mal. O povo comemora com entusiasmo e alegria o poder dos deuses. A Índia fica toda iluminada com luzes que representam o bem vencendo as trevas.

Cada dia do Festival de Luzes possui uma celebração com um significado diferente. Os lares são iluminados com o maior número de luzes possível, rescendem a insenso, enquanto fogos de artifício iluminam os céus por todos os lados, com o intuito de agradecer e continuar recebendo prosperidade, sabedoria, saúde, paz e riqueza. É um festival de iluminação e de renovação, pois os hindus acreditam que, nessa festa, o poder divino supera a escuridão do mundo terreno. O Diwali é uma das principais festas do festival hindu, comemorado uma vez por ano. Tem a duração de cinco dias contínuos, onde há troca de doces e presentes, entre as pessoas. Assim se distribui durante os cinco dias:

1º dia – são feitas orações à deusa Lakshmi para pedir prosperidade no novo ano, que ora se inicia. Esse dia é muito importante para os comerciantes e empresários.

2º dia – fogos de artifícios existem, mas não em grande quantidade. Pujas (procedimentos de reverência à deidade) são feitas e, através delas, comunica-se espiritualmente o desejo de uma pessoa à deidade, na esperança que o mesmo seja cumprido. De modo que, se uma pessoa não puder ir fisicamente a um templo, ela poderá escolher alguém da sua confiança  para o oferecimento do seu Puja.

3º dia – é o principal dia, quando a dona da casa desenha o rangoli (um desenho feito na entrada da casa). Acendem-se velas por todos os cantos da casa, de modo que lugar algum fique escuro. Depois é feito o Puja direcionado à deusa Laksmi (ou Laxmi). Logo a seguir vem a explosão de fogos de artifício nas ruas, acompanhado do alarido das pessoas.

4º dia – é o dia do Gudi Padwa que simboliza o amor entre a esposa e o marido. Há uma refeição especial, onde presentes são trocados.

5º dia – é tido como o dia do irmão. As irmãs fazem um Puja para a segurança e saúde desse. E ele faz uma marca na testa delas, como símbolo de saúde e felicidade.

Mais uma vez deparamos com a controvérsia. Alguns dizem que os fogos funcionam como uma espécie de aviso aos deuses, para que saibam que o seu povo está muito feliz. Outros dizem que a fumaça tem a função de matar os variados tipos de insetos, que infestam a Índia, depois das monções.

O Diwali representa quatro dias da mais pura festividade, em que o perdão é amplamente concedido entre as pessoas. O clima da festa deve ser o de harmonia e amizade. Oportunidade em que os indivíduos misturam-se sem preconceitos. Pena que este estado de sabedoria dure apenas cinco dias. E depois, tudo volta a ser como dantes, no quartel de Abrantes. Ao apagarem a luz exterior, também apagam a luz interior, deixando o coração cheio de preconceitos, ganância e superioridade. ULUCAPATÁ!

Nota: Imagem copiada de http://www.investmentkit.com

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