Ingres – A GRANDE ODALISCA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O pintor neoclássico Jean-Auguste-Dominique Ingres, embora tenha colecionado desafetos por se posicionar contra o romantismo, esteve muito próximo do movimento romântico na escolha de temas exóticos, como é o caso da composição A Grande Odalisca, encomendada pela rainha Carolina de Nápoles, irmã de Napoleão Bonaparte. Mesmo assim é possível notar que o artista dava mais importância aos contornos do que à cor, conforme preconizava o estilo neoclássico.

Através da composição, Ingres repassa uma atmosfera de muita calma e serenidade, sendo a modelo retratada como uma personagem de um harém, mais uma vez mostrando o  seu gosto pelo orientalismo, muito comum à época, após as invasões de Napoleão no Oriente, quando os temas orientais tornaram-se uma coqueluche na arte francesa.

A odalisca nua encontra-se deitada num divã, de costas, mas tendo o rosto virado para o observador. Seu olhar é de indiferença, parecendo alheia a tudo em seu redor. O predomínio de cores frias na composição aumenta ainda a distância entre ela e o observador, sem que haja qualquer empatia entre ambos.

Embora à primeira vista a odalisca pareça indolente e sensual, ao ser observada com mais rigor nota-se que sua pose é rígida e não natural. A posição da perna esquerda, que parece descansar sobre a direita, é difícil de ser mantida por muito tempo. O que tira do observador a ilusão de que se trata de um ser real, remetendo-o à figura da modelo.

Aos pés da odalisca encontra-se um incensário, sendo possível ver a fumaça que dele sai, trazendo a sensação de que o ambiente está perfumado. A suntuosidade dos tecidos em volta da mulher demonstra que se trata de uma concubina de alguém muito rico.

Ao ser exibida no Salão de Paris, em 1819, esta obra recebeu críticas por mostrar costas muito alongadas, membros compridos e cabeça pequena, totalmente fora da realidade anatômica. Alguns críticos chegaram a dizer que “a mulher tinha três vértebras a mais”. Mas não pense o leitor que Ingres não tinha consciência de tal estranheza. Ele preferiu modificar a anatomia da modelo, para lhe dar um ar de sensualidade e um contorno mais suave. Pablo Picasso viria, mais tarde, a ser influenciado por esse estilo do pintor.

Ficha técnica
Ano: 1814
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 91 cm x 162 cm
Localização: Museu do Louvre, Paris, França

Fonte de pesquisa
Tudo sobre arte/ Sextante

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Ingres – A BANHISTA DE VALPINÇON

Autoria de Lu Dias Carvalhoingres12

O próprio Rembrandt teria invejado a cor âmbar deste torso pálido. ( Jules Goncourt)

A superfície da tinta deve ser tão suave como uma cebola. (Ingres)

A Banhista de Valpinçon, composição do artista francês Jean-Auguste-Dominique Ingres, é tida como uma das maiores e mais belas imagens sobre costas da história da arte, em todo o mundo. “Valpinçon” é o nome do primeiro proprietário da obra, de quem o Louvre comprou em 1879. O seu nome original era apenas Mulher Santada.

A banhista nua, sentada de costas para o observador, mostra a suavidade e a beleza de sua pele dourada. Embora o neoclássico Ingres privilegiasse o desenho em relação à cor, muitas de suas obras possuem efeitos de cor deslumbrantes, como é o caso de A Banhista de Valpinçon.

Muito pouco do rosto da banhista é perceptível, o que torna seu turbante branco de listras vermelhas ainda mais visível. O uso de tal peça remete ao orientalismo, muito comum à época, tendo sido usada em vários países europeus, principalmente na França.

Os que se opunham ao trabalho de Ingres diziam que os modelos representados em suas obras não possuíam ossos. O que não deixa de ser verdade, pois o pintor neoclássico idealizava suas figuras, criando o corpo feminino de acordo com seus conceitos filosóficos. A exemplo da pintura acima, esta não possui protuberância de ossos e tendões ou qualquer tipo de irregularidades no corpo, com suas formas sutilmente arredondas. Ela parece não ter ancas.

A banhista traz em volta do cotovelo esquerdo um pano branco, que apresenta dobras muito bem elaboradas. A sua presença na composição, possivelmente, obedece a razões pictóricas, ou seja, o pintor usou-o como uma maneira de suavizar o contorno do cotovelo, que assim se mostra mais delicado, além de contrastar com a pele delicada da mulher.

Tudo na composição remete à calma e à falta de movimento, excetuando uma pequena cabeça de leão, parte do ornamento da banheira, próxima à perna esquerda da mulher, à esquerda da tela, e de cuja boca jorra um pequeno jato de água, com a finalidade enchê-la para o esperado banho. Como a banheira encontra-se abaixo do nível do piso, presume-se que se trata de uma casa de banho.

Um dos pés descalço mostra a detalhada renda do chinelo vermelho. As roupas que cobrem a cama são maravilhosamente trabalhadas. Outro ponto que chama a atenção é a forma como o artista pintou a cortina escura com suas dobras profundas, arrematada por uma delicada fita floral. Sua cor escura e as dobras contrastam com a pele clara e lisa da banhista. Abaixo da cortina, na extrema esquerda da composição, Ingres assinou e datou sua tela, uma obra da juventude do pintor.

Ficha técnica
Ano: 1808
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 146 x 97 cm
Localização: Louvre, Paris, França

Fontes de pesquisa:
Grandes pinturas/ Publifolha
A história da arte/ E.H. Gombrich

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GLOBALIZAÇÃO E SERVIDÃO HUMANA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Comemorar o fim da escravidão humana não é tarefa para muitos povos, uma vez que, em pleno século XXI, ela ainda se encontra a todo vapor em várias partes do planeta. A diferença é que os negros não são mais acorrentados na África e levados para terras estranhas como escravos, mas pessoas desesperadas ou fragilizadas, de várias etnias, em todo o mundo, são feitas escravas diariamente. Esta é a  única diferença.

Estatísticas mostram que quase 30 milhões de pessoas vivem na condição de escravas, sem distinção de sexo ou idade. São compradas e vendidas, exploradas e agredidas e mantidas em cativeiro. Só para se ter uma ideia do que vai pelo mundo, no que diz respeito à servidão humana:

  • Na Índia, crianças são vendidas pelos próprios pais, para as mais variadas frentes de trabalho, dentre essas está a confecção de bijuterias, trabalhando mais de 10 horas por dia, sem direito à escola.
  • No Paquistão, crianças de 5 e 6 anos são vendidas para o Golfo Pérsico para trabalharem como jóqueis e condutores de camelos de corrida. Mas, assim que completam certa idade, são jogadas na rua.
  • A América Central possui um grande número de crianças sem teto, um prato cheio para os aliciadores.
  • Brasileiros são escravizados na região Norte do próprio país, para trabalharem com suas famílias na produção de carvão para a indústria siderúrgica, ou para trabalharem na plantação e colheita de cana na região nordestina.
  • Proprietários rurais indianos possuem famílias inteiras de pequenos agricultores na escravidão, muitas delas pagando por dívidas dos pais já mortos.
  • Calcula-se que quase 20 milhões de pessoas são escravas por dívida na Índia, no Paquistão, em Bangladesh e no Nepal.
  • No Miamar, os escravos são responsáveis pela colheita de cana-de-açúcar e de outros produtos agrícolas.
  • Crianças escravas na China confeccionam fogos de artifício. Homens e mulheres trabalham nas fábricas por salários miseráveis, sem direitos trabalhistas.
  • A mineração de diamantes é feita por escravos em Serra Leoa.
  • No Egito e Benin, crianças são usadas no setor de algodão.
  • Na Costa do Marfim, escravos infantis colhem os grãos de cacau que são exportados para produzir o “gostoso” chocolate.
  •  A venda e revenda de mulheres para prostíbulos é um negócio que vem deslanchando com a maior desenvoltura. No início, o produto humano provinha de países latinos, africanos, asiáticos, mas, atualmente, já é bastante forte o contingente vindo do leste europeu.
  • Redes de mafiosos têm como produto o aliciamento de crianças para suprir o mercado de pedófilos, em várias partes do mundo.

A grande maioria das mulheres escravizadas é ludibriada com a proposta de trabalhar como modelos, em restaurantes, fábricas e hotéis. Na maioria das vezes, elas são estupradas, antes de serem repassadas a seu destino final. Cabe-lhes a tarefa de ficarem seminuas, dançar, beber muito com o cliente e ir para o quarto com qualquer um. Se não cumprem tais “deveres”, são espancadas. E o sistema da dívida contraída é tão cruel quanto nos outros casos. Elas dificilmente conseguem pagar o que “devem”. E, caso isso aconteça, sem dinheiro, voltam a cair nas mãos de outra máfia.

O mais estarrecedor na compra de mulheres e crianças para a prostituição, assim como para outros tipos de serviços escravos, é que são vendidas para países considerados “guardiões” dos Direitos Humanos e de forte cunho religioso, como Israel, França, Itália, Alemanha, Suíça, Japão, Espanha, Portugal, Áustria, Suíça, EUA, etc. O que abala a fé na humanidade e mostra a hipocrisia das leis e crenças. Contudo, os EUA ainda são o país que aplica penas severas, quando descobrem casos de escravidão dentro de seu território. O Brasil ainda navega no “faz de conta que pune”.

Segundo estudiosos no assunto, a globalização tem sido responsável pelo crescimento do negócio escravo no mundo. Embora ela tenha facilitado o deslocamento de bens e divisas de um lugar para outro, as restrições para a imigração legal de pessoas em busca de trabalho tem sido severamente dificultada. E, com isso, a máfia do tráfico humano deita e rola na clandestinidade com o uso da internet e de contas bancárias. Não podemos negar que a globalização trouxe ao mundo muitos pontos positivos, assim como muitas mazelas vieram com ela. O objetivo primordial do mundo globalizado é o lucro, muitas vezes a qualquer preço, quando três bilhões de pessoas, quase a metade dos habitantes da Terra, tentam viver com 2 dólares por dia.

As desigualdades na distribuição da riqueza do planeta é outro fator preponderante no aumento da escravidão humana, assim como o esfacelamento de antigos países como a União Soviética, Iugoslávia, as guerras civis, o desabamento dos preços dos produtos de exportação dos países mais pobres, tendo que concorrer com os de países mais ricos (como exemplo podemos citar a venda de milho barato dos EUA para o México, desempregando os pequenos cultivadores de milho mexicanos), as catástrofes naturais (seca, terremotos…), etc. O México é hoje é um entreposto de entrada para a mercadoria humana, que anseia por encontrar trabalho nos EUA. Os migrantes têm se transformado em presa fácil para as numerosas gangs mexicanas que apreendem os documentos das pessoas e as forçam a trabalhar como escravas em fazendas distantes, levando as garotas para os prostíbulos, dentre eles o de Tapachula.

A escravidão por dívidas contraídas, feitas normalmente para pagar serviços médicos ou para arranjar trabalho em outros países, nunca tem fim, pois à dívida principal são acrescidos juros exorbitantes e cálculos desonestos.

Nota: Cerâmica do Vale do Jequitinhonha

Fontes de Pesquisa:
 National Geographic/ nº 41

Site para denúncia:
www.nationalgeographicBR.com.br/o3o9

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Ingres – MADAME INES MOITESSIER

Autoria de Lu Dias Carvalhoingres1

O pintor francês Jean-Auguste-Dominique Ingres era admirável na pintura de retratos, como podemos ver através da obra Madame Ines Moitessier, obra que levou quatro anos para ser concluída, pois Ingres estava sempre a introduzir modificações. E foi justamente neste gênero, o qual muitas vezes usou, como necessário para satisfazer suas necessidades financeiras mais prementes, que ele se imortalizou.

A composição Madame Ines Moitessier demonstra a habilidade quase fotográfica de Ingres como retratista. Como vimos em outro texto, o artista incluía-se no estilo  neoclássico, como podemos observar através dos contornos acentuados e o modelado delicado do rosto e dos braços da modelo. Contudo, seu vestido floreado e colorido, não está de acordo com a tradição neoclássica, pois caminha em direção ao romantismo.

Observe o leitor que, para compensar o espaço pequeno, onde se encontra a modelo, o pintor usou mão do espelho, atrás dela, mais à sua esquerda, para trazer a ideia de amplitude. Ele pinta nele o reflexo da mulher, mostrando suas costas rechonchudas, o rosto de perfil e o enorme complemento dos cabelos.

A mulher encontra-se elegantemente vestida, com toda a suntuosidade do Segundo Império francês, usando um amplo e decorado vestido, todo ornado com estampas florais, com um grande laço, que desce do busto até a saia. Nos ombros, o vestido é amarrado por grossas tiras, enquanto franjas contornam sua parte superior. Também é possível notar que o ambiente, ornado de quadros e porcelana oriental, é luxuoso.

Braços e pescoço da retratada estão adornados com ricas joias em pedrarias. Um anel enfeita o dedo anular da mão esquerda, que traz um belo leque, também de estampas. Enquanto a mão direita eleva-se até à cabeça, a esquerda descansa no colo. A modelo olha diretamente para o observador, mas não é possível captar seu estado de espírito.

Ficha técnica
Ano: 1856 (ano de conclusão)
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 120 x 92 cm
Localização: National Gallery, Londres, Grã-Bretanha

Fonte de pesquisa:
Os pintores mais influentes do mundo/ Editora Girassol

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Teste – SALVADOR DALÍ

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A cada manhã, ao acordar, sinto um prazer supremo; o prazer de ser Salvador Dalí. (Dalí)

Dalí define a si mesmo como narcisista e a sua autobiografia é simplesmente um ato de exibicionismo. (…) Seria necessário ter-se em mente que Dalí é ao mesmo tempo um grande artista e um ser humano repugnante. Uma coisa não exclui a outra nem, de algum modo, a influência. (George Orwell)

Para mim, Salvador Dalí (…) é o único gênio entre os pintores de nossa época e o único que sobreviverá, um fanático das próprias crenças e o discípulo mais fiel, mais grato que há entre os artistas. (Stefan Zweig)

1. O pintor espanhol Salvador Dalí alegou que seus pais cometeram um “crime inocente” porque:

a) criaram-no como uma menina.
b) eram muito autoritários.
c) fizeram-no estudar ainda criança.
d) deram-lhe o nome do irmão morto.

2. A tela tida como a primeira composição a óleo do artista foi pintada quando ele tinha 10 anos de idade. Ela se chama:

a) Vista dos Arredores de Figueiras.
b) Figura na Janela.
c) O Jogo Lúgubre.
d) Rosto de Mae West.

3. Dalí tornou-se grande amigo do cineasta Luís Buñel, mas romperam relações posteriormente. Juntos, eles fizeram o filme:

a) O Discreto Charme da Burguesia.
b) Adivinhe Quem Vem para o Jantar.
c) Um Cão Andaluz.
d) Guerra e Paz.

4. Embora negasse, fatos comprovam que Dalí teve um relacionamento homoafetivo com o poeta:

a) Federico Garcia Lorca.
b) Juan Ramón Jiménez.
c) Javier Bou.
d) Pablo Emilio.

5. A leitura do livro A Interpretação dos Sonhos de ———– aproximou Dalí do surrealismo.

a) Irvin Yalom
b) Carl Gustav Jung
c) Abraham Maslow
d) Sigmund Freud

6. A primeira mulher com quem o pintor disse ter tido uma relação amorosa e que se tornou sua musa, companheira e marchand foi:

a) Gala.
b) Maria Callas.
c) Sarah Bernard.
d) Gina.

7. O acontecimento responsável por aflorar o lado místico do artista foi:

a) a Santa Inquisição.
b) a bomba atômica sobre Hiroshima.
c) a Terceira Guerra Mundial.
d) o Terceiro Reich.

8. Dalí, dono de uma personalidade excêntrica, narcisista e exibicionista, expôs a público suas patologias ao pintar:

a) O Grande Masturbador.
b) Persistência da Memória.
c) O Jogo Lúgubre.
d) Reminiscências Arqueológicas.

9. Uma das composições mais famosas e belas realizadas pelo pintor espanhol no seu período místico é:

a) A Última Ceia.
b) Cristo de São João da Cruz.
c) O Ângelus de Gala.
d) A Madona de Port Lligat.

10. Uma das frases mais famosas de Dalí é:

a) O surrealismo sou eu!
b) Só eu entendo meu surrealismo!
c) O surrealismo não existe!
d) Não gosto do surrealismo!

Obs.: Conheça uma das famosas obras do pintor:
Dalí – CRISTO DE SÃO JOÃO DA CRUZ

Gabarito
1d / 2a/ 3c / 4a/ 5d/ 6a/ 7b/ 8a/ 9b/ 10a

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Dalí – COMPOSIÇÃO SURREALISTA COM FIGURAS INVISÍVEIS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição de Salvador Dalí, Composição Surrealista com Figuras Invisíveis, foi feita em 1936. E trata-se de uma das obras do rol das presentes na exposição que aconteceu no Brasil.

No meio de uma paisagem solitária, encontram-se presentes uma cama e uma poltrona de frente para o observador, e um pedestal com uma pedra avermelhada, emitindo luzes. Tanto a cama quanto a poltrona encontram-se vazias, pois não há presença humana na paisagem. No entanto, é possível ver em ambas os contornos dos corpos que ali estiveram, similares a corpos femininos.

A cama e a poltrona apresentam suas sombras, ao contrário da base com a pedra. Em segundo plano está um trecho, possivelmente do mar, com rochedos e vegetação ao fundo. O céu azul e branco compõe a paisagem.

Para Dalí, suas obras surrealistas enfatizavam a vida interior, quando na verdade externavam o seu imenso ego, aprisionado pela busca desenfreada de sucesso a qualquer preço. Tanto é que, ao se encontrar com Freud, já na velhice do psicanalista, esse comentou com ele:

– Não é o inconsciente que vejo em suas pinturas, e sim o consciente.

Ficha técnica
Ano: 1936
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 60 x 45 cm
Localização: ?

Fonte de pesquisa
Revista Veja/ 4 de junho de 2014

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