A meditação não é apenas uma técnica de relaxamento. Mais que isso, ela é uma verdadeira ferramenta para a realização integral de nosso ser. (…) Florescimento humano, para mim, significa a realização do nosso potencial inato para alcançar uma felicidade duradoura, um estado geral de bem-estar, uma consciência sempre em expansão e uma serenidade obtida sem esforço. (Dr. Elliot Dacher)
A meditação, tida por alguns como relaxamento e por outros como uma busca espiritual, trata-se de uma técnica milenar de autoconhecimento, praticada nas mais variadas culturas, desde a Antiguidade. Muitos a consideram como a maneira mais eficaz de harmonizar o tripé: corpo, mente e alma, levando o indivíduo a ter contato com a sua essência interior. Mesmo a observação profunda de uma obra de arte pode levar a pessoa a um tipo de meditação.
O biofísico Stefan Klein explica que “Quando a mente se aquieta, os músculos se distendem e a atividade elétrica do cérebro entra no ritmo bem mais tranquilo das chamadas ondas alfa. Ao mesmo tempo, a frequência das pulsações, o consumo de oxigênio e a pressão sanguínea baixam. Além disso, menos hormônios do estresse circulam no sangue. Todo o organismo alcança um estado de maior equilíbrio, o que o cérebro interpreta como ausência de angústia e um relaxamento agradável”.
O objetivo maior da meditação é eliminar hábitos mentais disfuncionais, adquiridos ao longo da vida, responsáveis por gerar emoções aflitivas, estresse e angústia, frutos de uma mente hiperativa, que escondem a essência de nosso Ser interior em profundas camadas de sofrimento. A meditação permite-nos penetrar nas camadas das aparências, ou seja, da superficialidade, até atingir a essência, fazendo brotar as nossas boas qualidades, despertando a mente para que ela obtenha o seu pleno potencial, até então obscurecido.
É fato que a meditação acalma a mente e diminui o nível de estresse e a angústia no ser humano. Para isso, basta concentrar a mente em um “objeto” que pode ser uma palavra, um quadro, uma luz, um som ou mesmo a própria respiração. Como isso acontece? Ao direcionar a atenção para o “objeto”, a pessoa diminui sua distração mental e acalma a mente inquieta, hiperativa. Mas tal resultado é momentâneo, age apenas por algum tempo. As causas que levaram ao sofrimento continuam ali, quase que intocáveis. Faz-se necessário procurar a origem dos problemas, atingir a fonte geradora de estresse e angústia, dar fim à aflição emocional e à mente hiperativa. Fora disso, seria como tomar um remédio que alivia a dor temporariamente, sem buscar a causa.
A meditação deve ser um mecanismo de questionamento, de busca, bem mais que uma técnica de relaxamento temporária. É preciso descobrir as causas que levam ao sofrimento do corpo, da mente e da alma. É preciso penetrar fundo na própria consciência para corrigir os hábitos mentais imperfeitos e viciosos. Passos a seguir para alcançar tal objetivo:
- Dominar o falatório mental contínuo.
- Disciplinar a mente a fim de que se mantenha o maior tempo possível num estado de tranquilidade.
- Permitir que a mente descanse fácil e naturalmente, quando o Ser interior assumir um estado de expansão da consciência.
Pondo em prática essa técnica de meditação, a vida começará a mudar, de dentro para fora, pois, toda mudança permanente precisa nascer do âmago de cada um de nós.
Fonte de pesquisa:
http://www.brasil247.com/ Revista Oásis
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