Mestres da Pintura – TICIANO VECELLIO

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Autoria de LuDiasBH

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O pintor Ticiano Vecellio (1490 – 1576), também conhecido como Tizian Vecellio De Gregorio, Tiziano, Titian ou ainda como Titien, encontra-se entre os grandes nomes da pintura italiana. Ainda pequeno, retirava suco de flores para desenhar toalhas e lençóis. O pai, Capitão Conte Vecellio, reconhecendo o pendor artístico do menino, retira-o da pequena Pieve Cadore, onde nascera, e envia-o para Veneza, acompanhado do irmão mais velho. Ali, ainda nos seus oito anos de idade, é apresentado por um tio aos mais importantes pintores venezianos da época.  Passa pelas mãos de Gentile Bellini e depois nas de Giorgione, que o acolhe com entusiasmo.

Ticiano sorve com tanto interesse os ensinamentos de Giorgione que, com 20 anos incompletos, tem uma de suas pinturas confundida com a obra do mestre. Oportunidade em que o aluno percebe que não existe mais nada a ser aprendido com ele, e passa a caminhar por conta própria.

O pintor, inteligente e intuitivo, compreende que determinados temas trazem-lhe uma rica clientela, pródiga em aplaudi-lo, e encher-lhe os bolsos de moedas de ouro. Por isso, sua  pintura é, muitas vezes, de índole adulatória, pois lisonjear os poderosos traz sempre um bom retorno. Assim, príncipes, prelado, embaixadores e toda a sociedade rica e fútil almejam ter um retrato pintado pelo famoso Ticiano. Mas, com o imenso volume de encomendas, o artista opta pelos compradores mais interessantes, que se incluíam entre os mais endinheirados. Como nem todos os clientes fossem bons pagadores, o artista enviava a cobrança para aqueles, que detinham os mais altos cargos, jamais ficando no prejuízo. Com o dinheiro, investia em propriedades, tornando-se cada vez mais rico. Era bajulado não apenas pelo mundo da arte, mas também pela sociedade. Chegou a receber das mãos do imperador Carlos V o título de conde e Cavaleiro da Espora de Ouro.

Aos 57 anos, o pintor, já extremamente conhecido, faz uma visita a Roma, onde é acolhido com as honras de um monarca convidado. Mas aos 86 anos é colhido pela peste, tendo o mesmo fim que sua esposa e os grandes amigos Sansovino (arquiteto) e Aretino (escritor). O féretro é acompanhado por um cortejo de gôndolas drapeadas de preto, sob o olhar de multidões. Os sinos das igrejas são repicados em sua honra.

Ticiano, artista extraordinário, possuidor de um profundo sentimento cromático, foi um dos principais representantes da Escola Veneziana no Renascimento, antecipando diversas características do Barroco e até mesmo do Modernismo, sendo igualmente bom tanto em retratos ou paisagens, como em temas mitológicos ou religiosos, impregnando sua obra de um grande lirismo. Foi o primeiro artista a obter fama internacional, recebendo encomendas de soberanos de vários países. Inspirou El Greco, Peter Paul Rubens, Diego Velázquez, Rembrandt, Eugène Delacroix, Edouard Monet e Willem de Kooning.

Nota: Autorretrato feito quando o pintor tinha 75 anos. Traz na mão direita um pincel, alusão à sua profissão. A dupla corrente de ouro ao pescoço é sinal de sua condição de cavaleiro.

Ficha técnica da pintura:
Ano: 1566
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 86 x 69 cm
Localização: Museo del Prado, Madrid

Fonte de pesquisa:
Gênios da pintura/ Abril Cultural
1000 obras primas…/ Könemann
Os pintores mais influentes/ Girassol

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