Picasso – TRÊS MÚSICOS

Autoria de Lu Dias Carvalhopicasso12345679 (Faça o curso gratuito de História da Arte, acessando: ÍNDICE – HISTÓRIA DA ARTE)

Segundo o historiador da arte Theodore Reff, Picasso retrata a si mesmo e a dois de seus amigos na composição Três Músicos, que tem como base a técnica de colagem. O Pierrô tocando violão, no meio da composição, é seu amigo Apollinaire; o Arlequim, tocando flauta, à esquerda, é Picasso e o monge, tocando teclado, é Max Jacob.

Os três elementos, em formas abstratas e planas, encontram-se tão juntos que  se entrelaçam. Um cachorro de perfil, simbolizando a amizade, encontra-se debaixo da mesa, com as três patas e a cabeça de fora, fitando a parede à sua frente.

Ficha técnica
Ano: 1921
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 207 x 229 cm
Localização: The Museum of Modern Art, Nova York, EUA

Fontes de pesquisa
Picasso/ Coleção Folha
Picasso/ Abril Coleções

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BR – 3

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O V FIC (Festival Internacional da Canção) da TV Globo aconteceu em 1970. Na eliminatória paulista foram classificadas 5 canções. Entre elas estavam Sermão (Baden Powell e Paulo Cézar Pinheiro) interpretada por Cláudia, Rio Paraná (Ary Toledo e Chico de Assis) defendida por Tonico e Tinoco.

Concorrendo à final, em duas fases, estavam 41 canções, onde se encontravam compositores novatos como Beto Guedes, Ivan Lins, Luis Gonzaga Júnior, etc. Havia também um júri oficial e outro popular, que tinha Chacrinha como presidente.

Na primeira eliminatória, Ivan Lins foi o vencedor, pelo júri popular, com a canção O Amor é o meu País, interpretada pelo próprio compositor. E Paulo Diniz cantando seu sucesso Quero Voltar Para Bahia, num dos dois shows apresentados naquela noite, foi o mais aplaudido.

Na segunda eliminatória, Martinho da Vila mexeu coma plateia ao cantar o samba Meu Lairaraia. Tonico e Tinoco foram vaiados ao defender Rio Paraná. Até os jurados fizeram pouco da apresentação dos dois. Dentre as muitas músicas que passaram, a décima segunda canção do compositor e cantor Taiguara, Universo no Teu Corpo, foi a que mais empolgou a plateia. Depois dele veio BR–3 defendida por Tony Tornado, acompanhado do Trio Ternura. O negrão maravilhoso deu um show, lembrando o cantor James Brown. Por ter sido muito aplaudido, desmaiou de emoção nos bastidores. A última canção da noite foi Eu Também Quero Mocotó (Jorge Bem) interpretada pelo maestro Elton Chaves, que saiu aplaudidíssimo.

Na finalíssima, muitos tinham como certo a vitória de Quero Mocotó com Elton Chaves ou BR–3 com Toni Tornado. A apresentação de Tony Tornado foi um show à parte, a começar pelo visual, com botas de cano e um sol dourado pintado no peito, e a sua performance fantástica. Os aplausos pipocaram de todos os lados. Não havia mais para ninguém.

Antes de ser oferecida a Tony Tornado para ser interpretada, os autores de BR–3 (Tibério Gaspar e Antônio Adolfo) ofereceram-na a Simonal, que alegou que a música não era de acordo com as música alegres que ele gostava de cantar. Buscaram Tim Maia, mas esse estava preso pela Philips. Só então foram atrás de Toni Tornado, que cantava num inferninho, atendendo à sugestão do cantor Orlan Divo. E, para fechar o festival, Erlon Chaves também deu um show com Eu Também Quero Mocotó.

A homenagem da noite foi a Luís Gonzaga.

Colocação Final:
1º BR -3
2º Amar é meu País
3º Encouraçado

Taiguara com sua belíssima canção ficou em oitavo lugar. Na final internacional BR -3 ficou em terceiro lugar.

Infelizmente, acontecimentos posteriores mostraram o quanto sofreram os dois cantores negros, Erlon Chaves e Tony Tornado, simplesmente por serem negros. O primeiro, desencantado teve um ataque cardíaco e morreu ao 40 anos, enquanto o segundo foi posto para fora do país pelos “homens”. O V FIC mostrou, sobretudo, o quanto o racismo era forte no país. Também tornou clara a “docilidade” da TV Globo com o regime militar.

Abaixo, letra e vídeo com Tony Tornado:

BR-3
Autores: Tibério Gaspar e Antônio Adolfo
Intérpretes: Tony Tornado e Trio Ternura

A gente corre (E a gente corre)
Na BR-3 (Na BR-3)
E a gente morre (E a gente morre)
Na BR-3 (Na BR-3)
Há um foguete
Rasgando o céu, cruzando o espaço
E um Jesus Cristo feito em aço
Crucificado outra vez
A gente corre (E a gente corre)
Na BR-3 (Na BR-3)
A gente morre (E a gente morre)
Na BR-3 (Na BR-3)
Há um sonho
Viagem multicolorida
Às vezes ponto de partida
E às vezes porto de um talvez
A gente corre (E a gente corre)
Na BR-3 (Na BR-3)
A gente morre (E a gente morre)
Na BR-3 (Na BR-3)
Há um crime
No longo asfalto dessa estrada
E uma notícia fabricada
Pro novo herói de cada mês
Na BR-3

https://www.youtube.com/watch?v=KfMekHN6x7w/

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ÍNDIA – MINHA CASTA É O MEU DESTINO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Embora a Índia seja um país em franco desenvolvimento, o sistema de castas é desolador, pois a mentalidade da maioria dos indianos ainda é muito atrasada, baseada nos preceitos do hinduísmo. Lá, o que importa é a origem de cada pessoa. O que ela fará depois pouco importa. Não há incentivo à mudança de vida. É a aceitação e submissão total à crença. Trabalho e riqueza não são parâmetros suficientes para que o indivíduo melhore de vida. Nesse país, o chamado regime de castas usa critérios de natureza religiosa e hereditária, para formar seus grupos sociais.

Estudos comprovam que a separação em castas deveu-se, por volta de 600 a.C., à cor da pele (escura) da população invadida, transformada em escravos pelos invasores de pele branca. Recebendo, a seguir, o apoio oficial da religião hinduísta. As quatro castas mais importantes originaram-se da estrutura do corpo de Brahma (deus supremo da religião hindu), segundo a visão hinduísta. Hoje, existem mais de 3.000 sub-castas não oficiais, e que não param de multiplicar.

As principais castas são:

  •  Brahmin (brâmanes – (a boca de Brahma) compreende os sacerdotes, filósofos e  professores;
  • Kshatriya (xátrias – (os braços de Brahma) – formada pelos militares e governantes;
  • Vaishya (vaixias – (o estômago de Brahma) – composta pelos comerciantes, pastores e agricultores;
  •  Shudra (sudras – (os pés de Brahma) – formada pelos artesãos, operários e camponeses (trabalhadores braçais). Até há pouco tempo, nenhum membro desta casta tinha permissão para conhecer os ensinamentos hindus.
  • À margem dessa estrutura social ficam os dalits (párias, sem casta, ou intocáveis). Para a cultura hinduísta (constituída por mais de 80% dos indianos), eles não pertencem a nenhuma das castas. São apenas a poeira que jaz abaixo dos pés da suprema divindade, Brahm . A eles são entregues os trabalhos mais degradantes e mal pagos.

Minha casta é meu destino! Para os indianos que vivem no topo da hierarquia, tal refrão é muito desejável. No entanto, quando se está na faixa mais baixa da sociedade de castas, é preciso lutar muito para conseguir ser tratado dignamente e ter os direitos respeitados no dia a dia.  E olhem que os dalits não entram aqui, pois não fazem parte de nenhuma das castas. Nem se discute o destino deles. Eles são originários das grandes migrações etíopes e egípcias para o Vale do Indo, há milhares de anos atrás. Sendo depois vitimados pela chamada Grande Invasão Ariana (dos brancos) em 1.500 a.C., quando foi criado o sistema de castas no país (lembrem-se de que os dalits não pertencem a esta divisão), tomando por base a cor da pele, mas revestido hipocritamente de religiosidade, para serem espezinhados pelas castas, esmagados pela sociedade indiana. Embora os dalits tenham cabelos lisos e traços finos, possuem a pele negra. Alguns historiadores dizem que a maior população negra do mundo encontra-se na Índia. O preconceito contra a cor negra é muito grande naquele país.

O projeto Genoma Humano (análise do DNA na composição dos seres humanos) tem produzido evidências científicas, indicando que a origem genética das castas superiores na Índia é mais europeia do que asiática. Ou seja, a Europa tem a sua responsabilidade nessa “mancha de vergonha”, como dizia Gandhi.

Os dalits são muito mais discriminados na Índia e no Nepal do que o negro em qualquer outra parte do planeta. Sendo levados à condição de animais maltratados, e vivem mendigando pelas ruas. Poucas pessoas no planeta têm experimentado um nível de abuso e pobreza, como os milhões de dalits ou “intocáveis” da Índia. Eles têm vivido por 3.000 anos num ciclo de segregação e desespero, sem possibilidades de mudarem de vida, pois devem morrer como nasceram. Aceitam o sofrimento como parte da existência da qual não se podem libertar nesta vida, como reza o hinduísmo, sob pena de voltar como dalits na outra encarnação. Tudo lhes é negado: água potável, empregos decentes, o direito à terra, à casa própria, etc. Para eles, dor e sofrimento são parte do merecimento.

Notícias comprovam que no Estado de Haryana jovens dalits foram linchados por uma multidão, por terem tirado a pele de uma vaca morta, da qual eles tinham legal direito para faê-lo, sem que a polícia interferisse. Embora leis contra a descriminação de castas tenham sido aprovadas, a discriminação continua e pouco é feito para processar os acusados.

Crimes contra os dalits:

  • todo dia, 3 mulheres são estupradas;
  • suas crianças são frequentemente forçadas a se sentarem de costas nas salas de aula, ou ficarem do lado de fora;
  • a cada hora, duas casas são queimadas e duas pessoas assaltadas;
  • a grande maioria das pessoas das castas altas não permite que um dalit prepare-lhe a comida ou fique perto, temendo ficar contagiada pela imundície;
  • são impedidos de entrar nos templos e outros lugares religiosos;
  • 66% são analfabetos e a taxa de mortalidade infantil é de 10%;
  • a maioria deles é proibida de beber da mesma água que os de castas mais altas bebem.

Líderes como Ram Raj (líder dalit) têm estado à frente de movimentos, exigindo justiça e libertação da escravidão das castas e da perseguição aos dalits. Uma longa “Carta dos Direitos Humanos dos Dalits” foi redigida, apelando para a Comunidade Internacional e para a ONU, na esperança de que tais órgãos viessem a pressionar o governo indiano. Mas pouco foi feito até agora, pois as garras da cultura têm se revelado mais forte do que a Constituição indiana.

Os líderes cristãos no mundo inteiro comprometeram-se a ajudar esse movimento em massa, apesar dos riscos envolvidos. São  milhões de dalits escravizados e sem esperança, debaixo do jugo do hinduísmo. O casal Rakesh Singh e Chanda Nigam, que batalha contra esse tipo de injustiça, criou uma ONG chamada Safar, para defender os direitos das minorias. Tem denunciado para o mundo todo, as atrocidades praticadas contra as castas inferiores e contra os dalits.

Nota: Imagem copiada de http://lusophia.wordpress.com/page/6/

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RELIGIÕES MONOTEÍSTAS FAZEM MAL À TERRA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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É de se pressupor que, quanto mais a humanidade avança em tecnologia, maiores sejam os seus conhecimentos a respeito do planeta onde vive. Mas não é bem assim. Há relatos, por exemplo, de que antes de o tsunâmi arrastar consigo inúmeras vidas no leste da Ásia, os animais fugiram das partes baixas, procurando abrigo nos lugares mais altos, enquanto as pessoas, envolvidas em seus afazeres, de nada se aperceberam, pois desaprenderam de observar os sinais enviados pela natureza, como se fossem corpos estranhos inseridos nela.

Em tempos idos, ainda que o homem vivesse da caça e também destruísse florestas, havia uma interação entre ele e a natureza. Embora desconhecesse seus “mistérios”, sentia-se parte dela, tanto é que, ao arrancar uma árvore, pedia licença ao espírito que nela morava, ou ao matar um animal, rezava por sua alma. Fato que ainda acontece em algumas comunidades asiáticas, como já vimos em um dos artigos deste blog.

Bem antigamente, o sagrado estava por toda parte, presente em todas as coisas da natureza: montanhas, rios, animais, árvores, vento, relâmpago, chuva, mar, sol, etc. O homem sentia-se como parte desse encantamento que era a natureza, sabedor de que era ela a responsável por sua vida.

De acordo com muitos historiadores, o surgimento das religiões politeístas deu-se em razão da culpa humana, ou seja, pela necessidade de se expiar por comer animais, sujar as águas e violentar as matas. As pessoas tinham medo de que seus atos, considerados impuros, resultassem em castigos impingidos pelos espíritos da natureza. Somente a reverência poderia livrá-los do mal. Por sua vez, as religiões monoteístas mudaram toda a visão que o homem tinha sobre a natureza, basta ver em Gêneses o recado transmitido ao poderoso humano:

Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.

Assim, as religiões monoteístas desmistificaram os espíritos dos rios, dos ventos, dos animais, das árvores, do ar, etc. O homem passou a ser senhor absoluto da Terra, não mais devendo nenhum respeito a qualquer forma de vida, nem mesmo aos de sua espécie. De humilde receptáculo dos elementos da natureza, que recebia como dádiva de mãe tão generosa, o homem inverteu a hierarquia de valores: a natureza passou a ser subserviente e submissa a ele, num processo de imolação sem tréguas. A ideia passou a ser a de que tudo no planeta foi criado por Deus com o objetivo único de servir o grande soberano, da forma que ele bem entendesse. Quanto mais progresso, mais violência contra a natureza.

E, por isso, os espíritos da Terra estão ganhando vida, retribuindo o desrespeito com inúmeras desgraças. E assim caminha a humanidade!

Nota: Pintura de Jan van Gool (1685-1763), pintor e escritor holandês.

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Picasso – A FAMÍLIA DE SALTIMBANCOS

Autoria de Lu Dias Carvalhopicasso123456

A arte francesa sentia-se atraída pelo tema circense. Podemos constatar isso, principalmente, na obra dos impressionistas e pós-impressionistas, a exemplo de Degas, Renoir, Seurat e Van Gogh. Eles sentiam que, como artistas de vanguarda, era tão marginalizados quanto os artistas circenses. Esta obra é do período rosa de Picasso, caracterizada por uma escala de cores mais quentes, maravilhosamente trabalhadas,  e de maior objetividade em sua narrativa.

A composição A Família de Saltimbancos, também conhecida como Os Saltimbancos, possui dimensões gigantescas. Nela estão presentes seis figuras, distantes e alineadas, que se encontram num lugar não identificado, sem nenhuma relação composicional ou emocional umas com as outras. Elas não interagem entre si, apenas olham para pontos fora da tela, à direita, excetuando duas delas. Como é possível notar, o artista usa a temática do circo como motivo para externar situações humanas, em que o mundo exterior não reflete o interior.

Os personagens do circo ocupam mais da metade da tela, num cenário sem tempo e sem espaço, enquanto uma mulher ocupa a parte restante. Ao contrário dos saltimbancos, vestidos como atores do circo, ela se mostra bem vestida, usando um chapéu enfeitado com flores. Encontra-se de frente para o observador, assim como os dois garotos e o bufão.

O olhar do arlequim, que se encontra de costas para o observador, está direcionado para a jovem. Uma garotinha, também de costas para o observador, carrega uma cesta de flores, iguais às que se encontram no chapéu da jovem mulher, podendo ser esse um indicativo da relação dela com o grupo. O observador depara-se com muitos erros conscientes deixados pelo pintor, a fim de criar uma visão perturbadora:

1. Os olhares dos personagens não se cruzam, a fim de estabelecer qualquer tipo de ligação.
2. O cotovelo do arlequim está numa posição impossível de ser vista.
3. O chapéu da moça parece pequeno demais para a sua cabeça.
4. O bufão descansa numa só perna, pois não se vê a segunda.
5. A garotinha usa sapatilhas de cores diferentes.

Ficha técnica
Ano: 1905
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: The National Gallery of Art, Washington, EUA

Fontes de pesquisa
Picasso/ Abril Coleções
Picasso/ Coleção Folha
Enciclopédia dos Museus/ Mirador

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ÍNDIA – MANGLIK, A MALDIÇÃO DO AMOR

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A palavra “superstição” vem do latim “superstitione”. Significa excessivo receio dos deuses. E o Aurélio define-o como “sentimento religioso baseado no temor ou na ignorância, e que induz ao conhecimento de falsos deveres, ao receio de coisas fantásticas e à confiança em coisas ineficazes; crendice.”. A Índia é um país extremamente supersticioso em função do grande número de divindades cultuadas. Na lida com o “amor” as coisas ficam ainda mais complexas. Existem naquele país homens e mulheres empesteados pela “maldição do amor”, assim acham eles.

Na tradição indiana o homem que se casa com uma manglik (ou vice-versa), pode ter a vida desgraçada. Acreditam os hindus que a pessoa manglik traz má sorte para a outra parte do casal. Haverá brigas, discórdias, divórcio ou morte (falecimento do esposo ou esposa que não seja manglik). Enfim, o manglik não nasceu para o AMOR. Mas, se os dois membros do casal forem mangliks não haverá problema algum. Atualmente é comum encontrar sites na internet que tratam de casamento de famílias indianas que possuem manglik, para se casar com outro manglik. Quanta superstição!

O mais engraçado é que para tudo as divindades dão um jeito. Não há motivo para desespero. Resta apenas quebrar a maldição. E para quebrá-la, a suposta vítima terá que se casar antes com um objeto inanimado ou animal. Existem milhares de casamentos na Índia, feitos entre humanos e animais ou entre humanos e vegetais, para quebrar a maldição manglik. E isso em pleno século XXI. Dá para crer? A pessoa amaldiçoada deverá se submeter a uma cerimônia chamada de Kumbh Vivah, para poder quebrar a maldição ou dela ficar livre. Trata-se de um casamento com um vegetal, ou com um animal, ou com um ícone do Deus Vishnu. Após o casamento toda a maldição terá acabado, escafedido-se.

As famílias indianas, por prudência, deverão fazer sempre um mapa astral para verificar se o casamento dará certo ou não. Por isso, na Índia é comum verificar o mapa dos noivos antes da cerimônia do Kumb Vivah, para quebrar e se livrar da maldição de ser um manglik. Os pais recebem a confirmação de que o filho ou filha é manglik, como se fosse uma terrível sentença. Em razão disso, muitas mulheres hindus permanecem solteiras pelo resto da vida, pois ninguém as quer como companheiras.

O leitor deve estar se perguntando, como se faz para saber se uma pessoa é manglik, e que diabo significa isso? Em textos anteriores foi dito que tudo na vida do indiano é direcionado pela astrologia. Portanto, são os astros que definem a sorte do indivíduo. E se um homem ou mulher nasce sob a força de Marte, está num mato sem cachorro, segundo a visão indiana, pois é afetado por suas “forças malignas”, tornando-se, portanto, um manglik. Tal descoberta é feita com base no mapa de nascimento da pessoa, com base na hora, data, ano e a posição do local de nascimento na Terra, relativa à longitude e latitude. Dá para crer que uma coisa dessa exista?

Nota: na foto, o homem está se casando com uma cadela, para se livrar da maldição de ser manglik. Imagem copiada de http://www.discovery-of-life.com/2012/01/manglik

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