Arquivo da categoria: Cinema

Artigos variados sobre cinema e a análise de filmes que se tornaram clássicos.

O QUE É O OSCAR

Autoria de Lu Dias Carvalho
oscar

A cerimônia de entrega do Oscar, um prêmio oferecido, anualmente, pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos aos profissionais da indústria cinematográfica, que mais se destacaram no ano anterior, é uma das premiações mais acompanhadas em todo o mundo.

Todos os trabalhos premiados são referentes ao ano anterior à entrega do Oscar, podendo concorrer todos os filmes que foram mostrados em, pelo menos, um cinema comercial do distrito de Los Angeles (onde fica a Academia), durante, no mínimo, uma semana.

Dentro de cada categoria são selecionados cinco concorrentes, exceção feita ao Melhor Filme, que passa de cinco para dez escolhidos, solução encontrada pela Academia para diversificar os concorrentes, de modo a atender o grande público que assiste à cerimônia, assim como evitar que apenas filmes dramáticos concorram, deixando grandes sucessos de lado. E, posteriormente é escolhido um filme, em cada categoria, para receber o prêmio.

Mas não se pode negar que é uma atitude sábia, pois, além do fator comercial, traz mais diversidade entre os concorrentes e contempla os fãs de quase todos os gêneros, agradando a gregos e troianos, uma vez que o Oscar de Melhor Filme é o carro-chefe da festa e o que mais rende dividendos em curto prazo.

A Academia de Cinema dos EUA quer se recuperar do declínio, que a premiação sofreu nos últimos anos, após o recorde de espectadores em 1998, quando Titanic do diretor James Cameron levou 11 estatuetas. O que nos mostra o quanto a cerimônia do Oscar é essencialmente comercial, o que não significa que não se tenha bons filmes premiados.

Mas, o que é mesmo o tão cobiçado Oscar? Trata-se de uma estatueta de 34,29 cm de altura, produzida à mão, com quase quatro quilogramas de peso, feita de estanho e folheada a ouro. Representa um cavaleiro nu, sobre um pedestal no formato de um rolo de filme (bobina com cinco raios, representando os cinco ramos da Academia: atores, diretores, produtores, técnicos e roteiristas), segurando uma espada. Embora o seu valor real seja pequeno, seu valor simbólico é imensurável pelo prestígio profissional que dá aos ganhadores, assim como os dividendos que traz às obras premiadas.

O Oscar, criado em 1929, é hoje um senhor octogenário. Durante a Segunda Guerra Mundial a estatueta foi confeccionada em gesso e pintada com dourado, para economizar metal. Mesmo assim, logo após a vitória dos Aliados, os agraciados receberam o prêmio original.

Por que a estatueta ganhou o nome de Oscar? Dentre as versões surgidas, a mais popular é a que diz que uma secretária-executiva da Academia, ao vê-lo, exclamou que se parecia muito com o seu tio Oscar. Foi ouvida por um jornalista, que a publicou num jornal. Outra versão conta que a atriz Bette Davis o teria apelidado com tal nome, por achar que se parecia muito com o seu primeiro marido. Portanto, não se sabe ao certo o porquê do nome.

Em 2009, os organizadores da maior festa do mundo, perceberam que estava havendo um declínio, em relação ao número de espectadores que assistem à cerimônia. De modo que novas regras foram adotadas, para recuperar o prestígio da festa. Sem dúvida, são as maiores mudanças já vistas na história do Oscar:

• Concorrem 10 produções para o Melhor Filme (em vez de cinco).

• Os discursos cansativos e chorosos, que tinham um tempo arbitrado pelo próprio ganhador, passam a ter, no máximo, 45 segundos. Os agradecimentos serão feitos nos bastidores, não no palco.

• Foi abolida a entrega de Oscar honorário durante a premiação. A entrega desse se dará antes.

• Dois mestres de cerimônia farão a apresentação da festa em vez de um.

• Os ganhadores terão seus nomes gravados no troféu, durante o Baile de Gala do Governador, que acontece logo depois da cerimônia.

• Não haverá mais os números musicais, onde se apresentavam os intérpretes dos indicados à Melhor Canção.

A premiação do Oscar, apesar de toda a lisura que procura passar, não convence a muitos dos seus críticos, assim como a uma grande parte dos cinéfilos, quanto à sua imparcialidade. Muitos acham que interesses ocultos agem por trás dos bastidores, puxando brasa para a própria sardinha.

A verdade é que o simples fato de um filme ser indicado para o Oscar acaba rendendo bons dividendos para o produtor, diretor e Cia. Para tanto, basta comparar as bilheterias de antes e depois da indicação. Levar o prêmio, então, é a glória de todas as glórias. Vê-se, claramente, que o caráter da premiação não é o de premiar o melhor filme, mas aquele com mais possibilidade de cair no gosto popular e trazer melhor retorno financeiro. O cinema de entretenimento acaba por falar mais alto, pois é o que enche os bolos.

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O CÓDIGO HAYS

Autoria de Lu Dias Carvalho

Proinema
Os filmes não dispõem de qualquer característica que os redima e justifique a sua existência. (Chicago Tribune/ 1907)

Lixo pecaminoso e abominável. (Ramsay MacDonald/ Primeiro ministro britânico)

A arte do cinema é efêmera e parasítica. (Journal Education/1958)

Poucos de nós já ouviram falar sobre o Código Hays, que tinha como objetivo colocar bridão no cinema. Como pode perceber o leitor, os donos da verdade só mudam de época, mas continuam os mesmos, dentre eles os religiosos fanáticos que odeiam o Estado laico.

Como a Sétima Arte era democrática e única, além de ser imediata e de fácil acesso, logo começou a ser questionada pelos detentores do poder moral e político. Achavam eles que o cinema se espalhava com muita rapidez, de modo que sua influência só poderia ser maléfica. O medo tomou conta dos “donos” do mundo. E o cinema viu-se no banco dos réus, como o pior dos pecadores ou o mais abominável dos devassos.

Crimes: vulgarizar, idiotizar, incentivar a sensualidade, servir de propaganda política, provocar o consumismo exagerado, tramar contra os bons costumes, corromper a mente e a moral dos jovens, transformar o mundo num ambiente caótico e sem governança. Portanto, era preciso amordaçar o monstrengo, a besta-fera que há pouco nascera, antes que devorasse a santa e pia humanidade. Assim, o mundo da utopia continuaria existindo, em prol do bem geral de todas as nações, enquanto fora da tela a verdade crua e nua continuava grassando, sem que dela dessem conta os censores.

Os responsáveis pelo “bem comum” caíram com paus e pedras sobre a arte (cinema) ainda criança. Todos aqueles, que se julgavam com poderes para refreá-la, usaram de suas manhas e artimanhas, clamando insistentemente por sistemas de censura. O mais conhecido deles foi o Motion Producers and Distributors of America, cuja lista de restrições tornou-se conhecida como o Código Hays.

Do famigerado código para frente, a nudez libertina, o tráfico de drogas, a escravidão branca (a negra podia), cenas de nascimento, cirurgias, cenas de primeira noite, mulher e homem deitados na mesma cama (ainda que fossem casados), genitália de crianças, beijos excessivos ou prolongados, perversão sexual, miscigenação, e mais uma longa lista de proibições, passaram a ser excluídas dos filmes. E, com isso, muitos filmes de arte foram banidos sob a alegação de que eram apelativos.

O Código Hays foi escrito por um dos líderes do Partido Republicano (EUA), chamado William H. Hays, daí o seu apelido. Entrou em vigor em 1933 e sobreviveu até 1956, embora as mudanças fossem graduais até os meados dos anos de 1960, em razão dos vários movimentos que estavam aparecendo, como a liberação feminina e os hippies. Os cineastas passaram a ignorar as regras do código, fazendo filmes sem a aprovação da censura. Em 1968, o Código Hays cedeu lugar a uma tabela de classificação de filmes, levando em conta a idade do espectador.

Só para se ter uma ideia da rigidez do Código Hays, esse não aprovava o uso das seguintes palavras (já com tradução) no cinema: gata, vadia, prostituta, vampiro, mulher fácil, nádega, homossexual, dedo, gritos de gozo, doença venérea, patife, travesti, testículos, pederasta, arroto, urinol público, etc.

O mais engraçado nessa história é que um grande número de cineastas, como Ernest Lubitsch e Howard Hawk, sentiam o maior prazer em burlar aquelas regras mesquinhas e tolas. E, com a maior perspicácia, eles acabavam se safando delas, bem nos bigodes de seus censores.

Mas, como há mais mistérios entre o céu e a Terra, do que imaginam 10% da nossa massa cinzenta, um obstáculo bem maior do que o Código Hays encontrava-se dentro do próprio cerne do cinema: a sua popularidade. Mas que nonsense! Também acho.

O fato é, meu caro leitor, que assim que “os homens” perceberam que o negócio cinematográfico era uma mina de ouro, o lado comercial, guloso como sempre, tentou segurar as rédeas sozinho, deixando para trás os elementos experimentais e artísticos. Logo, os três principais ramos – produção, distribuição e exibição – começaram as suas manobras de guerra financeira. De modo que, no frigir dos ovos, o poder dos estúdios cresceu, inflou os egos e os bolsos e ainda aspirou a independência do restante. O poder dos diretores virou favas contadas, foi pro beleléu.

O que pode haver de bom em qualquer empreendimento onde o dinheiro é a única tônica? Nada, é claro. Por isso, a mediocridade começou a correr solta no cinema, sob o respaldo do vil metal, que jorrava abundantemente nos cofres dos grandes estúdios. Mas essa história não se restringe àqueles tempos. Ela continua firme nos dias de hoje. A batalha entre os investidores que só pensam na maximização de seus lucros e os criadores da arte, que desejam dar o melhor de si na feitura de bons filmes, continua. Ouso dizer que assim será, já que a humanidade não toma jeito diante da ganância pelo vil metal. Estamos todos condenados. Que entoem o réquiem para a criatividade: requiem aeternam dona eis!

Fontes de Pesquisa:
Tudo sobre Cinema/ Editora Sextante
Wikipédia

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3D – SUICÍDIO OU INOVAÇÃO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Muitos imaginam que o cinema 3D teve seu início com Avatar/ 2009 (James Cameron). Na verdade, ele nasceu em 1950 nos estúdios de Hollywood. Renasceu em grande pompa com Avatar, que trouxe efeitos mais nítidos e óculos menos desagradáveis.

Avatar (2009) continua sendo o campeão de bilheterias da história do cinema. A pergunta que nos fazemos é se ele é mesmo um bom filme, ou se os milhões de espectadores que o viram, foram seduzidos por sua tecnologia revolucionária. O fato é que os estúdios de Hollywood estão produzindo filmes 3D a todo vapor, talvez obcecados pelo faturamento estrondoso obtido por Avatar. Sem falar que outros filmes com a mesma tecnologia vêm tendo muito sucesso, tais como: Alice no País das Maravilhas, Como Treinar o Seu Dragão e Fúria de Titãs. Mas, nem todos os cinéfilos acham o cinema 3D uma boa ideia.

Roger Ebert, um dos mais respeitados críticos de cinema dos Estados Unidos e jornalista do Chicago Sun-Times, diz odiar o 3D e que muitos diretores, montadores e fotógrafos de cinema concordam com ele. Vejamos os argumentos apresentados pelo brilhante crítico:

1 – É o desperdício de uma dimensão.

Quando alguém assiste a um filme em 2D, a sua mente recebe-o em 3D, usando o princípio da perspectiva, para conseguir a terceira dimensão. De modo que acrescentá-la artificialmente pode ofuscar a ilusão, tornando-a menos convincente. Será que Avatar não teria ido igualmente bem em 2D?

2 – Não acrescenta nada à experiência.

Basta que nos lembremos dos grandes filmes que nos tocaram profundamente. Se fossem em 3D, a emoção teria sido diferente? Um bom filme nos domina completamente a imaginação. Fargo – Uma Comédia de Erros ou Casablanca teriam sido melhores se tivessem sido rodados em 3D?

3 – Pode ser uma distração.

Alguns formatos de filmes em 3D apenas separam os planos visuais, de modo que os objetos movimentam uns na frente dos outros, mas tudo continua em 2D. Enquanto nos filmes em 2D os diretores costumam usar uma diferença de foco, para chamar a atenção do espectador, para o que está à frente ou ao fundo, nos filmes em 3D, a tecnologia sugere que toda a profundidade de campo está nitidamente em foco. Algo totalmente desnecessário.

4 – Pode causar náuseas e dor de cabeça.

Pesquisas feitas com oftalmologistas, por ocasião do lançamento dos televisores 3D (janeiro/2010), comprovam que podemos conviver muito bem com pequeníssimos problemas de vista. Contudo, o 3D oferece uma experiência visual com a qual não estamos acostumados, exigindo um maior esforço mental, o que pode provocar dor de cabeça. Cada olho enxerga coisas a partir de um ângulo ligeiramente diferente. Quando isso é processado no cérebro cria-se a percepção de profundidade. Entretanto, as ilusões, que vemos em três dimensões nos filmes, não estão calibradas da mesma forma que nossos olhos e nosso cérebro. Por isso muitas pessoas sentem dor de cabeça e vista cansada.

5 – É impossível imaginar um drama sério como “Amor sem Escalas” ou “Guerra ao Terror”, em 3D.

A tecnologia parece adequada para produções infantis, animações e filmes como Avatar, que são feitos, principalmente, em computadores.

6 – Os cinemas cobram uma sobretaxa pelo filme em 3D.

Existe certa esperteza no fato. Quando assistimos a um filme em 2D numa sala adaptada ao 3D, os projetores 3D também estão preparados para os filmes em 2D. O cinema usa o mesmo projetor, mas não cobra a mais pelo ingresso. Mas se o filme for em 3D o preço do ingresso sobe, pois a ele se incorpora uma sobretaxa. Muitas vezes, um filme só é exibido em 3D a fim de cobrarem mais pelo ingresso.

Em suma, alega Roger Ebert:

• O 3D não agrega nada de essencial à experiência de ver um filme.

• Para alguns é uma distração irritante.

• Para outros causa náuseas e dor de cabeça.

• São motivados pela venda de custosos equipamentos de projeção e o acréscimo de uma sobretaxa ao valor do ingresso.

• Sua imagem é mais escura do que em 2D.

• É inadequado para produções adultas com alguma seriedade.

• Para o público infantojuvenil, só raramente o 3D oferece uma experiência pela qual valha a pena pagar mais pelo ingresso.

Agora, a tridimensionalidade adentra nas residências através dos televisores 3D. Todos os grandes fabricantes já colocaram seus aparelhos no mercado. O problema para os brasileiros é que as emissoras nacionais de televisão ainda engatinham na produção de programas específicos. Mesmo os filmes blu-ray 3D são muito poucos.

Os interessados no avanço do 3D alegam que haverá uma explosão dos artigos responsáveis pela tridimensionalidade, mas pesquisas indicam que mais de 80% das pessoas no Brasil ainda não têm vontade de comprar tais produtos, alegando que os ganhos visuais são muito pequenos e os preços exorbitantes.

Bem, meu caro leitor, gostaria de saber a sua opinião sobre o cinema 3D. Ele veio para ficar ou se trata apenas de mais um modismo? Você compraria um televisor 3D? Roger Ebert é um retrógrado ou está coberto de razão? Agora a palavra (escrita) é sua.

Fonte de pesquisa:
Revista Veja/ 15 de dezembro de 2010
Wikipédia

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Cinema – A SÉTIMA ARTE

Autoria de Lu Dias Carvalho

Paradiso

Esta é a maravilha do cinema, é uma arte democrática, uma arte para todas as raças. Aqui as massas da humanidade entram através do movimento vibrante na luz que voa e na beleza que invoca o espírito da raça. (American Magazine/ 1913)

 Ao contrário das demais artes, o Cinema é ainda um bebê, que possui pouco mais de um século de vida. A maioria dos estudiosos acata a ideia de que ele surgiu em 1895, com os irmãos Lumière, quando projetaram A Saída dos Operários da Fábrica Lumière.

 O Cinema é a arte que mais tem se beneficiado com o efeito da tecnologia. Dentre as muitas novidades, está a possibilidade de congelar a imagem, para uma análise mais detalhada de uma cena, por exemplo. Foi por isso, que alguns deslizes, antes despercebidos, tornaram se visíveis. Hoje é possível ao espectador observar que em Casablanca, Ilsa usa um terninho em vez de um vestido no flashback de Paris; em Os Dez Mandamentos, um cego usa um relógio; em Spartakus, vários soldados também estão usando relógios: em No Tempo das Diligências, é possível ver marcas de pneus modernas; em Doutor Jivago, pode-se ver o reflexo do diretor David Lean e sua equipe, e assim por diante.

 É possível que nenhuma arte tenha se espalhado com tanta rapidez e se tornado tão universal quanto o Cinema. Quando tinha apenas 20 anos de existência, grandes plateias espalhadas pelo mundo, já se curvavam a seus encantos.

 Filmes Mudos

 Embora possa parecer um paradoxo, o fato de os filmes do início da história do Cinema terem sido mudos, o que configurava uma limitação da nova arte, trouxe uma grande vantagem para sua universalização. Mas como assim? – inquirirá o leitor.

 Vejamos:
1 – os filmes mudos eram acessíveis a qualquer tipo de público;
2 – seus custos eram muito baixos e por isso eram produzidos em maior escala;
3 – a simples colocação de alguns entretítulos, traduzidos para a língua local, permitia a um filme ser compreendido em qualquer lugar do mundo;
4 – o filme mudo não constituía um problema para o alto número de analfabetos existentes à época;
5 – era muito comum que os espectadores, com domínio da leitura, lessem os intertítulos para os vizinhos em apuros;
6 – os japoneses chegaram a criar a figura do benshi, que tinha como objetivo ficar ao lado da tela, e recontar a história para os espectadores;
7 – quando os filmes falados chegaram, a paixão pelo Cinema já estava enraizada, de modo que as pessoas não se sentiram desencorajadas com as barreiras impostas pela linguagem.

 Na opinião de alguns críticos, se o Cinema tivesse nascido já no modo falado, é bem provável que a sua popularização não tivesse sido tão rápida em todo o mundo.

 Gêneros do Cinema

 Os principais gêneros cinematográficos não tardaram a emergir após a criação do Cinema. Georges Miélès, o ex-ilusionista, logo após as projeções dos irmãos Lumière, já apresentava para as plateias filmes de fantasia, terror e ficção científica.

 O documentário praticamente já nasceu com o Cinema. Foi o primeiro a existir, pois bastava apontar as câmaras para o mundo em derredor e já se configurava o gênero.

 A comédia veio logo após e, depois, vieram os dramas de época, os romances, os filmes de ação, o drama psicológico, os filmes de guerra, a farsa, os épicos da antiguidade e a pornografia. Embora alguns gêneros ainda engatinhassem, em 1910 já existiam quase todos os que estão presentes nos dias de hoje.

 Em menos de meio século, o Cinema percorreu o longo caminho que vai do primitivismo ao pós-modernismo. Apesar de bem mais jovem, tornou-se a mais dinâmica e a mais democrática das formas de arte.

 É interessante saber que antes da Primeira Guerra Mundial, era o Cinema europeu que dominava o mercado internacional. França, Itália e Dinamarca eram os países possuidores de importantes indústrias cinematográficas. Os Estados Unidos, por sua vez, eram muito mais importadores do que produtores. Porém, com a chegada da guerra as coisas tomaram um novo rumo, deslocando o eixo da sétima arte.

 Como o conflito desenrolava-se na Europa, as indústrias cinematográficas europeias foram extremamente afetadas, sendo obrigadas a reduzirem a produção. Como a tristeza de uns acaba sempre redundando em alegria para outros, a emergente indústria cinematográfica norte-americana, que tinha muito dinheiro, aproveitou a deixa para se firmar no mercado mundial. Já em 1920, Hollywood assegurava para si o primeiro lugar no pódio. Além disso, com os recursos financeiros e técnicos imbatíveis, tornou-se irresistível para os cineastas talentosos europeus. Fato que ainda acontece nos dias de hoje.

 Numeração das Artes

 Esta é a numeração mais consensual sobre as artes, sendo, no entanto, apenas indicativa, onde cada uma das artes é caracterizada pelos elementos básicos que formatam a sua linguagem:

 1ª Arte – Música (som)
2ª Arte – Dança/ Coreografia (movimento)
3ª Arte – Pintura (cor)
4ª Arte – Escultura (volume)
5ª Arte – Teatro (representação)
6ª Arte – Literatura (palavra)
7ª Arte – Cinema (integra os elementos das artes anteriores mais a 8ª arte)
8ª Arte – Fotografia (imagem)
9ª Arte – Banda desenhada (cor, palavra, imagem)
10ª Arte – Jogos de Computador e Vídeo (alguns jogos integram elementos de todas as artes anteriores somado a 11ª, porém no mínimo, ele integra as 1ª, 3ª, 4ª, 6ª, 9ª arte somadas a 11ª desde a Terceira Geração de Videogames)
11ª Arte – Arte digital (integra artes gráficas computorizadas 2D, 3D e programação).

Nota: Cena de Cinema Paradiso

 Fontes de Pesquisa:
Tudo sobre Cinema/ Editora Sextante
Wikipédia

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