Arquivo da categoria: Crônicas

Abrangem os mais diversos assuntos.

OPINIÃO, FATO E DISCERNIMENTO

Autoria de Lu Dias Carvalho ed12

Quando nascemos, já nos aportamos dentro de uma família guiada por certas tendências comuns à maioria de seus membros. Essa família, por sua vez, está inserida num grupo social com opiniões peculiares. E assim vai seguindo o trançado. E, quanto mais incultos forem seus membros, mais a trama aprisiona-os. Pois, apesar do avanço intelectual da humanidade ao longo dos últimos anos, nós ainda somos presas fáceis de certas correntes, nos mais variados campos ideológicos, que não são sustentadas por elementos racionais. Ainda somos vítimas de posturas manipuladoras, de discursos ou opiniões enganosos, cuja função é nos passar determinadas sugestões que têm como objetivo beneficiar unicamente os maquinadores.

Quantas correntes em todos os campos nosso planeta conheceu, ao longo da existência humana em seu solo até os nossos dias? E muitas outras ainda estão em latência, aguardando o momento propício para eclodir. E quanto mais medíocre for o homem, mais facilidade terá para abraçar uma ou outra, sem nenhuma indagação. Isto porque sua razão esconde-se sob o manto da mera crença, da falta de espírito crítico. Em contrapartida, quanto mais astucioso for o indivíduo, mais constrói e fortalece as correntes necessárias para aprisionar os tolos, pois o esperto precisa da presença do trouxa para objetivar suas ações.

No Brasil, dentre os fomentadores das mais variadas correntes de opinião, coloco na linha de frente parte de nossa mídia que ainda tenta fazer de seu leitor um joguete, desprezando sua capacidade de discernimento, assim como certos políticos mascarados, ladrões da pátria, que têm como prioridade criar correntes de opinião que lhes garantam um lugar permanente ao sol. O populacho que vá plantar batata, depois de atingidos os fins almejados. Também não podemos nos esquecer dos falsos líderes religiosos, que manipulam e roubam seus adeptos. Mas não posso negar que haja homens comprometidos com grandes valores morais, aptos a emitir opiniões, uma vez que têm como objetivo o bem-estar de seu povo.

Quando as opiniões são daninhas, elas funcionam como explosivos, pois tentam subjugar as pessoas através daquilo que as torna menos racional: a emoção. Assim fica fácil conduzir a manada, para onde se quer levá-la. A imensa maioria dos desprovidos de autocrítica age por sintonia, por hipnotismo, por contágio mental, sem real conhecimento do que se passa. Portanto, acautelemo-nos com certos pareceres, e nos preocupemos mais com os fatos. E que o nosso discernimento seja sempre a luz que nos guia, acima de tudo. Mesmo que erremos, mas que tenhamos a certeza de ter feito a melhor escolha possível, de acordo com o nosso livre-arbítrio. Devemos escolher com liberdade e espírito crítico nossos próprios caminhos.

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OPINIÕES X CRENÇAS

Autoria de Lu Dias Carvalho ed1234

O ser humano lida no dia a dia com uma infinidade de opiniões, onde quer que se encontre. Acompanhar o nascimento dessas ditas, às vezes debaixo do mesmo teto, é mais difícil do que se pode imaginar, pois, nessa balbúrdia expressa, entram elementos diversos, principalmente afetivos e místicos. O melhor que se faz é aprender a conviver com elas da maneira mais pacífica possível, sem deixar que o estresse salgue o molho.

Cada indivíduo tem sua forma específica de reagir a um determinado acontecimento, levando em conta o meio, o interesse, a forma de educação recebida, o caráter e tantos outros elementos que modelam o seu jeito de ver o mundo. Mas isto não é o bastante para decifrarmos o porquê de pessoas, que carregam a mesma bagagem, terem opiniões divergentes. Por que tantas variações? De onde derivam tais maneiras de pensar?

Gustave Le Bon, fundador da Psicologia Social apresenta-nos uma resposta que talvez não agrade a gregos e troianos. Segundo ele, um povo não é somente formado por indivíduos diferenciados pela educação, pelo caráter, etc., mas, sobretudo, por heranças ancestrais dissemelhantes. Trocando em miúdos, ele diz que, no início, uma sociedade é composta por seres que pouco se diferenciam entre si, como se fosse uma tribo com mentalidade única. Mas, com o tempo, em função dos fatores de evolução e seleção, tais indivíduos vão gradualmente se separando do grupo. Uns progridem mais rapidamente, outros são mais lentos, o que vai aumentando as diferenças. Assim sendo, a sociedade acaba agregando todos os tipos de pensamento. Até porque é necessário que haja transformações, para que as pessoas adaptem-se a novos tempos. A civilização não aperfeiçoa os homens igualmente e ao mesmo tempo.

Ainda podemos encontrar, com muita facilidade, homens das cavernas, senhores feudais, artistas do Renascimento, déspotas do temido Império Romano, sábios gregos, etc., no mundo contemporâneo. Mesmo que falando a mesma língua, as pessoas de uma mesma sociedade compreendem de maneira diferente as opiniões, que por sua vez despertam ideias inteiramente contrárias. Cabe aos governantes tornar uma sociedade heterogênea de mentalidades e recursos, o mais homogênea possível. Esta é a obrigação deles junto ao povo.

Le Bon é capaz de nos fazer rir, quando diz que numerosos políticos ou universitários entupidos de diplomas têm a mesma mentalidade dos bárbaros.  Assim como um lavrador pode ter a postura de um sábio.  O que é uma verdade incontestável. Mas, graças a Deus, as opiniões não possuem as mesmas raízes da crença. E, por isso, elas podem ser mutáveis, contribuindo para a transformação humana. Enquanto a crença é destituída de razão, a experiência pode modificar a opinião.

Ao contrário do que pensam alguns, mudar de opinião é uma forma de mostrar que se é independente para pensar e agir, capaz de entender as mudanças que vão chegando. Tenhamos medo de quem diz que nasceu assim e vai morrer do mesmo jeito, pois não passa de uma pedra no meio do caminho.

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EDUCAÇÃO E LIBERDADE

Autoria de Edward Chaddad

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Mesmo que seja um sentimento inserido na essência do ser humano, a liberdade é uma busca, uma conquista interminável e incessante. Mas qual é o caminho que teremos que trilhar para conseguirmos e conservarmos tão importante condição? É evidente que é a educação.

Não somos livres por sermos livres. Temos que ter a conscientização de que todos os seres humanos nascem livres perante a lei, ou pelo menos assim deveria ser. Todavia, é importante o amadurecimento que nos possibilita ter noção e conscientização de nossas ações. E aí, neste caminho, está a educação. É ela que nos norteia e nos faz participantes e responsáveis, juntos com os outros, na direção tomada pela nossa humanidade.

É a educação que nos permite avaliarmos o nosso modo de agir no meio em que vivemos. Através dela nos aperfeiçoamos. Ela nos transforma, permitindo-nos a condição de melhor decidirmos. Através dela não só conseguimos absorver conhecimentos, mas, principalmente, valores. Com ela percebemos que a liberdade é essencial na vida humana e que nosso espaço não pertence somente a alguns. A natureza do ser humano anseia por liberdade, mas somente aquele que se utiliza da educação pode se qualificar para atuar no mundo e, simultaneamente, ter a noção correta de como agir, para nele sobreviver e se sentir livre.

A liberdade tem como fundamento a educação. São indissociáveis. Faltando uma, a outra não subsiste.  Ninguém recebe gratuitamente a liberdade. Ela é obtida à custa de esforços e de luta no amadurecer do ser humano, quando ele toma consciência de que é livre na sua essência. É a educação que lhe proporciona esta percepção. Não pode haver qualquer importância na educação, se ela não for a chave, a porta de entrada para a liberdade, e vice-versa.

Devemos nos educar para sermos livres. Não podemos nos deixar doutrinar, aceitando como verdades fatos que nos são oferecidos como dogmas indiscutíveis. O ser educado tem condições de discernir, obtendo habilidades para encontrar o rumo mais correto de sua vida e melhor participação no mundo. A educação é o pressuposto indispensável, portanto, para a liberdade. Sem aquela, esta não existe. Através dela, o homem chega ao seu apogeu, ao clímax de todo o seu potencial, pois, com os valores que conseguimos através dela teremos condições para enfrentar a vida.

Onde há opressão, a educação é usada como doutrinação. Aí reside o perigo, pois nos induz ao julgamento precipitado e equivocado. Mas, cedo ou tarde, a educação, como ato de coragem, desmascara o poder tirânico, enfrenta-o e o destrói, como já ocorreu em várias passagens de nossa história, levando-nos à liberdade, pois, um povo educado não transige com nada que dê espaço ou suporte para o autoritarismo e a arbitrariedade, graves empecilhos para a liberdade plena.

A educação é o preço da liberdade!

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O FILÓSOFO ROMANO HORÁCIO E A ORAÇÃO

Autoria de Lu Dias Carvalhoigr1234567

Horácio, poeta romano lírico e satírico, além de filósofo, viveu entre 65 a.C. e 8 a. C., sendo reverenciado como um dos maiores poetas da Roma Antiga. Epicurista, achava que era preciso aproveitar cada momento antes de morrer, ou seja, viver o presente sem demonstrar muita preocupação com o futuro. Acreditava na vida após a morte. Também ficou conhecido como o deus da Poesia. É dele esta maravilha de pensamento:

“Se um homem olhar com amorosa compaixão para seus semelhantes sofredores, e tomado de amargura indagar aos deuses: Por que afligis meus irmãos? Ele é, sem dúvida alguma, olhado por Deus mais ternamente do que o homem que com Ele se congratula por ser misericordioso e o deixar florescer com infelicidade, tendo só palavras de adoração para oferecer. Porque o primeiro homem reza por amor e piedade, atributos divinos, tão próximos do coração de Deus, e o outro fala pelo egoísmo complacente, um atributo animalesco, que não se aproxima da luz envolvente do espírito de Deus.”

Observemos a época em que viveu Horácio, com o seu panteão inominável de deuses e a sua capacidade de entendimento, em relação à dor de outrem. Para ele, os deuses tinham muito mais amor por aqueles que os questionavam ou se enfureciam com eles, em razão do sofrimento dispensado ao próximo. Não se tratava de ódio, mas de raiva e insatisfação diante daquilo que julgava injusto. Pois o coração de quem pensa no seu semelhante é puro e generoso. Não carrega a ganância e nem o egoísmo que destroem a si e os outros. O que esbraveja, pra proteger o seu irmão menos favorecido, não quer ser feliz sozinho. Ele exige que haja compartilhamento.

Ao contrário do que diz Horácio, mesmo depois dos ensinamentos do Messias ao mundo, ainda vemos aqueles que jogam no segundo time dos criticados pelo poeta. Abaixo uma oração, que seria, com certeza, desprezada por Horácio:

Oração de Ação de Graças (Michel Quoist)

É maravilhoso, Senhor,
Ter braços perfeitos, quando há tantos mutilados!
Meus olhos perfeitos, quando há tantos sem luz!
Minha voz que canta, quando tantas emudeceram!
Minhas mãos que trabalham, quando tantas mendigam!
É maravilhoso voltar para casa, quando tantos não têm para onde ir!
É maravilhoso: amar, viver, sorrir, sonhar, quando há tantos que choram, odeiam, revolvem-se em pesadelos, morrem antes de nascer.
É maravilhoso ter um Deus para crer, quando há tantos que não têm o consolo de uma crença.
É maravilhoso Senhor, sobretudo, ter tão pouco a pedir e tanto a oferecer e agradecer. Amém!

Vemos aqui um exemplo claro de arrogância e falta de compaixão, onde o EU é a chave central. Nunca vi nada mais egóico e nem sei como alguém pode se julgar fiel a um Deus que é Amor com tal discurso. E pior, é um insulto aos que possuem necessidades especiais. Por isso, deveriam eles odiar Deus? Como posso me congratular com minha perfeição diante do sofrimento do outro? Eis um tipo de orgulho doentio, cheio de indiferença e frieza, que faz ouvidos moucos para o sofrimento alheio, uma vez que tudo está bem consigo. Não há nesta oração, um só pedido que seja, em favor dos sofredores e que possuem muito, mas muito mesmo, a pedir. Não consigo encontrar aqui um laivo de humanidade, mas uma tola cantilena, repleta de arrogância.

O espírito de superioridade fecha-se com chave de latão como se, na sua arrogância, pudesse oferecer coisa alguma:

É maravilhoso Senhor, sobretudo, ter tão pouco a pedir e tanto a oferecer e agradecer. Amém!

O rezador, o orador, o fiel, o devoto, o cristão, ou sei lá o quê, que faz tal oração, literalmente fecha olhos e ouvidos para os desfavorecidos, colocando-se acima deles, como se fora um ser especial. E julga santo o seu individualismo, isolando-se dos “imperfeitos”. Esse é o tipo de ser que mais perigo traz, pois se vê no mundo como um ungido do Senhor. Claramente diz que é melhor do que os outros, cheio de um excessivo orgulho, permanecendo na ignorância e no isolamento. Falta-lhe magnanimidade.

Tomás de Aquino ensinava que “A não ação é um tipo de ação. A omissão é diretamente contrária à justiça”. Portanto, cobrar do Criador uma vida menos doída para aqueles dilacerados pelo sofrimento é ação, enquanto enaltecer o próprio ego é omissão.

Eta! Que mundo louco, meu Deus!

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A MORTE DE UMA ÁRVORE

Autoria de Beto Pimentel

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Ontem eu assisti à morte de uma árvore. Uma morte lenta. Primeiro cortaram os galhos superiores. Depois os localizados mais próximos do tronco. E por fim, ela jazia mutilada junto ao solo, vítima da ganância sem medida dos homens.

Deleitava-me todas as manhãs ao passar perto dela no outono, quando as suas folhas multicoloridas caiam pelo chão, voavam ao vento e nos forçava a meditar sobre a nossa existência no planeta Terra e que só temos uma certeza: tudo está em constante mudança.

As águas do rio que passam ligeiro nunca são as mesmas que tínhamos visto momentos antes. O ciclo eterno do mistério da vida é a nossa certeza.

No meu caminho existem centenas de árvores, mas a morte de uma delas afetou-me profundamente. O inverno passaria logo e começaria a primavera. As flores que dela brotavam, sinalizando a possibilidade de novas vidas, não brotariam mais. Não se ouviria o canto e o alvoroço dos pássaros que nela habitavam. Tudo substituído pelo vazio. De repente, senti um calafrio na espinha. Lembrei-me dos milhares de árvores nativas que são assassinadas todos os dias, transformando as nossas florestas em terra árida ou em reflorestamentos de uma só espécie de árvores exóticas, onde impera o silêncio causado pela quebra do equilíbrio com a fauna.

Naquela noite fiquei acordado madrugada adentro, ouvindo o pio melancólico da coruja. No dia seguinte, fui até um parque ecológico perto de casa. O administrador daquela área pública ficou atônito quando lhe pedi autorização para ficar o dia todo plantando árvores. Portava um saco com sementes e mudas. Exatamente da espécie da minha árvore assassinada.

Após eu muito insistir, o homem, incrédulo, autorizou-me a plantar. E não resistindo à tentação, ponderou:

– Mas senhor, essas sementes e mudas são de árvores que demoram mais de trinta anos para atingirem seis a oito metros de altura e só então gerarem flores e frutos.

Sem olhar para ele, continuava a abrir pequenas valas no solo onde colocava uma semente e a cobria com terra.

Muito incomodado, ele insistiu:

– O senhor falou que gostava muito dessa árvore que cortaram. Desculpe, mas nós temos mais de sessenta anos e quando as árvores plantadas estivem adultas, já estaremos mortos.

Continuando o meu trabalho, lhe respondi:

Estou consciente disso meu amigo, mas para as próximas gerações faremos a diferença!

(*) Imagem copiada de gollnick.blog.terra.com.br

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CONDIMENTOS – UM TOQUE DOS DEUSES

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Sou fascinada por cheiros e sabores de tudo que brota da terra, desde o capim cidreira ao pau rosa, do cravo à canela, passando pelo alecrim, pelo manjericão até chegar ao zimbro. No entanto, devo confessar que não sou capaz de manejar os condimentos com um mínimo de precisão. Nunca sei o que usar nesse ou naquele prato. Vou colocando tudo o que encontro à minha volta e o resultado é quase sempre desastroso. Manejar os condimentos é uma arte.

Condimento é a substância (erva, legume, especiaria, sal, pimenta, etc.) que é acrescentada a um alimento (antes, durante ou após o seu preparo ou mesmo na sua degustação), para dar-lhe sabor, aroma ou realçar o seu paladar. A utilização dos condimentos é muito diversificada, de acordo com os hábitos e tradições das mais variadas regiões. A princípio, o sal de cozinha, as ervas e as especiarias foram utilizadas para a conservação dos alimentos, como vimos nas viagens que eram feita às Índias em busca de especiarias, uma vez que não havia outro meio de conservar alimentos como a carne.

A verdade é que são tantas as raízes, caules, folhas, flores, botões, sementes e castanhas existentes nos dias de hoje, que eu me perco nesse emaranhado adorável de cheiros e sabores. Mas imagino que não estou só neste meu desconhecimento imperdoável, para quem mora num país tão divinamente saboroso, cheiroso e colorido. Portanto, nada melhor do que um pouco de conhecimento sobre os temperos:

Açafrão – também chamado de cúrcuma ou açafrão da terra.

Aipo – também conhecido por salsão. Seu sabor é muito concentrado.

Alcaparra – é o botão de uma florzinha encontrada em conserva, geralmente, bem salgada.

Alecrim – folhinha que tem a forma de pequenos galhos, que possui perfume doce e amadeirado. Pode ser usado fresco, seco, macerado ou inteiro.

Alpisce – também conhecido como pimenta-da-jamaica. É um misto de cravo, canela e noz-moscada. Seu sabor é bem exótico.

Alfavaca – folhinha aromática muito parecida com o manjericão, tanto no sabor, quanto no aroma.

Alho – muito usado pelos brasileiros. Seu uso é bem diversificado, pois é muito versátil.

Anis estrelado – é ligeiramente amargo e tem sabor marcante.

Aneto – possui sabor adocicado.

Cardamomo – são pequenas sementes que, após serem retiradas da casca e maceradas, liberam seu aroma e sabor.

Cebola – muito utilizada no nosso país. Possui um forte ácido sulfúrico.

Cerefólio – também chamada de mil-folhas. Seu sabor é meio amargo.

Chilli – designação geral de pimenta. Pode ser também um tempero mexicano à base de pimentas.

Coentro – muito parecido com a salsinha. Possui sabor e cheiro fortes.

Colorau – também conhecido como colorífico ou urucum. Quase não tem sabor.

Cominho – semente de cor marrom-clara que possui um sabor forte e característico.

Cravo – é um tempero de sabor exótico.

Cúrcuma – pertence à mesma família do gengibre. É também conhecida como açafrão da terra.

Endro – semelhante à erva-doce.

Erva-doce – possui um sabor exótico.

Estragão – possui sabor adocicado e marcante.

Gengibre – raiz da família da cúrcuma. Tem um gostinho forte e picante e auxilia na digestão.

Gergelim – possui sabor riquíssimo, próximo ao do pinhole e ao da amêndoa. Com ele se faz o gersal.

Hortelã – existe em várias qualidades, mas a melhor para o uso culinário é a rasteira.

Louro – folha muito aromática.

Manjericão – sabor semelhante à alfavaca, sendo muito aromático.

Melissa – folha parecida com a hortelã. Seu sabor é parecido com o da erva-doce.

Manjerona – da mesma família do manjericão. Seu gosto varia entre o orégano e o manjericão.

Mostarda – é uma sementinha de sabor picante.

Noz-moscada – castanha marrom de aroma marcante.

Orégano – erva rasteira muito aromática

Páprica – pó de cor vermelha extraído do pimentão, podendo ser doce ou picante.

Pimenta – existe nos mais variados tipos, como: caiena, cumari, olho de peixe, dedo-de-moça, calabresa, biquinho, pimenta-da-janela, pimenta-da-jamaica, pimenta de bode, pimenta de cheiro, pimenta-do-reino, malagueta, etc.

Raiz forte – muito picante e com gosto agradável.

Rosmaninho – erva exótica de origem portuguesa.

Salsa – também conhecida por salsinha. Além de ser digestiva, ainda é muito usada para ornamentar pratos.

Sálvia – folhinha da culinária italiana, que possui sabor marcante.

Segurelha – tem a aparência do alecrim, sendo muito aromática.

Tomilho – ervinha de sabor forte, muito usada na culinária.

Zimbro – também conhecido como junípero. Seus grãozinhos devem ser tirados da casca e macerados. É aromático e adocicado.

Chimi-churri – mix de ervas (alho, cebola, orégano e salsa).

Curry – também conhecido como caril é um mix de vários temperos.

Fine herbes – ervas finas, composto por um mix de cerofólio, cebolinha francesa salsa e estragão.

Herbes de Provance – mix de sete ervas aromáticas.

Tahine – creme de sementes de gergelim integral, tostado e moído.

Tandoori – tempero indiano à base de pimenta seca e outras especiarias.

Zátar – mix picante com gosto marcante de seis condimentos.

Dizem os tarimbados na culinária que o bom tempero é aquele em que as pessoas não conseguem identificar seus ingredientes. Onde um condimento não se destaca mais de que outro, de modo que todos os temperos agregam-se com sabedoria ao alimento.

Fonte de pesquisa:
Peninha, o Alquimista
Wikipédia

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