Quando nascemos, já nos aportamos dentro de uma família guiada por certas tendências comuns à maioria de seus membros. Essa família, por sua vez, está inserida num grupo social com opiniões peculiares. E assim vai seguindo o trançado. E, quanto mais incultos forem seus membros, mais a trama aprisiona-os. Pois, apesar do avanço intelectual da humanidade ao longo dos últimos anos, nós ainda somos presas fáceis de certas correntes, nos mais variados campos ideológicos, que não são sustentadas por elementos racionais. Ainda somos vítimas de posturas manipuladoras, de discursos ou opiniões enganosos, cuja função é nos passar determinadas sugestões que têm como objetivo beneficiar unicamente os maquinadores.
Quantas correntes em todos os campos nosso planeta conheceu, ao longo da existência humana em seu solo até os nossos dias? E muitas outras ainda estão em latência, aguardando o momento propício para eclodir. E quanto mais medíocre for o homem, mais facilidade terá para abraçar uma ou outra, sem nenhuma indagação. Isto porque sua razão esconde-se sob o manto da mera crença, da falta de espírito crítico. Em contrapartida, quanto mais astucioso for o indivíduo, mais constrói e fortalece as correntes necessárias para aprisionar os tolos, pois o esperto precisa da presença do trouxa para objetivar suas ações.
No Brasil, dentre os fomentadores das mais variadas correntes de opinião, coloco na linha de frente parte de nossa mídia que ainda tenta fazer de seu leitor um joguete, desprezando sua capacidade de discernimento, assim como certos políticos mascarados, ladrões da pátria, que têm como prioridade criar correntes de opinião que lhes garantam um lugar permanente ao sol. O populacho que vá plantar batata, depois de atingidos os fins almejados. Também não podemos nos esquecer dos falsos líderes religiosos, que manipulam e roubam seus adeptos. Mas não posso negar que haja homens comprometidos com grandes valores morais, aptos a emitir opiniões, uma vez que têm como objetivo o bem-estar de seu povo.
Quando as opiniões são daninhas, elas funcionam como explosivos, pois tentam subjugar as pessoas através daquilo que as torna menos racional: a emoção. Assim fica fácil conduzir a manada, para onde se quer levá-la. A imensa maioria dos desprovidos de autocrítica age por sintonia, por hipnotismo, por contágio mental, sem real conhecimento do que se passa. Portanto, acautelemo-nos com certos pareceres, e nos preocupemos mais com os fatos. E que o nosso discernimento seja sempre a luz que nos guia, acima de tudo. Mesmo que erremos, mas que tenhamos a certeza de ter feito a melhor escolha possível, de acordo com o nosso livre-arbítrio. Devemos escolher com liberdade e espírito crítico nossos próprios caminhos.
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