ADMIRAÇÃO VERSUS INVEJA

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Autoria de Danilo Vilela Prado

A admiração é uma virtude que deve ser cultivada, porque significa respeito, simpatia e encantamento com pessoas que sempre servem de espelho e exemplo para nós. Admirar significa entrelaçar a nossa existência com a irradiação positiva de outras pessoas. Nascemos admirando nossos pais, ainda que inconscientemente. Ou seja, a admiração é um sentimento inato. O sorriso espontâneo dos bebês revela encantamento não só com o mundo, mas com as pessoas próximas. Essa é a forma mais pura de admiração, que, infelizmente, pode se reduzir à medida que crescemos.

Quem admira, ama, cuida, procura seguir o mesmo caminho da pessoa que é admirada. Quantos de nós tivemos, ainda na infância, admiração por um professor, que muitas vezes mudou para melhor a nossa vida. A admiração faz brotar o sorriso, acelera o coração, dá prazer, estimula o ato de imitar e amar. Toda vez, que imitamos alguém que tem bons propósitos, contribuímos para a obra do Criador e tornamos esta Terra melhor e mais agradável. A admiração era algo ensinado em épocas passadas. As pessoas mais velhas, parentes ou não, estimulavam os mais novos a seguir os passos da virtude, que significa o respeito pelas conquistas próprias e pelas dos outros. Quem obtinha sucesso, encontrava seguidores que não queriam destruir ou menosprezar a conquista, mas desejavam aprender, com admiração, os passos trilhados pela pessoa bem sucedida.

Cada um tem aquilo que merece segundo os próprios méritos. Não faz mal, portanto, se a pessoa ao lado consegue mais do que nós. Se assim aconteceu foi porque essa pessoa, geralmente, se esforçou mais, pois a sorte nem sempre favorece. Não me refiro aos que conseguem algo através de meios ilícitos. Devemos admirar o esforço das reais conquistas alheias. Assim, admiramos as qualidades e as usamos como molas para também crescer. Mas de algum tempo para cá, a impressão que se tem é que, com as tecnologias de informação disseminadas e a profusão de vídeos, o ato natural da admiração foi transmutado para a inveja.

A inveja é um dos piores sentimentos que o ser humano pode ter, porque é destrutivo e ligado à incompetência e à preguiça. À incompetência porque, em vez de admirar e seguir os exemplos de pessoas sérias e honestas, o invejoso fica inativo e só faz destilar energias ruins para os outros, porque o invejoso não tem disposição de lutar pelas próprias conquistas, ficando incomodado com o sucesso alheio. A inveja é defeito grave, quase psicótico, e causa nos invejosos a produção excessiva de hormônios, que acabam sendo nocivos à saúde deles, como o cortisol e a adrenalina. Inveja e ódio são sentimentos gêmeos, porque estão associados à destruição própria e alheia. Se esse sentimento ronda a sua vida, cuidado!

Assim como nossos antepassados nos educavam para a virtude da admiração, os meios de comunicação atual, em boa parte, educam no sentido oposto. O livre arbítrio, o direito de escolher, dá a cada um de nós a possibilidade de decidir entre admirar e invejar. Faça a escolha certa e saiba diferenciar os próprios sentimentos. Se ficar tentado a ter inveja, faça um esforço e mude de rota: admire! Viva de tal modo que os seus atos sirvam de exemplo. Assim, as pessoas poderão admirar você.

2 comentários sobre “ADMIRAÇÃO VERSUS INVEJA

  1. Danilo Vilela Prado

    Prezado Adevaldo,

    Concordo com você. A inveja é o mais horrendo dos pecados capitais, porque tem sempre o objetivo de destruir, nunca de construir. Inveja e dó (pena das pessoas), formam os piores sentimentos que o ser humano pode dirigir a outros seres humanos. Ao sentir dó, prendemos os demais ao sofrimentos e decepamos a iniciativa de reverter as dificuldades. Os “sempre coitados”, pois são vítimas de dó de parentes, amigos e da sociedade, são infelizes, impotentes e deprimidos. Não devemos sentir dó, mas incentivar os desafortunados a vencer os obstáculos e a caminhar por si mesmos.

    Abraço

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  2. Adevaldo Souza

    Danilo,

    Considero a inveja o principal pecado capital. Depois dela vêm os outros pecados: ira, soberba, avareza, gula, luxúria e preguiça, não nessa ordem.

    Parabéns pelo texto.

    Adevaldo

    Responder

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