Arquivos da categoria: Fotografias

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Hipertricose – A SAGR. FAMÍLIA PELUDA…

Autoria de LuDiasBH

A Birmânia, conhecida oficialmente como República da União do Myanmar, país da Ásia Central, que já pertenceu ao Reino Unido, tendo se tornado independente em 1948, é a pátria da famosa “sagrada família peluda”, que fascinou o mundo com seus pelos longos e espessos. Trata-se de uma anomalia hereditária, ou seja, herdada, pois faz parte da genética da família. E para que aprimoremos mais o nosso conhecimento, é bom saber que os termos “hereditário” e “genético” não significam a mesma coisa, ou seja, não são sinônimos.

Voltando à “sagrada família peluda”, segundo explicações científicas, há 50% de possibilidade de que uma pessoa com tal anormalidade possa gerar descendentes com problema semelhante. Essa doença, chamada de hipertricose (vulgarmente conhecida por síndrome do lobisomem), é extremamente rara e sabe-se ainda muito pouco sobre ela. Na foto  encontra-se a família de Mah Phoon, o segundo da direita para a esquerda. Ao seu lado direito está seu filho Moung Pjoset, a esposa desse, e seu neto, o primeiro à direita. A vida dessa família, que viveu no século XIX, foi muito agitada, sendo que parte dela viveu de exibições.

A pessoa acometida pela hipertricose possui um crescimento anormal de seus pelos, que toma todo o seu corpo, excetuando a palma das mãos e dos pés. São raríssimos os casos conhecidos. Esse distúrbio possui duas variantes. Na primeira, conhecida como Hipertricose Lanuginosa Côngenita, o indivíduo possui os pelos mais finos e felpudos, como é o caso da família birmanesa, chegando aos 25 cm de comprimento. Na segunda, denominada Síndrome de Abras, seus pelos são mais grossos, coloridos e crescem durante toda a sua vida. Esse nome deveu-se a Pedro Gonçalvez, morador de Tenerife, nas Ilhas Canárias, e portador da doença, por ter sido exibido por sua família no castelo de Ambras.

Para quem quiser conhecer mais sobre o assunto, busque assistir ao filme “Fur” (A Pele), que conta a história do polonês Lionel Stephen Bilgraski, um jovem que tinha a cara parecida com a de um leão, tendo atuado no circo Barnum &Bailey’s Circus.

Fontes de pesquisa
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1295857/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hipertricose
Freaks – Aberrações Humanas/ Editora Livros e Livros

Nota: Foto de Charles Eisenmann com assinatura na lateral direita do cartão

Intersexualidade – AS IRMÃS KARAS

Autoria de LuDiasBH

O hermafroditismo, termo que vem caindo em desuso, sendo substituído por intersexualidade, caracteriza-se pela presença dos dois sexos e/ou caracteres secundários desses num mesmo indivíduo, que tanto pode ser animal ou vegetal. Trata-se de um distúrbio tanto morfológico quanto fisiológico. Podemos dizer que o indivíduo portador de tal condição é hermafrodita ou hermafrodito, pois se trata de um substantivo de dois gêneros, contudo, hoje em dia usa-se mais a palavra intersexuado ou “intersex”.

O nome hermafrodito tem origem na mitologia grega. Segundo o mito, Hermafrodito era uma divindade grega híbrida, fruto de um relacionamento passageiro entre os deuses Hermes (Mercúrio) com Afrodite (Vênus). Embora fosse muito belo, ao deus não agradava as mulheres. Mas ao se apaixonar por ele, a ninfa Salmácida pediu aos deuses que unissem seus corpos, apesar da indiferença do jovem deus por ela. E assim foi feito. Ele se tornou, ao mesmo, tempo masculino e feminino. Por causa de sua aparência com o deus, os hemofroditas eram reverenciados na Antiguidade. Hermafrodito, portanto, vem da junção dos nomes Hermes+Afrodite.

Os irmãos gêmeos franceses Albert e Alberta Karas, ambos hermafroditas,  são um caso bem conhecido na história desse fenômeno (foto à direita). O que se encontra de pé possuía a parte inferior do corpo masculina e a superior feminina. O que se encontra sentado, diferentemente do primeiro, possuía o lado esquerdo do corpo femino e o direito masculino, sem falar que ainda possuía o braço e a perna de seu lado feminino menores (cerca de cinco centímetros) do que os membros do lado masculino. O lado feminino do rosto era liso e possuía a maçã mais proeminente, enquanto no lado  masculino nascia barba.

Nota: fotos copiadas de http://www.sideshowworld.com/81-
SSPAlbumcover/HH/2015/Albert/Alberta.html

Fontes de pesquisa
Freaks – Aberrações Humanas/ Editora Livros e Livros
http://www.sideshowworld.com/81-
SSPAlbumcover/HH/2015/Albert/Alberta.html

BRASÍLIA – UMA HOMENAGEM AOS CANDANGOS

Autoria de LuDiasBH

                                                                  (foto de René Burri – 1960)

Esta foto memorável de René Burri, tirada em 1960, é uma das mais fascinantes que já vi. Retrata um dos muitos construtores da capital federal brasileira, o chamado candango, nome dado aos operários vindos, em sua maioria, do Nordeste do país, responsáveis pela construção de Brasília, levando sua família para conhecer a cidade que acabava de nascer na região Centro-Oeste de nosso país.

Chega a ser comovente a admiração das crianças, com suas roupas domingueiras, olhando extasiadas para cima, possivelmente diante de um grande edifício de Brasília. O maiorzinho deles, à esquerda, enverga todo o pescoço para trás, no intuito de visualizar o máximo possível. A menininha, com seu vestido branco de babados, não se mostra menos arrebatada. Chega a tapar a boca para que apenas os olhos trabalhem. O segundo garotinho, visivelmente surpreendido, talvez pelos poucos anos de idade, ainda sem uma compreensão maior do que vê, bota a mão na cintura e encosta-se na mãe buscando segurança, provavelmente pensando: “Vai que essa coisa não se encontre bem segura e despenque-se sobre mim!”. O pequenino, com os olhos voltados para baixo, nos braços da zelosa mãe, e recostado em seu seio, não está nem aí para nada. Pressente que é preciso conhecer outras coisas, primeiro.

O pai e marido orgulhoso, metido num velho terno amarrotado, sorri, possivelmente pensando: “Eu ajudei a construir este mundaréu!”. No braço esquerdo carrega a bolsa da mulher, já com seu fardo, e na mão direita traz um cigarro. Prende a sua mocinha pelo braço, deixando visível a aliança, insígnia de homem de família daqueles tempos. A mãe e esposa, trajando um vestido de tecido fino estampado e de mangas fofas, com os cabelos jogados para trás e brincos pendentes, traz uma sombrinha aberta com a intenção de proteger seu pimpolho do forte sol do Planalto Central. Ela olha encabulada. Apesar de não esboçar um sorriso, deve estar matutando: “E pensar que meu homem ajudou a construir tudo isso!”.

Ao olhar esta foto, várias perguntas borbulham em minha mente. O que foi feito desse senhor e de sua família? Como vive hoje cada uma dessas crianças? O trabalho árduo do pai beneficiou-as no futuro? O que os governantes do país, que anos após anos habitam as mansões luxuosas e os gabinetes atapetados e refrigerados de Brasília, com seus salários insondáveis, têm feito por aqueles de mãos rudes, como as desse senhor da foto, que ainda assim pensava estar construindo um grande e mágico futuro para seu país? Seu orgulho terá valido a pena? Os filhos e netos dos candangos estarão menos sofridos hoje do que estiveram naquela época? Ou tudo continua como dantes, com os interesses voltados apenas para o capital? Nas tribunas dos Três Poderes, o ser humano é o foco das atenções ou estas estão voltadas apenas para o GRANDE CAPITAL, que sempre acaba pousando nos Bancos? A Justiça que ali finca morada merece realmente ser chamada de tal? Eis a questão!

O fotógrafo suíço René Burri (1933-2014) clicava com a alma tamanha é a beleza das imagens que aprisionava com sua câmara. Ele trabalhava para a agência “Magnum Photos”, tendo deixado retratos memoráveis de celebridades. Fotografou em diferentes partes do mundo, tendo com o Brasil uma longa relação, clicando muitas imagens de nossas metrópoles e de nosso povo. E a capital brasileira não podia ter ficado fora de suas lentes. Fotografou-a diversas vezes, inclusive na sua inauguração. Chegou a publicar um livro, em 2011, no qual reuniu os registros que fez de Brasília.

Nota: imagem copiada de https://br.pinterest.com/pin/134756213823772422/

O FAMOSO BEIJO DO HOTEL DE VILLE

Autoria de LuDiasBH Mojica1234

Esta é uma das fotos românticas mais conhecidas em todo o mundo, de autoria do fotógrafo francês Robert Doisneau (1912-1928), um dos mais populares de seu país, e ganhador de vários prêmios. Esta imagem tornou-se também uma das mais vendidas da história.

A foto surgiu quando a revista Life fez uma matéria, que tinha como tema casais de namorados em Paris, durante a estação primaveril, ou seja, remetia-se ao romantismo francês, e Doisneau apresentou a foto como parte de uma série de fotografias ilustrando o tema.

Ao olhar a imagem tem-se a impressão de que se trata de uma foto instantânea, quando um casal enamorado é flagrado beijando-se, enquanto passeava pelas ruas de Paris, num dia de frio, sendo capturado pelas lentes do fotógrafo. Contudo, a coisa não é tão espontânea assim. Descobriu-se depois que Doisneau havia pagado dois jovens atores para encenarem o famoso beijo. Portanto, não se tratou de um beijo roubado ou flagrado, mas cobrado.

Muitos anos depois, três pessoas entraram na justiça contra o fotógrafo, alegando que não foram pagas para posarem para ele, mais Doisneau foi inocentado pela Justiça, no mesmo ano em que morreu. Gostaria de saber quem foi essas pessoas. Imagino que tenham sido as vistas na foto, como coadjuvantes do “clique”.

No segundo plano da fotografia, meio desfocado, está o Hotel de Ville. À direita do casal, um homem está assentado num café de calçada, tendo diante de si uma cadeira vazia. E é sob a ótica de tal freguês que toda a cena é mostrada ao observador, uma vez que o figurante é retratado de costas. Segundo alguns, o fotógrafo encontrava-se naquele café.

O casal é jovem e descontraído. É o centro da cena. O cenário desfocado, atrás do par e no lado esquerdo, direciona os olhos do observador para os dois. O beijo, em plena rua de Paris, naquela época (c.1950), reforça a ideia em voga de que os franceses eram românticos, ao contrário dos frios norte-americanos.

O casal, que serviu de modelo, ganhou uma cópia da foto. Em 2005, Françoise Bornet, já com 75 anos, leiloou a sua foto, que trazia o autógrafo de Doisneau, recebendo 155 mil euros.

Fontes de pesquisa:
Tudo sobre fotografia/ Editora Sextante
Folha de S. Paulo

MONET E SUAS NINFEIAS

Autoria de LuDiasBH 

mosuni

A foto acima mostra o pintor francês Claude Monet, posando diante de duas de suas obras, no ano de 1923. A última fase do pintor foi dedicada, sobretudo, às ninfeias. Ele as pintou por mais de 25 anos. Comprou o terreno usado por ele e sua família em Giverny, e o transformou em um jardim, onde dedicava um grande espaço às ninfeias. Ali mesmo mandou construir um ateliê para trabalhar ao lado de suas amadas flores. Produziu mais de 250 quadros individuais com suas divas. Com a ajuda de seu grande amigo, Georges Clemenceau, deu vida a uma série de murais sobre o tema. A série sobre as Ninfeias foi doada ao Estado francês e hoje se encontra exposta na Sala do Musée L`Orangerie.

Claude-Oscar Monet (1840 – 1926) nasceu em Paris, mas viveu a sua infância e adolescência em Le Havre, cidade portuária francesa, para onde seus pais mudaram-se, crescendo num ambiente burguês. Na sua casa, apenas a mãe, Louise, mostrava interesse pela pintura. O pai, Adolphe, não aceitava as inclinações do filho por tal arte, de modo que o relacionamento entre os dois começou a gerar conflitos. E piorou ainda mais, quando o filho deixou a escola, pouco tempo antes de concluir os estudos.

Monet era um pintor apaixonado e incansável no seu trabalho e um grande aglutinador. Reunia em torno de si vários outros artistas, sendo reconhecido entre os mais jovens pintores como um exemplo a ser seguido. Foi tido como o líder do movimento impressionista. Na medida em que envelhecia, a jardinagem passou a ocupar um lugar cada vez maior na sua vida, em especial o seu jardim aquático. No final de sua vida, o pintor da luz passou a queixar-se de problemas nos olhos. Chegou a fazer duas operações de catarata, recuperando parcialmente a visão. Muitas vezes sentia-se tão deprimido, a ponto de destruir ou queimar vários trabalhos, pois não atendiam às suas exigências. Sobre a visão, assim se exprimiu:

– Minha pouca visão faz com que eu veja tudo numa bruma completa. De qualquer modo, é muito bonito e é isto que eu gostaria de ter sido capaz de exprimir.

Claude-Oscar Monet, com os pulmões carcomidos por um câncer, morreu aos 86 anos, completamente cego, em sua casa de Giverny. E, de acordo com sua vontade, foi enterrado sem pompa alguma.

Fonte da fotografia
http://incrivel.club/admiracao-curiosidades/45-fotos-que-irao-mudar-sua-percepcao-sobre-o-passado-15505/

Alexandre Menghini – MULHERES NADANDO

Autoria de LuDiasBH mulna

O fotógrafo brasileiro Alexandre Meneghini foi um dos premiados do Sony World Photography Awards, um dos concursos mais importantes de fotografia do mundo. Seu trabalho fez parte da categoria “Peolple”. A edição de 2016 do concurso foi bastante concorrida, contando com a participação de mais de 230 mil fotografias, com participantes de 180 países.

O artista clicou duas senhoras conversando, enquanto nadavam, e retratando o cotidiano do povo cubano. Embora seja paulista, Menghini vive há dois anos em Cuba, onde trabalha para a agência de notícia Reuters. Sobre o prêmio recebido, assim se expressou o fotógrafo:

– Esse reconhecimento é bastante importante para minha carreira e eu acredito que todos os fotógrafos, profissionais ou não, deveriam participar.

Fonte de pesquisa:
http://www.resumofotografico.com/2016/03/brasileiro-e-premiado-no-sony-world-photography-awards.html