Dalí – PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA

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Autoria de LuDiasBH poeta12

Sempre me perguntam por que os relógios são moles, e eu respondo: “Um relógio, seja duro ou mole, não tem a menor importância, o que importa é que assinale a hora exata.”. (Dalí)

Se o próprio tempo se curva, por que não os relógios? (Dalí)

Depois de jantar, Dalí notou que um queijo camembert havia derretido, esparramando-se além das bordas da vasilha.  Inspirou-se então no alimento para pintar seus relógios derretidos. Vários dos elementos, que aqui aparecem, estão presentes em outras obras do pintor.

A cena acontece na hora do crepúsculo. Ao fundo, à direita, encontram-se formas rochosas, enquanto à esquerda, vê-se uma oliveira sem folhas. No primeiro plano está o perfil do pintor, com o olho fechado, coberto por grandes cílios, remetendo à contemplação, sono ou morte.

Quatro relógios estão em cena: um se encontra no galho da oliveira; outro está colocado como uma sela sobre o perfil do artista, já conhecido em O Grande Masturbador; o terceiro desliza-se da beirada de um pedestal em direção ao solo, e o quarto relógio, arredondado e vermelho, também situado no pedestal, está coberto por formigas, que simbolizam a putrefação para o pintor. Elas são as únicas criaturas vivas presentes na tela juntamente com a grande mosca.

Mais uma vez o desejo sexual faz parte de uma obra de Dalí, numa relação entre duro e macio: os relógios derretidos e disformes estão ligados à impotência, ao contrário do vermelho, o único duro, mas que não tem serventia, pois está sendo destruído pelas formigas.  Este relógio pode estar fazendo uma alusão ao órgão sexual do pintor.

Todos os relógios estão marcando horas diferenciadas, como se não existisse um tempo real, mas apenas a inconsciência, que não tem espaço ou tempo. Uma mosca está pousada no relógio, que se encontra próximo ao vermelho.

Esta é uma das composições mais conhecidas de Salvador Dalí.

Ficha técnica:
Ano: 1931
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 24,1 x 33 cm
Localização: Museum of Modern Art, Nova York, EUA

Fontes de pesquisa
Dalí/ Abril Coleções
Dalí/ Coleção Folha
Dalí/ Coleção Girassol
Tudo sobre arte/ Sextante

2 comentários sobre “Dalí – PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA

  1. Mário Mendonça

    Lu Dias
    Nesta obra vejo Dali brincando com o tempo e a memória como se fosse um Deus, e penso que ele comparou as teorias de Einstein e Freud a um queijo derretido.
    Prezaria saber onde está a oliveira? Acho que tu estas Dali, hein… rsrs

    Abração

    Mário Mendonça

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Meu amigo

      Mais uma vez fui ingrata consigo… risos.
      Mil perdões!

      A oliveira está lá, seca e com somente um galho, à esquerda, com um relógio dependurado nela.
      Dalí ficou impressionado com Freud e com a teoria atômica.

      Abraços,

      Lu

      Responder

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