GRANDES TRAUMAS E REVIVESCÊNCIA
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Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Sequestros, assaltos, roubos, estupros e acidentes automobilísticos, esses e outros cenários fazem parte do cotidiano do brasileiro. As tragédias nas grandes capitais brasileiras e a violência é uma constante na vida das pessoas, independentemente da classe social. São traumas que podem permanecer por meses, até anos. Não é à toa que a sociedade contemporânea está adoecendo. São doenças sociais cada vez mais comuns, que se disseminam na população, como os vários tipos de distúrbios da esfera da ansiedade.

Vítimas dessas tragédias e grandes traumas podem ficar com sequelas psíquicas bem marcantes. Todos estes fatores de estresse podem causar o que chamamos de Transtorno Pós-Traumático, que pode ser entendido por uma perturbação psíquica decorrente de um evento ameaçador à pessoa. Ele consiste num tipo de recordação que é conhecido como revivescência, pois é muito mais forte que uma simples recordação. Na revivescência, a pessoa além de recordar as imagens do evento, realmente sente como se estivesse vivendo novamente a tragédia com todo o sofrimento original.

Para esse diagnóstico é essencial que a pessoa tenha experimentado um evento traumático ou uma grande ameaça. Quando esse evento ocorre, é necessário também que a pessoa tenha apresentado uma resposta marcante de medo ou horror. No período que se segue, o indivíduo passa a ter recordações muito vívidas, abruptas e involuntárias do evento. Podem ocorrer pesadelos, sentir como se o evento fosse acontecer de novo, chegando a comportar-se como se estivesse de fato revivendo aquele evento traumático. É também possível que a pessoa tenha alucinações durante as crises.

O tratamento com antidepressivos, com atividade serotoninérgica, pode ser útil em alguns casos, porém, a psicoterapia cognitivo-comportamental é o caminho mais acertado. Esse tipo de terapia tem características próprias, pois possui um enfoque diretivo, trabalha os pensamentos automáticos, as crenças sem sentido, os comportamentos alterados e, consequentemente, obtém resultados eficazes. Esse tipo de psicoterapia está focado na resolução dos problemas, fornecendo ao indivíduo uma explicação clara das dificuldades emocionais, prevenindo as recaídas. Durante a psicoterapia, a pessoa é ensinada a identificar os pensamentos que originam as perturbações emocionais e a substituí-los por modos de pensar mais amenos e positivos.

Ao longo de todo o tratamento, a pessoa aprende também técnicas de autoajuda que produzem alívio rápido dos sintomas e o aumento do autocontrole diante do medo, sem adentrar nos quadros de pânico e de ansiedade generalizada. Em vários casos, a associação da medicação com a terapia é de grande ajuda, ou seja, um trabalho conjunto entre médico e psicólogo.

Nota: ilustração copiada de dialogospoliticos.wordpress.com

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