Joachim Patenier – JORNADA AO SUBMUNDO
Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria de LuDiasBH

jorsubmun

A composição denominada Jornada ao Submundo, também conhecida como Paisagem com o Lago Estige, é uma obra do pintor Joachim Patenier (c.1485 – 1524), também conhecido como Joachim Patinir, que foi um grande mestre em Antuérpia. É tido como o pioneiro na pintura de paisagens na arte ocidental.

A pintura representa uma enorme paisagem, que se abre para bem distante. Nela se vê um amontoado de rochas dolomitas e o rio Estige ao meio, que, quanto mais distante, mais azul torna-se. À esquerda está o Paraíso (os Campos Elísios) com seus anjos, árvores frutíferas, montanhas e lagos. À direita encontra-se o Inferno (o Tártaro), com o fogo brotando de toda parte, soltando fuligem preta, e um ser gigantesco (Cérbero) à sua entrada.

O barqueiro Caronte, de pé e nu, levando apenas um pano branco ao ombro, conduz sua embarcação. Ele leva à frente apenas uma pobre alma morta. Sua nau toma a direção do Inferno, deixando para trás o Paraíso. O motivo da pintura é mínimo, em relação ao tamanho da paisagem. O pintor usou o tema em questão como pretexto para compor sua imensa paisagem.

Segundo a mitologia grega, Caronte, filho de Nix, a Noite, era o barqueiro de Hades (Plutão), deus do mundo inferior e dos mortos, cujo reino situava-se nas profundezas da Terra, sendo também conhecido por Hades. Tal tarefa, nada lisonjeira, de levar as almas dos que morriam em seu barco, para atravessar o rio Estige e o Aqueronte, responsáveis por separar o mundo dos vivos do dos mortos, coube ao barqueiro, em razão de um castigo que lhe foi aplicado por Zeus, quando esse tentou afanar a Caixa de Pandora.

Apesar de velho e macilento, Caronte possuía uma energia inimaginável. Sua barca estava sempre cheia, com ele sozinho no remo. Carregava desde mortais comuns a heróis. Era quem determinava os que deveriam embarcar ou não. Os escolhidos eram as almas que passaram pelos ritos fúnebres. E aos infelizes, que não tinham como pagar sua passagem, ou cujos corpos não foram enterrados (mortos em tempestades, por exemplo), cabia a triste sina de perambular, durante cem anos, pelas margens de tais rios. Havia uma tradição na Grécia antiga, que era a de colocar na boca do morto uma moeda, para pagar ao barqueiro a travessia.

Ficha técnica
Ano: c. 1522
Técnica: óleo sobre madeira
Dimensões: 64 x 103 cm
Localização: Museu del Prado, Madri, Espanha

Fontes de pesquisa
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann
Mitologia/ Thomas Bulfinch
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
Mitologia/ LM

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *