O QUE TEM SIDO FEITO PELOS IDOSOS?

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Autoria do Dr. Telmo Diniz

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O Brasil é um país que envelhece a passos largos. Em 2011, a população idosa era de 20,5 milhões, o equivalente a quase 11% da população total. Projeções indicam que, em 2020, a população idosa brasileira será de quase 31 milhões, representando 14% da população total. Esse envelhecimento acelerado vem produzindo necessidades e demandas sociais que requerem respostas políticas adequadas do Estado e da sociedade.

Dentre os inúmeros desafios a serem enfrentados, está a questão do cuidado. As políticas públicas de amparo aos idosos consideram a família, o Estado e a sociedade igualmente responsáveis pelo cuidado para com os idosos. Mas o que vejo no dia a dia é que este cuidado fica a cargo das famílias, materializada na figura da mulher.

Este artigo tem por objetivo demonstrar o quão inadequado é esse modelo que elege as mulheres como únicas responsáveis pelo cuidado para com os idosos e explora as possibilidades de um modelo que permita um envelhecimento com cidadania, no qual atuem não apenas a família, mas o Estado e a iniciativa privada.

O aumento da expectativa de vida apresenta duas facetas. Por um lado, reflete mudanças culturais e avanços obtidos em relação à saúde e às condições de vida, tais como redução da taxa de fecundidade, queda da mortalidade infantil, hábitos alimentares mais saudáveis e maior cuidado com o corpo. Por outro, aponta para a possibilidade do idoso ser acometido por doenças degenerativas e crônicas, que o torna sem autonomia, ou seja, dependente de cuidados de alguém.

Um idoso dependente em casa significa montar uma estrutura de uma microempresa, pois logo de cara tem de contratar a figura do cuidador em regime de trabalho de 12×36 horas mais os encargos. É um verdadeiro tormento cuidar do cuidador, pois boa parcela deles ainda não tem treinamento adequado e se ausenta com frequência do trabalho.

O Estado não cuida ou cuida mal de nossos idosos. Aquela figura da filha solteira ou separada, designada quase que obrigatoriamente pelo resto dos familiares está em franco declínio, pois uma boa parcela foi para o mercado de trabalho. Então, quem vai cuidar de nós, futuramente?

No meu entendimento, deve haver uma política verdadeiramente focada para os idosos. Digo verdadeiramente, pois leis já existem. Falo de fazer a coisa acontecer. Os antigos asilos estão dando lugar para as chamadas ILPI’s (Instituições de Longa Permanência para Idosos), com melhorias ano a ano. Devemos deixar de pensar que ir para uma ILPI é o “fim da linha, o abandono”. As boas e modernas instituições estão chegando para fortalecer os laços familiares, dar aconchego e acolhimento. Carinho e atenção são o que nossos idosos de hoje e do futuro necessitam.

(*) Imagem copiada de www.oficinadocuidado.com.br

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