OBRAS-PRIMAS QUE POUCOS LERAM (II)

Autoria de LuDiasBh

oprof

Para quem gosta de uma boa leitura, sugiro o nome das obras-primas, nacionais e estrangeiras, dos mais diversos gêneros, que vão desde a Antiguidade ao século XX:

  1. 1984 – George Orwell
  2. A Estrela Sobe – Marques Rabelo
  3. A Guerra das Salamandras – Karel Capek
  4. A Peste – Albert Camus
  5. A Sinfonia Pastoral – André Gide
  6. Alice no País das Maravilhas – Lewis Carroll
  7. As Ligações Perigosas – Choderlos de Laclos
  8. As Maravilhas do Ano 2000 – Emilio Salgari
  9. As Minas do Rei Salomão – H. Rider Haggard
  10. Babbitt – Sincalir Lewis
  11. Bola de Sebo – Guy Maupassant
  12. Contos de Fada – Hans Christian Andersen
  13. Crime e Castigo – Dostoievski
  14. David Copperfield – Charles Dickens
  15. Decameron – Boccaccio
  16. Ficções – Jorge Luis Borges
  17. Filhos e Amantes – D. H. Lawrence
  18. Frankenstein – Mary Shelley
  19. Histórias Extraordinárias – Edgar Allan Poe
  20. Madame Bovary – Gustave Flaubert
  21. O Anjo Azul – Heinrich Mann
  22. O Apanhador no Campo de Centeio – J. D. Salinger
  23. O Casamento – Nelson Rodrigues
  24. O Chamado Selvagem – Jack London
  25. O Cortiço – Aluísio de Azevedo
  26. O Grande Gatsby – F. Scott Fitzgeral
  27. O Médico e o Monstro – Robert Louis Stevenson
  28. O Tempo e o Vento – Érico Veríssimo
  29. Orgulho e Preconceito – Jane Austen
  30. Os Miseráveis – Victor Hugo
  31. Romola – George Eliot
  32. Servidão Humana – W. Somerset Maugham
  33. Thérèse Desqueyroux – François Mauriac
  34. Trópico de Câncer – Henry Miller
  35. Uma Tragédia Americana – Theodore Dreiser

Nota: O Professor, obra de Giuseppe Arcimboldo

Fonte de Pesquisa
As obras-primas que poucos leram/ Editora Record

6 comentários sobre “OBRAS-PRIMAS QUE POUCOS LERAM (II)

  1. Mário Mendonça

    Prezada Lu Dias

    “Suponham um ano mau e estéril, em que milhares de pessoas morreram de fome. Atrevo-me a dizer que, no fim dessa época de fome encontrar-se-ia, se se tivesse procurado nos celeiros dos ricos, tal quantidade de provisões que, divididas entre os que morreram de inanição, ninguém teria sentido os efeitos da escassez. Vedes, pois, que, sem esse senhor onipotente, o dinheiro, todos teriam o sustento garantido sem que o dinheiro se interpusesse entre nós e a subsistência, como uma chave que, em vez de nos abrir as portas da abundância, as fecha.”
    (Thomas Morus, no livro ‘Utopia’, 1516)

    Abração

    Mário Mendonça

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Mário

      Isto foi escrito em 1516, e 500 anos depois tudo continua o mesmo. Confesso-lhe que não tenho sonhos quanto à humanidade, pois a elite que comanda o mundo não mudou em absolutamente nada. Veja o exemplo em nosso país. Já está na hora de haver uma depuração no nosso planeta.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  2. Mário Mendonça

    Prezada Lu Dias

    Que tal?

    “Aquele foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos; aquela foi a idade da sabedoria, foi a idade da insensatez, foi a época da crença, foi a época da descrença, foi a estação da Luz, a estação das Trevas, a primavera da esperança, o inverno do desespero; tínhamos tudo diante de nós, tínhamos nada diante de nós.”
    (Charles Dickens, no livro ‘Um conto de duas cidades’, 1859)

    Abração

    Mário Mendonça

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  3. Mário Mendonça

    Prezada Lu Dias

    Nessa indicação, volto a conjuntura atual, pois, creio que faltou a nossa “impedida” uma releitura, se é que leu, de nosso grande e sempre presente Maquiavel, do qual exponho o capítulo XVIII:

    “De que modo os príncipes devem cumprir a sua palavra. Todos sabem quão louvável é um príncipe ser fiel à sua palavra e proceder com integridade e não com astúcia; contudo, a experiência mostra que só nos nossos tempos fizeram grandes coisas aqueles príncipes que tiveram em pouca conta as promessas feitas e que, com astúcia, souberam transtornar as cabeças dos homens; e por fim superaram os que se fundaram na sua lealdade.

    Deve saber-se que há dois modos de vencer um com as leis, outro com a força: o primeiro é próprio dos homens, o segundo dos animais; mas porque muitas vezes o primeiro não basta, convém recorrer ao segundo. Portanto é necessário a um príncipe que seja ao mesmo tempo homem e animal. Os antigos escritores ensinaram encobertamente isto mesmo aos príncipes, escrevendo que Aquiles e muitos outros príncipes antigos foram dados a educar a Quíron centauro para que os guardasse sob a sua disciplina. E ter por preceptor um ser, meio animal, meio homem, outra coisa não significa senão que um príncipe deve saber usar duma e doutra natureza e que uma sem a outra não é durável.

    Achando-se, portanto, um príncipe na necessidade de saber proceder como animal, deve escolher a raposa e o leão, porque o leão não sabe defender-se dos laços, nem a raposa dos lobos. E preciso, portanto, ser raposa para conhecer os laços e leão para espantar os lobos. Os que tomam simplesmente a parte de leão não entendem palavra. Não pode, nem deve, portanto, um homem prudente guardar a palavra dada, quando o seu cumprimento se volte contra ele e quando já não existem as causas que o fizeram prometer. Não seria bom este preceito se todos os homens fossem bons; mas como são maus e em igual caso eles não cumpririam contigo, tu também não deves cumprir com eles. Nem nunca faltaram a um príncipe razões para colorir a sua falta à palavra. Disto se poderiam dar infinitos exemplos modernos e mostrar quantas pazes, quantas promessas ficaram írritas e nulas pela falta de palavra dos príncipes; aquele que melhor soube proceder como a raposa, melhor se houve. Mas é necessário saber bem colorir esta natureza e ser grande simulador e dissimulador: os homens são tão simples e obedecem tanto às necessidades presentes que quem engana achará sempre quem se deixe enganar.

    Não posso resistir a contar um exemplo dentre os recentes. Alexandre VI não fez outra coisa nem pensou noutra coisa que não fosse enganar os homens e sempre encontrou objeto para poder fazê-lo; nem nunca existiu homem que afirmasse com maior eficácia e assegurasse uma coisa com mais juramentos e que menos a observasse; contudo os enganos saíram-lhe sempre ad votum, porque conhecia bem a arte de enganar.

    Por conseguinte, não é necessário que um príncipe possua todas as qualidades mencionadas, mas convém que aparente tê-las. Atrever-me-ei a dizer antes que, tê-las e observá-las sempre, é prejudicial e que aparentar tê-las é útil: como parecer piedoso, fiel, humano, íntegro, religioso, etc., mas ter sempre o ânimo preparado para, na altura que convenha, tu poderes e saberes fazer o contrário.

    Deve ter-se presente que um príncipe, e sobretudo um príncipe novo, não pode observar todas aquelas coisas pelas quais os homens têm fama de bons, tendo mesmo necessidade, para manter o Estado, de proceder contra a fé, contra a caridade, contra a humanidade, contra a religião. E preciso mesmo que tenha o ânimo disposto a mudar segundo o que lhe mandem os ventos e as variações da fortuna e, como acima disse, não se separar do bem podendo fazê-lo, mas saber entrar no mal se for necessário.

    Deve ainda um príncipe ter grande cuidado em que não lhe saia da boca uma só coisa que não esteja cheia das cinco qualidades atrás ditas e que ao verem-no e ao ouvirem-no pareça todo piedade, todo fé, todo integridade, todo religião. E não há coisa mais necessária de aparentar que esta última qualidade. E que os homens universalmente julgam mais pelos olhos que pelas mãos, pois que a todos é dado ver, mas a poucos sentir. Todos veem aquilo que tu pareces, poucos sentem o que és, e estes poucos não se atrevem a opor-se à opinião dos muitos que têm a majestade do Estado que os defenda; e nas ações de todos os homens e principalmente nas dos príncipes, das quais não se pode recorrer, se atende ao fim. Faça, pois um príncipe por vencer e por manter o seu Estado; os meios serão sempre julgados honrosos e de todos louvados. Porque o vulgo deixa-se sempre levar pela aparência e o sucesso das coisas; e no mundo não há senão vulgo e os poucos só têm lugar quando os muitos não têm em que apoiar-se. Há presentemente um príncipe, que não quero nomear 1, que só prega paz e boa fé e é inimicíssimo duma e doutra; e se fosse a observar uma e outra, muitas vezes lhe teria prejudicado a reputação ou o Estado.”.

    1. Fernando, o católico, rei de Aragão.

    Abração

    Mário Mendonça

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Mário

      Já havia publicado a primeira parte. Agora estou na segunda. Se Maquiavel não entrou na primeira, deverá entrar na próxima. Muito boa a sua postagem.

      Abraços,

      Lu

      Responder

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