ÔMEGA 3 E A DEPRESSÃO

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Autoria do Dr. Telmo Diniz

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) já projetou, através de estudos, que até 2030 a depressão deve se tornar a doença mais comum do mundo, afetando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde, superando problemas do coração e o câncer. A depressão será também a doença que mais gerará custos econômicos e sociais para os governos, devido aos gastos com tratamento e às perdas de produção.

São inúmeras as causas da depressão, desde as condições genéticas até as ambientais. Uma causa importante de depressão e que acomete parte da população pode estar ligada a fatores dietéticos, como a falta da ingestão de alimentos ricos em ômega 3.

O ômega 3 é um tipo de ácido graxo de cadeia longa, encontrado em fontes animais e vegetais. Em países desenvolvidos, seu consumo tem mostrado proteger a população contra as doenças cardiovasculares e neurológicas, como o Alzheimer, e psiquiátricas, como a depressão. Estudos epidemiológicos têm mostrado evidências de que o consumo de ácidos graxos ômega 3, ou a ingestão dos mesmos na forma de suplementos, tem um papel importante na depressão. Em estudos cruzados, foi demonstrada uma associação inversa entre o risco de depressão importante e o consumo per capita de óleo de peixe, ou seja, quanto menor o consumo de alimentos ricos em ômega 3 maiores são os casos de depressão.

Estudos mostram-se otimistas no tratamento da depressão e da ansiedade com ácidos graxos ômega 3. Cerca de 60% do cérebro é composto por gordura, sendo o ômega-3 a principal delas. Quando a quantidade de ômega 3 ingerido na dieta é insuficiente, outras gorduras passam a atuar na composição da massa encefálica, originando um desequilíbrio no metabolismo e saúde neuronal. Ou seja, as membranas dos neurônios tornam-se mais rígidas e isso implica em demora na transmissão sináptica, consequentemente, o raciocínio torna-se mais lento e confuso, prejudicando, inclusive, a memória.

Recentemente, um estudo realizado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP revela que idosos com depressão apresentam baixas concentrações de ômega 3 no organismo. A pouca quantidade desse ácido graxo nos participantes da pesquisa pode estar relacionada à falta de ingestão de alimentos ricos em ômega 3.

Aumentar as quantidades dessa gordura na alimentação tem se mostrado capaz de atenuar os sintomas depressivos. As principais fontes de gordura ômega 3 são:
• os peixes (salmão, linguado, pescada, peixe espada, ostras, sardinha, arenque e atum)
• e as fontes vegetais que estão presentes na linhaça, nas amêndoas, no brócolis etc.

Obs.: Os peixes já têm o ômega 3 “pronto”, enquanto que, nos vegetais, ele tem de ser convertido no organismo da pessoa que o consome. Outra forma é através dos suplementos, que só devem ser utilizados quando prescritos por profissional qualificado.

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