P. FÁBIO DE MELO E A SÍNDROME DO PÂNICO

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Autoria do Dr. Telmo Diniz

Recentemente a Síndrome do Pânico ocupou os noticiários quando reportaram que o padre Fábio de Melo está sofrendo com o problema e que, atualmente, está em fase de tratamento. Um padre bacana como ele e aparentemente “imune” a transtornos como este levanta a questão de que nós podemos estar expostos a tais problemas e, portanto, devemos ficar atentos aos sintomas – e quando precisamos buscar ajuda.

A origem da palavra “Pânico” é proveniente do grego “panikon” e significa um susto ou pavor repentino. Na mitologia grega, o deus Pã (de pânico), possuía chifres e pés de bode e provocava, com seu aparecimento, horror nos pastores e camponeses. A Síndrome ou Transtorno do Pânico (TP) é uma entidade clínica relativamente recente, sendo que a primeira descrição dos sintomas foi feita por Freud, que a denominou, à época, de “neurose ansiosa”.

Na “crise de pânico”, o agende causador do “medo” não está presente, ou seja, ela surge de repente, sem aviso. Durante a crise, a pessoa experimenta vários sintomas, a saber: boca seca, aceleração dos batimentos cardíacos, palpitações, palidez, sudorese, falta de ar, entre vários outros desconfortos físicos. A pessoa acha que vai perder os sentidos e tem uma sensação iminente de morte. Devido aos sintomas com predominância cardiovascular, o sujeito normalmente vai parar no pronto-socorro achando se tratar de um infarto.

Várias complicações podem ocorrer caso o diagnóstico não seja precoce. Os pacientes passam a ter gastos excessivos com médicos e exames complementares, muitas vezes sem necessidade. Afastamento do trabalho, faltas e até pedidos de demissão são situações corriqueiras na vida destas pessoas. À medida que os ataques de pânico se sucedem, o paciente desenvolve hipocondria, outros tipos de fobias, ansiedade antecipatória, agorafobia (medo de espaços abertos), depressão, alcoolismo e/ou uso abusivo de drogas. Estes problemas podem estar presentes todos juntos ou de forma parcial.

O fator primordial no início do tratamento é acabar com os ataques ou reduzi-los em frequência e intensidade, através do uso de medicamentos e, desta forma, permitir outras abordagens terapêuticas, como apoio psicoterápico e atividades físicas. O tempo de tratamento poderá variar de seis meses até dois anos. Entretanto, o índice de recaída após a suspensão das drogas varia entre 20% e 50%. O paciente deve ser paulatinamente encorajado – claro que sob os efeitos das medicações – a enfrentar os lugares ou situações onde foi acometido pelo ataque e desta forma ir ganhando autoconfiança e voltar às suas atividades diárias e normais.

Martyn LIoyd-Jone – teólogo galês – disse certa vez que  “A fé se recusa a entrar em pânico”. Em contrapartida, no caso do padre Fábio de Melo, o mesmo afirmou que o pânico “quase abalou sua fé”. O transtorno do pânico não tem nada a ver com sua fé ou religião, chega sem pedir licença, acontecendo com qualquer um.

9 comentários sobre “P. FÁBIO DE MELO E A SÍNDROME DO PÂNICO

  1. Irene Fleury

    É verdade!

    De repente, você se sente absolutamente frágil, sem coragem de passar do portão de sua casa e sair à rua. Nesse momento , assustamo-nos com o que está acontecendo, não temos a coragem de tocar no assunto e sofremos. A família está longe de perceber o que acontece e sentimo-nos sozinhos.

    Quando não dá mais para segurar, abrimos o jogo. Deveríamos ter feito isso antes. Enfim… A terapia, a família , os amigos e sobretudo a fé nos ajudam a transpor a dificuldade e alcançar a margem de segurança.

    Uffa! Céu se desanuviando, solo firme sob os pés. A vida retorna aos seu eixos. É difícil, sim. Vivi essa situação. Passa. “Crês que eu possa te curar?”, é a pergunta que Jesus nos faz até hoje. Lembremo-nos de Bartimeu, o cego de Jericó, do Centurião romano, da hemorroísa e tantos outros que a estória relata.

    Estaremos orando pelo Padre Fábio Melo. Ele tem muito a oferecer em nome de Jesus.

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  2. Antonio

    Lu

    Que Deus abençoe o padre Fábio e ele consiga a cura. Eu voltei a ter mais recaídas e hoje estou com 20 mg do exodus e amanhã vou ao médico, porque não estou conseguindo ficar no trabalho, fico abalado, provavelmente vou me afastar do Banco. Desde maio/17 que venho tomando exodus e só aumentado a dose. Sinto tristeza e desânimo e meu coração parece que entre uma batida e outra dá uma parada.

    Abraços a todos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Antônio

      Muitas pessoas passam por muitos percalços até acertar com o tratamento, pois cada organismo funciona melhor com um determinado antidepressivo. Talvez seja necessário buscar outro antidepressivo, pois a tristeza, o desânimo e a sensação de que o coração está parando são relativos aos efeitos adversos que já eram para ter desaparecido. Peça apenas licença do Banco para tratamento. Assim que voltar do médico, conte-me como foi a consulta.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Antonio

        Lu

        Fui no médico hoje, ele me recomendou continuar com 20 mg do exodus, disse ser um dos melhores antidepressivos atualmente e me receitou donaren retard à noite, começando com 50 mg e retirar o rivotril. Sinceramente estou com certo receio, mas ele disse para ficar tranquilo que vou melhorar. Tirei 60 dias de licença.

        Abraços

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        1. LuDiasBH Autor do post

          Antônio

          O donarem é muito receitado. Não há motivo para ter medo. Caso haja priapismo, comunique o fato ao seu médico e interrompa o uso. Muitos dos comentaristas fazem uso deste medicamento. Aproveite os dias de licença para viajar um pouco, pois a mudança de ares faz muito bem.

          Abraços,

          Lu

        2. Antonio

          Lu

          Estou tomando 5 gotas de rivotril há mais de 30 dias e o médico ontem receitou o donaren retard. Ele falou para parar com o rivotril e somente se não conseguir dormir pingar umas 3 gotas. Eu sou leigo neste assunto, mas se parar de um dia para o outro com o rivotril pode dar rebote, mas o médico falou que não, para confiar que irá dar tudo certo.

          Abraços

        3. LuDiasBH Autor do post

          Antônio

          Não é bom tomar o rivotril por muito tempo, pois ele traz algumas consequências. Por isso, só deve ser tomado quando for extremamente necessário. Achei ótima a mudança para o donaren retard, que é também um antidepressivo. Achei a mudança ótima, pois irá fortalecer a ação do outro medicamento. Pode tomar tranquilamente.

          Abraços,

          Lu

  3. Rui

    Lu
    Estas pessoas devem sofrer muito, eu quando tenho um ataque de epilepsia entro em pânico, porque quero respirar e não consigo. Desejo que o padre Fábio Melo tenha as suas melhoras.

    Um grande abraço!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rui

      Meu amiguinho de além-mar, obrigada por sua atenção e afeto. Todos estamos torcendo pelo padre Fábio de Melo, pois é uma alma muito generosa.

      Abraços,

      Lu

      Responder

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