Géricault – O DERBY DE EPSOM
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Autoria de LuDiasBH

O sensível pintor francês Jean-Louis-André Théodore Géricault (1791 – 1824) filho do advogado e comerciante Georges Nicolas e de Louise Jean-Marie Carruel foi um dos mais famosos, autênticos e expressivos artistas do estilo romântico em seu início na França. Sua mãe era uma mulher inteligente e culta. Desde a sua infância Géricault demonstrava interesse pelos desenhos e cavalos. Sua família mudou-se para Paris e sua mãe faleceu quando o garoto tinha dez anos, deixando-lhe uma renda anual. Na capital francesa o futuro artista tornou-se esportista, elegante e educado, frequentando os ambientes mais sofisticados. Embora seu pai não aprovasse a sua opção pela pintura, um tio materno resolveu o impasse, ao chamar o sobrinho para trabalhar com ele no comércio, mas lhe deixando um bom tempo livre para dedicar-se à pintura.

A composição intitulada O Derby de Epsom é uma obra-prima do artista, feita quando ele se encontrava na Inglaterra e ali esteve para expor “A Jangada da Medusa” que fora recebida com indiferença em seu país. Inspirando-se na famosa corrida do mesmo nome, o artista mostra uma aguçada observação da energia animal, ao descrevê-la. Como grande apreciador de cavalos e um apaixonado cavaleiro – tendo inclusive vindo a sofrer uma queda no final da vida, o que apressou a sua morte – Géricault pintou inúmeros quadros sobre o tema.

O quadro O Derby de Epsom – inspirado em estampas esportivas inglesas – encontra-se entre as obras mais apreciadas do pintor tanto pelo realismo que apresenta quanto pela sua vivacidade. Uma tonalidade leve e barrenta contribui para captar com fidelidade a atmosfera da corrida, repassando um grande clima de tensão. É o momento em que os cavaleiros forçam os animais que parecem voar.

Géricault centralizou na tela quatro cavalos com seus respectivos ginetes, praticamente em duas duplas. Um castanho e um preto tomam a dianteira, deixando um branco e outro castanho atrás. O artista alongou exageradamente os animais, efeito que sugere um ritmo crescente na corrida e também maior rapidez para fugir das nuvens pesadas prestes a desabarem. Os efeitos claro-escuro refletem com vigor a atmosfera da tempestade que não tardará a desabar sobre o local.

Uma das contribuições que o pintor deu com esta obra magnífica à pintura foi o fato de abrir caminho para a geração de pintores impressionistas que viriam a partir dele.

Curiosidade:
Segundo Eadweard Muybridge (fotógrafo inglês, reconhecido por seu trabalho pioneiro em estudos fotográficos de movimento) Géricault cometeu um erro ao apresentar as pernas dianteiras e traseiras dos cavalos estendidas para fora, pois isso nunca acontece com um cavalo a galope. Somente com a invenção da fotografia foi possível captar e analisar os vários movimentos de um animal galopante, o que faria Degas posteriormente em suas pinturas de pista de corrida.

Ficha técnica
Ano: 1821
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 92 x 123 cm
Localização: Museu do Louvre, Paris, França

Fontes de pesquisa
Gênios da pintura/ Abril Cultural
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann
https://www.wga.hu/html_m/g/gericaul/1/111geric.html

COMO MELHORAR A AUTOESTIMA
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Autoria do Dr. Telmo Diniz

comae

Se você quer um pedacinho do Paraíso, acredite em Deus. Mas se você quer conquistar o mundo, acredite em você, porque Deus já te deu tudo o que você precisa para vencer. (Augusto Branco)

Você confia em si mesmo? Tem confiança no trabalho que desenvolve? É confiante em suas relações familiares e sociais? Consegue falar em público? Como anda sua autoconfiança? Se não anda boa, saiba que você pode fortalecê-la, melhorando, por consequência, sua autoestima.

Primeiramente saiba que autoconfiança é a convicção que uma pessoa tem de fazer e realizar algo. Alguém que é autoconfiante tem um forte senso de convicção e certeza em si próprio. É uma pessoa que transpira serenidade, tranquilidade e é autoconsciente. O autoconfiante tem uma postura positiva com relação às próprias capacidades e desempenho, incluindo as convicções de saber fazer o que se propõe, de fazê-lo bem e de suportar as dificuldades para chegar aos objetivos propostos.

Alguns comportamentos são típicos de uma pessoa com baixa autoconfiança:

  • menosprezar a própria capacidade, ou seja, ter dúvidas quanto a ser capaz de fazer algo;
  • ser tímida e reservada;
  • fazer críticas a si mesmas;
  • ser perfeccionista;
  • ficar presa aos resultados negativos e falhas do passado;
  • ter excessiva preocupação com os resultados negativos e de fracasso, mesmo que ainda não tenham acontecido;
  • ter medo de realizar novos projetos, pelo simples fato de “poder dar errado”;
  • estar sempre querendo agradar a terceiros;
  • ter grande dificuldade de dizer “não”.

A boa notícia é que existem meios para melhorar e aumentar nossa autoconfiança. Primeiramente comece pelo seu visual. Se for homem, faça a barba e o cabelo. Se for mulher, dê uma “mexida geral” e comece a perceber como se veste. Isto é primordial para o bem-estar interior, para ambos os sexos. Pense sempre de forma positiva, ou seja, o que você planeja tem que dar certo. Nunca “entre na guerra” achando que vai perder. Pensamentos negativos têm poder. Pense nisso!

Prepare-se para a vida e para os projetos. Não basta pensar positivamente, devemos ter preparo para todos os nossos objetivos. A vida é concorrida e difícil e, portanto, não vamos conseguir fazer o que devemos, caso não estejamos preparados. De igual forma, tente ser sempre gentil com o próximo. Pessoas generosas, em geral, se sentem bem consigo mesmas e são mais autoconfiantes. Seja moderado nas palavras e nos gestos. Pessoas com alto nível de autoconfiança falam devagar e em baixo tom. Não precisam gritar. Vá estudar para aumentar seus conhecimentos. Quanto mais souber em sua área de atuação, melhor será sua confiança. Enfim, sorria mais e passe à frente sua autoestima. Contamine a todos a sua volta!

Nota: pintura A Vendedora de Flores, obra de Diego Rivera (1886-1957)

Géricault – CAVALO MALHADO ESPANTADO…
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 Autoria de LuDiasBH

O sensível pintor francês Jean-Louis-André Théodore Géricault (1791 – 1824,) filho do advogado e comerciante Georges Nicolas e de Louise Jean-Marie Carruel, foi um dos mais famosos, autênticos e expressivos artistas do estilo romântico em seu início, na França. Sua mãe era uma mulher inteligente e culta. Desde a sua infância Géricault demonstrava interesse pelos desenhos e cavalos. Sua família mudou-se para Paris e sua mãe faleceu quando o garoto tinha dez anos, deixando-lhe uma renda anual. Na capital francesa, o futuro artista tornou-se esportista, elegante e educado, frequentando os ambientes mais sofisticados. Embora seu pai não aprovasse a sua opção pela pintura, um tio materno resolveu o impasse, ao chamar o sobrinho para trabalhar com ele no comércio, mas lhe deixando um bom tempo livre para dedicar-se à pintura.

A composição Cavalo Malhado Espantado pelos Relâmpagos é uma bela obra do artista que retratou realisticamente até mesmo a raça do animal. Esta tela comprova o quão fiel era Géricault com a realidade observada, o que o punha em desacordo com o espírito literário e idealista do neoclassicismo de sua época. O artista, fascinado por cavalos, fez inúmeros quadros retratando-os ora individualmente, ora em grupos e ora sendo montados.

O cavalo malhado, sem arreios e livre na natureza, encontra-se tenso, atento a qualquer movimento, amedrontado com os relâmpagos que riscam o céu tempestivo.

Ficha técnica
Ano: 1813
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 50 x 60 cm
Localização: Galeria Nacional de Londres, Grã-Bretanha

Fontes de pesquisa
Gênios da pintura/ Abril Cultural
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann

ALERTA: HÁBITOS QUE PARECEM SAUDÁVEIS…
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Autoria do Dr. Telmo Diniz

Todos os dias surgem informações do que pode ser bom ou não para a saúde. São tantas coisas que a gente fica perdido. Separei alguns pontos que podem ser úteis em relação a este tema. De acordo com pesquisas, algumas recomendações possuem exceções ou precisam ser revistas. É preciso cuidado com os hábitos que parecem saudáveis, mas não são.

Os refrigerantes diet – são tidos como “mais saudáveis”, mas há controvérsias. Muitas pessoas trocam tais bebidas por suas versões sem açúcar, quando querem perder peso, ou entrar em um estilo de vida mais saudável. Contudo, um estudo americano revelou que ingeri-las regularmente pode triplicar o risco de desenvolver um AVC ou distúrbios mentais. Cientistas da Universidade de Boston apontam que as bebidas artificialmente adoçadas têm, por razões ainda desconhecidas, uma ligação muito mais forte com esses problemas de saúde. Neste caso, evitar o consumo de refrigerantes, ou pelo menos reduzi-lo, parece o mais lógico e mais saudável.

Os produtos à base de plantas – de igual forma, pensar que todos os produtos à base de plantas são seguros, só porque são naturais, é um costume que deve ser esquecido. Se você for usar algum fitoterápico, que esse seja prescrito por quem entende do assunto. Não entre naquela de que aquilo que é bom para o seu vizinho é também bom para você.

Açúcar ou mel – outro erro muito comum é achar que trocar açúcar por mel é mais saudável. O mel é tão calórico quanto o açúcar. Portanto, moderação é a palavra-chave para o consumo desses dois produtos.

Protetor solar – passar protetor solar durante todos os dias da semana pode ser bom por um lado, mas ruim por outro. Nos últimos 20 anos, tantos foram os alertas de que a relação entre a exposição ao sol e o câncer de pele era fatal, que fomos aconselhados a usar protetor solar diariamente, para proteger a pele dos raios UV. Porém, já foi constatado que muitas pessoas apresentam um déficit de vitamina D, um nutriente vital responsável pela absorção de cálcio (fortalecimento dos ossos) e melhora do sistema imunológico. Sem a exposição da pele ao sol, 90% da chamada vitamina D deixa de ser produzida. Se você toma pouco sol e está com os níveis de vitamina D baixos, converse com seu médico para ver a necessidade de reposição.

Consumo de fibras – seguindo nesta linha, consumir muita fibra pode ser uma mensagem boa para a maioria das pessoas, mas não serve para todos, em especial para quem é portador da Síndrome do Intestino Irritável (SII), pois as fibras podem provocar dor e distensão abdominal. Os estudos revelam que quem sofre de SII deve reduzir a ingestão de fibras, de leite e seus derivados.

Noite de sono – achar que uma boa noite de sono é aquela em que você dorme muito é um engano. Ficar dez ou mais horas por noite na cama pode ser tão prejudicial para a saúde quanto dormir por menos de seis horas, de acordo com a American Academy of Sleep Medicine. Pesquisadores descobriram que o risco de doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais e diabetes é ainda maior entre as pessoas que dormem por muito tempo. Neste caso, as conhecidas oito horas de sono ainda parecem ser o mais correto a seguir.

Géricault – CAPTURA DE UM CAVALO…
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Autoria de LuDiasBH

O sensível pintor francês Jean-Louis-André Théodore Géricault (1791 – 1824) filho do advogado e comerciante Georges Nicolas e de Louise Jean-Marie Carruel foi um dos mais famosos, autênticos e expressivos artistas do estilo romântico em seu início, na França. Sua mãe era uma mulher inteligente e culta. Desde a sua infância Géricault demonstrava interesse pelos desenhos e cavalos. Sua família mudou-se para Paris e sua mãe faleceu quando o garoto tinha dez anos, deixando-lhe uma renda anual. Na capital francesa, o futuro artista tornou-se esportista, elegante e educado, frequentando os ambientes mais sofisticados. Embora seu pai não aprovasse a sua opção pela pintura, um tio materno resolveu o impasse, ao chamar o sobrinho para trabalhar com ele no comércio, mas lhe deixando um bom tempo livre para dedicar-se à pintura.

A composição Captura de um Cavalo Bravo é uma obra do artista. Ela chama a atenção pelos personagens presentes nesta pintura de beleza clássica. Os quatro jovens romanos são mostrados como se fossem antigos deuses do Olimpo, nesta cena idealizada pelo pintor, onde realidade e mito se abraçam. Dois deles seguram o animal pelo rabo, enquanto os outros dois tentam contê-lo pela cabeça. Um dos jovens encontra-se nu e há também a presença de uma mulher com um manto verde esvoaçante.

Ficha técnica
Ano: 1817
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 46 x 59 cm
Localização: Museu de Belas-Artes, Rouen, França

Fontes de pesquisa
Gênios da pintura/ Abril Cultural
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann

A INTOLERÂNCIA É A BAGAGEM DOS TOLOS
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Autoria de Dr. Telmo Diniz

intolerante

Esta semana não quero falar de intolerância à lactose ou ao glúten. Quero falar sobre a intolerância de uma forma genérica e voltada ao seu real significado. Conceitualmente, intolerância é uma atitude caracterizada pela falta de habilidade ou falta de vontade em reconhecer e respeitar as diferenças entre as pessoas, como crenças e opiniões. Já a estupidez se expressa em pessoas desprovidas de inteligência. Uma pessoa intolerante não só é inábil, mas também burra e ignorante.

Portanto, não seria exagero achar que a intolerância seja o mais estúpido e egoísta dos sentimentos humanos. Ser intolerante é assumir a burra incapacidade de aceitar a conduta diferente do outro. É absorver um ideal com tanta força e ter uma presunção tão grande de que tudo tem que funcionar exatamente de uma só forma. Ser intolerante é considerar a possibilidade de que todo ser humano tem o mesmo gosto ou o mesmo pensamento. É querer simplesmente que o mundo gire em torno de si.

A intolerância é excludente. É a bagagem dos tolos. O intolerante se sente no direito de julgar e também definir o que é certo e errado. Ele é capaz de se apegar aos mais puros sentimentos e ideais, além de transformá-los em uma verdade violenta, normalmente carregada de fúria. Tudo movido pelo simples fato de querer que o outro tenha a mesma opinião. O intolerante acredita que tem em suas mãos a única e poderosa verdade e é incapaz de questioná-la. Esta deficiência de sequer pensar na possibilidade de estar errado é o mais marcante entre os “donos da verdade”. Impor sobre o outro uma ideia ou um comportamento único é uma agressão.

Não existem no mundo duas pessoas iguais. Deus nos fez diferentes. Como é possível ser capaz de criar uma “verdade” que possa mutilar o outro? Como é possível matar alguém por ter ideias diferentes? Isto é, no mínimo, estúpido! Grande parte das atrocidades humanas foi cometida por pessoas embriagadas pela intolerância, apoiada sempre por uma verdade imutável e implacável. A escravidão, a inquisição, o holocausto e a homofobia são os exemplos do quão sombrio e cruel o ser humano intolerante pode ser.

As ideias não precisam competir, apenas coexistir. Acredito que o processo de reconhecimento das nossas diferenças começa na nossa educação e por ela seremos mais tolerantes com o próximo. O núcleo familiar, onde as primeiras relações de uma criança se processam, irá formar o caráter e a personalidade de nossos jovens. Do mesmo modo as escolas devem acompanhar esse movimento, abrindo-se como aliada das famílias, para construir um espaço de discussão e enfrentamento dos conflitos existentes entre os alunos. É também nesse espaço de construção de cidadania que devem ser marcados valores que ressaltem a existência do “outro” que se distingue em cada um de nós.