SÍND. DO PÂNICO – CONHECIMENTO É PODER

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Autoria de LuDiasBH

Como conhecimento é poder, torna-se muito importante que o paciente e seus familiares busquem conhecer detalhes sobre a Síndrome do Pânico, assim como os mitos relacionados a tal transtorno mental. Quanto maior for a compreensão sobre o assunto, maiores serão as possibilidades de tratamento e o lidar com as crises. É objetivando diminuir o desconforto trazido pelos surtos de pânico que tenho tornado acessível ao leitor, aqui neste espaço, inúmeros textos sobre o assunto, frutos de muitas pesquisas. Sabe-se que já existe muita informação científica sobre o assunto e também uma corrente sem nenhum fundamento. Vejamos algumas verdades e também alguns mitos sobre este transtorno que vem abrangendo um número cada vez maior de pessoas, sem levar em conta sexo ou idade.

Comecemos pelos mitos:

  1. O estresse psicológico não é o único fator responsável pela Síndrome do Pânico, como muitos pensam. A Ciência tem descoberto que muitas são as suas causas (genética, traumas na infância, depressão + estresse emocional, fisiologia, ansiedade, etc.). Segundo o Dr. Rafael Ventura “Novos fatores que influenciam a causa e o curso da patologia continuam a ser revelados pela Ciência”.
  2. Ainda que a vítima tenha a sensação de que está tendo um infarto ou AVC, o transtorno não leva a um mal súbito, como imaginam alguns portadores da SP. Quando a crise vem, ela traz em seu bojo um sofrimento terrível, mas isso não leva à morte. Passados 10 a 20 minutos, o surto desaparece e a pessoa, após um descanso, volta ao normal.
  3. Muitos pacientes, ao serem atingidos pela crise, têm a sensação de que se encontram enlouquecendo, tamanho é o descontrole que sentem. Contudo, isso não passa de uma mera impressão, pois a ciência deixa claro que tal transtorno não tem caráter psicótico e, por isso, não causa alucinações ou delírios. A Síndrome do Pânico não leva à loucura, como acham alguns.
  4. O Transtorno do Pânico não está ligado à fragilidade da pessoa, pois sua causa é multifatorial. É um engano achar que suas vítimas tenham que ser poupadas de preocupações por serem frágeis.
  5. Também é um erro achar que somente a medicação ou a psicoterapia cognitivo-comportamental possa tratar tal transtorno. Cada caso deve ser visto separadamente para ver qual linha de tratamento será a mais recomendada, ou se a combinação das duas será a mais recomendável.
  6. Outra afirmação que não passa de mito é a de que os portadores de pânico não saem de casa. Quando em crise, este tipo de medo acontece, mas, se acompanhada de alguém, a pessoa sente-se confortável para sair. Ao vivenciar o tratamento, o medo desaparece e ela leva sua vida normalmente, saindo sozinha.
  7. Afirmam alguns que a medicação causa dependência, o que não passa de uma inverdade. Os antidepressivos não causam dependência. Os calmantes usados na fase inicial do tratamento devem ser revistos pelo psiquiatra, não devendo ser prolongados por um tempo muito grande de uso, pois esses causam dependência.

Verdades sobre a Síndrome do Pânico:

  1. A Síndrome do Pânico é uma doença que deve ser tratada. Assim como os demais órgãos do corpo adoecem (coração, rins, fígado, etc.), é preciso compreender que o cérebro também fica doente. Embora seja o órgão mais importante do sistema nervoso central dos vertebrados, ele não é um super-herói, como pensam erroneamente alguns, dando as explicações mais infundadas para os males pelos quais é acometido (fricote, chilique, espírito fraco, mediunidade, vitimização, falta de Deus, etc.).
  2. Cérebro doente precisa de tratamento! Muitas vezes o processo exige medicação e terapia, como explica a Dra. Priscila Gasparini Fernandes: “É necessário o restabelecimento da produção de neurotransmissores, como a serotonina, a noradrenalina e a dopamina. O psiquiatra irá avaliar e prescrever o melhor tratamento farmacológico. Já na terapia, é preciso investigar os motivos que geraram o pânico e ajudar o paciente a compreender as mudanças de atitude necessárias”.
  3. Estudos sobre o assunto comprovam que o abuso de álcool e de drogas pode causar a Síndrome do Pânico. A Dra. Priscila Gasparini Fernandes complementa: “Estes podem ser fatores desencadeantes dos ataques e de outros distúrbios aos quais o indivíduo tenha uma predisposição, como o transtorno obsessivo-compulsivo”.
  4. As crises de pânico também podem estar ligadas a outras situações clínicas como hipertireoidismo e outros distúrbios mentais, como fobia social, TOC ou transtorno de estresse pós-traumático.

Nota: obra de Salvador Dalí.

Fonte de Pesquisa
Revista Guia Minha Saúde/ Edição Especial

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