SÍNDROME DO PÂNICO X ANSIEDADE

Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria de LuDiasBH

Estamos continuamente expostos a situações estressantes que geram ansiedade e apreensão. Somos frequentemente regidos pelo medo de não ter ou de não ser algo. (Dr. Michel Haddad)

Dentre as variadas causas que têm levado ao aumento dos transtornos emocionais, a vida agitada de nossos dias é sem dúvida uma das mais patentes. Ao buscar desesperadamente o “ter” em detrimento do “ser”, as frustrações ganham um patamar cada vez mais elevado, pois é impossível encontrar num mundo densamente povoado – capitalista e competitivo em que a equidade encontra-se cada vez mais distante – um lugar ao sol para todos. Assim, na medida em que crescem as aspirações, diminuem as possibilidades de realização, levando à insatisfação, ao desencanto e, consequentemente, às doenças mentais.

Outro ponto que deve ser levado em conta no surgimento de tais transtornos é a enxurrada de informações – tanto positivas quanto negativas – da mídia na vida das pessoas, principalmente nos grandes centros. Ao focar questões como doenças, desemprego, violência, crise na saúde, na educação e na economia, elas acabam fragilizando as pessoas e cavando um fosso propício às doenças mentais. A poluição e a agressividade de estímulos visuais e sonoros em excesso, bombardeando os cidadãos a todo instante, são também estímulos para o surgimento de transtornos mentais, sobretudo o da Síndrome do Pânico (SP), pois, segundo a neuropsicóloga Priscila Gasparini Fernandes, especialista em SP, “Todos esses fatores podem levar ao aumento da atividade de determinada regiões do cérebro, desencadeando a síndrome”. A afetividade negativa é também conhecida como neuroticismo – termo referente a indivíduos que possuem uma maior propensão a um estado emocional negativo. As pessoas com perfil neuroticista possuem maior predisposição aos estados depressivos, sofrendo com sentimentos de culpa, inveja, raiva e ansiedade de forma mais contundente.

Hoje a Ciência já sabe que diferentes fatores – ambientais, genéticos, fisiológicos e temperamentais – podem ser responsáveis pelo surgimento de transtornos como o do pânico. Segundo a psiquiatra Renata Bataglin, “Quando o nível de ansiedade é desproporcional aos acontecimentos, ele causa sofrimento e interfere no desempenho social, familiar e profissional. Por isso, é preciso buscar auxílio médico o quanto antes”. Em sua tese, a referida psiquiatra trabalha com a hipótese de que indivíduos que lidaram com comportamentos paternos que transmitiram sensação de medo (abusos sexuais, verbais e emocionais) são também mais predispostos à SP.

O Transtorno do Pânico é visto como uma das ramificações dos transtornos de ansiedade. Quando não contida, a ansiedade desaguará em crises de pânico, isto porque ambos têm o medo agudo como gatilho. O psiquiatra Michel Haddad explica que “Geralmente, quem sofre de Síndrome do Pânico é ansioso, mas o ataque não é exclusivo deste transtorno, podendo ocorrer em outras doenças de ansiedade, como fobias específicas, transtornos de estresse e transtorno de ansiedade generalizada”. É sabido que nem toda ansiedade é negativa, como informa a psiquiatra Renata Bataglin: “Ela é considerada normal quando se manifesta nas horas que antecedem um acontecimento importante, como uma entrevista de emprego ou uma prova, e serve como um sinal que prepara a pessoa para enfrentar um desafio”. Ela complementa: “Se a ansiedade não tem controle e causa preocupação excessiva, angústia e sofrimento que bloqueia as atividades rotineiras, é sinal de um possível transtorno de ansiedade generalizada (TAG)”.

Nota: obra de Salvador Dalí.

Fonte de Pesquisa
Revista Guia Minha Saúde/ Edição Especial

2 comentários sobre “SÍNDROME DO PÂNICO X ANSIEDADE

  1. Luana

    Lu
    Tomo oxlato de escitalopram pra ansiedade com ataques de pânico. Em novembro próximo faz um ano. Eu me sinto muito bem. Já vou a lugares cheios, enfrento aglomerações, festas, clínicas, etc. Muitas pessoas fazem uso desse medicamento por muitos anos. Será que não tem problema? O médico vai me avaliar em novembro pra ver se regride a dose, aumenta, retira ou se vou ficar tomando sempre. Meu medo é ter que tomar por toda a vida e me trazer prejuízos.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Luana

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, somente através da avaliação de seu médico você poderá saber como ficará seu tratamento. Como está se sentindo muito bem e já completando um ano, é provável que ele venha a interromper o tratamento, depois de passar pelo desmame. É fato que muitas pessoas fazem uso de antidepressivos durante algum tempo, enquanto outras o fazem por toda a vida. Contudo, isso não é o que importa, mas, sim, a melhora na qualidade de vida. Há muita gente que faz uso contínuo de remédio para diabetes, hipertensão, tireoide… E fazer uso de antidepressivo não causa problema algum. Aqui estou eu para lhe dizer isto, pois o meu uso é continuado (depressão). Eu me dou maravilhosamente com o medicamento. Sinto-me feliz por ele existir. Portanto, viva um dia de cada vez e não se preocupe com o que acontecerá em novembro. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Seu médico saberá o que é melhor para você. Tenho a certeza de que tudo dará certo. Continue trazendo informações sobre seu tratamento.

      Grande abraço,

      Lu

      Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *